EXPLICANDO ORGANISMOS SEGUNDO AS PSICOLOGIAS DO DESENVOLVIMENTO E DO COMPORTAMENTO (2009).
SUMÁRIO:
1. SEXO: HEREDITARIEDADE, CONCEPÇÃO.
2. PRÉ-NATO E RECÉM-NASCIDO.
3. MATURAÇÃO E APRENDIZAGEM.
4. DESENVOLVIMENTOS:
CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO MOTOR E DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO.
PSICOMOTRICIDADE.
SEXUAL.
EMOCIONAL.
INTELECTUAL.
LINGUAGEM.
SOCIAL.
MORAL.
BRINQUEDO.
5. O QUE É PERCEPÇÃO?
6. O QUE É SENSAÇÃO?
7. O QUE É ATENÇÃO?
8. O QUE SÃO MOTIVO E MOTIVAÇÃO?
9. O QUE É DESEJO?
10. O QUE É NECESSIDADE?
O BEHAVIORISTA
11. O QUE É RESPOSTA?
12. QUAIS OS TIPOS DE RESPOSTA?
13. O QUE É ORGANISMO?
14. O QUE SÃO CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS?
15. O QUE SÃO EVENTOS?
16. QUAIS SÃO OS EVENTOS?
17. EVENTOS ANTECEDENTES.
18. EVENTOS BIOLÓGICOS.
19. EVENTOS SOCIAIS.
20. EVENTOS CONSEQÜENTES.
21. EVENTOS LINGÜÍSTICOS.
22. QUAIS AS FUNÇÕES DOS EVENTOS?
23. MICRO E MACRO ANÁLISE-FUNCIONAL.
24. MAXIMIZAÇÃO (OTIMIZAÇÃO): CUSTOS E BENEFÍCIOS COMPORTAMENTAIS.
25. COMPORTAMENTO.
26. COMPORTAMENTO REFLEXO.
27. COMPORTAMENTO OPERANTE.
28. REFLEXO INCONDICIONADO.
29. REFLEXO CONDICIONADO.
30. CONDICIONAMENTO RESPONDENTE.
31. CONDICIONAMENTO OPERANTE.
32. EXTINÇÃO.
33. RECUPERAÇÃO ESPONTÂNEA.
34. GENERALIZAÇÃO.
35. DISCRIMINAÇÃO.
36. PUNIÇÃO.
37. FUGA.
38. ESQUIVA.
39. CONTINGÊNCIA COMPORTAMENTAL.
40. MODELAGEM DE COMPORTAMENTO.
41. COMPORTAMENTO SOCIAL.
42. CADEIA COMPORTAMENTAL.
43. REFORÇADORES PRIMÁRIOS.
44. REFORÇADORES POSITIVOS.
45. REFORÇADORES NEGATIVOS.
46. COORDENADA EMOCIONAL.
47. EVENTOS PARTICULARES.
48. COMPORTAMENTOS PÚBLICOS.
49. 3 TIPOS DE CONTINGÊNCIAS.
50. REPERTÓRIOS COMPORTAMENTAIS BÁSICOS.
51. COMPORTAMENTO VERBAL.
52. COMPORTAMENTO GOVERNADO POR REGRAS.
53. COMPORTAMENTO MODELADO POR CONTINGÊNCIAS.
54. COMPORTAMENTO DESVIANTE.
55. COMPORTAMENTO ANORMAL.
56. COMPORTAMENTO ASSERTIVO.
57. COMPORTAMENTO INASSERTIVO.
58. EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS.
59. QUADROS RELACIONAIS.
60. OS SONHOS.
61. O AMOR.
62. AS INTERAÇÕES: ORGANISMO-AMBIENTE.
63. O ENFOQUE CONTEXTUAL PARA A MUDANÇA TERAPÊUTICA.
64. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
1. SEXO: HEREDITARIEDADE, CONCEPÇÃO.
Sexo diz respeito ao órgão sexual masculino e feminino, diz respeito também ao ato sexual ou coito.
A hereditariedade depende dos genes que determinam as características das pessoas, ela se expressa nos genes. Os genes que determinam as caraterísticas sexuais são chamados X (femininos) e Y (masculinos). O homem tem 2 cromossomos, o X e o Y, a mulher tem 2 X. Os X têm características femininas e o Y as masculinas. O sexo da criança determina-se pelo espermatozóide do pai.
Os cromossomos sexuais não transmitem apenas os caracteres sexuais primários (órgãos sexuais), transmitem também segundo os genes caracteres dominantes ou recessivos. Um gene dominante produz uma característica observável - o fenótipo; e um gene recessivo apenas permanece no genótipo.
Não se pode dizer que a hereditariedade determine os traços de personalidade dos seres humanos, já que a personalidade é produto da modificação da herança biológica pela herança cultural e pela própria personalidade do indivíduo.
A hereditariedade diz respeito a genética e esta aos genes, cromossomas, fenótipos e genótipos.
A concepção se dá com o ato sexual e fecundação do óvulo pelo espermatozóide, ela forma o ovo ou zigoto, em seguida surgem duas células, depois quatro e assim por diante, até aproximadamente 5 dias depois da concepção formar a mórula que se aloja na parede uterina, após 10 dias o novo ser é um embrião e a partir do 2 mês até o 9 mês será chamado de feto.
2. PRÉ-NATO E RECÉM-NASCIDO.
O que nos interessa a respeito do pré-nato é o psicológico e assim o desenvolvimento dos órgãos dos sentidos e o desenvolvimento da conduta.
Órgãos dos sentidos:
1. Pressão: a partir da excitação da musculatura do feto provoca-se reações dos membros e a estimulação da pele só produz resposta quando ela é repetida continuamente, as regiões da boca e do nariz entre o lábio superior e a mucosa nasal são as mais sensíveis. A sensibilidade cutânea desenvolve-se partindo do encéfalo para o tronco e membros.
2. Temperatura: estudos podem levar-nos a supor que o feto reage mais energicamente aos estímulos mais quentes do que aos mais frios. Gotas de água à temperatura sangüínea não provocaram reação de feto de cobaia, porém estímulos mais frios ou mais quentes, sim. A sensibilidade do feto aparece por volta de metade do período de gestação.
