terça-feira, 25 de outubro de 2016

NOVAS TEORIAS SOBRE OS CAMINHOS PARA A PAZ (2016) OSNY MATTANÓ JÚNIOR.

OSNY MATTANÓ JÚNIOR


PSICOLOGIAS MITOLÓGICAS
NOVAS TEORIAS E EPISTEMOLOGIAS
CAMINHOS PARA A PAZ
ZEITGEIST
PARA MAIS LONGE  NO COMPORTAMENTO






25/10/2016
 ÍNDICE:
1.      Introdução
2.      Psicologia Cognitiva Transcendental Social
3.      Psicologia da Gestalt
4.      Behaviorismo
5.      Psicanálise
6.      Psicologia Analítica
7.      Psicologia Social
8.      Psicologia Escolar
9.      Psicologia Humanista
10.  Psicologia da Personalidade
11.  Cognitivismo
12.  Fenomenologia
13.  Psicologia da Espécie
14.  Psicobiologia
15.  Psicologia Sócio-interacionista
16.  Psicologia Individual
17.  Psicologia Institucional
18.  Psicologia do Trabalho





CAMINHOS PARA A PAZ - ZEITGEIST,  PARA MAIS LONGE NO COMPORTAMENTO.

            Os caminhos se abrem para aqueles que caminham e se fecham para aqueles que param. Quando paramos abrimos trincheiras e começamos nossas guerras com nossas armas para lutar, matar e destruir, dominar e tirar ou privar a liberdade do outro e até mesmo a sua, enquanto caminhamos temos liberdade para se viver e ensinar a viver, não temos tempo para cavar trincheiras e nem para guerras. Só o caminho ensina o amor, a vida e a liberdade. As trincheiras ensinam lições perdidas pelo ódio e pela morte, e pelas prisões.
            Falamos agora do Zeitgeist e assim vamos mais longe no comportamento, seguindo a seguinte fórmula:
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST (clima cultural e intelectual da época).
            Certamente estamos indo mais adiante no comportamento, pois o Zeitgeist não obedece exclusivamente às leis do condicionamento, da equivalência de estímulos ou dos quadros relacionais, ou seja, vai mais além  e ultrapassa-as seguindo adiante para o clima cultural e intelectual que se tornam função da história de vida ou da embriologia, do nascimento e do desenvolvimento de cada um de nós.
            A evolução ordenada e contínua do universo mesmo que caótica, porém também organizada, pois produz, organiza e mantêm reproduzindo-a e fazendo evoluir a vida não somente na Terra, mas não se sabe ainda aonde além da Terra. Temos como prova deste fenômeno as notícias sobre extraterrestres que nos chegam a todo momento pelos mass mídia, muito convincentes. Aprendemos com isso que a vida é um fenômeno do universo e não somente da Terra, podendo ser até das estrelas como o Sol. Temos provas de que a Virgem Maria se manifesta junto ao Sol em Medjugorje. Todos estes fenômenos revelam-nos uma mensagem central, o amor, quando o ódio ameaça a sobrevivência o amor é a escolha certa!
            Lidamos com  o amor através de nossas regras e inteligências, elas, musical, corporal, linguística, matemática, territorial, espacial, musical, psicomotora, narcísica, lúdica, agrícola, computacional, intrapessoal, interpessoal, naturalística e emocional, para nos adaptarmos e sobrevivermos diante das adversidades do meio ambiente, é através do amor que nos unimos uns aos outros por diversos motivos e finalidades, para nos acasalarmos, nos reproduzirmos e cuidarmos de nossas famílias e sociedades, deixar o ódio dominar essas relações torna tudo destrutivo e perigoso, violento e muitas vezes doentio e mortal. No caso dos transtornos mentais muitas vezes é o amor aquele quem cura o doente, se numa psicoterapia passarmos ou tentarmos curar alguém através do ódio só causaremos desastres e tragédias e até mortes. No caso da Pulsão Auditiva de Mattanó de 1995 eram ideias que eram só ódio que causavam lavagem cerebral, essas ideias vieram num ambiente de ódio e violência, de guerra, e através de uma psicoterapia de ódio em 1992 e 1993 na UEL.
            Aquele ambiente de ódio na UEL gerou e mexeu com Monstros oriundos da Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos de toda uma constelação de pessoas ou de elementos de uma Psicologia que viriam a se tornar elementos de uma investigação, onde cada um teve um destino, ou Herói, ou Monstros, ou Escravo durante suas Trajetórias da Vida e aceitação do seu destino com a Concepção e o Herói até a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver.

