Osny Mattanó Júnior
PSICOLOGIAS MITOLÓGICAS
Especulações Sobre Celebridades Assassinas e Assassinadas
A Trajetória dos Heróis
22/06/2016
ÍNDICE:
1. Introdução
2. Psicanálise Lacan-Mattanoniana
3. Psicologia Cognitiva Transcendental Social
4. Psicologia da Gestalt
5. Behaviorismo
6. Psicanálise
7. Psicologia Analítica
8. Psicologia Social
9. Psicologia Escolar
10. Psicologia Humanista
11. Psicologia da Personalidade
12. Cognitivismo
13. Fenomenologia
14. Psicologia da Espécie
15. Psicobiologia
16. Psicologia Sócio-interacionista
17. Psicologia Individual
18. Psicologia Institucional
19. Psicologia do Trabalho
20. Biopsicosociofilosofia
21. Esquizoarte Perceptiva Tecnocultural
22. Cultura Psicomanifesto Comportamental
23. Psicofilosofia Mattanoniana
24. Biopsicoantropologismo
25. Movimento Psicoanalítico Cultural
26. Psicoarte Mattanoniana
27. Psicotradução Mattanoniana
28. Psicologia da Vulnerabilidade
29. Psicologia das Regras
30. Psicologia da Sensibilidade – Movimento
sensível
31. Psicologia das Sociedades (contextualizando
a Humanidade)
32. Psicotelepatia Instrumental (Psicologia e
Telepatia)
33. Análise Tecnopsicológica
34. Psicoarte Residual
35. Movimento Cognitivo Mattanoniano
36. Enfoque Contextual
Biopsicosociofiloespiritual
37. Psicologia Matemática Niilista
Existencialista
38. Niilismo Existencialista
39. Multiculturalismo Autoclítico
Biopsicosociofiloespiritualizado
40. Dialética Morfo-Mattanoniana
41. Psicodrama Comportamental de Mattanó
42. Psicologia das Massas, dos Públicos e das
Multidões
43. Psicologia de Protesto
44. Psicologia Eclética Educativa
45. Teoria Suja da Psicanálise Psicótica
Existencialista
46. Considerações Finais
Osny Mattanó Júnior.
Professor e
Pesquisador em Psicologia pela UEL/Pr/Brasil.
Novas Teorias:
Epistemologias sobre Celebridades Assassinas e Assassinadas: a Trajetória dos
Heróis.
- Introdução
CRIMES HISTÓRICOS: CELEBRIDADES
ASSASSINAS | ASSASSINADAS
Celebridades são muitas vezes
endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio;
um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama.
por O AprendizDecember 6, 2015
Duas coisas chocam os seres
humanos: violência e o medo provocado por celebridades.
A violência, é claro, está ao nosso
redor, faz parte de nossa realidade e, provavelmente, as pessoas gostam de
falar e ler sobre para tentar fazê-la compreensível. Por que cabeças e olhos se
dirigem entusiasticamente quando há um horrível acidente na estrada? Por quê a
violência é um produto de sucesso na TV e literatura?
Do tapete vermelho do Oscar aos
sites de fofocas sensacionalistas, a obsessão pelas celebridades está em todo
lugar. “Em nossa sociedade, celebridades agem como uma droga”,
citou o psicólogo James Houran, estudioso do fenômeno. Quando celebridades e
violência se encontram, temos então uma mistura altamente volátil e poderosa.
Uma coisa é a celebridade X aparecer em um filme, outra totalmente diferente é
ela matar alguém ou ser assassinada. O interesse por ela aumenta
exponencialmente. O julgamento do século 20 nos Estados Unidos foi o de O.J.
Simpson, famoso jogador de futebol americano e ator de cinema que foi acusado
de matar sua ex-mulher e um amigo dela. Ele era famoso, mas certamente nunca
havia recebido tanta atenção da mídia quanto na época em que foi preso e
julgado. Já no Brasil, na década de 1990, a mídia citou o julgamento do ator de
novelas Guilherme de Pádua como o nosso “julgamento do século”. Recentemente
tivemos o caso do velocista Oscar Pistorius, cujo julgamento pelo assassinato
da namorada foi televisionado e coberto de forma tão abrangente como nunca
havia sido antes toda sua carreira.
Celebridades são muitas vezes
endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio;
um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama. Sem
equilíbrio emocional, muitas celebridades se deixam levar por sorrisos e
palavras falsas, caem na devassidão, e acabam achando que é o próprio Deus.
Para muitos de nós pode parecer chocante saber que alguém que vemos como
celeste possa cometer atos abomináveis: assassinato, por exemplo.
Por outro lado, por serem figuras
públicas, celebridades muitas vezes se tornam alvos fáceis. Quem nunca ouviu
falar do perturbado John W. Hinckley e sua obsessão pela atriz Jodie Foster? O
que dizer então dos sorrisos falsos que se aproximam para conseguir algo em
troca?
Este post compila 35 casos de
celebridades assassinas ou assassinadas. Os motivos por trás dos casos são os
mais variados. Alguns foram mortos por apenas serem famosos; já outros tiveram
o azar de estar no lugar e hora errados. Do outro lado, e assim como assassinos
comuns, celebridades homicidas matam pelos mais variados motivos: por acharem
estar acima do bem e do mal; acesso de raiva; por se envolverem com pessoas
erradas…
Cinema
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Um dos maiores astros do cinema
mudo, Roscoe “Fatty” Arbuckle atuou ao lado de nomes
consagrados como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Mabel Normand. Alguns de seus
mais notáveis filmes incluem “His Wedding Night”,“Conney Island” e “Out
West”. No auge de sua carreira, contratado pela Paramount e ganhando
incríveis 1 milhão de dólares anuais (valor aberrante para a época), em 5 de
Setembro de 1921, Roscoe alugou dois quartos no Hotel St. Francis, em São
Francisco, e convidou várias mulheres para uma festa. Uma delas era a atriz
Virginia Rappe, famosa por aparecer em vários filmes do diretor e produtor
austríaco Henry Lehrman. O que aconteceu nesta festa até hoje é um mistério.
Rappe saiu do hotel direto para o hospital e afirmou à polícia que havia sido
violentamente agredida pelo astro Roscoe, que a estuprou repetidamente. Ela
morreu uma semana depois. Na época, foi teorizado que Roscoe pode tê-la
estuprado com uma garrafa de Coca Cola ou Champagne, causando a ruptura da
bexiga. A morte da jovem atriz pelo famoso astro chocou os americanos e o caso
se tornou o primeiro grande evento midiático criminal da história de Hollywood.
Roscoe Arbuckle foi absolvido em três julgamentos e o caso nunca foi
oficialmente esclarecido. Mas sua carreira praticamente acabou devido ao
escândalo, com seus filmes sendo banidos das salas de cinema e os estúdios
correndo de seu nome. Ele se entregou ao alcoolismo e passou a viver na
obscuridade. Doze anos depois, ele conseguiu um contrato por um grande estúdio,
a Warner, para dirigir um longa metragem. Ele parecia ressurgir das cinzas, mas
no dia em que assinou o contrato com a Warner, e talvez devido à grande
excitação por voltar ao mundo que pertencia, Roscoe Arbukcle sofreu um infarto
fulminante, falecendo aos 46 anos de idade.
O ator e diretor de Hollywood
natural da Irlanda William Desmond Taylor acompanhou
várias estrelas do cinema, entre as quais Mabel Normand e Mary Miles
Minter. Ele dirigiu 59 filmes mudos entre 1914 e 1922 e atuou em 27 entre
1913 e 1915. Sua carreira no cinema mudo tornou-o uma figura popular na
indústria emergente de Hollywood na década de 1910 e início de 1920. Em 1922,
ele era o principal diretor da Famous Players-Lasky, subsidiária da Paramount,
quando foi encontrado morto por seu mordomo. Taylor mantinha um romance com a
atriz Mary Miles Minter, e a mesma estava sendo preparada por ele para
substituir a “Queridinha da América” Mary Pickford nos papéis de moça ingênua.
A mãe de Mary Miles era contra o romance e ameaçou matar o diretor caso ele
continuasse a se encontrar com sua filha. O assassinato de Taylor nunca foi
solucionado, pôs fim à sua vida e à carreira de Mary Miles, pois o público
marcou-a com a culpa por associação. Acredita-se que a mãe da atriz, Charlotte
Shelby, tenha assassinado o diretor após uma crise de ciumes. Outra linha de
investigação diz que Taylor pode ter sido assassinado por um assassino de
aluguel contratado por traficantes de cocaína de Los Angeles, isso porque ele
estaria cooperando com a polícia americana para delatar traficantes que vendiam
cocaína para estrelas do cinema, dentre elas Mabel Normand.
A loira Thelma Todd ganhou
o concurso de beleza de Miss Massachusetts em 1925, o que a levou a ser convidada
a ir para Hollywood, onde fez sua estreia no cinema emFascinating Youth,
de 1926. Com isso ela iniciou uma carreira de atriz de grande sucesso, atuando
como coadjuvante em praticamente todos os filmes de comédia. Na manhã de 16 de
dezembro de 1935, seu corpo foi encontrado pela sua governanta, curvado no
banco da frente de seu Packard conversível na garagem, com as portas levemente
abertas. De acordo com o médico-legista, a atriz morreu de envenenamento por
monóxido de carbono. O legista emitiu um laudo de suicídio, tese que foi
rejeitada por um grande júri. “Parece que há uma trama para provar que
Thelma Todd tinha tendências suicidas… há uma grande possibilidade de este ter
sido um assassinato com monóxido!”, disse George Rochester, representante
dos jurados. A morte da bela atriz nunca foi solucionada. Acredita-se que ela
tenha sido morta pelo famoso gangster Lucky Luciano, com quem teve um romance.
Luciano a estaria pressionando para usar um cômodo do Thelma Todd’s Sidewalk
Cafe, de propriedade da atriz, como casa de apostas. Ela negou. Todd foi
vista com Luciano na manhã de sua morte. É provável que, mais uma vez, ela
tenha negado ao gangster usar seu Cafe para fins ilícitos e Luciano, então,
junto com seus homens, decidiu por matá-la, colocando-a em seu carro, ligado a
ignição e fechado a porta da garagem.
A glamorosa Lana Turner aparecia
em filmes e colunas de fofocas, casou-se sete vezes e teve uma filha, Cheryl
Crane. Em 1957, durante a filmagem de “The Lady Takes a Flyer” (A Força do
Amor), conheceu o gângster violento Johnny Stompanato e iniciou um romance. Em
setembro do mesmo ano, Lana foi para a Inglaterra para filmar “Another Time,
Another Place” (Vítima de uma Paixão). Stompanato foi atrás dela e quando
chegou ao set de filmagem, advertiu o jovem ator escocês que coestrelava o
filme, ninguém menos que Sean Connery, o primeiro astro de 007: “Fique longe
da garota”, disse o gangster a Connery. Machão, o jovem escocês não se
intimidou e respondeu à ameaça com um soco. Naquele mesmo dia, Stompanato
espancou a atriz e foi deportado. A vida de Lana Turner continuou nos Estados
Unidos com agressões físicas e verbais por parte do amante. Não o denunciava ou
deixava porque morria de medo dele. Em 4 de abril de 1958, após uma violenta
briga, temendo pela vida da mãe, Cheryl, então com 14 anos, enfiou uma faca de
20 centímetros em Stompanato. Ainda hoje, muitos apontam que foi Lana quem
matou o gangster. Sua filha Cheryl teria assumido o crime para salvar a mãe de
uma possível pena capital. Num julgamento coberto de forma sensacionalista pela
mídia, o júri considerou o assassinato como “justificável” e Cheryl
foi enviada para um reformatório. Três anos depois, ela saiu em liberdade.
O astro do cinema Ramón
Novarro não era o celibatário devoto descrito pela imprensa. Ele
tinha uma queda por garotos de programa e, nos seis meses que antecederam sua
morte, pagou 140 prostitutos por seus serviços. Na véspera de Halloween de 1968
ele convidou dois homens para irem à sua casa. Às 17h30, Paul Ferguson, 23
anos, e seu irmão Tom, 17, chegaram à casa de Novarro, onde ele os recebeu com
drinques e cigarros. Os três beberam enquanto Novarro contava histórias de sua
carreira. Os Ferguson, no entanto, só estavam interessados nos 5 mil dólares
que o ator mantinha em casa, de acordo com rumores. Após algum tempo na sala,
Novarro convidou Paul para ir até seu quarto, enquanto Tom estava do lado de
fora respirando ar fresco. Quando Tom retornou, foi procurar pelo irmão e ficou
chocado ao encontrá-lo nu com o ator, fazendo sexo. Ele gritou, ordenando que o
irmão saísse. Paul, visivelmente bêbado, cambaleou para fora do quarto e, 45
minutos depois, ao recobrar a consciência, caminhou até o quarto para encontrar
um ambiente encharcado de sangue e o corpo de Novarro na cama, com três grandes
cortes na parte de trás da cabeça. Em dado momento, os irmãos perceberam que o
ator ainda estava vivo e Paul o espancou provocando fraturas no crânio e face.
Presos, os irmãos passaram apenas sete anos presos e foram soltos em 1976.
Doidera pouco é bobagem. Charles Manson acreditava que os Beatles eram
anjos mandados à Terra para avisar os homens sobre o Apocalipse. Além disso,
ele ficou irritado por ter uma música supostamente roubada pelo grupo Beach
Boys. Furioso com Terry Melcher, produtor musical que havia lhe negado um
contrato de gravação, Manson ordenou a um grupo de seguidores que
invadissem a ex-casa de Melcher e promovessem uma chacina. Em 9 de Agosto de
1969, os comandados de Manson mataram a nova moradora do lugar, a atriz Sharon
Tate (mulher do cineasta Roman Polanski e grávida de oito meses),
e mais quatro pessoas. Ela foi perfurada 16 vezes por uma baioneta e enforcada.
Em 1971, Manson e os co-autores Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van
Houten foram condenados à morte. Outro participante da barbárie, Charles
Watson, foi condenado em julgamento separado. Como a Suprema Corte da
Califórnia aboliu a pena de morte em 1972, todos, com exceção de Susan Atkins, morta em 2002, cumprem prisão
perpétua.
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Dorothy Hoogstratten tinha tudo o que
o show business procurava (e ainda procura): talento, beleza,
inteligência, e uma encantadora personalidade. Como muitas mulheres lindas
que chegam ao estrelato, sua origem era pobre e humilde. A canadense
moradora de Vancouver, trabalhava em uma sorveteria da cidade quando sua beleza
chamou imediatamente à atenção de Paul Snider. Pronto. Naquele momento, Dorothy
celava o seu destino. Paul Snider era um ex-garoto de programa que trabalhava
como cafetão de prostitutas em Vancouver. Deve ter sido fácil para Paul fazer a
cabeça da inocente adolescente que desejava um lugar ao sol. Paul Snider a
convenceu a posar nua para fotos, falsificou a assinatura da mãe de Dorothy
(ela era menor) e enviou as fotos para a revista Playboy. A beleza de 1,75m
impressionou a revista e em agosto de 1979 Dorothy chegava onde nunca pensou em
chegar: ela era capa da mais famosa revista de nudez feminina do
mundo. Poucos meses depois a linda canadense já estava em Hollywood, onde
estrelaria pequenos papéis nos filmes Skatetown USA, Americathon eAutumn
Born. Ela também apareceu na famosa série Fantasy Island.
Em Galaxina (1980), ela consegue seu primeiro papel como
protagonista. Mas o sucesso foi embora da mesma forma que chegou, como um raio.
Casada com Paul, ela decide largá-lo devido ao ciume doentio do marido. Foi a
ficha para que ele a espancasse, estuprasse e desse um tiro em seu rosto
com uma espingarda calibre .12 que praticamente a deixou sem cabeça. Logo
depois ele cometeu suicídio.
Jiah Khan nasceu
nos Estados Unidos, cresceu na Inglaterra e morreu na Índia. Modelo, atriz e
cantora, Jiah era uma estrela da gigante indústria de filmes indiana,
Bollywood. Fez seu debut em 2007, com o filme Nishabd,
no qual foi indicada para o prêmio de melhor atriz estreante. A partir daí
emendou um filme no outro tornando-se um rosto bastante conhecido e badalado.
Em 3 de junho de 2013, a bela atriz foi encontrada morta em seu apartamento em
Juhu, Mumbai, pendurada e enforcada em um ventilador de teto. O suicídio da
atriz chocou a Índia, mas cinco meses depois, peritos contratados pela mãe da
atriz concluíram que ela foi assassinada por estrangulamento e pendurada no
ventilador para fazer parecer suicídio. Marcas inexplicáveis no pescoço e
lesões em outras partes de seu corpo, assim como a ausência das digitais da
atriz no ventilador, levaram a essa conclusão. Álcool encontrado em seu corpo
sugere que ela possa ter sido embebedada pelo suposto assassino. Na época,
o principal suspeito da mãe da atriz era Suraj Pancholi, o namorado
abusivo de Jiah. Segundo sua mãe, o pai de Suraj, um homem poderoso de Mumbai,
teria usado de sua influência sobre a polícia para que o caso fosse tratado
como suicídio. O caso, então, foi reaberto pela polícia federal da Índia
e em Outubro de 2015 Suraj Pancholi e um cúmplice foram presos acusados da
morte da atriz.
Esportes
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Jogador rápido, o jamaicano Leslie
Hylton jogou seis vezes pelo West Indies, famosa seleção de
críquete do Caribe, entre 1935 e 1939. Sua fama era tão grande em todo Caribe
que um grande apelo popular se sucedeu após a possibilidade dele não poder
jogar o RS Grant na Inglaterra em 1939. Uma “vaquinha” foi realizada e Hylton
pôde fazer parte da equipe. Apesar do esforço, Hylton teve uma atuação pífia.
Defendeu a equipe da Jamaica por 12 anos, somando 40 partidas no período.
Em 1954 a esposa dele, Lurlene, confessou ter cometido adultério e que estava
apaixonada por um homem que conhecera nos Estados Unidos. Hylton deu sete
tiros nela. No julgamento, ele disse ter tentado o suicídio após o crime, mas a
arma supostamente falhou. O capitão da equipe jamaicana de críquete, Noel Crab
Nethersole, testemunhou a seu favor e chegou a mostrar uma carta de amor da
falecida endereçada ao amante. “Forçarei meu marido a tomar uma decisão
assim que puder”, dizia um trecho da carta. Mas nada disso impediu que o
famoso jogador fosse considerado culpado e condenado à pena de morte. Ele foi
enforcado na prisão St. Catherine, Jamaica, em 17 de maio de 1955.
Animais também podem virar
celebridade. Em 3 de junho de 1981, Shergar venceu a
corrida de Derby com um recorde de dez unidades. E assim como Marc Cécillon
(leia abaixo), Shergar teve duas doses de fama: a primeira quando ganhou a
centenária corrida inglesa e a segunda quando foi sequestrado em 8 de fevereiro
de 1983. Dois dias após o sequestro, foi feita uma exigência de dois milhões de
libras de resgate. Os sequestradores acreditavam equivocadamente que Aga Khan
IV (príncipe persa) era o único proprietário do cavalo, não sabendo que ele
possuía apenas uma participação em sua propriedade, que era compartilhada por
34 pessoas. Temia-se que caso o resgate fosse pago todos os cavalos valiosos da
Inglaterra e da Irlanda se tornassem alvos. Vários quartéis do IRA foram
invadidos pela polícia à procura do cavalo, que descobriu depósitos de armas,
mas não encontrou nenhum cavalo de corrida. Acredita-se que quatro dias depois
o Conselho Armado do IRA tenha percebido que sua vítima era inútil e ordenado
que o cavalo fosse morto. Uma fonte contou a um jornal britânico: “Havia
sangue por todos os lados, o cavalo até mesmo escorregava em seu próprio
sangue… Levou vários minutos para que o cavalo, em agonia, sangrasse lentamente
até morrer.”
Marc Cécillon conquistou
duas doses de fama. A primeira começou em 1988 quando foi selecionado para
jogar rugby na seleção francesa contra a Irlanda. Ele venceu 46 campeonatos, o
último em 1995, e foi capitão do time francês em cinco ocasiões. Jogou os
mundiais de 1991 e 1995. Nove anos depois, obteve sua segunda dose de fama
quando assassinou a esposa, Chantal. Cécillon e Chantall, 44, foram convidados
para uma festa na vila Flosailles, perto de Bourgoin. Chantal chegou sem o
marido. Havia rumores de infidelidade por parte dele e até de um filho
ilegítimo. Eram 23h quando Cécillon finalmente apareceu na festa, já
embriagado. Ele agrediu a dona da festa e, evidentemente, foi convidado a se
retirar. Chantall se recusou a acompanhá-lo. A celebridade do rugby foi para a
casa do casal onde pegou uma pistola magnum .357 e voltou ao local. Lá, atirou
quatro vezes contra a esposa, à queima-roupa, atingindo-a no braço, no peito e
na cabeça diante de cerca de 60 testemunhas. Foi necessário unir forças de 12
homens para conter o ex-jogador. Um dos homens arremessou um tijolo nas costas
de Cécillon, que não se abalou. Quando a polícia chegou, ele estava amarrado a
uma cadeira com um fio elétrico e perguntava por sua esposa. “Ele era
um bêbado. Bebia, arrumava confusão e sempre saía ileso porque era Marc
Cécillon. Isso é resultado de vinte anos de álcool. Pouco a pouco, ele destrói
a pessoa. Marc não conseguia lidar com a própria vida. Quando você mata a
esposa, está matando sua vida”, disse na época Pascale Tordo,
esposa do jogador François Tordo. Em 2006, Cécillon foi condenado a 20 anos,
pena que posteriormente foi reduzida a 14. Em 2011 ele saiu da cadeia após
a justiça francesa conceder-lhe liberdade.
O.J.
Simpson como o policial desastrado Nordberg no filme “Corra que a Polícia Vem
Aí”. Reprodução Internet.
Depois do sucesso como jogador de
futebol americano do Buffalo Bills na década de 1970 e como ator de filmes da
série “Corra que a Polícia Vem Aí”, O.J. Simpson voltou
às páginas dos jornais em 1994, acusado de ter matado a tiros Nicole Brown, sua
ex-mulher, e um amigo dela no dia 12 de junho. Nicole era uma garçonete e
conheceu Simpson enquanto ele ainda era casado. Os dois se casaram em 1985, mas
logo acabou a lua-de-mel. Em uma das várias brigas, o astro quebrou, com um taco
de beisebol, os vidros do carro de Nicole, onde ela ficara após uma discussão.
Em 1992, eles se divorciaram. Dois anos depois, o corpo de Brown foi encontrado
em sua casa em Los Angeles com ferimentos terríveis no pescoço e cabeça. Um
amigo dela, Ronald Goldman, também foi encontrado morto. Acusado de duplo
homicídio, Simpson desapareceu deixando uma carta a amigos em que anunciava sua
intenção em suicidar. Em uma perseguição espetacular por 96 quilômetros,
mostrada pelas principais emissoras de TV norte-americanas, a polícia o
capturou. Ele permaneceu ainda um tempo no carro antes de se entregar. Em
julgamento que acabou virando uma questão racial, ele foi considerado
não-culpado em 3 de outubro de 1995. Em 2007, Simpson foi preso em Las
Vegas acusado de assalto a mão armada e sequestro. Dessa vez, condenado, pegou
33 anos e permanece encarcerado em uma prisão do estado do Nevada.
“A vida não termina aqui.”,
escreveu o zagueiro da seleção colombiana de futebol Andrés Escobar ao
jornal El Tiempeapós a precoce eliminação de sua seleção na Copa do
Mundo de Futebol dos Estados Unidos, em 1994. O que o zagueiro não sabia é que
poucos dias depois essa mesma frase seria usada em seu epitáfio. A
Colômbia foi para aquela copa como uma das favoritas. Não perdia a mais de
vinte jogos, com direito a um baile de 5 x 0 na Argentina em plena Buenos Aires
nas eliminatórias. Poucos duvidavam que ela seria uma das protagonistas. Mas
não. Na estreia foram engolidos por George Hagi e sua fabulosa Romênia. Na
segunda partida contra os Estados Unidos, o lance que marcou a Copa:
esqueçam Roberto Baggio e seu pênalti nas nuvens, se há apenas um retrato
daquela copa, este seria Andrés Escobar e o seu gol contra. A Colômbia
perdeu e o gol contra de Escobar contribuiu para a precoce e surpreendente
eliminação de sua seleção da Copa. “A vida não termina aqui,” disse
Escobar. Mas para ele terminou. Cinco dias após a eliminação colombiana,
Escobar levou seis tiros no estacionamento de uma boate em Medellín.“Obrigado
pelo gol contra”, teria dito um dos assassinos. Teorias sobre a morte
perduram até hoje. Barões do narcotráfico que teriam perdido dinheiro com a
eliminação precoce da seleção? Ou bandidos travestidos de torcedores?
Goleiro do clube de futebol mais
popular do Brasil, Bruno Fernandes parecia ter uma
carreira brilhante pela frente. Ídolo em seu time, o goleiro era um dos fortes
candidatos para vestir a camisa número 1 da seleção brasileira de futebol na
Copa do Mundo de 2014. Mas o brutal assassinato de uma ex-amante (e mãe de seu
filho) interrompeu sua carreira. Eliza Samúdio desapareceu em Junho de 2010
após viajar com Bruno até a chácara do atleta em Esmeraldas, Minas Gerais. Seu
corpo nunca foi encontrado e Bruno só admitiu a morte da ex-amante três anos
depois, quando já estava preso por suspeita no crime. Segundo investigação
policial, antes de morrer, Eliza já havia sido espancada, sequestrada e forçada
a tomar remédios abortivos quando engravidou do goleiro (durante uma orgia
sexual, segundo o próprio acusado). Em uma ocasião, o próprio Bruno apontou uma
arma para a cabeça de Eliza. O primo do goleiro, um adolescente de 17 anos,
afirmou ter dado uma coronhada em Eliza, que desacordada, teria sido levada
para Belo Horizonte, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e os
pedaços dados a cachorros rottweiler; os ossos da moça teriam sido concretados.
Em 2012, Oscar Pistorius tornou-se
o primeiro homem da história a competir em uma Olimpíada, no atletismo, sem as
duas pernas. Ele terminou em oitavo nas semi-finais dos 400 metros livres,
usando suas próteses de fibra de carbono. Na Cerimônia de Encerramento das
Olimpiadas, foi ele o escolhido para carregar a bandeira da África do Sul. Duas
semanas depois, era ele quem carregava a mesma bandeira na Cerimônia de
Abertura dos Jogos Paraolímpicos. Sem dúvidas, era um herói do esporte com uma
incrível história. Mas em fevereiro de 2013 o mundo viu uma outra face de
Oscar Pistorius: a face de um assassino. Com um passado de arruaças e violência
– em novembro de 2012 ele foi acusado de quebrar a perna de um homem. Três anos
antes, ele havia sido preso por agredir uma mulher em uma festa dada por ele
-, Pistorius foi condenado pelo assassinato de sua namorada, a modelo
Reeva Steemkamp. Ele supostamente a teria confundido com um ladrão. O júri
comprou seu argumento e ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão. Em
Outubro de 2015 ele foi solto para cumprir o restante de sua pena em
casa. .
O atleta mais “googlado” do ano de 2013 não
teve motivos para comemorar. Atualmente, o ex-ponta de linha do New England
Patriots passa seus dias atrás das grades. Aaron Hernandez foi
preso em 26 de junho de 2013 acusado do assassinato de Odin Lloyd, um jogador
semi-profissional de Boston. Promotores dizem que Hernandez orquestrou o
assassinato de Lloyd, que estava saindo com a irmã do jogador, porque ele “falou
com as pessoas erradas” em uma boate. Lloyd foi encontrado morto em um
campo perto da casa do jogador de futebol americano. Há suspeitas de que o
atleta também esteja envolvido em um duplo assassinato ocorrido em Boston. Como
o goleiro brasileiro Bruno, Hernandez jogou cerca de 20 milhões de dólares em
salários pelo ralo além, claro, de uma vida sem liberdade. Câmeras de
vigilância mostraram que o ex-jogador dos Patriots carregava uma arma
dez minutos antes do homicídio, e o próprio advogado de Hernandez admitiu
que ele estava no local do crime. Após ouvir o veredito de prisão perpétua sem
direito a condicional, o ex-ídolo da NFL foi às lagrimas e chorou no ombro de
sua mãe.
Literatura
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Euclides da Cunha,
autor da obra “Os Sertões”, foi morto tragicamente pelo amante de sua esposa,
Anna Emília. Em 1905, Anna, 30 anos, conhece um rapaz loiro, de olhos claros e
17 anos: Dilermando de Assis, cadete da Escola Militar. Apaixonam-se. Euclides
começa a duvidar da traição da esposa quando a descobre grávida ao voltar de
viagem. Apesar de perder o primeiro filho, ela tem outro com Dilermando, Luiz,
que Euclides definia como uma “espiga de milho no meio de um cafezal”,
pelos cabelos claros e olhos azuis. Em 14 de agosto de 1909, Anna abandona o
lar e hospeda-se na casa de Dilermando. No dia seguinte, Euclides é recebido
pelo irmão de seu rival, Dinorah, e atira, ferindo-o no na nuca. Campeão de
tiro ao alvo, Dilermando reage e mata o escritor com um tiro nas costas. Anna e
Dilermando se casaram após o crime e passaram 15 anos juntos.