3. Dor: estímulos que faziam brotar o sangue de um recém-nascido no seu 1 dia de vida extra-uterina não produziam reação alguma. Estimulações profundas, porém, provocam reações violentas nos fetos mais amadurecidos. Os receptores da derma é que não se encontram bem desenvolvidos.
4. Sentidos proprioceptivos: os receptores dos músculos e tendões estão bem desenvolvidos muito tempo antes do nascimento. Uma boa parte dos movimentos do organismo (da massa) podem ser atribuídos a reações às estimulações proprioceptivas. Essas reações começam e se tornas freqüentes a partir do 4 mês.
5. Equilíbrio: como sabemos existe uma relação entre o ouvido não-auditivo (canais semicirculares) e o caracol (cóclea), mas não se pode precisar reações com estimulações dos canais semicirculares.
6. Sentidos orgânicos: antes do nascimento podem ocorrer alterações nas aparelhos digestivo, circulatório e respiratório em função da estimulação dos receptores. Graças a ela podem se manifestar desordens que afetam todo o organismo. A estimulação constante provoca a fadiga, o feto deixa de reagir.
7. Gustação: os receptores gustativos estão preparados já antes do nascimento.
8. Olfato: mesmo não podendo o feto reagir a odores por causa do líquido amniótico, sabemos que os receptores da mucosa nasal estão bem desenvolvidos antes do nascimento.
9. Audição: o mecanismo se encontra bem desenvolvido durante os dois últimos meses da vida fetal.
10. Visão: o nervo óptico e as estruturas afins não estão desenvolvidas no momento do nascimento.
3. MATURAÇÃO E APRENDIZAGEM.
A hereditariedade controla a maturação ou os processos que a permitem alcançar determinado estado para uma realização. Os fatores hereditários são essenciais em toda aprendizagem e condicionamento. O ponto central que emerge sobre a maturação e aprendizagem é que o estágio da maturação determina o que o organismo pode aprender. Fica assim entendido que a maturação é quem controla a aprendizagem e que esta não é por ela controlada, conforme no amadurecimento para que se adquira por exemplo, a habilidade de andar.
4. DESENVOLVIMENTOS:
CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO MOTOR E DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO.
Crescimento é o aumento do tamanho do organismo individual e de suas partes. E desenvolvimento motor são etapas que se vão processando do encéfalo para as extremidades.
Desenvolvimento são as mudanças que se apresentam na estrutura, forma e funções de um organismo até a maturidade, assim desenvolvimento engloba alterações funcionais oriundas das modificações formais e estruturais.
Há duas fases importantes no desenvolvimento físico: 1a dos 4 aos 6 anos, e a 2a dos 10 aos 11 anos (meninas) e dos 12 aos 13 anos (meninos) até os 16 anos aproximadamente.
Ao nascer medimos em média 50 cm e massamos 3,5 kg porém há diferenças oriundas da hereditariedade. O recém-nascido tem a cabeça equivalente a 1/4 das dimensões do corpo e na vida adulta ela equivalerá a 1/6. O tronco do recém-nascido é longo e fino, suas pernas e braços curtos.
Com 1 ano as crianças medem em média 75 cm e massam 10 kg. Durante o 1o ano seus membros se alongam um pouco.
As crianças crescem em média 5 a 10 cm por ano e durante o 2o aumentam bastante na estatura e têm o tronco afilado. Até 10 anos o ritmo do crescimento deles e semelhante. Dos 10 aos 12 anos as meninas crescem mais, porém aos 13 anos o ritmo dos meninos iguala-se aos das meninas. O crescimento deles será maior até os 18 anos, aumentando bastante dos 14 aos 16 anos. Elas têm seu crescimento paralisado por volta dos 16 anos.
Na adolescência as modificações físicas são: alargamento dos ombros nos meninos e dilatação da bacia nas meninas; aumento da pressão sangüínea; modificações fisionômicas; surgimento de pêlos nas axilas e na região púbica; aumenta da secreção das glândulas sudoríparas e sebáceas; possível surgimento de acne; crescimento das glândulas mamárias nas meninas e aumento de gordura nas nádegas; modificações nas cordas vocálicas do menino; crescimento das mãos, dedos, mandíbula e órgãos sexuais.
Sobre o desenvolvimento motor: ao nascer não possuímos controle cerebral do comportamento antes de algumas semanas. Esse controle vai-se processando do encéfalo para as extremidades e é possível estabelecer certas etapas do desenvolvimento e do crescimento.
Desenvolvimento, Crescimento e Desenvolvimento Neuropsicológico:
Ao nascimento: as vísceras apresentam funções vegetativas; apresenta raros movimentos reflexos; punhos fechados; audição; aparelho vetibular; regularidade homeostática; visão; estimulação tática (oral e pressão); percepção olfativa, gustativa e térmica; aparelho respiratório.
2 semanas: reconhece objetos já vistos.
4 semanas: acompanhamento limitado com o olhar; a cabeça pende, reflexo cervical tônico; punhos cerrados; pequenos sons feitos na garganta; presta atenção à sineta, reconhece feições.
2 meses: as mãos batem no ar, as pernas se agitam, os punhos permanecem sempre fechados.
4 meses: localiza fonte sonora; equilíbrio da cabeça; acompanha movimentos com o olhar; cabeça firme, posturas simétricas; mãos abertas, coça, agarra com as mãos; arrulha, ri, vocaliza socialmente; brinca com as mãos e roupas. reconhece a mamadeira.
7 meses: apresenta preensão e manipulação; transfere o cubo de uma das mãos para a outra; senta-se, inclinando o corpo sobre as mãos, suporta bem o peso dos pés; agarra o chumbo na palma da mão, faz gesto de arranhar o torrão; vocaliza quando se dirige aos brinquedos, produz sílabas com consoantes isoladas, brinca com o pé, brinca com a imagem no espelho.
8 meses: mantêm-se sentada, engatinha e, mais tarde, põe-se de pé dentro do cercado.
