quarta-feira, 22 de junho de 2016

NOVAS TEORIAS: CELEBRIDADES ASSASSINAS E ASSASSINADAS (2016) OSNY MATTANÓ JÚNIOR.

Osny Mattanó Júnior



PSICOLOGIAS MITOLÓGICAS


Especulações Sobre Celebridades Assassinas e Assassinadas
A Trajetória dos Heróis











22/06/2016



 ÍNDICE:
1.      Introdução
2.      Psicanálise Lacan-Mattanoniana
3.      Psicologia Cognitiva Transcendental Social
4.      Psicologia da Gestalt
5.      Behaviorismo
6.      Psicanálise
7.      Psicologia Analítica
8.      Psicologia Social
9.      Psicologia Escolar
10.  Psicologia Humanista
11.  Psicologia da Personalidade
12.  Cognitivismo
13.  Fenomenologia
14.  Psicologia da Espécie
15.  Psicobiologia
16.  Psicologia Sócio-interacionista
17.  Psicologia Individual
18.  Psicologia Institucional
19.  Psicologia do Trabalho
20.  Biopsicosociofilosofia
21.  Esquizoarte Perceptiva Tecnocultural
22.  Cultura Psicomanifesto Comportamental
23.  Psicofilosofia Mattanoniana
24.  Biopsicoantropologismo
25.  Movimento Psicoanalítico Cultural
26.  Psicoarte Mattanoniana
27.  Psicotradução Mattanoniana
28.  Psicologia da Vulnerabilidade
29.  Psicologia das Regras
30.  Psicologia da Sensibilidade – Movimento sensível
31.  Psicologia das Sociedades (contextualizando a Humanidade)
32.  Psicotelepatia Instrumental (Psicologia e Telepatia)
33.  Análise Tecnopsicológica
34.  Psicoarte Residual
35.  Movimento Cognitivo Mattanoniano
36.  Enfoque Contextual Biopsicosociofiloespiritual
37.  Psicologia Matemática Niilista Existencialista
38.  Niilismo Existencialista
39.  Multiculturalismo Autoclítico Biopsicosociofiloespiritualizado
40.  Dialética Morfo-Mattanoniana
41.  Psicodrama Comportamental de Mattanó
42.  Psicologia das Massas, dos Públicos e das Multidões
43.  Psicologia de Protesto
44.  Psicologia Eclética Educativa
45.  Teoria Suja da Psicanálise Psicótica Existencialista
46.  Considerações Finais




Osny Mattanó Júnior.
Professor e Pesquisador em Psicologia pela UEL/Pr/Brasil.
Novas Teorias: Epistemologias sobre Celebridades Assassinas e Assassinadas: a Trajetória dos Heróis.


  1. Introdução


CRIMES HISTÓRICOS: CELEBRIDADES ASSASSINAS | ASSASSINADAS
Celebridades são muitas vezes endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio; um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama.
por O AprendizDecember 6, 2015


Duas coisas chocam os seres humanos: violência e o medo provocado por celebridades.
A violência, é claro, está ao nosso redor, faz parte de nossa realidade e, provavelmente, as pessoas gostam de falar e ler sobre para tentar fazê-la compreensível. Por que cabeças e olhos se dirigem entusiasticamente quando há um horrível acidente na estrada? Por quê a violência é um produto de sucesso na TV e literatura?
Do tapete vermelho do Oscar aos sites de fofocas sensacionalistas, a obsessão pelas celebridades está em todo lugar. “Em nossa sociedade, celebridades agem como uma droga”, citou o psicólogo James Houran, estudioso do fenômeno. Quando celebridades e violência se encontram, temos então uma mistura altamente volátil e poderosa. Uma coisa é a celebridade X aparecer em um filme, outra totalmente diferente é ela matar alguém ou ser assassinada. O interesse por ela aumenta exponencialmente. O julgamento do século 20 nos Estados Unidos foi o de O.J. Simpson, famoso jogador de futebol americano e ator de cinema que foi acusado de matar sua ex-mulher e um amigo dela. Ele era famoso, mas certamente nunca havia recebido tanta atenção da mídia quanto na época em que foi preso e julgado. Já no Brasil, na década de 1990, a mídia citou o julgamento do ator de novelas Guilherme de Pádua como o nosso “julgamento do século”. Recentemente tivemos o caso do velocista Oscar Pistorius, cujo julgamento pelo assassinato da namorada foi televisionado e coberto de forma tão abrangente como nunca havia sido antes toda sua carreira.
Celebridades são muitas vezes endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio; um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama. Sem equilíbrio emocional, muitas celebridades se deixam levar por sorrisos e palavras falsas, caem na devassidão, e acabam achando que é o próprio Deus. Para muitos de nós pode parecer chocante saber que alguém que vemos como celeste possa cometer atos abomináveis: assassinato, por exemplo.
Por outro lado, por serem figuras públicas, celebridades muitas vezes se tornam alvos fáceis. Quem nunca ouviu falar do perturbado John W. Hinckley e sua obsessão pela atriz Jodie Foster? O que dizer então dos sorrisos falsos que se aproximam para conseguir algo em troca?
Este post compila 35 casos de celebridades assassinas ou assassinadas. Os motivos por trás dos casos são os mais variados. Alguns foram mortos por apenas serem famosos; já outros tiveram o azar de estar no lugar e hora errados. Do outro lado, e assim como assassinos comuns, celebridades homicidas matam pelos mais variados motivos: por acharem estar acima do bem e do mal; acesso de raiva; por se envolverem com pessoas erradas…
Cinema

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O comediante Roscoe “Fatty” Arbuckle, em cena de “Good Night, Nurse”. Reprodução Internet.
Um dos maiores astros do cinema mudo, Roscoe “Fatty” Arbuckle atuou ao lado de nomes consagrados como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Mabel Normand. Alguns de seus mais notáveis filmes incluem “His Wedding Night”,“Conney Island” e “Out West”. No auge de sua carreira, contratado pela Paramount e ganhando incríveis 1 milhão de dólares anuais (valor aberrante para a época), em 5 de Setembro de 1921, Roscoe alugou dois quartos no Hotel St. Francis, em São Francisco, e convidou várias mulheres para uma festa. Uma delas era a atriz Virginia Rappe, famosa por aparecer em vários filmes do diretor e produtor austríaco Henry Lehrman. O que aconteceu nesta festa até hoje é um mistério. Rappe saiu do hotel direto para o hospital e afirmou à polícia que havia sido violentamente agredida pelo astro Roscoe, que a estuprou repetidamente. Ela morreu uma semana depois. Na época, foi teorizado que Roscoe pode tê-la estuprado com uma garrafa de Coca Cola ou Champagne, causando a ruptura da bexiga. A morte da jovem atriz pelo famoso astro chocou os americanos e o caso se tornou o primeiro grande evento midiático criminal da história de Hollywood. Roscoe Arbuckle foi absolvido em três julgamentos e o caso nunca foi oficialmente esclarecido. Mas sua carreira praticamente acabou devido ao escândalo, com seus filmes sendo banidos das salas de cinema e os estúdios correndo de seu nome. Ele se entregou ao alcoolismo e passou a viver na obscuridade. Doze anos depois, ele conseguiu um contrato por um grande estúdio, a Warner, para dirigir um longa metragem. Ele parecia ressurgir das cinzas, mas no dia em que assinou o contrato com a Warner, e talvez devido à grande excitação por voltar ao mundo que pertencia, Roscoe Arbukcle sofreu um infarto fulminante, falecendo aos 46 anos de idade.

O diretor e ator William Desmond Taylor. Reprodução Internet.
O ator e diretor de Hollywood natural da Irlanda William Desmond Taylor acompanhou várias estrelas do cinema, entre as quais Mabel Normand e Mary Miles Minter. Ele dirigiu 59 filmes mudos entre 1914 e 1922 e atuou em 27 entre 1913 e 1915. Sua carreira no cinema mudo tornou-o uma figura popular na indústria emergente de Hollywood na década de 1910 e início de 1920. Em 1922, ele era o principal diretor da Famous Players-Lasky, subsidiária da Paramount, quando foi encontrado morto por seu mordomo. Taylor mantinha um romance com a atriz Mary Miles Minter, e a mesma estava sendo preparada por ele para substituir a “Queridinha da América” Mary Pickford nos papéis de moça ingênua. A mãe de Mary Miles era contra o romance e ameaçou matar o diretor caso ele continuasse a se encontrar com sua filha. O assassinato de Taylor nunca foi solucionado, pôs fim à sua vida e à carreira de Mary Miles, pois o público marcou-a com a culpa por associação. Acredita-se que a mãe da atriz, Charlotte Shelby, tenha assassinado o diretor após uma crise de ciumes. Outra linha de investigação diz que Taylor pode ter sido assassinado por um assassino de aluguel contratado por traficantes de cocaína de Los Angeles, isso porque ele estaria cooperando com a polícia americana para delatar traficantes que vendiam cocaína para estrelas do cinema, dentre elas Mabel Normand.

A atriz Thelma Todd em 1930. © John Springer Collection/CORBIS.
A loira Thelma Todd ganhou o concurso de beleza de Miss Massachusetts em 1925, o que a levou a ser convidada a ir para Hollywood, onde fez sua estreia no cinema emFascinating Youth, de 1926. Com isso ela iniciou uma carreira de atriz de grande sucesso, atuando como coadjuvante em praticamente todos os filmes de comédia. Na manhã de 16 de dezembro de 1935, seu corpo foi encontrado pela sua governanta, curvado no banco da frente de seu Packard conversível na garagem, com as portas levemente abertas. De acordo com o médico-legista, a atriz morreu de envenenamento por monóxido de carbono. O legista emitiu um laudo de suicídio, tese que foi rejeitada por um grande júri. “Parece que há uma trama para provar que Thelma Todd tinha tendências suicidas… há uma grande possibilidade de este ter sido um assassinato com monóxido!”, disse George Rochester, representante dos jurados. A morte da bela atriz nunca foi solucionada. Acredita-se que ela tenha sido morta pelo famoso gangster Lucky Luciano, com quem teve um romance. Luciano a estaria pressionando para usar um cômodo do Thelma Todd’s Sidewalk Cafe, de propriedade da atriz, como casa de apostas. Ela negou. Todd foi vista com Luciano na manhã de sua morte. É provável que, mais uma vez, ela tenha negado ao gangster usar seu Cafe para fins ilícitos e Luciano, então, junto com seus homens, decidiu por matá-la, colocando-a em seu carro, ligado a ignição e fechado a porta da garagem.

A atriz Lana Turner à beira de um colapso nervoso durante audiência judicial. © Bettmann/CORBIS.
A glamorosa Lana Turner aparecia em filmes e colunas de fofocas, casou-se sete vezes e teve uma filha, Cheryl Crane. Em 1957, durante a filmagem de “The Lady Takes a Flyer” (A Força do Amor), conheceu o gângster violento Johnny Stompanato e iniciou um romance. Em setembro do mesmo ano, Lana foi para a Inglaterra para filmar “Another Time, Another Place” (Vítima de uma Paixão). Stompanato foi atrás dela e quando chegou ao set de filmagem, advertiu o jovem ator escocês que coestrelava o filme, ninguém menos que Sean Connery, o primeiro astro de 007: “Fique longe da garota”, disse o gangster a Connery. Machão, o jovem escocês não se intimidou e respondeu à ameaça com um soco. Naquele mesmo dia, Stompanato espancou a atriz e foi deportado. A vida de Lana Turner continuou nos Estados Unidos com agressões físicas e verbais por parte do amante. Não o denunciava ou deixava porque morria de medo dele. Em 4 de abril de 1958, após uma violenta briga, temendo pela vida da mãe, Cheryl, então com 14 anos, enfiou uma faca de 20 centímetros em Stompanato. Ainda hoje, muitos apontam que foi Lana quem matou o gangster. Sua filha Cheryl teria assumido o crime para salvar a mãe de uma possível pena capital. Num julgamento coberto de forma sensacionalista pela mídia, o júri considerou o assassinato como “justificável” e Cheryl foi enviada para um reformatório. Três anos depois, ela saiu em liberdade.

O astro de cinema Ramon Novarro no filme “The Pagan” (1929). © John Springer Collection/CORBIS.
O astro do cinema Ramón Novarro não era o celibatário devoto descrito pela imprensa. Ele tinha uma queda por garotos de programa e, nos seis meses que antecederam sua morte, pagou 140 prostitutos por seus serviços. Na véspera de Halloween de 1968 ele convidou dois homens para irem à sua casa. Às 17h30, Paul Ferguson, 23 anos, e seu irmão Tom, 17, chegaram à casa de Novarro, onde ele os recebeu com drinques e cigarros. Os três beberam enquanto Novarro contava histórias de sua carreira. Os Ferguson, no entanto, só estavam interessados nos 5 mil dólares que o ator mantinha em casa, de acordo com rumores. Após algum tempo na sala, Novarro convidou Paul para ir até seu quarto, enquanto Tom estava do lado de fora respirando ar fresco. Quando Tom retornou, foi procurar pelo irmão e ficou chocado ao encontrá-lo nu com o ator, fazendo sexo. Ele gritou, ordenando que o irmão saísse. Paul, visivelmente bêbado, cambaleou para fora do quarto e, 45 minutos depois, ao recobrar a consciência, caminhou até o quarto para encontrar um ambiente encharcado de sangue e o corpo de Novarro na cama, com três grandes cortes na parte de trás da cabeça. Em dado momento, os irmãos perceberam que o ator ainda estava vivo e Paul o espancou provocando fraturas no crânio e face. Presos, os irmãos passaram apenas sete anos presos e foram soltos em 1976.

A atriz Sharon Tate. Reprodução Internet.
Doidera pouco é bobagem. Charles Manson acreditava que os Beatles eram anjos mandados à Terra para avisar os homens sobre o Apocalipse. Além disso, ele ficou irritado por ter uma música supostamente roubada pelo grupo Beach Boys. Furioso com Terry Melcher, produtor musical que havia lhe negado um contrato de gravação, Manson ordenou a um grupo de seguidores que invadissem a ex-casa de Melcher e promovessem uma chacina. Em 9 de Agosto de 1969, os comandados de Manson mataram a nova moradora do lugar, a atriz Sharon Tate (mulher do cineasta Roman Polanski e grávida de oito meses), e mais quatro pessoas. Ela foi perfurada 16 vezes por uma baioneta e enforcada. Em 1971, Manson e os co-autores Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten foram condenados à morte. Outro participante da barbárie, Charles Watson, foi condenado em julgamento separado. Como a Suprema Corte da Califórnia aboliu a pena de morte em 1972, todos, com exceção de Susan Atkins, morta em 2002, cumprem prisão perpétua. 
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Dorothy Stratten como uma sexy robô no filme “Galaxina”.
Dorothy Hoogstratten tinha tudo o que o show business procurava (e ainda procura): talento, beleza, inteligência, e uma encantadora personalidade. Como muitas mulheres lindas que chegam ao estrelato, sua origem era pobre e humilde. A canadense moradora de Vancouver, trabalhava em uma sorveteria da cidade quando sua beleza chamou imediatamente à atenção de Paul Snider. Pronto. Naquele momento, Dorothy celava o seu destino. Paul Snider era um ex-garoto de programa que trabalhava como cafetão de prostitutas em Vancouver. Deve ter sido fácil para Paul fazer a cabeça da inocente adolescente que desejava um lugar ao sol. Paul Snider a convenceu a posar nua para fotos, falsificou a assinatura da mãe de Dorothy (ela era menor) e enviou as fotos para a revista Playboy. A beleza de 1,75m impressionou a revista e em agosto de 1979 Dorothy chegava onde nunca pensou em chegar: ela era capa da mais famosa revista de nudez feminina do mundo. Poucos meses depois a linda canadense já estava em Hollywood, onde estrelaria pequenos papéis nos filmes Skatetown USAAmericathon eAutumn Born. Ela também apareceu na famosa série Fantasy Island. Em Galaxina (1980), ela consegue seu primeiro papel como protagonista. Mas o sucesso foi embora da mesma forma que chegou, como um raio. Casada com Paul, ela decide largá-lo devido ao ciume doentio do marido. Foi a ficha para que ele a espancasse, estuprasse e desse um tiro em seu rosto com uma espingarda calibre .12 que praticamente a deixou sem cabeça. Logo depois ele cometeu suicídio. 

A atriz de Bollywood Jiah Khan. Reprodução Internet.
Jiah Khan nasceu nos Estados Unidos, cresceu na Inglaterra e morreu na Índia. Modelo, atriz e cantora, Jiah era uma estrela da gigante indústria de filmes indiana, Bollywood. Fez seu debut em 2007, com o filme Nishabd, no qual foi indicada para o prêmio de melhor atriz estreante. A partir daí emendou um filme no outro tornando-se um rosto bastante conhecido e badalado. Em 3 de junho de 2013, a bela atriz foi encontrada morta em seu apartamento em Juhu, Mumbai, pendurada e enforcada em um ventilador de teto. O suicídio da atriz chocou a Índia, mas cinco meses depois, peritos contratados pela mãe da atriz concluíram que ela foi assassinada por estrangulamento e pendurada no ventilador para fazer parecer suicídio. Marcas inexplicáveis no pescoço e lesões em outras partes de seu corpo, assim como a ausência das digitais da atriz no ventilador, levaram a essa conclusão. Álcool encontrado em seu corpo sugere que ela possa ter sido embebedada pelo suposto assassino. Na época, o principal suspeito da mãe da atriz era Suraj Pancholi, o namorado abusivo de Jiah. Segundo sua mãe, o pai de Suraj, um homem poderoso de Mumbai, teria usado de sua influência sobre a polícia para que o caso fosse tratado como suicídio. O caso, então, foi reaberto pela polícia federal da Índia e em Outubro de 2015 Suraj Pancholi e um cúmplice foram presos acusados da morte da atriz.
Esportes

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O astro jamaicano do críquete Leslie Hylton. Paul Donnely, 501 Crimes Mais Notórios.
Jogador rápido, o jamaicano Leslie Hylton jogou seis vezes pelo West Indies, famosa seleção de críquete do Caribe, entre 1935 e 1939. Sua fama era tão grande em todo Caribe que um grande apelo popular se sucedeu após a possibilidade dele não poder jogar o RS Grant na Inglaterra em 1939. Uma “vaquinha” foi realizada e Hylton pôde fazer parte da equipe. Apesar do esforço, Hylton teve uma atuação pífia. Defendeu a equipe da Jamaica por 12 anos, somando 40 partidas no período. Em 1954 a esposa dele, Lurlene, confessou ter cometido adultério e que estava apaixonada  por um homem que conhecera nos Estados Unidos. Hylton deu sete tiros nela. No julgamento, ele disse ter tentado o suicídio após o crime, mas a arma supostamente falhou. O capitão da equipe jamaicana de críquete, Noel Crab Nethersole, testemunhou a seu favor e chegou a mostrar uma carta de amor da falecida endereçada ao amante. “Forçarei meu marido a tomar uma decisão assim que puder”, dizia um trecho da carta. Mas nada disso impediu que o famoso jogador fosse considerado culpado e condenado à pena de morte. Ele foi enforcado na prisão St. Catherine, Jamaica, em 17 de maio de 1955.