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Moda
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Pioneira na moda brasileira, Zuzu
Angel fez sucesso com seu estilo em todo mundo. Até hoje, é a
estilista brasileira mais famosa e lembrada. Nos anos 1970 abriu sua loja em
Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte-americano, foi vitrine
de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de
comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca
colocando-a do lado externo da roupa. Em 14 de Abril de 1976, ela morreu em um
suposto acidente de carro. Na época, Zuzu enfrentava o Regime Militar do
Brasil após seu filho, Stuart Jones, ter sido assassinado pelos militares e
transformado em desaparecido político. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara
na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe
acontecesse. “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá
sido obra dos assassinos do meu amado filho”, dizia. Em 2014, a Comissão da
Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, recebeu Cláudio
Guerra, matador confesso de quase 100 pessoas, que disse: “Ela
estava incomodando, ela incomodava. Ninguém nunca suspeitou [do
acidente]. Se você pegar a foto do acidente vai ver um amassado do lado
esquerdo. Foi onde o carro bateu e a jogou do barranco. A perícia não foi
feita.”
O
estilista italiano Gianni Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla
Bruni. Getty Images.
Mesmo quando é pago, o amor pode
matar. Gianni Versace, 50 anos, era um famosíssimo estilista
italiano. Graças às suas amizades com popstars do calibre de
Madonna, Eric Clapton, Elton John, Cher e Sting, foi o primeiro à associar
moda e música. No dia 15 de julho de 1997, ele foi assassinado com dois
tiros na nuca, na porta de sua mansão em South Beach, Miami. Natural de Reggio
Calabria, o estilista foi baleado quando voltava para casa depois de ter
comprado jornal e tomado o café da manhã no News Café. O autor dos disparos foi
Andrew Cunanan, 27 anos, um garoto de programa de alta classe. Antes de
liquidar Versace, Cunanan havia causado uma verdadeira onda de terror, matando
quatro pessoas em três meses. Oito dias depois de matar o estilista,
em 23 de Julho, ele se mataria com um tiro na têmpora direita, em uma casa
flutuante onde estava escondido em Miami Beach. Com o autor morto, é
difícil explicar o crime. Alguns dizem que Cunanan matou o estilista porque
Versace era o homem famoso, rico e popular que ele gostaria de ser. Versace
deixou metade de seu império como herança para a sobrinha Allegra, cerca de 500
milhões de dólares.
Modelos e Misses
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Miss Venezuela 2004 e Top 5 no Miss
Universo 2005,Mónica Spear Mootz atingiu a fama em seu país
ao virar protagonista de novelas. Em 2010 deu um passo além ao entrar no
mercado latinoamericano através da rede Telemundo, onde atuou em novelas para o
público latino nos EUA, entre elas a produção Flor Salvaje, sucesso
em diversos países. Em Janeiro de 2014, Mônica passava férias na Venezuela,
juntamente com seu marido e filha de cinco anos, quando foi assassinada numa
tentativa de roubo. Segundo a reconstituição do crime, a família caiu numa
armadilha ao bater o carro num objeto colocado propositalmente na estrada para
fazê-los parar. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram
se trancar no veículo e foram mortos a tiros. Na época, o presidente
venezuelano Nicolas Maduro alegou que as telenovelas feitas pela Miss foram as
responsáveis por sua morte. O trágico acontecimento comoveu e revoltou
a opinião pública venezuelana. A empresária da ex-Miss, Katty Pulido, chegou a
dizer que o governo de Maduro esconde os altos índices de assassinatos no
país. “Mas [a polícia] não consegue [esconder] quando
as vítimas são conhecidas”,disse ela.
Como revelam algumas fotos em
seu perfil do Twitter, María Alvarado era uma jovem bonita e
alegre. Quem a conhecia não poderia imaginar que sua última imagem seria a do
seu corpo dentro de um saco marrom sendo despejado de qualquer jeito
na carroceria de uma camionete. María era a Miss Honduras e viajaria para
Londres em 19 de Novembro de 2014 para participar do Miss Mundo, mas foi
assassinada seis dias antes pelo namorado da sua irmã. Em 13 de Novembro, a
Miss, suairmã Sofia e Plutarco Ruiz, namorado de Sofia,
foram até uma boate comemorar o aniversário de 32 anos do futuro assassino. Ao
ver Sofia dançando com outra pessoa, Plutarco teria ficado
furioso e discutido com a namorada. A festa para os três acabou ali e
eles foram embora. Desde então, as irmãs nunca mais foram vistas. Seus corpos
foram encontrados no dia em que María embarcaria para a disputa do
Miss Mundo. Segundo a polícia, Plutarco as matou com tiros de uma pistola 9mm
e enterrou os corpos numa mata. De origem humilde, mais de 300 pessoas compareceram ao velório – numa
pequenina capela – da moça que um dia sonhou em ganhar o mundo.
Música
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Ottilie Metzger-Lattermann foi
uma Contralto alemã cujas interpretações do trabalho do compositor Wagner
fizeram dela celebridade na Alemanha da década de 1910. Seudebut ocorreu
em 1898 em Halle, então, em 1903, se tornou a primeira Contralto da Hamburg
State Opera, cantando juntamente com o famoso tenor italiano Enrico
Caruso. De 1901 a 1912, ela cantou no lendário festival de música clássica
de Bayreuth, sendo sempre uma das artistas mais esperadas. Lecionou no
centenário Conservatório Stern em Berlim e tinha como um de seus músicos
acompanhantes Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores
do século 20. Com o tempo, se tornou uma das Contraltos mais famosas da Europa,
se apresentando em vários países, inclusive fazendo uma turnê nos Estados
Unidos. Sua brilhante carreira na ópera acabou com à ascensão de Hitler ao
poder em 1933. Em 1939, Metzger-Lattermann e sua filha mudaram-se para a cidade
de Brussels, onde foram capturadas pelos Nazistas. De origem judia, a Contralto
e sua filha foram enviadas para Auschwitz. Elas nunca mais foram vistas e é
desconhecido a forma como foram mortas. Uma placa em sua homenagem (e a outros
músicos mortos pelos Nazistas) foi erguida em Bayreuth.
Seguindo os passos de seu irmão
mais velho, o polonêsJakub Kagan graduou-se em música pelo
Instituto de Música de Varsóvia após lutar contra os soviéticos na Guerra
Polônia/URSS em 1920. Em meados da década, formou a Kagan’s Jazz Band, passando
a se apresentar em casas de ópera, cabarés e hotéis. Em 1926 assinou um
contrato para tocar no luxoso Hotel Bristol em Varsóvia e pouco tempo depois sua
banda já era uma das mais famosas da Polônia, com suas composições largamente
conhecidas por todo o país. Em 1929 compôs “Zlota pantera” (A Pantera Dourada).
A música abriu ainda mais portas para Kagan, que virou uma celebridade
internacional, fazendo turnês na Alemanha, Áustria e Hungria. Após a invasão da
Polônia pelos Nazistas, Kagan foi deportado para o Gueto de Varsóvia onde, para
sobreviver, passou a tocar piano no Teatro Melody Palace e Splendid Café. Ele
foi assassinado em 1942, possivelmente durante o Grossaktion de Varsóvia, uma
operação secreta de assassinato em massa do exército Nazista com objetivo de
exterminar judeus.
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Cantor, ator, comediante e
empresário, o húngaro Miklós Voglhu foi uma popular
figura de seu país durante três décadas. Descoberto quando ainda era um
estudante de música, Miklós iniciou sua brilhante carreira como músico de
cabarés, onde também se apresentou com peças de teatro. Logo passou a se
apresentar em grandes teatros de Budapeste e na década de 1930 se tornou um dos
mais famosos cantores românticos da Hungria, sendo citado por muitos como
a “primeira grande estrela húngara, amado por todo o país”. Ninguém
no rádio fazia mais sucesso do que ele. Mas nem o fato de ser uma figura
famosa, ser casado com uma católica e ter mudado de nome – paraMiklós Vig -,
o salvou do Holocausto. Em 19 de dezembro de 1944, Miklós estava entre um grupo
de judeus que foram capturados, enfileirados e metralhados nas margens do rio
Danúbio por Nazistas húngaros, membros do Partido da Cruz da Seta.
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Depois de passar anos cantando
gospel, Sam Cooke aderiu à música pop, gravando no selo
Keen, de Los Angeles, os hits “You Send Me”, “Only Sixteen” e “Wonderful
World”. Mesmo as músicas mais pueris, Cooke tingia-as com a sensualidade do
rhythm & blues e as valorizava com sua excepcional técnica. Realmente
bonito e de presença encantadora, sabia como envolver o público feminino que
lotava seus shows e flertar com cada dama e senhorita da platéia, sem que isso
parecesse ofensivo, naqueles tempos de tensão racial. Depois, nos anos 1960, já
gravando pela RCA, seus discos ganharam orquestrações, ficando mais comerciais,
atingindo um número cada vez maior de fãs. São desse período “Cupid”, “Chain Gang”, “Bring it
Home” e “Twistin’ The Night Away”. Sua carreira foi
interrompida em dezembro de 1964 quando morreu assassinado na porta de um
motel em Los Angeles. O crime até hoje gera controvérsias, mas a versão oficial
diz que Cooke teria levado uma mulher contra a sua vontade até o motel. Ela
conseguiu fugir do quarto. Cooke foi atrás dela e invadiu o escritório do
motel. Bertha Franklin, gerente do local, afirmou que o cantor estava em fúria
e, possivelmente bêbado, começou a quebrar o lugar. Em dado momento os dois
entraram em luta corporal e Bertha o matou com um tiro no peito. Quando morreu,
Sam Cooke era uma unanimidade, seu estilo foi largamente imitado e sinceramente
admirado. Foi considerado pela revista Rolling Stone como o 4º
maior cantor de todos os tempos, atrás apenas de Elvis Presley [3º], Ray
Charles [2º] e Aretha Franklin [1º].
No escabroso panteão da mitologia
do rock ‘n’ roll de Hollywood, não há nada mais misterioso e duradouro do que a
sinistra morte do supertalentoso Bobby Fuller. Cantor,
guitarrista e compositor vindo de El Paso, Texas, foi tão bem sucedido que se
tornou uma celebridade na meca musical de Los Angeles, abrindo seu próprio
clube noturno e gravando pela Mustang. É dele a versão genial de “I Fought the
Law”, dos Crickets. Em 18 de Julho de 1966, Fuller sumiu por 12 horas e, de
repente, reapareceu morto no banco de seu carro no estacionamento de seu prédio
em Hollywood. Rapidamente (e estranhamente), a polícia de Los Angeles – que não
buscou por impressões digitais no local e nem interrogou ninguém – classificou
a morte como suicídio, mas os detalhes contam uma história diferente. O carro
não estava no estacionamento 30 minutos antes da mãe do cantor encontrá-lo.
Além disso, o avançado rigor mortis do corpo sugeria que Fuller havia sido
morto em outro lugar. O próprio “suicídio” foi bastante estranho: ele morreu ao
aspirar vapor de gasolina. Teorias emergiram: assassinado pela Família Manson;
assassinado por se envolver com a mulher de um mafioso. Uma teoria implicou até
mesmo o produtor musical Bob Keane, indicando que Fuller era o terceiro artista
sob a tutela de Keane a morrer (os outros foram Ritchie Valens e Sam Cooke). Em
2015, um novo livro “I Fought the Law: The Life and Strange Death of
Bobby Fuller”, cujo um dos autores é o irmão do cantor, lista o nome de
Morris Levy, importantíssimo executivo da indústria musical americana dos anos
1960 e 1970. A reputação de Levy era conhecida: exploração de artistas, táticas
ásperas, conexões com o submundo do crime (incluindo associações com as
famílias criminosas Gambino, Genovese e DeCavalcante). Segundo o irmão do
cantor, Bob Keane e Morris Levy planejaram matar Bobby Fuller após o mesmo
dar para trás num acordo de distribuição de seu último single, “The Magic
Touch”.
Figura emblemática do rock ‘n’ roll
mundial, Sid Vicious encarnou como ninguém a rebeldia do movimento punk.
Em 1977, foi convidado para entrar no Sex Pistols, banda ícone do punk inglês e
que estava atrás de um jovem delinquente, mas carismático, o pavio de pólvora
perfeito para fazer a banda decolar na mídia. Assumiu o contrabaixo da banda
mesmo sem saber tocar, e nem precisava, o comportamento imprevisível juntamente
com as confusões que arranjava fizeram dele e da banda lendas no mundo inteiro.
Em uma apresentação na cidade interiorana de San Antonio, Texas, Sid gritou no
microfone: “Todos os caubóis são viados”. O bizarro show terminou
com Sid acertando o contrabaixo na cabeça de um fã, levando um soco de outro e
cortando todo o corpo com cacos de uma garrafa quebrada. Não satisfeito talhou
no peito: “Me dê um pico”. Em 12 de Outubro de 1978, Sid
Vicious matou sua namorada, Nancy Spungen, com uma facada no abdômen. Sob forte
efeito de drogas, ele foi preso mas saiu sob fiança. Quatro meses depois, sua
mãe o encontrou morto na cama, vítima de overdose de heroína. Ele tinha apenas
21 anos.
No dia de sua morte, John
Lennon estava feliz. Era um pai amoroso de dois filhos (Julian,
com Cinthia, e Sean, com Yoko Ono) e havia lançado um álbum de sucesso: “Double
Fantasy”. Na música de abertura, dizia estar “começando de novo”.
Naquela tarde, havia dado um autógrafo na contracapa do disco a um jovem que
disse ser seu fã. Depois de conseguir seu objetivo, ele não foi embora. Ficou
esperando no edifício Dakota a volta do ex-Beatle. Quando Lennon e Yoko
retornaram, o fã diz: “Mr. Lennon”. John vira-se, mas não enxerga,
devido à sua miopia. O jovem dispara cinco tiros a menos de dois metros de
distância. John cai, espalhando fitas cassetes. O porteiro tenta ampará-lo, mas
ele vomita sangue. O assassino é capturado. Levado ao hospital, Lennon
chega sem 80% do sangue e é declarado morto. O homem polêmico e terno, que
havia dito que os Beatles eram mais “populares que Jesus Cristo” e
não foi compreendido, autor de letras geniais em parceria com Paul McCartney,
como “A Day in the Life” e “Strawberry Fields Forever”, e que havia pedido uma
chance à paz morria tragicamente.
Com sua voz aveludada, Marvin
Gaye cativou plateias com seus sucessos, tornando-se um dos
maiores nomes da gravadora Motown, que além dele, reuniu gente como Michael
Jackson, Stevie Wonder e Lionel Ritchie. Tinha tudo para ser um homem
feliz. Tinha. Sua vida foi interrompida abruptamente um dia antes de fazer
45 anos, em 1984, quando foi assassinado por seu próprio pai com a arma que ele
mesmo lhe presenteara. Nascido em uma família religiosa em 1939, o homem
que iria forjar o chamado “Motown Sound” viajou jovem para Detroit (onde
fica a gravadora) com Harvey Fuqua, líder do Harvey an the Moonglows. Em
1963, com o álbum “The Stubborn Kinda Fella” torna-se o vocalista mais
importante da gravadora, em parcerias com a cantora Tammi Terrel. Quando vendia
milhares de discos com “I Heard it Through The Grapevine”, sofre os primeiros
baques. A parceira Tammi morre em decorrência de câncer em 1970. O
casamento com Anna, irmã de Berry Gordy (dono da Motown), acaba em divórcio.
Mas ele dá a volta por cima com seu álbum conceitual “What’s Going On”, um
“Sgt. Peppers” estilo rhythm and blues, produzido em 1971 e
que trazia letras sobre a Guerra do Vietnã e o estilo de vida urbano. Em
1973, chega ao topo das paradas com “Let’s Get it On” e “You Are
Everything”, parceria com Diana Ross. Brigado com a Motown e em momento difícil
na carreira, ele surpreende com “Sexual Healing”, de 1982, canção com a qual
ganhou dois Grammy: melhor vocalista de R&B e melhor performance
instrumental de R&B. Mas o destino resolveu bater na sua porta. Em 1984,
deprimido e viciado em cocaína, é assassinado pelo pai, com quem tinha um
difícil relacionamento. O motivo que levou o reverendo Marvin Gaye Sr. a
atirar foi uma briga familiar.
Selena Quintanilla-Pérez estava
no auge de sua carreira quando, no dia 30 de abril de 1995, foi assassinada
pela enfermeira Yolanda Saldívar, presidente de seu fã-clube. A cantora tinha
apenas 23 anos e havia acabado de gravarDreaming of You, seu primeiro
disco em inglês. Selena começou a cantar aos 9 anos, com o grupo Selena y
Los Dynos. Mais tarde, sua família trocou o México por Corpus Christi, no
Texas. A carreira começou a decolar em 1986, quando ganhou o prêmio de melhor
vocalista no Texano Music Awards com seu álbum Alpha. Em 1988,
conhece o guitarrista Chris Perez, com quem se casa em 1992. A consagração vem
dois anos depois. Ela leva o Grammy pelo álbum Selena Live!. O
sucesso na música era pouco. Ela resolveu abrir a Selena Boutique &
Salon, no Texas. A diretora era Yolanda, que vira grande amiga da cantora,
mas se torna inconveniente, pois reclamava quando não era citada por Selena em
entrevistas e mentia sobre a cantora. A gota d’água foi a descoberta de que ela
fraudava documentos. A cantora resolveu despedi-la no hotel onde Yolanda estava
hospedada. Conversou com a enfermeira, pegou papéis, partiu, mas teve de
voltar, pois faltavam documentos. Ao chegar, foi recebida a tiros pela
presidente de seu fã-clube. Ferida, Selena ainda conseguiu correr pelos
corredores do hotel com Yolanda atrás aos gritos de “bitch”(vadia).
Levada ao hospital, precisava de uma transfusão de sangue, mas seu pai,
testemunha de Jeová, não permitiu. A cantora morreu minutos depois. Yolanda
Saldivar foi condenada a prisão perpétua com possibilidade de cumprir em regime
aberto após 30 anos.
Tudo bem que o rap não é um estilo
musical praticado por coroinhas de igreja. Quando o assunto é gangsta rap
então, nem se fala. Mas os norte-americanos exageraram. Quando esse tipo de
música atingiu seu apogeu nos anos 1990, a virulência exposta nas letras passou
a ser posta em prática pelos músicos. Para piorar e dar um tom de divisão
e disputa territorial à coisa, nos Estados Unidos o rap se dividia entre o
produzido na Costa Leste (Gravadora Bad Boy, de Nova York) e o da Costa Oeste
(Gravadora Death Row, de Los Angeles). Os nomes mais famosos dessas duas
gravadoras eram Notorious B.I.G. (Bad Boy) e Tupac
Shakur (Death Row). Tupac Shakur foi assassinado em 1996 e alguns
meses depois foi a vez de Notorious B.I.G. encontrar o criador. Restam
poucas dúvidas sobre a hipótese de as duas mortes terem conexão. Algumas
similaridades reforçam essa tese.
Os dois foram baleados várias vezes
enquanto estavam no banco do passageiro de seus carros, seus próprios
assessores os levaram ao hospital e, sobretudo, ambos eram os recordistas de
vendas em suas respectivas gravadoras. Passados quase 20 anos, as mortes
permanecem um mistério, mas a teoria mais aceita dá conta de que Notorious
B.I.G. teria encomendado a morte de Tupac Shakur e, em retaliação, teria sido
morto por pessoas ligadas à Gravadora Death Row.
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Um mago da produção musical do
século 20. Assim podemos definir Phil Spector. A música
“You’ve Lost That Lovin’ Feeling”, produzida e co-escrita por ele para os
Righteous Brothers, é listada como a música que mais tocou nas rádios
norte-americanas no século 20. Em 2004, a revista Rolling Stone o classificou
na posição de número 63 dos “Maiores Artistas de Todos os Tempos”. Sua
importância é única para a música: produziu The Ronettes, uma das
melhores girl groups da história, colaborou com músicos do
calibre de Beatles, John Lennon, George Harrison, Leonard Cohen e Ramones.
Produziu mais de 25 sucessos entre 1960 e 1965. Mas em 3 de Fevereiro de 2003,
Spector manchou seu currículo ao matar a atriz Lana Clarkson com um tiro na
boca. “Eu acho que matei alguém”, disse o produtor ao seu
motorista. Promotores descobriram que ele já havia ameaçado antes quatro
mulheres com sua arma, após as mesmas o terem rejeitado. Ele foi condenado a
passar, no mínimo, 19 anos na cadeia antes de poder pedir liberdade
condicional.
Telenovelas
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Os dias de ostracismo e de esforço
para sair da sombra pareciam ter chegado ao fim. A atriz Daniella
Perezdespontava como uma promessa da televisão brasileira, com a
personagem Yasmin, na novela “De Corpo e Alma”, cuja autora era sua mãe, Glória
Perez. Mas a carreira de Daniela foi bruscamente interrompida no dia 28 de
dezembro de 1992. Ela foi morta com 16 golpes de tesoura pelo ator Guilherme de
Pádua (que interpretava Bira, seu par romântico na novela) e pela esposa dele,
Paula Thomaz, que tinha ciúme das cenas entre Pádua e Daniela e queria uma
“prova de amor”. O crime chocou o país de tal forma, que o homicídio
qualificado foi incluído em 1994 no rol de crimes hediondos. Cada um dos
autores foi condenado a 19 anos de prisão, mas em 2002 eles receberam indulto.
Guilherme vive atualmente em Belo Horizonte, e Paula Thomaz mudou o nome para
Paula Nogueira e leva uma vida normal no Rio de Janeiro. “Há mais de
dez anos, aquelas duas pessoas mataram Daniela de forma brutal, cruel e
covarde. E agora esses assassinos podem andar por aí soltos! E pior: se
voltarem a cometer um crime, terão a ficha limpa,” comentou a mãe da
atriz.
A atriz Dorinha Duval fez
sucesso nas décadas de 1940 a 1970 e participou de sucessos da TV, como
“Adoro a Dora” (ao lado de Daniel Filho, seu segundo marido e pai de sua filha,
a também atriz Carla Daniel), o seriado “002 contra o Crime”, e como animadora
de “Nunca aos Domingos”. Nos anos 70, fez a caipira Diva, na novela “Selva de
Pedra”, e a malvada Cuca, de “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, ambas da Rede
Globo. Por isso ninguém quis acreditar quando, no dia 5 de outubro de 1980, ela
matou seu marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia, com três tiros. O motivo:
ela tinha 16 anos a mais que Garcia e um dia ele teria dito, entre carícias,
que ela estava velha. Ela disse que faria plástica, e o marido provocou: “Não
quero mulher remendada”. Em 1983, foi condenada a 18 anos de prisão,
mas a sentença foi anulada. Em 1989, foi condenada a seis anos em regime
semi-aberto. Ficou presa por oito meses. O crime sepultou sua carreira na TV.
Dorinha Duval tem hoje 86 anos, é artista plástica e mora no Leme.
Estudamos
aqui assassinos e assassinados, a Trajetória da Vida de personagens, de Heróis
e Escravos (assassinados), de Monstros (assassinos) que pertencem a todos no
mundo de associações da Trajetória da Vida, mas que dependem da Educação para
que se estruturem, se desenvolvam e se manifestem, e até se transformem
deixando de ser o que eram até agora, sejam Heróis e Escravos ou Monstros!
A Evolução
ordenada e controlada da Vida Humana e de suas potencialidades
tanto no crescimento quanto na
decadência do organismo, resultante de fatores inatos, hereditários e
maturativos, como também de influências ambientais chama-se crescimento. Este
crescimento não é só do organismo biológico, mas também do psicológico, social,
filosófico e espiritual, podemos ainda dizer também do organismo químico e
físico. Seu crescimento está entregue às tarefas, as atividades consideradas
como motivos da obtenção de certos resultados, como a liberdade e as
Descobertas da Vida. Essas tarefas e atividades como motivos para a obtenção de
resultados envolvem gasto de energia que entre os seres humanos estão entregues
a aprendizagem por imitação, discriminação, ordem e atenção gerando trabalho e
produtos materiais e imateriais como a força de trabalho e a qualificação para
a tarefa e o trabalho que geram Economia, incluindo bens e serviços, inclusive
nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e
Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos).
As descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos
construídos ao longo da vida como
Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) levam e estão
associadas a liberdade ou o que conhecemos
por liberdade que acompanha-nos desde o início de nossa vida adaptada e/ou
inteligente na Terra e levam-nos ao trabalho e geram economia, saem e levam-nos
a miséria, a fome, a pobreza, a caridade, ao trabalho, a exploração e a
violência e aos monstros, fazem parte da vida do ser humano, seja ela, sexual,
moral, física, psicológica, política, artística, social, filosófica,
espiritual, afetiva, naturalística, lingüística, interpessoal, intrapessoal,
lógico-matemática, corporal-cinestésica, musical, espacial, artificial,
cognitiva, ritual, mitológica, arquetípica, libidinal, escolar, trabalhista,
desportiva, etc.. A liberdade constrói a memória ou a adaptação leva a
transcendência e ao renascimento. Não existe memória mas somente adaptação. A
adaptação é o mais profundo desejo de nossas descobertas da vida. O trabalho e
a economia também existem e constroem e constituem nossa memória e a pertencem
aos nossos processos de adaptação fisiológica, morfológica e comportamental.
Todo este percurso obedece a um caminho, a Trajetória dos Heróis, desde a
concepção e o herói até a liberdade para se viver e ensinar a viver.
A Trajetória dos Heróis
começa com:
1. A concepção e o herói
1. A concepção e o herói
A
concepção de um mito surge numa atmosfera de grande inquietação e admiração em
relação a figura que aparece repentinamente como mestre, marcando um novo
momento na história, um novo estágio a seguir, uma nova biografia.
O
mito deve ser enfrentado por ser largamente familiar ao inconsciente, mesmo
desconhecido, estranho ou amedrontador para a consciência, e o que antes tinha
um significado, sentido e conceito agora passa a ter outro valor, eis aqui o
processo de concepção e convocação ao herói para uma missão que já não pode ser
recusada.
O
levar-se a aventura significa que o destino convocou o herói e transferiu-lhe o
poder, o centro da gravidade ou o eixo do mundo. Esta fatídica região revela-se
como uma terra distante, uma floresta, um reino subterrâneo, a parte inferior
das ondas, a parte superior do céu, uma ilha secreta, o topo de uma montanha ou
um profundo estado de sonhos. Sempre habitado por seres diferentes e bizarros
fluidos e polimorfos, tormentos
inimagináveis, coisas sobre-humanas e delícias impossíveis. O herói pode ser
cada um de nós por vontade própria, por ser lavado ou enviado por agente
benigno ou maligno, por um erro, ou ao esmo de seu caminhar, os exemplos vem de
todos os cantos do planeta.
- O chamado pode ser recusado
É sempre
possível desviar a atenção para outras coisas na vida real, não com
menos frequência em mitos. A recusa
transforma o herói em vítima a ser salva, assim seu mundo tronar-se-á um
deserto cheio de obstáculos e um sentimento de grande falta de sentido, sua
casa será a casa da morte, um labirinto para se esconder, trará problemas para si
mesmo e sua gradual desintegração. O recuso se manifesta como a obtenção da
proteção da atual realidade de valores, ideias, virtudes, objetivos e
vantagens. Essas fixações representam uma impotência de abandonar o passado com
sua esfera de relacionamentos e ideias emocionais infantis. São os muros da
infância onde pai e mãe são os guardiões do acesso, da alma atemorizada, com
medo das sansões, onde não consegue passar pela porta e alcançar o nascimento
para o mundo exterior. Algumas das vítimas ficam assim a vida toda enquanto que
outras não para sempre, destinadas s serem salvas.
- As forças se unem para o bem-aventurado
As forças se
unem para fortalecer o herói que aceita sua viagem, seu chamado, e
a ele será entregue amuletos e
objetos com forças e poderes que o fazem crer ser e estar preparado para a
jornada contra as forças adversárias e contrárias a sua ida aventurada. Surgem
eventos e personagens que lhe darão o poder através desses amuletos ou objetos
de poder ou transformação. O poder benigno e protetor será seu destino e o
próprio destino. Passará por limiares e pelos despertares da vida, o santuário
será o seu coração e todas as formas do inconsciente estarão a seu favor,
nenhuma força da humanidade poderá agir contra ele, o herói.
- A travessia: se consumir
A vida do herói
possui limites e um dia encontrará o guardião dos limites que
aumentará sua força para ir além
dos horizontes já explorados com passos na direção do não conhecido, para um
oceano sem limites
As
regiões do desconhecido são lugares para projeção do inconsciente (deserto,
selva, fundo do mar, terra estranha, cavernas subterrâneas, inferno, etc.). A
energia sexual incestuosa e a destruição
do pai, sereias de beleza nostálgica e sedutora, ogros, mulheres selvagens da
floresta. O guardião do limiar ou dos limites é um aspecto que se movimento
como proteção, porém somente com a passagem desse limiar que o sujeito passa
durante a vida ou a morte para um novo movimento de experiência. A aventura
está em todos os ambientes, ela é um movimento pelo véu que separa o conhecido
do desconhecido, e as forças que guardam os limites são perigosas e lidar com
elas envolvem riscos, porém aqueles que tem talento, competência e coragem
verão o perigo se dissipar como a água no mar.
- Ser engolido e consumido
Ser engolido e
consumido dá a entender que o herói morreu, contudo é uma
passagem do limiar mágico, uma
esfera de renascimento que é simbolizada pelo útero ou ventre da baleia, o
herói é assim lançado no desconhecido.
O
desaparecimento corresponde à entrada do fiel no templo onde ele será
revivificado por regras do tipo quem é e do que é. No interior do templo, no
ventre da baleia, na terra celeste todos são uma coisa só. Nas proximidades e
nas entradas dos templos existem guardiões: dragões, leões, matadores de
demônios com espadas desembanhadas, anões rancorosos e touros alados. Eles são
guardiões do limiar, eles estão incumbidos de afastar todos aqueles que forem
incapazes de achar os silêncios mais elevados no interior do templo. São encarnações
preliminares que representam ogros mitológicos que marcam os limites do mundo
convencional ou as fileiras de dentes da baleia. Demonstram uma metamorfose ao
entrar no templo, como a cobra troca de pele o fiel deixa para fora seu lado
secular. Ao entrar num templo ou mergulhar nas mandíbulas da baleia o herói
encontra a concentração e a renovação da vida.
