quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O FUTURO DA ANTROPOLOGIA E DO ETNOCENTRISMO (1993/2012).

O FUTURO DA ANTROPOLOGIA E DO ETNOCENTRISMO (1993/2012).


        A Antropologia discute o Etnocentrismo, ela muito complexa e relativa, ele onde o grupo do ¨eu¨ é tomado como melhor, o natural e o superior, o certo, e o grupo do ¨outro¨ surge como diferente, engraçado, anormal, absurdo e ininteligível. A Antropologia exorciza o Etnocentrismo e compreende que as diferenças entre o ¨eu¨ e o ¨outro¨ sejam agora possibilidades de enriquecimento pessoal.
        O Etnocentrismo torna-nos como centro de tudo e o ¨resto¨, os ¨outros¨, são compreendidos a partir de nossos referenciais, pensamentos e sentimentos, através dos nossos valores. No plano intelectual é a dificuldade de pensar na diferença e no plano afetivo sentimentos de estranheza, medo e hostilidade.
        A ausência de um método sistemático sobre o ¨outro¨ pode ser muito mais forte, sob o ponto de vista etnocêntrico, do que a reflexão sobre o ¨outro¨ pois o medo do que não conhecemos causa espanto e falta ou excesso de comentários e explicações que perturbam a nossa visão crítica sobre o ¨outro¨. Mas começamos a poder resolver isto pensando que participamos da mesma ¨natureza¨ do outro ser humano - há nele um humano tão humano quanto ¨eu¨.
       Devemos relativizar e comparar para que possamos entender o ¨outro¨. O ¨outro¨ é assim fonte de reflexão e de transformação. Isto afeta-me e a todos da sociedade pois somente aprendendo é que progredimos culturalmente com nossos tesouros de saberes, representações e comportamentos adquiridos e cultivados pelo homem como a economia, a política, a academia, a religião, a ciência, o esporte, a guerra e a paz num plano pessoal e social.
       O relativismo exprime que todo conhecimento depende de aspectos contextuais, sendo impossível uma certeza ou conhecimento absoluto. E a comparação vem por meio de nossos exemplos e modelos. A Antropologia pensa na diferença não mais em torno de um tempo histórico e com isso encara a realidade e a estuda, observa, descreve, compara e classifica como um fluxo permanente, um processo social. O antropólogo a experimenta, a existência junto ao ¨outro¨com o ¨trabalho de campo¨ o seu maior instrumento de relativização, e com isso abandona os confortos e a segurança do Etnocentrismo, estabelecendo, pois a comparação relativizadora e com isto o ¨outro¨ passa a ser objeto de reflexão, ou até mesmo, de mudança cultural, até mesmo de transformação do nosso ambiente cultural. Somente com o advento das grandes navegações e expedições a partir dos séculos XV, XVI e XVII é que o homem encontrou um panorama fundamental para a Antropologia, pois lhe causou espanto e estranheza o novo encontrado e assim calcou a colonização e suas implicações, como o Etnocentrismo e a Antropologia encontrou na relativização um novo sentido para o estudo do ¨outro¨.
         Hoje anos 2000 vivemos o Avanço das Grandes Comunicações Psico-Físicas e o ¨outro¨ passou a ser a personalidade, o caráter e o temperamento, bem como a psicopatologia e os estados biológicos, psicológicos, sociais, filosóficos e espirituais em função do Avanço das Grandes Comunicações Psico-Físicas, um grande problema da humanidade contemporânea onde revivemos o sentido e o significado do Etnocentrismo e da Antropologia, agora BioPsicoAntropologia, segundo Osny Mattanó Júnior, como também o do Direito e o da Justiça!


Londrina, 02 de agosto de 2012.
Osny Mattanó Júnior.

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