O puro sangue Shergar. Cavalo venceu seis de oito corridas que disputou. Reprodução Internet.
Animais também podem virar celebridade. Em 3 de junho de 1981, Shergar venceu a corrida de Derby com um recorde de dez unidades. E assim como Marc Cécillon (leia abaixo), Shergar teve duas doses de fama: a primeira quando ganhou a centenária corrida inglesa e a segunda quando foi sequestrado em 8 de fevereiro de 1983. Dois dias após o sequestro, foi feita uma exigência de dois milhões de libras de resgate. Os sequestradores acreditavam equivocadamente que Aga Khan IV (príncipe persa) era o único proprietário do cavalo, não sabendo que ele possuía apenas uma participação em sua propriedade, que era compartilhada por 34 pessoas. Temia-se que caso o resgate fosse pago todos os cavalos valiosos da Inglaterra e da Irlanda se tornassem alvos. Vários quartéis do IRA foram invadidos pela polícia à procura do cavalo, que descobriu depósitos de armas, mas não encontrou nenhum cavalo de corrida. Acredita-se que quatro dias depois o Conselho Armado do IRA tenha percebido que sua vítima era inútil e ordenado que o cavalo fosse morto. Uma fonte contou a um jornal britânico: “Havia sangue por todos os lados, o cavalo até mesmo escorregava em seu próprio sangue… Levou vários minutos para que o cavalo, em agonia, sangrasse lentamente até morrer.”

O capitão da seleção francesa de rugby Marc Cécillon e m 1996. Purepeople.
Marc Cécillon conquistou duas doses de fama. A primeira começou em 1988 quando foi selecionado para jogar rugby na seleção francesa contra a Irlanda. Ele venceu 46 campeonatos, o último em 1995, e foi capitão do time francês em cinco ocasiões. Jogou os mundiais de 1991 e 1995. Nove anos depois, obteve sua segunda dose de fama quando assassinou a esposa, Chantal. Cécillon e Chantall, 44, foram convidados para uma festa na vila Flosailles, perto de Bourgoin. Chantal chegou sem o marido. Havia rumores de infidelidade por parte dele e até de um filho ilegítimo. Eram 23h quando Cécillon finalmente apareceu na festa, já embriagado. Ele agrediu a dona da festa e, evidentemente, foi convidado a se retirar. Chantall se recusou a acompanhá-lo. A celebridade do rugby foi para a casa do casal onde pegou uma pistola magnum .357 e voltou ao local. Lá, atirou quatro vezes contra a esposa, à queima-roupa, atingindo-a no braço, no peito e na cabeça diante de cerca de 60 testemunhas. Foi necessário unir forças de 12 homens para conter o ex-jogador. Um dos homens arremessou um tijolo nas costas de Cécillon, que não se abalou. Quando a polícia chegou, ele estava amarrado a uma cadeira com um fio elétrico e perguntava por sua esposa. “Ele era um bêbado. Bebia, arrumava confusão e sempre saía ileso porque era Marc Cécillon. Isso é resultado de vinte anos de álcool. Pouco a pouco, ele destrói a pessoa. Marc não conseguia lidar com a própria vida. Quando você mata a esposa, está matando sua vida”, disse na época Pascale Tordo, esposa do jogador François Tordo. Em 2006, Cécillon foi condenado a 20 anos, pena que posteriormente foi reduzida a 14. Em 2011 ele saiu da cadeia após a justiça francesa conceder-lhe liberdade. 

O.J. Simpson como o policial desastrado Nordberg no filme “Corra que a Polícia Vem Aí”. Reprodução Internet.
Depois do sucesso como jogador de futebol americano do Buffalo Bills na década de 1970 e como ator de filmes da série “Corra que a Polícia Vem Aí”, O.J. Simpson voltou às páginas dos jornais em 1994, acusado de ter matado a tiros Nicole Brown, sua ex-mulher, e um amigo dela no dia 12 de junho. Nicole era uma garçonete e conheceu Simpson enquanto ele ainda era casado. Os dois se casaram em 1985, mas logo acabou a lua-de-mel. Em uma das várias brigas, o astro quebrou, com um taco de beisebol, os vidros do carro de Nicole, onde ela ficara após uma discussão. Em 1992, eles se divorciaram. Dois anos depois, o corpo de Brown foi encontrado em sua casa em Los Angeles com ferimentos terríveis no pescoço e cabeça. Um amigo dela, Ronald Goldman, também foi encontrado morto. Acusado de duplo homicídio, Simpson desapareceu deixando uma carta a amigos em que anunciava sua intenção em suicidar. Em uma perseguição espetacular por 96 quilômetros, mostrada pelas principais emissoras de TV norte-americanas, a polícia o capturou. Ele permaneceu ainda um tempo no carro antes de se entregar. Em julgamento que acabou virando uma questão racial, ele foi considerado não-culpado em 3 de outubro de 1995.  Em 2007, Simpson foi preso em Las Vegas acusado de assalto a mão armada e sequestro. Dessa vez, condenado, pegou 33 anos e permanece encarcerado em uma prisão do estado do Nevada.

O zagueiro colombiano Andrés Escobar durante a partida que selou sua vida. Reprodução Internet.
“A vida não termina aqui.”, escreveu o zagueiro da seleção colombiana de futebol Andrés Escobar ao jornal El Tiempeapós a precoce eliminação de sua seleção na Copa do Mundo de Futebol dos Estados Unidos, em 1994. O que o zagueiro não sabia é que poucos dias depois essa mesma frase seria usada em seu epitáfio. A Colômbia foi para aquela copa como uma das favoritas. Não perdia a mais de vinte jogos, com direito a um baile de 5 x 0 na Argentina em plena Buenos Aires nas eliminatórias. Poucos duvidavam que ela seria uma das protagonistas. Mas não. Na estreia foram engolidos por George Hagi e sua fabulosa Romênia. Na segunda partida contra os Estados Unidos, o lance que marcou a Copa: esqueçam Roberto Baggio e seu pênalti nas nuvens, se há apenas um retrato daquela copa, este seria Andrés Escobar e o seu gol contra. A Colômbia perdeu e o gol contra de Escobar contribuiu para a precoce e surpreendente eliminação de sua seleção da Copa. “A vida não termina aqui,” disse Escobar. Mas para ele terminou. Cinco dias após a eliminação colombiana, Escobar levou seis tiros no estacionamento de uma boate em Medellín.“Obrigado pelo gol contra”, teria dito um dos assassinos. Teorias sobre a morte perduram até hoje. Barões do narcotráfico que teriam perdido dinheiro com a eliminação precoce da seleção? Ou bandidos travestidos de torcedores?

O goleiro do Flamengo Bruno. Reprodução Internet.
Goleiro do clube de futebol mais popular do Brasil, Bruno Fernandes parecia ter uma carreira brilhante pela frente. Ídolo em seu time, o goleiro era um dos fortes candidatos para vestir a camisa número 1 da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2014. Mas o brutal assassinato de uma ex-amante (e mãe de seu filho) interrompeu sua carreira. Eliza Samúdio desapareceu em Junho de 2010 após viajar com Bruno até a chácara do atleta em Esmeraldas, Minas Gerais. Seu corpo nunca foi encontrado e Bruno só admitiu a morte da ex-amante três anos depois, quando já estava preso por suspeita no crime. Segundo investigação policial, antes de morrer, Eliza já havia sido espancada, sequestrada e forçada a tomar remédios abortivos quando engravidou do goleiro (durante uma orgia sexual, segundo o próprio acusado). Em uma ocasião, o próprio Bruno apontou uma arma para a cabeça de Eliza. O primo do goleiro, um adolescente de 17 anos, afirmou ter dado uma coronhada em Eliza, que desacordada, teria sido levada para Belo Horizonte, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e os pedaços dados a cachorros rottweiler; os ossos da moça teriam sido concretados.

Oscar Pistorius durante competição nas Olímpiadas. Reprodução Internet.
Em 2012, Oscar Pistorius tornou-se o primeiro homem da história a competir em uma Olimpíada, no atletismo, sem as duas pernas. Ele terminou em oitavo nas semi-finais dos 400 metros livres, usando suas próteses de fibra de carbono. Na Cerimônia de Encerramento das Olimpiadas, foi ele o escolhido para carregar a bandeira da África do Sul. Duas semanas depois, era ele quem carregava a mesma bandeira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paraolímpicos. Sem dúvidas, era um herói do esporte com uma incrível história. Mas em fevereiro de 2013 o mundo viu uma outra face de Oscar Pistorius: a face de um assassino. Com um passado de arruaças e violência – em novembro de 2012 ele foi acusado de quebrar a perna de um homem. Três anos antes, ele havia sido preso por agredir uma mulher em uma festa dada por ele -, Pistorius foi condenado pelo assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steemkamp. Ele supostamente a teria confundido com um ladrão. O júri comprou seu argumento e ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão. Em Outubro de 2015 ele foi solto para cumprir o restante de sua pena em casa. .

Aaron Hernandez. Reprodução Internet.
O atleta mais “googlado” do ano de 2013 não teve motivos para comemorar. Atualmente, o ex-ponta de linha do New England Patriots passa seus dias atrás das grades. Aaron Hernandez foi preso em 26 de junho de 2013 acusado do assassinato de Odin Lloyd, um jogador semi-profissional de Boston. Promotores dizem que Hernandez orquestrou o assassinato de Lloyd, que estava saindo com a irmã do jogador, porque ele “falou com as pessoas erradas” em uma boate. Lloyd foi encontrado morto em um campo perto da casa do jogador de futebol americano. Há suspeitas de que o atleta também esteja envolvido em um duplo assassinato ocorrido em Boston. Como o goleiro brasileiro Bruno, Hernandez jogou cerca de 20 milhões de dólares em salários pelo ralo além, claro, de uma vida sem liberdade. Câmeras de vigilância mostraram que o ex-jogador dos Patriots carregava uma arma dez minutos antes do homicídio, e o próprio advogado de Hernandez admitiu que ele estava no local do crime. Após ouvir o veredito de prisão perpétua sem direito a condicional, o ex-ídolo da NFL foi às lagrimas e chorou no ombro de sua mãe.
Literatura

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O escritor Euclides da Cunha. Reprodução Internet.
Euclides da Cunha, autor da obra “Os Sertões”, foi morto tragicamente pelo amante de sua esposa, Anna Emília. Em 1905, Anna, 30 anos, conhece um rapaz loiro, de olhos claros e 17 anos: Dilermando de Assis, cadete da Escola Militar. Apaixonam-se. Euclides começa a duvidar da traição da esposa quando a descobre grávida ao voltar de viagem. Apesar de perder o primeiro filho, ela tem outro com Dilermando, Luiz, que Euclides definia como uma “espiga de milho no meio de um cafezal”, pelos cabelos claros e olhos azuis. Em 14 de agosto de 1909, Anna abandona o lar e hospeda-se na casa de Dilermando. No dia seguinte, Euclides é recebido pelo irmão de seu rival, Dinorah, e atira, ferindo-o no na nuca. Campeão de tiro ao alvo, Dilermando reage e mata o escritor com um tiro nas costas. Anna e Dilermando se casaram após o crime e passaram 15 anos juntos.
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Moda

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A estilista brasileira Zuzu Angel. Reprodução Internet.
Pioneira na moda brasileira, Zuzu Angel fez sucesso com seu estilo em todo mundo. Até hoje, é a estilista brasileira mais famosa e lembrada. Nos anos 1970 abriu sua loja em Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte-americano, foi vitrine de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca colocando-a do lado externo da roupa. Em 14 de Abril de 1976, ela morreu em um suposto acidente de carro. Na época, Zuzu enfrentava o Regime Militar do Brasil após seu filho, Stuart Jones, ter sido assassinado pelos militares e transformado em desaparecido político. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse. “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”, dizia. Em 2014, a Comissão da Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, recebeu Cláudio Guerra, matador confesso de quase 100 pessoas, que disse: “Ela estava incomodando, ela incomodava. Ninguém nunca suspeitou [do acidente]. Se você pegar a foto do acidente vai ver um amassado do lado esquerdo. Foi onde o carro bateu e a jogou do barranco. A perícia não foi feita.” 

O estilista italiano Gianni Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla Bruni. Getty Images.
Mesmo quando é pago, o amor pode matar. Gianni Versace, 50 anos, era um famosíssimo estilista italiano. Graças às suas amizades com popstars do calibre de Madonna, Eric Clapton, Elton John, Cher e Sting, foi o primeiro à associar moda e música. No dia 15 de julho de 1997, ele foi assassinado com dois tiros na nuca, na porta de sua mansão em South Beach, Miami. Natural de Reggio Calabria, o estilista foi baleado quando voltava para casa depois de ter comprado jornal e tomado o café da manhã no News Café. O autor dos disparos foi Andrew Cunanan, 27 anos, um garoto de programa de alta classe. Antes de liquidar Versace, Cunanan havia causado uma verdadeira onda de terror, matando quatro pessoas em três meses. Oito dias depois de matar o estilista, em 23 de Julho, ele se mataria com um tiro na têmpora direita, em uma casa flutuante onde estava escondido em Miami Beach. Com o autor morto, é difícil explicar o crime. Alguns dizem que Cunanan matou o estilista porque Versace era o homem famoso, rico e popular que ele gostaria de ser. Versace deixou metade de seu império como herança para a sobrinha Allegra, cerca de 500 milhões de dólares.
Modelos e Misses

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A Miss Venezuela Mônica Spear. Reprodução Internet.
Miss Venezuela 2004 e Top 5 no Miss Universo 2005,Mónica Spear Mootz atingiu a fama em seu país ao virar protagonista de novelas. Em 2010 deu um passo além ao entrar no mercado latinoamericano através da rede Telemundo, onde atuou em novelas para o público latino nos EUA, entre elas a produção Flor Salvaje, sucesso em diversos países. Em Janeiro de 2014, Mônica passava férias na Venezuela, juntamente com seu marido e filha de cinco anos, quando foi assassinada numa tentativa de roubo. Segundo a reconstituição do crime, a família caiu numa armadilha ao bater o carro num objeto colocado propositalmente na estrada para fazê-los parar. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram se trancar no veículo e foram mortos a tiros. Na época, o presidente venezuelano Nicolas Maduro alegou que as telenovelas feitas pela Miss foram as responsáveis por sua morte. O trágico acontecimento comoveu e revoltou a opinião pública venezuelana. A empresária da ex-Miss, Katty Pulido, chegou a dizer que o governo de Maduro esconde os altos índices de assassinatos no país. “Mas [a polícia] não consegue [esconder] quando as vítimas são conhecidas”,disse ela.

A Miss Honduras María José Alvarado. Reprodução Internet.
Como revelam algumas fotos em seu perfil do Twitter, María Alvarado era uma jovem bonita e alegre. Quem a conhecia não poderia imaginar que sua última imagem seria a do seu corpo dentro de um saco marrom sendo despejado de qualquer jeito na carroceria de uma camionete. María era a Miss Honduras e viajaria para Londres em 19 de Novembro de 2014 para participar do Miss Mundo, mas foi assassinada seis dias antes pelo namorado da sua irmã. Em 13 de Novembro, a Miss, suairmã Sofia e Plutarco Ruiz, namorado de Sofia, foram até uma boate comemorar o aniversário de 32 anos do futuro assassino. Ao ver Sofia dançando com outra pessoa, Plutarco teria ficado furioso e discutido com a namorada. A festa para os três acabou ali e eles foram embora. Desde então, as irmãs nunca mais foram vistas. Seus corpos foram encontrados no dia em que María embarcaria para a disputa do Miss Mundo.  Segundo a polícia, Plutarco as matou com tiros de uma pistola 9mm e enterrou os corpos numa mata. De origem humilde, mais de 300 pessoas compareceram ao velório – numa pequenina capela – da moça que um dia sonhou em ganhar o mundo.
Música

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A famosa Contralto alemã Ottilie Metzger-Lattermann. Reprodução Internet.
Ottilie Metzger-Lattermann foi uma Contralto alemã cujas interpretações do trabalho do compositor Wagner fizeram dela celebridade na Alemanha da década de 1910. Seudebut ocorreu em 1898 em Halle, então, em 1903, se tornou a primeira Contralto da Hamburg State Opera, cantando juntamente com o famoso tenor italiano Enrico Caruso. De 1901 a 1912, ela cantou no lendário festival de música clássica de Bayreuth, sendo sempre uma das artistas mais esperadas. Lecionou no centenário Conservatório Stern em Berlim e tinha como um de seus músicos acompanhantes Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores do século 20. Com o tempo, se tornou uma das Contraltos mais famosas da Europa, se apresentando em vários países, inclusive fazendo uma turnê nos Estados Unidos. Sua brilhante carreira na ópera acabou com à ascensão de Hitler ao poder em 1933. Em 1939, Metzger-Lattermann e sua filha mudaram-se para a cidade de Brussels, onde foram capturadas pelos Nazistas. De origem judia, a Contralto e sua filha foram enviadas para Auschwitz. Elas nunca mais foram vistas e é desconhecido a forma como foram mortas. Uma placa em sua homenagem (e a outros músicos mortos pelos Nazistas) foi erguida em Bayreuth.