A Trajetória dos Heróis começa com:
      1. A concepção e o herói

            A concepção de um mito surge numa atmosfera de grande inquietação e admiração em relação à figura que aparece repentinamente como mestre, marcando um novo momento na história, um novo estágio a seguir, uma nova biografia.
            O mito deve ser enfrentado por ser largamente familiar ao inconsciente, mesmo desconhecido, estranho ou amedrontador para a consciência, e o que antes tinha um significado, sentido e conceito agora passa a ter outro valor, eis aqui o processo de concepção e convocação ao herói para uma missão que já não pode ser recusada.
            O levar-se a aventura significa que o destino convocou o herói e transferiu-lhe o poder, o centro da gravidade ou o eixo do mundo. Esta fatídica região revela-se como uma terra distante, uma floresta, um reino subterrâneo, a parte inferior das ondas, a parte superior do céu, uma ilha secreta, o topo de uma montanha ou um profundo estado de sonhos. Sempre habitado por seres diferentes e bizarros fluidos e  polimorfos, tormentos inimagináveis, coisas sobre-humanas e delícias impossíveis. O herói pode ser cada um de nós por vontade própria, por ser lavado ou enviado por agente benigno ou maligno, por um erro, ou ao esmo de seu caminhar, os exemplos vem de todos os cantos do planeta.


  1. O chamado pode ser recusado

É sempre possível desviar a atenção para outras coisas na vida real, não com
menos frequência em mitos. A recusa transforma o herói em vítima a ser salva, assim seu mundo tronar-se-á um deserto cheio de obstáculos e um sentimento de grande falta de sentido, sua casa será a casa da morte, um labirinto para se esconder, trará problemas para si mesmo e sua gradual desintegração. O recuso se manifesta como a obtenção da proteção da atual realidade de valores, ideias, virtudes, objetivos e vantagens. Essas fixações representam uma impotência de abandonar o passado com sua esfera de relacionamentos e ideias emocionais infantis. São os muros da infância onde pai e mãe são os guardiões do acesso, da alma atemorizada, com medo das sansões, onde não consegue passar pela porta e alcançar o nascimento para o mundo exterior. Algumas das vítimas ficam assim a vida toda enquanto que outras não para sempre, destinadas s serem salvas.



  1. As forças se unem para o bem-aventurado

As forças se unem para fortalecer o herói que aceita sua viagem, seu chamado, e
a ele será entregue amuletos e objetos com forças e poderes que o fazem crer ser e estar preparado para a jornada contra as forças adversárias e contrárias a sua ida aventurada. Surgem eventos e personagens que lhe darão o poder através desses amuletos ou objetos de poder ou transformação. O poder benigno e protetor será seu destino e o próprio destino. Passará por limiares e pelos despertares da vida, o santuário será o seu coração e todas as formas do inconsciente estarão ao seu favor, nenhuma força da humanidade poderá agir contra ele, o herói.



  1. A travessia: se consumir


A vida do herói possui limites e um dia encontrará o guardião dos limites que
aumentará sua força para ir além dos horizontes já explorados com passos na direção do não conhecido, para um oceano sem limites
            As regiões do desconhecido são lugares para projeção do inconsciente (deserto, selva, fundo do mar, terra estranha, cavernas subterrâneas, inferno, etc.). A energia sexual incestuosa e  a destruição do pai, sereias de beleza nostálgica e sedutora, ogros, mulheres selvagens da floresta. O guardião do limiar ou dos limites é um aspecto que se movimento como proteção, porém somente com a passagem desse limiar que o sujeito passa durante a vida ou a morte para um novo movimento de experiência. A aventura está em todos os ambientes, ela é um movimento pelo véu que separa o conhecido do desconhecido, e as forças que guardam os limites são perigosas e lidar com elas envolvem riscos, porém aqueles que têm talento, competência e coragem verão o perigo se dissipar como a água no mar.