10 meses: senta-se, engatinha, esquadrinha com os dedos; segura a garrafa e tenta ou consegue apanhar a pelota; senta-se sozinha, engatinha, coloca-se de pé apoiando as mãos num suporte; deixa o objeto cair de maneira rudimentar, empurra com o indicador; diz uma palavra só, imita os sons; participa de jogos simples para bebês, se alimenta sozinho.
12 meses: fica de pé, anda; coloca cubo dentro da xícara, tenta eregir torre com dois cubos; anda com ajuda; segura a pelota com movimento correto de torquês; diz duas palavras ou mais, identifica os objetos pelos nomes; coopera nos vestir-se, ¨joga¨ bola.
18 meses: diz palavras, enunciados curtos; tira a pelota da garrafa, rabiscam espontâneamente; anda sem cair, senta-se; torre de três cubos; vira 2 - 3 folhas de cada vez; jargões, reconhece desenhos ou retratos, usa a colher sem esparramar muito, anda puxando brinquedos.
2 anos: controla a bexiga e intestino, contrói torre com seis cubos. imita risco circular; corre bem; chuta bola; vira as flha uma a uma; usa enunciados curtos, compreende instruções simples; é capaz de vestir roupas simples, brinca com bonecas.
3 anos: crianças abaixo dos 4 anos têm grande dificuldade com a integração sensorial; imita ponte feita com 3 cubos; sustenta-se num pé só; pula de um degrau para o chão; erige torre com 10 cubos, segura lápis de cor à maneira dos adultos; fala por meio de frases, responde a perguntas simples; usa bem as colheres, faz piruetas, já se calça.
4 anos: tem conceitos de número e de forma; imita portão feito com 5 cubos; copia cruz; senta num pé só; dá pulos largos; risca dentro dos limites das linhas; usa conjunções, compreende preposições; lava e seca o rosto, dá recados, participa de jogos comunitários.
5 anos: participa do jardim da infância; conta os objetos, copia triângulo; salta em pés alternados; fala sem articulação infantilizada, pergunta ¨por quê?¨, se veste sem auxílio, pergunta o significado das palavras.
6 anos: começa a apresentar uma maior resistência ao condicionamento clássico; a leitura (aprendizagem) depende da experiência.
7 anos: apresenta construção lógica, estabelece relações entre pontos de vista diferentes; há cooperação no plano afetivo; há moral entre colegas.
12 anos: apresenta pensamento formal e abstrato, no plano social é anti-social; no plano afetivo apresenta conflitos.
PSICOMOTRICIDADE.
A Psicomotricidade se ocupa das habilidades que permitem uma melhor adaptação do homem ao ambiente em que vive. Se ocupa do domínio corporal, da percepção auditiva e visual, da lateralização, da faculdade de simbilização, da orientação espaço-temporal, do poder de concentração, da percepção da forma, tamanho e número, dos diferentes comandos psicomotores como coordenação fina e global, e do equilíbrio.
Desenvolvimento da Psicomotricidade:
Coordenação global, fina e óculo-manual:
A coordenação global diz respeito à atividade dos grandes músculos. Depende da capacidade de equilíbrio postural da pessoa. Este equilíbrio está subordinado às sensações proprioceptivas cinestésicas e labirínticas. Através da movimentação e da experimentação, a pessoa procura seu eixo corporal, vai se adaptando e buscando um equilíbrio cada vez maior.
A coordenação global e a experimentação levam a dissociação de movimentos, onde realiza múltiplos movimentos ao mesmo tempo conservando a unidade do gesto.
Esquema Corporal:
Todo ser tem seu mundo construído com base nas suas próprias experiências corporais, onde na interação com os objetos do seu meio, com as pessoas com quem convive e com o mundo onde estabelece relações afetivas e emocionais.
O esquema corporal resulta das experiências que possuímos, provenientes do corpo e das sensações que experimentamos. O esquema corporal regula a postura e o equilíbrio, é um resumo e uma síntese de sua experiência pessoal.
As 3 etapas do esquema corporal:
Corpo Vivido (até os 3 anos de idade): Não tem consciência do ¨eu¨ e se confunde com o espaço em que vive. Suas atividades iniciais são espontâneas, não pensadas. É dominada pela experiência vivida, pela exploração do meio, por sua atividade investigadora e incessante. No final desta fase pode-se falar em imagem do corpo pois o ¨eu¨ se torna unificado e individualizado.
Corpo Percebido ou ¨Descoberto¨ (3 aos 7 anos de idade): Corresponde à organização do esquema corporal devida à maturação da ¨função de interiorização¨. Passa a ver seu corpo como um ponto de referência para se situar e situar os objetos em seu espaço e tempo. Assimila conceitos como embaixo, acima, esquerda, direita. Adquire noções temporais: o que vem antes, depois, primeiro, último. O nível intelectual pode ser caracterizado como pré-operatório.
Corpo Representado (7 aos 12 anos de idade): No início desta fase a representação mental da imagem do corpo consiste numa simples imagem reprodutora, é uma imagem de corpo estática. A criança só dispõe de uma imagem mental do corpo em movimento a parir dos 10 - 12 anos, uma representação mental de uma sucessão motora. Sua imagem de corpo passa a ser antecipatória e não mais somente reprodutora. Aos 12 anos dispõe de uma imagem de corpo operatório, torna-se capaz de organizar, de combinar as diversas orientações. Há a passagem da centralização do corpo à descentralização no qual o corpo está situado como objeto.
Sobre as Perturbações do Esquema Corporal:
Excetuando-se os casos referentes a problemas motores ou intelectuais, todas as perturbações são de origem afetiva.
Existem crianças que não têm consciência de seu próprio corpo. Há assim dificuldades como insuficiência de percepção ou de controle de seu corpo, incapacidade de controle respiratório, dificuldades de equilíbrio, de coordenação.
Uma perturbação do esquema corporal pode levar a uma impossibilidade de se adquirirem os esquemas dinâmicos que correspondem ao hábito visomotor e também intervém na leitura e na escrita.
