domingo, 21 de maio de 2017

UM SANTO E SUA FAMÍLIA (2017) OSNY MATTANO JUNIOR.

OSNY MATTANÓ JÚNIOR





UM SANTO E SUA FAMÍLIA











21/05/2017





UM SANTO E SUA FAMÍLIA.

CAP. 1
        O que uma família representa à vida e obra de um santo? Até que ponto ela o ajuda em sua santidade? Em seu caminho de luz? Em sua obra de acolhida e caridade? Em sua obra de evangelizar? Em sua obra de sarar e curar? Em sua obra de educar e preparar para o trabalho? Em sua obra de preparar o indivíduo para uma sexualidade santa? Para um casamento santo? Para um namoro santo? Para seguir os mandamentos de Deus? Para aprender a perdoar e ser misericordioso como é Jesus? Até que ponto a família de um santo interfere nesses fenômenos?!
        Vemos que para ser santo o indivíduo deve primeiro ser concebido através do amor de seus pais e cuidado durante a gestação até o nascimento, donde começa outra etapa de sua vida, quando começa a ser socializado e a internalizar valores sociais e de relação, inclusive afetivos como amor, ódio, inveja, ciúmes e raiva, uma família que promove a santidade ajuda a criança a internalizar elaborando de forma positiva esses valores e fenômenos da mente e do cérebro humano, até mesmo quando surgem adversidades ambientais imprevisíveis como perigos de relacionamentos entre irmãos, onde o mais forte, o santo, põe em risco a vida e a integridade da mais fraca. Certamente esse evento lhe serviu para adquirir conhecimento acerca daquelas famílias e crianças que se encontram em adversidades ambientais e passam por eventos traumáticos como problemas de relacionamento oriundos do ciúme entre irmãos para que viesse a compreender que isso é normal, que educar crianças é difícil e envolve perigos e adversidades constantes, para ser mais amoroso com as famílias que sofrem com esses problemas em meio a muitos outros que se somam e lhes roubam a paz e a saúde, ser santo é saber acolher essas famílias como o próprio Jesus Cristo e Nossa Senhora nos acolheram em nossa vida e desenvolvimento para que chegássemos até aqui e compreendêssemos estes mistérios de amor.
CAP. 2
        De repente nosso menininho de 2 anos de idade se vê numa escada de 7 degraus com 7 gatinhos recém-nascidos, e sem nem e porquê ele bate a cabeça de cada um deles nos degraus levando-os a morte, sua família ao descobrir isto lhe dá uma bronca e só pois era muito criança, com o tempo ficou na sua cabeça o número 7, e os 7 anos de azar que não lhe saíam da cabeça, até que isso aconteceu entre 1993 e 1999 no curso de Psicologia da UEL, um curso para a ¨cabeça¨ que lhe deu 7 anos de azar e muito sofrimento para o resto de sua vida, havia até um espelho em sua casa na infância que ele pensava ¨jamais poderei quebrar esse espelho¨ e nunca o quebrei, mas o azar na UEL veio lhe acontecer e na ¨cabeça¨ como loucura que começou justamente em 1993!  Justamente eu aprendi que o amor tem caminhos que levam a dor e ao sofrimento e até a loucura e/ou a morte como a dos 7 gatinhos e sua própria na UEL no curso de Psicologia onde percebi que o amor em mim estava doente desde o início, mas percebi também que somente amando reestruturamos nossas perdas e derrotas para a morte, loucura, dor e sofrimento, que a família foi e é capaz de ajudar a reestruturar e dar suporte a reelaboração psicológica em frente a questões duras e difíceis como as dos 7 gatinhos e a dos 7 anos de azar na UEL, foi e é através da família que o amor se renova e se reestrutura, reorganizando a vida bio-psico-social do indivíduo e de sua família. Para o amor acabar numa família somente reestruturando-a, reelaborando-a e reorganizando-a para sentirem ódio, inveja, ciúmes e raiva no conjunto de suas relações, não há outro meio, nem mesmo um paciente ou alguns pacientes psicóticos conseguem efetuar tal fenômeno de despersonalização e de tipificação para determinada ação em grupo ou em massa.
CAP. 3