Não
pode alcançar o apogeu da vida sem cessar de existir. O herói cujo apogeu ao
ego foi destruído volta pelos horizontes do mundo, tem o poder de salvar e nada
teme. Ser engolido e consumido trás poder ao que aceita seu caminho que servirá
para ajudar a salvar o mundo dos perigos mais indesejáveis como o desconhecido.
- O caminho obtuso
Este caminho
cheio de pedras e obstáculos, vem logo após o herói cruzar o
limiar e com este evento ele deve
sobreviver a uma sucessão de provas. O herói é auxiliado encobertamente por
conselhos, amuletos e agentes secretos de auxílio sobrenatural que já havia
encontrado antes. Existe um poder benigno que o sustenta em sua passagem
sobre-humana.
Em
seu caminho o herói encontra obstáculos que nem sempre trazem felicidade,
percorre ele densas florestas, maciças cadeias montanhosas onde depara-se com
ossos de outros que sucumbiram a aventura e acaba encontrando uma abertura na
terra, as profundezas do mundo inferior e suas notáveis manifestações se abrem
diante de seus olhos e depois de numerosos perigos superados chega ao Senhor do
Mundo Subterrâneo, e esse se lança sobre ele com gritos horríveis, mas a
habilidade do herói pode fazer o monstro recuar com promessas de luxuosas
oferendas, esse diálogo é o ápice da cerimônia e o herói entre em êxtase.
O
herói é um líder de um jogo infantil, é um iluminado condutor da ansiedade
comum. Combate demônios para que outros prossigam adiante na sua luta contra a
realidade.
O
segundo estágio do Caminho é o estágio da purificação do eu onde os sentidos
são purificados e tornados humildes e as forças concentram-se em coisas
transcendentais, trata-se do processo de dissolução, transcendência ou
transmutação de imagens infantis do nosso passado pessoal.
Os
perigos psicológicos pelos quais passaram gerações anteriores devemos enfrentar
sozinhos ou com uma orientação experimental, improvisada e poucas vezes muito
efetiva, são eles revivificados em nosso sonhos.
A
terra das maravilhas virá com relances momentâneos, com uma multiplicidade de
vitórias preliminares ou êxtase.
- O encontro com a deusa
A aventura do
herói continua com o encontro com a Rainha-Deusa do Mundo. A
Mãe Universal imputa ao cosmo a
presença nutridora e protetora. A fantasia é um primeiro momento espontâneo, já
que há uma estreita e evidente correlação entre a atitude da criança com
relação a mãe e a do adulto em relação ao mundo material. Mas há também
numerosas tradições religiosas conscientemente controladas dessa imagem
arquetípica para fins de purgação, manutenção e iniciação da mente na natureza
do mundo visível.
A
mulher representa mitologicamente a totalidade do que pode ser conhecido. O
herói é aquele que aprende. De acordo com seu progresso, o herói, na lenta
iniciação à vida, a forma da deusa passa, e se transforma várias vezes. Ela
jamais pode ser maior do que ele, mas pode prometer mais do que ele consegue
compreender. Ela o atrai e guia e pede que rompa com as correntes que o
prendem. Se ele puder os dois serão libertados de todas as suas limitações. A
mulher pode ser vista sob condições inferiores condenada pela ignorância a
banalidade e a feiura. Mas pode ser redimida pela sabedoria. O herói que puder considera-la
tal como ela é, sem meios afetivos indevidos, com gentiliza e segurança traz em
si o potencial do rei, do deus encarnado, do seu mundo criado.
O
encontro com a deusa é o teste final do talento para a bênção do amor que é a
própria vida aproveitada como o invólucro da eternidade.
- A mulher como tentação
Agora com o
casamento com a Rainha-Deusa do Mundo o herói ver-se-á no
lugar do pai, ele e seu pai são um
só.
As
guerras e as explosões emocionais são paliativos da ignorância. Diante do psicanalista
os estágios da vida do herói vêm em sonhos e alucinações. Camada após camada de
falta de conhecimento é penetrada e, sempre, passados os primeiros passos da
jornada a aventura se desenvolve, seguindo uma trilha de horrores, trevas,
desgostos, dores e tremores fantasmagóricos.
A
dificuldade de se entender a vida como ela é e não como a idealizamos em nossas
concepções conscientes é a grande dificuldade na análise. Em geral nos
esquivamos de assumir dentro de nós a febre que constitui a própria natureza da
célula orgânica. Imaginamos que os problemas do mundo e de nós, de cada um de
nós, pertencem desagradavelmente a outra pessoa ou outras pessoas. Mas quando
percebemos isto, o odor da carne, experimentamos um momento de repugnância e de
frustração: a vida e seus fenômenos e a mulher em particular como grande
símbolo da vida, tornam-se intoleráveis à alma pura. A mulher é a tentação do
herói em sua aventura.
- A relação com o pai
A pura Vontade
de Deus que protege o pecador da flecha, da torrente e das
chamas é a misericórdia
divina, a poderosa força do Espírito de
Deus, por meio em que o coração é transformado, é a graça de Deus. O coração é
protegido mantendo o equilíbrio evitando sua destruição. Tudo está nas mãos de
Deus, o poder dos amuletos, talismãs primitivos e os auxiliares sobrenaturais
dos mitos e dos contos de fada são a garantia para a humanidade de que a
flecha, as torrentes e as chamas não são tão violentas quanto se parece.
É
a provação do herói com a garantia de que a figura masculina de auxiliar pela
magia o protege de todas as assustadoras provas de iniciação – descobre-se
então que o pai e a mãe se refletem um ao outro e são essencialmente a mesma
coisa.
A
iniciação combina uma introdução do candidato nas técnicas, obrigações e prerrogativas
de sua vocação com radical reajustamento de sua relação emocional com as
imagens parentais. O filho assim afasta-se de sua mera condição humana e
representam uma força cósmica impessoal. Ele nasceu duas vezes e tornou-se pai
agora. Agora tem competência para representar o papel de iniciador, de guia, de
porta do sol pela qual devemos passar, das ilusões do bem e do mal, para uma
experiência da majestade da lei cósmica, purgada de esperança e de temor, e em
paz no entendimento da revelação do ser.
O
problema do herói que vai ao pai está em abrir sua alma par além do terror, num
grau que o torne pronto a compreender de que forma as repugnantes e insanas
tragédias desse vasto e implacável cosmo são validadas na majestade do ser. O
herói transcende a vida, com sua mancha negra peculiar e, por um episódio,
ascende a um vislumbre da vida. Ele observa e admira a face do pai e
compreende, e assim os dois entram em sintonia.
Para
o filho que cresceu o suficiente é conhecer o pai, as agonias e sofrimentos da
provação são prontamente suportadas, o mundo já não é mais um vale de lágrimas,
gemidos e dores mas uma manifestação perpétua e geradora de bênçãos, da
Presença.
- A apoteose
No momento em
que nos libertamos dos preconceitos, do tribal, eclesiástico,
nacional, do mundo, dos arquétipos,
compreendermos a suprema iniciação ou a boa nova, que o Redentor do Mundo traz
e que tantos se rejubilam para ouvir, pela qual oram, mas que relutam em
demonstrar e aceitar esse amor que é Deus. A Cruz do Salvador do Mundo é um
símbolo mais democrático que a bandeira.
Aqueles
que sabem que o Eterno vive neles, em todas as coisas, são imortais.
- A última graça
O sofrimento
agonizante da ultrapassagem dos limites
pessoais é a agonia do
crescimento pessoal. A arte, a
literatura, o mito, o culto, a filosofia e as disciplinas são instrumentos
destinados a auxiliar o indivíduo a ultrapassar os horizontes que o rodeiam e a
alcançar esferas de percepção em constante crescimento e movimento. Ao cruzar
limiar por limiar, dragão após dragão, aumenta a estrutura da divindade que ele
convoca em seu desejo exaltado, até subsumir todo o cosmo. A mente quebra a
esfera limitadora do cosmo e alcança uma percepção que transcende as
experiências da forma – todos os simbolismos, todas as divindades, a percepção
do vazio inelutável. Tanto o pai quanto o herói são aniquilados, são
crucificados, e as forças refletirão a forma universal de um único mistério
inescrutável: a força que constrói o átomo e controla a órbita das estrelas.
- A difícil volta
Ao fim da busca
do herói ele terá que retornar por meio da penetração da fonte
retornando com seu troféu
transmutador da vida, mesmo que seja objeto de recuso de sua saga e
transformação. Por intermédio da graça de alguma personificação masculina ou
feminina, humana ou animal, o herói deve retornar para a renovação da
comunidade, da nação, do planeta ou do cosmos.
- A magia nas decisões
Se o herói em
seu triunfo retornar ao mundo com algum elixir destinado à
restauração da sociedade sua aventura
será aprovada por todos os poderes do seu patrono sobrenatural, contudo se
retornar ao mundo com a oposição do seu guardião não obtendo agrado dos deuses
e demônios o último estágio será a perseguição. A aceitação ou a não aceitação
e fuga é encarada através da magia.
- O resgate sobrenatural
O herói pode ser
resgatado em sua aventura com o auxílio sobrenatural, o
mundo, que vai ao seu encontro para
recupera-lo. A sociedade tem ciúme daqueles que dela se afastam, ela voltará
para bater na sua porta. Duas coisas podem acontecer: o recuso e o choque ou a
aceitação e o resgate. Isso leva a crise final do percurso, o limiar do retorno
que conduz ao reino místico ou à terra cotidiana. Se resgatado com ajuda
externa será cuidado com carinho pelas divindades orientadoras, o herói tem que
penetrar novamente trazendo a bênção obtida, onde os homens imaginam-se
completos mas que na realidade não passam de frações.
- Os limites da volta
Os mundos,
divino e humano, são diferentes como a vida e a morte, o dia e a
noite. As aventuras do herói se
passam fora da terra nossa conhecida, na região das trevas, aqui ele completa
sua viagem aprisionado ou em perigo. Seu retorno é um retorno do além. A alma
do herói avança impetuosamente e descobre as bruxas convertidas em deusas e os
dragões em guardiões de deuses. A existência humana tem uma inconsistência
enigmática entre a sabedoria trazida das trevas e a prudência que costuma ser
eficaz no mundo da luz. O martírio é para os santos e as instituições para as
pessoas comuns.
- Agora são dois mundos
A liberdade de
ir e vir pela linha que divide os mundos. Os mitos não
frequentemente apresentam numa
única imagem todo o mistério do livre trânsito. Quando o fazem são um tesouro a
ser contemplado como a Transfiguração de Jesus Cristo.
Por
vezes um tolo, noutras um sábio, por vezes um esplendor magnificente, noutras
vagante, por vezes benigno, noutras maligno, por vezes honrado, noutras
insultado – assim é a vida daqueles de suprema beatitude.
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
O campo de
batalha simboliza a vida, no qual toda criatura vive da morte de
outra. Somos passageiros dos
fenômenos do tempo e da vida que vive e morre em qualquer coisa. O herói é o
patrono das coisas que estão se tornando e não das coisas que se tornaram.
A descobertas da
vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida
como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) associadas
à liberdade constróem a memória que é adaptação comportamental como consolo e o
luta ou trabalho, que começam quando há
luta, fracasso, vitória e/ou morte, geram através das batalhas desde as
sociedades primatas esses sentimentos e estado orgânico de morte, continuou com
os hominídeos e existe até hoje com os seres humanos que se especificam pela
condição de família e de eternidade, diferenciando-os dos demais seres vivos.
Existem chimpanzés que apresentam dados que correspondem aos comportamentos de
luta, consolo, fracasso, vitória, morte e luto como também nós humanos e
talvez, acredito que sim, os hominídeos também. A luta ou o trabalho é o
enfrentamento físico, o consolo seria o abraço, a vitória o mando, a morte o
desfalecimento e o luto o ritual (individual ou grupal), o discurso e a
linguagem (comportamento verbal) de despedida. Entre o ritual, o discurso e a
linguagem existe o conhecimento próprio do ser humano, codificado e
decodificado por ele mesmo. O consolo e a
luta ou trabalho. O ser humano adulto faz
descobertas e é adaptado e tende a ser livre porém preso a sociedade, é inteligente
e é essa inteligência adaptada ou somente adaptação que gera e mantêm a vida e
a luta e o trabalho, a família, os grupos sociais, o caos, a ordem, o
progresso, a civilização e a humanidade, a fraternidade e a irmandade, e até
mesmo o puritanismo, fruto da indecência e que dela também depende para que o
ser humano no outro se perpetre e a vida tenha um significado, um sentido e um
conceito de amor a Deus e de ódio ao diabo. A paz ou o descanso e o repouso geram
contentamento e o bem-estar, tanto as lutas ou trabalhos oriundos do sofrimento
quanto a paz vinda do contentamento dependem sempre da Educação, mesmo que não
haja saúde, a Educação resolve o problema com respostas claras e insights que
permitam reflexão e bem-estar pessoal e social, senão humano e global. As
descobertas levam a Educação que leva a liberdade e ao descanso e ao repouso,
geram a transcendência diante da miséria, através da caridade e do trabalho e
da diversão e da família, e dos demais relacionamentos sexuais e afetivos ou
sociais, miséria não é só pobreza, é também abuso e exploração como a sexual e
a do homem pelo homem no trabalho por exemplo ou da natureza diante de uma vida
Ecológica insustentável e incompatível para com o futuro do nosso planeta e da
vida neste planeta.
As descobertas
da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da
vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) na
Trajetória dos Heróis mantêm a liberdade que gera adaptação e violência na
maior parte das vezes, pois há lugar para ela em nosso meio consentido e que
assim a aceita como felicidade e amor, família e Estado que a ampara e protege
por obrigação da e à indecência política e sexual. Quem não é indecente não é
gente e quem é gente não é indecente - ¨independência ou morte!¨ Ou somos
inteligentes ou somos invariavelmente inteligentes – todos somos inteligentes,
a relatividade está no modo de usá-la, está na adaptação, na forma como nos
adaptamos, comportamentalmente, fisiologicamente e/ou morfologicamente.
As
descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos
ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros
(assassinos) constroem a liberdade e constroem
a inteligência e a memória, constroem a luta ou o trabalho e o descanso e o
repouso, a transcendência ou mesmo a
adaptação durante a Trajetória dos Heróis que está na inteligência genética
transcendental; na percepção e na totalidade; no comportamento e na sua relação
com o meio ambiente; na interioridade do ser humano; nos complexos, na libido,
no processo de individuação; na interação social; nas relações entre alunos,
professores e equipe-técnica; na auto-realização; na auto-atualização; no
desenvolvimento infantil e nos processos cognitivos; nos fenômenos que se
apresentam a percepção; no inconsciente e no comportamento; nas relações entre
fisiologia e comportamento; no desenvolvimento infantil; na motivação e na
inferioridade; nas relações que ocorrem nos grupos e organizações; nas relações
trabalhistas; nos movimentos e transformações biopsicosociofilosóficos; na arte
descabida; na cultura comportamental e na tecnologia; no antes, durante e
depois da existência e essência; na biologia psicológica antropológica; na origem
da Psicologia e Análise, na cultura; no desenvolvimento da vida que por sua vez
é o das artes; nas realidades literal, residual, consciente, inconsciente,
simbólica, ideal e real; na vulnerabilidade genética que se dá pelo medo; no
desenvolvimento das regras: linguagem, brinquedo, sexualidade, social,
novidades, moral, psicomotora, afetiva, intelectual, inteligências, desejo,
neurológicas, consciente, inconsciente, alfabetização, cognitivas; na
sensibilidade, sentir e decifrar sensações; na cultura que molda a
personalidade; na hipótese da telepatia e do sofrimento oriundo dela; na
análise tecnopsicológica ou instrumental tecnológico; no novo psico-residual;
nos estágios cognitivos mattanonianos; na noção de que você é você e o contexto
e não a biologia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, ou a
espiritualidade; na negação e na afirmação de verdades; no multiculturalismo
que tudo desconstrói e constrói a todo momento de modo autoclítico; na
semelhante valorização das faces da moeda na dialética morfo-mattanoniana; na
passagem do ato contextualizando-o dramaticamente; no ecletismo social reunindo
diferentes teorias para o encontro social e a socialização; no estudo do que
for protestável; no formação de conhecedores e ¨xamãs¨ para a paz e a
Democracia, Justiça e sentimento de religiosidade; na função do pensamento que
é fazer existir e fazer não existir, etc., a indecência luta pela independência e pela
sua morte, produz sentimentos conflituosos e ambíguos, vive de máscaras e
papéis desempenhados e prescritos, é a sombra, é a miséria, é a falta, é a
marca, é a vida e sua organização que a quase todo momento se descortina como
indecente e não-reveladora, pois produz medo, vergonha, humilhação e violência
como o bullying – é o terror, primeiro, pelo não-terror, e depois pelo terror. As
descobertas da vida propiciam liberdade que
gera adaptação e produz tanto lutas e trabalho quanto paz, descanso e repouso
depende da Educação e do aprendizado, ou seja, das regras que aprendemos, da
liberdade, do que adquirimos na família, na escola, na Igreja, no trabalho, na
afetividade, nos nossos relacionamentos, etc., na nossa Trajetória e na
Trajetória dos Heróis, devemos sim, é estar adaptados e prontos para continuar
adaptados, senão nos desadaptamos e poderemos causar guerras, mortes e
violência moral, sexual, psíquica, física, social, econômica, trabalhista,
política ou até bullying e terror!
A Trajetória dos
Heróis começa na concepção e continua com a vida do Herói e vai até a liberdade
para se viver e ensinar a viver, a liberdade é adaptação, a liberdade é fruto
das descobertas ou existe em função das descobertas da vida, inclusive nossas
escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos
(como assassinados) ou Monstros (assassinos), a liberdade existe graças as
lutas e ao trabalho que exigem descanso e repouso, a liberdade atinge-nos como
liberdade para escolhermos o nosso trabalho, o trabalho é livre, trabalho não é
só emprego, é uma coisa indefinida, não pode ser definido ou totalmente controlado,
é amigo da dispersão e do sofrimento, este que nos definiu como corpo e mente,
comportamento, e modos de relação social, a indecência é o niilismo existencial
como as inteligências que compreendemos e lidamos uma(s) com a(s) outra(s) para
lidarmos com a indecência de nossas vidas pobres, podres, ricas, criminosas,
delinqüentes e ensimesmadas, para lidarmos com a indecência criamos
compensações e até supercompensações que dão ordem aos padrões atuais de vida,
ou ao momento sócio-histórico, ou até mesmo, contextual, porém a indecência não
depende do contexto mas pode ser dessensibilizada e reinterpretada de acordo
com o modelo de distanciamento compreensivo dela mesma em relação ao ser
humano. A indecência é indecente seja qual for o contexto? Não! De acordo com a
informação e não de acordo único com a sua auto-produção que agora deixa de ser
auto-reguladora instintivamente, nossos comportamentos permitem-nos
reelaborá-la e reintroduzí-la em nossas vidas particulares e sociais com um
novo significado, sentido e conceito contextuais que se transformam, mas não
mais transformam o ser humano após a última transformação, a da
dessensibilização contextual, onde a indecência não incomoda e não transforma
mais ninguém, mas existe sem resistir ao sexo, à fome, ao abrigo, ao novo, ao
frio, ao calor, a segurança, a proteção, a liberdade e a libertação do medo e
da ansiedade, ao amor e a pertinência, a realização ou a individuação. O velho
xamã ainda existe e agora sua mensagem é contextual, o processo de individuação
leva a contextualização com significado e sentido únicos e individuais, e um
conceito partilhado coletivamente também contextualizado em cada momento
sócio-histórico que não dominam mais o ser humano e deixam de ter poder
literal, controlador ou de razões para isto ou aquilo – é o desenvolvimento da
indecência já que dependemos do sexo, e o sexo é indecente! A indecência também
atinge a luta e o trabalho, os ritos e a Trajetória da Vida e a Trajetória dos
Heróis! A fome, o abrigo, o novo, o frio, o calor, a segurança, a proteção, a
liberdade e a libertação do medo e da ansiedade, o amor e a pertinência, a
realização e a individuação são indecentes por terem um fundo de falta, desejo
e marca! Para vivermos em meio a estes eventos necessitamos de Heróis! Os
Heróis podem estar escondidos em nosso interior! Indecência ou morte
filogenética, ontogenética e cultural! Podemos ser mais inteligentes ou menos
inteligentes se também aprendermos os mecanismos de dessensibilização da
inteligência mas nunca faremos a dessensibilização da adaptação, ela jamais
cessa, jamais se esgota, jamais entra em extinção, como método de
não-aprisonamento, de liberdade, de descobertas, intelectual, sexual, moral, mental, social,
público, físico, etc., para a nossa libertação e liberdade, já que não
precisamos de exércitos mas sim de homens livres e felizes libertados do
aprisionamento de qualquer forma de combate, luta, guerra e conflito – isto
pode ser possível?. Ninguém produz progresso e bem-estar aprisionado e
acorrentado numa ¨cela¨, seja ela intelectual ou inteligente! Precisamos viver
o contexto para que ele não nos faça nos destruirmos e falecer, destruindo a
própria vida, sinônimo agora, de liberdade, desde a concepção somos
indeterminados e precisamos disto para continuarmos aqui e em Evolução, o que
somos hoje não seremos amanhã, pois o que fomos no passado não somos hoje! Não
conseguimos usar o que chamamos de Inteligência mas sim a Adaptação, não
conseguimos ser mais inteligentes mas sim mais adaptados ou adaptativos por causa
da liberdade. A adaptação de uma área do cérebro leva ou facilita, induz a
adaptação de outra área cerebral, a não adaptação leva ao sofrimento e as
doenças.
Segundo a
Filósofa L. A. (que não deseja ver seu nome citado) a Inteligência é habilidade
que é mobilidade, eu concordo com isto
pois a adaptação é habilidade e mobilidade, senão plasticidade e raciocínio
diferentemente do conceito de inteligência que é a capacidade de resolver
problemas, não falo de capacidade mas sim de habilidade e mobilidade, coisa bem
ou mal resolvida, não importa, isto é adaptação e não inteligência, isto é
liberdade, não falo da capacidade resolver e obter sucesso mas sim da habilidade e da mobilidade diante de
problemas, alcançando ou não as metas que são encontradas ou impostas pelo
dia-a-dia, pela vida! A inteligência é um constructo social, um pacto social e
a adaptação é habilidade e mobilidade plástica cerebral construída individual e
socialmente, não depende de pactos para resolver problemas, é livre,
libertadora, pura liberdade! A inteligência e a adaptação servem-nos as lutas e
ao trabalho e produção de bens e de serviços como a economia.
A transcendência
é pura liberdade, é pura adaptação, depende das descobertas da vida, inclusive
nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e
Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), não depende da
inteligência e nem da memória mas sim da capacidade do organismo de se adaptar
e processar informações a seu favor maximizando sua existência e suas essências
também a favor de sua espécie, assim a transcendência depende da adaptação em
primeiro lugar e para entende-la temos a nosso favor como instrumento a
linguagem e a inteligência, ela, a transcendência, vem da miséria, da caridade
e do trabalho do homem e só existe pois podemos nomeá-la de ¨transcendência¨,
fato que os outros seres vivos não conseguem! A transcendência depende de ritos
e de nossa vida e da Trajetória dos Heróis! A transcendência vem do trabalho e
da luta, do descanso e do repouso que reabilitam o homem para uma nova jornada
e carga de trabalho para a produção de bens e de serviços e de economia que
afeta também os processos da globalização da economia, da tecnologia, da
informação, por exemplo. Assim a
transcendência vem de nossas misérias, de nosso não entendimento e não
assimilação de nossas descobertas, através da adaptação fisiológica, morfológica
e comportamental gerando caridade e trabalho como também economia, informação,
tecnologia, abuso, exploração, violência, crimes e guerras, devemos transcender
e ser caridosos, devemos trabalhar e ser amorosos educando as pessoas e os
povos de modo a combater o abuso, a exploração, a violência, os crimes e as
guerras, pois querendo ou não, sabemos e podemos transcender e a Educação tudo
resolve com amor! E o amor que vem do Alto leva ao renascimento, seja ele
interior ou espiritual, ou até mesmo em termos de re-encarnação, falamos de
Deus e de Suas Obras, de Seu Mundo! Falamos da Eternidade, o Amor é Eterno e
possui vários deuses e uma Santíssima e Augustíssima Trindade, Santos,
Apóstolos, Beatos, Mártires e Veneráveis, o amor também pode ser eterno enquanto durar, ele pode ser
passageiro, mudar de destino, pode voltar a Santíssima e Augustíssima Trindade
ou somente ao Filho de Deus, Jesus Cristo e sua mãe Maria e continuar eterno
propagando ainda o renascimento e a vida em abundância!
Falamos então da
liberdade e do desejo de liberdade, de nos libertar-nos do mal e de nós mesmos,
de nosso interior de uns dos outros, de nossos conflitos e de nossos pecados,
do nosso sofrimento e de nossas doenças, de tudo que castra e tira-nos a
liberdade. Falamos da liberdade diante de nossas descobertas da vida e da
adaptação, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da
vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) –
falamos da Trajetória dos Heróis.
De acordo com os
princípios básicos dos repertórios comportamentais, eles: atenção,
discriminação, controle instrucional e ordem, posso teorizar que através das
Teorias de Distanciamento Compreensivo teremos liberdade em nosso trabalho para
o descanso e repouso ainda gerando economia e mais trabalho diante de nossas
descobertas e diante de nossas escolhas e procedimentos, inclusive nossas
escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos
(como assassinados) ou Monstros (assassinos), lidando com ritos e a Trajetória
dos Heróis e a própria vida e o contexto diante das regras oriundas da
literalidade, das razões e do controle, acrescento que as regras que são
contingências do tipo ¨se isto..., então aquilo...¨, podem interferir de acordo
com novas regras contextuais e autoclíticas que levem o comportamento verbal do
falante a reflexão e reorganização ou reordenação do tipo: o que era
discriminação eu posso ter agora consciência que aprendi com meus repertórios
básicos do comportamento que é imitação, ou o que era imitação é atenção, ou o
que era controle instrucional é ordem e atenção, ou o que é atenção é atenção e
discriminação, etc., invariavelmente gerando liberdade diante do contexto, das
regras contextuais deixando de se apegar a literalidade, as razões e ao
controle, mas sim ao contexto propiciando liberdade, insight e saúde
psicológica, bem-estar através das regras agora, também, autoclíticas! O
comportamento verbal do falante levado a reflexão e reorganização ou
reordenação com novas regras contextuais e autoclíticas deve-se funcionalmente
ao Episódio Verbal Incompleto e ao Episódio Verbal Completo Mattanonianos. No
Episódio Verbal Incompleto atribuiremos novos significados, novos sentidos e
novos conceitos invariavelmente as palavras; e no Episódio Verbal Completo
poderão emergir respostas novas em meio as conceituais e invariáveis e jamais
invertidas, trocadas e/ou aglutinadas nos jogos de linguagens, por exemplo,
assim conhecidas literalmente quanto a seu significado, sentido e conceito
neste Episódio Verbal Completo, havendo mútuo entendimento na comunicação entre
emissor e decodificador, o que não ocorre no caso do Episódio Verbal
Incompleto. Podemos especular que funcionaríamos como Inteligência Artificial
ou Computadores melhorando o nosso desempenho!? Quanto as nossas descobertas da
vida e a liberdade: as nossas
descobertas da vida e a liberdade creio estar associada ao poder da Educação
que dissolve a ignorância e o não saber que os detêm aprisionando-nos no
passado infantil e desconhecido sem marcharmos para o futuro e para o avanço e
progresso da humanidade e das ciências, aqui está a liberdade, neste contexto ou
no contexto sócio-educacional em que estamos inseridos atualmente e onde
desenvolvemos nossos trabalhos como os científicos, a ciência pode gerar
liberdade através do conhecimento e de seus trabalhos humanitários e
progressistas – O Episódio Verbal Completo é exemplo de uma sociedade mais
avançada, mais educada, mais técnica e culta – o que gera bem-estar e
assertividade? O Episódio Verbal Completo ou o Episódio Verbal Incompleto? A
Adaptação depende de qual Episódio Verbal para ser obtida com sucesso? Seja a
Adaptação fisiológica, morfológica e/ou comportamental? Qual Episódio Verbal,
Completo ou Incompleto assegura uma boa Adaptação e assim a perpetuação de
nossa espécie? Qual Episódio Verbal é mais importante para assegurar a boa
filogênese, a boa ontogênese e a boa cultura? Qual assegura verdadeiramente e
seguramente a vida? O Episódio Verbal Incompleto ou o Episódio Verbal Completo?
Onde há liberdade? No contexto sócio-educativo e no trabalho das ciências, por
exemplo, também há liberdade por meio das artes e das religiões, da
espiritualidade, no descanso e no repouso, na luta e no trabalho, ou nos ritos,
na vida ou na Trajetória dos Heróis. A liberdade depende de nossas descobertas
e de todos estes fatores para ser
criada, mantida, usufruída, modificada, transformada e mortificada, senão sê-la
renascida num processo cíclico mítico-ritual primitivo, espiritual, epistemológico, artístico, científico, humano
contemporâneo pois somos humanos devido a liberdade! Somos filogeneticamente descobridores
e livres! Somos ontogeneticamente descobridores e livres! E somos culturalmente descobridores e
livres! Nossa origem e nossa natureza são de descobridores e livres e rumam
para a contínua marcha de descobertas da vida e para a liberdade, porém ainda
não estamos preparados o suficientemente o bastante para sermos livres e
lidarmos com toda essa liberdade e com nossa natureza de liberdade e nem coma
nossa natureza de descobridores pois somos inventivos e destrutivos e
auto-destrutivos, por isso nos aprisionamos e aprisionamos os outros, por isso
nos destruímos e destruímos aos outros! Devemos buscar novas descobertas em
nossas vidas e das vidas e melhorar nossa conduta de liberdade encoberta sem
nos prejudicarmos moralmente, sexualmente e fisicamente, e devemos melhorar nossa conduta de liberdade
pública sem nos prejudicarmos moralmente, sexualmente e fisicamente, e sem nos
prejudicarmos também naturalisticamente, ecologicamente e biologicamente! Não
precisamos de homens presos e de exércitos, nem de gaiolas para nossas asas ou
de grades para nossos antepassados, precisamos de homens livres! Precisamos de uma
Humanidade Santa! Deus nos deu a liberdade! E agora sabemos disto! Podemos
tê-la, depende de nós! Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir
e se descobrir naturalmente e socialmente, devemos nos entregar aos processos
positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação
morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas de nossos
antepassados, frutos de nossos ritos como os de iniciação e de passagem, frutos
da Trajetória da vida e da Trajetória dos Heróis.