Lateralidade:
A lateralidade é a propensão que possuímos de usar preferencialmente mais um lado do corpo do que o outro em três níveis: mão, olho e pé.
O lado dominante apresenta maior força muscular, mais precisão e mais rapidez. Na realidade os dois não funcionam isoladamente, mas de forma complementar.
Há a prevalência - freqüência de utilização de um lado, com suas implicações psicológicas e sociais; e há a dominância com implicações orgânicas, significando a relação existente entre essa utilização preferencial e o predomínio de um hemisfério cerebral.
A Evolução da Lateralidade:
0 a 1 mês de idade: atividades puramente reflexas e espontâneas, os movimentos globais dos braços e mãos são bimanuais ou mais ou menos simétricos.
2 meses: por modificação do desenvolvimento do tônus acrescenta ações mais assimétricas e mais unilaterais.
4 a 7 meses: a criança não consegue segurar dois objetos ao mesmo tempo, um em cada mão.
28 semanas: a criança já pode segurar em uma das mãos um objeto enquanto abre a outra mão para segurar um outro.
Até 1 ano de idade: não se verifica alguma preferência pelo uso de alguma das mãos, só a partir daí uma se torna mais hábil apresentando mais facilidade e começa a dominar mais.
5 e 7 anos: há dominância propriamente dita.
A ambidestria traz conseqüências como diminuição da habilidade e velocidade manuais, aparecimento de sincinesias de imitação, influência no desenvolvimento das funções intelectivas, no ajustamento emocional e afetivo da criança, um atraso inicial da linguagem e alterações na escrita.
Com o desenvolvimento definitivo da lateralidade há velocidade e habilidade graças a especialização entre a mão esquerda e a direita.
Sobre as Perturbações da Lateralização:
O problema reside quando uma pessoa apresenta uma lateralidade cruzada ou mal lateralizada.
a) dificuldade em aprender a direção gráfica;
b) dificuldade em aprender os conceitos esquerda e direita;
c) comprometimento na leitura e escrita;
d) má postura;
e) dificuldade de coordenação fina;
f) dificuldade de discriminação visual;
g) perturbações afetivas que podem causar reações de insucessos;
h) distúrbio da linguagem e do sono, a gagueira;
i) aparecimento de maior número de sincenesias: comprometimento de alguns músculos que participam e se movem, sem necessidade, durante a execução de outros movimentos envolvidos em determinada ação, é involuntária e geralmente inconsciente;
j) dificuldades de estruturação espacial.
Estruturação Espacial:
A estruturação espacial é essencial para que vivamos em sociedade. É através do espaço e das relações espaciais que nos situamos no meio ambiente, estabelecemos relações entre as coisas, comparando-as, observando as semelhanças e as diferenças entre elas, organizando as coisas entre si, colocando-as em um lugar e podendo movimentá-las. A formação de categorias leva à generalização e à abstração.
Primeiro a criança percebe a posição de seu próprio corpo no espaço, depois, a posição dos objetos em relação a si mesma e, finalmente, aprende a estabelecer as relações das posições dos objetos entre si.
Desenvolvimento da Estruturação Espacial:
A estruturação espacial não nasce com o indivíduo, ela é uma elaboração e uma construção mental que se opera através de seus movimentos em relação aos objetos que estão em seu meio ambiente.
O espaço bucal é o primeiro objeto de exploração da criança.
Na medida em que vai havendo maturação de seu sistema nervoso, a criança vai se tornando capaz de perceber e coordenar as múltiplas sensações visuais, táteis, auditivas e cinestésicas.
Sua imagem de corpo começa a se elaborar aproximadamente aos 3 meses, entre o 6 e 9 mês se percebe uma primeira sensação entre seu corpo e o meio ambiente.
Aos 3 anos a criança já tem uma vivência corporal.
Desde muito cedo a criança escolhe e ordena seus objetos. Ela se veste, come, brinca, coloca e amarra o sapato. Essa ordenação já envolve atividades concretas de classificação.
Para que uma criança perceba a posição dos objetos no espaço, primeiramente, deve ter uma boa imagem corporal, já que usa seu corpo como ponto de referência.
Para a criança assimilar os conceitos espaciais precisa, também, ter uma lateralidade bem definida, que se dá em torno dos 6 anos. É através da experimentação que conceitos como direita e esquerda passa a ter sentido e valor para ela.
Ela aprende também noções de situações através de conceitos: dentro, fora, alto, baixo, longe, perto; de tamanho com conceitos: grosso, fino, grande, médio, pequeno, estreito, largo; de posição com conceitos: em pé, deitado, sentado, ajoelhado, agachado, inclinado; de movimento com conceitos: levantar, abaixar, empurrar, puxar, dobrar, estender, girar, rolar, cair, levantar-se, subir, descer; de formas com conceitos: círculo, quadrado, triângo, retângulo; de qualidade com conceitos: cheio, vazio, pouco, muito, inteiro, metado; de superfície e de volumes. Ao aprender estes conceitos diremos que a criança atingiu a etapa da orientação espacial.
Ela desenvolve também a memória espacial, que confere saber sobre os objetos que estão faltando em determinado lugar e reproduzir um desenho previmanete observado, e não se esquecerá dos símbolos gráficos e nem das direções a seguir.
A partir dessa organização espacial a criança chega à compreensão das relações espaciais, importante para que se situe e se movimente em seu meio ambiente.
Esta organização aparece mais ou menos com 8 ou 9 anos de idade.
Motivos Para as Dificuldades na Estruturação Espacial:
a) limitação de seu desenvolvimento mental e psicomotor;
b) crianças tolhidas em suas experiências corporais espaciais e que não têm oportunidades de manipular os objetos ao seu redor;
c) as que não desenvolveram a noção de esquema corporal, acarretando prejuízo na função de interiorização;
d) as que não conseguiram ainda estabelecer a dominância lateral e nem assimilaram as noções de direita e esquerda através da internalização de seu eixo corporal;
e) insuficiência ou déficit da função simbólica;
f) dificuldade de erepresentação mental das diversas noções.