O astro polonês Jakug Kagan. Reprodução Internet.O astro polonês Jakug Kagan. Reprodução Internet.
Seguindo os passos de seu irmão mais velho, o polonêsJakub Kagan graduou-se em música pelo Instituto de Música de Varsóvia após lutar contra os soviéticos na Guerra Polônia/URSS em 1920. Em meados da década, formou a Kagan’s Jazz Band, passando a se apresentar em casas de ópera, cabarés e hotéis. Em 1926 assinou um contrato para tocar no luxoso Hotel Bristol em Varsóvia e pouco tempo depois sua banda já era uma das mais famosas da Polônia, com suas composições largamente conhecidas por todo o país. Em 1929 compôs “Zlota pantera” (A Pantera Dourada). A música abriu ainda mais portas para Kagan, que virou uma celebridade internacional, fazendo turnês na Alemanha, Áustria e Hungria. Após a invasão da Polônia pelos Nazistas, Kagan foi deportado para o Gueto de Varsóvia onde, para sobreviver, passou a tocar piano no Teatro Melody Palace e Splendid Café. Ele foi assassinado em 1942, possivelmente durante o Grossaktion de Varsóvia, uma operação secreta de assassinato em massa do exército Nazista com objetivo de exterminar judeus.
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Miklós Vig. Reprodução Internet.Miklós Vig. Reprodução Internet.
Cantor, ator, comediante e empresário, o húngaro Miklós Voglhu foi uma popular figura de seu país durante três décadas. Descoberto quando ainda era um estudante de música, Miklós iniciou sua brilhante carreira como músico de cabarés, onde também se apresentou com peças de teatro. Logo passou a se apresentar em grandes teatros de Budapeste e na década de 1930 se tornou um dos mais famosos cantores românticos da Hungria, sendo citado por muitos como a “primeira grande estrela húngara, amado por todo o país”. Ninguém no rádio fazia mais sucesso do que ele. Mas nem o fato de ser uma figura famosa, ser casado com uma católica e ter mudado de nome – paraMiklós Vig -, o salvou do Holocausto. Em 19 de dezembro de 1944, Miklós estava entre um grupo de judeus que foram capturados, enfileirados e metralhados nas margens do rio Danúbio por Nazistas húngaros, membros do Partido da Cruz da Seta. 
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O cantor Sam Cooke. Reprodução Internet.
Depois de passar anos cantando gospel, Sam Cooke aderiu à música pop, gravando no selo Keen, de Los Angeles, os hits “You Send Me”, “Only Sixteen” e “Wonderful World”. Mesmo as músicas mais pueris, Cooke tingia-as com a sensualidade do rhythm & blues e as valorizava com sua excepcional técnica. Realmente bonito e de presença encantadora, sabia como envolver o público feminino que lotava seus shows e flertar com cada dama e senhorita da platéia, sem que isso parecesse ofensivo, naqueles tempos de tensão racial. Depois, nos anos 1960, já gravando pela RCA, seus discos ganharam orquestrações, ficando mais comerciais, atingindo um número cada vez maior de fãs. São desse período “Cupid”, “Chain Gang”, “Bring it Home” e “Twistin’ The Night Away”. Sua carreira foi interrompida em dezembro de 1964 quando morreu assassinado na porta de um motel em Los Angeles. O crime até hoje gera controvérsias, mas a versão oficial diz que Cooke teria levado uma mulher contra a sua vontade até o motel. Ela conseguiu fugir do quarto. Cooke foi atrás dela e invadiu o escritório do motel. Bertha Franklin, gerente do local, afirmou que o cantor estava em fúria e, possivelmente bêbado, começou a quebrar o lugar. Em dado momento os dois entraram em luta corporal e Bertha o matou com um tiro no peito. Quando morreu, Sam Cooke era uma unanimidade, seu estilo foi largamente imitado e sinceramente admirado. Foi considerado pela revista Rolling Stone como o 4º maior cantor de todos os tempos, atrás apenas de Elvis Presley [3º], Ray Charles [2º] e Aretha Franklin [1º].

Bobby Fuller. Reprodução Internet.
No escabroso panteão da mitologia do rock ‘n’ roll de Hollywood, não há nada mais misterioso e duradouro do que a sinistra morte do supertalentoso Bobby Fuller. Cantor, guitarrista e compositor vindo de El Paso, Texas, foi tão bem sucedido que se tornou uma celebridade na meca musical de Los Angeles, abrindo seu próprio clube noturno e gravando pela Mustang. É dele a versão genial de “I Fought the Law”, dos Crickets. Em 18 de Julho de 1966, Fuller sumiu por 12 horas e, de repente, reapareceu morto no banco de seu carro no estacionamento de seu prédio em Hollywood. Rapidamente (e estranhamente), a polícia de Los Angeles – que não buscou por impressões digitais no local e nem interrogou ninguém – classificou a morte como suicídio, mas os detalhes contam uma história diferente. O carro não estava no estacionamento 30 minutos antes da mãe do cantor encontrá-lo. Além disso, o avançado rigor mortis do corpo sugeria que Fuller havia sido morto em outro lugar. O próprio “suicídio” foi bastante estranho: ele morreu ao aspirar vapor de gasolina. Teorias emergiram: assassinado pela Família Manson; assassinado por se envolver com a mulher de um mafioso. Uma teoria implicou até mesmo o produtor musical Bob Keane, indicando que Fuller era o terceiro artista sob a tutela de Keane a morrer (os outros foram Ritchie Valens e Sam Cooke). Em 2015, um novo livro “I Fought the Law: The Life and Strange Death of Bobby Fuller”, cujo um dos autores é o irmão do cantor, lista o nome de Morris Levy, importantíssimo executivo da indústria musical americana dos anos 1960 e 1970. A reputação de Levy era conhecida: exploração de artistas, táticas ásperas, conexões com o submundo do crime (incluindo associações com as famílias criminosas Gambino, Genovese e DeCavalcante). Segundo o irmão do cantor, Bob Keane e Morris Levy planejaram matar Bobby Fuller após o mesmo dar para trás num acordo de distribuição de seu último single, “The Magic Touch”.

Sid Vicious. Reprodução Internet.
Figura emblemática do rock ‘n’ roll mundial, Sid Vicious encarnou como ninguém a rebeldia do movimento punk. Em 1977, foi convidado para entrar no Sex Pistols, banda ícone do punk inglês e que estava atrás de um jovem delinquente, mas carismático, o pavio de pólvora perfeito para fazer a banda decolar na mídia. Assumiu o contrabaixo da banda mesmo sem saber tocar, e nem precisava, o comportamento imprevisível juntamente com as confusões que arranjava fizeram dele e da banda lendas no mundo inteiro. Em uma apresentação na cidade interiorana de San Antonio, Texas, Sid gritou no microfone: “Todos os caubóis são viados”. O bizarro show terminou com Sid acertando o contrabaixo na cabeça de um fã, levando um soco de outro e cortando todo o corpo com cacos de uma garrafa quebrada. Não satisfeito talhou no peito: “Me dê um pico”. Em 12 de Outubro de 1978, Sid Vicious matou sua namorada, Nancy Spungen, com uma facada no abdômen. Sob forte efeito de drogas, ele foi preso mas saiu sob fiança. Quatro meses depois, sua mãe o encontrou morto na cama, vítima de overdose de heroína. Ele tinha apenas 21 anos.

John Lennon. Reprodução Internet.
No dia de sua morte, John Lennon estava feliz. Era um pai amoroso de dois filhos (Julian, com Cinthia, e Sean, com Yoko Ono) e havia lançado um álbum de sucesso: “Double Fantasy”. Na música de abertura, dizia estar “começando de novo”. Naquela tarde, havia dado um autógrafo na contracapa do disco a um jovem que disse ser seu fã. Depois de conseguir seu objetivo, ele não foi embora. Ficou esperando no edifício Dakota a volta do ex-Beatle. Quando Lennon e Yoko retornaram, o fã diz: “Mr. Lennon”. John vira-se, mas não enxerga, devido à sua miopia. O jovem dispara cinco tiros a menos de dois metros de distância. John cai, espalhando fitas cassetes. O porteiro tenta ampará-lo, mas ele vomita sangue. O assassino é capturado. Levado ao hospital, Lennon chega sem 80% do sangue e é declarado morto. O homem polêmico e terno, que havia dito que os Beatles eram mais “populares que Jesus Cristo” e não foi compreendido, autor de letras geniais em parceria com Paul McCartney, como “A Day in the Life” e “Strawberry Fields Forever”, e que havia pedido uma chance à paz morria tragicamente.

O rei do soul Marvin Gaye 11 meses antes de sua morte. AP Photo/Nancy Kaye.
Com sua voz aveludada, Marvin Gaye cativou plateias com seus sucessos, tornando-se um dos maiores nomes da gravadora Motown, que além dele, reuniu gente como Michael Jackson, Stevie Wonder e Lionel Ritchie. Tinha tudo para ser um homem feliz. Tinha. Sua vida foi interrompida abruptamente um dia antes de fazer 45 anos, em 1984, quando foi assassinado por seu próprio pai com a arma que ele mesmo lhe presenteara. Nascido em uma família religiosa em 1939, o homem que iria forjar o chamado “Motown Sound” viajou jovem para Detroit (onde fica a gravadora) com Harvey Fuqua, líder do Harvey an the Moonglows. Em 1963, com o álbum “The Stubborn Kinda Fella” torna-se o vocalista mais importante da gravadora, em parcerias com a cantora Tammi Terrel. Quando vendia milhares de discos com “I Heard it Through The Grapevine”, sofre os primeiros baques. A parceira Tammi morre em decorrência de câncer em 1970. O casamento com Anna, irmã de Berry Gordy (dono da Motown), acaba em divórcio. Mas ele dá a volta por cima com seu álbum conceitual “What’s Going On”, um “Sgt. Peppers” estilo rhythm and blues, produzido em 1971 e que trazia letras sobre a Guerra do Vietnã e o estilo de vida urbano. Em 1973, chega ao topo das paradas com “Let’s Get it On” e “You Are Everything”, parceria com Diana Ross. Brigado com a Motown e em momento difícil na carreira, ele surpreende com “Sexual Healing”, de 1982, canção com a qual ganhou dois Grammy: melhor vocalista de R&B e melhor performance instrumental de R&B. Mas o destino resolveu bater na sua porta. Em 1984, deprimido e viciado em cocaína, é assassinado pelo pai, com quem tinha um difícil relacionamento. O motivo que levou o reverendo Marvin Gaye Sr. a atirar foi uma briga familiar.

A cantora Selena Quintanilla Perez. Reprodução Internet.
Selena Quintanilla-Pérez estava no auge de sua carreira quando, no dia 30 de abril de 1995, foi assassinada pela enfermeira Yolanda Saldívar, presidente de seu fã-clube. A cantora tinha apenas 23 anos e havia acabado de gravarDreaming of You, seu primeiro disco em inglês. Selena começou a cantar aos 9 anos, com o grupo Selena y Los Dynos. Mais tarde, sua família trocou o México por Corpus Christi, no Texas. A carreira começou a decolar em 1986, quando ganhou o prêmio de melhor vocalista no Texano Music Awards com seu álbum Alpha. Em 1988, conhece o guitarrista Chris Perez, com quem se casa em 1992. A consagração vem dois anos depois. Ela leva o Grammy pelo álbum Selena Live!. O sucesso na música era pouco. Ela resolveu abrir a Selena Boutique & Salon, no Texas. A diretora era Yolanda, que vira grande amiga da cantora, mas se torna inconveniente, pois reclamava quando não era citada por Selena em entrevistas e mentia sobre a cantora. A gota d’água foi a descoberta de que ela fraudava documentos. A cantora resolveu despedi-la no hotel onde Yolanda estava hospedada. Conversou com a enfermeira, pegou papéis, partiu, mas teve de voltar, pois faltavam documentos. Ao chegar, foi recebida a tiros pela presidente de seu fã-clube. Ferida, Selena ainda conseguiu correr pelos corredores do hotel com Yolanda atrás aos gritos de “bitch”(vadia). Levada ao hospital, precisava de uma transfusão de sangue, mas seu pai, testemunha de Jeová, não permitiu. A cantora morreu minutos depois. Yolanda Saldivar foi condenada a prisão perpétua com possibilidade de cumprir em regime aberto após 30 anos.

O rapper Notorious B.I.G. Reprodução Internet.
Tudo bem que o rap não é um estilo musical praticado por coroinhas de igreja. Quando o assunto é gangsta rap então, nem se fala. Mas os norte-americanos exageraram. Quando esse tipo de música atingiu seu apogeu nos anos 1990, a virulência exposta nas letras passou a ser posta em prática pelos músicos. Para piorar e dar um tom de divisão e disputa territorial à coisa, nos Estados Unidos o rap se dividia entre o produzido na Costa Leste (Gravadora Bad Boy, de Nova York) e o da Costa Oeste (Gravadora Death Row, de Los Angeles). Os nomes mais famosos dessas duas gravadoras eram Notorious B.I.G. (Bad Boy) e Tupac Shakur (Death Row). Tupac Shakur foi assassinado em 1996 e alguns meses depois foi a vez de Notorious B.I.G. encontrar o criador. Restam poucas dúvidas sobre a hipótese de as duas mortes terem conexão. Algumas similaridades reforçam essa tese.

O rapper Tupac Shakur. Reprodução Internet.
Os dois foram baleados várias vezes enquanto estavam no banco do passageiro de seus carros, seus próprios assessores os levaram ao hospital e, sobretudo, ambos eram os recordistas de vendas em suas respectivas gravadoras. Passados quase 20 anos, as mortes permanecem um mistério, mas a teoria mais aceita dá conta de que Notorious B.I.G. teria encomendado a morte de Tupac Shakur e, em retaliação, teria sido morto por pessoas ligadas à Gravadora Death Row.

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O produtor musical Phil Spector durante audiência de seu julgamento. Reprodução Internet.
Um mago da produção musical do século 20. Assim podemos definir Phil Spector. A música “You’ve Lost That Lovin’ Feeling”, produzida e co-escrita por ele para os Righteous Brothers, é listada como a música que mais tocou nas rádios norte-americanas no século 20. Em 2004, a revista Rolling Stone o classificou na posição de número 63 dos “Maiores Artistas de Todos os Tempos”. Sua importância é única para a música: produziu The Ronettes, uma das melhores girl groups da história, colaborou com músicos do calibre de Beatles, John Lennon, George Harrison, Leonard Cohen e Ramones. Produziu mais de 25 sucessos entre 1960 e 1965. Mas em 3 de Fevereiro de 2003, Spector manchou seu currículo ao matar a atriz Lana Clarkson com um tiro na boca. “Eu acho que matei alguém”, disse o produtor ao seu motorista. Promotores descobriram que ele já havia ameaçado antes quatro mulheres com sua arma, após as mesmas o terem rejeitado. Ele foi condenado a passar, no mínimo, 19 anos na cadeia antes de poder pedir liberdade condicional.
Telenovelas

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A atriz Daniella Perez. Reprodução Internet.
Os dias de ostracismo e de esforço para sair da sombra pareciam ter chegado ao fim. A atriz Daniella Perezdespontava como uma promessa da televisão brasileira, com a personagem Yasmin, na novela “De Corpo e Alma”, cuja autora era sua mãe, Glória Perez. Mas a carreira de Daniela foi bruscamente interrompida no dia 28 de dezembro de 1992. Ela foi morta com 16 golpes de tesoura pelo ator Guilherme de Pádua (que interpretava Bira, seu par romântico na novela) e pela esposa dele, Paula Thomaz, que tinha ciúme das cenas entre Pádua e Daniela e queria uma “prova de amor”. O crime chocou o país de tal forma, que o homicídio qualificado foi incluído em 1994 no rol de crimes hediondos. Cada um dos autores foi condenado a 19 anos de prisão, mas em 2002 eles receberam indulto. Guilherme vive atualmente em Belo Horizonte, e Paula Thomaz mudou o nome para Paula Nogueira e leva uma vida normal no Rio de Janeiro. “Há mais de dez anos, aquelas duas pessoas mataram Daniela de forma brutal, cruel e covarde. E agora esses assassinos podem andar por aí soltos! E pior: se voltarem a cometer um crime, terão a ficha limpa,” comentou a mãe da atriz.

A atriz Dorinha Duval em Dercy de Verdade. Memorial Globo.
A atriz Dorinha Duval fez sucesso nas décadas de 1940 a 1970 e participou de sucessos da TV, como “Adoro a Dora” (ao lado de Daniel Filho, seu segundo marido e pai de sua filha, a também atriz Carla Daniel), o seriado “002 contra o Crime”, e como animadora de “Nunca aos Domingos”. Nos anos 70, fez a caipira Diva, na novela “Selva de Pedra”, e a malvada Cuca, de “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, ambas da Rede Globo. Por isso ninguém quis acreditar quando, no dia 5 de outubro de 1980, ela matou seu marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia, com três tiros. O motivo: ela tinha 16 anos a mais que Garcia e um dia ele teria dito, entre carícias, que ela estava velha. Ela disse que faria plástica, e o marido provocou: “Não quero mulher remendada”. Em 1983, foi condenada a 18 anos de prisão, mas a sentença foi anulada. Em 1989, foi condenada a seis anos em regime semi-aberto. Ficou presa por oito meses. O crime sepultou sua carreira na TV. Dorinha Duval tem hoje 86 anos, é artista plástica e mora no Leme.

            Estudamos aqui assassinos e assassinados, a Trajetória da Vida de personagens, de Heróis e Escravos (assassinados), de Monstros (assassinos) que pertencem a todos no mundo de associações da Trajetória da Vida, mas que dependem da Educação para que se estruturem, se desenvolvam e se manifestem, e até se transformem deixando de ser o que eram até agora, sejam Heróis e Escravos ou Monstros!