Amanhã seremos
os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e
agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar
com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver! Amanhã
seremos os mesmos Heróis que nossos antepassados foram e são para nós – já
somos Heróis? Será a Humanidade algo heróico? Creio que sim devido aos meus
pensamentos, afetos, idéias, relações e trabalhos, inclusive nossas escolhas e
seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como
assassinados) ou Monstros (assassinos)! Devido a como evolui e é meu corpo e
meu cérebro!
Toda a riqueza
de lutas e trabalhos incluindo modos de descanso e repouso, férias, recompensas
pelo trabalho e pelo esforço, jornadas e cargas, funções e cargos, profissões e
aprendizes, ensinamentos, toda a História do Trabalho, inclusive nossas
escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos
(como assassinados) ou Monstros (assassinos) depende de nossa história
filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo,
depende da Evolução de nossa espécie, de cada indivíduo e da sociedade, do
espírito, da vida e do cosmos, Evoluir é se deixar aprender e viver!
Evoluir é
experienciar a vida e tudo que ela oferece heroicamente, inclusive nossas
escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos
(como assassinados) ou Monstros (assassinos), mesmo lidando e tendo por modelo
para nossas condutas comportamentais, emocionais, psicológicas e sociais as
Celebridades Assassinas e Assassinadas pois elas influenciam seus dependentes
psicológicos e afetivos podendo até mesmo determinar o comportamento de indivíduos
e de grupos em eventos semelhantes, a solução é buscar a Educação e a solução
pacífica dos conflitos sociais, emocionais, psicológicos, trabalhistas,
familiares, afetivos, espirituais, escolares, políticos, administrativos,
profissionais, religiosos, esportivos, artísticos, filosóficos, econômicos,
biológicos, etc.!
(Osny Mattanó Júnior – 22/06/2016).
- Psicanálise
Lacan-Mattanoniana
CRIMES HISTÓRICOS: CELEBRIDADES
ASSASSINAS | ASSASSINADAS
Celebridades são muitas vezes
endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio;
um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama.

por O AprendizDecember 6, 2015
Duas coisas chocam os seres
humanos: violência e o medo provocado por celebridades.
A violência, é claro, está ao nosso
redor, faz parte de nossa realidade e, provavelmente, as pessoas gostam de
falar e ler sobre para tentar fazê-la compreensível. Por que cabeças e olhos se
dirigem entusiasticamente quando há um horrível acidente na estrada? Por quê a
violência é um produto de sucesso na TV e literatura?
Do tapete vermelho do Oscar aos
sites de fofocas sensacionalistas, a obsessão pelas celebridades está em todo
lugar. “Em nossa sociedade, celebridades agem como uma droga”,
citou o psicólogo James Houran, estudioso do fenômeno. Quando celebridades e
violência se encontram, temos então uma mistura altamente volátil e poderosa.
Uma coisa é a celebridade X aparecer em um filme, outra totalmente diferente é
ela matar alguém ou ser assassinada. O interesse por ela aumenta
exponencialmente. O julgamento do século 20 nos Estados Unidos foi o de O.J.
Simpson, famoso jogador de futebol americano e ator de cinema que foi acusado
de matar sua ex-mulher e um amigo dela. Ele era famoso, mas certamente nunca
havia recebido tanta atenção da mídia quanto na época em que foi preso e
julgado. Já no Brasil, na década de 1990, a mídia citou o julgamento do ator de
novelas Guilherme de Pádua como o nosso “julgamento do século”. Recentemente
tivemos o caso do velocista Oscar Pistorius, cujo julgamento pelo assassinato
da namorada foi televisionado e coberto de forma tão abrangente como nunca
havia sido antes toda sua carreira.
Celebridades são muitas vezes
endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio;
um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama. Sem
equilíbrio emocional, muitas celebridades se deixam levar por sorrisos e
palavras falsas, caem na devassidão, e acabam achando que é o próprio Deus.
Para muitos de nós pode parecer chocante saber que alguém que vemos como
celeste possa cometer atos abomináveis: assassinato, por exemplo.
Por outro lado, por serem figuras
públicas, celebridades muitas vezes se tornam alvos fáceis. Quem nunca ouviu
falar do perturbado John W. Hinckley e sua obsessão pela atriz Jodie Foster? O
que dizer então dos sorrisos falsos que se aproximam para conseguir algo em
troca?
Este post compila 35 casos de
celebridades assassinas ou assassinadas. Os motivos por trás dos casos são os
mais variados. Alguns foram mortos por apenas serem famosos; já outros tiveram
o azar de estar no lugar e hora errados. Do outro lado, e assim como assassinos
comuns, celebridades homicidas matam pelos mais variados motivos: por acharem
estar acima do bem e do mal; acesso de raiva; por se envolverem com pessoas
erradas…
Cinema
.
Um dos maiores astros do cinema
mudo, Roscoe “Fatty” Arbuckle atuou ao lado de nomes
consagrados como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Mabel Normand. Alguns de seus
mais notáveis filmes incluem “His Wedding Night”,“Conney Island” e “Out
West”. No auge de sua carreira, contratado pela Paramount e ganhando
incríveis 1 milhão de dólares anuais (valor aberrante para a época), em 5 de
Setembro de 1921, Roscoe alugou dois quartos no Hotel St. Francis, em São
Francisco, e convidou várias mulheres para uma festa. Uma delas era a atriz
Virginia Rappe, famosa por aparecer em vários filmes do diretor e produtor
austríaco Henry Lehrman. O que aconteceu nesta festa até hoje é um mistério.
Rappe saiu do hotel direto para o hospital e afirmou à polícia que havia sido
violentamente agredida pelo astro Roscoe, que a estuprou repetidamente. Ela
morreu uma semana depois. Na época, foi teorizado que Roscoe pode tê-la
estuprado com uma garrafa de Coca Cola ou Champagne, causando a ruptura da
bexiga. A morte da jovem atriz pelo famoso astro chocou os americanos e o caso
se tornou o primeiro grande evento midiático criminal da história de Hollywood.
Roscoe Arbuckle foi absolvido em três julgamentos e o caso nunca foi
oficialmente esclarecido. Mas sua carreira praticamente acabou devido ao
escândalo, com seus filmes sendo banidos das salas de cinema e os estúdios
correndo de seu nome. Ele se entregou ao alcoolismo e passou a viver na
obscuridade. Doze anos depois, ele conseguiu um contrato por um grande estúdio,
a Warner, para dirigir um longa metragem. Ele parecia ressurgir das cinzas, mas
no dia em que assinou o contrato com a Warner, e talvez devido à grande
excitação por voltar ao mundo que pertencia, Roscoe Arbukcle sofreu um infarto
fulminante, falecendo aos 46 anos de idade.
O ator e diretor de Hollywood
natural da Irlanda William Desmond Taylor acompanhou
várias estrelas do cinema, entre as quais Mabel Normand e Mary Miles
Minter. Ele dirigiu 59 filmes mudos entre 1914 e 1922 e atuou em 27 entre
1913 e 1915. Sua carreira no cinema mudo tornou-o uma figura popular na
indústria emergente de Hollywood na década de 1910 e início de 1920. Em 1922,
ele era o principal diretor da Famous Players-Lasky, subsidiária da Paramount,
quando foi encontrado morto por seu mordomo. Taylor mantinha um romance com a
atriz Mary Miles Minter, e a mesma estava sendo preparada por ele para
substituir a “Queridinha da América” Mary Pickford nos papéis de moça ingênua.
A mãe de Mary Miles era contra o romance e ameaçou matar o diretor caso ele
continuasse a se encontrar com sua filha. O assassinato de Taylor nunca foi
solucionado, pôs fim à sua vida e à carreira de Mary Miles, pois o público
marcou-a com a culpa por associação. Acredita-se que a mãe da atriz, Charlotte
Shelby, tenha assassinado o diretor após uma crise de ciumes. Outra linha de
investigação diz que Taylor pode ter sido assassinado por um assassino de
aluguel contratado por traficantes de cocaína de Los Angeles, isso porque ele
estaria cooperando com a polícia americana para delatar traficantes que vendiam
cocaína para estrelas do cinema, dentre elas Mabel Normand.
A loira Thelma Todd ganhou
o concurso de beleza de Miss Massachusetts em 1925, o que a levou a ser convidada
a ir para Hollywood, onde fez sua estreia no cinema emFascinating Youth,
de 1926. Com isso ela iniciou uma carreira de atriz de grande sucesso, atuando
como coadjuvante em praticamente todos os filmes de comédia. Na manhã de 16 de
dezembro de 1935, seu corpo foi encontrado pela sua governanta, curvado no
banco da frente de seu Packard conversível na garagem, com as portas levemente
abertas. De acordo com o médico-legista, a atriz morreu de envenenamento por
monóxido de carbono. O legista emitiu um laudo de suicídio, tese que foi
rejeitada por um grande júri. “Parece que há uma trama para provar que
Thelma Todd tinha tendências suicidas… há uma grande possibilidade de este ter
sido um assassinato com monóxido!”, disse George Rochester, representante
dos jurados. A morte da bela atriz nunca foi solucionada. Acredita-se que ela
tenha sido morta pelo famoso gangster Lucky Luciano, com quem teve um romance.
Luciano a estaria pressionando para usar um cômodo do Thelma Todd’s Sidewalk
Cafe, de propriedade da atriz, como casa de apostas. Ela negou. Todd foi
vista com Luciano na manhã de sua morte. É provável que, mais uma vez, ela
tenha negado ao gangster usar seu Cafe para fins ilícitos e Luciano, então,
junto com seus homens, decidiu por matá-la, colocando-a em seu carro, ligado a
ignição e fechado a porta da garagem.
A glamorosa Lana Turner aparecia
em filmes e colunas de fofocas, casou-se sete vezes e teve uma filha, Cheryl
Crane. Em 1957, durante a filmagem de “The Lady Takes a Flyer” (A Força do
Amor), conheceu o gângster violento Johnny Stompanato e iniciou um romance. Em
setembro do mesmo ano, Lana foi para a Inglaterra para filmar “Another Time,
Another Place” (Vítima de uma Paixão). Stompanato foi atrás dela e quando
chegou ao set de filmagem, advertiu o jovem ator escocês que coestrelava o
filme, ninguém menos que Sean Connery, o primeiro astro de 007: “Fique longe
da garota”, disse o gangster a Connery. Machão, o jovem escocês não se
intimidou e respondeu à ameaça com um soco. Naquele mesmo dia, Stompanato
espancou a atriz e foi deportado. A vida de Lana Turner continuou nos Estados
Unidos com agressões físicas e verbais por parte do amante. Não o denunciava ou
deixava porque morria de medo dele. Em 4 de abril de 1958, após uma violenta
briga, temendo pela vida da mãe, Cheryl, então com 14 anos, enfiou uma faca de
20 centímetros em Stompanato. Ainda hoje, muitos apontam que foi Lana quem
matou o gangster. Sua filha Cheryl teria assumido o crime para salvar a mãe de
uma possível pena capital. Num julgamento coberto de forma sensacionalista pela
mídia, o júri considerou o assassinato como “justificável” e Cheryl
foi enviada para um reformatório. Três anos depois, ela saiu em liberdade.
O astro do cinema Ramón
Novarro não era o celibatário devoto descrito pela imprensa. Ele
tinha uma queda por garotos de programa e, nos seis meses que antecederam sua
morte, pagou 140 prostitutos por seus serviços. Na véspera de Halloween de 1968
ele convidou dois homens para irem à sua casa. Às 17h30, Paul Ferguson, 23
anos, e seu irmão Tom, 17, chegaram à casa de Novarro, onde ele os recebeu com
drinques e cigarros. Os três beberam enquanto Novarro contava histórias de sua
carreira. Os Ferguson, no entanto, só estavam interessados nos 5 mil dólares
que o ator mantinha em casa, de acordo com rumores. Após algum tempo na sala,
Novarro convidou Paul para ir até seu quarto, enquanto Tom estava do lado de
fora respirando ar fresco. Quando Tom retornou, foi procurar pelo irmão e ficou
chocado ao encontrá-lo nu com o ator, fazendo sexo. Ele gritou, ordenando que o
irmão saísse. Paul, visivelmente bêbado, cambaleou para fora do quarto e, 45
minutos depois, ao recobrar a consciência, caminhou até o quarto para encontrar
um ambiente encharcado de sangue e o corpo de Novarro na cama, com três grandes
cortes na parte de trás da cabeça. Em dado momento, os irmãos perceberam que o
ator ainda estava vivo e Paul o espancou provocando fraturas no crânio e face.
Presos, os irmãos passaram apenas sete anos presos e foram soltos em 1976.
Doidera pouco é bobagem. Charles Manson acreditava que os Beatles eram
anjos mandados à Terra para avisar os homens sobre o Apocalipse. Além disso,
ele ficou irritado por ter uma música supostamente roubada pelo grupo Beach
Boys. Furioso com Terry Melcher, produtor musical que havia lhe negado um
contrato de gravação, Manson ordenou a um grupo de seguidores que
invadissem a ex-casa de Melcher e promovessem uma chacina. Em 9 de Agosto de
1969, os comandados de Manson mataram a nova moradora do lugar, a atriz Sharon
Tate (mulher do cineasta Roman Polanski e grávida de oito meses),
e mais quatro pessoas. Ela foi perfurada 16 vezes por uma baioneta e enforcada.
Em 1971, Manson e os co-autores Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van
Houten foram condenados à morte. Outro participante da barbárie, Charles
Watson, foi condenado em julgamento separado. Como a Suprema Corte da
Califórnia aboliu a pena de morte em 1972, todos, com exceção de Susan Atkins, morta em 2002, cumprem prisão
perpétua.
.
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Dorothy Hoogstratten tinha tudo o que
o show business procurava (e ainda procura): talento, beleza,
inteligência, e uma encantadora personalidade. Como muitas mulheres lindas
que chegam ao estrelato, sua origem era pobre e humilde. A canadense
moradora de Vancouver, trabalhava em uma sorveteria da cidade quando sua beleza
chamou imediatamente à atenção de Paul Snider. Pronto. Naquele momento, Dorothy
celava o seu destino. Paul Snider era um ex-garoto de programa que trabalhava
como cafetão de prostitutas em Vancouver. Deve ter sido fácil para Paul fazer a
cabeça da inocente adolescente que desejava um lugar ao sol. Paul Snider a
convenceu a posar nua para fotos, falsificou a assinatura da mãe de Dorothy
(ela era menor) e enviou as fotos para a revista Playboy. A beleza de 1,75m
impressionou a revista e em agosto de 1979 Dorothy chegava onde nunca pensou em
chegar: ela era capa da mais famosa revista de nudez feminina do
mundo. Poucos meses depois a linda canadense já estava em Hollywood, onde
estrelaria pequenos papéis nos filmes Skatetown USA, Americathon eAutumn
Born. Ela também apareceu na famosa série Fantasy Island.
Em Galaxina (1980), ela consegue seu primeiro papel como
protagonista. Mas o sucesso foi embora da mesma forma que chegou, como um raio.
Casada com Paul, ela decide largá-lo devido ao ciume doentio do marido. Foi a
ficha para que ele a espancasse, estuprasse e desse um tiro em seu rosto
com uma espingarda calibre .12 que praticamente a deixou sem cabeça. Logo
depois ele cometeu suicídio.
Jiah Khan nasceu
nos Estados Unidos, cresceu na Inglaterra e morreu na Índia. Modelo, atriz e
cantora, Jiah era uma estrela da gigante indústria de filmes indiana,
Bollywood. Fez seu debut em 2007, com o filme Nishabd,
no qual foi indicada para o prêmio de melhor atriz estreante. A partir daí
emendou um filme no outro tornando-se um rosto bastante conhecido e badalado.
Em 3 de junho de 2013, a bela atriz foi encontrada morta em seu apartamento em
Juhu, Mumbai, pendurada e enforcada em um ventilador de teto. O suicídio da
atriz chocou a Índia, mas cinco meses depois, peritos contratados pela mãe da
atriz concluíram que ela foi assassinada por estrangulamento e pendurada no
ventilador para fazer parecer suicídio. Marcas inexplicáveis no pescoço e
lesões em outras partes de seu corpo, assim como a ausência das digitais da
atriz no ventilador, levaram a essa conclusão. Álcool encontrado em seu corpo
sugere que ela possa ter sido embebedada pelo suposto assassino. Na época,
o principal suspeito da mãe da atriz era Suraj Pancholi, o namorado
abusivo de Jiah. Segundo sua mãe, o pai de Suraj, um homem poderoso de Mumbai,
teria usado de sua influência sobre a polícia para que o caso fosse tratado
como suicídio. O caso, então, foi reaberto pela polícia federal da Índia
e em Outubro de 2015 Suraj Pancholi e um cúmplice foram presos acusados da
morte da atriz.
Esportes
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Jogador rápido, o jamaicano Leslie
Hylton jogou seis vezes pelo West Indies, famosa seleção de
críquete do Caribe, entre 1935 e 1939. Sua fama era tão grande em todo Caribe
que um grande apelo popular se sucedeu após a possibilidade dele não poder
jogar o RS Grant na Inglaterra em 1939. Uma “vaquinha” foi realizada e Hylton
pôde fazer parte da equipe. Apesar do esforço, Hylton teve uma atuação pífia.
Defendeu a equipe da Jamaica por 12 anos, somando 40 partidas no período.
Em 1954 a esposa dele, Lurlene, confessou ter cometido adultério e que estava
apaixonada por um homem que conhecera nos Estados Unidos. Hylton deu sete
tiros nela. No julgamento, ele disse ter tentado o suicídio após o crime, mas a
arma supostamente falhou. O capitão da equipe jamaicana de críquete, Noel Crab
Nethersole, testemunhou a seu favor e chegou a mostrar uma carta de amor da
falecida endereçada ao amante. “Forçarei meu marido a tomar uma decisão
assim que puder”, dizia um trecho da carta. Mas nada disso impediu que o
famoso jogador fosse considerado culpado e condenado à pena de morte. Ele foi
enforcado na prisão St. Catherine, Jamaica, em 17 de maio de 1955.
Animais também podem virar
celebridade. Em 3 de junho de 1981, Shergar venceu a
corrida de Derby com um recorde de dez unidades. E assim como Marc Cécillon
(leia abaixo), Shergar teve duas doses de fama: a primeira quando ganhou a
centenária corrida inglesa e a segunda quando foi sequestrado em 8 de fevereiro
de 1983. Dois dias após o sequestro, foi feita uma exigência de dois milhões de
libras de resgate. Os sequestradores acreditavam equivocadamente que Aga Khan
IV (príncipe persa) era o único proprietário do cavalo, não sabendo que ele
possuía apenas uma participação em sua propriedade, que era compartilhada por
34 pessoas. Temia-se que caso o resgate fosse pago todos os cavalos valiosos da
Inglaterra e da Irlanda se tornassem alvos. Vários quartéis do IRA foram
invadidos pela polícia à procura do cavalo, que descobriu depósitos de armas,
mas não encontrou nenhum cavalo de corrida. Acredita-se que quatro dias depois
o Conselho Armado do IRA tenha percebido que sua vítima era inútil e ordenado
que o cavalo fosse morto. Uma fonte contou a um jornal britânico: “Havia
sangue por todos os lados, o cavalo até mesmo escorregava em seu próprio
sangue… Levou vários minutos para que o cavalo, em agonia, sangrasse lentamente
até morrer.”
Marc Cécillon conquistou
duas doses de fama. A primeira começou em 1988 quando foi selecionado para
jogar rugby na seleção francesa contra a Irlanda. Ele venceu 46 campeonatos, o
último em 1995, e foi capitão do time francês em cinco ocasiões. Jogou os
mundiais de 1991 e 1995. Nove anos depois, obteve sua segunda dose de fama
quando assassinou a esposa, Chantal. Cécillon e Chantall, 44, foram convidados
para uma festa na vila Flosailles, perto de Bourgoin. Chantal chegou sem o
marido. Havia rumores de infidelidade por parte dele e até de um filho
ilegítimo. Eram 23h quando Cécillon finalmente apareceu na festa, já
embriagado. Ele agrediu a dona da festa e, evidentemente, foi convidado a se
retirar. Chantall se recusou a acompanhá-lo. A celebridade do rugby foi para a
casa do casal onde pegou uma pistola magnum .357 e voltou ao local. Lá, atirou
quatro vezes contra a esposa, à queima-roupa, atingindo-a no braço, no peito e
na cabeça diante de cerca de 60 testemunhas. Foi necessário unir forças de 12
homens para conter o ex-jogador. Um dos homens arremessou um tijolo nas costas
de Cécillon, que não se abalou. Quando a polícia chegou, ele estava amarrado a
uma cadeira com um fio elétrico e perguntava por sua esposa. “Ele era
um bêbado. Bebia, arrumava confusão e sempre saía ileso porque era Marc
Cécillon. Isso é resultado de vinte anos de álcool. Pouco a pouco, ele destrói
a pessoa. Marc não conseguia lidar com a própria vida. Quando você mata a
esposa, está matando sua vida”, disse na época Pascale Tordo,
esposa do jogador François Tordo. Em 2006, Cécillon foi condenado a 20 anos,
pena que posteriormente foi reduzida a 14. Em 2011 ele saiu da cadeia após
a justiça francesa conceder-lhe liberdade.
O.J. Simpson como o policial
desastrado Nordberg no filme “Corra que a Polícia Vem Aí”. Reprodução Internet.
Depois do sucesso como jogador de
futebol americano do Buffalo Bills na década de 1970 e como ator de filmes da
série “Corra que a Polícia Vem Aí”, O.J. Simpson voltou
às páginas dos jornais em 1994, acusado de ter matado a tiros Nicole Brown, sua
ex-mulher, e um amigo dela no dia 12 de junho. Nicole era uma garçonete e
conheceu Simpson enquanto ele ainda era casado. Os dois se casaram em 1985, mas
logo acabou a lua-de-mel. Em uma das várias brigas, o astro quebrou, com um taco
de beisebol, os vidros do carro de Nicole, onde ela ficara após uma discussão.
Em 1992, eles se divorciaram. Dois anos depois, o corpo de Brown foi encontrado
em sua casa em Los Angeles com ferimentos terríveis no pescoço e cabeça. Um
amigo dela, Ronald Goldman, também foi encontrado morto. Acusado de duplo
homicídio, Simpson desapareceu deixando uma carta a amigos em que anunciava sua
intenção em suicidar. Em uma perseguição espetacular por 96 quilômetros,
mostrada pelas principais emissoras de TV norte-americanas, a polícia o
capturou. Ele permaneceu ainda um tempo no carro antes de se entregar. Em
julgamento que acabou virando uma questão racial, ele foi considerado
não-culpado em 3 de outubro de 1995. Em 2007, Simpson foi preso em Las
Vegas acusado de assalto a mão armada e sequestro. Dessa vez, condenado, pegou
33 anos e permanece encarcerado em uma prisão do estado do Nevada.
“A vida não termina aqui.”,
escreveu o zagueiro da seleção colombiana de futebol Andrés Escobar ao
jornal El Tiempeapós a precoce eliminação de sua seleção na Copa do
Mundo de Futebol dos Estados Unidos, em 1994. O que o zagueiro não sabia é que
poucos dias depois essa mesma frase seria usada em seu epitáfio. A
Colômbia foi para aquela copa como uma das favoritas. Não perdia a mais de
vinte jogos, com direito a um baile de 5 x 0 na Argentina em plena Buenos Aires
nas eliminatórias. Poucos duvidavam que ela seria uma das protagonistas. Mas
não. Na estreia foram engolidos por George Hagi e sua fabulosa Romênia. Na
segunda partida contra os Estados Unidos, o lance que marcou a Copa:
esqueçam Roberto Baggio e seu pênalti nas nuvens, se há apenas um retrato
daquela copa, este seria Andrés Escobar e o seu gol contra. A Colômbia
perdeu e o gol contra de Escobar contribuiu para a precoce e surpreendente
eliminação de sua seleção da Copa. “A vida não termina aqui,” disse
Escobar. Mas para ele terminou. Cinco dias após a eliminação colombiana,
Escobar levou seis tiros no estacionamento de uma boate em Medellín.“Obrigado
pelo gol contra”, teria dito um dos assassinos. Teorias sobre a morte
perduram até hoje. Barões do narcotráfico que teriam perdido dinheiro com a
eliminação precoce da seleção? Ou bandidos travestidos de torcedores?
Goleiro do clube de futebol mais
popular do Brasil, Bruno Fernandes parecia ter uma
carreira brilhante pela frente. Ídolo em seu time, o goleiro era um dos fortes
candidatos para vestir a camisa número 1 da seleção brasileira de futebol na
Copa do Mundo de 2014. Mas o brutal assassinato de uma ex-amante (e mãe de seu
filho) interrompeu sua carreira. Eliza Samúdio desapareceu em Junho de 2010
após viajar com Bruno até a chácara do atleta em Esmeraldas, Minas Gerais. Seu
corpo nunca foi encontrado e Bruno só admitiu a morte da ex-amante três anos
depois, quando já estava preso por suspeita no crime. Segundo investigação
policial, antes de morrer, Eliza já havia sido espancada, sequestrada e forçada
a tomar remédios abortivos quando engravidou do goleiro (durante uma orgia
sexual, segundo o próprio acusado). Em uma ocasião, o próprio Bruno apontou uma
arma para a cabeça de Eliza. O primo do goleiro, um adolescente de 17 anos,
afirmou ter dado uma coronhada em Eliza, que desacordada, teria sido levada
para Belo Horizonte, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e os
pedaços dados a cachorros rottweiler; os ossos da moça teriam sido concretados.
Em 2012, Oscar Pistorius tornou-se
o primeiro homem da história a competir em uma Olimpíada, no atletismo, sem as
duas pernas. Ele terminou em oitavo nas semi-finais dos 400 metros livres,
usando suas próteses de fibra de carbono. Na Cerimônia de Encerramento das
Olimpiadas, foi ele o escolhido para carregar a bandeira da África do Sul. Duas
semanas depois, era ele quem carregava a mesma bandeira na Cerimônia de
Abertura dos Jogos Paraolímpicos. Sem dúvidas, era um herói do esporte com uma
incrível história. Mas em fevereiro de 2013 o mundo viu uma outra face de
Oscar Pistorius: a face de um assassino. Com um passado de arruaças e violência
– em novembro de 2012 ele foi acusado de quebrar a perna de um homem. Três anos
antes, ele havia sido preso por agredir uma mulher em uma festa dada por ele
-, Pistorius foi condenado pelo assassinato de sua namorada, a modelo
Reeva Steemkamp. Ele supostamente a teria confundido com um ladrão. O júri
comprou seu argumento e ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão. Em
Outubro de 2015 ele foi solto para cumprir o restante de sua pena em
casa. .
O atleta mais “googlado” do ano de 2013 não
teve motivos para comemorar. Atualmente, o ex-ponta de linha do New England
Patriots passa seus dias atrás das grades. Aaron Hernandez foi
preso em 26 de junho de 2013 acusado do assassinato de Odin Lloyd, um jogador
semi-profissional de Boston. Promotores dizem que Hernandez orquestrou o
assassinato de Lloyd, que estava saindo com a irmã do jogador, porque ele “falou
com as pessoas erradas” em uma boate. Lloyd foi encontrado morto em um
campo perto da casa do jogador de futebol americano. Há suspeitas de que o
atleta também esteja envolvido em um duplo assassinato ocorrido em Boston. Como
o goleiro brasileiro Bruno, Hernandez jogou cerca de 20 milhões de dólares em
salários pelo ralo além, claro, de uma vida sem liberdade. Câmeras de
vigilância mostraram que o ex-jogador dos Patriots carregava uma arma
dez minutos antes do homicídio, e o próprio advogado de Hernandez admitiu
que ele estava no local do crime. Após ouvir o veredito de prisão perpétua sem
direito a condicional, o ex-ídolo da NFL foi às lagrimas e chorou no ombro de
sua mãe.
Literatura
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Euclides da Cunha,
autor da obra “Os Sertões”, foi morto tragicamente pelo amante de sua esposa,
Anna Emília. Em 1905, Anna, 30 anos, conhece um rapaz loiro, de olhos claros e
17 anos: Dilermando de Assis, cadete da Escola Militar. Apaixonam-se. Euclides
começa a duvidar da traição da esposa quando a descobre grávida ao voltar de
viagem. Apesar de perder o primeiro filho, ela tem outro com Dilermando, Luiz,
que Euclides definia como uma “espiga de milho no meio de um cafezal”,
pelos cabelos claros e olhos azuis. Em 14 de agosto de 1909, Anna abandona o
lar e hospeda-se na casa de Dilermando. No dia seguinte, Euclides é recebido
pelo irmão de seu rival, Dinorah, e atira, ferindo-o no na nuca. Campeão de
tiro ao alvo, Dilermando reage e mata o escritor com um tiro nas costas. Anna e
Dilermando se casaram após o crime e passaram 15 anos juntos.
.
.
Moda
.