Conseqüências da má Estruturação Espacial:
a) não conseguem assimilar os termos espaciais, confundem-se quando se exige uma noção de lugar, de orientação;
b) às vezes, conhecem os termos espaciais mas não percebem as posições;
c) embora percebam o espaço que as circundam, não têm memória espacial;
d) a falta de organização espacial é um fator encontrado também em adultos;
e) dificuldade em reversibilidade e transposição;
f) dificuldade para compreender relações espaciais.
Estruturação Temporal:
A estruturação temporal não é um conceito inato. Tem que ser construído e exige um esforço, um trabalho mental da criança que ela só conseguirá efetuar quando tiver um desenvolvimento cognitivo mais avançado.
Inicialmente a criança vivencia seu corpo, tentando conseguir harmonia em seus movimentos. Seus gestos e seus movimentos vão se ajustando ao tempo e o espaço exteriores. Assimilará noções de velocidade e duração próprias a seu dia-a-dia.
Numa etapa posterior, ela passa a tomar consciência das relações no tempo. Trabalhará as noções e relações de ordem, sucessão, duração e alternância entre objetos e ações. Perceberá as noções dos momentos do tempo, por exemplo, o instante, o momento exato, a simultâneidade e a sucessão.
A partir daí ela começa a organizar e coordenar as relações temporais. Pela representação mental dos momentos do tempo e suas relações, ela atinge uma maior orientação temporal e adquire a capacidade de trabalhar ao nível simbólico, essencial aos ensinamentos escolares.
Os Principais Conceitos Que Devem Adquirir:
a) simultaneidade: movimentos que para serem realizados devem aparecer juntos;
b) ordem e seqüência: disposição dos acontecimentos em uma escala temporal, de modo que as relações de tempo e a ordem dos acontecimentos evidenciem-se; só aos 5 anos adquire a noção de seqüência lógica;
c) duração dos intervalos: os fenômenos que acontecem apresentam uma certa duração - tempo curto e tempo longo - e envolvem as noções de hora, minuto e segundo, isto é, o tempo decorrido;
d) renovação cíclica de certos períodos: é a percepção de que o tempo é determinado por dias (manhã, tarde e noite), semanas, estações;
e) ritmo: o ritmo não é movimento, porém este é meio de expressão do ritmo, o ritmo é natural e espontâneo, como o ritmo de trabalho, uns mais rápidos outros mais lentos; são 3 os tipos de ritmos: motor - ligado ao movimento do organismo, como andar e correr, auditivo - trabalhado em associação com algum movimento, como cantar, dançar e tocar instrumento; e visual - envolve a exploração de um ambiente visual muito amplo para ser incluído no campo visual em uma só fixação, a criança precisa desenvolver uma transferência espaço-temporal.
Difiduldades Que Podem Surgir de Uma Má Estruturação Temporal:
a) a criança pode não perceber os intervalos de tempo, isto é, não perceber os espaços existentes entre as palavras;
b) pode apresentar confusão na orientação e sucessão dos elementos de uma sílaba;
c) pode haver problema de falta de padrão rítmico constante; a falta de ritmo motor ocasiona uma falta de coordenação dos movimentos; o ritmo auditivo está ligado ao motor com os movimentos de dança e de jogos; e a falta de padrão rítmico visual se dá quando as crianças ¨grudam¨ os olhos em um canto da página e não se movem visualmente;
d) dificuldade de organização de tempo, não prevê suas atividades, muitas vezes não tem noção de horas e de minutos;
e) uma organização espaço-temporal inadequada pode provocar um fracasso em matemática pois precisam de noção de fileira e de coluna para efetuar a soma;
f) dificuldades em representação mental sonora, se esquecem da correspondência dos sons com as letras que os representam;
g) quando ela desenvolveu as estruturas espaciais mas não aindas as temporais, tornando-se uma repetidora de palavras e a criança não percebe o sentido.
Discriminação Visual e Auditiva:
Um aparelho auditivo e visual íntegro é um pré-requisito para a aprendizagem da leitura e da escrita.
A acuidade visual é a capacidade de ver e diferenciar objetos apresentados no seu campo visual com significado e precisão. O que vemos é oriundo de um processo psicofísico que envolve forças gravitacionais, ideação conceitual, orientação espaço-temporal e funções da linguagem.
Deve também desenvolver a memória visual para reter e reconhecer os símbolos visuais, como letras, palavras e sinais de pontuação.
A partir do momento em que ela consegue discrimninar letras, integrar símbolos, desenvolver a memória visual, ela chega a etapa de organização visual.
Uma perfeita discriminação auditiva pressupõe acuidade auditiva íntegra porém não significa pefeita discriminação dos sons.
Discriminação auditiva é poder perceber e discriminar auditividamente e sem ambigüidade todos os sons da língua falada.
Acuidade auditiva é a capacidade de captar e diferenciar sons e a intensidade e a altura que lhes correspondam.
A memória auditiva também é importante para a retenção e recordação das palavras captadas auditivamente.
SEXUAL.
Desenvolvimento Sexual:
Para Freud o ser humano ao nascer traz impulsos inconscientes em busca de prazer. Os impulsos naturais foram denominados por ele de Id e são uma tendência sexual inata. Sua causa é a libido, energia sexual, que se encontra inicialmente na boca (1o ano), o prazer é procurado com a estimulação da região oral. No 2o ano, a libido se encontra na região anal, é o período das excreções sólidas. No 3o ano, ela se encontra na região fálica, neste período a criança manipula os seus órgãos genitais em busca de prazer. Durante todas essas o objeto do prazer é o próprio corpo da criança. A partir dessa etapa, e principalmente por volta dos 5 anos, o menino tem uma grande atração pela mãe e a menina pelo pai. A impossibilidade desse amor (complexo de Édipo) leva o menino a se identificar com o pai e a menina com a mãe. Dos 6 anos até a puberdade existe a fase de latência onde os desejos e os impulsos afetivos (sexuais) são recalcados, empurrados para o inconsciente.
