HUMILHAÇÃO E CASTIGO:
PARTE DA HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES
(2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó
Júnior
¨Quando eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo
também, e quando eu rezo para o povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny
Mattanó Júnior
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um homem ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro
designado por escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da
força e da obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos,
os escravos eram legalmente tidos como uma mercadoria.
Os valores variavam conforme
as condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o
destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as sociedades
que o escravo era visto como mercadoria: na Idade
Antiga, haja vista que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser
vendidos, trocados ou comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado
espartano, que podia conceder a proprietários o direito de uso de alguns
hilotas; mas eles não eram propriedade particular, não eram pertencentes a
alguém, o Estado que tinha poder sobre eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial,
segundo o qual o grupo étnico ao
qual pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade
também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e canais
de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se pontes e
fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e de forma ilegal em
muitos países, sobretudo na África e
em algumas regiões da Ásia.
Contudo a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho na
Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo de
grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a escravidão!
A escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde
fora usado como rato de laboratório pela maioria de seus colegas de
Universidade e como objeto de escárnio e exploração sexual pelos colegas de
trabalho e Universidade, mais um rato criado nos laboratórios da Universidade
para o Brasil e para o mundo. Um rato que vive encarcerado sem liberdade, sem
vida normal, sem liberdade, sem Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e
tratado como um rato, um rato doente e escravo no seu trabalho, dos seus
profissionais da saúde e na vida acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também
dos Mass Mídia a partir de 1995, coisa que o fez enlouquecer e perder toda a
saúde-mental em 1999 levando-o a loucura e alienação e assim o sacrificaram em
sua escravidão até o fim de sua vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será
libertado, morrerá como um escravo por culpa dos alienadores! E com Osny
morreram, morrem e morrerão muitos outros alienados por culpa dos alienadores
que pioraram a vida mental dele na Universidade a partir de 1988. Osny mudou
muito a partir de 1988, ficou agressivo, fechado, nervoso, com medo, pensando
em roubar e quebrar equipamentos no trabalho, em matar e bater, em lutar se
preciso se tentassem estuprá-lo no trabalho, em morrer, no fim do dia, em ir
para casa, em ir para o colégio, etc., Osny passou por horas de horror nas mãos
de estupradores no passado e agora tudo se repetia, era cruel e horrendo, muito
difícil e hoje em dia isso se repete a todo momento entre 1999 e 2015 e
acontece com toda minha família, ver minha mãe em trajes íntimos ou outra
pessoa e saber que há outra pessoa observando isto, que há talvez um Político
se aproveitando disto é muito revoltante, que há talvez um Atleta tentando nos
prejudicar a vida e a saúde ou o patrimônio também é muito revoltante, que há
um empresário e trabalhador, artista se aproveitando disto para enriquecer e
enlouquecer a população é muito triste e difícil, é revoltante! Deus há de
fazer Justiça! Eu e minha família, somos escravos, não estamos livres! Somos
escravos porque não produzimos o suficiente ou porque produzimos pouco onde
trabalhamos, estudamos e tratamos nossa saúde! Somos castigados o dia todo desde 1995! Já são mais de 20 anos de
escravidão! Deus está nos favorecendo com Graças Abundantes, com riquezas
espirituais da esposa do Divino Espírito Santo, da Virgem Maria, com a Paz que
só é possível a um escravo e a sua família escrava se eles todos crêem em Deus
e em Nossa Senhora !
Os mistérios da vida e da escravidão estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma das práticas da economia que
prevaleciam no Brasil colônia era
a plantação de cana-de-açúcar e os engenhos
que serviam para processar o açúcar. Existiam tipicamente duas
formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho escravo e o trabalho remunerado ou assalariado.
O trabalho assalariado será o tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas, cozinha,
casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a concepção
de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a
casa-grande (habitação
do senhor de engenho), a
capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos
detalhar os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era administrar o
engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício bastante
importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de
beneficiamento do açúcar.
Existia também o ofício de banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava
o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos era
o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro
e prata para comercialização; e a de ferreiros, que produziam objetos de
ferro, essenciais para a resistência e a movimentação das maquinarias dos
engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias de
madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função,
uma vez que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro, que produzia e consertava
os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e outros
produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos importantes
nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava moradias; o
de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de pescador, que pescava principalmente nos dias santos, quando não se
alimentavam de carne vermelha.