  1. Ser engolido e consumido

Ser engolido e consumido dá a entender que o herói morreu, contudo é uma
passagem do limiar mágico, uma esfera de renascimento que é simbolizada pelo útero ou ventre da baleia, o herói é assim lançado no desconhecido.
            O desaparecimento corresponde à entrada do fiel no templo onde ele será revivificado por regras do tipo quem é e do que é. No interior do templo, no ventre da baleia, na terra celeste todos são uma coisa só. Nas proximidades e nas entradas dos templos existem guardiões: dragões, leões, matadores de demônios com espadas desembainhadas, anões rancorosos e touros alados. Eles são guardiões do limiar, eles estão incumbidos de afastar todos aqueles que forem incapazes de achar os silêncios mais elevados no interior do templo. São encarnações preliminares que representam ogros mitológicos que marcam os limites do mundo convencional ou as fileiras de dentes da baleia. Demonstram uma metamorfose ao entrar no templo, como a cobra troca de pele o fiel deixa para fora seu lado secular. Ao entrar num templo ou mergulhar nas mandíbulas da baleia o herói encontra a concentração e a renovação da vida.
            Não pode alcançar o apogeu da vida sem cessar de existir. O herói cujo apogeu ao ego foi destruído volta pelos horizontes do mundo, tem o poder de salvar e nada teme. Ser engolido e consumido trás poder ao que aceita seu caminho que servirá para ajudar a salvar o mundo dos perigos mais indesejáveis como o desconhecido.



  1. O caminho obtuso

Este caminho cheio de pedras e obstáculos vem logo após o herói cruzar o
limiar e com este evento ele deve sobreviver a uma sucessão de provas. O herói é auxiliado encobertamente por conselhos, amuletos e agentes secretos de auxílio sobrenatural que já havia encontrado antes. Existe um poder benigno que o sustenta em sua passagem sobre-humana.
            Em seu caminho o herói encontra obstáculos que nem sempre trazem felicidade, percorre ele densas florestas, maciças cadeias montanhosas onde se depara com ossos de outros que sucumbiram à aventura e acaba encontrando uma abertura na terra, as profundezas do mundo inferior e suas notáveis manifestações se abrem diante de seus olhos e depois de numerosos perigos superados chega ao Senhor do Mundo Subterrâneo, e esse se lança sobre ele com gritos horríveis, mas a habilidade do herói pode fazer o monstro recuar com promessas de luxuosas oferendas, esse diálogo é o ápice da cerimônia e o herói entre em êxtase.
            O herói é um líder de um jogo infantil, é um iluminado condutor da ansiedade comum. Combate demônios para que outros prossigam adiante na sua luta contra a realidade.
            O segundo estágio do Caminho é o estágio da purificação do eu onde os sentidos são purificados e tornados humildes e as forças concentram-se em coisas transcendentais, trata-se do processo de dissolução, transcendência ou transmutação de imagens infantis do nosso passado pessoal.
            Os perigos psicológicos pelos quais passaram gerações anteriores devemos enfrentar sozinhos ou com uma orientação experimental, improvisada e poucas vezes muito efetiva, são eles revivificados em nossos sonhos.
            A terra das maravilhas virá com relances momentâneos, com uma multiplicidade de vitórias preliminares ou êxtase.



  1. O encontro com a deusa

A aventura do herói continua com o encontro com a Rainha-Deusa do Mundo. A
Mãe Universal imputa ao cosmo a presença nutridora e protetora. A fantasia é um primeiro momento espontâneo, já que há uma estreita e evidente correlação entre a atitude da criança com relação à mãe e a do adulto em relação ao mundo material. Mas há também numerosas tradições religiosas conscientemente controladas dessa imagem arquetípica para fins de purgação, manutenção e iniciação da mente na natureza do mundo visível.
            A mulher representa mitologicamente a totalidade do que pode ser conhecido. O herói é aquele que aprende. De acordo com seu progresso, o herói, na lenta iniciação à vida, a forma da deusa passa, e se transforma várias vezes. Ela jamais pode ser maior do que ele, mas pode prometer mais do que ele consegue compreender. Ela o atrai e guia e pede que rompa com as correntes que o prendem. Se ele puder os dois serão libertados de todas as suas limitações. A mulher pode ser vista sob condições inferiores condenada pela ignorância à banalidade e a feiura. Mas pode ser redimida pela sabedoria. O herói que puder considera-la tal como ela é, sem meios afetivos indevidos, com gentileza e segurança traz em si o potencial do rei, do deus encarnado, do seu mundo criado.
            O encontro com a deusa é o teste final do talento para a bênção do amor que é a própria vida aproveitada como o invólucro da eternidade.