Na puberdade retornam os impulsos com algumas características das fases psicossexuais anteriores, por exemplo, o negativismo dos 11 aos 13 anos que é semelhante ao dos 2 aos 3 anos; o uso da boca para fumar, assoviar, tocar instrumentos de sopro, beijar, é outra revivência infantil. E finalmente o púbere atinge a fase genital onde está apto para se reproduzir e o objeto para o qual se dirigem seus desejos é o ser do sexo oposto.
Segundo Gesell há uma Escala de Desenvolvimento Sexual:
18 meses: a criança usa o termo nenê para crianças de ambos os sexos; é afetuosa com a mãe.
2 anos: designa os órgãos sexuais com a palavra pipi; distingue homem de mulher pela roupa e cabelo.
3 anos: menino e menina não querem ser confundidos quanto ao sexo; demonstra interesse por bebês, deseja um em casa, indaga de onde vem o bebê.
4 anos: sob tensão emocional leva as mãos aos órgãos genitais e talvez deseje urinar; há interesse pelo banheiro dos outros; indaga de onde vêm os bebês e aceita que ¨vem da barriga da mãe¨.
5 anos: diminui a manipulação dos órgãos sexuais, há desejo de ter um bebê; não relaciona o tamanho do abdômen da gestante com a vinda de um bebê.
6 anos: certa exibição sexual; alguns são submetidos a jogos sexuais por companheiros maiores, algumas confusões na distinção de machos e fêmeas; interesse do menino por menina menor.
7 anos: menor interesse por sexo, interesse pelo papel sexual do homem e da mulher; relações amorosas entre menino e menina; entende que ¨a mulher gorda¨ espera um bebê; interesse por livros de desenvolvimento fetal.
8 anos: as meninas são mais sensíveis que os meninos; indagam do papel do homem na procriação; o menino entende que um dia se casará com uma mulher apenas. Meninas perguntam sobre menstruação; separação dos sexos nos jogos: ¨homens prá cá, mulheres pá lá¨, a criança quer informações sobre o lugar exato que o feto ocupa no ventre materno.
9 anos: interesses por pormenores sobre órgãos sexuais e suas funções; o menino não deseja ser visto pela mãe, quando nú, o mesmo ocorrendo com as meninas em relação ao pai; brincadeiras entre crianças envolvendo noivado e casamento; alguns pensam que poderão ter somente um bebê dentro de si; muitos crêem que nasça por operação cesariana.
O Sexo na Adolescência:
Os caracteres primários dizem respeito aos órgãos reprodutores do homem e da mulher.
Os órgãos masculinos são os testículos, constituídos de canais seminíferos, onde se encontram as células germinativas em diferentes estágios de evolução (espermatozóides). Entre os canais seminíferos encontram-se as células endócrinas intersticiais ou células de Leydig. Os espermatozóides secretados pelos testículos chegam ao meio exterior pelo epídimo, canal deferente e uretra, depois de serem envolvidos pelo líquido expelído pelas vesículas seminais e próstata. Ao conjunto de líquido e espermatozóide chamamos de esperma. Na ejaculação seminal mais ou menos 200 milhões de espermatozóides são expelidos.
A respeito das células intersticiais dos testiculos, elas produzem os hormônios androsterona e testosterona, que indo para o sangue desenvolverão os órgãos sexuais e assim determinar os caracteres secundários masculinos e responder pelos impulsos de caráter sexual. Estas células dependem da ação de hormônios gonadotrotóficos secretados pela hipófise.
As glândulas reprodutoras da mulher são os ovários, localizados cada um ao lado superior do útero.
Eles produzem óvulos, que são as células reprodutoras da mulher. Mensalmente um óvulo amadurece, num ou noutro ovário. Ele é sugado pela trompa de Falópio e chega ao útero. É na trompa que ocorre a fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Não havendo a fertilização, o óvulo é expelido com o líquido menstrual.
Os hormônios femininos começam a ser produzidos após a ação da hipófise, que lança na circulação os gonadotróficos, que estimulam as glândulas reprodutoras. Durante a ovulação, um grupo de células forma uma cavidade cheia de líquido, que recebe o nome defolículo de Graaf. Uma vez exposto o óvulo maduro, o local é ocupado por um líquido amarelo, recebendo o nome de corpo amarelo. O folículo produz o hormônio estrogênio, que desenvolve os órgãos sexuais femininos, responde pelos caracteres e impulsos sexuais. O corpo amarelo produz o hormônio progesterona, que prepara a mucosa uterina a fim de receber o ovo, o óvulo fertilizado, e prender o embrião.
Os caracteres secundários dependem da ação hormonal da várias glândulas. A hipófise produz o lactogênio que estimula as glândulas mamárias durante os últimos dias da gravidez, o luteinizante que provoca a ovulação e age sobre o corpo amarelo, e a oxcitocina que estimula as contrações uterinas durante o parto. O córtex das suprá-renais produz a corticosterona que age semelhantemente ao hormônio masculino.
Abaixo a Tabela Sobre os Interesses Sexuais das Meninas:
10 anos: parte das meninas já experimentou algum tipo de jogo sexual; poucas têm informações sobre a menarca (a primeira menstruação); e há noção superficial sobre o casamento.
11 anos: a maioria compreende melhor a menstruação e o papel da mulher na reprodução; a preocupação diz respeito ao crescimento das glândulas mamárias; desejo de mostrar para as colegas que são adultas.
12 anos: reserva, preocupação e medo a respeito da menstruação; medo acerca do papel que desempenharão na reprodução; interesse por conversas sobre sexo.
13 anos: quase todas experimentam os efeitos da menarca; confusão durante a menstruação e idéias erradas a seu respeito.
14 anos: interesses pelos meninos; sonhos eróticos, fantasias e paixões por ídolos do cinema e da televisão; desejam ser instruídas sobre o namoro.
15 anos: interesses pela moral; gostam de namorar, dançar e sair em companhia de amigos; ocupadas com a forma do corpo; gostam de usar sapatos com saltos altos, tingem o cabelo, seguem a moda na vestimenta e pintura do rosto.
16 anos: amadurecidas, compreendem o sentido dos impulsos sexuais; conhecem o papel que deverão desempenhar como mamães; escolhem com mais cuidado companhias masculinas.