A Evolução ordenada e controlada da Vida Humana e de suas potencialidades
tanto no crescimento quanto na decadência do organismo, resultante de fatores inatos, hereditários e maturativos, como também de influências ambientais chama-se crescimento. Este crescimento não é só do organismo biológico, mas também do psicológico, social, filosófico e espiritual, podemos ainda dizer também do organismo químico e físico. Seu crescimento está entregue às tarefas, as atividades consideradas como motivos da obtenção de certos resultados, como a liberdade e as Descobertas da Vida. Essas tarefas e atividades como motivos para a obtenção de resultados envolvem gasto de energia que entre os seres humanos estão entregues a aprendizagem por imitação, discriminação, ordem e atenção gerando trabalho e produtos materiais e imateriais como a força de trabalho e a qualificação para a tarefa e o trabalho que geram Economia, incluindo bens e serviços, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos).
As descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos
construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) levam e estão associadas a liberdade ou o que  conhecemos por liberdade que acompanha-nos desde o início de nossa vida adaptada e/ou inteligente na Terra e levam-nos ao trabalho e geram economia, saem e levam-nos a miséria, a fome, a pobreza, a caridade, ao trabalho, a exploração e a violência e aos monstros, fazem parte da vida do ser humano, seja ela, sexual, moral, física, psicológica, política, artística, social, filosófica, espiritual, afetiva, naturalística, lingüística, interpessoal, intrapessoal, lógico-matemática, corporal-cinestésica, musical, espacial, artificial, cognitiva, ritual, mitológica, arquetípica, libidinal, escolar, trabalhista, desportiva, etc.. A liberdade constrói a memória ou a adaptação leva a transcendência e ao renascimento. Não existe memória mas somente adaptação. A adaptação é o mais profundo desejo de nossas descobertas da vida. O trabalho e a economia também existem e constroem e constituem nossa memória e a pertencem aos nossos processos de adaptação fisiológica, morfológica e comportamental. Todo este percurso obedece a um caminho, a Trajetória dos Heróis, desde a concepção e o herói até a liberdade para se viver e ensinar a viver.
            A Trajetória dos Heróis começa com:
      1. A concepção e o herói

            A concepção de um mito surge numa atmosfera de grande inquietação e admiração em relação a figura que aparece repentinamente como mestre, marcando um novo momento na história, um novo estágio a seguir, uma nova biografia.
            O mito deve ser enfrentado por ser largamente familiar ao inconsciente, mesmo desconhecido, estranho ou amedrontador para a consciência, e o que antes tinha um significado, sentido e conceito agora passa a ter outro valor, eis aqui o processo de concepção e convocação ao herói para uma missão que já não pode ser recusada.
            O levar-se a aventura significa que o destino convocou o herói e transferiu-lhe o poder, o centro da gravidade ou o eixo do mundo. Esta fatídica região revela-se como uma terra distante, uma floresta, um reino subterrâneo, a parte inferior das ondas, a parte superior do céu, uma ilha secreta, o topo de uma montanha ou um profundo estado de sonhos. Sempre habitado por seres diferentes e bizarros fluidos e  polimorfos, tormentos inimagináveis, coisas sobre-humanas e delícias impossíveis. O herói pode ser cada um de nós por vontade própria, por ser lavado ou enviado por agente benigno ou maligno, por um erro, ou ao esmo de seu caminhar, os exemplos vem de todos os cantos do planeta.


  1. O chamado pode ser recusado

É sempre possível desviar a atenção para outras coisas na vida real, não com
menos frequência em mitos. A recusa transforma o herói em vítima a ser salva, assim seu mundo tronar-se-á um deserto cheio de obstáculos e um sentimento de grande falta de sentido, sua casa será a casa da morte, um labirinto para se esconder, trará problemas para si mesmo e sua gradual desintegração. O recuso se manifesta como a obtenção da proteção da atual realidade de valores, ideias, virtudes, objetivos e vantagens. Essas fixações representam uma impotência de abandonar o passado com sua esfera de relacionamentos e ideias emocionais infantis. São os muros da infância onde pai e mãe são os guardiões do acesso, da alma atemorizada, com medo das sansões, onde não consegue passar pela porta e alcançar o nascimento para o mundo exterior. Algumas das vítimas ficam assim a vida toda enquanto que outras não para sempre, destinadas s serem salvas.



  1. As forças se unem para o bem-aventurado

As forças se unem para fortalecer o herói que aceita sua viagem, seu chamado, e
a ele será entregue amuletos e objetos com forças e poderes que o fazem crer ser e estar preparado para a jornada contra as forças adversárias e contrárias a sua ida aventurada. Surgem eventos e personagens que lhe darão o poder através desses amuletos ou objetos de poder ou transformação. O poder benigno e protetor será seu destino e o próprio destino. Passará por limiares e pelos despertares da vida, o santuário será o seu coração e todas as formas do inconsciente estarão a seu favor, nenhuma força da humanidade poderá agir contra ele, o herói.



  1. A travessia: se consumir


A vida do herói possui limites e um dia encontrará o guardião dos limites que
aumentará sua força para ir além dos horizontes já explorados com passos na direção do não conhecido, para um oceano sem limites
            As regiões do desconhecido são lugares para projeção do inconsciente (deserto, selva, fundo do mar, terra estranha, cavernas subterrâneas, inferno, etc.). A energia sexual incestuosa e  a destruição do pai, sereias de beleza nostálgica e sedutora, ogros, mulheres selvagens da floresta. O guardião do limiar ou dos limites é um aspecto que se movimento como proteção, porém somente com a passagem desse limiar que o sujeito passa durante a vida ou a morte para um novo movimento de experiência. A aventura está em todos os ambientes, ela é um movimento pelo véu que separa o conhecido do desconhecido, e as forças que guardam os limites são perigosas e lidar com elas envolvem riscos, porém aqueles que tem talento, competência e coragem verão o perigo se dissipar como a água no mar.



  1. Ser engolido e consumido

Ser engolido e consumido dá a entender que o herói morreu, contudo é uma
passagem do limiar mágico, uma esfera de renascimento que é simbolizada pelo útero ou ventre da baleia, o herói é assim lançado no desconhecido.
            O desaparecimento corresponde à entrada do fiel no templo onde ele será revivificado por regras do tipo quem é e do que é. No interior do templo, no ventre da baleia, na terra celeste todos são uma coisa só. Nas proximidades e nas entradas dos templos existem guardiões: dragões, leões, matadores de demônios com espadas desembanhadas, anões rancorosos e touros alados. Eles são guardiões do limiar, eles estão incumbidos de afastar todos aqueles que forem incapazes de achar os silêncios mais elevados no interior do templo. São encarnações preliminares que representam ogros mitológicos que marcam os limites do mundo convencional ou as fileiras de dentes da baleia. Demonstram uma metamorfose ao entrar no templo, como a cobra troca de pele o fiel deixa para fora seu lado secular. Ao entrar num templo ou mergulhar nas mandíbulas da baleia o herói encontra a concentração e a renovação da vida.
            Não pode alcançar o apogeu da vida sem cessar de existir. O herói cujo apogeu ao ego foi destruído volta pelos horizontes do mundo, tem o poder de salvar e nada teme. Ser engolido e consumido trás poder ao que aceita seu caminho que servirá para ajudar a salvar o mundo dos perigos mais indesejáveis como o desconhecido.



  1. O caminho obtuso

Este caminho cheio de pedras e obstáculos, vem logo após o herói cruzar o
limiar e com este evento ele deve sobreviver a uma sucessão de provas. O herói é auxiliado encobertamente por conselhos, amuletos e agentes secretos de auxílio sobrenatural que já havia encontrado antes. Existe um poder benigno que o sustenta em sua passagem sobre-humana.
            Em seu caminho o herói encontra obstáculos que nem sempre trazem felicidade, percorre ele densas florestas, maciças cadeias montanhosas onde depara-se com ossos de outros que sucumbiram a aventura e acaba encontrando uma abertura na terra, as profundezas do mundo inferior e suas notáveis manifestações se abrem diante de seus olhos e depois de numerosos perigos superados chega ao Senhor do Mundo Subterrâneo, e esse se lança sobre ele com gritos horríveis, mas a habilidade do herói pode fazer o monstro recuar com promessas de luxuosas oferendas, esse diálogo é o ápice da cerimônia e o herói entre em êxtase.
            O herói é um líder de um jogo infantil, é um iluminado condutor da ansiedade comum. Combate demônios para que outros prossigam adiante na sua luta contra a realidade.
            O segundo estágio do Caminho é o estágio da purificação do eu onde os sentidos são purificados e tornados humildes e as forças concentram-se em coisas transcendentais, trata-se do processo de dissolução, transcendência ou transmutação de imagens infantis do nosso passado pessoal.
            Os perigos psicológicos pelos quais passaram gerações anteriores devemos enfrentar sozinhos ou com uma orientação experimental, improvisada e poucas vezes muito efetiva, são eles revivificados em nosso sonhos.
            A terra das maravilhas virá com relances momentâneos, com uma multiplicidade de vitórias preliminares ou êxtase.



  1. O encontro com a deusa

A aventura do herói continua com o encontro com a Rainha-Deusa do Mundo. A
Mãe Universal imputa ao cosmo a presença nutridora e protetora. A fantasia é um primeiro momento espontâneo, já que há uma estreita e evidente correlação entre a atitude da criança com relação a mãe e a do adulto em relação ao mundo material. Mas há também numerosas tradições religiosas conscientemente controladas dessa imagem arquetípica para fins de purgação, manutenção e iniciação da mente na natureza do mundo visível.
            A mulher representa mitologicamente a totalidade do que pode ser conhecido. O herói é aquele que aprende. De acordo com seu progresso, o herói, na lenta iniciação à vida, a forma da deusa passa, e se transforma várias vezes. Ela jamais pode ser maior do que ele, mas pode prometer mais do que ele consegue compreender. Ela o atrai e guia e pede que rompa com as correntes que o prendem. Se ele puder os dois serão libertados de todas as suas limitações. A mulher pode ser vista sob condições inferiores condenada pela ignorância a banalidade e a feiura. Mas pode ser redimida pela sabedoria. O herói que puder considera-la tal como ela é, sem meios afetivos indevidos, com gentiliza e segurança traz em si o potencial do rei, do deus encarnado, do seu mundo criado.
            O encontro com a deusa é o teste final do talento para a bênção do amor que é a própria vida aproveitada como o invólucro da eternidade.


  1. A mulher como tentação


Agora com o casamento com a Rainha-Deusa do Mundo o herói ver-se-á no
lugar do pai, ele e seu pai são um só.
            As guerras e as explosões emocionais são paliativos da ignorância. Diante do psicanalista os estágios da vida do herói vêm em sonhos e alucinações. Camada após camada de falta de conhecimento é penetrada e, sempre, passados os primeiros passos da jornada a aventura se desenvolve, seguindo uma trilha de horrores, trevas, desgostos, dores e tremores fantasmagóricos.
            A dificuldade de se entender a vida como ela é e não como a idealizamos em nossas concepções conscientes é a grande dificuldade na análise. Em geral nos esquivamos de assumir dentro de nós a febre que constitui a própria natureza da célula orgânica. Imaginamos que os problemas do mundo e de nós, de cada um de nós, pertencem desagradavelmente a outra pessoa ou outras pessoas. Mas quando percebemos isto, o odor da carne, experimentamos um momento de repugnância e de frustração: a vida e seus fenômenos e a mulher em particular como grande símbolo da vida, tornam-se intoleráveis à alma pura. A mulher é a tentação do herói em sua aventura.



  1. A relação com o pai


A pura Vontade de Deus que protege o pecador da flecha, da torrente e das
chamas é a misericórdia divina,  a poderosa força do Espírito de Deus, por meio em que o coração é transformado, é a graça de Deus. O coração é protegido mantendo o equilíbrio evitando sua destruição. Tudo está nas mãos de Deus, o poder dos amuletos, talismãs primitivos e os auxiliares sobrenaturais dos mitos e dos contos de fada são a garantia para a humanidade de que a flecha, as torrentes e as chamas não são tão violentas quanto se parece.
            É a provação do herói com a garantia de que a figura masculina de auxiliar pela magia o protege de todas as assustadoras provas de iniciação – descobre-se então que o pai e a mãe se refletem um ao outro e são essencialmente a mesma coisa.
            A iniciação combina uma introdução do candidato nas técnicas, obrigações e prerrogativas de sua vocação com radical reajustamento de sua relação emocional com as imagens parentais. O filho assim afasta-se de sua mera condição humana e representam uma força cósmica impessoal. Ele nasceu duas vezes e tornou-se pai agora. Agora tem competência para representar o papel de iniciador, de guia, de porta do sol pela qual devemos passar, das ilusões do bem e do mal, para uma experiência da majestade da lei cósmica, purgada de esperança e de temor, e em paz no entendimento da revelação do ser.
            O problema do herói que vai ao pai está em abrir sua alma par além do terror, num grau que o torne pronto a compreender de que forma as repugnantes e insanas tragédias desse vasto e implacável cosmo são validadas na majestade do ser. O herói transcende a vida, com sua mancha negra peculiar e, por um episódio, ascende a um vislumbre da vida. Ele observa e admira a face do pai e compreende, e assim os dois entram em sintonia.
            Para o filho que cresceu o suficiente é conhecer o pai, as agonias e sofrimentos da provação são prontamente suportadas, o mundo já não é mais um vale de lágrimas, gemidos e dores mas uma manifestação perpétua e geradora de bênçãos, da Presença.



  1. A apoteose

No momento em que nos libertamos dos preconceitos, do tribal, eclesiástico,
nacional, do mundo, dos arquétipos, compreendermos a suprema iniciação ou a boa nova, que o Redentor do Mundo traz e que tantos se rejubilam para ouvir, pela qual oram, mas que relutam em demonstrar e aceitar esse amor que é Deus. A Cruz do Salvador do Mundo é um símbolo mais democrático que a bandeira.
            Aqueles que sabem que o Eterno vive neles, em todas as coisas, são imortais.



  1. A última graça

O sofrimento agonizante da ultrapassagem  dos limites pessoais é a agonia do
crescimento pessoal. A arte, a literatura, o mito, o culto, a filosofia e as disciplinas são instrumentos destinados a auxiliar o indivíduo a ultrapassar os horizontes que o rodeiam e a alcançar esferas de percepção em constante crescimento e movimento. Ao cruzar limiar por limiar, dragão após dragão, aumenta a estrutura da divindade que ele convoca em seu desejo exaltado, até subsumir todo o cosmo. A mente quebra a esfera limitadora do cosmo e alcança uma percepção que transcende as experiências da forma – todos os simbolismos, todas as divindades, a percepção do vazio inelutável. Tanto o pai quanto o herói são aniquilados, são crucificados, e as forças refletirão a forma universal de um único mistério inescrutável: a força que constrói o átomo e controla a órbita das estrelas.



  1. A difícil volta


Ao fim da busca do herói ele terá que retornar por meio da penetração da fonte
retornando com seu troféu transmutador da vida, mesmo que seja objeto de recuso de sua saga e transformação. Por intermédio da graça de alguma personificação masculina ou feminina, humana ou animal, o herói deve retornar para a renovação da comunidade, da nação, do planeta ou do cosmos.


  1. A magia nas decisões


Se o herói em seu triunfo retornar ao mundo com algum elixir destinado à
restauração da sociedade sua aventura será aprovada por todos os poderes do seu patrono sobrenatural, contudo se retornar ao mundo com a oposição do seu guardião não obtendo agrado dos deuses e demônios o último estágio será a perseguição. A aceitação ou a não aceitação e fuga é encarada através da magia.



  1. O resgate sobrenatural


O herói pode ser resgatado em sua aventura com o auxílio sobrenatural, o
mundo, que vai ao seu encontro para recupera-lo. A sociedade tem ciúme daqueles que dela se afastam, ela voltará para bater na sua porta. Duas coisas podem acontecer: o recuso e o choque ou a aceitação e o resgate. Isso leva a crise final do percurso, o limiar do retorno que conduz ao reino místico ou à terra cotidiana. Se resgatado com ajuda externa será cuidado com carinho pelas divindades orientadoras, o herói tem que penetrar novamente trazendo a bênção obtida, onde os homens imaginam-se completos mas que na realidade não passam de frações.



  1. Os limites da volta


Os mundos, divino e humano, são diferentes como a vida e a morte, o dia e a
noite. As aventuras do herói se passam fora da terra nossa conhecida, na região das trevas, aqui ele completa sua viagem aprisionado ou em perigo. Seu retorno é um retorno do além. A alma do herói avança impetuosamente e descobre as bruxas convertidas em deusas e os dragões em guardiões de deuses. A existência humana tem uma inconsistência enigmática entre a sabedoria trazida das trevas e a prudência que costuma ser eficaz no mundo da luz. O martírio é para os santos e as instituições para as pessoas comuns.



  1. Agora são dois mundos

A liberdade de ir e vir pela linha que divide os mundos. Os mitos não
frequentemente apresentam numa única imagem todo o mistério do livre trânsito. Quando o fazem são um tesouro a ser contemplado como a Transfiguração de Jesus Cristo.
            Por vezes um tolo, noutras um sábio, por vezes um esplendor magnificente, noutras vagante, por vezes benigno, noutras maligno, por vezes honrado, noutras insultado – assim é a vida daqueles de suprema beatitude.



  1. E a liberdade para se viver e ensinar a viver


O campo de batalha simboliza a vida, no qual toda criatura vive da morte de
outra. Somos passageiros dos fenômenos do tempo e da vida que vive e morre em qualquer coisa. O herói é o patrono das coisas que estão se tornando e não das coisas que se tornaram.


A descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) associadas à liberdade constróem a memória que é adaptação comportamental como consolo e o luta ou trabalho,  que começam quando há luta, fracasso, vitória e/ou morte, geram através das batalhas desde as sociedades primatas esses sentimentos e estado orgânico de morte, continuou com os hominídeos e existe até hoje com os seres humanos que se especificam pela condição de família e de eternidade, diferenciando-os dos demais seres vivos. Existem chimpanzés que apresentam dados que correspondem aos comportamentos de luta, consolo, fracasso, vitória, morte e luto como também nós humanos e talvez, acredito que sim, os hominídeos também. A luta ou o trabalho é o enfrentamento físico, o consolo seria o abraço, a vitória o mando, a morte o desfalecimento e o luto o ritual (individual ou grupal), o discurso e a linguagem (comportamento verbal) de despedida. Entre o ritual, o discurso e a linguagem existe o conhecimento próprio do ser humano, codificado e decodificado por ele  mesmo. O consolo e a luta ou trabalho.  O ser humano adulto faz descobertas e é adaptado e tende a ser livre porém preso a sociedade, é inteligente e é essa inteligência adaptada ou somente adaptação que gera e mantêm a vida e a luta e o trabalho, a família, os grupos sociais, o caos, a ordem, o progresso, a civilização e a humanidade, a fraternidade e a irmandade, e até mesmo o puritanismo, fruto da indecência e que dela também depende para que o ser humano no outro se perpetre e a vida tenha um significado, um sentido e um conceito de amor a Deus e de ódio ao diabo. A paz ou o descanso e o repouso geram contentamento e o bem-estar, tanto as lutas ou trabalhos oriundos do sofrimento quanto a paz vinda do contentamento dependem sempre da Educação, mesmo que não haja saúde, a Educação resolve o problema com respostas claras e insights que permitam reflexão e bem-estar pessoal e social, senão humano e global. As descobertas levam a Educação que leva a liberdade e ao descanso e ao repouso, geram a transcendência diante da miséria, através da caridade e do trabalho e da diversão e da família, e dos demais relacionamentos sexuais e afetivos ou sociais, miséria não é só pobreza, é também abuso e exploração como a sexual e a do homem pelo homem no trabalho por exemplo ou da natureza diante de uma vida Ecológica insustentável e incompatível para com o futuro do nosso planeta e da vida neste planeta.
As descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) na Trajetória dos Heróis mantêm a liberdade que gera adaptação e violência na maior parte das vezes, pois há lugar para ela em nosso meio consentido e que assim a aceita como felicidade e amor, família e Estado que a ampara e protege por obrigação da e à indecência política e sexual. Quem não é indecente não é gente e quem é gente não é indecente - ¨independência ou morte!¨ Ou somos inteligentes ou somos invariavelmente inteligentes – todos somos inteligentes, a relatividade está no modo de usá-la, está na adaptação, na forma como nos adaptamos, comportamentalmente, fisiologicamente e/ou morfologicamente.
            As descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) constroem a  liberdade e constroem a inteligência e a memória, constroem a luta ou o trabalho e o descanso e o repouso,  a transcendência ou mesmo a adaptação durante a Trajetória dos Heróis que está na inteligência genética transcendental; na percepção e na totalidade; no comportamento e na sua relação com o meio ambiente; na interioridade do ser humano; nos complexos, na libido, no processo de individuação; na interação social; nas relações entre alunos, professores e equipe-técnica; na auto-realização; na auto-atualização; no desenvolvimento infantil e nos processos cognitivos; nos fenômenos que se apresentam a percepção; no inconsciente e no comportamento; nas relações entre fisiologia e comportamento; no desenvolvimento infantil; na motivação e na inferioridade; nas relações que ocorrem nos grupos e organizações; nas relações trabalhistas; nos movimentos e transformações biopsicosociofilosóficos; na arte descabida; na cultura comportamental e na tecnologia; no antes, durante e depois da existência e essência; na biologia psicológica antropológica; na origem da Psicologia e Análise, na cultura; no desenvolvimento da vida que por sua vez é o das artes; nas realidades literal, residual, consciente, inconsciente, simbólica, ideal e real; na vulnerabilidade genética que se dá pelo medo; no desenvolvimento das regras: linguagem, brinquedo, sexualidade, social, novidades, moral, psicomotora, afetiva, intelectual, inteligências, desejo, neurológicas, consciente, inconsciente, alfabetização, cognitivas; na sensibilidade, sentir e decifrar sensações; na cultura que molda a personalidade; na hipótese da telepatia e do sofrimento oriundo dela; na análise tecnopsicológica ou instrumental tecnológico; no novo psico-residual; nos estágios cognitivos mattanonianos; na noção de que você é você e o contexto e não a biologia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, ou a espiritualidade; na negação e na afirmação de verdades; no multiculturalismo que tudo desconstrói e constrói a todo momento de modo autoclítico; na semelhante valorização das faces da moeda na dialética morfo-mattanoniana; na passagem do ato contextualizando-o dramaticamente; no ecletismo social reunindo diferentes teorias para o encontro social e a socialização; no estudo do que for protestável; no formação de conhecedores e ¨xamãs¨ para a paz e a Democracia, Justiça e sentimento de religiosidade; na função do pensamento que é fazer existir e fazer não existir, etc.,  a indecência luta pela independência e pela sua morte, produz sentimentos conflituosos e ambíguos, vive de máscaras e papéis desempenhados e prescritos, é a sombra, é a miséria, é a falta, é a marca, é a vida e sua organização que a quase todo momento se descortina como indecente e não-reveladora, pois produz medo, vergonha, humilhação e violência como o bullying – é o terror, primeiro, pelo não-terror, e depois pelo terror. As descobertas da vida propiciam  liberdade que gera adaptação e produz tanto lutas e trabalho quanto paz, descanso e repouso depende da Educação e do aprendizado, ou seja, das regras que aprendemos, da liberdade, do que adquirimos na família, na escola, na Igreja, no trabalho, na afetividade, nos nossos relacionamentos, etc., na nossa Trajetória e na Trajetória dos Heróis, devemos sim, é estar adaptados e prontos para continuar adaptados, senão nos desadaptamos e poderemos causar guerras, mortes e violência moral, sexual, psíquica, física, social, econômica, trabalhista, política ou até bullying e terror!
A Trajetória dos Heróis começa na concepção e continua com a vida do Herói e vai até a liberdade para se viver e ensinar a viver, a liberdade é adaptação, a liberdade é fruto das descobertas ou existe em função das descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), a liberdade existe graças as lutas e ao trabalho que exigem descanso e repouso, a liberdade atinge-nos como liberdade para escolhermos o nosso trabalho, o trabalho é livre, trabalho não é só emprego, é uma coisa indefinida, não pode ser definido ou totalmente controlado, é amigo da dispersão e do sofrimento, este que nos definiu como corpo e mente, comportamento, e modos de relação social, a indecência é o niilismo existencial como as inteligências que compreendemos e lidamos uma(s) com a(s) outra(s) para lidarmos com a indecência de nossas vidas pobres, podres, ricas, criminosas, delinqüentes e ensimesmadas, para lidarmos com a indecência criamos compensações e até supercompensações que dão ordem aos padrões atuais de vida, ou ao momento sócio-histórico, ou até mesmo, contextual, porém a indecência não depende do contexto mas pode ser dessensibilizada e reinterpretada de acordo com o modelo de distanciamento compreensivo dela mesma em relação ao ser humano. A indecência é indecente seja qual for o contexto? Não! De acordo com a informação e não de acordo único com a sua auto-produção que agora deixa de ser auto-reguladora instintivamente, nossos comportamentos permitem-nos reelaborá-la e reintroduzí-la em nossas vidas particulares e sociais com um novo significado, sentido e conceito contextuais que se transformam, mas não mais transformam o ser humano após a última transformação, a da dessensibilização contextual, onde a indecência não incomoda e não transforma mais ninguém, mas existe sem resistir ao sexo, à fome, ao abrigo, ao novo, ao frio, ao calor, a segurança, a proteção, a liberdade e a libertação do medo e da ansiedade, ao amor e a pertinência, a realização ou a individuação. O velho xamã ainda existe e agora sua mensagem é contextual, o processo de individuação leva a contextualização com significado e sentido únicos e individuais, e um conceito partilhado coletivamente também contextualizado em cada momento sócio-histórico que não dominam mais o ser humano e deixam de ter poder literal, controlador ou de razões para isto ou aquilo – é o desenvolvimento da indecência já que dependemos do sexo, e o sexo é indecente! A indecência também atinge a luta e o trabalho, os ritos e a Trajetória da Vida e a Trajetória dos Heróis! A fome, o abrigo, o novo, o frio, o calor, a segurança, a proteção, a liberdade e a libertação do medo e da ansiedade, o amor e a pertinência, a realização e a individuação são indecentes por terem um fundo de falta, desejo e marca! Para vivermos em meio a estes eventos necessitamos de Heróis! Os Heróis podem estar escondidos em nosso interior! Indecência ou morte filogenética, ontogenética e cultural! Podemos ser mais inteligentes ou menos inteligentes se também aprendermos os mecanismos de dessensibilização da inteligência mas nunca faremos a dessensibilização da adaptação, ela jamais cessa, jamais se esgota, jamais entra em extinção, como método de não-aprisonamento, de liberdade, de descobertas,  intelectual, sexual, moral, mental, social, público, físico, etc., para a nossa libertação e liberdade, já que não precisamos de exércitos mas sim de homens livres e felizes libertados do aprisionamento de qualquer forma de combate, luta, guerra e conflito – isto pode ser possível?. Ninguém produz progresso e bem-estar aprisionado e acorrentado numa ¨cela¨, seja ela intelectual ou inteligente! Precisamos viver o contexto para que ele não nos faça nos destruirmos e falecer, destruindo a própria vida, sinônimo agora, de liberdade, desde a concepção somos indeterminados e precisamos disto para continuarmos aqui e em Evolução, o que somos hoje não seremos amanhã, pois o que fomos no passado não somos hoje! Não conseguimos usar o que chamamos de Inteligência mas sim a Adaptação, não conseguimos ser mais inteligentes mas sim mais adaptados ou adaptativos por causa da liberdade. A adaptação de uma área do cérebro leva ou facilita, induz a adaptação de outra área cerebral, a não adaptação leva ao sofrimento e as doenças.
Segundo a Filósofa L. A. (que não deseja ver seu nome citado) a Inteligência é habilidade que é mobilidade, eu concordo com  isto pois a adaptação é habilidade e mobilidade, senão plasticidade e raciocínio diferentemente do conceito de inteligência que é a capacidade de resolver problemas, não falo de capacidade mas sim de habilidade e mobilidade, coisa bem ou mal resolvida, não importa, isto é adaptação e não inteligência, isto é liberdade, não falo da capacidade resolver e obter sucesso mas sim  da habilidade e da mobilidade diante de problemas, alcançando ou não as metas que são encontradas ou impostas pelo dia-a-dia, pela vida! A inteligência é um constructo social, um pacto social e a adaptação é habilidade e mobilidade plástica cerebral construída individual e socialmente, não depende de pactos para resolver problemas, é livre, libertadora, pura liberdade! A inteligência e a adaptação servem-nos as lutas e ao trabalho e produção de bens e de serviços como a economia.
A transcendência é pura liberdade, é pura adaptação, depende das descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), não depende da inteligência e nem da memória mas sim da capacidade do organismo de se adaptar e processar informações a seu favor maximizando sua existência e suas essências também a favor de sua espécie, assim a transcendência depende da adaptação em primeiro lugar e para entende-la temos a nosso favor como instrumento a linguagem e a inteligência, ela, a transcendência, vem da miséria, da caridade e do trabalho do homem e só existe pois podemos nomeá-la de ¨transcendência¨, fato que os outros seres vivos não conseguem! A transcendência depende de ritos e de nossa vida e da Trajetória dos Heróis! A transcendência vem do trabalho e da luta, do descanso e do repouso que reabilitam o homem para uma nova jornada e carga de trabalho para a produção de bens e de serviços e de economia que afeta também os processos da globalização da economia, da tecnologia, da informação, por exemplo.  Assim a transcendência vem de nossas misérias, de nosso não entendimento e não assimilação de nossas descobertas,  através da adaptação fisiológica, morfológica e comportamental gerando caridade e trabalho como também economia, informação, tecnologia, abuso, exploração, violência, crimes e guerras, devemos transcender e ser caridosos, devemos trabalhar e ser amorosos educando as pessoas e os povos de modo a combater o abuso, a exploração, a violência, os crimes e as guerras, pois querendo ou não, sabemos e podemos transcender e a Educação tudo resolve com amor! E o amor que vem do Alto leva ao renascimento, seja ele interior ou espiritual, ou até mesmo em termos de re-encarnação, falamos de Deus e de Suas Obras, de Seu Mundo! Falamos da Eternidade, o Amor é Eterno e possui vários deuses e uma Santíssima e Augustíssima Trindade, Santos, Apóstolos, Beatos, Mártires e Veneráveis, o amor também pode  ser eterno enquanto durar, ele pode ser passageiro, mudar de destino, pode voltar a Santíssima e Augustíssima Trindade ou somente ao Filho de Deus, Jesus Cristo e sua mãe Maria e continuar eterno propagando ainda o renascimento e a vida em abundância!
Falamos então da liberdade e do desejo de liberdade, de nos libertar-nos do mal e de nós mesmos, de nosso interior de uns dos outros, de nossos conflitos e de nossos pecados, do nosso sofrimento e de nossas doenças, de tudo que castra e tira-nos a liberdade. Falamos da liberdade diante de nossas descobertas da vida e da adaptação, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) – falamos da Trajetória dos Heróis.
De acordo com os princípios básicos dos repertórios comportamentais, eles: atenção, discriminação, controle instrucional e ordem, posso teorizar que através das Teorias de Distanciamento Compreensivo teremos liberdade em nosso trabalho para o descanso e repouso ainda gerando economia e mais trabalho diante de nossas descobertas e diante de nossas escolhas e procedimentos, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), lidando com ritos e a Trajetória dos Heróis e a própria vida e o contexto diante das regras oriundas da literalidade, das razões e do controle, acrescento que as regras que são contingências do tipo ¨se isto..., então aquilo...¨, podem interferir de acordo com novas regras contextuais e autoclíticas que levem o comportamento verbal do falante a reflexão e reorganização ou reordenação do tipo: o que era discriminação eu posso ter agora consciência que aprendi com meus repertórios básicos do comportamento que é imitação, ou o que era imitação é atenção, ou o que era controle instrucional é ordem e atenção, ou o que é atenção é atenção e discriminação, etc., invariavelmente gerando liberdade diante do contexto, das regras contextuais deixando de se apegar a literalidade, as razões e ao controle, mas sim ao contexto propiciando liberdade, insight e saúde psicológica, bem-estar através das regras agora, também, autoclíticas! O comportamento verbal do falante levado a reflexão e reorganização ou reordenação com novas regras contextuais e autoclíticas deve-se funcionalmente ao Episódio Verbal Incompleto e ao Episódio Verbal Completo Mattanonianos. No Episódio Verbal Incompleto atribuiremos novos significados, novos sentidos e novos conceitos invariavelmente as palavras; e no Episódio Verbal Completo poderão emergir respostas novas em meio as conceituais e invariáveis e jamais invertidas, trocadas e/ou aglutinadas nos jogos de linguagens, por exemplo, assim conhecidas literalmente quanto a seu significado, sentido e conceito neste Episódio Verbal Completo, havendo mútuo entendimento na comunicação entre emissor e decodificador, o que não ocorre no caso do Episódio Verbal Incompleto. Podemos especular que funcionaríamos como Inteligência Artificial ou Computadores melhorando o nosso desempenho!? Quanto as nossas descobertas da vida e a  liberdade: as nossas descobertas da vida e a liberdade creio estar associada ao poder da Educação que dissolve a ignorância e o não saber que os detêm aprisionando-nos no passado infantil e desconhecido sem marcharmos para o futuro e para o avanço e progresso da humanidade e das ciências, aqui está a liberdade, neste contexto ou no contexto sócio-educacional em que estamos inseridos atualmente e onde desenvolvemos nossos trabalhos como os científicos, a ciência pode gerar liberdade através do conhecimento e de seus trabalhos humanitários e progressistas – O Episódio Verbal Completo é exemplo de uma sociedade mais avançada, mais educada, mais técnica e culta – o que gera bem-estar e assertividade? O Episódio Verbal Completo ou o Episódio Verbal Incompleto? A Adaptação depende de qual Episódio Verbal para ser obtida com sucesso? Seja a Adaptação fisiológica, morfológica e/ou comportamental? Qual Episódio Verbal, Completo ou Incompleto assegura uma boa Adaptação e assim a perpetuação de nossa espécie? Qual Episódio Verbal é mais importante para assegurar a boa filogênese, a boa ontogênese e a boa cultura? Qual assegura verdadeiramente e seguramente a vida? O Episódio Verbal Incompleto ou o Episódio Verbal Completo? Onde há liberdade? No contexto sócio-educativo e no trabalho das ciências, por exemplo, também há liberdade por meio das artes e das religiões, da espiritualidade, no descanso e no repouso, na luta e no trabalho, ou nos ritos, na vida ou na Trajetória dos Heróis. A liberdade depende de nossas descobertas e de  todos estes fatores para ser criada, mantida, usufruída, modificada, transformada e mortificada, senão sê-la renascida num processo cíclico mítico-ritual primitivo, espiritual,  epistemológico, artístico, científico, humano contemporâneo pois somos humanos devido a liberdade! Somos filogeneticamente descobridores e livres! Somos ontogeneticamente descobridores e  livres! E somos culturalmente descobridores e livres! Nossa origem e nossa natureza são de descobridores e livres e rumam para a contínua marcha de descobertas da vida e para a liberdade, porém ainda não estamos preparados o suficientemente o bastante para sermos livres e lidarmos com toda essa liberdade e com nossa natureza de liberdade e nem coma nossa natureza de descobridores pois somos inventivos e destrutivos e auto-destrutivos, por isso nos aprisionamos e aprisionamos os outros, por isso nos destruímos e destruímos aos outros! Devemos buscar novas descobertas em nossas vidas e das vidas e melhorar nossa conduta de liberdade encoberta sem nos prejudicarmos moralmente, sexualmente e fisicamente,  e devemos melhorar nossa conduta de liberdade pública sem nos prejudicarmos moralmente, sexualmente e fisicamente, e sem nos prejudicarmos também naturalisticamente, ecologicamente e biologicamente! Não precisamos de homens presos e de exércitos, nem de gaiolas para nossas asas ou de grades para nossos antepassados,  precisamos de homens livres! Precisamos de uma Humanidade Santa! Deus nos deu a liberdade! E agora sabemos disto! Podemos tê-la, depende de nós! Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados, frutos de nossos ritos como os de iniciação e de passagem, frutos da Trajetória da vida e da Trajetória dos Heróis.
Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver! Amanhã seremos os mesmos Heróis que nossos antepassados foram e são para nós – já somos Heróis? Será a Humanidade algo heróico? Creio que sim devido aos meus pensamentos, afetos, idéias, relações e trabalhos, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos)! Devido a como evolui e é meu corpo e meu cérebro!
Toda a riqueza de lutas e trabalhos incluindo modos de descanso e repouso, férias, recompensas pelo trabalho e pelo esforço, jornadas e cargas, funções e cargos, profissões e aprendizes, ensinamentos, toda a História do Trabalho, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) depende de nossa história filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo, depende da Evolução de nossa espécie, de cada indivíduo e da sociedade, do espírito, da vida e do cosmos, Evoluir é se deixar aprender e viver!
Evoluir é experienciar a vida e tudo que ela oferece heroicamente, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), mesmo lidando e tendo por modelo para nossas condutas comportamentais, emocionais, psicológicas e sociais as Celebridades Assassinas e Assassinadas pois elas influenciam seus dependentes psicológicos e afetivos podendo até mesmo determinar o comportamento de indivíduos e de grupos em eventos semelhantes, a solução é buscar a Educação e a solução pacífica dos conflitos sociais, emocionais, psicológicos, trabalhistas, familiares, afetivos, espirituais, escolares, políticos, administrativos, profissionais, religiosos, esportivos, artísticos, filosóficos, econômicos, biológicos, etc.!