Num outro momento o menino que viria ser santo no futuro, quando homem, se vê sendo abusado sexualmente por uma doméstica que tinha a obrigação de cuidar dele e de seus irmãos em sua casa, Deus lhe deu uma dor e marca que viria a ficar estampada em sua mente e vida por toda a vida e que lhe traria muito sofrimento e problemas, Deus lhe ensinou que deve amar ao próximo se quiseres solucionar seus dramas psicológicos, aprendeu a amar a doméstica e a perdoá-la, por mais impossível que possa ser, mas aprendeu pois faz muito tempo que isso aconteceu em sua vida, certamente por causa de técnicas psicológicas comportamentais como a dessensibilização ou o distanciamento compreensivo, que o recontextualizaram e aos seus dramas, mas não os esqueceu, são traumas, o amor sempre deve prevalecer e substituir o ódio se quisermos conhecer o amor interior verdadeiro  e o amor de Jesus Cristo e de Nossa Senhora. A santidade é encarar com misericórdia o amor!
CAP. 4
        E então num dia qualquer o menino que viria a ser santo se vê seduzido por outra doméstica e é levado por ela ao seu encontro, mas com seus dois irmãos, que são torturados e violentados, então, aquele menino luta com a doméstica e vence sua luta derrotando-a e a se livrando do abuso sexual para ele e para seus irmãos que se veem traumatizados pelo resto de suas vidas, inclusive ele, a doméstica foge e nunca mais retorna àquela casa e eles três se calam. Percebeu, o santo, que para ser santo temos que lutar e muito contra o abuso sexual na infância e que essa luta deve se manter pelo resto da vida se quiseres ser santo, se quiseres ser amor. Quando ele lutou contra a abusadora ele foi amor para com seus irmãos defendendo-os do abuso sexual que já estava em curso e que a abusadora queria tornar pior. Deus  deu-lhes dores e sofrimentos para aprenderem que no futuro haveria muita dor e sofrimento semelhante ao nosso por obra de outros abusadores, que certamente, devemos aprender a amá-los e não a odiá-los, para que possam compreender suas histórias e solucioná-las através, da psicoterapia, sem amor isso é muito difícil, psicoterapia é sinônimo de amor. Abusadores e vítimas de abusadores sexuais devem passar por tratamento psicoterapêutico, pois precisam de amor, precisam resolver seu amor interno.
CAP. 5
        Até que o jovem menino foi violentado coletivamente no Colégio onde fazia o 1º Grau em conjunto de seus colegas de Colégio, todos foram ameaçados e torturados, abusados sexualmente por pedófilos, ele aprendeu que mesmo perdendo tudo deve recomeçar, perdeu todos os seus amigos para a violência e para o medo, mas não perdeu o amor, saiu mais forte pois tudo era sinal para sua santidade futura, aprendeu que mesmo no horror é possível viver e aprender que amor se faz e se ganha amando, é essa a escolha dele em relação a Jesus Cristo e a Nossa Senhora, amor! Aprendeu que deve amar os mais fracos e necessitados, sobretudo as crianças abusadas sexualmente, como seus colegas do Colégio, mesmo que tenham lhe feito mal, pois eram crianças e estavam sob violência, ameaça, abuso sexual e tortura, eram incapazes num campo de concentração onde eu viria a ser o amor que lhes faltaria algum dia em suas vidas.
CAP. 6
        Então esse menino se vê um campeão, um vencedor no futebol de salão pelo Colégio que o abusou e que o ludibriava para que ele nunca percebesse tal crime ao qual era vítima. Será que ele era um vencedor ou um perdedor? Um instrumento para a violência e a exploração sexual que se acentuava nos abusos sexuais, um instrumento para enganar sua família e seus colegas e demais familiares, um instrumento fabricado por mãos poderosas e habilidosas, inteligentes, capazes de transformar o feio e triste em belo e alegre – era isto o feio e triste, o time de futebol de salão e seu técnico, o pedófilo, tentava se transformar em algo belo e alegre, por meio de vitórias que escondiam derrotas humanas imensas, estavam destruindo vidas e crianças, famílias, futuros, minha medalha hoje me lembra meu laço de forca onde me enforquei no trabalho na UEL, outro local onde escondiam o feio e triste alegando tudo ser belo e bonito, produtivo, onde eu deveria ter sido afastado do trabalho já em 1989 para me tratar e me recuperar das tentativas de estupro coletivo no Centrocópias da CAF/Reitoria da UEL, fiquei com problemas que foram se agravando cada vez mais e mais..., aprendi