Dentro
dessa hierarquia de ofícios, os que recebiam melhores salários eram os
feitores-mor e os especialistas no beneficiamento e processamento da
cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de açúcar (mestres de açúcar, purgadores
e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor recebia o melhor salário e os mais
baixos salários eram dos pescadores. Geralmente, os salários dos trabalhadores
assalariados (como os feitores-mor, os mestres de açúcar, purgadores e
caldeireiros) eram pagos anualmente, já os artesãos (ferreiros, carpinteiros,
pedreiros etc.) recebiam seus salários por dia ou por tarefa
executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho, Mestre em
História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o trabalho faz parte da
natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o homem trabalhava apenas
para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que ele e sua família fossem
consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi percebendo que podia se juntar
com outros homens e viver em sociedade, de maneira que cada um se
especializaria em determinada tarefa, dando início a certa organização social e
divisão do trabalho, facilitando a vida de todos, era o que se chamou de
comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas pequenas comunidades
começaram a acumular determinado produto abundante na sua região e utilizá-lo
como moeda de troca com outras comunidades. Por consequência, foram surgindo
indivíduos que se destacavam frente aos outros que começaram a comandar essas
comunidades, tomando frente da organização e negociação das riquezas
produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito primitiva ainda, o
capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho passou por várias situações,
tais como a escravidão, que teve origem na Roma antiga quando os guerreiros
perceberam que era mais interessante explorar os serviços dos derrotados nas
guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri Mascaro Nascimento (1996,
p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador simplesmente uma coisa sem
possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de direito. O escravo não
tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o Cristianismo, que dignificou o
trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um alto sentido de valorização,
que ganha justa e inegável sublimação, com o reconhecimento expresso da
dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O Cristianismo trouxe um novo
conceito de dignidade humana ao pugnar pela fraternidade entre os homens,
condenando a acumulação de riquezas e a exploração dos menos afortunados, algo
como um embrião do Direito do Trabalho, pois já trazia alguns conceitos que
seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram revolucionários pra a época, tendo em
vista o fato de que os gregos e romanos, dominantes na época, eram favoráveis a
escravidão e contrários aos princípios da dignidade do trabalho e das
ocupações. A Igreja passou a exercer grande influência civilizadora,
disseminando as artes, o saber e exaltando as virtudes.
A verdade cristã foi ainda determinante para mudar o pensamento
lógico que se tinha na época sobre a escravidão entre os homens, pois criou um
conceito de que o trabalho era um meio de elevação do homem a uma posição de
dignidade, o diferenciando dos demais animais.
Porém, há consenso doutrinário de que a formalização dos
direitos dos empregados e empregadores nas relações laborais privadas, o que se
conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e produto dos novos modelos
de relações existentes na sociedade durante a revolução industrial, ocorrida
primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio
Ferraz[2],
a Revolução Industrial:
“Foi um
fenômeno de mecanização dos meios de produção. Consistiu num movimento de
mudança econômica, social, política e cultural. O trabalho artesanal foi
substituído pelas máquinas, que passaram a produzir em grande quantidade,
aquilo que antes era fabricado em pequenas quantidades. A Revolução Industrial
representa o momento decisivo da vitória do capitalismo. Houve a substituição
do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho assalariado em larga
escala. A manufatura cedeu lugar à fábrica. Foi na Inglaterra, antes de
qualquer outra região, que surgiram as primeiras máquinas, as primeiras
fábricas e os primeiros operários.
Antes da
indústria, não apenas os nobres não trabalhavam de fato, como até os operários
e os escravos se limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por
dia. Os camponeses ficavam inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por
volta do fim do século XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses
e artesãos se transformaram em trabalhadores "subordinados", os
tempos e os lugares de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas
das regras empresariais e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava
de uma engrenagem. O trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou
a ser um esforço cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para
sua mente. Quando existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não
existia, reduzia os trabalhadores a desocupados e estes a
"sub-proletariado": trapos ao vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz que anteriormente à citada
revolução o trabalho era regrado pela natureza, fazendo com que os camponeses
não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas diárias, além de ficarem por
meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou a ser regrado única e
exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando lucro máximo, fazendo com
que os trabalhadores se submetessem a jornadas desumanas, trazendo muitos males
para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas descobertas na ciência,
principalmente de máquinas para facilitar a vida do homem, que também
vieram a contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri
Mascaro Nascimento, temos:
“A principal
causa econômica foi a Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de
transformações decorrentes da descoberta do vapor como fonte de energia e de
sua aplicação nas fábricas e meios de transportes. Com a expansão da indústria
e do comércio, houve a substituição do trabalho escravo, servil e corporativo
pelo trabalho assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu
lugar à fábrica e, mais tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge uma nova ideologia, tanto
cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta ideologia é a que melhor
expressa as aspirações da nova ordem burguesa. Liberdade de empresa, liberdade
de contrato e liberdade individual são os objetos. A não intervenção do Estado
na esfera econômica e social é uma das principais características do
liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o homem, em conjunto com suas
virtudes, foi eleito como responsável pelo progresso material e técnico e pelo
fato de que a liberdade de viver e pensar fosse o lema desse novo caminho, de
maneira que o se humano teria liberdade para alcançar seus objetivos. A
liberdade surgiu como uma afronta ao Absolutismo Monárquico. Os pensadores
atacavam duramente as instituições do Antigo Regime. O Mercantilismo, que
imperava antes do liberalismo, pregava a intervenção do Estado. As novas idéias
opunham-se verticalmente à intervenção, sugerindo que a economia se faz por si
mesmo, de maneira a rejeitar o Direito Divino dos Reis e a Religião do Estado.