Pioneira na moda brasileira, Zuzu
Angel fez sucesso com seu estilo em todo mundo. Até hoje, é a
estilista brasileira mais famosa e lembrada. Nos anos 1970 abriu sua loja em
Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte-americano, foi vitrine
de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de
comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca
colocando-a do lado externo da roupa. Em 14 de Abril de 1976, ela morreu em um
suposto acidente de carro. Na época, Zuzu enfrentava o Regime Militar do
Brasil após seu filho, Stuart Jones, ter sido assassinado pelos militares e
transformado em desaparecido político. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara
na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe
acontecesse. “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá
sido obra dos assassinos do meu amado filho”, dizia. Em 2014, a Comissão da
Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, recebeu Cláudio
Guerra, matador confesso de quase 100 pessoas, que disse: “Ela
estava incomodando, ela incomodava. Ninguém nunca suspeitou [do
acidente]. Se você pegar a foto do acidente vai ver um amassado do lado
esquerdo. Foi onde o carro bateu e a jogou do barranco. A perícia não foi
feita.”
O estilista italiano Gianni
Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla Bruni. Getty Images.
Mesmo quando é pago, o amor pode
matar. Gianni Versace, 50 anos, era um famosíssimo estilista
italiano. Graças às suas amizades com popstars do calibre de
Madonna, Eric Clapton, Elton John, Cher e Sting, foi o primeiro à associar
moda e música. No dia 15 de julho de 1997, ele foi assassinado com dois
tiros na nuca, na porta de sua mansão em South Beach, Miami. Natural de Reggio
Calabria, o estilista foi baleado quando voltava para casa depois de ter
comprado jornal e tomado o café da manhã no News Café. O autor dos disparos foi
Andrew Cunanan, 27 anos, um garoto de programa de alta classe. Antes de
liquidar Versace, Cunanan havia causado uma verdadeira onda de terror, matando
quatro pessoas em três meses. Oito dias depois de matar o estilista,
em 23 de Julho, ele se mataria com um tiro na têmpora direita, em uma casa
flutuante onde estava escondido em Miami Beach. Com o autor morto, é
difícil explicar o crime. Alguns dizem que Cunanan matou o estilista porque
Versace era o homem famoso, rico e popular que ele gostaria de ser. Versace
deixou metade de seu império como herança para a sobrinha Allegra, cerca de 500
milhões de dólares.
Modelos e Misses
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Miss Venezuela 2004 e Top 5 no Miss
Universo 2005,Mónica Spear Mootz atingiu a fama em seu país
ao virar protagonista de novelas. Em 2010 deu um passo além ao entrar no
mercado latinoamericano através da rede Telemundo, onde atuou em novelas para o
público latino nos EUA, entre elas a produção Flor Salvaje, sucesso
em diversos países. Em Janeiro de 2014, Mônica passava férias na Venezuela,
juntamente com seu marido e filha de cinco anos, quando foi assassinada numa
tentativa de roubo. Segundo a reconstituição do crime, a família caiu numa
armadilha ao bater o carro num objeto colocado propositalmente na estrada para
fazê-los parar. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram
se trancar no veículo e foram mortos a tiros. Na época, o presidente
venezuelano Nicolas Maduro alegou que as telenovelas feitas pela Miss foram as
responsáveis por sua morte. O trágico acontecimento comoveu e revoltou
a opinião pública venezuelana. A empresária da ex-Miss, Katty Pulido, chegou a
dizer que o governo de Maduro esconde os altos índices de assassinatos no
país. “Mas [a polícia] não consegue [esconder] quando
as vítimas são conhecidas”,disse ela.
Como revelam algumas fotos em
seu perfil do Twitter, María Alvarado era uma jovem bonita e
alegre. Quem a conhecia não poderia imaginar que sua última imagem seria a do
seu corpo dentro de um saco marrom sendo despejado de qualquer jeito
na carroceria de uma camionete. María era a Miss Honduras e viajaria para
Londres em 19 de Novembro de 2014 para participar do Miss Mundo, mas foi
assassinada seis dias antes pelo namorado da sua irmã. Em 13 de Novembro, a
Miss, suairmã Sofia e Plutarco Ruiz, namorado de Sofia,
foram até uma boate comemorar o aniversário de 32 anos do futuro assassino. Ao
ver Sofia dançando com outra pessoa, Plutarco teria ficado
furioso e discutido com a namorada. A festa para os três acabou ali e
eles foram embora. Desde então, as irmãs nunca mais foram vistas. Seus corpos
foram encontrados no dia em que María embarcaria para a disputa do
Miss Mundo. Segundo a polícia, Plutarco as matou com tiros de uma pistola 9mm
e enterrou os corpos numa mata. De origem humilde, mais de 300 pessoas compareceram ao velório – numa
pequenina capela – da moça que um dia sonhou em ganhar o mundo.
Música
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Ottilie Metzger-Lattermann foi
uma Contralto alemã cujas interpretações do trabalho do compositor Wagner
fizeram dela celebridade na Alemanha da década de 1910. Seudebut ocorreu
em 1898 em Halle, então, em 1903, se tornou a primeira Contralto da Hamburg
State Opera, cantando juntamente com o famoso tenor italiano Enrico
Caruso. De 1901 a 1912, ela cantou no lendário festival de música clássica
de Bayreuth, sendo sempre uma das artistas mais esperadas. Lecionou no
centenário Conservatório Stern em Berlim e tinha como um de seus músicos
acompanhantes Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores
do século 20. Com o tempo, se tornou uma das Contraltos mais famosas da Europa,
se apresentando em vários países, inclusive fazendo uma turnê nos Estados
Unidos. Sua brilhante carreira na ópera acabou com à ascensão de Hitler ao
poder em 1933. Em 1939, Metzger-Lattermann e sua filha mudaram-se para a cidade
de Brussels, onde foram capturadas pelos Nazistas. De origem judia, a Contralto
e sua filha foram enviadas para Auschwitz. Elas nunca mais foram vistas e é
desconhecido a forma como foram mortas. Uma placa em sua homenagem (e a outros
músicos mortos pelos Nazistas) foi erguida em Bayreuth.
Seguindo os passos de seu irmão
mais velho, o polonêsJakub Kagan graduou-se em música pelo
Instituto de Música de Varsóvia após lutar contra os soviéticos na Guerra
Polônia/URSS em 1920. Em meados da década, formou a Kagan’s Jazz Band, passando
a se apresentar em casas de ópera, cabarés e hotéis. Em 1926 assinou um
contrato para tocar no luxoso Hotel Bristol em Varsóvia e pouco tempo depois sua
banda já era uma das mais famosas da Polônia, com suas composições largamente
conhecidas por todo o país. Em 1929 compôs “Zlota pantera” (A Pantera Dourada).
A música abriu ainda mais portas para Kagan, que virou uma celebridade
internacional, fazendo turnês na Alemanha, Áustria e Hungria. Após a invasão da
Polônia pelos Nazistas, Kagan foi deportado para o Gueto de Varsóvia onde, para
sobreviver, passou a tocar piano no Teatro Melody Palace e Splendid Café. Ele
foi assassinado em 1942, possivelmente durante o Grossaktion de Varsóvia, uma
operação secreta de assassinato em massa do exército Nazista com objetivo de
exterminar judeus.
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Cantor, ator, comediante e
empresário, o húngaro Miklós Voglhu foi uma popular
figura de seu país durante três décadas. Descoberto quando ainda era um
estudante de música, Miklós iniciou sua brilhante carreira como músico de
cabarés, onde também se apresentou com peças de teatro. Logo passou a se
apresentar em grandes teatros de Budapeste e na década de 1930 se tornou um dos
mais famosos cantores românticos da Hungria, sendo citado por muitos como
a “primeira grande estrela húngara, amado por todo o país”. Ninguém
no rádio fazia mais sucesso do que ele. Mas nem o fato de ser uma figura
famosa, ser casado com uma católica e ter mudado de nome – paraMiklós Vig -,
o salvou do Holocausto. Em 19 de dezembro de 1944, Miklós estava entre um grupo
de judeus que foram capturados, enfileirados e metralhados nas margens do rio
Danúbio por Nazistas húngaros, membros do Partido da Cruz da Seta.
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Depois de passar anos cantando
gospel, Sam Cooke aderiu à música pop, gravando no selo
Keen, de Los Angeles, os hits “You Send Me”, “Only Sixteen” e “Wonderful
World”. Mesmo as músicas mais pueris, Cooke tingia-as com a sensualidade do
rhythm & blues e as valorizava com sua excepcional técnica. Realmente
bonito e de presença encantadora, sabia como envolver o público feminino que
lotava seus shows e flertar com cada dama e senhorita da platéia, sem que isso
parecesse ofensivo, naqueles tempos de tensão racial. Depois, nos anos 1960, já
gravando pela RCA, seus discos ganharam orquestrações, ficando mais comerciais,
atingindo um número cada vez maior de fãs. São desse período “Cupid”, “Chain Gang”, “Bring it
Home” e “Twistin’ The Night Away”. Sua carreira foi
interrompida em dezembro de 1964 quando morreu assassinado na porta de um
motel em Los Angeles. O crime até hoje gera controvérsias, mas a versão oficial
diz que Cooke teria levado uma mulher contra a sua vontade até o motel. Ela
conseguiu fugir do quarto. Cooke foi atrás dela e invadiu o escritório do
motel. Bertha Franklin, gerente do local, afirmou que o cantor estava em fúria
e, possivelmente bêbado, começou a quebrar o lugar. Em dado momento os dois
entraram em luta corporal e Bertha o matou com um tiro no peito. Quando morreu,
Sam Cooke era uma unanimidade, seu estilo foi largamente imitado e sinceramente
admirado. Foi considerado pela revista Rolling Stone como o 4º
maior cantor de todos os tempos, atrás apenas de Elvis Presley [3º], Ray
Charles [2º] e Aretha Franklin [1º].
No escabroso panteão da mitologia
do rock ‘n’ roll de Hollywood, não há nada mais misterioso e duradouro do que a
sinistra morte do supertalentoso Bobby Fuller. Cantor,
guitarrista e compositor vindo de El Paso, Texas, foi tão bem sucedido que se
tornou uma celebridade na meca musical de Los Angeles, abrindo seu próprio
clube noturno e gravando pela Mustang. É dele a versão genial de “I Fought the
Law”, dos Crickets. Em 18 de Julho de 1966, Fuller sumiu por 12 horas e, de
repente, reapareceu morto no banco de seu carro no estacionamento de seu prédio
em Hollywood. Rapidamente (e estranhamente), a polícia de Los Angeles – que não
buscou por impressões digitais no local e nem interrogou ninguém – classificou
a morte como suicídio, mas os detalhes contam uma história diferente. O carro
não estava no estacionamento 30 minutos antes da mãe do cantor encontrá-lo.
Além disso, o avançado rigor mortis do corpo sugeria que Fuller havia sido
morto em outro lugar. O próprio “suicídio” foi bastante estranho: ele morreu ao
aspirar vapor de gasolina. Teorias emergiram: assassinado pela Família Manson;
assassinado por se envolver com a mulher de um mafioso. Uma teoria implicou até
mesmo o produtor musical Bob Keane, indicando que Fuller era o terceiro artista
sob a tutela de Keane a morrer (os outros foram Ritchie Valens e Sam Cooke). Em
2015, um novo livro “I Fought the Law: The Life and Strange Death of
Bobby Fuller”, cujo um dos autores é o irmão do cantor, lista o nome de
Morris Levy, importantíssimo executivo da indústria musical americana dos anos
1960 e 1970. A reputação de Levy era conhecida: exploração de artistas, táticas
ásperas, conexões com o submundo do crime (incluindo associações com as
famílias criminosas Gambino, Genovese e DeCavalcante). Segundo o irmão do
cantor, Bob Keane e Morris Levy planejaram matar Bobby Fuller após o mesmo
dar para trás num acordo de distribuição de seu último single, “The Magic
Touch”.
Figura emblemática do rock ‘n’ roll
mundial, Sid Vicious encarnou como ninguém a rebeldia do movimento punk.
Em 1977, foi convidado para entrar no Sex Pistols, banda ícone do punk inglês e
que estava atrás de um jovem delinquente, mas carismático, o pavio de pólvora
perfeito para fazer a banda decolar na mídia. Assumiu o contrabaixo da banda
mesmo sem saber tocar, e nem precisava, o comportamento imprevisível juntamente
com as confusões que arranjava fizeram dele e da banda lendas no mundo inteiro.
Em uma apresentação na cidade interiorana de San Antonio, Texas, Sid gritou no
microfone: “Todos os caubóis são viados”. O bizarro show terminou
com Sid acertando o contrabaixo na cabeça de um fã, levando um soco de outro e
cortando todo o corpo com cacos de uma garrafa quebrada. Não satisfeito talhou
no peito: “Me dê um pico”. Em 12 de Outubro de 1978, Sid
Vicious matou sua namorada, Nancy Spungen, com uma facada no abdômen. Sob forte
efeito de drogas, ele foi preso mas saiu sob fiança. Quatro meses depois, sua
mãe o encontrou morto na cama, vítima de overdose de heroína. Ele tinha apenas
21 anos.
No dia de sua morte, John
Lennon estava feliz. Era um pai amoroso de dois filhos (Julian,
com Cinthia, e Sean, com Yoko Ono) e havia lançado um álbum de sucesso: “Double
Fantasy”. Na música de abertura, dizia estar “começando de novo”.
Naquela tarde, havia dado um autógrafo na contracapa do disco a um jovem que
disse ser seu fã. Depois de conseguir seu objetivo, ele não foi embora. Ficou
esperando no edifício Dakota a volta do ex-Beatle. Quando Lennon e Yoko
retornaram, o fã diz: “Mr. Lennon”. John vira-se, mas não enxerga,
devido à sua miopia. O jovem dispara cinco tiros a menos de dois metros de
distância. John cai, espalhando fitas cassetes. O porteiro tenta ampará-lo, mas
ele vomita sangue. O assassino é capturado. Levado ao hospital, Lennon
chega sem 80% do sangue e é declarado morto. O homem polêmico e terno, que
havia dito que os Beatles eram mais “populares que Jesus Cristo” e
não foi compreendido, autor de letras geniais em parceria com Paul McCartney,
como “A Day in the Life” e “Strawberry Fields Forever”, e que havia pedido uma
chance à paz morria tragicamente.
Com sua voz aveludada, Marvin
Gaye cativou plateias com seus sucessos, tornando-se um dos
maiores nomes da gravadora Motown, que além dele, reuniu gente como Michael
Jackson, Stevie Wonder e Lionel Ritchie. Tinha tudo para ser um homem
feliz. Tinha. Sua vida foi interrompida abruptamente um dia antes de fazer
45 anos, em 1984, quando foi assassinado por seu próprio pai com a arma que ele
mesmo lhe presenteara. Nascido em uma família religiosa em 1939, o homem
que iria forjar o chamado “Motown Sound” viajou jovem para Detroit (onde
fica a gravadora) com Harvey Fuqua, líder do Harvey an the Moonglows. Em
1963, com o álbum “The Stubborn Kinda Fella” torna-se o vocalista mais
importante da gravadora, em parcerias com a cantora Tammi Terrel. Quando vendia
milhares de discos com “I Heard it Through The Grapevine”, sofre os primeiros
baques. A parceira Tammi morre em decorrência de câncer em 1970. O
casamento com Anna, irmã de Berry Gordy (dono da Motown), acaba em divórcio.
Mas ele dá a volta por cima com seu álbum conceitual “What’s Going On”, um
“Sgt. Peppers” estilo rhythm and blues, produzido em 1971 e
que trazia letras sobre a Guerra do Vietnã e o estilo de vida urbano. Em
1973, chega ao topo das paradas com “Let’s Get it On” e “You Are
Everything”, parceria com Diana Ross. Brigado com a Motown e em momento difícil
na carreira, ele surpreende com “Sexual Healing”, de 1982, canção com a qual
ganhou dois Grammy: melhor vocalista de R&B e melhor performance
instrumental de R&B. Mas o destino resolveu bater na sua porta. Em 1984,
deprimido e viciado em cocaína, é assassinado pelo pai, com quem tinha um
difícil relacionamento. O motivo que levou o reverendo Marvin Gaye Sr. a
atirar foi uma briga familiar.
Selena Quintanilla-Pérez estava
no auge de sua carreira quando, no dia 30 de abril de 1995, foi assassinada
pela enfermeira Yolanda Saldívar, presidente de seu fã-clube. A cantora tinha
apenas 23 anos e havia acabado de gravarDreaming of You, seu primeiro
disco em inglês. Selena começou a cantar aos 9 anos, com o grupo Selena y
Los Dynos. Mais tarde, sua família trocou o México por Corpus Christi, no
Texas. A carreira começou a decolar em 1986, quando ganhou o prêmio de melhor
vocalista no Texano Music Awards com seu álbum Alpha. Em 1988,
conhece o guitarrista Chris Perez, com quem se casa em 1992. A consagração vem
dois anos depois. Ela leva o Grammy pelo álbum Selena Live!. O
sucesso na música era pouco. Ela resolveu abrir a Selena Boutique &
Salon, no Texas. A diretora era Yolanda, que vira grande amiga da cantora,
mas se torna inconveniente, pois reclamava quando não era citada por Selena em
entrevistas e mentia sobre a cantora. A gota d’água foi a descoberta de que ela
fraudava documentos. A cantora resolveu despedi-la no hotel onde Yolanda estava
hospedada. Conversou com a enfermeira, pegou papéis, partiu, mas teve de
voltar, pois faltavam documentos. Ao chegar, foi recebida a tiros pela
presidente de seu fã-clube. Ferida, Selena ainda conseguiu correr pelos
corredores do hotel com Yolanda atrás aos gritos de “bitch”(vadia).
Levada ao hospital, precisava de uma transfusão de sangue, mas seu pai,
testemunha de Jeová, não permitiu. A cantora morreu minutos depois. Yolanda
Saldivar foi condenada a prisão perpétua com possibilidade de cumprir em regime
aberto após 30 anos.
Tudo bem que o rap não é um estilo
musical praticado por coroinhas de igreja. Quando o assunto é gangsta rap
então, nem se fala. Mas os norte-americanos exageraram. Quando esse tipo de
música atingiu seu apogeu nos anos 1990, a virulência exposta nas letras passou
a ser posta em prática pelos músicos. Para piorar e dar um tom de divisão
e disputa territorial à coisa, nos Estados Unidos o rap se dividia entre o
produzido na Costa Leste (Gravadora Bad Boy, de Nova York) e o da Costa Oeste
(Gravadora Death Row, de Los Angeles). Os nomes mais famosos dessas duas
gravadoras eram Notorious B.I.G. (Bad Boy) e Tupac
Shakur (Death Row). Tupac Shakur foi assassinado em 1996 e alguns
meses depois foi a vez de Notorious B.I.G. encontrar o criador. Restam
poucas dúvidas sobre a hipótese de as duas mortes terem conexão. Algumas
similaridades reforçam essa tese.
Os dois foram baleados várias vezes
enquanto estavam no banco do passageiro de seus carros, seus próprios
assessores os levaram ao hospital e, sobretudo, ambos eram os recordistas de
vendas em suas respectivas gravadoras. Passados quase 20 anos, as mortes
permanecem um mistério, mas a teoria mais aceita dá conta de que Notorious
B.I.G. teria encomendado a morte de Tupac Shakur e, em retaliação, teria sido
morto por pessoas ligadas à Gravadora Death Row.
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Um mago da produção musical do
século 20. Assim podemos definir Phil Spector. A música
“You’ve Lost That Lovin’ Feeling”, produzida e co-escrita por ele para os
Righteous Brothers, é listada como a música que mais tocou nas rádios
norte-americanas no século 20. Em 2004, a revista Rolling Stone o classificou
na posição de número 63 dos “Maiores Artistas de Todos os Tempos”. Sua
importância é única para a música: produziu The Ronettes, uma das
melhores girl groups da história, colaborou com músicos do
calibre de Beatles, John Lennon, George Harrison, Leonard Cohen e Ramones.
Produziu mais de 25 sucessos entre 1960 e 1965. Mas em 3 de Fevereiro de 2003,
Spector manchou seu currículo ao matar a atriz Lana Clarkson com um tiro na
boca. “Eu acho que matei alguém”, disse o produtor ao seu
motorista. Promotores descobriram que ele já havia ameaçado antes quatro
mulheres com sua arma, após as mesmas o terem rejeitado. Ele foi condenado a
passar, no mínimo, 19 anos na cadeia antes de poder pedir liberdade
condicional.
Telenovelas
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Os dias de ostracismo e de esforço
para sair da sombra pareciam ter chegado ao fim. A atriz Daniella
Perezdespontava como uma promessa da televisão brasileira, com a
personagem Yasmin, na novela “De Corpo e Alma”, cuja autora era sua mãe, Glória
Perez. Mas a carreira de Daniela foi bruscamente interrompida no dia 28 de
dezembro de 1992. Ela foi morta com 16 golpes de tesoura pelo ator Guilherme de
Pádua (que interpretava Bira, seu par romântico na novela) e pela esposa dele,
Paula Thomaz, que tinha ciúme das cenas entre Pádua e Daniela e queria uma
“prova de amor”. O crime chocou o país de tal forma, que o homicídio
qualificado foi incluído em 1994 no rol de crimes hediondos. Cada um dos
autores foi condenado a 19 anos de prisão, mas em 2002 eles receberam indulto.
Guilherme vive atualmente em Belo Horizonte, e Paula Thomaz mudou o nome para
Paula Nogueira e leva uma vida normal no Rio de Janeiro. “Há mais de
dez anos, aquelas duas pessoas mataram Daniela de forma brutal, cruel e
covarde. E agora esses assassinos podem andar por aí soltos! E pior: se
voltarem a cometer um crime, terão a ficha limpa,” comentou a mãe da
atriz.
A atriz Dorinha Duval fez
sucesso nas décadas de 1940 a 1970 e participou de sucessos da TV, como
“Adoro a Dora” (ao lado de Daniel Filho, seu segundo marido e pai de sua filha,
a também atriz Carla Daniel), o seriado “002 contra o Crime”, e como animadora
de “Nunca aos Domingos”. Nos anos 70, fez a caipira Diva, na novela “Selva de
Pedra”, e a malvada Cuca, de “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, ambas da Rede
Globo. Por isso ninguém quis acreditar quando, no dia 5 de outubro de 1980, ela
matou seu marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia, com três tiros. O motivo:
ela tinha 16 anos a mais que Garcia e um dia ele teria dito, entre carícias,
que ela estava velha. Ela disse que faria plástica, e o marido provocou: “Não
quero mulher remendada”. Em 1983, foi condenada a 18 anos de prisão,
mas a sentença foi anulada. Em 1989, foi condenada a seis anos em regime
semi-aberto. Ficou presa por oito meses. O crime sepultou sua carreira na TV.
Dorinha Duval tem hoje 86 anos, é artista plástica e mora no Leme.
Estudamos
aqui assassinos e assassinados, a Trajetória da Vida de personagens, de Heróis
e Escravos (assassinados), de Monstros (assassinos) que pertencem a todos no
mundo de associações da Trajetória da Vida, mas que dependem da Educação para
que se estruturem, se desenvolvam e se manifestem, e até se transformem
deixando de ser o que eram até agora, sejam Heróis e Escravos ou Monstros!
Jacques-Marie Émile Lacan (Paris,
13 de abril de 1901 — Paris, 9 de setembro de 1981) foi um psicanalista
francês.
Formado em Medicina, passou da
neurologia à psiquiatria, tendo sido aluno de Gatian de Clérambault. Teve
contato com a psicanálise através do surrealismo e a partir de 1951, afirmando
que os pós-freudianos haviam se desviado, propõe um retorno a Freud. Para isso,
utiliza-se da linguística de Saussure (e posteriormente de Jakobson e
Benveniste) e da antropologia estrutural de Lévi-Strauss, tornando-se
importante figura do Estruturalismo. Posteriormente encaminha-se para a Lógica
e para a Topologia. Seu ensino é primordialmente oral, dando-se através de
seminários e conferências. Em 1966 foi publicada uma coletânea de 34 artigos e
conferências, os Écrits (Escritos). A partir de 1973 inicia-se a publicação de
seus 26 seminários, sob o título Le Séminaire (O Seminário), sob a direção de
seu genro, Jacques-Alain Miller.
Sua primeira intervenção na
psicanálise é para situar o Eu como instância de desconhecimento, de ilusão, de
alienação, sede do narcisismo. É o momento do Estádio do Espelho. O Eu é
situado no registro do Imaginário, juntamente com fenômenos como amor e ódio. É
o lugar das identificações e das relações duais. Distingue-se do Sujeito do
Inconsciente, instância simbólica. Lacan reafirma, então, a divisão do sujeito,
pois o Inconsciente seria autônomo com relação ao Eu. E é no registro do
Inconsciente que deveríamos situar a ação da psicanálise.
Esse registro é o do Simbólico, é o
campo da linguagem, do significante. Lévi-Strauss afirmava que "os
símbolos são mais reais que aquilo que simbolizam, o significante precede e
determina o significado" , no que é seguido por Lacan. Marca-se aqui a
autonomia da função simbólica. Este é o Grande Outro que antecede o sujeito, que
só se constitui através deste - "o inconsciente é o discurso do
Outro", "o desejo é o desejo do Outro".
O campo de ação da psicanálise
situa-se então na fala, onde o inconsciente se manifesta, através de atos
falhos, esquecimentos, chistes e de relatos de sonhos, enfim, naqueles
fenômenos que Lacan nomeia como "formações do inconsciente". A isto
se refere o aforismo lacaniano "o inconsciente é estruturado como uma
linguagem".
O Simbólico é o registro em que se
marca a ligação do Desejo com a Lei e a Falta, através do Complexo de
Castração, operador do Complexo de Édipo. Para Lacan, "a lei e o desejo
recalcado são uma só e a mesma coisa". Lacan pensa a lei a partir de
Lévi-Strauss, ou seja, da interdição do incesto que possibilita a circulação do
maior dos bens simbólicos, as mulheres. O desejo é uma falta-a-ser metaforizada
na interdição edipiana, a falta possibilitando a deriva do desejo, desejo
enquanto metonímia. Lacan articula neste processo dois grandes conceitos, o
Nome-do-Pai e o Falo. Para operar com este campo, cria seus Matemas.
É na década de 1970 que Lacan dará
cada vez mais prioridade ao registro do Real. Em sua tópica de três registros,
Real, Simbólico e Imaginário, RSI, ao Real cabe aquilo que resiste a
simbolização, "o real é o impossível", "não cessa de não se
inscrever". Seu pensamento sobre o Real deriva primeiramente de três
fontes: a ciência do real, de Meyerson, da Heterologia, de Bataille, e dos
conceitos de realidade psíquica e de pulsão, de Freud. O Real toca naquilo que
no sujeito é o "improdutivo", resto inassimilável, sua "parte
maldita", o gozo, já que é "aquilo que não serve para nada". Na
tentativa de fazer a psicanálise operar com este registro, Lacan envereda pela
Topologia, pelo Nó Borromeano, revalorizando a escrita, constrói uma Lógica da
Sexuação ("não há relação sexual", "A Mulher não existe").
Se grande parte de sua obra foi marcada pelo signo de um retorno a Freud, Lacan
considera o Real, junto com o Objeto a ("objeto ausente"), suas
criações.
No Brasil, um dos principais
pioneiros da psicanálise lacaniana é MD Magno, fundador do Colégio Freudiano do
Rio de Janeiro, em 1975, bem como Célio Garcia, um dos primeiros a introduzir o
pensamento de Lacan na Universidade, em Minas Gerais. O trabalho de Lacan
exerce forte influência nos rumos do tratamento psíquico, inclusive na
definição de políticas de saúde mental, especialmente no Brasil.
Ao lidar com um parceiro substituto
do objeto paterno, trata-se, para ele, como frequentemente aparece nas
fantasias e sonhos dos homossexuais, de desarmá-lo, de humilhá-lo. Por outro
lado, a exigência de encontrar no parceiro o órgão peniano, corresponde à
posição primitiva ocupada pela mãe, que dita a lei ao pai. O homossexual
desafia seu parceiro para saber se o pai tem ou não tem. Na medida em que o pai
se mostra verdadeiramente apaixonado pela mãe, ele fica sob a suspeita de não
ter.
Enfim, o medo pavoroso de ver o
órgão da mulher deve ser entendido, segundo Lacan, para além da idéia de
castração que ele sugere. O que os paraliza diante do órgão da mulher é
precisamente a suposição de que ele ingeriu o falo do pai. O que é temido na
penetração é justamente o encontro com esse falo paterno. Para além do perigo
da vagina dentada, que também existe, trata-se da vagina temida por conter o
falo hostil, absorvido pela mãe, cuja potência ela detém no órgão feminino.
Trata-se pois de uma situação
estável, não dual, cheia de segurança, a três. É por considerá-la uma relação
dual que, segundo Lacan, os analistas não chegam a elucidá-la. Mesmo havendo as
mais estreitas relações com a mãe, a situação só tem importância pela relação
com o pai. O que deveria ser a mensagem da lei é justamente o contrário, e
mostra estar nas mãos da mãe. A mãe detém a chave, porém de um modo muito mais
complexo do que a noção da mãe provida de um falo. Se o homossexual se
identifica com ela não é por ela ter ou não ter o falo, mas por deter as chaves
da situação que prevalece na saída do Édipo, onde se julga quem detém o poder
do amor, diz Lacan.
A homossexualidade masculina é
então um disfuncionamento do segundo tempo do Édipo, que é essencialmente a
inversão da metáfora paterna: é a mãe que dita a lei ao pai. O pai como
privador da mãe fracassa. O que tem como resultado: "é a mamãe que o
tem" (recusa da castração).
Esses
sonhos e fantasias homossexuais de desarmá-lo e de humilhá-lo e a exigência de
encontrar o órgão peniano faz do futebol um meio propício ao homossexualismo
segundo esta teoria lacaniana.
Já
segundo Mattanó, o futebol vai mais além e é construído pelas Inteligências Emocional,
Psicomotora, Interpessoal, Intrapessoal, Naturalística, Lingüística, Corporal e
Territorial de modo que o homossexualismo torna-se apenas efeito da Evolução da
Estruturação do Inconsciente como uma linguagem. O Futebol deve-se as
Inteligências e ao Inconsciente e o homossexualismo deve-se a linguagem que
estrutura o Inconsciente.