Tabela Sobre os Interesses Sexuais dos Meninos:
11 anos: início do crescimento dos órgãos genitais de modo a assustar o púbere; os meninos estão interessados em ser homens em traje, hábitos e vícios; indagam-se sobre problemas sexuais; não se preocupam com as meninas.
12 anos: há muitas diferenças individuais; inicia-se numa parte a puberdade; meninos trocam idéias sobre sexo e contam idéias chistosas; preocupam-se com o papel sexual do homem e da mulher; masturbação.
13 anos: primeira ejaculação se faz presente em alguns meninos; aumento gradativo da masturbação, freqüente em 80% dos meninos, enquanto apenas 20% das meninas se masturbam (na sociedade norte-americana); procuram livros sobre sexo; querem conhecer o corpo das meninas.
14 anos: transição entre a meninice e a idade adulta; estão preocupados em apresentar um corpo elegante; pensam que a acne é devida a mastrubação; penteiam-se várias vezes ao dia; menos interessados nas meninas do que elas neles; são ainda narcisistas; ao serem encarados pelos adultos, baixam o semblante; pensam que a mastrubação faz mal e é pecado.
15 anos: predominam os interesses sexuais; ocupam-se em namorar; aumenta a masturbação; querem chamar a atenção das meninas; deixam os cabelos longos demais ou os raspam; praticam esportes desejando vencer para conquistar garotas; vestem-se bem e procuram pentear-se como artistas da televisão e do cinema.
16 anos: namoros freqüentes; muitos já experimetaram algum tipo de contato físico com as meninas; querem conhecer assuntos ligados à vida sexual das mulheres com as quais mantiveram contatos amorosos; fumam, bebem e procuram amigos famosos entre os jovens; deixam-se influenciar por idéias correntes; a vida é o presente; o sexo ocupa papel de destaque nesta etapa da vida.
Problemas da Relações Sexuais Pré-maritais:
Não temos o interesse de aprovar o intercurso sexual pré-marital devido há alguns argumentos lógicos que justificam nosso sistema de casamento e família mesmo havendo outras sociedades que o aprovam. Assim:
* O adolescente nos centros industriais não adquire uma filosofia de vida e de trabalho que lhe permita resolver com segurança os problemas sexuais, assim ele pode se tornar vítima dos seus próprios instintos sexuais.
* Nesta fase da vida em que a mobilidade é tônica, tanto nas idéias qunto nos sentimentos, os jovens não são capazes de ter opinião firme a respeito do assunto.
* Os problemas sexuais criam tensões emocionais e os jovens precisam, antes do casamento, conhecer muito bem sua natureza orgânica, a causa dos seus impulsos e desejos.
Do ponto de vista biológico há dois riscos nas relações sexuais dos jovens com vida comum:
* Doenças venéreas e a falta de conhecimento acerca da profilaxia e tratamento das mesmas, principalmente por parte da mulher.
* Medo da gracidez, que tem diminuido em virtude do uso de anticoncepcionais; e há abortos como fuga do problema.
Do ponto de vista social há três riscos:
* A experiência pré-marital com situações insatisfatórias nas quais se desenvolve, cria sentimentos hostis entre os dois jovens que se amam, destruindo os laços de afinidades que geraram o amor; eles chegam ao extremo de evitarem as ligações sexuais, desunindo-se.
* A sociedade valoriza muito a castidade (da mulher): é um fato que a jovem não pode ignorar; quando mantêm relações sexuais antes do casamento ela e o rapaz acabam por sentir culpa de alguma coisa devido a contradição existente na sua consciência: atender as expectativas sociais ou as pessoais?
Neste campo, os maus hábitos nas relações amorosas existem a continuam, após o casamento. Há uma certa promiscuidade espiritual, e assim sentimento de culpa, ou seja, de ter quebrado uma norma social e moral, o que prejudica o casamento e torna o lar, não raro, um ambiente hostil, o que prejudica a personalidade em desenvolvimento.
Finalizamos que a natureza não se preocupa com a felicidade mas sim com a manutenção de sua espécie, e que a falta de conhecimento a respeito da propagação ou da importância de ser feliz antes ou depois das relações sexuais é um forte argumento contra as relações pré-maritais.
DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL
Nos estados emocionais é destacada a participação do sistema nervoso autônomo, nervos simpáticos e nervos parassimpáticos, que recebem descargas energéticas do hipotálamo e acionam músculos lisos, o miocárdio (músculo estriado do coração) e as glândulas. Assim o sistema digestivo sofre grandes alterações em seu funcionamento quando a criança se encontra sob tensão nervosa, deste modo, com medo, raiva, aflição, etc..
O hipotálamo dirige as reações emocionais. Quando reage aos estímulos envia para o córtex cerebral a análise dos excitantes recebidos. Assim, enquanto se reage emocionalmente, tem-se uma leve consciência do que está acontecendo. Posteriormente, o córttex fica condicionado. Ante as reações emocionais o córtex reage e atua sobre o tálamo e provoca estados psicológicos de prazer e de desprazer. As reações mais lentas, mais dependentes do córtex do que do tálamo, são chamadas de sentimentos.
As Emoções nas Crianças: Tabela Sobre Suas Reações:
Nascimento: excitação generalizada.
3 meses: excitamento, aflição, prazer.
6 meses: excitamento, medo, desprazer, raiva, aflição, prazer.
1 ano: excitamento, medo, desprazer, raiva, aflição, prazer, alegria, afeição.
1 ano e 1/2: excitamento, medo, desprazer, prazer, raiva, ciúme, alegria, afeição por crianças, afeição por adultos, aflição.
2 anos: excitamento, medo, desprazer, raiva, ciúme, aflição, prazer, júbilo, alegria, afeição por adultos, afeição por crianças, há um certo equilíbrio emocional.
3 anos: normalmente contente, alegre, serviçal.
4 anos: menino briguento, agressivo e com repentes de humor; menina dócil.
5 anos: acomodação.
6 anos: emocional, dominadora, critica os demais.
7 anos: sensíveis.
10 anos: equilibradas.
11 anos: têm repentes.