Pregaram a separação dos poderes e a insurreição. Destacaram-se Adam Smith,
Jean-Jacques Rousseau, Locke, Montesquieu e Voltaire, entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas por todos esses pensadores,
porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior teórico dessa nova economia
impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade industrial marcada pela
mecanização. Foi decretada, definitivamente, a superioridade da indústria sobre
a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra a renda, da moeda sobre a troca,
do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova classe industrial pode
sistematizar seus interesses, na forma de teoria “científica”. A burguesia já
possuía força suficiente pra fazer com que representantes políticos defendessem
seus interesses na prática política, já entrando nos aparelhos do Estado.
Porém, com essa sistematização, achou uma forma de legitimar a imposição de
seus interesses visando à expansão em busca de novos mercados para suas
fábricas.
Muitas
críticas foram feitas diretamente na base ideológica desse novo projeto de
sociedade, norteado pelo direito natural e pela liberdade, indo de encontro à
qualquer forma de vantagem que não fosse em consequência da avaliação da ação
produtiva dos homens. Essa nova sociedade deveria se desprender da religião e
do Estado. Pretendia-se liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova
forma de ver a humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de
maneira que igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A
igualdade levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao
Estado competia somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria
ser passivo, de mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era considerada talvez a maior forma
de liberdade para o indivíduo. Todavia, o operário não tinha como recusar
trabalho, que muitas vezes se estendia a jornadas de até quinze horas por uma
quantia pífia, pois era a única maneira de o operário conseguir algum sustento,
mesmo que mínimo. Na prática, o operário era cada vez mais dependente do
empregador. Assim foi surgindo uma concepção de direito contrária aos
interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos que ele não serve somente
para as finalidades individuais, muito pelo contrário, deveria ser dado realce
ao interesse social, deixando o individualismo em segundo plano. Cabia ao
legislador medidas que garantissem uma igualdade jurídica, que desaparecia
diante da desigualdade econômica. Feria-se a dignidade humana com essa opressão
econômica.
Com o advento das indústrias, a relação empregado-empregador se
formava em detrimento da situação daquele que se submetia às condições de
trabalho desfavorável. Estas condições desfavoráveis podem ser analisadas por
três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto fisiológico, que é muito
importante, tendo em vista o fato de que cada indivíduo tem o seu limite físico
que interfere diretamente na sua produtividade. Antes da regulamentação os
trabalhadores se submetiam a jornadas muito intensas e longas para produzir
mais, o que acarretava sérios problemas de saúde.
Foi então que começaram a surgir reivindicações por jornadas de
trabalho mais brandas, os fisiologistas estudaram os efeitos da fadiga no corpo
humano. O legislador se viu obrigado a interferir, determinando a duração
diária da jornada, descanso semanal, férias, entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época foi o moral, no sentido do
respeito que se deve ter pela dignidade humana. O homem necessita de um bom
relacionamento social, que depende de sua vida profissional, do desenvolvimento
do seu intelecto e da participação na sociedade. Não existia nenhum respeito
por essa dignidade, pois os empregadores só pensavam em “sugar” seus
empregados, com a regulamentação das relações trabalhistas houveram melhoras,
porém nos dias atuais ainda há empresas que não se preocupam com o bem estar
dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico, pois, além de ter de trabalhar
por muitas horas seguidas, o trabalhador era muito mal remunerado por isso. As
leis trabalhistas vieram para mudar isso, o que realmente ocorreu, hoje se tem
uma série de garantias ao trabalhador, tais como FGTS, férias remuneradas e
verbas rescisórias no caso de demissão. Justamente essa série de garantias que
incomodam muito os empregadores, a ser discutido posteriormente.