O Futebol é um esporte coletivo.
Este esporte exige esforço físico, afetivo e mental. Seus participantes,
equipe-técnica e jogadores, devem se adequar as suas regras padronizadas
universalmente para o sucesso de suas tarefas. Seus objetivos são marcar gols
ou ganhar pontos na tabela de pontuação dos Campeonatos ou se manter líder ou
classificado e avançar as fases até a grande final e decisão do título. Podemos
ver o Futebol como o esporte onde há grande esforço físico e mental, depois
afetivo, a afetividade é sentida em casos de Campeonatos Internacionais e ou
Grandes Decisões. A afetividade também é explorada no início e no fim da
carreira dos atletas, é como se isso também fossem ¨grandes decisões¨ que vão
marcar as suas vidas e histórias e de suas famílias, seus povos e nações. O
esforço físico é a exigência para ser atleta, correr, saltar, disputar um lance
ou jogada, cobrar um falta, etc.. E o esforço mental é aquele que recai sobre a
vida e a saúde-mental do atleta sobretudo nas Grandes Decisões e nas outras
¨grandes decisões¨ da vida inclusive o casamento e a família, o prazer e o
sofrimento oriundo do seu trabalho e esforço.
O
Futebol pode ser visto como um Campo Espiritual onde o Campo é um parte da
Terra e os jogadores são os escolhidos para uma missão, no campo os jogadores
dispõem-se organizadamente para defenderem suas metas e alcançarem seus
objetivos, vencer a partida! O Técnico é o líder ¨espiritual¨ e os atletas seus
seguidores, o goleiro é o homem da porta do Céu e dos Infernos, os zagueiros
são os Anjos Guardiões ou a base da sociedade espiritual cristã, o meio-campo
são os Anjos Mensageiros ou aqueles que fazem a ligação entre os dois extremos
do campo, e os atacantes são os Anjos Vingadores ou aqueles que empenham
Espadas para derrotar o homem da porta do Céu e dos Infernos, o goleiro! Quando
enfrentamos zagueiros enfrentamos Anjos Guardiões ou mesmo Grandes Montanhas e
quando atacamos sem que haja zagueiros pela frente enfrentamos Grandes
Desertos, devemos aprender a enfrentar Montanhas e Desertos, Obstáculos e
Facilidades, ambos os casos são problemáticos e exigem esforço e trabalho,
consciência, precisamos de um líder ¨espiritual¨, mas precisamos muito mais do
que isto, precisamos de Deus. Pois precisamos todos nos defendermos desde o
início da prática dos esportes, e em particular, do Futebol. Como as crianças
se defendem?
No Futebol podemos deslumbrar um
Campo de Força donde cada atleta representa um Vetor que se movimenta e que
movimenta o jogo e os outros atletas comunitariamente para vencer, perder ou
empatar a Partida e o Campeonato em disputa. Esse Vetor é Individual através da
Força e Movimento de cada atleta e Coletivo através da Gestalt ou Forma/Configuração
que se forma e se orientam os atletas de cada equipe. São os Vetores Individual
e Coletivo em grande parte os responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso de
cada equipe, pois eles determinam o Movimento físico e da psique ou da
consciência e da socialização inclusive da filosofia e espiritualidade, vida e
universo a quem pertencem cada atleta e cada equipe. Com o Movimento nota-se
que melhor é o atleta que tem melhor Movimento físico, psíquico, social,
filosófico, espiritual, da vida e do universo pois é mais Inteligente e age
psicomotoramente e pensa mais rápido e com mais eficiência e precisão. Futebol
depende do Movimento do atleta e do jogo e da bola, depende do Vetor Individual
e Coletivo e de sua Força e da Capacidade de cada atleta e de cada equipe de
lidar com o Vetor Individual e Coletivo de sua equipe e da equipe adversária.
Como se defendem as crianças
desde a vida intra-uterina? Como se
desenvolvem essas defesas? Como pode ser essa defesa? Porque as crianças se
defendem assim e não de outros modos e maneiras? Afinal, como é isso? As
crianças crescem e aprendem a se defender desde a vida intra-uterina até a
adolescência através da ingenuidade. A ingenuidade pode se desenvolver através
de 5 Fases, elas:
1ª)
Biológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
orgânicos, das respostas sensório-motoras, da imunidade, dos sinais vitais;
2ª)
Psicológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
psíquicos, através da passividade e da atividade, da consciência e do
inconsciente, da inteligência intrapessoal;
3ª)
Sociológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
sociais, das formas de domínio e poder entre os indivíduos e grupos sociais;
4ª)
Filosófica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos de
querer se conhecer e a sua origem, quando ainda não teve formação Espiritual
como o Catecismo;
5ª)
Espiritual: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
espirituais, quando já há uma formação da Espiritualidade como o Catecismo.
Mas
o que é a ingenuidade? A ingenuidade é estar desligado, ou não conseguir
captar, assimilar e acomodar determinadas informações, seja reprimindo, se
distanciando, fugindo, se esquivando, ou simplesmente não conseguindo compreender parcialmente ou
coisa alguma, não conseguindo vencer ou efetuar determinados processos
biológicos (como em casos de vírus), psicológicos (como no caso do medo e do
ódio), sociológicos (como em caso de problemas sociais como guerras e
revoltas), filosóficos (como em caso de filosofias destrutivas e proibidas), e
espirituais (como no caso de seitas que levam a morte ou degradação dos valores
sociais, familiares e da vida e paz).
A
ingenuidade e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, atravessa ou afeta os
fenômenos da alfabetização através da Ingenuidade Biológica, Psicológica,
Sociológica, Filosófica e Espiritual, a alfabetização consiste no aprendizado
do alfabeto e de seus modos de
utilização como código de comunicação, inclusive nossas escolhas e seus
fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como
assassinados) ou Monstros (assassinos). A alfabetização é definida como um
processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse
processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas
(codificação e decodificação) do acto de ler, mas na capacidade de interpretar,
compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento. Todas essas
habilidades citadas anteriormente só serão materializadas se os alunos tiverem
acesso a todos os tipos de portadores de textos. O aluno precisa encontrar os
usos sociais da leitura e da escrita. A alfabetização e a prática dos esportes
e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e seus processos, cerca também o
desenvolvimento de novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma
maneira geral.
A alfabetização e a prática dos
esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, de uma pessoa promove sua
socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas
simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades
oferecidas pelas instituições sociais, inclusive nossas escolhas e seus
fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como
assassinados) ou Monstros (assassinos). A alfabetização é um fator propulsor do
exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um
todo.
A incapacidade de ler e escrever é
denominada analfabetismo, enquanto que a incapacidade de interpretar textos
simples é chamada analfabetismo funcional ou semianalfabetismo.
A
alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, os seus processos são afetados
pelos processos da Ingenuidade
Biológica, Psicológica, Sociológica, Filosófica e Espiritual que ajudam a
construir e a elaborar a adaptação e a memória do ser humano, inclusive nossas
escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos
(como assassinados) ou Monstros (assassinos).
A
ingenuidade e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, marca a adaptação através das
marcas durante a psicossexualidade.
A adaptação e a memória que se faz
pela adaptação e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os
Vetores Educam, seus processos, na
infância e no Desenvolvimento da Ingenuidade Biológica, Psicológica,
Sociológica, Filosófica e Espiritual marcam a alfabetização e seus processos, a
adaptação biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como
Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), e assim sugere a transcendência pela Psicanálise
que não está vinculada ao id que é o componente arcaico e inconsciente do nosso sistema de energias mentais que dá
forma aos nossos comportamentos, apenas em casos de psicose. Do id emanam os
impulsos cegamente devotados à gratificação direta ou indireta, mas o mais
bastante possível e imediato do instinto sexual (libido), vinculado
estreitamente às necessidades primárias da pessoa como a fome, a sede, o sexo,
etc., o id é o verdadeiro inconsciente e a parte mais profunda da mente. Ele
ignora o mundo exterior, seu objeto único de interesses é o corpo, sendo
dominado pelo princípio do prazer, o instinto de vida e de auto-preservação. A
gratificação pelo princípio do prazer se dá de forma direta (beber água, por
exemplo), ou indireta como a alucinatória (através de fantasias), falo de uma
transcendência de forma direta e outra alucinatória. A fantasia não se
distingue da realidade, portanto, a satisfação do prazer pode ser imediata.
Assim a adaptação pode ser direta ou indiretamente, entendo adaptação às
necessidades primárias da pessoa quando crianças antes da castração ou em
psicóticos, aqui a transcendência pode ser direta ou indireta, a adaptação e a
transcendência dependem dos fenômenos biológicos, psicológicos, socilógicos,
filosóficos e espirituais. Com o
desenvolvimento do ego, o indivíduo acaba se tornando consciente das exigências
da realidade (princípio de realidade); e quando se estabelece o superego, a moral, o nome do pai, o sujeito passa a ter
consciência das satisfações ideais. Mas há Eros, a pulsão total de vida
(auto-conservação), e Tanatos, a pulsão de morte (autodestruição). Deste modo
lidamos com Eros e Tanatos e o id, o ego e o superego em nossas relações
inconscientes e conscientes conosco e com os outros objetos de desejo e satisfação
através da marca e de como isso fica arranjado, organizado na vida mental, na
unidade mental e comportamental da pessoa, isto é o que prevalece para cada
sujeito, nestes casos a transcendência é consciente.
A adaptação é a linguagem do
inconsciente e que dá forma ao inconsciente e aos anseios instintivos da
libido. Assim surgem grandes e pequenos monstros que aprendemos a domar durante
o desenvolvimento psicossexual da libido da pessoa. Esta adaptação evoca a
transcendência pela linguagem do inconsciente que acaba por evocar outros
monstros grandes ou pequenos que dependem da infância e a prática dos esportes
e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e
sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor
Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol
e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do
homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, e do Desenvolvimento da
Ingenuidade e da alfabetização e de seus processos, inclusive nossas escolhas e
seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como
assassinados) ou Monstros (assassinos).
A
adaptação faz o neurótico, o psicótico, o boderline, o psicopata. Ela faz parte
do desenvolvimento da personalidade oral: característica prepotente,
dominadora, voraz, cobiça, inveja e otimismo; da personalidade anal:
característica de vaidade, desconfiança, ambição, generosidade sem amor
(ligadas à evacuação), meticulosidade, parcimônia, amor ao método, obstinação,
avareza (ligadas à retenção das fezes); da personalidade fálica: característica
de ostentação, prodigalidade sem conotações generosas ou altruístas,
necessidade de afiliação, narcisismo e atividades lúdicas (jogos, competições
esportivas, concursos de beleza, etc.); período de latência: característica de
declínio e extinção do complexo de Édipo e o desenvolvimento do superego, é o
intervalo entre o estágio de sexualidade infantil e o de sexualidade normal
adulta; e da personalidade genital: característica de potência fisiológica e
capacidade de amor em termos adultos, são o equilibrado, ajustado e saudável.
A
cada estágio psicossexual lidamos com a adaptação, com a infância, com a
linguagem e talvez muito com a alfabetização e a prática dos esportes e do
Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, e o Desenvolvimento da
Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como
Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), e assim com a
memória e a transcendência que se
caracteriza pela pulsão de morte ou de autodestruição, a morte, e com a
decência ligada ao amor, a Eros, a pulsão de vida. Esta é à base da organização
da personalidade e da humanidade! Como lidamos com a indecência e com a
decência ligadas a vida e a morte, a auto-preservação e a autodestruição,
processos evolutivos e selecionados naturalmente.
Já
o adulto desiquilibrado, desajustado e/ou doente lida de modo anormal com a
adaptação e com sua infância, suas memórias e marcas, com sua alfabetização e a
prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e seus processos, e
seu Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica,
filosófica e espiritual, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos
construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou
Monstros (assassinos), não consegue transcender, tornando-se desadaptado e
assim pode se tornar um viciado, violentador, agressor, criminoso, delinqüente
ou ensimesmado e possuir ainda as outras características de sua personalidade
lidando com monstros que surgem com a não satisfação adequada de nossas
necessidades primárias ou instintivas do id.
Abordarei os aspectos psicanalíticos
ligados aos nossos Monstros através da explicação da fantasia que é uma
formação de imagens mentais de cenas e de seqüências de cenas ou experiências que
não existiram no mundo real ou que se
passaram de modo diverso do fantasiado.
Segundo Susan Isaacs as fantasias assumem
tais pressupostos, conforme Álvaro Cabral e Eva Nick:
1. ¨As fantasias são o conteúdo
primário dos processos mentais inconscientes e representam anseios instintivos
em relações objetais;
2. São representantes psíquicos dos
instintos da libido e, no início do desenvolvimento da criança, passam a ser
elaboradas como defesas, realizações de desejos e conteúdos de ansiedade;
3. O conceito, postulado por
Freud, de ¨realização alucinatória de
desejo¨, sua ¨identificação primária¨, a ¨introjeção¨ e a ¨projeção¨ constituem
a base da vida da fantasia;
4. Através da experiência externa,
as fantasias tornam-se suscetíveis de expressão, mas não dependem dessa
experiência para existir, nem das palavras, embora possam exprimir-se por
palavras, em certas condições;
5. As fantasias primitivas são
experimentadas através das sensações; mais tarde, assumem forma de imagens
plásticas e representação dramáticas;
6. Têm efeitos psíquicos e
corporais, por exemplo, nos sintomas de conversão, no caráter e personalidade,
nos sintomas neuróticos, inibições e sublimações;
7. As fantasias inconscientes
constituem o elo operativo entre os instintos e os mecanismos do ego. (apud
Susan Isaacs, A Natureza e Função da Fantasia).
Assim nossos Monstros constituídos
através das fantasias representam anseios instintivos da libido em nossas
relações objetais, no início da vida é uma defesa, realizações de desejos e
conteúdos de ansiedade, são realizações alucinatórias de desejos, possuem uma
representação primária, uma relevante introjeção e projeção, podem serem
realizadas através da experiência externa, mas podem serem realizadas através
das palavras, porém para existir não dependem da realidade externa e das
palavras, primeiramente são sensações e depois assumem formas e representações
dramáticas, produzem efeitos psíquicos e corporais e são o elo operativo entre
os instintos e os mecanismos do ego. Nossos Monstros são um mergulho profundo
em formas e representações dramáticas das profundezas da nossa vida mental
instintiva que visa nos defender e proteger pelo ego, mediador, intermediador
das energias mentais do id e do superego. É através do ego que aprendemos tudo sobre
a realidade externa e nos orientamos no sentido de evitarmos estados dolorosos,
ansiedades e punições e é deste modo que lidamos com os Monstros instintivos
durante nossa vida e evitamos a nossa destruição e a dos outros.
Monstros e fantasias se relacionam
profundamente pois ambos possuem o estado instintivo e a realização de desejos
instintivos. Referem-se a estados da infância como na alfabetização e seus
processos e ao Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica,
sociológica, filosófica e espiritual.
Monstros surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias
ou instintivas como a fome, a sede, o ar, a atividade, o sexo, os cuidados
maternos, as secreções, urina e fezes, evitar a dor, o calor e o frio, a
segurança. E assim se não conseguimos transcender surgem grandes e pequenos
Monstros que nos atormentam e nos destróem com lutas invencíveis e guerras,
horrores e holocaustos se não tivermos nossos direitos, deveres, obrigações e
privilégios assegurados pela organização humana.
O sofrimento causa-nos sentimentos
de perda e de reparação levando-nos a justiça ou a vingança, assim a destruição
e/ou a auto-destruição como nas guerras e nas violências, a paz é a
reorganização social humana desse processo de sofrimento unicamente humano e
afetivo, pois o homem é um animal emocional, as guerras e violências só existem
por causa das nossas emoções e sentimentos, da nossa afetividade, somos o
animal mais evoluído na escola filogenética por isso temos mais afetos e
devemos aprender a lidar com eles para vivermos bem e em paz, com fraternidade
e esperança num futuro melhor que pode e é construído diariamente,
momento-a-momento com a Educação.
Deste
modo a adaptação a psicossexualidade e a
alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas
durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, ao Desenvolvimento da
Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como
Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) leva a
transcendência oriunda dos modos de miséria, caridade e trabalho, forças que
impelem o ser humano a atividades de abuso, força, violência e exploração,
senão outrora também, guerras, conflitos, holocaustos, catástrofes, crimes,
horrores contra a humanidade, propagação de doenças biológicas e ecológicas,
psicológicas, físicas, químicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais de modo
a impelir o ser humano as atividades Educativas e de Fraternidade em busca de
Amor e de Justiça para que haja um sentimento de renascimento e a vida prossiga
seu rumo evolutivo naturalmente e socialmente.
Também
podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da
vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o
Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física,
a Química, a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, restando somente Deus
e o Reino de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! O Apocalipse Universal
poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam
o nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus
ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por
exemplo!
A
psicossexualidade está em desenvolvimento até a fase genital e o
desenvolvimento das sublimações, porém o Desenvolvimento da Ingenuidade começa
na vida intra-uterina e continua por toda a vida, ela e a Ingenuidade em
desenvolvimento, biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
desde a Concepção e o Herói até a Liberdade
para Se Viver e Ensinar a Viver onde a Ingenuidade assume outra representação
oriunda do desenvolvimento das sublimações após a fase genital, assim o
Desenvolvimento da Ingenuidade não para e está em constante movimento.
A
alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, inclusive nossas escolhas e
seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como
assassinados) ou Monstros (assassinos) devem alcançar a liberdade. Somente
através da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis é que alcançaremos a
Liberdade Para Se Viver e Ensinar a Viver em nossos processos da alfabetização
livrando-nos do poder do id e do superego que ampliam e trazem sofrimento as
pessoas nos processos da linguagem e da alfabetização, a Liberdade Para Se
Viver e Ensinar a Viver envolve uma Educação Bancária, Educação
Libertadora, Contextualização e um
distanciamento compreensivo associado de um Niilismo Educativo ou mesmo através
da Educação por Episódio Verbal Incompleto ou Educação por Episódio Verbal
Completo ou mesmo uma Educação Plástica para a alfabetização e a prática dos
esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que
paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela
significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas
durante o jogo, os Vetores Educam,
seus processos de nossas pessoas, adultos, jovens e crianças, ou seja,
em qualquer momento da vida se já estivermos desenvolvidos e crescidos,
amadurecidos e mielinizados, preparados organicamente para a educação, assim
podemos ser alfabetizados e ter melhores condições para alcançar a Liberdade ou
a Liberdade Para Se Viver e Ensinar a Viver.
Sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor
Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol
e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do
homossexualismo, os Vetores Educam e
asseguram a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, garantido assim as
regras ou contingências do jogo ou partida de futebol e o seu pleno acontecimento,
preparação, início, meio e fim, e os Direitos, Deveres, Obrigações e
Privilégios do Público, da Massa, da Multidão, Telespectadores, Ouvintes, da
Opinião Pública, dos Atletas, dos Árbitros e de toda a Equipe-técnica, e dos
Comunicadores, Autoridades e Policiais.
Lacan
deixou a análise Biológica para a análise da Linguagem e Mattanó passou para a
análise Universal, inclusive abordando a Telepatia como fenômeno da Evolução
Bio-Psico-Cultural, Espiritual, da Vida e do Universo, otimizando as contingências filogenéticas,
ontogenéticas, culturais, espirituais, da vida e do universo.
Sujeito
e Significante:
Temos, portanto, diante de nós os
termos sujeito e significante. Tratemos de definir cada um deles a fim de
posteriormente analisarmos a relação atávica que Lacan defende que exista entre
ambos.
Sujeito como lugar vazio
O conceito de sujeito, como
qualquer estudante de ciências humanas deveria saber, não é uma noção unívoca,
ou seja, comporta uma diversidade de interpretações e definições. No campo
filosófico, o termo sujeito é elevado ao estatuto de conceito a partir do
pensamento de René Descartes. Como foge aos nossos propósitos, analisar o
conceito de sujeito em Descartes em todas as suas particularidades, serei
bastante sucinto ao falar dele, mesmo correndo o risco de simplificá-lo
demasiadamente.
Assim, o sujeito cartesiano poderia
ser identificado ao eu, realidade supostamente irredutível, pois, segundo
Descartes, sua existência não poderia ser posta em dúvida, já que o próprio ato
de duvidar pressuporia um sujeito. No domínio da linguística, diz-se que
sujeito é o elemento de uma sentença que sofre a predicação. Em outras
palavras, o sujeito é aquilo ao qual atribuímos ou negamos determinadas
características.
Observe que tanto do ponto de vista
cartesiano quanto linguístico, o termo sujeito é um lugar vazio. Com efeito,
para Descartes, tudo o que se diz a respeito de alguém pode ser colocado em
dúvida pelo próprio sujeito. Qualquer atributo que sobre ele recaia não pode
lhe servir como representante último, pois o próprio sujeito possuiria a
capacidade de colocar o mérito do qualificativo em xeque e, se necessário,
descartá-lo. Nesse sentido, o sujeito constitui-se em um lugar a priori vazio.
Ocorre o mesmo com a noção linguística de sujeito: a palavra “Pedro”
considerada isoladamente não possui sentido algum. Só adquire significação
quando atribuímos a ela algum predicado, como na sentença “Pedro é um aluno.”.
Portanto, o sujeito “Pedro” considerado em si mesmo é um lugar inicialmente
vazio a ser preenchido com predicados.
Signo, significante, significado:
Ora, o que são predicados senão
palavras, significantes? A noção de significante utilizada por Lacan é
proveniente de Ferdinand de Saussure, um linguista que propôs uma visão
estruturalista da linguagem. Para Saussurre, a linguagem seria formada por
elementos chamados signos. Esses, por sua vez, seriam compostos de duas
dimensões, unidas arbitrariamente, ou seja, em função do acaso, a saber: o
significante e o significado. O significante seria a parcela material do signo
linguístico (o som da palavra, por exemplo). Já o significado seria o conceito,
o sentido, a ideia associada ao significante. A teoria da linguagem de Saussure
é estrutural porque pressupõe que o valor de um determinado signo não é dado a
priori, mas depende da relação com os demais signos do sistema linguístico.
Lacan, guiado pela experiência com
as formações do inconsciente (sonhos, lapsos, chistes, atos-falhos, etc.)
reinventa a proposta original de Saussure, argumentando que a linguagem seria
constituída essencialmente de significantes e não de signos e que o significado
não teria – ainda que arbitrariamente produzida – uma relação fixa com o
significante. Para Lacan, a experiência psicanalítica teria demonstrado que o
significado é extremamente volátil, evanescente, como um fluido que desliza ao
longo da cadeia de significantes. Nesse sentido, a noção de signo deveria ser
relativizada, já que uma relação mais ou menos fixa entre significante e
significado estaria restrita a um dado contexto. Por outro lado, na linguagem
como um todo, isto é, no lugar do Outro, só existiriam significantes. Aliás,
Lacan define o Outro precisamente como “tesouro dos significantes”.
Percebemos
que no lugar do Outro só existiriam significantes que são justamente o som da
palavra e o significado estaria associado ao som da palavra, seria o conceito
da palavra, o Outro seria o objeto. Assim um ¨resíduo auditivo¨ seria e teria o
poder de um significante que geraria um novo significado no lugar do objeto ou
do Outro, está explicada a Teoria da
Pulsão Auditiva de 1995 de Osny Mattanó Júnior.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 23 de junho de 2016.
2.
Psicologia Cognitiva Transcendental Social
CRIMES HISTÓRICOS: CELEBRIDADES
ASSASSINAS | ASSASSINADAS
Celebridades são muitas vezes
endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio;
um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama.

por O AprendizDecember 6, 2015
Duas coisas chocam os seres
humanos: violência e o medo provocado por celebridades.
A violência, é claro, está ao nosso
redor, faz parte de nossa realidade e, provavelmente, as pessoas gostam de
falar e ler sobre para tentar fazê-la compreensível. Por que cabeças e olhos se
dirigem entusiasticamente quando há um horrível acidente na estrada? Por quê a
violência é um produto de sucesso na TV e literatura?
Do tapete vermelho do Oscar aos
sites de fofocas sensacionalistas, a obsessão pelas celebridades está em todo
lugar. “Em nossa sociedade, celebridades agem como uma droga”,
citou o psicólogo James Houran, estudioso do fenômeno. Quando celebridades e
violência se encontram, temos então uma mistura altamente volátil e poderosa.
Uma coisa é a celebridade X aparecer em um filme, outra totalmente diferente é
ela matar alguém ou ser assassinada. O interesse por ela aumenta
exponencialmente. O julgamento do século 20 nos Estados Unidos foi o de O.J.
Simpson, famoso jogador de futebol americano e ator de cinema que foi acusado
de matar sua ex-mulher e um amigo dela. Ele era famoso, mas certamente nunca
havia recebido tanta atenção da mídia quanto na época em que foi preso e
julgado. Já no Brasil, na década de 1990, a mídia citou o julgamento do ator de
novelas Guilherme de Pádua como o nosso “julgamento do século”. Recentemente
tivemos o caso do velocista Oscar Pistorius, cujo julgamento pelo assassinato
da namorada foi televisionado e coberto de forma tão abrangente como nunca
havia sido antes toda sua carreira.
Celebridades são muitas vezes
endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio;
um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama. Sem
equilíbrio emocional, muitas celebridades se deixam levar por sorrisos e
palavras falsas, caem na devassidão, e acabam achando que é o próprio Deus.
Para muitos de nós pode parecer chocante saber que alguém que vemos como
celeste possa cometer atos abomináveis: assassinato, por exemplo.
Por outro lado, por serem figuras
públicas, celebridades muitas vezes se tornam alvos fáceis. Quem nunca ouviu
falar do perturbado John W. Hinckley e sua obsessão pela atriz Jodie Foster? O
que dizer então dos sorrisos falsos que se aproximam para conseguir algo em
troca?
Este post compila 35 casos de
celebridades assassinas ou assassinadas. Os motivos por trás dos casos são os
mais variados. Alguns foram mortos por apenas serem famosos; já outros tiveram
o azar de estar no lugar e hora errados. Do outro lado, e assim como assassinos
comuns, celebridades homicidas matam pelos mais variados motivos: por acharem
estar acima do bem e do mal; acesso de raiva; por se envolverem com pessoas
erradas…
Cinema
.
Um dos maiores astros do cinema
mudo, Roscoe “Fatty” Arbuckle atuou ao lado de nomes
consagrados como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Mabel Normand. Alguns de seus
mais notáveis filmes incluem “His Wedding Night”,“Conney Island” e “Out
West”. No auge de sua carreira, contratado pela Paramount e ganhando
incríveis 1 milhão de dólares anuais (valor aberrante para a época), em 5 de
Setembro de 1921, Roscoe alugou dois quartos no Hotel St. Francis, em São
Francisco, e convidou várias mulheres para uma festa. Uma delas era a atriz
Virginia Rappe, famosa por aparecer em vários filmes do diretor e produtor
austríaco Henry Lehrman. O que aconteceu nesta festa até hoje é um mistério.
Rappe saiu do hotel direto para o hospital e afirmou à polícia que havia sido
violentamente agredida pelo astro Roscoe, que a estuprou repetidamente. Ela
morreu uma semana depois. Na época, foi teorizado que Roscoe pode tê-la
estuprado com uma garrafa de Coca Cola ou Champagne, causando a ruptura da
bexiga. A morte da jovem atriz pelo famoso astro chocou os americanos e o caso
se tornou o primeiro grande evento midiático criminal da história de Hollywood.
Roscoe Arbuckle foi absolvido em três julgamentos e o caso nunca foi
oficialmente esclarecido. Mas sua carreira praticamente acabou devido ao
escândalo, com seus filmes sendo banidos das salas de cinema e os estúdios
correndo de seu nome. Ele se entregou ao alcoolismo e passou a viver na
obscuridade. Doze anos depois, ele conseguiu um contrato por um grande estúdio,
a Warner, para dirigir um longa metragem. Ele parecia ressurgir das cinzas, mas
no dia em que assinou o contrato com a Warner, e talvez devido à grande
excitação por voltar ao mundo que pertencia, Roscoe Arbukcle sofreu um infarto
fulminante, falecendo aos 46 anos de idade.
O ator e diretor de Hollywood
natural da Irlanda William Desmond Taylor acompanhou
várias estrelas do cinema, entre as quais Mabel Normand e Mary Miles
Minter. Ele dirigiu 59 filmes mudos entre 1914 e 1922 e atuou em 27 entre
1913 e 1915. Sua carreira no cinema mudo tornou-o uma figura popular na
indústria emergente de Hollywood na década de 1910 e início de 1920. Em 1922,
ele era o principal diretor da Famous Players-Lasky, subsidiária da Paramount,
quando foi encontrado morto por seu mordomo. Taylor mantinha um romance com a
atriz Mary Miles Minter, e a mesma estava sendo preparada por ele para
substituir a “Queridinha da América” Mary Pickford nos papéis de moça ingênua.
A mãe de Mary Miles era contra o romance e ameaçou matar o diretor caso ele
continuasse a se encontrar com sua filha. O assassinato de Taylor nunca foi
solucionado, pôs fim à sua vida e à carreira de Mary Miles, pois o público
marcou-a com a culpa por associação. Acredita-se que a mãe da atriz, Charlotte
Shelby, tenha assassinado o diretor após uma crise de ciumes. Outra linha de
investigação diz que Taylor pode ter sido assassinado por um assassino de
aluguel contratado por traficantes de cocaína de Los Angeles, isso porque ele
estaria cooperando com a polícia americana para delatar traficantes que vendiam
cocaína para estrelas do cinema, dentre elas Mabel Normand.