(Osny Mattanó Júnior – 22/06/2016).








  1. Psicanálise Lacan-Mattanoniana



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Celebridades são muitas vezes endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio; um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama.
Famosos Assassinos e Assassinados
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Celebridades Assassinas - Assassinadas - Capa
Duas coisas chocam os seres humanos: violência e o medo provocado por celebridades.
A violência, é claro, está ao nosso redor, faz parte de nossa realidade e, provavelmente, as pessoas gostam de falar e ler sobre para tentar fazê-la compreensível. Por que cabeças e olhos se dirigem entusiasticamente quando há um horrível acidente na estrada? Por quê a violência é um produto de sucesso na TV e literatura?
Do tapete vermelho do Oscar aos sites de fofocas sensacionalistas, a obsessão pelas celebridades está em todo lugar. “Em nossa sociedade, celebridades agem como uma droga”, citou o psicólogo James Houran, estudioso do fenômeno. Quando celebridades e violência se encontram, temos então uma mistura altamente volátil e poderosa. Uma coisa é a celebridade X aparecer em um filme, outra totalmente diferente é ela matar alguém ou ser assassinada. O interesse por ela aumenta exponencialmente. O julgamento do século 20 nos Estados Unidos foi o de O.J. Simpson, famoso jogador de futebol americano e ator de cinema que foi acusado de matar sua ex-mulher e um amigo dela. Ele era famoso, mas certamente nunca havia recebido tanta atenção da mídia quanto na época em que foi preso e julgado. Já no Brasil, na década de 1990, a mídia citou o julgamento do ator de novelas Guilherme de Pádua como o nosso “julgamento do século”. Recentemente tivemos o caso do velocista Oscar Pistorius, cujo julgamento pelo assassinato da namorada foi televisionado e coberto de forma tão abrangente como nunca havia sido antes toda sua carreira.
Celebridades são muitas vezes endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio; um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama. Sem equilíbrio emocional, muitas celebridades se deixam levar por sorrisos e palavras falsas, caem na devassidão, e acabam achando que é o próprio Deus. Para muitos de nós pode parecer chocante saber que alguém que vemos como celeste possa cometer atos abomináveis: assassinato, por exemplo.
Por outro lado, por serem figuras públicas, celebridades muitas vezes se tornam alvos fáceis. Quem nunca ouviu falar do perturbado John W. Hinckley e sua obsessão pela atriz Jodie Foster? O que dizer então dos sorrisos falsos que se aproximam para conseguir algo em troca?
Este post compila 35 casos de celebridades assassinas ou assassinadas. Os motivos por trás dos casos são os mais variados. Alguns foram mortos por apenas serem famosos; já outros tiveram o azar de estar no lugar e hora errados. Do outro lado, e assim como assassinos comuns, celebridades homicidas matam pelos mais variados motivos: por acharem estar acima do bem e do mal; acesso de raiva; por se envolverem com pessoas erradas…
Cinema

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O comediante Roscoe "Fatty" Arbuckle, em cena de "Good Night, Nurse". Reprodução Internet.O comediante Roscoe “Fatty” Arbuckle, em cena de “Good Night, Nurse”. Reprodução Internet.
Um dos maiores astros do cinema mudo, Roscoe “Fatty” Arbuckle atuou ao lado de nomes consagrados como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Mabel Normand. Alguns de seus mais notáveis filmes incluem “His Wedding Night”,“Conney Island” e “Out West”. No auge de sua carreira, contratado pela Paramount e ganhando incríveis 1 milhão de dólares anuais (valor aberrante para a época), em 5 de Setembro de 1921, Roscoe alugou dois quartos no Hotel St. Francis, em São Francisco, e convidou várias mulheres para uma festa. Uma delas era a atriz Virginia Rappe, famosa por aparecer em vários filmes do diretor e produtor austríaco Henry Lehrman. O que aconteceu nesta festa até hoje é um mistério. Rappe saiu do hotel direto para o hospital e afirmou à polícia que havia sido violentamente agredida pelo astro Roscoe, que a estuprou repetidamente. Ela morreu uma semana depois. Na época, foi teorizado que Roscoe pode tê-la estuprado com uma garrafa de Coca Cola ou Champagne, causando a ruptura da bexiga. A morte da jovem atriz pelo famoso astro chocou os americanos e o caso se tornou o primeiro grande evento midiático criminal da história de Hollywood. Roscoe Arbuckle foi absolvido em três julgamentos e o caso nunca foi oficialmente esclarecido. Mas sua carreira praticamente acabou devido ao escândalo, com seus filmes sendo banidos das salas de cinema e os estúdios correndo de seu nome. Ele se entregou ao alcoolismo e passou a viver na obscuridade. Doze anos depois, ele conseguiu um contrato por um grande estúdio, a Warner, para dirigir um longa metragem. Ele parecia ressurgir das cinzas, mas no dia em que assinou o contrato com a Warner, e talvez devido à grande excitação por voltar ao mundo que pertencia, Roscoe Arbukcle sofreu um infarto fulminante, falecendo aos 46 anos de idade.
O diretor e ator William Desmond Taylor. Reprodução Internet.O diretor e ator William Desmond Taylor. Reprodução Internet.
O ator e diretor de Hollywood natural da Irlanda William Desmond Taylor acompanhou várias estrelas do cinema, entre as quais Mabel Normand e Mary Miles Minter. Ele dirigiu 59 filmes mudos entre 1914 e 1922 e atuou em 27 entre 1913 e 1915. Sua carreira no cinema mudo tornou-o uma figura popular na indústria emergente de Hollywood na década de 1910 e início de 1920. Em 1922, ele era o principal diretor da Famous Players-Lasky, subsidiária da Paramount, quando foi encontrado morto por seu mordomo. Taylor mantinha um romance com a atriz Mary Miles Minter, e a mesma estava sendo preparada por ele para substituir a “Queridinha da América” Mary Pickford nos papéis de moça ingênua. A mãe de Mary Miles era contra o romance e ameaçou matar o diretor caso ele continuasse a se encontrar com sua filha. O assassinato de Taylor nunca foi solucionado, pôs fim à sua vida e à carreira de Mary Miles, pois o público marcou-a com a culpa por associação. Acredita-se que a mãe da atriz, Charlotte Shelby, tenha assassinado o diretor após uma crise de ciumes. Outra linha de investigação diz que Taylor pode ter sido assassinado por um assassino de aluguel contratado por traficantes de cocaína de Los Angeles, isso porque ele estaria cooperando com a polícia americana para delatar traficantes que vendiam cocaína para estrelas do cinema, dentre elas Mabel Normand.
A atriz Thelma Todd em 1930. © John Springer Collection/CORBIS.A atriz Thelma Todd em 1930. © John Springer Collection/CORBIS.
A loira Thelma Todd ganhou o concurso de beleza de Miss Massachusetts em 1925, o que a levou a ser convidada a ir para Hollywood, onde fez sua estreia no cinema emFascinating Youth, de 1926. Com isso ela iniciou uma carreira de atriz de grande sucesso, atuando como coadjuvante em praticamente todos os filmes de comédia. Na manhã de 16 de dezembro de 1935, seu corpo foi encontrado pela sua governanta, curvado no banco da frente de seu Packard conversível na garagem, com as portas levemente abertas. De acordo com o médico-legista, a atriz morreu de envenenamento por monóxido de carbono. O legista emitiu um laudo de suicídio, tese que foi rejeitada por um grande júri. “Parece que há uma trama para provar que Thelma Todd tinha tendências suicidas… há uma grande possibilidade de este ter sido um assassinato com monóxido!”, disse George Rochester, representante dos jurados. A morte da bela atriz nunca foi solucionada. Acredita-se que ela tenha sido morta pelo famoso gangster Lucky Luciano, com quem teve um romance. Luciano a estaria pressionando para usar um cômodo do Thelma Todd’s Sidewalk Cafe, de propriedade da atriz, como casa de apostas. Ela negou. Todd foi vista com Luciano na manhã de sua morte. É provável que, mais uma vez, ela tenha negado ao gangster usar seu Cafe para fins ilícitos e Luciano, então, junto com seus homens, decidiu por matá-la, colocando-a em seu carro, ligado a ignição e fechado a porta da garagem.
A atriz Lana Turner à beira de um colapso nervoso durante audiência judicial. © Bettmann/CORBIS.A atriz Lana Turner à beira de um colapso nervoso durante audiência judicial. © Bettmann/CORBIS.
A glamorosa Lana Turner aparecia em filmes e colunas de fofocas, casou-se sete vezes e teve uma filha, Cheryl Crane. Em 1957, durante a filmagem de “The Lady Takes a Flyer” (A Força do Amor), conheceu o gângster violento Johnny Stompanato e iniciou um romance. Em setembro do mesmo ano, Lana foi para a Inglaterra para filmar “Another Time, Another Place” (Vítima de uma Paixão). Stompanato foi atrás dela e quando chegou ao set de filmagem, advertiu o jovem ator escocês que coestrelava o filme, ninguém menos que Sean Connery, o primeiro astro de 007: “Fique longe da garota”, disse o gangster a Connery. Machão, o jovem escocês não se intimidou e respondeu à ameaça com um soco. Naquele mesmo dia, Stompanato espancou a atriz e foi deportado. A vida de Lana Turner continuou nos Estados Unidos com agressões físicas e verbais por parte do amante. Não o denunciava ou deixava porque morria de medo dele. Em 4 de abril de 1958, após uma violenta briga, temendo pela vida da mãe, Cheryl, então com 14 anos, enfiou uma faca de 20 centímetros em Stompanato. Ainda hoje, muitos apontam que foi Lana quem matou o gangster. Sua filha Cheryl teria assumido o crime para salvar a mãe de uma possível pena capital. Num julgamento coberto de forma sensacionalista pela mídia, o júri considerou o assassinato como “justificável” e Cheryl foi enviada para um reformatório. Três anos depois, ela saiu em liberdade.
O astro de cinema Ramon Novarro no filme "The Pagan" (1929). © John Springer Collection/CORBIS.O astro de cinema Ramon Novarro no filme “The Pagan” (1929). © John Springer Collection/CORBIS.
O astro do cinema Ramón Novarro não era o celibatário devoto descrito pela imprensa. Ele tinha uma queda por garotos de programa e, nos seis meses que antecederam sua morte, pagou 140 prostitutos por seus serviços. Na véspera de Halloween de 1968 ele convidou dois homens para irem à sua casa. Às 17h30, Paul Ferguson, 23 anos, e seu irmão Tom, 17, chegaram à casa de Novarro, onde ele os recebeu com drinques e cigarros. Os três beberam enquanto Novarro contava histórias de sua carreira. Os Ferguson, no entanto, só estavam interessados nos 5 mil dólares que o ator mantinha em casa, de acordo com rumores. Após algum tempo na sala, Novarro convidou Paul para ir até seu quarto, enquanto Tom estava do lado de fora respirando ar fresco. Quando Tom retornou, foi procurar pelo irmão e ficou chocado ao encontrá-lo nu com o ator, fazendo sexo. Ele gritou, ordenando que o irmão saísse. Paul, visivelmente bêbado, cambaleou para fora do quarto e, 45 minutos depois, ao recobrar a consciência, caminhou até o quarto para encontrar um ambiente encharcado de sangue e o corpo de Novarro na cama, com três grandes cortes na parte de trás da cabeça. Em dado momento, os irmãos perceberam que o ator ainda estava vivo e Paul o espancou provocando fraturas no crânio e face. Presos, os irmãos passaram apenas sete anos presos e foram soltos em 1976.
A atriz Sharon Tate. Reprodução Internet.A atriz Sharon Tate. Reprodução Internet.
Doidera pouco é bobagem. Charles Manson acreditava que os Beatles eram anjos mandados à Terra para avisar os homens sobre o Apocalipse. Além disso, ele ficou irritado por ter uma música supostamente roubada pelo grupo Beach Boys. Furioso com Terry Melcher, produtor musical que havia lhe negado um contrato de gravação, Manson ordenou a um grupo de seguidores que invadissem a ex-casa de Melcher e promovessem uma chacina. Em 9 de Agosto de 1969, os comandados de Manson mataram a nova moradora do lugar, a atriz Sharon Tate (mulher do cineasta Roman Polanski e grávida de oito meses), e mais quatro pessoas. Ela foi perfurada 16 vezes por uma baioneta e enforcada. Em 1971, Manson e os co-autores Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten foram condenados à morte. Outro participante da barbárie, Charles Watson, foi condenado em julgamento separado. Como a Suprema Corte da Califórnia aboliu a pena de morte em 1972, todos, com exceção de Susan Atkins, morta em 2002, cumprem prisão perpétua. 
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Dorothy Stratten como uma sexy robô no filme "Galaxina".Dorothy Stratten como uma sexy robô no filme “Galaxina”.
Dorothy Hoogstratten tinha tudo o que o show business procurava (e ainda procura): talento, beleza, inteligência, e uma encantadora personalidade. Como muitas mulheres lindas que chegam ao estrelato, sua origem era pobre e humilde. A canadense moradora de Vancouver, trabalhava em uma sorveteria da cidade quando sua beleza chamou imediatamente à atenção de Paul Snider. Pronto. Naquele momento, Dorothy celava o seu destino. Paul Snider era um ex-garoto de programa que trabalhava como cafetão de prostitutas em Vancouver. Deve ter sido fácil para Paul fazer a cabeça da inocente adolescente que desejava um lugar ao sol. Paul Snider a convenceu a posar nua para fotos, falsificou a assinatura da mãe de Dorothy (ela era menor) e enviou as fotos para a revista Playboy. A beleza de 1,75m impressionou a revista e em agosto de 1979 Dorothy chegava onde nunca pensou em chegar: ela era capa da mais famosa revista de nudez feminina do mundo. Poucos meses depois a linda canadense já estava em Hollywood, onde estrelaria pequenos papéis nos filmes Skatetown USAAmericathon eAutumn Born. Ela também apareceu na famosa série Fantasy Island. Em Galaxina (1980), ela consegue seu primeiro papel como protagonista. Mas o sucesso foi embora da mesma forma que chegou, como um raio. Casada com Paul, ela decide largá-lo devido ao ciume doentio do marido. Foi a ficha para que ele a espancasse, estuprasse e desse um tiro em seu rosto com uma espingarda calibre .12 que praticamente a deixou sem cabeça. Logo depois ele cometeu suicídio. 
Notorios e Horripilantes Crimes de 2013 - Jiah KhanA atriz de Bollywood Jiah Khan. Reprodução Internet.
Jiah Khan nasceu nos Estados Unidos, cresceu na Inglaterra e morreu na Índia. Modelo, atriz e cantora, Jiah era uma estrela da gigante indústria de filmes indiana, Bollywood. Fez seu debut em 2007, com o filme Nishabd, no qual foi indicada para o prêmio de melhor atriz estreante. A partir daí emendou um filme no outro tornando-se um rosto bastante conhecido e badalado. Em 3 de junho de 2013, a bela atriz foi encontrada morta em seu apartamento em Juhu, Mumbai, pendurada e enforcada em um ventilador de teto. O suicídio da atriz chocou a Índia, mas cinco meses depois, peritos contratados pela mãe da atriz concluíram que ela foi assassinada por estrangulamento e pendurada no ventilador para fazer parecer suicídio. Marcas inexplicáveis no pescoço e lesões em outras partes de seu corpo, assim como a ausência das digitais da atriz no ventilador, levaram a essa conclusão. Álcool encontrado em seu corpo sugere que ela possa ter sido embebedada pelo suposto assassino. Na época, o principal suspeito da mãe da atriz era Suraj Pancholi, o namorado abusivo de Jiah. Segundo sua mãe, o pai de Suraj, um homem poderoso de Mumbai, teria usado de sua influência sobre a polícia para que o caso fosse tratado como suicídio. O caso, então, foi reaberto pela polícia federal da Índia e em Outubro de 2015 Suraj Pancholi e um cúmplice foram presos acusados da morte da atriz.
Esportes