Com todas essas situações incomodando muito os trabalhadores,
começaram a aumentar as lutas e a criminalidade, como em qualquer lugar onde
haja concentração de massas e exploração de classes. Foi então que a classe
operária começou a reunir-se, associar-se, para reivindicar melhores condições
de trabalho e de salários, diminuição das jornadas excessivas e contra a
exploração de menores e de mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se
revoltaram contra o empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os trabalhadores começaram a se
unir e perceber que podiam lutar por melhorias. Como se percebe nas
palavras de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas
de classes – clamando pela ação do Estado na regulação da vida econômica –
provocam comoção social. Assim, a sociedade começou a despertar para a
necessidade do Estado regulamentar as novas relações. A idéia de justiça social
é cada vez mais difundida como reação contra a questão social.
Provocavam-se
greves, criavam-se organizações proletárias, travavam-se choques violentos
entre essas massas e as forças policiais ainda movimentadas pela classe
capitalista. Na política, a voz dos trabalhadores já era ouvida nos
parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia começando a reconhecer a
força e a importância da classe laboral. Os governos, com a necessidade de
manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a fazerem, ainda que de forma
tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os
trabalhadores passaram a reivindicar seus direitos através dos sindicatos. O
direito de associação passou a ser tolerado pelo Estado. Os governos, com a
necessidade de manter a tranqüilidade e a ordem, faziam concessões à medida que
as reivindicações eram apresentadas e reconheciam a importância do trabalho
operário.
Começaram a
ser tecidas normas no próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam
ao Estado. Algumas categorias se auto regulamentavam, criando verdadeiras
normas coletivas de trabalho. Os esforços da burguesia em negar a legitimidade
às organizações operárias foram violentos. Tentaram mostrar que a existência de
entidades operárias com poder de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento
dos estabelecimentos fabris, mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da classe operária, onde os
governos começavam a ceder espaço às organizações dos trabalhadores. Marx e
Engels, com a publicação do conhecido Manifesto Comunista, vieram a corroborar
a tese operária, visando melhores condições em todos os aspectos para as
classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio Ferraz[5],
tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a
publicação do Manifesto Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma
preocupação ainda maior com os trabalhadores, pois a obra criticava as
condições de trabalho da época e exigia mudanças em benefício do mundo obreiro. O
Manifesto teve grande relevância nas lutas proletárias, do espírito de luta do
proletariado contra o capitalismo. Ajudou a despertar a consciência dos
trabalhadores, a lutar pelos seus direitos. Seu lema básico era:
"Trabalhadores de todos os países, uni-vos".
Karl Marx
procurou estudar as instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo
se baseia na exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a
Revolução como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o
Socialismo, derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes.
Pregava a união dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do
proletariado, para suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação
estatal dos bens de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O
ponto fundamental do programa do comunismo era a abolição da propriedade
privada burguesa, base da exploração capitalista. E se faria através da
Revolução Proletária.
Os
socialistas pretendem substituir a ordem social fundada na liberdade
individual, na propriedade privada e na liberdade contratual, por outra ordem,
baseada no primado social, quando a prosperidade e o controle dos meios de
produção devem estar nas mãos do Estado.”
Fica evidente a idéia revolucionária no manifesto, buscando
legitimação das aspirações trabalhistas. Fundava-se na diminuição da liberdade
individual, primando pelo interesse social, onde o controle dos meios de
produção deveriam ficar a cargo do Estado. Pregava-se a implementação do
Socialismo, largamente discutido no Século XX e ainda nos dias atuais.
Karl Marx,
citado por Fábio Ferraz[6],
afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na pele dos
trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses
operários, que são obrigados a vender-se por minuto, são uma mercadoria como
qualquer outro artigo comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a
divisão do trabalho, o trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e
com isso todo o atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório
da máquina e ao qual se pede apenas uma operação manual simplíssima,
extremamente monótona e facílima de aprender. (...) Operários concentrados em
massa nas fábricas são organizados militarmente e dispostos como meros soldados
da indústria, sob a vigilância de toda uma hierarquia de suboficiais e
oficiais". O trabalho, que deveria ser a mais alta expressão do homem, o
reduz à mercadoria da indústria capitalista, faz regredir cada trabalhador ao
nível de classe subalterna. O remédio está na eliminação da divisão entre
produtores e proprietários dos meios de produção. Só quando os trabalhadores se
tiverem apropriado das fábricas terminará a sua transformação em mercadoria.