A loira Thelma Todd ganhou
o concurso de beleza de Miss Massachusetts em 1925, o que a levou a ser convidada
a ir para Hollywood, onde fez sua estreia no cinema emFascinating Youth,
de 1926. Com isso ela iniciou uma carreira de atriz de grande sucesso, atuando
como coadjuvante em praticamente todos os filmes de comédia. Na manhã de 16 de
dezembro de 1935, seu corpo foi encontrado pela sua governanta, curvado no
banco da frente de seu Packard conversível na garagem, com as portas levemente
abertas. De acordo com o médico-legista, a atriz morreu de envenenamento por
monóxido de carbono. O legista emitiu um laudo de suicídio, tese que foi
rejeitada por um grande júri. “Parece que há uma trama para provar que
Thelma Todd tinha tendências suicidas… há uma grande possibilidade de este ter
sido um assassinato com monóxido!”, disse George Rochester, representante
dos jurados. A morte da bela atriz nunca foi solucionada. Acredita-se que ela
tenha sido morta pelo famoso gangster Lucky Luciano, com quem teve um romance.
Luciano a estaria pressionando para usar um cômodo do Thelma Todd’s Sidewalk
Cafe, de propriedade da atriz, como casa de apostas. Ela negou. Todd foi
vista com Luciano na manhã de sua morte. É provável que, mais uma vez, ela
tenha negado ao gangster usar seu Cafe para fins ilícitos e Luciano, então,
junto com seus homens, decidiu por matá-la, colocando-a em seu carro, ligado a
ignição e fechado a porta da garagem.
A glamorosa Lana Turner aparecia
em filmes e colunas de fofocas, casou-se sete vezes e teve uma filha, Cheryl
Crane. Em 1957, durante a filmagem de “The Lady Takes a Flyer” (A Força do
Amor), conheceu o gângster violento Johnny Stompanato e iniciou um romance. Em
setembro do mesmo ano, Lana foi para a Inglaterra para filmar “Another Time,
Another Place” (Vítima de uma Paixão). Stompanato foi atrás dela e quando
chegou ao set de filmagem, advertiu o jovem ator escocês que coestrelava o
filme, ninguém menos que Sean Connery, o primeiro astro de 007: “Fique longe
da garota”, disse o gangster a Connery. Machão, o jovem escocês não se
intimidou e respondeu à ameaça com um soco. Naquele mesmo dia, Stompanato
espancou a atriz e foi deportado. A vida de Lana Turner continuou nos Estados
Unidos com agressões físicas e verbais por parte do amante. Não o denunciava ou
deixava porque morria de medo dele. Em 4 de abril de 1958, após uma violenta
briga, temendo pela vida da mãe, Cheryl, então com 14 anos, enfiou uma faca de
20 centímetros em Stompanato. Ainda hoje, muitos apontam que foi Lana quem
matou o gangster. Sua filha Cheryl teria assumido o crime para salvar a mãe de
uma possível pena capital. Num julgamento coberto de forma sensacionalista pela
mídia, o júri considerou o assassinato como “justificável” e Cheryl
foi enviada para um reformatório. Três anos depois, ela saiu em liberdade.
O astro do cinema Ramón
Novarro não era o celibatário devoto descrito pela imprensa. Ele
tinha uma queda por garotos de programa e, nos seis meses que antecederam sua
morte, pagou 140 prostitutos por seus serviços. Na véspera de Halloween de 1968
ele convidou dois homens para irem à sua casa. Às 17h30, Paul Ferguson, 23
anos, e seu irmão Tom, 17, chegaram à casa de Novarro, onde ele os recebeu com
drinques e cigarros. Os três beberam enquanto Novarro contava histórias de sua
carreira. Os Ferguson, no entanto, só estavam interessados nos 5 mil dólares
que o ator mantinha em casa, de acordo com rumores. Após algum tempo na sala,
Novarro convidou Paul para ir até seu quarto, enquanto Tom estava do lado de
fora respirando ar fresco. Quando Tom retornou, foi procurar pelo irmão e ficou
chocado ao encontrá-lo nu com o ator, fazendo sexo. Ele gritou, ordenando que o
irmão saísse. Paul, visivelmente bêbado, cambaleou para fora do quarto e, 45
minutos depois, ao recobrar a consciência, caminhou até o quarto para encontrar
um ambiente encharcado de sangue e o corpo de Novarro na cama, com três grandes
cortes na parte de trás da cabeça. Em dado momento, os irmãos perceberam que o
ator ainda estava vivo e Paul o espancou provocando fraturas no crânio e face.
Presos, os irmãos passaram apenas sete anos presos e foram soltos em 1976.
Doidera pouco é bobagem. Charles Manson acreditava que os Beatles eram
anjos mandados à Terra para avisar os homens sobre o Apocalipse. Além disso,
ele ficou irritado por ter uma música supostamente roubada pelo grupo Beach
Boys. Furioso com Terry Melcher, produtor musical que havia lhe negado um
contrato de gravação, Manson ordenou a um grupo de seguidores que
invadissem a ex-casa de Melcher e promovessem uma chacina. Em 9 de Agosto de
1969, os comandados de Manson mataram a nova moradora do lugar, a atriz Sharon
Tate (mulher do cineasta Roman Polanski e grávida de oito meses),
e mais quatro pessoas. Ela foi perfurada 16 vezes por uma baioneta e enforcada.
Em 1971, Manson e os co-autores Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van
Houten foram condenados à morte. Outro participante da barbárie, Charles
Watson, foi condenado em julgamento separado. Como a Suprema Corte da
Califórnia aboliu a pena de morte em 1972, todos, com exceção de Susan Atkins, morta em 2002, cumprem prisão
perpétua.
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Dorothy Hoogstratten tinha tudo o que
o show business procurava (e ainda procura): talento, beleza,
inteligência, e uma encantadora personalidade. Como muitas mulheres lindas
que chegam ao estrelato, sua origem era pobre e humilde. A canadense
moradora de Vancouver, trabalhava em uma sorveteria da cidade quando sua beleza
chamou imediatamente à atenção de Paul Snider. Pronto. Naquele momento, Dorothy
celava o seu destino. Paul Snider era um ex-garoto de programa que trabalhava
como cafetão de prostitutas em Vancouver. Deve ter sido fácil para Paul fazer a
cabeça da inocente adolescente que desejava um lugar ao sol. Paul Snider a
convenceu a posar nua para fotos, falsificou a assinatura da mãe de Dorothy
(ela era menor) e enviou as fotos para a revista Playboy. A beleza de 1,75m
impressionou a revista e em agosto de 1979 Dorothy chegava onde nunca pensou em
chegar: ela era capa da mais famosa revista de nudez feminina do
mundo. Poucos meses depois a linda canadense já estava em Hollywood, onde
estrelaria pequenos papéis nos filmes Skatetown USA, Americathon eAutumn
Born. Ela também apareceu na famosa série Fantasy Island.
Em Galaxina (1980), ela consegue seu primeiro papel como
protagonista. Mas o sucesso foi embora da mesma forma que chegou, como um raio.
Casada com Paul, ela decide largá-lo devido ao ciume doentio do marido. Foi a
ficha para que ele a espancasse, estuprasse e desse um tiro em seu rosto
com uma espingarda calibre .12 que praticamente a deixou sem cabeça. Logo
depois ele cometeu suicídio.
Jiah Khan nasceu
nos Estados Unidos, cresceu na Inglaterra e morreu na Índia. Modelo, atriz e
cantora, Jiah era uma estrela da gigante indústria de filmes indiana,
Bollywood. Fez seu debut em 2007, com o filme Nishabd,
no qual foi indicada para o prêmio de melhor atriz estreante. A partir daí
emendou um filme no outro tornando-se um rosto bastante conhecido e badalado.
Em 3 de junho de 2013, a bela atriz foi encontrada morta em seu apartamento em
Juhu, Mumbai, pendurada e enforcada em um ventilador de teto. O suicídio da
atriz chocou a Índia, mas cinco meses depois, peritos contratados pela mãe da
atriz concluíram que ela foi assassinada por estrangulamento e pendurada no
ventilador para fazer parecer suicídio. Marcas inexplicáveis no pescoço e
lesões em outras partes de seu corpo, assim como a ausência das digitais da
atriz no ventilador, levaram a essa conclusão. Álcool encontrado em seu corpo
sugere que ela possa ter sido embebedada pelo suposto assassino. Na época,
o principal suspeito da mãe da atriz era Suraj Pancholi, o namorado
abusivo de Jiah. Segundo sua mãe, o pai de Suraj, um homem poderoso de Mumbai,
teria usado de sua influência sobre a polícia para que o caso fosse tratado
como suicídio. O caso, então, foi reaberto pela polícia federal da Índia
e em Outubro de 2015 Suraj Pancholi e um cúmplice foram presos acusados da
morte da atriz.
Esportes
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Jogador rápido, o jamaicano Leslie
Hylton jogou seis vezes pelo West Indies, famosa seleção de
críquete do Caribe, entre 1935 e 1939. Sua fama era tão grande em todo Caribe
que um grande apelo popular se sucedeu após a possibilidade dele não poder
jogar o RS Grant na Inglaterra em 1939. Uma “vaquinha” foi realizada e Hylton
pôde fazer parte da equipe. Apesar do esforço, Hylton teve uma atuação pífia.
Defendeu a equipe da Jamaica por 12 anos, somando 40 partidas no período.
Em 1954 a esposa dele, Lurlene, confessou ter cometido adultério e que estava
apaixonada por um homem que conhecera nos Estados Unidos. Hylton deu sete
tiros nela. No julgamento, ele disse ter tentado o suicídio após o crime, mas a
arma supostamente falhou. O capitão da equipe jamaicana de críquete, Noel Crab
Nethersole, testemunhou a seu favor e chegou a mostrar uma carta de amor da
falecida endereçada ao amante. “Forçarei meu marido a tomar uma decisão
assim que puder”, dizia um trecho da carta. Mas nada disso impediu que o
famoso jogador fosse considerado culpado e condenado à pena de morte. Ele foi
enforcado na prisão St. Catherine, Jamaica, em 17 de maio de 1955.
Animais também podem virar
celebridade. Em 3 de junho de 1981, Shergar venceu a
corrida de Derby com um recorde de dez unidades. E assim como Marc Cécillon
(leia abaixo), Shergar teve duas doses de fama: a primeira quando ganhou a
centenária corrida inglesa e a segunda quando foi sequestrado em 8 de fevereiro
de 1983. Dois dias após o sequestro, foi feita uma exigência de dois milhões de
libras de resgate. Os sequestradores acreditavam equivocadamente que Aga Khan
IV (príncipe persa) era o único proprietário do cavalo, não sabendo que ele
possuía apenas uma participação em sua propriedade, que era compartilhada por
34 pessoas. Temia-se que caso o resgate fosse pago todos os cavalos valiosos da
Inglaterra e da Irlanda se tornassem alvos. Vários quartéis do IRA foram
invadidos pela polícia à procura do cavalo, que descobriu depósitos de armas,
mas não encontrou nenhum cavalo de corrida. Acredita-se que quatro dias depois
o Conselho Armado do IRA tenha percebido que sua vítima era inútil e ordenado
que o cavalo fosse morto. Uma fonte contou a um jornal britânico: “Havia
sangue por todos os lados, o cavalo até mesmo escorregava em seu próprio
sangue… Levou vários minutos para que o cavalo, em agonia, sangrasse lentamente
até morrer.”
Marc Cécillon conquistou
duas doses de fama. A primeira começou em 1988 quando foi selecionado para
jogar rugby na seleção francesa contra a Irlanda. Ele venceu 46 campeonatos, o
último em 1995, e foi capitão do time francês em cinco ocasiões. Jogou os
mundiais de 1991 e 1995. Nove anos depois, obteve sua segunda dose de fama
quando assassinou a esposa, Chantal. Cécillon e Chantall, 44, foram convidados
para uma festa na vila Flosailles, perto de Bourgoin. Chantal chegou sem o
marido. Havia rumores de infidelidade por parte dele e até de um filho
ilegítimo. Eram 23h quando Cécillon finalmente apareceu na festa, já
embriagado. Ele agrediu a dona da festa e, evidentemente, foi convidado a se
retirar. Chantall se recusou a acompanhá-lo. A celebridade do rugby foi para a
casa do casal onde pegou uma pistola magnum .357 e voltou ao local. Lá, atirou
quatro vezes contra a esposa, à queima-roupa, atingindo-a no braço, no peito e
na cabeça diante de cerca de 60 testemunhas. Foi necessário unir forças de 12
homens para conter o ex-jogador. Um dos homens arremessou um tijolo nas costas
de Cécillon, que não se abalou. Quando a polícia chegou, ele estava amarrado a
uma cadeira com um fio elétrico e perguntava por sua esposa. “Ele era
um bêbado. Bebia, arrumava confusão e sempre saía ileso porque era Marc
Cécillon. Isso é resultado de vinte anos de álcool. Pouco a pouco, ele destrói
a pessoa. Marc não conseguia lidar com a própria vida. Quando você mata a
esposa, está matando sua vida”, disse na época Pascale Tordo,
esposa do jogador François Tordo. Em 2006, Cécillon foi condenado a 20 anos,
pena que posteriormente foi reduzida a 14. Em 2011 ele saiu da cadeia após
a justiça francesa conceder-lhe liberdade.
O.J. Simpson como o policial
desastrado Nordberg no filme “Corra que a Polícia Vem Aí”. Reprodução Internet.
Depois do sucesso como jogador de
futebol americano do Buffalo Bills na década de 1970 e como ator de filmes da
série “Corra que a Polícia Vem Aí”, O.J. Simpson voltou
às páginas dos jornais em 1994, acusado de ter matado a tiros Nicole Brown, sua
ex-mulher, e um amigo dela no dia 12 de junho. Nicole era uma garçonete e
conheceu Simpson enquanto ele ainda era casado. Os dois se casaram em 1985, mas
logo acabou a lua-de-mel. Em uma das várias brigas, o astro quebrou, com um taco
de beisebol, os vidros do carro de Nicole, onde ela ficara após uma discussão.
Em 1992, eles se divorciaram. Dois anos depois, o corpo de Brown foi encontrado
em sua casa em Los Angeles com ferimentos terríveis no pescoço e cabeça. Um
amigo dela, Ronald Goldman, também foi encontrado morto. Acusado de duplo
homicídio, Simpson desapareceu deixando uma carta a amigos em que anunciava sua
intenção em suicidar. Em uma perseguição espetacular por 96 quilômetros,
mostrada pelas principais emissoras de TV norte-americanas, a polícia o
capturou. Ele permaneceu ainda um tempo no carro antes de se entregar. Em
julgamento que acabou virando uma questão racial, ele foi considerado
não-culpado em 3 de outubro de 1995. Em 2007, Simpson foi preso em Las
Vegas acusado de assalto a mão armada e sequestro. Dessa vez, condenado, pegou
33 anos e permanece encarcerado em uma prisão do estado do Nevada.
“A vida não termina aqui.”,
escreveu o zagueiro da seleção colombiana de futebol Andrés Escobar ao
jornal El Tiempeapós a precoce eliminação de sua seleção na Copa do
Mundo de Futebol dos Estados Unidos, em 1994. O que o zagueiro não sabia é que
poucos dias depois essa mesma frase seria usada em seu epitáfio. A
Colômbia foi para aquela copa como uma das favoritas. Não perdia a mais de
vinte jogos, com direito a um baile de 5 x 0 na Argentina em plena Buenos Aires
nas eliminatórias. Poucos duvidavam que ela seria uma das protagonistas. Mas
não. Na estreia foram engolidos por George Hagi e sua fabulosa Romênia. Na
segunda partida contra os Estados Unidos, o lance que marcou a Copa:
esqueçam Roberto Baggio e seu pênalti nas nuvens, se há apenas um retrato
daquela copa, este seria Andrés Escobar e o seu gol contra. A Colômbia
perdeu e o gol contra de Escobar contribuiu para a precoce e surpreendente
eliminação de sua seleção da Copa. “A vida não termina aqui,” disse
Escobar. Mas para ele terminou. Cinco dias após a eliminação colombiana,
Escobar levou seis tiros no estacionamento de uma boate em Medellín.“Obrigado
pelo gol contra”, teria dito um dos assassinos. Teorias sobre a morte
perduram até hoje. Barões do narcotráfico que teriam perdido dinheiro com a
eliminação precoce da seleção? Ou bandidos travestidos de torcedores?
Goleiro do clube de futebol mais
popular do Brasil, Bruno Fernandes parecia ter uma
carreira brilhante pela frente. Ídolo em seu time, o goleiro era um dos fortes
candidatos para vestir a camisa número 1 da seleção brasileira de futebol na
Copa do Mundo de 2014. Mas o brutal assassinato de uma ex-amante (e mãe de seu
filho) interrompeu sua carreira. Eliza Samúdio desapareceu em Junho de 2010
após viajar com Bruno até a chácara do atleta em Esmeraldas, Minas Gerais. Seu
corpo nunca foi encontrado e Bruno só admitiu a morte da ex-amante três anos
depois, quando já estava preso por suspeita no crime. Segundo investigação
policial, antes de morrer, Eliza já havia sido espancada, sequestrada e forçada
a tomar remédios abortivos quando engravidou do goleiro (durante uma orgia
sexual, segundo o próprio acusado). Em uma ocasião, o próprio Bruno apontou uma
arma para a cabeça de Eliza. O primo do goleiro, um adolescente de 17 anos,
afirmou ter dado uma coronhada em Eliza, que desacordada, teria sido levada
para Belo Horizonte, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e os
pedaços dados a cachorros rottweiler; os ossos da moça teriam sido concretados.
Em 2012, Oscar Pistorius tornou-se
o primeiro homem da história a competir em uma Olimpíada, no atletismo, sem as
duas pernas. Ele terminou em oitavo nas semi-finais dos 400 metros livres,
usando suas próteses de fibra de carbono. Na Cerimônia de Encerramento das
Olimpiadas, foi ele o escolhido para carregar a bandeira da África do Sul. Duas
semanas depois, era ele quem carregava a mesma bandeira na Cerimônia de
Abertura dos Jogos Paraolímpicos. Sem dúvidas, era um herói do esporte com uma
incrível história. Mas em fevereiro de 2013 o mundo viu uma outra face de
Oscar Pistorius: a face de um assassino. Com um passado de arruaças e violência
– em novembro de 2012 ele foi acusado de quebrar a perna de um homem. Três anos
antes, ele havia sido preso por agredir uma mulher em uma festa dada por ele
-, Pistorius foi condenado pelo assassinato de sua namorada, a modelo
Reeva Steemkamp. Ele supostamente a teria confundido com um ladrão. O júri
comprou seu argumento e ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão. Em
Outubro de 2015 ele foi solto para cumprir o restante de sua pena em
casa. .
O atleta mais “googlado” do ano de 2013 não
teve motivos para comemorar. Atualmente, o ex-ponta de linha do New England
Patriots passa seus dias atrás das grades. Aaron Hernandez foi
preso em 26 de junho de 2013 acusado do assassinato de Odin Lloyd, um jogador
semi-profissional de Boston. Promotores dizem que Hernandez orquestrou o
assassinato de Lloyd, que estava saindo com a irmã do jogador, porque ele “falou
com as pessoas erradas” em uma boate. Lloyd foi encontrado morto em um
campo perto da casa do jogador de futebol americano. Há suspeitas de que o
atleta também esteja envolvido em um duplo assassinato ocorrido em Boston. Como
o goleiro brasileiro Bruno, Hernandez jogou cerca de 20 milhões de dólares em
salários pelo ralo além, claro, de uma vida sem liberdade. Câmeras de
vigilância mostraram que o ex-jogador dos Patriots carregava uma arma
dez minutos antes do homicídio, e o próprio advogado de Hernandez admitiu
que ele estava no local do crime. Após ouvir o veredito de prisão perpétua sem
direito a condicional, o ex-ídolo da NFL foi às lagrimas e chorou no ombro de
sua mãe.
Literatura
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Euclides da Cunha,
autor da obra “Os Sertões”, foi morto tragicamente pelo amante de sua esposa,
Anna Emília. Em 1905, Anna, 30 anos, conhece um rapaz loiro, de olhos claros e
17 anos: Dilermando de Assis, cadete da Escola Militar. Apaixonam-se. Euclides
começa a duvidar da traição da esposa quando a descobre grávida ao voltar de
viagem. Apesar de perder o primeiro filho, ela tem outro com Dilermando, Luiz,
que Euclides definia como uma “espiga de milho no meio de um cafezal”,
pelos cabelos claros e olhos azuis. Em 14 de agosto de 1909, Anna abandona o
lar e hospeda-se na casa de Dilermando. No dia seguinte, Euclides é recebido
pelo irmão de seu rival, Dinorah, e atira, ferindo-o no na nuca. Campeão de
tiro ao alvo, Dilermando reage e mata o escritor com um tiro nas costas. Anna e
Dilermando se casaram após o crime e passaram 15 anos juntos.
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Moda
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Pioneira na moda brasileira, Zuzu
Angel fez sucesso com seu estilo em todo mundo. Até hoje, é a
estilista brasileira mais famosa e lembrada. Nos anos 1970 abriu sua loja em
Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte-americano, foi vitrine
de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de
comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca
colocando-a do lado externo da roupa. Em 14 de Abril de 1976, ela morreu em um
suposto acidente de carro. Na época, Zuzu enfrentava o Regime Militar do
Brasil após seu filho, Stuart Jones, ter sido assassinado pelos militares e
transformado em desaparecido político. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara
na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe
acontecesse. “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá
sido obra dos assassinos do meu amado filho”, dizia. Em 2014, a Comissão da
Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, recebeu Cláudio
Guerra, matador confesso de quase 100 pessoas, que disse: “Ela
estava incomodando, ela incomodava. Ninguém nunca suspeitou [do
acidente]. Se você pegar a foto do acidente vai ver um amassado do lado
esquerdo. Foi onde o carro bateu e a jogou do barranco. A perícia não foi
feita.”
O estilista italiano Gianni
Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla Bruni. Getty Images.
Mesmo quando é pago, o amor pode
matar. Gianni Versace, 50 anos, era um famosíssimo estilista
italiano. Graças às suas amizades com popstars do calibre de
Madonna, Eric Clapton, Elton John, Cher e Sting, foi o primeiro à associar
moda e música. No dia 15 de julho de 1997, ele foi assassinado com dois
tiros na nuca, na porta de sua mansão em South Beach, Miami. Natural de Reggio
Calabria, o estilista foi baleado quando voltava para casa depois de ter
comprado jornal e tomado o café da manhã no News Café. O autor dos disparos foi
Andrew Cunanan, 27 anos, um garoto de programa de alta classe. Antes de
liquidar Versace, Cunanan havia causado uma verdadeira onda de terror, matando
quatro pessoas em três meses. Oito dias depois de matar o estilista,
em 23 de Julho, ele se mataria com um tiro na têmpora direita, em uma casa
flutuante onde estava escondido em Miami Beach. Com o autor morto, é
difícil explicar o crime. Alguns dizem que Cunanan matou o estilista porque
Versace era o homem famoso, rico e popular que ele gostaria de ser. Versace
deixou metade de seu império como herança para a sobrinha Allegra, cerca de 500
milhões de dólares.
Modelos e Misses
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Miss Venezuela 2004 e Top 5 no Miss
Universo 2005,Mónica Spear Mootz atingiu a fama em seu país
ao virar protagonista de novelas. Em 2010 deu um passo além ao entrar no
mercado latinoamericano através da rede Telemundo, onde atuou em novelas para o
público latino nos EUA, entre elas a produção Flor Salvaje, sucesso
em diversos países. Em Janeiro de 2014, Mônica passava férias na Venezuela,
juntamente com seu marido e filha de cinco anos, quando foi assassinada numa
tentativa de roubo. Segundo a reconstituição do crime, a família caiu numa
armadilha ao bater o carro num objeto colocado propositalmente na estrada para
fazê-los parar. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram
se trancar no veículo e foram mortos a tiros. Na época, o presidente
venezuelano Nicolas Maduro alegou que as telenovelas feitas pela Miss foram as
responsáveis por sua morte. O trágico acontecimento comoveu e revoltou
a opinião pública venezuelana. A empresária da ex-Miss, Katty Pulido, chegou a
dizer que o governo de Maduro esconde os altos índices de assassinatos no
país. “Mas [a polícia] não consegue [esconder] quando
as vítimas são conhecidas”,disse ela.
Como revelam algumas fotos em
seu perfil do Twitter, María Alvarado era uma jovem bonita e
alegre. Quem a conhecia não poderia imaginar que sua última imagem seria a do
seu corpo dentro de um saco marrom sendo despejado de qualquer jeito
na carroceria de uma camionete. María era a Miss Honduras e viajaria para
Londres em 19 de Novembro de 2014 para participar do Miss Mundo, mas foi
assassinada seis dias antes pelo namorado da sua irmã. Em 13 de Novembro, a
Miss, suairmã Sofia e Plutarco Ruiz, namorado de Sofia,
foram até uma boate comemorar o aniversário de 32 anos do futuro assassino. Ao
ver Sofia dançando com outra pessoa, Plutarco teria ficado
furioso e discutido com a namorada. A festa para os três acabou ali e
eles foram embora. Desde então, as irmãs nunca mais foram vistas. Seus corpos
foram encontrados no dia em que María embarcaria para a disputa do
Miss Mundo. Segundo a polícia, Plutarco as matou com tiros de uma pistola 9mm
e enterrou os corpos numa mata. De origem humilde, mais de 300 pessoas compareceram ao velório – numa
pequenina capela – da moça que um dia sonhou em ganhar o mundo.
Música
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Ottilie Metzger-Lattermann foi
uma Contralto alemã cujas interpretações do trabalho do compositor Wagner
fizeram dela celebridade na Alemanha da década de 1910. Seudebut ocorreu
em 1898 em Halle, então, em 1903, se tornou a primeira Contralto da Hamburg
State Opera, cantando juntamente com o famoso tenor italiano Enrico
Caruso. De 1901 a 1912, ela cantou no lendário festival de música clássica
de Bayreuth, sendo sempre uma das artistas mais esperadas. Lecionou no
centenário Conservatório Stern em Berlim e tinha como um de seus músicos
acompanhantes Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores
do século 20. Com o tempo, se tornou uma das Contraltos mais famosas da Europa,
se apresentando em vários países, inclusive fazendo uma turnê nos Estados
Unidos. Sua brilhante carreira na ópera acabou com à ascensão de Hitler ao
poder em 1933. Em 1939, Metzger-Lattermann e sua filha mudaram-se para a cidade
de Brussels, onde foram capturadas pelos Nazistas. De origem judia, a Contralto
e sua filha foram enviadas para Auschwitz. Elas nunca mais foram vistas e é
desconhecido a forma como foram mortas. Uma placa em sua homenagem (e a outros
músicos mortos pelos Nazistas) foi erguida em Bayreuth.
Seguindo os passos de seu irmão
mais velho, o polonêsJakub Kagan graduou-se em música pelo
Instituto de Música de Varsóvia após lutar contra os soviéticos na Guerra
Polônia/URSS em 1920. Em meados da década, formou a Kagan’s Jazz Band, passando
a se apresentar em casas de ópera, cabarés e hotéis. Em 1926 assinou um
contrato para tocar no luxoso Hotel Bristol em Varsóvia e pouco tempo depois sua
banda já era uma das mais famosas da Polônia, com suas composições largamente
conhecidas por todo o país. Em 1929 compôs “Zlota pantera” (A Pantera Dourada).
A música abriu ainda mais portas para Kagan, que virou uma celebridade
internacional, fazendo turnês na Alemanha, Áustria e Hungria. Após a invasão da
Polônia pelos Nazistas, Kagan foi deportado para o Gueto de Varsóvia onde, para
sobreviver, passou a tocar piano no Teatro Melody Palace e Splendid Café. Ele
foi assassinado em 1942, possivelmente durante o Grossaktion de Varsóvia, uma
operação secreta de assassinato em massa do exército Nazista com objetivo de
exterminar judeus.
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Cantor, ator, comediante e
empresário, o húngaro Miklós Voglhu foi uma popular
figura de seu país durante três décadas. Descoberto quando ainda era um
estudante de música, Miklós iniciou sua brilhante carreira como músico de
cabarés, onde também se apresentou com peças de teatro. Logo passou a se
apresentar em grandes teatros de Budapeste e na década de 1930 se tornou um dos
mais famosos cantores românticos da Hungria, sendo citado por muitos como
a “primeira grande estrela húngara, amado por todo o país”. Ninguém
no rádio fazia mais sucesso do que ele. Mas nem o fato de ser uma figura
famosa, ser casado com uma católica e ter mudado de nome – paraMiklós Vig -,
o salvou do Holocausto. Em 19 de dezembro de 1944, Miklós estava entre um grupo
de judeus que foram capturados, enfileirados e metralhados nas margens do rio
Danúbio por Nazistas húngaros, membros do Partido da Cruz da Seta.
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Depois de passar anos cantando
gospel, Sam Cooke aderiu à música pop, gravando no selo
Keen, de Los Angeles, os hits “You Send Me”, “Only Sixteen” e “Wonderful
World”. Mesmo as músicas mais pueris, Cooke tingia-as com a sensualidade do
rhythm & blues e as valorizava com sua excepcional técnica. Realmente
bonito e de presença encantadora, sabia como envolver o público feminino que
lotava seus shows e flertar com cada dama e senhorita da platéia, sem que isso
parecesse ofensivo, naqueles tempos de tensão racial. Depois, nos anos 1960, já
gravando pela RCA, seus discos ganharam orquestrações, ficando mais comerciais,
atingindo um número cada vez maior de fãs. São desse período “Cupid”, “Chain Gang”, “Bring it
Home” e “Twistin’ The Night Away”. Sua carreira foi
interrompida em dezembro de 1964 quando morreu assassinado na porta de um
motel em Los Angeles. O crime até hoje gera controvérsias, mas a versão oficial
diz que Cooke teria levado uma mulher contra a sua vontade até o motel. Ela
conseguiu fugir do quarto. Cooke foi atrás dela e invadiu o escritório do
motel. Bertha Franklin, gerente do local, afirmou que o cantor estava em fúria
e, possivelmente bêbado, começou a quebrar o lugar. Em dado momento os dois
entraram em luta corporal e Bertha o matou com um tiro no peito. Quando morreu,
Sam Cooke era uma unanimidade, seu estilo foi largamente imitado e sinceramente
admirado. Foi considerado pela revista Rolling Stone como o 4º
maior cantor de todos os tempos, atrás apenas de Elvis Presley [3º], Ray
Charles [2º] e Aretha Franklin [1º].