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O astro jamaicano do Cricket Leslie Hylton. Paul Donnely, 501 Crimes Mais Notórios.O astro jamaicano do críquete Leslie Hylton. Paul Donnely, 501 Crimes Mais Notórios.
Jogador rápido, o jamaicano Leslie Hylton jogou seis vezes pelo West Indies, famosa seleção de críquete do Caribe, entre 1935 e 1939. Sua fama era tão grande em todo Caribe que um grande apelo popular se sucedeu após a possibilidade dele não poder jogar o RS Grant na Inglaterra em 1939. Uma “vaquinha” foi realizada e Hylton pôde fazer parte da equipe. Apesar do esforço, Hylton teve uma atuação pífia. Defendeu a equipe da Jamaica por 12 anos, somando 40 partidas no período. Em 1954 a esposa dele, Lurlene, confessou ter cometido adultério e que estava apaixonada  por um homem que conhecera nos Estados Unidos. Hylton deu sete tiros nela. No julgamento, ele disse ter tentado o suicídio após o crime, mas a arma supostamente falhou. O capitão da equipe jamaicana de críquete, Noel Crab Nethersole, testemunhou a seu favor e chegou a mostrar uma carta de amor da falecida endereçada ao amante. “Forçarei meu marido a tomar uma decisão assim que puder”, dizia um trecho da carta. Mas nada disso impediu que o famoso jogador fosse considerado culpado e condenado à pena de morte. Ele foi enforcado na prisão St. Catherine, Jamaica, em 17 de maio de 1955.
O puro sangue Shergar. Reprodução Internet.O puro sangue Shergar. Cavalo venceu seis de oito corridas que disputou. Reprodução Internet.
Animais também podem virar celebridade. Em 3 de junho de 1981, Shergar venceu a corrida de Derby com um recorde de dez unidades. E assim como Marc Cécillon (leia abaixo), Shergar teve duas doses de fama: a primeira quando ganhou a centenária corrida inglesa e a segunda quando foi sequestrado em 8 de fevereiro de 1983. Dois dias após o sequestro, foi feita uma exigência de dois milhões de libras de resgate. Os sequestradores acreditavam equivocadamente que Aga Khan IV (príncipe persa) era o único proprietário do cavalo, não sabendo que ele possuía apenas uma participação em sua propriedade, que era compartilhada por 34 pessoas. Temia-se que caso o resgate fosse pago todos os cavalos valiosos da Inglaterra e da Irlanda se tornassem alvos. Vários quartéis do IRA foram invadidos pela polícia à procura do cavalo, que descobriu depósitos de armas, mas não encontrou nenhum cavalo de corrida. Acredita-se que quatro dias depois o Conselho Armado do IRA tenha percebido que sua vítima era inútil e ordenado que o cavalo fosse morto. Uma fonte contou a um jornal britânico: “Havia sangue por todos os lados, o cavalo até mesmo escorregava em seu próprio sangue… Levou vários minutos para que o cavalo, em agonia, sangrasse lentamente até morrer.”
O capitão da seleção francesa de rugby Marc Cécillon e m 1996. Purepeople.O capitão da seleção francesa de rugby Marc Cécillon e m 1996. Purepeople.
Marc Cécillon conquistou duas doses de fama. A primeira começou em 1988 quando foi selecionado para jogar rugby na seleção francesa contra a Irlanda. Ele venceu 46 campeonatos, o último em 1995, e foi capitão do time francês em cinco ocasiões. Jogou os mundiais de 1991 e 1995. Nove anos depois, obteve sua segunda dose de fama quando assassinou a esposa, Chantal. Cécillon e Chantall, 44, foram convidados para uma festa na vila Flosailles, perto de Bourgoin. Chantal chegou sem o marido. Havia rumores de infidelidade por parte dele e até de um filho ilegítimo. Eram 23h quando Cécillon finalmente apareceu na festa, já embriagado. Ele agrediu a dona da festa e, evidentemente, foi convidado a se retirar. Chantall se recusou a acompanhá-lo. A celebridade do rugby foi para a casa do casal onde pegou uma pistola magnum .357 e voltou ao local. Lá, atirou quatro vezes contra a esposa, à queima-roupa, atingindo-a no braço, no peito e na cabeça diante de cerca de 60 testemunhas. Foi necessário unir forças de 12 homens para conter o ex-jogador. Um dos homens arremessou um tijolo nas costas de Cécillon, que não se abalou. Quando a polícia chegou, ele estava amarrado a uma cadeira com um fio elétrico e perguntava por sua esposa. “Ele era um bêbado. Bebia, arrumava confusão e sempre saía ileso porque era Marc Cécillon. Isso é resultado de vinte anos de álcool. Pouco a pouco, ele destrói a pessoa. Marc não conseguia lidar com a própria vida. Quando você mata a esposa, está matando sua vida”, disse na época Pascale Tordo, esposa do jogador François Tordo. Em 2006, Cécillon foi condenado a 20 anos, pena que posteriormente foi reduzida a 14. Em 2011 ele saiu da cadeia após a justiça francesa conceder-lhe liberdade. 
O.J. Simpson como o policial desastrado Nordberg no filme "Corra que a Polícia Vem Aí". Reprodução Internet.O.J. Simpson como o policial desastrado Nordberg no filme “Corra que a Polícia Vem Aí”. Reprodução Internet.
Depois do sucesso como jogador de futebol americano do Buffalo Bills na década de 1970 e como ator de filmes da série “Corra que a Polícia Vem Aí”, O.J. Simpson voltou às páginas dos jornais em 1994, acusado de ter matado a tiros Nicole Brown, sua ex-mulher, e um amigo dela no dia 12 de junho. Nicole era uma garçonete e conheceu Simpson enquanto ele ainda era casado. Os dois se casaram em 1985, mas logo acabou a lua-de-mel. Em uma das várias brigas, o astro quebrou, com um taco de beisebol, os vidros do carro de Nicole, onde ela ficara após uma discussão. Em 1992, eles se divorciaram. Dois anos depois, o corpo de Brown foi encontrado em sua casa em Los Angeles com ferimentos terríveis no pescoço e cabeça. Um amigo dela, Ronald Goldman, também foi encontrado morto. Acusado de duplo homicídio, Simpson desapareceu deixando uma carta a amigos em que anunciava sua intenção em suicidar. Em uma perseguição espetacular por 96 quilômetros, mostrada pelas principais emissoras de TV norte-americanas, a polícia o capturou. Ele permaneceu ainda um tempo no carro antes de se entregar. Em julgamento que acabou virando uma questão racial, ele foi considerado não-culpado em 3 de outubro de 1995.  Em 2007, Simpson foi preso em Las Vegas acusado de assalto a mão armada e sequestro. Dessa vez, condenado, pegou 33 anos e permanece encarcerado em uma prisão do estado do Nevada.
O zagueiro colombiano Andrés Escobar durante a partida que selou sua vida. Reprodução Internet.O zagueiro colombiano Andrés Escobar durante a partida que selou sua vida. Reprodução Internet.
“A vida não termina aqui.”, escreveu o zagueiro da seleção colombiana de futebol Andrés Escobar ao jornal El Tiempeapós a precoce eliminação de sua seleção na Copa do Mundo de Futebol dos Estados Unidos, em 1994. O que o zagueiro não sabia é que poucos dias depois essa mesma frase seria usada em seu epitáfio. A Colômbia foi para aquela copa como uma das favoritas. Não perdia a mais de vinte jogos, com direito a um baile de 5 x 0 na Argentina em plena Buenos Aires nas eliminatórias. Poucos duvidavam que ela seria uma das protagonistas. Mas não. Na estreia foram engolidos por George Hagi e sua fabulosa Romênia. Na segunda partida contra os Estados Unidos, o lance que marcou a Copa: esqueçam Roberto Baggio e seu pênalti nas nuvens, se há apenas um retrato daquela copa, este seria Andrés Escobar e o seu gol contra. A Colômbia perdeu e o gol contra de Escobar contribuiu para a precoce e surpreendente eliminação de sua seleção da Copa. “A vida não termina aqui,” disse Escobar. Mas para ele terminou. Cinco dias após a eliminação colombiana, Escobar levou seis tiros no estacionamento de uma boate em Medellín.“Obrigado pelo gol contra”, teria dito um dos assassinos. Teorias sobre a morte perduram até hoje. Barões do narcotráfico que teriam perdido dinheiro com a eliminação precoce da seleção? Ou bandidos travestidos de torcedores?
O goleiro do Flamengo Bruno. Reprodução Internet.O goleiro do Flamengo Bruno. Reprodução Internet.
Goleiro do clube de futebol mais popular do Brasil, Bruno Fernandes parecia ter uma carreira brilhante pela frente. Ídolo em seu time, o goleiro era um dos fortes candidatos para vestir a camisa número 1 da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2014. Mas o brutal assassinato de uma ex-amante (e mãe de seu filho) interrompeu sua carreira. Eliza Samúdio desapareceu em Junho de 2010 após viajar com Bruno até a chácara do atleta em Esmeraldas, Minas Gerais. Seu corpo nunca foi encontrado e Bruno só admitiu a morte da ex-amante três anos depois, quando já estava preso por suspeita no crime. Segundo investigação policial, antes de morrer, Eliza já havia sido espancada, sequestrada e forçada a tomar remédios abortivos quando engravidou do goleiro (durante uma orgia sexual, segundo o próprio acusado). Em uma ocasião, o próprio Bruno apontou uma arma para a cabeça de Eliza. O primo do goleiro, um adolescente de 17 anos, afirmou ter dado uma coronhada em Eliza, que desacordada, teria sido levada para Belo Horizonte, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e os pedaços dados a cachorros rottweiler; os ossos da moça teriam sido concretados.
Oscar Pistorius durante competição nas Olímpiadas. Reprodução Internet.Oscar Pistorius durante competição nas Olímpiadas. Reprodução Internet.
Em 2012, Oscar Pistorius tornou-se o primeiro homem da história a competir em uma Olimpíada, no atletismo, sem as duas pernas. Ele terminou em oitavo nas semi-finais dos 400 metros livres, usando suas próteses de fibra de carbono. Na Cerimônia de Encerramento das Olimpiadas, foi ele o escolhido para carregar a bandeira da África do Sul. Duas semanas depois, era ele quem carregava a mesma bandeira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paraolímpicos. Sem dúvidas, era um herói do esporte com uma incrível história. Mas em fevereiro de 2013 o mundo viu uma outra face de Oscar Pistorius: a face de um assassino. Com um passado de arruaças e violência – em novembro de 2012 ele foi acusado de quebrar a perna de um homem. Três anos antes, ele havia sido preso por agredir uma mulher em uma festa dada por ele -, Pistorius foi condenado pelo assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steemkamp. Ele supostamente a teria confundido com um ladrão. O júri comprou seu argumento e ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão. Em Outubro de 2015 ele foi solto para cumprir o restante de sua pena em casa. .
Notorios e Horripilantes Crimes de 2013 - Aaron HernandezAaron Hernandez. Reprodução Internet.
O atleta mais “googlado” do ano de 2013 não teve motivos para comemorar. Atualmente, o ex-ponta de linha do New England Patriots passa seus dias atrás das grades. Aaron Hernandez foi preso em 26 de junho de 2013 acusado do assassinato de Odin Lloyd, um jogador semi-profissional de Boston. Promotores dizem que Hernandez orquestrou o assassinato de Lloyd, que estava saindo com a irmã do jogador, porque ele “falou com as pessoas erradas” em uma boate. Lloyd foi encontrado morto em um campo perto da casa do jogador de futebol americano. Há suspeitas de que o atleta também esteja envolvido em um duplo assassinato ocorrido em Boston. Como o goleiro brasileiro Bruno, Hernandez jogou cerca de 20 milhões de dólares em salários pelo ralo além, claro, de uma vida sem liberdade. Câmeras de vigilância mostraram que o ex-jogador dos Patriots carregava uma arma dez minutos antes do homicídio, e o próprio advogado de Hernandez admitiu que ele estava no local do crime. Após ouvir o veredito de prisão perpétua sem direito a condicional, o ex-ídolo da NFL foi às lagrimas e chorou no ombro de sua mãe.
Literatura

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O escritor Euclides da Cunha. Reprodução Internet.O escritor Euclides da Cunha. Reprodução Internet.
Euclides da Cunha, autor da obra “Os Sertões”, foi morto tragicamente pelo amante de sua esposa, Anna Emília. Em 1905, Anna, 30 anos, conhece um rapaz loiro, de olhos claros e 17 anos: Dilermando de Assis, cadete da Escola Militar. Apaixonam-se. Euclides começa a duvidar da traição da esposa quando a descobre grávida ao voltar de viagem. Apesar de perder o primeiro filho, ela tem outro com Dilermando, Luiz, que Euclides definia como uma “espiga de milho no meio de um cafezal”, pelos cabelos claros e olhos azuis. Em 14 de agosto de 1909, Anna abandona o lar e hospeda-se na casa de Dilermando. No dia seguinte, Euclides é recebido pelo irmão de seu rival, Dinorah, e atira, ferindo-o no na nuca. Campeão de tiro ao alvo, Dilermando reage e mata o escritor com um tiro nas costas. Anna e Dilermando se casaram após o crime e passaram 15 anos juntos.
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Moda

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A estilista brasileira Zuzu Angel. Reprodução Internet.A estilista brasileira Zuzu Angel. Reprodução Internet.
Pioneira na moda brasileira, Zuzu Angel fez sucesso com seu estilo em todo mundo. Até hoje, é a estilista brasileira mais famosa e lembrada. Nos anos 1970 abriu sua loja em Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte-americano, foi vitrine de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca colocando-a do lado externo da roupa. Em 14 de Abril de 1976, ela morreu em um suposto acidente de carro. Na época, Zuzu enfrentava o Regime Militar do Brasil após seu filho, Stuart Jones, ter sido assassinado pelos militares e transformado em desaparecido político. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse. “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”, dizia. Em 2014, a Comissão da Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, recebeu Cláudio Guerra, matador confesso de quase 100 pessoas, que disse: “Ela estava incomodando, ela incomodava. Ninguém nunca suspeitou [do acidente]. Se você pegar a foto do acidente vai ver um amassado do lado esquerdo. Foi onde o carro bateu e a jogou do barranco. A perícia não foi feita.” 
O estilista italiano Gianni Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla Bruni. Getty Images.O estilista italiano Gianni Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla Bruni. Getty Images.
Mesmo quando é pago, o amor pode matar. Gianni Versace, 50 anos, era um famosíssimo estilista italiano. Graças às suas amizades com popstars do calibre de Madonna, Eric Clapton, Elton John, Cher e Sting, foi o primeiro à associar moda e música. No dia 15 de julho de 1997, ele foi assassinado com dois tiros na nuca, na porta de sua mansão em South Beach, Miami. Natural de Reggio Calabria, o estilista foi baleado quando voltava para casa depois de ter comprado jornal e tomado o café da manhã no News Café. O autor dos disparos foi Andrew Cunanan, 27 anos, um garoto de programa de alta classe. Antes de liquidar Versace, Cunanan havia causado uma verdadeira onda de terror, matando quatro pessoas em três meses. Oito dias depois de matar o estilista, em 23 de Julho, ele se mataria com um tiro na têmpora direita, em uma casa flutuante onde estava escondido em Miami Beach. Com o autor morto, é difícil explicar o crime. Alguns dizem que Cunanan matou o estilista porque Versace era o homem famoso, rico e popular que ele gostaria de ser. Versace deixou metade de seu império como herança para a sobrinha Allegra, cerca de 500 milhões de dólares.
Modelos e Misses

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A Miss Venezuela Mônica Spear. Reprodução Internet.A Miss Venezuela Mônica Spear. Reprodução Internet.
Miss Venezuela 2004 e Top 5 no Miss Universo 2005,Mónica Spear Mootz atingiu a fama em seu país ao virar protagonista de novelas. Em 2010 deu um passo além ao entrar no mercado latinoamericano através da rede Telemundo, onde atuou em novelas para o público latino nos EUA, entre elas a produção Flor Salvaje, sucesso em diversos países. Em Janeiro de 2014, Mônica passava férias na Venezuela, juntamente com seu marido e filha de cinco anos, quando foi assassinada numa tentativa de roubo. Segundo a reconstituição do crime, a família caiu numa armadilha ao bater o carro num objeto colocado propositalmente na estrada para fazê-los parar. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram se trancar no veículo e foram mortos a tiros. Na época, o presidente venezuelano Nicolas Maduro alegou que as telenovelas feitas pela Miss foram as responsáveis por sua morte. O trágico acontecimento comoveu e revoltou a opinião pública venezuelana. A empresária da ex-Miss, Katty Pulido, chegou a dizer que o governo de Maduro esconde os altos índices de assassinatos no país. “Mas [a polícia] não consegue [esconder] quando as vítimas são conhecidas”,disse ela.
101 Crimes Horripilantes de 2014 - María José AlvaradoA Miss Honduras María José Alvarado. Reprodução Internet.
Como revelam algumas fotos em seu perfil do Twitter, María Alvarado era uma jovem bonita e alegre. Quem a conhecia não poderia imaginar que sua última imagem seria a do seu corpo dentro de um saco marrom sendo despejado de qualquer jeito na carroceria de uma camionete. María era a Miss Honduras e viajaria para Londres em 19 de Novembro de 2014 para participar do Miss Mundo, mas foi assassinada seis dias antes pelo namorado da sua irmã. Em 13 de Novembro, a Miss, suairmã Sofia e Plutarco Ruiz, namorado de Sofia, foram até uma boate comemorar o aniversário de 32 anos do futuro assassino. Ao ver Sofia dançando com outra pessoa, Plutarco teria ficado furioso e discutido com a namorada. A festa para os três acabou ali e eles foram embora. Desde então, as irmãs nunca mais foram vistas. Seus corpos foram encontrados no dia em que María embarcaria para a disputa do Miss Mundo.  Segundo a polícia, Plutarco as matou com tiros de uma pistola 9mm e enterrou os corpos numa mata. De origem humilde, mais de 300 pessoas compareceram ao velório – numa pequenina capela – da moça que um dia sonhou em ganhar o mundo.
Música