Para que isso aconteça, é preciso que os proletários se reconheçam como
portadores de interesses comuns, unam-se a nível mundial, organizem-se em
classe antagonista e cumpram a sua revolução proletária, fundando uma nova
sociedade finalmente sem classes e sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa idéia de melhores condições de
trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão XIII, publica a encíclica Rerum
Novarum, que proclamou necessidade da união entre as classes do capital e
do trabalho. Foi considerada uma fase de transição de um completo desregramento
do trabalho para a justiça social, traçando regras para a intervenção estatal
na relação entre empregado e empregador. O Papa dizia que "não pode haver
capital sem trabalho, nem trabalho sem capital".
Ferraz[7] diz
em sua obra que o Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre
esteve ao lado dos burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar
a ação da burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a
tomar partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no
trecho abaixo:
“O
trabalho deve ser considerado, na teoria e na prática, não mercadoria, mas um
modo de expressão direta da pessoa humana. Sua remuneração
não pode ser deixada à mercê do jogo automático das leis de mercado, deve ser
estabelecida segundo as normas de justiça e eqüidade.
Falava das
condições dos trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos
trabalhadores) mereceu consideração. Condenou a exploração do empregado, a
especulação com sua miséria e os baixos salários. O Estado não poderia apenas
assistir àquela situação, agora era indispensável a sua presença para regular,
mesmo que de forma mínima, as relações de trabalho.
A
propriedade privada é um direito natural que o Estado não pode suprimir. Ao
Estado compete zelar para que as relações de trabalho sejam reguladas segundo a
justiça e a eqüidade. A Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de
pequeno número ao lado da indigência da multidão. Nela se apontou o dever do
Estado de zelar pela harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a
protejam da injustiça, conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do
sacerdote impressionou todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos
governantes pelas classes trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos
direitos individuais em benefício dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande influência em todos os ramos da
sociedade, o que até hoje exerce em menor escala, os governantes se viam cada
vez mais pressionados a legislar em favor dos trabalhadores, dando origem ao
que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e da justiça no trabalho para
que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e boas relações pessoais e
trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas pois haverá menos
exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também através da
justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos tempos de hoje precisamos de
eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade, de boa distribuição de renda
e de boas relações econômicas estruturadas na eqüidade e na justiça, bases de
uma sociedade justa e solidária, fraterna e humana, civilizada, ou seja, sem
escravidão e sem castigo para aqueles que produzem pouco porque são escravos no
trabalho, na saúde e na escola ou universidade. Para combatermos a escravidão
precisamos da eqüidade e da justiça.
CAP. 4
Hoje em Londrina temos os trabalhadores escravos e os
trabalhadores assalariados:
Os trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia, pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da UEL e do Estado.
Os trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia, pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da UEL e do Estado.
Os trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores,
comunicadores, torturadores, castigadores, violentadores, abusadores,
exploradores, falsos e mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da
saúde, professores, atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes
punidores e castigadores daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A internet nos explica que:
¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos
doentes! Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e
escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet:
¨A expressão escravidão moderna possui sentido metafórico,
pois não se trata mais de compra ou venda de pessoas. No entanto, os meios de
comunicação em geral utilizam a expressão para designar aquelas relações de
trabalho nas quais as pessoas são forçadas a exercer uma atividade contra sua
vontade, sob ameaça, violência física e psicológica ou outras formas de
intimidações. Muitas dessas formas de trabalho são acobertadas pela expressão trabalhos forçados, embora quase sempre impliquem o
uso de violência.
De acordo com o relatório da OIT de
2001, o trabalho forçado no mundo tem duas características em comum: o uso da
coação e a negação da liberdade. No Brasil, o trabalho escravo resulta da soma
do trabalho degradante com a privação de liberdade. Além de o trabalhador ficar
atrelado a uma dívida, tem seus documentos retidos e, nas áreas rurais, normalmente
fica em local geograficamente isolado. Nota-se que o conceito de trabalho
escravo é universal e todo mundo sabe o que é escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não
tem rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há
três projetos tramitando no Congresso Nacional do Brasil para reduzir o
conceito de trabalho escravo.
Hoje,
são quatro elementos que podem definir escravidão contemporânea por aqui:
trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes (trabalho sem
dignidade alguma, que põe em rico a saúde e a vida do trabalhador) e jornada
exaustiva (levar ao trabalhador ao completo esgotamento dado à intensidade da
exploração, também colocando em risco sua vida).
