OSNY
MATTANÓ JÚNIOR
PESSOA X
03/07/2017
PESSOA X.
CAP. 1
E a Pessoa X devaneava no banquinho do
ponto do ônibus...
¨Será que bruxa é igual a Jai Guru?¨
¨Será que sentar na vassoura de uma
bruxa é igual a sair voando?¨
A Pessoa X olhava para baixo se
escondendo como alguém que cometeu um erro e ficava gesticulando de forma
esquisita.
O ônibus chegou e a Pessoa X entrou no
ônibus, pagou sua passagem e como que por acidente um grupo de garotas parou
onde ele estava sentado e elas começaram a falar de sexo, usavam roupas sexy,
algumas falavam de bruxaria e exibiam seus corpos com roupas colantes, a Pessoa
X não tirava os olhos do traseiro delas, principalmente das garotas que falavam
de bruxaria, então outra falou do Jai Guru e a Pessoa X começou a piscar
insanamente e a girar a cabeça, as garotas desceram do ônibus e a Pessoa X
ficou sonhando acordado.
CAP. 2
A Pessoa X costumava sempre perambular pela
cidade, principalmente perto da Igreja e da Universidade, e até do Shopping, na
Universidade conheceu a Dra. Psicóloga que anos depois o atendeu em seu
consultório causando um grande constrangimento devido as suas manias.
Então a Dra. Psicóloga deu uma de
corrupta e chamou o Guarda do Prédio para prendê-lo, pois ele, a Pessoa X, a
seguia intensamente, e diariamente, alegando que ela havia faltado com a ética
profissional em seu consultório quando deixou vazar informações pessoais e
sigilosas dele para suas amigas da Igreja e da Universidade, a Pessoa X começou
a pensar em ¨chupar o psite¨ - a televisão dizia ¨que loucura essa Pessoa X,
mas ele não pode ser louco não, senão a gente vai para a cadeia¨ - eram os
delírios que se revelaram a Pessoa X segundo o mundo real.
CAP. 3
O Guarda do Prédio ficou sabendo dos
delírios da Pessoa X e quis dar uma surra nele, pegou seu porrete e foi atrás
dele, a Pessoa X estava dormindo na calçada com um cachorro, o Guarda do Prédio
chutou suas pernas e lhe disse ¨é o fim¨, ¨vai levantando, vou te dar uma
surra, seu descarado¨, a Pessoa X começou a girar a cabeça insanamente e jogou
o cachorro na cara do Guarda do Prédio e saiu correndo, o Guarda do Prédio
ficou todo ferido e lambido, pois o cachorro era muito dócil, ele perdeu na
corrida e desistiu de dar sua surra na Pessoa X.
CAP. 4
A Dra. Psicóloga deixava seus arquivos
no consultório, então a Pessoa X esperou anoitecer e todo mundo ir dormir...,
ele foi de taxi até o consultório e resolveu invadi-lo pela janela, ele quebrou
o vidro e começou a entrar, mas ficou preso, entalado com a bunda de fora, a
Pessoa X agora tinha um problemão pela manhã, a polícia chegou com os Bombeiros
e o resgataram mas o levaram para a Delegacia onde ele teve que assinar um
termo circunstancial, só foi perdoado porque a Dra. Psicóloga sabia que a culpa
e a responsabilidade pelo ocorrido era dela e de mais ninguém, pois ela estava
maltratando a Pessoa X no consultório, o Diretor do consultório também o
perdoou pois participava da violência contra ele. Depois disto aumentaram os
comportamentos problemas dele e ele passou a escutar vozes intensamente sem
parar e a ter alucinações que faziam parte de um processo psicótico
desencadeado pela Dra. Psicóloga – seu maior delírio era ¨chupar a chupeta¨.
CAP. 5
Quando ele viu um filme de Hollywood
onde os atores ¨chupavam a chupeta¨ foi aquele terror, foi aquele sofrimento,
ele começou a delirar e a chorar, primeiro ele sentiu excitação e depois nojo
de tudo o que ele via no filme, foi aquele mar de delírios onde tudo se
esfarela, ele começou a pensar em pular de prédios para se matar, e outros que também
deliravam o homenagearam com o Homem-aranha, depois começou a delirar acidentes
de automóveis e tiroteios e o homenagearam com Transformers, os delírios sobre
os filmes acompanhavam os filmes, se transformavam, mas o da ¨chupeta¨ era
sempre a mesma coisa, havia também bons pensamentos que os delírios
transformavam em maus pensamentos como que tentando destruir a vida e a saúde
mental da Pessoa X, tudo por causa da Dra. Psicóloga que resignificou seus
pensamentos e processos mentais de forma criminosa causando-lhe problemas de
saúde e de ordem social.