  1. A mulher como tentação


Agora com o casamento com a Rainha-Deusa do Mundo o herói ver-se-á no
lugar do pai, ele e seu pai são um só.
            As guerras e as explosões emocionais são paliativos da ignorância. Diante do psicanalista os estágios da vida do herói vêm em sonhos e alucinações. Camada após camada de falta de conhecimento é penetrada e, sempre, passados os primeiros passos da jornada a aventura se desenvolve, seguindo uma trilha de horrores, trevas, desgostos, dores e tremores fantasmagóricos.
            A dificuldade de se entender a vida como ela é e não como a idealizamos em nossas concepções conscientes é a grande dificuldade na análise. Em geral nos esquivamos de assumir dentro de nós a febre que constitui a própria natureza da célula orgânica. Imaginamos que os problemas do mundo e de nós, de cada um de nós, pertencem desagradavelmente à outra pessoa ou outras pessoas. Mas quando percebemos isto, o odor da carne, experimentamos um momento de repugnância e de frustração: a vida e seus fenômenos e a mulher em particular como grande símbolo da vida, tornam-se intoleráveis à alma pura. A mulher é a tentação do herói em sua aventura.



  1. A relação com o pai


A pura Vontade de Deus que protege o pecador da flecha, da torrente e das
chamas é a misericórdia divina,  a poderosa força do Espírito de Deus, por meio em que o coração é transformado, é a graça de Deus. O coração é protegido mantendo o equilíbrio evitando sua destruição. Tudo está nas mãos de Deus, o poder dos amuletos, talismãs primitivos e os auxiliares sobrenaturais dos mitos e dos contos de fada são a garantia para a humanidade de que a flecha, as torrentes e as chamas não são tão violentas quanto se parece.
            É a provação do herói com a garantia de que a figura masculina de auxiliar pela magia o protege de todas as assustadoras provas de iniciação – descobre-se então que o pai e a mãe se refletem um ao outro e é essencialmente a mesma coisa.
            A iniciação combina uma introdução do candidato nas técnicas, obrigações e prerrogativas de sua vocação com radical reajustamento de sua relação emocional com as imagens parentais. O filho assim afasta-se de sua mera condição humana e representam uma força cósmica impessoal. Ele nasceu duas vezes e tornou-se pai agora. Agora tem competência para representar o papel de iniciador, de guia, de porta do sol pela qual devemos passar, das ilusões do bem e do mal, para uma experiência da majestade da lei cósmica, purgada de esperança e de temor, e em paz no entendimento da revelação do ser.
            O problema do herói que vai ao pai está em abrir sua alma par além do terror, num grau que o torne pronto a compreender de que forma as repugnantes e insanas tragédias desse vasto e implacável cosmo são validadas na majestade do ser. O herói transcende a vida, com sua mancha negra peculiar e, por um episódio, ascende a um vislumbre da vida. Ele observa e admira a face do pai e compreende, e assim os dois entram em sintonia.
            Para o filho que cresceu o suficiente é conhecer o pai, as agonias e sofrimentos da provação são prontamente suportadas, o mundo já não é mais um vale de lágrimas, gemidos e dores, mas uma manifestação perpétua e geradora de bênçãos, da Presença.



  1. A apoteose

No momento em que nos libertamos dos preconceitos, do tribal, eclesiástico,
nacional, do mundo, dos arquétipos, compreendermos a suprema iniciação ou a boa nova, que o Redentor do Mundo traz e que tantos se rejubilam para ouvir, pela qual oram, mas que relutam em demonstrar e aceitar esse amor que é Deus. A Cruz do Salvador do Mundo é um símbolo mais democrático que a bandeira.
            Aqueles que sabem que o Eterno vive neles, em todas as coisas, são imortais.



  1. A última graça

O sofrimento agonizante da ultrapassagem  dos limites pessoais é a agonia do
crescimento pessoal. A arte, a literatura, o mito, o culto, a filosofia e as disciplinas são instrumentos destinados a auxiliar o indivíduo a ultrapassar os horizontes que o rodeiam e a alcançar esferas de percepção em constante crescimento e movimento. Ao cruzar limiar por limiar, dragão após dragão, aumenta a estrutura da divindade que ele convoca em seu desejo exaltado, até subsumir todo o cosmo. A mente quebra a esfera limitadora do cosmo e alcança uma percepção que transcende as experiências da forma – todos os simbolismos, todas as divindades, a percepção do vazio inelutável. Tanto o pai quanto o herói são aniquilados, são crucificados, e as forças refletirão a forma universal de um único mistério inescrutável: a força que constrói o átomo e controla a órbita das estrelas.