A
bancada ruralista quer retirar as condições degradantes e a jornada exaustiva.
Dizem que é difícil conceituar o que sejam esses elementos isso, o que gera
“insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos que escravos se revoltam contra seus donos em algum
momento, ou eles lutam, roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto
aconteceu comigo na UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou
castigado violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da
UEL, das suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de
tentarem me matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante da História do Brasil e dos Mass Mídia fica
importante ressaltar que ficou sobressaída a História da Escravidão em Londrina
e no Brasil através da influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia
com sua influência e poder até para
sacrificar o povo e alienar a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus
vigiados e aprisionados e aqueles que são seus funcionários e não conhecem a
verdade. A Verdade é que a escravidão virou moda, virou Programa de Televisão,
virou estilo de vida e norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais
do Brasil e talvez do mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar
o nosso sofrimento e sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais,
filosóficas e econômicas, trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns
Mass Mídia tentam voltar a ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo
através do Brasil. Que se faça a Justiça se há vergonha mental, comportamental,
espiritual e social, profissional, e moral.
CAP. 10
Depois
de toda a história da escravidão no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil
imaginar que ainda exista esse tipo de prática. Mas a realidade é que ainda
existe, porém de maneira “disfarçada”. Claro que a quantidade não se compara à
escravidão do século XVI ao XVIII, mas não é uma situação aceitável,
principalmente em pleno século XXI.
Hoje
a maneira de adquirir mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde
o patrão faz falsas promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores
terão. Chegam de maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo
colocam os empregados em difíceis situações sem a possibilidade de se
desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um
Mass Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda
nesse sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente
pegam pessoas de regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para
“conquistarem”, oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar
lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de
liberdade e de saúde, de intimidade e de privacidade através do contrato da
telepatia. Não se importaram com minha saúde e nem com minha dignidade e
intimidade e privacidade e nem com a da cidade de Londrina e da Humanidade e
depois tentaram jogar a culpa em mim inventando um paranormal que me perseguia
a vários anos na UEL.
Aos
que tentam ir embora, não há como, pois os patrões alegam que o trabalhador
possui dívidas, e que não pode ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar
lá, mais terá que pagar. Ou seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas
ameaças, e se tentam fugir, podem ser
vítimas de surras e humilhações. E não existem maneiras de pedir ajuda, pois
normalmente as propriedades são distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter dívidas
na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos
fazendeiros para escapar da fiscalização, criam locais apropriados para
alojamento, mas não deixam os trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar
um local para ficar, seja no meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito
vulneráveis a adquirir vários tipos de doenças, e quando adoecem, tornam-se um peso para os
patrões, que não tomam nenhuma providência, pois o que não falta é mão-de-obra
disponível, assim muitos acabam falecendo pela falta de medicamentos e
tratamentos.
Também criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter
minhas doenças aqui em Londrina em casa mesmo, isolado, junto de autoridades,
adoecendo continuamente e sem direitos plenos a saúde e a vida.
A
alimentação é descontada da “remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se
escravizar: “Quer comer? Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente
quando fornecida, a comida é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não
recebem direitos básicos como férias, adicional noturno e seguro desemprego. A
água é suja, e os trabalhadores necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as
roupas. As jornadas de trabalho são em excesso, sem direito a folgas. Se tornam
prisioneiros, sem contar, que em meio a tudo isso, há também a exploração do
trabalho infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual, profissional
e artística.
No
Brasil, estima-se cerca de 30 mil pessoas que vivem em condições do trabalho
escravo, e o Pará é a região que mais possui esse tipo de prática, em média 70%
do total. Muitos conseguiram se libertar por serem localizados através da
fiscalização, portanto é necessário uma fiscalização ainda mais ativa e
rigorosa, pois são milhares os que ainda se encontram em tal situação desumana.
Não
sei quando e nem se serei libertado da escravidão e nem se minha família e os
outros escravizados comigo será um dia libertados da escravidão... eu rezo por
esse dia todos os dias.
CAP. FINAL
Hoje não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois
nestes anos também havia problemas políticos,
guerras, insegurança, doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de
educação, desemprego, desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da
saúde e da assistência do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de
renda, falta de saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha
um papel muito difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda
Direitos Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que
havia cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para
sua época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos
esconder nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e
maquiada para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso
mundo de hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através da
família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 11 de junho de
2015.
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