que devemos nos perdoar por termos sido ingênuos e medrosos, mas todos foram, as ameaças e a tortura foi muito violenta e cruel, aprendi que meus amigos precisariam do meu amor hoje para continuar livres e vivendo com suas famílias, que não poderiam passar pelo mesmo trauma duas vezes, ao menos se não cometerem novos crimes impossíveis de serem resolvidos com liberdade, aprendi que Jesus Cristo me ama para eu ser seu amor para as pessoas de qualquer ordem ou situação, sem discriminação ou preconceitos, quem ama acolhe e perdoa, compreendi o amor de Jesus para as famílias injustiçadas e violentadas, perseguidas por violentadores e abusadores sexuais do passado e do presente (aqueles que violentam meus amigos hoje para investiga-los torturando-os), o amor não pode faltar para Jesus Cristo e nem para Nossa Senhora.
CAP. 7
        De fato aquele Colégio de 1º Grau não prestava pois ainda tentou seduzir ao menino, santo, junto à uma dezena de meninas ¨despidas¨ numa grande banheira ou piscina na FEFI, fenômeno que causou pânico nesse menino, fazendo-o sair correndo do local..., anos depois ensinaram para as crianças desse Colégio dentro do próprio Colégio uma versão criminosa e sexual, abusadora, do Hino Nacional, que ele e sua irmã sentiram-se seduzidos pelo teor ingenuamente, isto já, na época do estupro coletivo do Colégio São Paulo no Centro Esportivo com seus colegas, talvez estavam tentando incriminá-los e aos seus pais e as crianças e familiares das outras vítimas do estupro coletivo, pois dava cadeia alterar o Hino Nacional na época, e as crianças cantavam o Hino Nacional todos os dias antes de começarem as aulas. Certamente o que aprendemos é que as vítimas de abuso sexual ficaram marcadas e ainda hoje estão com problemas e precisam de amor para não se incriminarem e que é muito difícil perdoar todo esse mal, mas Deus pode nos livrar do mal através da oração, através da fé, meus colegas vítimas de abuso sexual precisam de Deus e de seu amor.
CAP. 8
        E mesmo depois de ter se formado no 1º Grau no Colégio São Paulo, ele, o santo, se vê sob olhares de uma das filhas do dono do Colégio São Paulo, até onde se sabe ocasionalmente, fenômeno que ocorreu por 2 ou 3 vezes num relativo curto espaço de tempo, ela estava acompanhada de um homem..., e no seu bairro no jardim Oscavo Santos ele ganhou um novo ¨amigo¨, um ex-funcionário do Colégio São Paulo  que sempre o ¨cercava¨ ou buscava se aproximar dele, na maioria das oportunidades numa panificadora da avenida Ingletarra, esse novo ¨amigo¨ havia trabalhado, na época, na luta do Maguila no Moringão em Londrina. O santo percebeu que muito provavelmente os donos do Colégio São Paulo também se sentiram e se viram marcados e ameaçados pelo inaceitável estupro coletivo cometido contra as crianças do Colégio São Paulo, pois se tornaram responsáveis e omissos e depois se envolveram ativamente nesses crimes tornando-se criminosos, pois deveriam ter resolvido o problema já no dia seguinte ao estupro coletivo e se omitiram aumentando o sofrimento e os dramas das crianças e das famílias, ele percebeu que mesmo assim essas pessoas necessitam  e estão carentes de amor pois estão ¨marginalizadas¨  e a sociedade não tolera esse tipo de pessoas e de comportamento, muitas vezes negando tudo, até mesmo amor, mas intimamente eu sei que há direito ao amor, a autoestima, e ao amor de Jesus Cristo e de Nossa Senhora. Por isso eu aprendo que não há como negar amor, mas isto não exclui ou impede o uso da justiça.
CAP. 9
          E num último momento com seus  colegas do  Colégio São Paulo nos ritos finais da formatura, seu amigo de grandes alegrias lhe dá uma grande tristeza ¨ficando¨ com a menina que o santo mais gostava, este saiu da festa de formatura todo transtornado por dentro, com delírios e alucinações, que custaram muito esforço para desaparecerem com a vida, ele, o santo, aprendeu que deve aprender a amar as escolhas das pessoas e dos seus colegas, por mais difíceis que pareçam pare ele, pois a dificuldade é uma imposição da própria pessoa que sofre por causa do outro, por lhe faltar amor, por não saber amar, ele aprendeu que amando