O equilíbrio emocional da criança depende da forma como as pessoas que respondem pela sua educação atendem à sua necessidade de segurança.
O Amadurecimento Emocional do Jovem:
Até os 7 anos a família é quem controla as reações da criança e a leva a ter reações condinzentes em relações as situações em que se encontra. Depois dos 7 anos o grupo de amigos no curso primário e, posteriormente, depois dos 11 anos na escola secundária, o grupo de adolescentes, são responsáveis por algumas reações do jovem. A tranqüilidade do lar confere ao adolescente segurança e alegria. Compreendemos que o adolescente só atinge a maturidade por volta dos 18 anos e se esforça para alcançá-la procurando frear suas explosões temperamentais.
O Amadurecimento Emocional da Jovem:
As meninas são obrigadas a reprimir mais suas reações afetivas que os meninos. A mulher revela maior afeição pelos pais e essa afeição se dirige depois a uma amiga ou a ídolos do cinema ou da televisão, das ciências e das letras. Os pais agressivos e prepotentes da sociedade patriarcal prejudicam o normal desenvolvimento da jovem. Geralmente na adolescência existe uma supersensibilidade e também uma instabilidade que só desaparece por volta dos 16 anos. Há arroubos afetivos, amores transitórios, entusiasmos fáceis e cambiantes; também se observa um certo sentimento de vergonha no início da adolescência, pelas transformações físicas que se apresentam. Fantasias, sonhos e desejos de independência afetiva são características normais nestas etapa da vida. Ao fim dos 16 anos a jovem já está emocionalmente amadurecida.
A Ansiedade dos Adolescentes:
É causada por problemas de adaptação à vida escolar. Provas, atritos com colegas e professores geram mal-estar. Desejo de ser bem conceituado pelos colegas.
Discussões com pais e irmãos; falta de interesse dos familiares por seus problemas, tais são as causas dos dissabores no lar.
Vida com amigos, que fazem críticas, têm hábitos diferentes, magoam e são magoados, são mais pobres e mais ricos, tais são algumas das fontes de constante ansiedade.
Opção vocacional: o adolescente não é geralmente orientado e os familiares tentam atuar sobre seus desejos.
Vida religiosa: dúvidas, discussões, reflexão constante. Há conflitos com pais e familiares, que geram ansiedade duradoura.
Saúde: preocupação com os problemas gerados por mudanças fisiológicas. A fadiga diária (trabalho excessivo dos músculos) cria mal-estar.
Indumentária: preocupação com as roupas, trajar-se como os colegas, acompanhar a moda.
Dificuldades emocionais mais salientes: sentimento de inferioridade, depressão, descontentamento na escola, timidez, medos específicos de várias espécies, casos amorosos, conhecimento inadequado sobre questões sexuais.
INTELECTUAL
Desenvolvimento Intelectual
LINGUAGEM.
SOCIAL.
MORAL.
BRINQUEDO.
5. O QUE É PERCEPÇÃO?
6. O QUE É SENSAÇÃO?
7. O QUE É ATENÇÃO?
8. O QUE SÃO MOTIVO E MOTIVAÇÃO?
9. O QUE É DESEJO?
10. O QUE É NECESSIDADE?
O BEHAVIORISTA
11. O QUE É RESPOSTA?
12. QUAIS OS TIPOS DE RESPOSTA?
13. O QUE É ORGANISMO?
14. O QUE SÃO CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS?
15. O QUE SÃO EVENTOS?
16. QUAIS SÃO OS EVENTOS?
17. EVENTOS ANTECEDENTES.
18. EVENTOS BIOLÓGICOS.
19. EVENTOS SOCIAIS.
20. EVENTOS CONSEQÜENTES.
21. EVENTOS LINGÜÍSTICOS.
22. QUAIS AS FUNÇÕES DOS EVENTOS?
23. MICRO E MACRO ANÁLISE-FUNCIONAL.
24. MAXIMIZAÇÃO (OTIMIZAÇÃO): CUSTOS E BENEFÍCIOS COMPORTAMENTAIS.
25. COMPORTAMENTO.
26. COMPORTAMENTO REFLEXO.
27. COMPORTAMENTO OPERANTE.
28. REFLEXO INCONDICIONADO.
29. REFLEXO CONDICIONADO.
30. CONDICIONAMENTO RESPONDENTE.
31. CONDICIONAMENTO OPERANTE.
32. EXTINÇÃO.
33. RECUPERAÇÃO ESPONTÂNEA.
34. GENERALIZAÇÃO.
35. DISCRIMINAÇÃO.
36. PUNIÇÃO.
37. FUGA.
38. ESQUIVA.
39. CONTINGÊNCIA COMPORTAMENTAL.
40. MODELAGEM DE COMPORTAMENTO.
41. COMPORTAMENTO SOCIAL.
42. CADEIA COMPORTAMENTAL.
43. REFORÇADORES PRIMÁRIOS.
44. REFORÇADORES POSITIVOS.
45. REFORÇADORES NEGATIVOS.
46. COORDENADA EMOCIONAL.
47. EVENTOS PARTICULARES.
48. COMPORTAMENTOS PÚBLICOS.
49. 3 TIPOS DE CONTINGÊNCIAS.
50. REPERTÓRIOS COMPORTAMENTAIS BÁSICOS.
51. COMPORTAMENTO VERBAL.
52. COMPORTAMENTO GOVERNADO POR REGRAS.
53. COMPORTAMENTO MODELADO POR CONTINGÊNCIAS.
54. COMPORTAMENTO DESVIANTE.
55. COMPORTAMENTO ANORMAL.
56. COMPORTAMENTO ASSERTIVO.
57. COMPORTAMENTO INASSERTIVO.
58. EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS.
59. QUADROS RELACIONAIS.
60. OS SONHOS.
61. O AMOR.
62. AS INTERAÇÕES: ORGANISMO-AMBIENTE.
63. O ENFOQUE CONTEXTUAL PARA A MUDANÇA TERAPÊUTICA.
64. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Osny Mattanó Júnior.
Professor e Pesquisador de Psicologia.
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