quarta-feira, 5 de março de 2014

O TRÁFICO HUMANO - VIOLÊNCIA E CONTROLE FORA DE CONTROLE (2014) Osny Mattanó Júnior.

OSNY MATTANÓ JÚNIOR



O TRÁFICO HUMANO
VIOLÊNCIA
E
CONTROLE FORA DE CONTROLE





05/03/2014
CAP. 1

         Maguro era o cara. Ele vivia com dificuldades de se aceitar e com dificuldades de aceitar o novo e isso influenciava a sua sociedade e as mudanças sociais, pois Maguro era um doente importante na sociedade londrinense desde os anos 90. Ele era violento mas também combatia a violência. A violência para ele era um gênero de força que visa romper a resistência pelo terror e é crime quando praticada contra o ser humano, neste caso os mais pobres e desfavorecidos como os moradores das periferias onde enfrentam problemas como as drogas e o tráfico de drogas e de pessoas, mas isso não era culpa dos traficantes e nem das drogas mas sim das Autoridades que eram incompetentes no modo de lidar, gerenciar e mandar nas Escolas de Londrina. Essa violência era a escolha deliberada de atingir um fim seja qual for o meio, neste caso, político.
         A violência política é a brutalidade, a coerção, o escárnio, o medo, a vergonha, a humilhação, a força, a crueldade, a guerra, o combate, a batalha, a fome, o desamparo, o desrespeito, a desigualdade social, o assédio moral e sexual, a exploração sexual e do trabalho, a escravidão, o abuso de incapazes, a agressividade, o sofrimento, o bullying, a doença desprezada e mal tratada, a morte, o poder, etc.. Maguro fazia tudo isto mas também combatia tudo isto! Maguro era fruto de uma cisão entre o indivíduo e o Estado, mas como e porquê? E desde quando?
          Talvez por obra de um controle fora de controle e seus modos de dominação, maneiras e modos que empregamos e que são empregadas para dominação da pessoa ou grupos de pessoas, ou outros seres vivos. Maguro era um doente que não se lembrava de seu nome verdadeiro e que era conhecido assim por viver sozinho.
         Mas a mais relevante característica de Maguro era de lutar pelos seus direitos e pela cidadania, direito de todos, como o direito a paz, a vida, a saúde,  a liberdade, ao patrimônio e a locomoção dentre alguns dos mais conhecidos direitos dos brasileiros e brasileiras, mas Maguro era um doente e isso o fazia ser diferente? Isso era o bastante para que ele fosse considerado diferente como ser humano? Ele até poderia ser diferente legalmente por ser doente e estar protegido por leis contra abuso e exploração de doentes e de incapazes, mas não era diferente como ser humano! Eram poucas as pessoas que conheciam e aceitavam este destino de Maguro, um bravo lutador contra o tráfico, a violência e o controle fora de controle.


CAP. 2

         O problema agora para Maguro era o problema nos presídios e nas cadeias onde em vez de recuperarem as pessoas melhorando-as e ressocializando-as acabavam torturando e escravizando e até traficando esses seres humanos com ajuda de parcela da sociedade e dos Mass Mídia que associavam-se somente neste contexto sócio-histórico para divulgar imagens e sons onde havia violência, desrespeito, degradação, humilhação, tortura, perseguição, tráfico, abuso, exploração, doença sem dignidade humana, e esquecimento dos valores sociais e da família como a fraternidade e a caridade que levam a convivência, a paz, ao bom ajustamento psicológico e social, filosófico e espiritual, propiciando assim saúde orgânica aos indivíduos através da fraternidade e da caridade difundidos pelos líderes da Igreja Católica em Londrina.
         Os detentos eram escravizados, torturados e traficados pelos detentores da informação, do saber e do poder de forma indireta para alimentar a máquina ou o Estado e a política e a vida política que também era traficada por outros criminosos através de ameaças e associações criminosas que também eram controlados pelo poder e pelo controle fora de controle do Estado, uma forma de burocracia que leva a desordem organizando-a e gerenciando-a de modo a criminalizá-la mas também a aceitá-la através da corrupção. A Igreja Católica tinha agora um papel bastante difícil pela frente... o tráfico de humanos estava apenas sendo desvendado...