  1. A difícil volta


Ao fim da busca do herói ele terá que retornar por meio da penetração da fonte
retornando com seu troféu transmutador da vida, mesmo que seja objeto de recuso de sua saga e transformação. Por intermédio da graça de alguma personificação masculina ou feminina, humana ou animal, o herói deve retornar para a renovação da comunidade, da nação, do planeta ou do cosmos.


  1. A magia nas decisões


Se o herói em seu triunfo retornar ao mundo com algum elixir destinado à
restauração da sociedade sua aventura será aprovada por todos os poderes do seu patrono sobrenatural, contudo se retornar ao mundo com a oposição do seu guardião não obtendo agrado dos deuses e demônios o último estágio será a perseguição. A aceitação ou a não aceitação e fuga é encarada através da magia.



  1. O resgate sobrenatural


O herói pode ser resgatado em sua aventura com o auxílio sobrenatural, o
mundo, que vai ao seu encontro para recupera-lo. A sociedade tem ciúme daqueles que dela se afastam, ela voltará para bater na sua porta. Duas coisas podem acontecer: o recuso e o choque ou a aceitação e o resgate. Isso leva a crise final do percurso, o limiar do retorno que conduz ao reino místico ou à terra cotidiana. Se resgatado com ajuda externa será cuidado com carinho pelas divindades orientadoras, o herói tem que penetrar novamente trazendo a bênção obtida, onde os homens imaginam-se completos, mas que na realidade não passam de frações.



  1. Os limites da volta


Os mundos, divino e humano, são diferentes como a vida e a morte, o dia e a
noite. As aventuras do herói se passam fora da terra nossa conhecida, na região das trevas, aqui ele completa sua viagem aprisionado ou em perigo. Seu retorno é um retorno do além. A alma do herói avança impetuosamente e descobre as bruxas convertidas em deusas e os dragões em guardiões de deuses. A existência humana tem uma inconsistência enigmática entre a sabedoria trazida das trevas e a prudência que costuma ser eficaz no mundo da luz. O martírio é para os santos e as instituições para as pessoas comuns.



  1. Agora são dois mundos

A liberdade de ir e vir pela linha que divide os mundos. Os mitos não
frequentemente apresenta numa única imagem todo o mistério do livre trânsito. Quando o fazem são um tesouro a ser contemplado como a Transfiguração de Jesus Cristo.
            Por vezes um tolo, noutras um sábio, por vezes um esplendor magnificente, noutras vagante, por vezes benigno, noutras maligno, por vezes honrado, noutras insultado – assim é a vida daqueles de suprema beatitude.



  1. E a liberdade para se viver e ensinar a viver


O campo de batalha simboliza a vida, no qual toda criatura vive da morte de
outra. Somos passageiros dos fenômenos do tempo e da vida que vive e morre em qualquer coisa. O herói é o patrono das coisas que estão se tornando e não das coisas que se tornaram.