CAP. 6
As pessoas começaram a perseguir e a
ameaçar a Pessoa X por causa da ¨chupeta¨, cada vez mais ele piscava
insistentemente e girava sua cabeça, e agora ele mancava a perna direita, seus
dramas tomavam conta de seu corpo, certa vez por causa desses comportamentos
ele, num supermercado, se encontrou com um artista da televisão que ele ficou
encarando mas o artista o desdenhou e ele começou a mancar a perna direita e
levou um tombo vergonhoso que causou uma contagiosa violência moral por meio
das gargalhadas intensas e altas daqueles que estavam por perto, a Pessoa X
ficou vermelha de vergonha, se levantou e saiu todo gesticulando atrapalhado
contra os agressores. Agora a Pessoa X era do domínio público...
CAP. 7
A Pessoa X se sentia explorada pelo
público, pelas pessoas, pelo mundo, pela cidade, não conseguia se colocar no
lugar dos outros, então foi até a Igreja
para rezar na Missa, mas começou a sofrer de demência, começou a ter
alucinações onde ele era uma pessoa cruel que fazia mal para as pessoas na
Igreja, com pensamentos ¨isso é um presente, é só entre a gente, vem aqui fica
do meu lado¨ e alucinações onde ele metralhava toda a Igreja, ele começou a
pensar que isso era coisa do Diabo e ficou doente, muito doente pois acreditava
que não merecia isso, começou a conversar com a pessoas como que se estivesse
lutando contra todos, era cadáver sobre cadáver, a Pessoa X sobrevivia e
procurou a Dra. Psicóloga para ajudá-lo, mas ele foi mais anti-ética pois não o
atendeu e disse que ele era um bandido, ele surtou e tentou se enforcar, mas
não conseguiu, então tentou engolir uma colher, mas desistiu.... Como dizia a
Dra. Psicóloga ¨desgarça, raça pirraça, terra a vista¨ ele entendeu que
navegava em águas distantes, o inconsciente, em busca de um porto seguro, sua
consciência e que essa terra era a terra do mal, a terra da loucura, então ele
voltou a Igreja e conversou com o Padre e descobriu a Virgem de Nazaré por quem se tornou
devocionário, pois ela era pura e passou duras realidades em sua vida na Terra
ao lado de Jesus e dos seus queridos, todos achavam que a Virgem de Nazaré
também era uma pessoa louca, assim como os Apóstolos e o próprio Jesus Cristo,
ele descobriu que Deus também é para e ama os loucos.
CAP. 8
Agora
a Pessoa X tinha Deus no coração mas tinha maldade em sua mente, não conseguia
perdoar seus fantasmas, não haviam atores em seus filmes, apenas sombras e
ficções, fantasmas, alucinações, ele foi num barzinho a noite e conheceu uma
mulher que o assediou e quis transar com ele, mas ele se esquivou pois não
tinha experiência sexual alguma e começou a piscar insanamente e a girar sua
cabeça, então a mulher tentou beijá-lo mas ele disse que ¨ainda não¨ e ele
começou a salivar, a babar, a mulher ficou invocada com isso e perguntou se ele
tinha algum problema, ele disse que tomava haldol para esquizofrenia, então a
mulher se levantou e foi embora dizendo que ele era louco, ele saiu chutando o
vento e foi caminhar em círculos na rotatória em frente ao barzinho dizendo ¨eu
quase consegui, quase...¨, então a polícia apareceu e o abordou, ele não soube
explicar o que havia acontecido e foi liberado, ele voltou de ¨busão¨ para sua
casa de madrugada e não tirou essa noite da sua cabeça.
CAP. 9
A Pessoa X foi atender ao telefone de
sua casa e depois desligou, seu pai a Pessoa Y perguntou ¨quem que era?¨ A
Pessoa X disse ¨ela foi tomar banho¨, seu pai se irritou e perguntou novamente
¨quem que era?¨ Ele disse ¨ela foi tomar banho¨, isso o irritou mais ainda,
então ficou furioso e começou a ficar com um tique-nervoso, a Pessoa X disse
¨era a Pessoa M¨, seu pai disse ¨vai te foder¨ e foi embora.
Então a Pessoa X começou a rir e rir e
rir e começou a passar mal e começou a morrer, ele começou a ficar deitado por
horas e horas rindo a toa em sua cama, só comia e bebia, não saía de casa e nem
trabalhava, só dava despesas.
CAP. 10
Sua mãe, a Pessoa L sentia pena dele e o
ajudava cuidando de sua saúde, até que um dia ele se cortou com uma faca e se
feriu gravemente, ele não soube explicar como isso aconteceu, sua cabeça
começou a girar e ele começou a babar, seu irmão, a Pessoa M percebeu que ele
estava cantando as músicas insanas que a Universidade da sua cidade criou e
desenvolveu espalhando Teorias falsas e omissas pelo mundo inteiro. A Pessoa X
foi parar no Hospital para fazer uma cirurgia pois o corte com a faca atingiu
órgãos internos do seu corpo.