CAP. 3

         Mas porquê a Igreja Católica teria este papel? Respondeu o povo: ¨Por causa da fraternidade e da caridade!¨
         Então Maguro contava com o apoio da Igreja mas a Igreja se dispersou em meio a seu caminho e Maguro seguiu outro caminho...
         Porém o tráfico de humanos e a violência e o controle fora de controle ainda eram os objetivos de ambos.
         Deste modo Maguro ainda doente foi defender os direitos das pessoas quanto aos modos de dominação... os modos de dominação estão e se manifestam no cotidiano das pessoas através de alguns mecanismos como a colaboração, a eqüidade, a legitimidade, a justiça, a hierarquia, o consenso, a lealdade, a educação, o trabalho, a religião, o esporte, o lazer, a economia, o direito, a saúde, o transporte, a comida, a informação, a dependência psicológica, moral, sexual, física, social e pública, eles determinam nossos modos de relação e de dominação, também através da imitação, atenção, controle instrucional e discriminação por meio de aproximação sucessivas para a modelagem de nossos comportamentos e relações sociais e domínio político, como modos de dominação de massas que a incorpora e a reproduz em seus relacionamentos  breves e/ou duradouros, primários ou secundários interferindo na afetividade, e na racionalidade e em todas as inteligências, elas: matemática; lingüística; interpessoal; intrapessoal; corporal; musical; espacial; naturalística; moral; emocional; psicomotora; espiritual e lúdica. Maguro conhecia bem o que defendia e pelo que lutava. Todos estes conhecimentos o ajudavam a investigar e tomar decisões quanto ao tráfico de humanos e a violência e o controle fora de controle mesmo estando, ele, doente, muito doente.
         Maguro se embrenhou num novo tipo de enfrentamento, agora político e ideológico, temático e didático, discursivo e criativo para abordar e defender todos os grupos sociais, vítimas e criminosos, e assim otimizar a vida e a vida social dessas pessoas de modo a lhes oferecer idéias inovadoras para o bom convívio.

CAP. 4

         Deteve-se então Maguro em novos estudos e novas teorias como a Biopsicosociofilosofia que compreendia o tráfico humano, a violência e o controle fora de controle como questões da Biologia, Psicologia, Sociologia e Filosofia numa tentativa de transformar a realidade de seu contexto e de sua vida, mas também das Ciências pois Maguro era Psicólogo e acreditava que só o saber através do conhecimento ou do instinto trás o poder.
         Todas estas questões no mundo biológico através da agressividade seria ser agressivo e atacar e se defender como indivíduo e espécie no tráfico humano, na violência e no controle fora de controle, no mundo psicológico seria ser agressivo a ponto de dirigir para fora sua agressividade e destruir o outro no tráfico humano, na violência e no controle fora de controle, na sociologia refere-se a morte, domínio e expulsão de indivíduos e grupos de seus grupos no tráfico humano, na violência e no controle fora de controle, e na filosofia seria não saber lidar com conjecturas agressivas e violentas de modo não agressivo e  não violento  e com  a morte filosófica no tráfico humano, na violência e no controle fora de controle.


CAP. 5

         Maguro ainda fixado nas novas teorias e epistemologias descobriu a Esquizoarte Perceptiva Tecnocultural e buscou respostas para suas perguntas no tocante ao tráfico humano, a violência e ao controle fora de controle.
         Deste modo a liberdade ante ao tráfico humano, a violência e ao controle fora de controle e os modos de dominação e a percepção residual da arte que leva a individualidade e a singularidade diante dos Monstros e os modos de dominação que nos servem para dominarmos esses Monstros e outros também, a percepção residual controla ou faz emergir o sofrimento oriundo da violência e dos modos de dominação gerando um controle fora de controle. A liberdade é a convivência diante da violência e dos modos de dominação e a arte nos ensina e deixa isto, seja ela qual for e em qual época ou em que contexto estiver e for. Maguro começou a encontrar novas teorias e conhecimento novo que o levaram a novas perguntas e investigações posteriores, isto era muito interessante para Maguro.


CAP. 6


         Voltando pra casa Maguro conheceu Mirséia por quem se apaixonou e com quem teve um namoro adulto, Mirséia engravidou logo nos primeiros meses, porém Maguro não a abandonou e continuou estudando agora como Docente de um Colégio dando aulas de Psicologia, notadamente o assunto do momento era o Tráfico de Humanos, a Violência e o Controle fora de Controle e as novas maneiras de enfrentá-los e de compreendê-los. Assim Maguro aproveitou o que já conhecia de Novas Teorias e Epistemologias e de continuidade ao seu investimento...
         Abordou na Biblioteca do Colégio a Cultura Psicomanifesto Comportamental que vê a violência como não permitir ao sujeito Cultura e tecnologia para que venha a ter seus desejos e felicidade, produto da tecnologia. A Cultura ensina e produz desejos, inteligências, pensamentos, linguagens e afetos tanto no meio do tráfico de humanos, na violência ou no controle fora de controle, e a partilha desses bens como por exemplo o novo e as novidades tecnológicas. A violência atinge o sujeito impedindo de ter acesso a Cultura e as tecnologias causando conflitos e diferenças desumanas. O bem-estar está aqui associado a Cultura que fabrica tecnologias como o computador, o iPod, o MP6, o papel, os CDs, os DVDs, o cinema, a TV, etc., e o não acesso a Cultura pode interferir na vida afetiva da pessoa levando-a a um falso amor e ao ódio por sofrer sem acesso a esses objetos de satisfação e de desejos e de conforto e liberdade. Devemos promover a liberdade e não o impedimento a Cultura e a tecnologia para o bem da pessoa, da família, da sociedade e da civilização, ou seja, da humanidade. Maguro era um bom Docente e um grande pesquisador, ele sabia o que fazia. O que ele fazia ele fazia por Mirséia seu grande amor.


CAP. 7

Osny Mattanó Júnior


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