terça-feira, 6 de junho de 2017

O VAMPIRO DE CURITIBA (2017) OSNY MATTANO JUNIOR.

OSNY MATTANÓ JÚNIOR




O VAMPIRO DE CURITIBA


29/05/2017





O VAMPIRO DE CURITIBA.
CAP. 1
            ¨Vou te sugar até a última gota!¨Dizia, ele, o Vampiro de Curitiba em sua viagem e estadia à Brasília.
            Ele permanecia na calada da noite, ficava no meio das árvores, observando, procurando por alguém.
            E lá foi ele! ¨Flac!¨ Ele grudou no pescoço no Ministro dos Esportes, este começou a se contorcer e a gritar de susto e de medo, a dor o consumiu até a última gota sugada pelo Vampiro de Curitiba, então ele começou a sofrer uma preguiça acompanhada de uma metamorfose, quando se viu,  já era outro Vampiro e agora era imortal. Ele bateu asas e saiu voando, definitivamente viu o mundo de cabeça prá baixo.
CAP. 2
            Ainda era madrugada e o Vampiro de Curitiba batia asas quando ele sentiu a presença de alguém, era o senador Valvulado Rios. E lá foi ele, flac! Já está no pescoço sugando todo o sangue até o fim, mas este se transformou num zumbi, definitivamente se tornou imortal e viu o mundo com outros olhos, com os olhos da saudade.
            Agora era cedinho e ele, o Vampiro de Curitiba tinha que voltar para o seu caixão, pois a luz do Sol o matava, então ele se escondeu no caixão.
CAP. 3
            Então agora é outra noite e ele, o Vampiro de Curitiba, saí por aí, e caça um, dois, três e luta contra o quarto que era valente, o deputado Pimenta na Veia que estava todo alterado por causa de uma doença mental em um conhecido seu que fazia alterar as palavras com trocadilho, mas foi sugado até o fim e se transformou numa Mula sem cabeça, definitivamente perdeu a cabeça.
CAP. 4
            Então o Vampiro de Curitiba bateu asas e ¨flac¨ no pescoço do Ministro da Cultura que caiu no papo dele, na cultura dele, e se entregou aos seus dentes que o sugaram até a última gota, levando tudo, fazendo tudo o que queria fazer com ele, deixando-o vazio e sem vida, se transformou num Saci que fazia bagunça e aparecia e desaparecia, fazia suas molecagens e assim passou a ver o mundo como um moleque. 
CAP. 5
            O Vampiro de Curitiba se perguntava: qual o melhor momento? Quando mordemos ou quando sugamos até o final? Quando batemos asas ou voltamos? Depois de tudo ou antes de tudo? Porquê que só tem gente importante aqui em Brasília? E o sangue é do mesmo sabor? Não me ofereceram um táxi, uma propina, um apartamento, uma entrevista, um programa de televisão ou de rádio, uma coluna no jornal ou na revista, uma reforma, uma mulher, sexo, dinheiro, ou mesmo uma vantagem... não me ofereceram nem mesmo um cigarro! Não aceitam Vampiros na política!?
CAP. 6
            Então o Vampiro de Curitiba cruzou com o Presidente da República e o mordeu no pescoço até o fim do seu sangue desconcertando-o, mas o incrível, é que ele não desfaleceu e nem desmaiou, e nem se transformou num monstro, muito pelo contrário, se transformou num Herói com suas leis e deveres e que deu uma lição com trabalho com suas forças e exemplo para a nação, ele venceu o Vampiro de Curitiba que voltou derrotado para o seu caixão.
CAP. 7
            Eis então que veio de Londrina um jovem Cientista até Brasília para demonstrar as suas Novas Teorias e Epistemologias Psicológicas, é de noite e ele passeia pela UnB quando escuta ¨flac¨ e se vê mordido pelo Vampiro de Curitiba que lhe suga todo o sangue de uma só vez, ele, o Cientista, se transforma no Curupira e definitivamente vê o mundo ao seu modo.
CAP. 8
            Mas não é o fim, e o Vampiro de Curitiba mal sugou o Cientista e já voou nos ¨black block¨  que faziam uma manifestação, sugando todo sangue de quatro deles, um por um, transformando eles em Cuca, Saci, Emília e Visconde de Sabugosa, cada um deles passou a ver definitivamente o mundo como se estivessem num sítio de fantasia que estimula a fantasia, todos ficaram lunáticos, tiveram seus passos esgotados pelas estórias dos livros de História.
CAP. 9
            E no finalzinho da noite o Vampiro de Curitiba voou pra cima de um grupo de rock de Brasília que cantava ¨ainda é cedo¨, dois deles saíram chutando tudo e xingando de ¨f.d.p.¨ para o Vampiro de Curitiba, ele não conseguiu morder esses dois mas mordeu o cantor que era gay e se disse  bastante feliz com a mordidinha dele no seu pescoço, mas ele não havia entendido e se transformou num Jacaré, então definitivamente começou a ver o mundo todo verde, pois foi morar no meio da vegetação do lago Paranoá.
CAP. 10
            As notícias foram se espalhando a respeito daqueles que desapareceram em Brasília sem deixar rastros e que como que calculadamente eram transformados e deixados monstros onde eles estavam até aquele momento localizado, começaram, a procurar pelo homem, aquele que supostamente transformava as pessoas em monstros, mas havia outro cara, outro homem que transformava as pessoas em demônios, segundo as histórias do interior do Brasil, encontraram-no e o Vampiro de Curitiba faz ¨flac¨ no pescoço desse outro cara que começou a suar e a gemer de dor, ele se transformou numa Coruja e saiu voando sem mais e nem menos, definitivamente ele começou a ver o mundo em 360 graus, ele compreendeu a intelectualidade e a filosofia!
CAP. 11
            Os estudiosos foram convocados para formar uma Cultura de Paz naquela cidade, em função dos desaparecimentos inexplicáveis e surgimento de monstros, muitas teorias foram feitas, mas apenas uma deu certo!  A teoria de que ¨na vida nada se perde, nada se cria, tudo se transforma!¨ Ou seja, as pessoas desaparecidas não estariam perdidas, no máximo se transformariam em outros fenômenos espirituais, como almas do Paraíso, do Purgatório ou do Inferno! E os monstros eram produção da natureza, da luta pela sobrevivência, pela adaptação, da Evolução das Espécies! Essa teoria repercutiu muito bem no meio acadêmico e social e passou a valer para todos e foi divulgada nos mass mídia em larga escala. A população se sentiu mais calma, mas o problema não acabou... e ¨flac¨, lá foi ele novamente no pescoço da estudante de Direito da UnB que se transformou  num Nariz, ¨agora parece que o feitiço ficou pior¨, comentou o escritor!
CAP. 12
            No dia seguinte, já à noitinha, o Vampiro de Curitiba saiu para a copa das árvores para esperar pela sua próxima vítima, de repente uma coisa voou pra cima dele e grudou na cabeça e nas costas dele sussurrando ¨minha vingança será extraordinariamente malévola¨, era o Capeta que grudou nas costas do Vampiro de Curitiba que se transformou num morcego peludo e saiu voando, agora o Vampiro de Curitiba era meio normal, meio lobisomem, isso começou a transtorná-lo e a deixá-lo deprimido pois ele era bonito e de repente se viu e se sentiu feio, seu problema agora é que não arrumaria mais nenhuma namorada, nem mesmo na marra, ele ficou arretado com o Diabo e se trancou no seu caixão por 3 semanas.
            Quando ele acordou ele se viu e não se reconheceu pois estava tão peludo que era inacreditável e começou a salivar, cuspindo baba para todo lado, ele ficou naturalmente faminto e se transformou no Vampiro-lobo de Brasília.
CAP. 13
            E foi nessa que de noite no dia do jogo de futebol do time local que o Vampiro-lobo de Brasília foi se meter no Estádio, e lá foi ele todo mascarado, como um ¨black block¨, durante o jogo ele secou uma garota toda excitante que ficava provocando os homens no Estádio, ele convidou ela para dar uma volta e lá foram eles para os arredores do Estádio e foi embaixo de uma árvore que ele mordeu ela, não deu tempo nem dela gritar e ela se transformou numa cadela, e o Vampiro-lobo de Brasília bateu asas de lá para fora do Estádio em busca de outra vítima ainda naquela noite.
CAP. 14
            Nessa noite ele estava voando quando viu lá do alto um mendigo fumando um cigarro, ele disse ¨é esse aí¨ e foi para cima dele, o mendigo saiu correndo e deu uma cacetada na cabeça do Vampiro-lobo de Brasília, mas prá quê? Ele começou a sangrar e a odiar aquele mendigo que conseguiu fugir de lá, seu corte na cabeça o fez desistir de sua próxima vítima e o deixou furioso, mas voltou para seu caixão até se recuperar do corte na cabeça e poder voar.