No escabroso panteão da mitologia
do rock ‘n’ roll de Hollywood, não há nada mais misterioso e duradouro do que a
sinistra morte do supertalentoso Bobby Fuller. Cantor,
guitarrista e compositor vindo de El Paso, Texas, foi tão bem sucedido que se
tornou uma celebridade na meca musical de Los Angeles, abrindo seu próprio
clube noturno e gravando pela Mustang. É dele a versão genial de “I Fought the
Law”, dos Crickets. Em 18 de Julho de 1966, Fuller sumiu por 12 horas e, de
repente, reapareceu morto no banco de seu carro no estacionamento de seu prédio
em Hollywood. Rapidamente (e estranhamente), a polícia de Los Angeles – que não
buscou por impressões digitais no local e nem interrogou ninguém – classificou
a morte como suicídio, mas os detalhes contam uma história diferente. O carro
não estava no estacionamento 30 minutos antes da mãe do cantor encontrá-lo.
Além disso, o avançado rigor mortis do corpo sugeria que Fuller havia sido
morto em outro lugar. O próprio “suicídio” foi bastante estranho: ele morreu ao
aspirar vapor de gasolina. Teorias emergiram: assassinado pela Família Manson;
assassinado por se envolver com a mulher de um mafioso. Uma teoria implicou até
mesmo o produtor musical Bob Keane, indicando que Fuller era o terceiro artista
sob a tutela de Keane a morrer (os outros foram Ritchie Valens e Sam Cooke). Em
2015, um novo livro “I Fought the Law: The Life and Strange Death of
Bobby Fuller”, cujo um dos autores é o irmão do cantor, lista o nome de
Morris Levy, importantíssimo executivo da indústria musical americana dos anos
1960 e 1970. A reputação de Levy era conhecida: exploração de artistas, táticas
ásperas, conexões com o submundo do crime (incluindo associações com as
famílias criminosas Gambino, Genovese e DeCavalcante). Segundo o irmão do
cantor, Bob Keane e Morris Levy planejaram matar Bobby Fuller após o mesmo
dar para trás num acordo de distribuição de seu último single, “The Magic
Touch”.
Figura emblemática do rock ‘n’ roll
mundial, Sid Vicious encarnou como ninguém a rebeldia do movimento punk.
Em 1977, foi convidado para entrar no Sex Pistols, banda ícone do punk inglês e
que estava atrás de um jovem delinquente, mas carismático, o pavio de pólvora
perfeito para fazer a banda decolar na mídia. Assumiu o contrabaixo da banda
mesmo sem saber tocar, e nem precisava, o comportamento imprevisível juntamente
com as confusões que arranjava fizeram dele e da banda lendas no mundo inteiro.
Em uma apresentação na cidade interiorana de San Antonio, Texas, Sid gritou no
microfone: “Todos os caubóis são viados”. O bizarro show terminou
com Sid acertando o contrabaixo na cabeça de um fã, levando um soco de outro e
cortando todo o corpo com cacos de uma garrafa quebrada. Não satisfeito talhou
no peito: “Me dê um pico”. Em 12 de Outubro de 1978, Sid
Vicious matou sua namorada, Nancy Spungen, com uma facada no abdômen. Sob forte
efeito de drogas, ele foi preso mas saiu sob fiança. Quatro meses depois, sua
mãe o encontrou morto na cama, vítima de overdose de heroína. Ele tinha apenas
21 anos.
No dia de sua morte, John
Lennon estava feliz. Era um pai amoroso de dois filhos (Julian,
com Cinthia, e Sean, com Yoko Ono) e havia lançado um álbum de sucesso: “Double
Fantasy”. Na música de abertura, dizia estar “começando de novo”.
Naquela tarde, havia dado um autógrafo na contracapa do disco a um jovem que
disse ser seu fã. Depois de conseguir seu objetivo, ele não foi embora. Ficou
esperando no edifício Dakota a volta do ex-Beatle. Quando Lennon e Yoko
retornaram, o fã diz: “Mr. Lennon”. John vira-se, mas não enxerga,
devido à sua miopia. O jovem dispara cinco tiros a menos de dois metros de
distância. John cai, espalhando fitas cassetes. O porteiro tenta ampará-lo, mas
ele vomita sangue. O assassino é capturado. Levado ao hospital, Lennon
chega sem 80% do sangue e é declarado morto. O homem polêmico e terno, que
havia dito que os Beatles eram mais “populares que Jesus Cristo” e
não foi compreendido, autor de letras geniais em parceria com Paul McCartney,
como “A Day in the Life” e “Strawberry Fields Forever”, e que havia pedido uma
chance à paz morria tragicamente.
Com sua voz aveludada, Marvin
Gaye cativou plateias com seus sucessos, tornando-se um dos
maiores nomes da gravadora Motown, que além dele, reuniu gente como Michael
Jackson, Stevie Wonder e Lionel Ritchie. Tinha tudo para ser um homem
feliz. Tinha. Sua vida foi interrompida abruptamente um dia antes de fazer
45 anos, em 1984, quando foi assassinado por seu próprio pai com a arma que ele
mesmo lhe presenteara. Nascido em uma família religiosa em 1939, o homem
que iria forjar o chamado “Motown Sound” viajou jovem para Detroit (onde
fica a gravadora) com Harvey Fuqua, líder do Harvey an the Moonglows. Em
1963, com o álbum “The Stubborn Kinda Fella” torna-se o vocalista mais
importante da gravadora, em parcerias com a cantora Tammi Terrel. Quando vendia
milhares de discos com “I Heard it Through The Grapevine”, sofre os primeiros
baques. A parceira Tammi morre em decorrência de câncer em 1970. O
casamento com Anna, irmã de Berry Gordy (dono da Motown), acaba em divórcio.
Mas ele dá a volta por cima com seu álbum conceitual “What’s Going On”, um
“Sgt. Peppers” estilo rhythm and blues, produzido em 1971 e
que trazia letras sobre a Guerra do Vietnã e o estilo de vida urbano. Em
1973, chega ao topo das paradas com “Let’s Get it On” e “You Are
Everything”, parceria com Diana Ross. Brigado com a Motown e em momento difícil
na carreira, ele surpreende com “Sexual Healing”, de 1982, canção com a qual
ganhou dois Grammy: melhor vocalista de R&B e melhor performance
instrumental de R&B. Mas o destino resolveu bater na sua porta. Em 1984,
deprimido e viciado em cocaína, é assassinado pelo pai, com quem tinha um
difícil relacionamento. O motivo que levou o reverendo Marvin Gaye Sr. a
atirar foi uma briga familiar.
Selena Quintanilla-Pérez estava
no auge de sua carreira quando, no dia 30 de abril de 1995, foi assassinada
pela enfermeira Yolanda Saldívar, presidente de seu fã-clube. A cantora tinha
apenas 23 anos e havia acabado de gravarDreaming of You, seu primeiro
disco em inglês. Selena começou a cantar aos 9 anos, com o grupo Selena y
Los Dynos. Mais tarde, sua família trocou o México por Corpus Christi, no
Texas. A carreira começou a decolar em 1986, quando ganhou o prêmio de melhor
vocalista no Texano Music Awards com seu álbum Alpha. Em 1988,
conhece o guitarrista Chris Perez, com quem se casa em 1992. A consagração vem
dois anos depois. Ela leva o Grammy pelo álbum Selena Live!. O
sucesso na música era pouco. Ela resolveu abrir a Selena Boutique &
Salon, no Texas. A diretora era Yolanda, que vira grande amiga da cantora,
mas se torna inconveniente, pois reclamava quando não era citada por Selena em
entrevistas e mentia sobre a cantora. A gota d’água foi a descoberta de que ela
fraudava documentos. A cantora resolveu despedi-la no hotel onde Yolanda estava
hospedada. Conversou com a enfermeira, pegou papéis, partiu, mas teve de
voltar, pois faltavam documentos. Ao chegar, foi recebida a tiros pela
presidente de seu fã-clube. Ferida, Selena ainda conseguiu correr pelos
corredores do hotel com Yolanda atrás aos gritos de “bitch”(vadia).
Levada ao hospital, precisava de uma transfusão de sangue, mas seu pai,
testemunha de Jeová, não permitiu. A cantora morreu minutos depois. Yolanda
Saldivar foi condenada a prisão perpétua com possibilidade de cumprir em regime
aberto após 30 anos.
Tudo bem que o rap não é um estilo
musical praticado por coroinhas de igreja. Quando o assunto é gangsta rap
então, nem se fala. Mas os norte-americanos exageraram. Quando esse tipo de
música atingiu seu apogeu nos anos 1990, a virulência exposta nas letras passou
a ser posta em prática pelos músicos. Para piorar e dar um tom de divisão
e disputa territorial à coisa, nos Estados Unidos o rap se dividia entre o
produzido na Costa Leste (Gravadora Bad Boy, de Nova York) e o da Costa Oeste
(Gravadora Death Row, de Los Angeles). Os nomes mais famosos dessas duas
gravadoras eram Notorious B.I.G. (Bad Boy) e Tupac
Shakur (Death Row). Tupac Shakur foi assassinado em 1996 e alguns
meses depois foi a vez de Notorious B.I.G. encontrar o criador. Restam
poucas dúvidas sobre a hipótese de as duas mortes terem conexão. Algumas
similaridades reforçam essa tese.
Os dois foram baleados várias vezes
enquanto estavam no banco do passageiro de seus carros, seus próprios
assessores os levaram ao hospital e, sobretudo, ambos eram os recordistas de
vendas em suas respectivas gravadoras. Passados quase 20 anos, as mortes
permanecem um mistério, mas a teoria mais aceita dá conta de que Notorious
B.I.G. teria encomendado a morte de Tupac Shakur e, em retaliação, teria sido
morto por pessoas ligadas à Gravadora Death Row.
.
Um mago da produção musical do
século 20. Assim podemos definir Phil Spector. A música
“You’ve Lost That Lovin’ Feeling”, produzida e co-escrita por ele para os
Righteous Brothers, é listada como a música que mais tocou nas rádios
norte-americanas no século 20. Em 2004, a revista Rolling Stone o classificou
na posição de número 63 dos “Maiores Artistas de Todos os Tempos”. Sua
importância é única para a música: produziu The Ronettes, uma das
melhores girl groups da história, colaborou com músicos do
calibre de Beatles, John Lennon, George Harrison, Leonard Cohen e Ramones.
Produziu mais de 25 sucessos entre 1960 e 1965. Mas em 3 de Fevereiro de 2003,
Spector manchou seu currículo ao matar a atriz Lana Clarkson com um tiro na
boca. “Eu acho que matei alguém”, disse o produtor ao seu
motorista. Promotores descobriram que ele já havia ameaçado antes quatro
mulheres com sua arma, após as mesmas o terem rejeitado. Ele foi condenado a
passar, no mínimo, 19 anos na cadeia antes de poder pedir liberdade
condicional.
Telenovelas
.
Os dias de ostracismo e de esforço
para sair da sombra pareciam ter chegado ao fim. A atriz Daniella
Perezdespontava como uma promessa da televisão brasileira, com a
personagem Yasmin, na novela “De Corpo e Alma”, cuja autora era sua mãe, Glória
Perez. Mas a carreira de Daniela foi bruscamente interrompida no dia 28 de
dezembro de 1992. Ela foi morta com 16 golpes de tesoura pelo ator Guilherme de
Pádua (que interpretava Bira, seu par romântico na novela) e pela esposa dele,
Paula Thomaz, que tinha ciúme das cenas entre Pádua e Daniela e queria uma
“prova de amor”. O crime chocou o país de tal forma, que o homicídio
qualificado foi incluído em 1994 no rol de crimes hediondos. Cada um dos
autores foi condenado a 19 anos de prisão, mas em 2002 eles receberam indulto.
Guilherme vive atualmente em Belo Horizonte, e Paula Thomaz mudou o nome para
Paula Nogueira e leva uma vida normal no Rio de Janeiro. “Há mais de
dez anos, aquelas duas pessoas mataram Daniela de forma brutal, cruel e
covarde. E agora esses assassinos podem andar por aí soltos! E pior: se
voltarem a cometer um crime, terão a ficha limpa,” comentou a mãe da
atriz.
A atriz Dorinha Duval fez
sucesso nas décadas de 1940 a 1970 e participou de sucessos da TV, como
“Adoro a Dora” (ao lado de Daniel Filho, seu segundo marido e pai de sua filha,
a também atriz Carla Daniel), o seriado “002 contra o Crime”, e como animadora
de “Nunca aos Domingos”. Nos anos 70, fez a caipira Diva, na novela “Selva de
Pedra”, e a malvada Cuca, de “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, ambas da Rede
Globo. Por isso ninguém quis acreditar quando, no dia 5 de outubro de 1980, ela
matou seu marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia, com três tiros. O motivo:
ela tinha 16 anos a mais que Garcia e um dia ele teria dito, entre carícias,
que ela estava velha. Ela disse que faria plástica, e o marido provocou: “Não
quero mulher remendada”. Em 1983, foi condenada a 18 anos de prisão,
mas a sentença foi anulada. Em 1989, foi condenada a seis anos em regime
semi-aberto. Ficou presa por oito meses. O crime sepultou sua carreira na TV.
Dorinha Duval tem hoje 86 anos, é artista plástica e mora no Leme.
Estudamos
aqui assassinos e assassinados, a Trajetória da Vida de personagens, de Heróis
e Escravos (assassinados), de Monstros (assassinos) que pertencem a todos no
mundo de associações da Trajetória da Vida, mas que dependem da Educação para
que se estruturem, se desenvolvam e se manifestem, e até se transformem
deixando de ser o que eram até agora, sejam Heróis e Escravos ou Monstros!
As descobertas da vida ligadas, inclusive nossas escolhas e seus
fundamentos
construídos ao longo da vida como
Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) ao trabalho e a
produção de bens e de serviços geram economia e globalização em nossos tempos
da economia, da tecnologia, da informação, do consumo e do comércio e da liberdade
mas também geram liberdade e ritos de iniciação e de passagem e também a
Trajetória dos Heróis por serem dinâmicas e imprecisas, livres e multiformes
formam a memória do ser humano que por sua vez produz a transcendência que
depende de nossos processos de concepção, desenvolvimento, nascimento,
desenvolvimento, velhice, e morte, ela, a memória depende da adaptação que está
ligada à inteligência genética transcendental, as 9 fases da vida inteligente e
as 16 inteligências, somados aos estados de consciência, atividade, identidade,
alienação, inconsciência, linguagem, desejo, cognição, maturação,
desenvolvimento, amadurecimento, externalização e internalização. A memória e a
adaptação dependem do trabalho e da economia, da globalização.
As
descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos
ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros
(assassinos) associadas ao trabalho e a produção de bens e de serviços geram
economia e globalização porém a liberdade faz fluir a adaptação e a memória que
se transformam, se transmutam em ritos de passagem e de iniciação e na
Trajetória dos Heróis, assim em escândalo, mediocridade, bandidagem,
miséria e pobreza, drogas,
tráfico de pessoas e de sexo,
prostituição, alcoolismo, tabagismo,
educação, escravização e servidão,
fome, sede, falta de higiene, não ter roupas, mortes e
violências, bullying, palavrão,
monstros, amor e ódio,
doença, deficiência, moral,
destruição do outro, sabedoria e
vida, espécies e mundo natural, processos corporais, gases,
urina, fezes, sexo e
masturbação, etc., infernos, cavernas e buracos profundos fazem ecoar
vozes do imaginário perpetrado pela indecência, inteligência, senão adaptação
de nossos ancestrais e pelo que somos agora, sentimentos e emoções ,
pensamentos e estados de consciência
fomentados pela falta, pela marca e pelo desejo, pelo poder, pela
felicidade, está na religiosidade, no sentimento de futuro e esperança num
futuro melhor não indecente, os mundos natural, artificial, biológico,
psicológico, sociológico, filosófico e espiritual carregam em si bases da
indecência por isso lutamos e sofremos, ganhamos e perdemos a todo instante,
ganhamos e perdemos trabalhando e todo momento e a toda momento acumulamos e
gastamos nossas economias e produzimos bens e serviços como a globalização.
Todo este
percurso obedece a um caminho, a Trajetória dos Heróis, desde a concepção e o
herói até a liberdade para se viver e ensinar a viver.
A Trajetória dos Heróis
começa com:
- A concepção e o herói
- O chamado pode ser recusado
- As forças se unem para o bem-aventurado
- A travessia: se consumir
- Ser engolido e consumido
- O caminho obtuso
- O encontro com a deusa
- A mulher como tentação
- A relação com o pai
- A apoteose
- A última graça
- A difícil volta
- A magia nas decisões
- O resgate sobrenatural
- Os limites da volta
- Agora são dois mundos
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
Ser
livre é estar adaptado, é possuir um
processo de liberdade oriundo das descobertas que a vida proporciona e produz, é
estar no mundo, é passar por ritos e pela Trajetória da Vida e pela Trajetória
dos Heróis, é ter memória, a memória na verdade é apenas adaptação, é
trabalhar, ter economia e globalização, ser adaptado com sucesso é passar pelas
9 fases da vida inteligente que desenvolvem as 16 inteligências e transcender.
As
9 fases da vida inteligente são:
1.
(antes de nascer): inteligência dual sensório-motora
2.
(0 – 2 anos): inteligência oral sensório-motora
3.
(2 – 4 anos): inteligência anal pré-operacional
4.
(4 – 7 anos): inteligência fálica pré-operacional
5.
(7 – 11 anos): inteligência do período de latência
concreta
6.
(12 – 18 anos): inteligência genital formal
7.
(19 – 29 anos): inteligência do período de privacidade
8.
(30 – 59 anos): inteligência do período de
produtividade
9.
(60 anos em diante): inteligência da crise final
As 16
inteligências são:
1.
Espacial
2.
Territorial
3.
Corporal
4.
Lingüística
5.
Musical
6.
Matemática
7.
Interpessoal
8.
Intrapessoal
9.
Espiritual
10. Emocional
11. Naturalística
12. Psicomotora
13. Lúdica
14. Narcísica
15. Computacional
ou Artificial
16. Agrícola
ou Operacional
A inteligência
é como o Monstro ritualizado nas Escolas que marcam que
Trajetória dos Heróis e da Vida,
dos nossos Monstros que devem serem superados para o bem estar grupal, e em
parte o individual, já que a ontogênese expele falta, desejo e marca, contudo
não necessariamente o grupo filogenético e cultural. A inteligência como um
Monstro superado leva-nos a superar também o trabalho, a economia e a
globalização. Porém é através da filogênese humana que se dá o florescer da
falta, do desejo e da marca oriundas da liberdade ontogenética que há de
prender-se e que podem sofrer variações culturais livres mas contextuais, mas a
base da aquisição de conhecimentos e aprendizados é ontogenética.
Domar
as descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos
construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou
Monstros (assassinos) é domar a liberdade, pode ser domar a inteligência, é
também dominar o trabalho, a economia e a globalização, é domar a si mesmo e uma seqüência de monstros
até a crise final, Monstros que nos atingem também através de ritos, de ritos
de iniciação e de passagem e pela Trajetória da Vida e dos Heróis. Para aqueles
que defendem o aborto o filho no ventre é um monstro, um monstro não domado e
inteligente, repelente e que só trará infelicidade, assim não estamos prontos
para a educação através do Estado. O respeito humano é uma incapacidade por
causa da inteligência! Por causa da inteligência temos descobertas na vida! Por
causa da inteligência temos o trabalho, a economia e a globalização, mas podemos reinterpretar
nossos conceitos tentando melhorá-los e aprofundá-los.
Devemos
transformar o conceito inteligência em adaptação e aceitar as diferenças individuais
e grupais otimizando-as para as transformações sociais sem destruir o passado e
os nossos antepassados, ou seja, nossas memórias, nossa adaptação
sócio-histórica gravada em documentos e gravada em nossos cérebros e mentes
gerando conhecimento para a melhor e otimizada adaptação, sucesso para nossa
existência, se tivéssemos que considerar apenas a inteligência para o nosso
sucesso talvez fracassaríamos pois os inteligentes que não se adaptam morrem antes dos mais
adaptados e até menos inteligentes. Acredito que primeiro vem a adaptação as
descobertas da vida, desde a vida intra-uterina, e depois vem a inteligência ou
a percepção, o óvulo se adapta ao espermatozóide e o espermatozóide se adapta
ao óvulo e só depois vem a inteligência, após a fecundação e ela continua por
toda a vida até a morte. Esta inteligência também é livre pelo ¨crossing-over¨
e pela aprendizagem da liberdade. A aprendizagem da liberdade ocorre em função
das descobertas da vida. As descobertas da vida muitas vezes nos aparecem em
ritos de iniciação e de passagem e pela Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis.
Amar ou odiar a sua própria vida ou de
seus grupos sociais? Esses sentimentos podem levar indivíduo e grupos de
indivíduos a se perderem em seus mundos
obscuros e profundos? Amando ao ponto de tentar vivenciar um crescimento
pessoal. E odiando ao ponto de tentar se destruir nas profundezas do seu ser.
Amar ou odiar refletem estados da inteligência genética transcendental, as 9
fases da vida inteligente e as 16 inteligências, mais estados de consciência,
atividade, identidade, alienação, inconsciência, linguagem, desejo, cognição,
maturação, desenvolvimento, amadurecimento, externalização e internalização.
Amar ou odiar revelam descobertas associadas as inteligências. Amar ou odiar
revelam manifestações dados ao trabalho, a economia, aos bens e serviços e a
globalização. Amar ou odiar nos mostram nossas Vidas, Monstros e Heróis.
Os Monstros são nossas regras que
produzem sofrimento e impedem o contentamento pessoal ou social, são nossas
descobertas que causam sofrimento em meio a nossa Trajetória de Vida e de
Heróis, nossos Monstros nos destroem como nossos delírios e fantasias de
horrores hostis que adquirimos ao longo da vida, todos nós conhecemos isto, todos
nós ficamos alegres e felizes quando socorridos em meios as urgências da vida,
é assim minha vida! Não devemos nos abandonar uns aos outros jamais pois somos
frutos da união dos nossos ancestrais, senão aqui não estaríamos, não
existiríamos se não houvesse a união e o amor, senão a paz! Assim derrotamos
nossos Monstros! Nossos Monstros lutam contra nossa liberdade! O sofrimento ao
mesmo tempo que impede causa novas descobertas como as Biológicas e
Psicológicas.
Os Monstros surgem durante as 9 fases da
vida inteligência e são domesticados
pela
inteligência genética transcendental e as 16 inteligências. As profundezas do
ser revelam as pessoas seus Monstros oriundos de infernos, buracos, cavernas,
galerias subterrâneas, bueiros, mares, lagos, rios e oceanos, florestas e
desertos onde muitas vezes o sentimento predominante é o de solidão e
isolamento com a perda do auto-controle e equilíbrio interior, onde afloram
sentimentos monstruosos de revolta e destruição de si, do mundo ao seu redor ou
dos outros. Nossos Monstros também estão ligados ao trabalho, a economia e a
globalização, inclusive nas nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao
longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros
(assassinos). Os modos, figuras e objetos não são mais os de felicidade e de prazer com os
mundos natural (planeta), artificial (tecnologias), biológico (organismo),
psicológico (mental e comportamental), sociológico (relações sociais),
filosófico (especulações sobre sua origem e vida) e espiritual (relações com a
salvação, imortalidade e eternidade). Nossos Monstros obedecem a ritos onde nos
entregamos e nos oferecemos a rituais de passagem e de iniciação para alcançarmos a liberdade
dada aos vencedores da Trajetória dos Heróis.
A transcendência é se superar se perpassar
e retornar do ventre do Monstro com um modo de vida superior e exemplar a sua
comunidade, a sua família, com uma memória, com uma adaptação comportamental,
fisiológica e morfológica, regressar com uma ou mais de uma descobertas,
inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como
Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos). Quantos jovens
e adultos se perdem em suas famílias no mundo das drogas, falta de educação,
alcoolismo, prostituição, tráfico de pessoas, escravização, servidão, fome,
sede, falta de higiene, falta de roupas, doenças, roubo, mortes, violências e
sexo desregrado perpetuando a destruição humana, e àqueles que se tornam
lideranças e só trazem desespero e destruição dos seus e dos seus semelhantes humanos
com guerras, tragédias e holocaustos, grandes desgraças e sofrimentos como
pegadas no barro que não se apagam. Estas são as pessoas que foram engolidas
pelas profundezas da natureza humana com seus Monstros que surgem e não
reconhecem sua existência por serem diferentes ou feios – domar a si é domar
uma seqüência de Monstros até a crise final e assim prosperar com o uso das 16 inteligências e o respeito
humano perante deficiências ou incapacidades de ser o que não somos –
perfeitos! Domar a si é domar suas descobertas! Se entregar aos Monstros e não
conseguir passar pelos rituais de iniciação e de passagem implicam em morte,
morte psicológica, exclusão social, problemas de saúde mental ou de corpo,
problemas sociais mais graves entre nações, problemas com a Educação e a Saúde,
a Liberdade e a Vida.
Não
somos perfeitos – não somos livres, não nascemos livres, não conseguimos viver
com a liberdade ou longe de nossa mãe ao nascermos, dependemos dela e da
privação
de nossa liberdade para vivermos! Precisamos
de contato com os outros e com nossa mãe para fazermos descobertas! Precisamos
desde o nascimento de rituais de iniciação como o parto e de passagem como o Batismo em nossa
Trajetória de Heróis.
Transcender depende da adaptação e de como
ficou a liberdade à seqüência de Monstros fase-a-fase até a morte, se
manifestando diante de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis, agindo e lidando bem com suas descobertas e as dos outros diante do
trabalho e das necessidades do trabalho, de sua regras e obrigações, dos bens e
serviços e da economia e da globalização da economia, tecnologia, informação,
consumo, comércio, com o uso da Educação
e das 16 inteligências e do respeito humano perante nossas falhas e
deficiências ou mesmo incapacidades para conosco, com os outros e com a
natureza e com a Ecologia e o Universo, a inteligência se faz presente com o
uso da linguagem e da comunicação com a nomeação dos eventos ambientais para a
superação das adversidades ambientais que enfrentamos a todo momento querendo
ou não, viver é enfrentar o perigo da morte, é se adaptar, é lidar com Monstros
e assim com a miséria, a caridade e o trabalho que levam a violência, ao crime
e a guerra, também ao abuso, a exploração, à paralisação e ao niilismo, e ao
sentimento de renascimento através de Deus, se adaptar é se descobrir e
descobrir, e ajudar a descobrir. Pois a Educação e o Amor tudo resolvem! A
Educação e o Amor geram memória, assim
também Adaptação, trabalho, economia e liberdade! Tudo começa pela Adaptação!
Tudo começou pela e através da Adaptação,
seja no Universo, na Biologia, na Psicologia, na Sociologia, na Química,
na Física, na Filosofia ou na Espiritualidade! Tudo há de se acabar também pela
Adaptação, seja no Universo, na Biologia, na Psicologia, na Sociologia, na
Química, na Física, na Filosofia ou na Espiritualidade, mas Deus e Seu Reino
continuarão existindo! O Universo pode acabar? O Universo pode acabar de alguma
forma? O Universo pode acabar através da Adaptação? Se houver outro Universo
maior do que este que conhecemos e se ele for maior do que este que conhecemos e
se ele entrar choque com este pode acabar sim! O Universo pode acabar pela
Adaptação! O Universo pode acabar se houverem outros ¨big-bangs¨ seja quando
for, no princípio, no meio ou no fim,
gerando outros Universos! O Universo pode Acabar, mas o Reino de Deus e Deus continuarão existindo, eles não se
acabam!
As descobertas da vida, inclusive nossas
escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos
(como assassinados) ou Monstros (assassinos)
levam a adaptação que produz liberdade para nosso meio ambiente individual, social e patrimonial,
nascemos dependentes, dependemos de privações para vivermos, como a de
liberdade ao nascermos, somos dependentes em nossos processos adaptativos
fisiológicos, morfológicos e comportamentais e isso produz liberdade com o
nosso desenvolvimento, amadurecimento, aprendizagem e maturação. A cada dia de
nossas vidas ficamos mais livres! A morte é o ápice da liberdade! Vivemos para
morrer! Morremos para sermos livres! A liberdade está no Reino de Deus e não no
cemitério! A liberdade é produto do trabalho, da economia e da globalização
produtos da adaptação e das descobertas da vida. A liberdade também vem através
do ritos de iniciação e de passagem e com a Trajetória da Vida, dos Monstros e
dos Heróis.
A
liberdade está na morte em Jesus Cristo! A liberdade está no bom uso da
Inteligência Espiritual que produz assim o sentimento de liberdade, portanto, a
liberdade! A liberdade é saber usar os ritos associados a Inteligência
Espiritual como a morte de Jesus Cristo e a vida no Paraíso!
Precisamos incentivar
o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente,
devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa
hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados.
Amanhã seremos
os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e
agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar
com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
Se descobrir é
poder trabalhar, ter economia e hoje, viver e poder usufruir da globalização e
dos seus direitos que devem estar pautados na Vida e na Paz e na promoção da
Justiça Social!
Se descobrir é descobrir-se em meio
a rituais de iniciação e de passagem durante a Trajetória da Vida, dos Monstros
e dos Heróis chegando ou não a liberdade para se viver e ensinar a viver,
inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como
Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos).
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
23 de junho de 2016.







































































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