CAP. 11
Agora a Pessoa X era uma tipo medicado,
que ingeria medicamentos para parar de sentir dor, por causa da facada que ele
mesmo se deu..., então ele foi pegar um ônibus e ao subir a escada começou a
sentir dor, havia uma velhinha atrás dele que se irritou e lhe disse ¨a mais
velha aqui sou eu, anda logo¨ ele subiu gemendo e começou a girar sua cabeça,
também começou a coçar sua barba que se
misturava com sua saliva que caía de sua boca por causa de seu estado crítico,
as pessoas do ônibus se sentiam incomodadas com ele mas ele não percebia coisa
alguma, então um bebê no colo de sua mãe sentada atrás do banco dele noutro
banco do ônibus puxou o cabelo dele e ele gritou ¨filho da puta¨, mas prá quê?
Foi aquela confusão, mas perceberam que a Pessoa X estava dopada e o perdoaram
depois de alguns empurrões, discussões e xingamentos. A Pessoa X desceu do
ônibus e foi para sua casa todo doído e sem entender o que havia acontecido com
ele. Chegando em casa, sua mãe, a Pessoa L lhe disse ¨vai tomar um banho e
descansar, você está com uma cara!¨ Ele escutou sua mãe e a atendeu e depois
foi dormir, mas começou a sentir dores em suas mãos e pernas meio que sem
explicação alguma....
CAP. 12
Agora em sua casa a Pessoa X escutava o
LP The Final Cut do Pink Floyd e uma coisa aconteceu com ele, quando ele escutava
as canções uma frase em inglês ficou transtornada em sua cabeça, ele entendeu
que ¨ele era uma bicha¨ e começou a rir e rir e rir insanamente disso, seu pai,
a Pessoa Y ficou invocada pois escutou ele falando ¨sou um bicha¨, saiu panela
prá todo lado, ¨puta que o paril¨ disse seu pai para ele, olha o que você esta
falando menino? Ele disse que a culpa era do Osny, seu pai disse ¨que culpa do
Osny, esse cara não fez nada disso, foi a Universidade! Acorda prá vida!¨ A
Pessoa X ficou triste e parou de escutar esse LP. Seu pai saiu todo fudido de
lá.... Então a Pessoa X foi escutar o David Bowie e aconteceu de novo mas agora
com ¨chupa psite¨ e voltou todo aquele imaginário por empréstimo de seu pai,
agora ele não conseguiu esquecer esse ¨chupa psite¨ pois ficou traumatizado e
jogou a culpa em seu pai, mas a culpa era dele que não tinha recursos
comportamentais para lidar e elaborar essa outra forma de comportamento que
suscitava o ¨chupa psite¨. A Pessoa X ganhou um novo tique nervoso....
CAP. 13
Fugindo de todo mundo a Pessoa X
encontrou o Magrão, seu amigo de infância, mas não se deu bem não, ele grudou
nas pernas do Pessoa X e começou a fazer xixi, a Pessoa X saiu arrastando e
puxando a perna direita sem jeito resmungando e todo chateado, então apareceu o
Gordinho, amigo do Magrão, o Gordinho cuspiu um chicletes no cabelo do Pessoa X
que ficou com a cabelo todo melecado, de repente começou a falar ¨chupa psite¨
bem alto, então o Magrão e o Gordinho deram um cacete no Pessoa X que voltou
sem saber porque havia apanhado tanto.
CAP. 14
No dia seguinte a Pessoa X foi ao Médico
e este pediu exames... quando ele chegou no laboratório para fazer os exames
ele parou em frente a garrafa do café e começou a olhar para os lados pensando
¨será que estão me olhando e porque que não olham para outras pessoas¨, ¨o que
estão notando em mim?¨ A Pessoa X começou a gesticular e a girar a cabeça,
depois começou a babar na própria barba. A Pessoa X fez isso 3 vezes e depois
foi fazer seus exames, no local de exames o Dr. pediu que ele abaixa-se as
calças, ele disse que ele não era homossexual para o Dr. que olhou atravessado
para ele, durante o exame a Pessoa X fez xixi na cara do Dr. que disse em voz
baixa ¨f.d.p.¨, o Dr. disse que o pinto do Pessoa X estava ¨sumindo¨ e ele
surtou ¨mas como? Porquê? De que jeito?¨ Era a gordura, ele só comia comida
enlatada! Ele perguntou se ele iria ficar sem pinto e o Dr. disse que não mas
bem pequenininho! A Pessoa X disse ¨Kahooohhhhahoooohaho¨.
CAP. 15
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