            A confiança vem na confiança em sua Trajetória e em seus sinais onde o Herói não deve desistir de sua missão para não se pôr como o Sol e submergir nas trevas e ser pego pelas armadilhas da noite, cheia de esperteza e de Monstros capazes de nos derrubar e derrotar em qualquer fase da vida se nos entregarmos às sombras das noites.
            Os Monstros, inclusive diante dos nossos caminhos e das nossas trincheiras pertencem aos reinos das fantasias e dos transtornos mentais, das aventuras, das grandes jornadas, dos jogos de poder, das guerras, do terror, da loucura, dos movimentos e protestos de cunho alienador e criminoso, dos assassinatos e roubos, das violências e crimes, da pedofilia, da exploração sexual, do abuso de incapazes, da violência contra idosos, da lavagem cerebral, da tortura, do estupro e do estupro coletivo, etc..
Os Monstros, inclusive diante dos nossos caminhos e das nossas trincheiras
respondem as leis do sombra e assim dos infernos, dos buracos profundos, das covas dos canibais e ancestrais, das florestas com fantasmas, das montanhas assustadoras, dos oceanos mais profundos, da rebentação das ondas mais fortes, dos cemitérios, dos bueiros, etc., essas leis controlam nossas mentes e comportamentos individuais e coletivos, conscientes e inconscientes.
            Os transtornos mentais não são problemas somente dos pacientes, nem somente das famílias, mas são das sociedades e daqueles que convivem com os enfermos, até mesmo no caso da violência telepática, devemos saber respeitar o telepata doente, suas famílias doentes e as sociedades doentes, pois todos ficam afetados, doentes ou transtornados como em qualquer outro caso de transtorno mental, a Educação resolve tudo! A Educação é capaz de resolver qualquer problema novo para o homem bem-educado e bem-intencionado! Seja problema na Universidade, nos Mas Mídia, nos esportes, nas políticas, nas artes, na ciência, na educação, no trabalho, na saúde, na família, na afetividade, na sexualidade, na tecnologia, etc.. A Educação resolve os nossos problemas com nossos Monstros, inclusive diante dos nossos caminhos e das nossas trincheiras através de nossos Heróis, um caminho possível da Trajetória da Vida diante de muitos outros.
            A Educação, inclusive diante dos nossos caminhos e das nossas trincheiras resolve nossas questões e dramas, problemas com as contingências filogenéticas, ontongenéticas, culturais, espirituais, da vida e do universo.
            Um fenômeno problemático, questionável e dramático são os que nos afligem aos nossos Escravos, inclusive diante dos nossos caminhos e das nossas trincheiras, sejam eles, simbólicos, reais ou imaginários, representados por significados, sentidos e conceitos, episódios verbais completos e episódios verbais incompletos que se expressam em nossa aprendizagem da linguagem e das línguas estrangeiras, nos símbolos da matemática, ou nos símbolos de Mattanó.
            Nossos Escravos, inclusive diante dos nossos caminhos e das nossas trincheiras devem ser abordados com cuidado e respeito, pois podem produzir sequelas e problemas profundos na vida mental e comportamental, na personalidade, pois Escravo tem a tendência de gerar revolta e de gerar problemas num mundo organizado, globalizado, informatizado, com mercados e economias, comunicativo, espiritualizado e que trabalha em diversas áreas gerando bens e serviços, economia, educação e trabalho, inclusive Zeitgeist.
            Podemos sonhar com o treino de nossas habilidades puncionais, elas, auditivas, visuais, orais, anais, fálicas, de latência, genitais e que se desenvolvem em sublimações como direito, dever, obrigação e privilégio.
            O treino da audição melhora a percepção dos sons e de como devemos interpreta-los. O treino da visão melhora a percepção visual e o reconhecimento e nomeamento dos objetos do mundo observado. O treino da oralidade melhora e até evita comportamentos aprendidos como marca nesta fase. O treino pode ocorrer em todas as fases melhorando e evitando comportamentos indesejáveis. A Educação tudo resolve!
            Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
            Contudo temos Osny Mattanó Jùnior e sua Psicanálise Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na produção das causalidades.
            Sobre a energia vital, ela, passa agora a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
            A quantidade de catexia que se liga ou se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do investimento.
            Catexizamos lembranças, pensamentos e fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
            O refluxo permite e independência, e a regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
            O funcionamento psíquico ocorre de duas maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
            Falamos aqui de um novo modelo de energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições, discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos, celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
            Percebemos que até certa altura da vida gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!
A EMBRIOLOGIA + O NASCIMENTO + O DESENVOLVIMENTO (DE JESUS CRISTO) = ZEITGEIST (clima cultural e intelectual da época de Jesus Cristo que permanece para sempre progressivamente).
É através da Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver que o Zeitgeist, que é o clima cultural e intelectual da época, torna-se libertador e o indivíduo pode viver e ensinar a liberdade, seja através do inconsciente, das contingências, dos arquétipos, da escola, das relações sociais, da aprendizagem, da auto-atualização, da auto-realização, da gestalt, da superioridade, da institucionalização, do trabalho, etc. É o Zeitgeist o responsável tanto pelo clima de paz como pelo clima de violência e de guerra, o ser humano apenas faz a gestão desses fenômenos. Covardia ou humanidade depende do Zeitgeist que paulatinamente modelará a mente e o comportamento de cada indivíduo, tornando-o mero reprodutor de seu meio ambiente. Os caminhos ou as trincheiras serão consequência do Zeitgeist, ou seja, do clima cultural e intelectual da época, porém também da espiritualidade quando nos referirmos aos caminhos traçados por Deus e por Nossa Senhora, assim sendo falamos do Zeitgeist Espiritual.


Osny Mattanó Júnior
Londrina, 25 de outubro de 2016.



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