CAP. 15
            O Vampiro-lobo de Brasília agora reestruturado saiu em busca de sua vítima e se viu frente a frente com um ex-Presidente ao qual o ameaçou a liberdade e a vida se o atacasse, mas mesmo assim ele o atacou e o mordeu, mas novamente nada aconteceu, era o poder bonito e mágico, institucional, do cargo de Presidente que lhes protegiam de todas os perigos e dramas, ora, isso era uma ameaça, um horror, um perigo, um drama que colocaria a estrutura e a funcionalidade do país e do cargo dele, mesmo como ex-Presidente, em risco e em ameaça, poderia destruir o país e a nação toda por causa de um monstro, o Vampiro-lobo de Brasília ou o Vampiro de Curitiba. Todos aqueles que ocuparam e ocupam esse cargo de Presidente da República são Heróis pois representam um conjunto de vetores que se somam e influenciam a sociedade para a ordem e o progresso.

CAP. 16
            Mas o Vampiro-lobo de Brasília não parou e foi novamente em busca de suas vontades... primeiro invadiu uma Feira de Roupas Íntimas onde a estilista falava que toda roupa íntima masculina ou feminina é feita para seduzir o comprador com seus benefícios eróticos e sexuais, ou seja, toda roupa íntima é feita pensando no ato sexual e no prazer, o Vampiro-lobo de Brasília foi até o banheiro e mordeu dois modelos que se transformaram em Passarinhos e depois ele saiu voando até a copa das árvores.
CAP. 17
            Noutra investida ele viu uma garota tatuada na testa com as palavras ¨sou corrupta, ladra, filha da puta e bandida¨ e foi mordê-la, depois ela se transformou numa flor que cheirava mal e os mosquitos eram atraídos para ela, donde as pessoas não suportavam passar por perto e nem respirar o ar pelo nariz expelido por aquela flor, ela se transformou finalmente num grilo que pulava de flor em flor  e o Vampiro-lobo de Brasília ficou com um gosto ruim na boca por causa do sangue sujo que escorria pela tatuagem.

CAP. 18
CAP. FINAL
            E no final o derradeiro e cruel fim do Vampiro de Curitiba, a morte pelo Sol, e todos aqueles que haviam se transformado em  monstros como vampiros, sacis, cucas, zumbis, mulas sem cabeça, etc., se transformaram em Heróis que formaram um grande exército do bem que levou a uma grande mudança no mundo, no Brasil e em Brasília, agora cheia de Heróis que haviam sido vítimas de um monstro, o Vampiro de Curitiba!


Osny Mattanó Júnior
Londrina, 29 de maio de 2017.


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