superaria seus obstáculos e dificuldades, pois seria possível colocar-se no locar do outro e entender sua vida bio-psico-social, seus problemas e ganhos, seus sentimentos e pensamentos, e assim descobriria que ele se parece muito com você mesmo, e se você não quer sofrer não negue amor a si mesmo e ao outro, Jesus e Nossa Senhora nunca negam amor a si mesmo e nem aos outros, para ser santo você deve ser assim e deve descobrir isto em sua família que o educou direta ou indiretamente assim, e não são as dificuldades aparentes como os problemas de saúde e sociais que serão maiores do que a história de vida de cada família, até mesmo na loucura é possível haver amor, depende muito de Jesus e de Nossa Senhora na educação da família, fenômeno capaz de reunir até mesmo na despersonalização e na lavagem cerebral.
CAP. 10     
        Numa nova fase de sua vida, o santo, se vê só, num Colégio de ricos e de pessoas mais inteligentes, mas ele acredita em seu potencial, ou seja, não desiste, e se dá bem, já no 3º bimestre tira 10,0 em 99% das notas no boletim e se mantém bem até o fim do ano. Mas coisas estranhas acontecem com ele nesse novo Colégio, 1º levam-no para um passeio na cachoeira com adolescentes que alunos insinuam haver alunos e professores do Colégio em trajes íntimos na cachoeira, isso lhe causa medo pois havia sido abusado no Colégio anterior e há pouco tempo, e depois de uns 2 anos, sem poderem veicular uma canção com insinuação sexual e homossexual do Raul Seixas, o Rock das Aranhas, deixam uma banda de rock londrinense apresentá-la para seus alunos e pedem que ninguém conte para pessoa alguma esse fato pois é errado ou pode ser crime, e num outro momento num aula de biologia o professor obriga o santo a trazer um frasco de inseticida se quiser voltar a assistir suas aulas ou até mesmo se quiser entrar no Colégio Maxi, foi o Prof. Ugo quem o obrigou a levar o inseticida para o Colégio Maxi sendo que o santo  não fez coisa alguma de errado e pagava suas mensalidades normalmente, ele acabou sendo extorquido e ameaçado pelo Colégio Maxi numa alua do 2º ano do 2º Grau. Mas o que ele vem aprendendo e aprendeu é que deve dar e oferecer amor como Jesus e Nossa Senhora lhe pedem para ser amor, seu amor, e assim dar e oportunizar, oferecendo amor para aqueles que estão com problemas e dificuldades, que não creem, que não veem o amor de Jesus e de Nossa Senhora, que só veem um bandido, tarado, criminoso ou violentador pois Deus, Jesus e Nossa Senhora ferem seus conceitos de vida e de saúde, ferem sua espiritualidade, se é que tem espiritualidade!? Sem ver o amor fica difícil amar e ficar difícil sentir o amor, compreender o amor fica mais trabalhoso, muito torturante e penoso. Somente vendo a face do amor e reconhecendo-a verdadeiramente é que poderemos aceitar o amor em sua verdade sem causar-nos mal ou mal-estar, pois é amor e não violência!

CAP. 11

CAP. FINAL
        E no final, sonhando, depois de seguir o mapa da história, o nosso santo se vê só, e em seu sonho vê embarcando toda a sua família para uma viagem final, numa terra distante marcada por guerras onde poucos sobreviviam, ele, o santo, percebeu que mesmo com todos aqueles sintomas e problemas bio-psico-sociais nos indivíduos de sua família,  enviá-los para uma terra distante onde há guerras era injusto e cruel pois foram expulsos de seu convívio por motivos que a maioria de seus conterrâneos também desfrutavam e dependiam afetiva e psicologicamente como a loucura, a raiva, o medo e a inveja, a discriminação e a perseguição, o preconceito e o ódio, o santo sabia que nessa nova terra a realidade de sua família não se transformaria para melhor, nem mesmo o sofrimento psíquico, ele, o santo compreendeu que deveria amá-los, seja qual for o contexto pois o amor não escolhe contexto, apenas ama e não se desespera jamais, está sempre em paz e nunca recusa amor àquele que pede, no sofrimento ou na alegria, na saúde ou na doença, na conformidade ou na inconformidade social e legal. O amor é para todos e é gentil!


Osny Mattanó Júnior
Londrina, 22 de maio de 2017.

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