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A famosa Contralto alemã Ottilie Metzger-Lattermann. Reprodução Internet.A famosa Contralto alemã Ottilie Metzger-Lattermann. Reprodução Internet.
Ottilie Metzger-Lattermann foi uma Contralto alemã cujas interpretações do trabalho do compositor Wagner fizeram dela celebridade na Alemanha da década de 1910. Seudebut ocorreu em 1898 em Halle, então, em 1903, se tornou a primeira Contralto da Hamburg State Opera, cantando juntamente com o famoso tenor italiano Enrico Caruso. De 1901 a 1912, ela cantou no lendário festival de música clássica de Bayreuth, sendo sempre uma das artistas mais esperadas. Lecionou no centenário Conservatório Stern em Berlim e tinha como um de seus músicos acompanhantes Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores do século 20. Com o tempo, se tornou uma das Contraltos mais famosas da Europa, se apresentando em vários países, inclusive fazendo uma turnê nos Estados Unidos. Sua brilhante carreira na ópera acabou com à ascensão de Hitler ao poder em 1933. Em 1939, Metzger-Lattermann e sua filha mudaram-se para a cidade de Brussels, onde foram capturadas pelos Nazistas. De origem judia, a Contralto e sua filha foram enviadas para Auschwitz. Elas nunca mais foram vistas e é desconhecido a forma como foram mortas. Uma placa em sua homenagem (e a outros músicos mortos pelos Nazistas) foi erguida em Bayreuth.
O astro polonês Jakug Kagan. Reprodução Internet.O astro polonês Jakug Kagan. Reprodução Internet.
Seguindo os passos de seu irmão mais velho, o polonêsJakub Kagan graduou-se em música pelo Instituto de Música de Varsóvia após lutar contra os soviéticos na Guerra Polônia/URSS em 1920. Em meados da década, formou a Kagan’s Jazz Band, passando a se apresentar em casas de ópera, cabarés e hotéis. Em 1926 assinou um contrato para tocar no luxoso Hotel Bristol em Varsóvia e pouco tempo depois sua banda já era uma das mais famosas da Polônia, com suas composições largamente conhecidas por todo o país. Em 1929 compôs “Zlota pantera” (A Pantera Dourada). A música abriu ainda mais portas para Kagan, que virou uma celebridade internacional, fazendo turnês na Alemanha, Áustria e Hungria. Após a invasão da Polônia pelos Nazistas, Kagan foi deportado para o Gueto de Varsóvia onde, para sobreviver, passou a tocar piano no Teatro Melody Palace e Splendid Café. Ele foi assassinado em 1942, possivelmente durante o Grossaktion de Varsóvia, uma operação secreta de assassinato em massa do exército Nazista com objetivo de exterminar judeus.
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Miklós Vig. Reprodução Internet.Miklós Vig. Reprodução Internet.
Cantor, ator, comediante e empresário, o húngaro Miklós Voglhu foi uma popular figura de seu país durante três décadas. Descoberto quando ainda era um estudante de música, Miklós iniciou sua brilhante carreira como músico de cabarés, onde também se apresentou com peças de teatro. Logo passou a se apresentar em grandes teatros de Budapeste e na década de 1930 se tornou um dos mais famosos cantores românticos da Hungria, sendo citado por muitos como a “primeira grande estrela húngara, amado por todo o país”. Ninguém no rádio fazia mais sucesso do que ele. Mas nem o fato de ser uma figura famosa, ser casado com uma católica e ter mudado de nome – paraMiklós Vig -, o salvou do Holocausto. Em 19 de dezembro de 1944, Miklós estava entre um grupo de judeus que foram capturados, enfileirados e metralhados nas margens do rio Danúbio por Nazistas húngaros, membros do Partido da Cruz da Seta. 
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O cantor Sam Cooke. Reprodução Internet.O cantor Sam Cooke. Reprodução Internet.
Depois de passar anos cantando gospel, Sam Cooke aderiu à música pop, gravando no selo Keen, de Los Angeles, os hits “You Send Me”, “Only Sixteen” e “Wonderful World”. Mesmo as músicas mais pueris, Cooke tingia-as com a sensualidade do rhythm & blues e as valorizava com sua excepcional técnica. Realmente bonito e de presença encantadora, sabia como envolver o público feminino que lotava seus shows e flertar com cada dama e senhorita da platéia, sem que isso parecesse ofensivo, naqueles tempos de tensão racial. Depois, nos anos 1960, já gravando pela RCA, seus discos ganharam orquestrações, ficando mais comerciais, atingindo um número cada vez maior de fãs. São desse período “Cupid”, “Chain Gang”, “Bring it Home” e “Twistin’ The Night Away”. Sua carreira foi interrompida em dezembro de 1964 quando morreu assassinado na porta de um motel em Los Angeles. O crime até hoje gera controvérsias, mas a versão oficial diz que Cooke teria levado uma mulher contra a sua vontade até o motel. Ela conseguiu fugir do quarto. Cooke foi atrás dela e invadiu o escritório do motel. Bertha Franklin, gerente do local, afirmou que o cantor estava em fúria e, possivelmente bêbado, começou a quebrar o lugar. Em dado momento os dois entraram em luta corporal e Bertha o matou com um tiro no peito. Quando morreu, Sam Cooke era uma unanimidade, seu estilo foi largamente imitado e sinceramente admirado. Foi considerado pela revista Rolling Stone como o 4º maior cantor de todos os tempos, atrás apenas de Elvis Presley [3º], Ray Charles [2º] e Aretha Franklin [1º].
Bobby Fuller. Reprodução Internet.Bobby Fuller. Reprodução Internet.
No escabroso panteão da mitologia do rock ‘n’ roll de Hollywood, não há nada mais misterioso e duradouro do que a sinistra morte do supertalentoso Bobby Fuller. Cantor, guitarrista e compositor vindo de El Paso, Texas, foi tão bem sucedido que se tornou uma celebridade na meca musical de Los Angeles, abrindo seu próprio clube noturno e gravando pela Mustang. É dele a versão genial de “I Fought the Law”, dos Crickets. Em 18 de Julho de 1966, Fuller sumiu por 12 horas e, de repente, reapareceu morto no banco de seu carro no estacionamento de seu prédio em Hollywood. Rapidamente (e estranhamente), a polícia de Los Angeles – que não buscou por impressões digitais no local e nem interrogou ninguém – classificou a morte como suicídio, mas os detalhes contam uma história diferente. O carro não estava no estacionamento 30 minutos antes da mãe do cantor encontrá-lo. Além disso, o avançado rigor mortis do corpo sugeria que Fuller havia sido morto em outro lugar. O próprio “suicídio” foi bastante estranho: ele morreu ao aspirar vapor de gasolina. Teorias emergiram: assassinado pela Família Manson; assassinado por se envolver com a mulher de um mafioso. Uma teoria implicou até mesmo o produtor musical Bob Keane, indicando que Fuller era o terceiro artista sob a tutela de Keane a morrer (os outros foram Ritchie Valens e Sam Cooke). Em 2015, um novo livro “I Fought the Law: The Life and Strange Death of Bobby Fuller”, cujo um dos autores é o irmão do cantor, lista o nome de Morris Levy, importantíssimo executivo da indústria musical americana dos anos 1960 e 1970. A reputação de Levy era conhecida: exploração de artistas, táticas ásperas, conexões com o submundo do crime (incluindo associações com as famílias criminosas Gambino, Genovese e DeCavalcante). Segundo o irmão do cantor, Bob Keane e Morris Levy planejaram matar Bobby Fuller após o mesmo dar para trás num acordo de distribuição de seu último single, “The Magic Touch”.
Sid Vicious. Reprodução Internet.Sid Vicious. Reprodução Internet.
Figura emblemática do rock ‘n’ roll mundial, Sid Vicious encarnou como ninguém a rebeldia do movimento punk. Em 1977, foi convidado para entrar no Sex Pistols, banda ícone do punk inglês e que estava atrás de um jovem delinquente, mas carismático, o pavio de pólvora perfeito para fazer a banda decolar na mídia. Assumiu o contrabaixo da banda mesmo sem saber tocar, e nem precisava, o comportamento imprevisível juntamente com as confusões que arranjava fizeram dele e da banda lendas no mundo inteiro. Em uma apresentação na cidade interiorana de San Antonio, Texas, Sid gritou no microfone: “Todos os caubóis são viados”. O bizarro show terminou com Sid acertando o contrabaixo na cabeça de um fã, levando um soco de outro e cortando todo o corpo com cacos de uma garrafa quebrada. Não satisfeito talhou no peito: “Me dê um pico”. Em 12 de Outubro de 1978, Sid Vicious matou sua namorada, Nancy Spungen, com uma facada no abdômen. Sob forte efeito de drogas, ele foi preso mas saiu sob fiança. Quatro meses depois, sua mãe o encontrou morto na cama, vítima de overdose de heroína. Ele tinha apenas 21 anos.
John LennonJohn Lennon. Reprodução Internet.
No dia de sua morte, John Lennon estava feliz. Era um pai amoroso de dois filhos (Julian, com Cinthia, e Sean, com Yoko Ono) e havia lançado um álbum de sucesso: “Double Fantasy”. Na música de abertura, dizia estar “começando de novo”. Naquela tarde, havia dado um autógrafo na contracapa do disco a um jovem que disse ser seu fã. Depois de conseguir seu objetivo, ele não foi embora. Ficou esperando no edifício Dakota a volta do ex-Beatle. Quando Lennon e Yoko retornaram, o fã diz: “Mr. Lennon”. John vira-se, mas não enxerga, devido à sua miopia. O jovem dispara cinco tiros a menos de dois metros de distância. John cai, espalhando fitas cassetes. O porteiro tenta ampará-lo, mas ele vomita sangue. O assassino é capturado. Levado ao hospital, Lennon chega sem 80% do sangue e é declarado morto. O homem polêmico e terno, que havia dito que os Beatles eram mais “populares que Jesus Cristo” e não foi compreendido, autor de letras geniais em parceria com Paul McCartney, como “A Day in the Life” e “Strawberry Fields Forever”, e que havia pedido uma chance à paz morria tragicamente.
O rei do soul Marvin Gaye 11 meses antes de sua morte. AP Photo/Nancy Kaye.O rei do soul Marvin Gaye 11 meses antes de sua morte. AP Photo/Nancy Kaye.
Com sua voz aveludada, Marvin Gaye cativou plateias com seus sucessos, tornando-se um dos maiores nomes da gravadora Motown, que além dele, reuniu gente como Michael Jackson, Stevie Wonder e Lionel Ritchie. Tinha tudo para ser um homem feliz. Tinha. Sua vida foi interrompida abruptamente um dia antes de fazer 45 anos, em 1984, quando foi assassinado por seu próprio pai com a arma que ele mesmo lhe presenteara. Nascido em uma família religiosa em 1939, o homem que iria forjar o chamado “Motown Sound” viajou jovem para Detroit (onde fica a gravadora) com Harvey Fuqua, líder do Harvey an the Moonglows. Em 1963, com o álbum “The Stubborn Kinda Fella” torna-se o vocalista mais importante da gravadora, em parcerias com a cantora Tammi Terrel. Quando vendia milhares de discos com “I Heard it Through The Grapevine”, sofre os primeiros baques. A parceira Tammi morre em decorrência de câncer em 1970. O casamento com Anna, irmã de Berry Gordy (dono da Motown), acaba em divórcio. Mas ele dá a volta por cima com seu álbum conceitual “What’s Going On”, um “Sgt. Peppers” estilo rhythm and blues, produzido em 1971 e que trazia letras sobre a Guerra do Vietnã e o estilo de vida urbano. Em 1973, chega ao topo das paradas com “Let’s Get it On” e “You Are Everything”, parceria com Diana Ross. Brigado com a Motown e em momento difícil na carreira, ele surpreende com “Sexual Healing”, de 1982, canção com a qual ganhou dois Grammy: melhor vocalista de R&B e melhor performance instrumental de R&B. Mas o destino resolveu bater na sua porta. Em 1984, deprimido e viciado em cocaína, é assassinado pelo pai, com quem tinha um difícil relacionamento. O motivo que levou o reverendo Marvin Gaye Sr. a atirar foi uma briga familiar.
Selena Quintanilla PerezA cantora Selena Quintanilla Perez. Reprodução Internet.
Selena Quintanilla-Pérez estava no auge de sua carreira quando, no dia 30 de abril de 1995, foi assassinada pela enfermeira Yolanda Saldívar, presidente de seu fã-clube. A cantora tinha apenas 23 anos e havia acabado de gravarDreaming of You, seu primeiro disco em inglês. Selena começou a cantar aos 9 anos, com o grupo Selena y Los Dynos. Mais tarde, sua família trocou o México por Corpus Christi, no Texas. A carreira começou a decolar em 1986, quando ganhou o prêmio de melhor vocalista no Texano Music Awards com seu álbum Alpha. Em 1988, conhece o guitarrista Chris Perez, com quem se casa em 1992. A consagração vem dois anos depois. Ela leva o Grammy pelo álbum Selena Live!. O sucesso na música era pouco. Ela resolveu abrir a Selena Boutique & Salon, no Texas. A diretora era Yolanda, que vira grande amiga da cantora, mas se torna inconveniente, pois reclamava quando não era citada por Selena em entrevistas e mentia sobre a cantora. A gota d’água foi a descoberta de que ela fraudava documentos. A cantora resolveu despedi-la no hotel onde Yolanda estava hospedada. Conversou com a enfermeira, pegou papéis, partiu, mas teve de voltar, pois faltavam documentos. Ao chegar, foi recebida a tiros pela presidente de seu fã-clube. Ferida, Selena ainda conseguiu correr pelos corredores do hotel com Yolanda atrás aos gritos de “bitch”(vadia). Levada ao hospital, precisava de uma transfusão de sangue, mas seu pai, testemunha de Jeová, não permitiu. A cantora morreu minutos depois. Yolanda Saldivar foi condenada a prisão perpétua com possibilidade de cumprir em regime aberto após 30 anos.
Notorious BIGO rapper Notorious B.I.G. Reprodução Internet.
Tudo bem que o rap não é um estilo musical praticado por coroinhas de igreja. Quando o assunto é gangsta rap então, nem se fala. Mas os norte-americanos exageraram. Quando esse tipo de música atingiu seu apogeu nos anos 1990, a virulência exposta nas letras passou a ser posta em prática pelos músicos. Para piorar e dar um tom de divisão e disputa territorial à coisa, nos Estados Unidos o rap se dividia entre o produzido na Costa Leste (Gravadora Bad Boy, de Nova York) e o da Costa Oeste (Gravadora Death Row, de Los Angeles). Os nomes mais famosos dessas duas gravadoras eram Notorious B.I.G. (Bad Boy) e Tupac Shakur (Death Row). Tupac Shakur foi assassinado em 1996 e alguns meses depois foi a vez de Notorious B.I.G. encontrar o criador. Restam poucas dúvidas sobre a hipótese de as duas mortes terem conexão. Algumas similaridades reforçam essa tese.
O rapper Tupac Shakur. Reprodução Internet.O rapper Tupac Shakur. Reprodução Internet.
Os dois foram baleados várias vezes enquanto estavam no banco do passageiro de seus carros, seus próprios assessores os levaram ao hospital e, sobretudo, ambos eram os recordistas de vendas em suas respectivas gravadoras. Passados quase 20 anos, as mortes permanecem um mistério, mas a teoria mais aceita dá conta de que Notorious B.I.G. teria encomendado a morte de Tupac Shakur e, em retaliação, teria sido morto por pessoas ligadas à Gravadora Death Row.
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O produtor musical Phil Spector durante audiência de seu julgamento. Reprodução Internet.O produtor musical Phil Spector durante audiência de seu julgamento. Reprodução Internet.
Um mago da produção musical do século 20. Assim podemos definir Phil Spector. A música “You’ve Lost That Lovin’ Feeling”, produzida e co-escrita por ele para os Righteous Brothers, é listada como a música que mais tocou nas rádios norte-americanas no século 20. Em 2004, a revista Rolling Stone o classificou na posição de número 63 dos “Maiores Artistas de Todos os Tempos”. Sua importância é única para a música: produziu The Ronettes, uma das melhores girl groups da história, colaborou com músicos do calibre de Beatles, John Lennon, George Harrison, Leonard Cohen e Ramones. Produziu mais de 25 sucessos entre 1960 e 1965. Mas em 3 de Fevereiro de 2003, Spector manchou seu currículo ao matar a atriz Lana Clarkson com um tiro na boca. “Eu acho que matei alguém”, disse o produtor ao seu motorista. Promotores descobriram que ele já havia ameaçado antes quatro mulheres com sua arma, após as mesmas o terem rejeitado. Ele foi condenado a passar, no mínimo, 19 anos na cadeia antes de poder pedir liberdade condicional.
Telenovelas

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Daniella PerezA atriz Daniella Perez. Reprodução Internet.
Os dias de ostracismo e de esforço para sair da sombra pareciam ter chegado ao fim. A atriz Daniella Perezdespontava como uma promessa da televisão brasileira, com a personagem Yasmin, na novela “De Corpo e Alma”, cuja autora era sua mãe, Glória Perez. Mas a carreira de Daniela foi bruscamente interrompida no dia 28 de dezembro de 1992. Ela foi morta com 16 golpes de tesoura pelo ator Guilherme de Pádua (que interpretava Bira, seu par romântico na novela) e pela esposa dele, Paula Thomaz, que tinha ciúme das cenas entre Pádua e Daniela e queria uma “prova de amor”. O crime chocou o país de tal forma, que o homicídio qualificado foi incluído em 1994 no rol de crimes hediondos. Cada um dos autores foi condenado a 19 anos de prisão, mas em 2002 eles receberam indulto. Guilherme vive atualmente em Belo Horizonte, e Paula Thomaz mudou o nome para Paula Nogueira e leva uma vida normal no Rio de Janeiro. “Há mais de dez anos, aquelas duas pessoas mataram Daniela de forma brutal, cruel e covarde. E agora esses assassinos podem andar por aí soltos! E pior: se voltarem a cometer um crime, terão a ficha limpa,” comentou a mãe da atriz.
A atriz Dorinha Duval em Dercy de Verdade. Memorial Globo.A atriz Dorinha Duval em Dercy de Verdade. Memorial Globo.
A atriz Dorinha Duval fez sucesso nas décadas de 1940 a 1970 e participou de sucessos da TV, como “Adoro a Dora” (ao lado de Daniel Filho, seu segundo marido e pai de sua filha, a também atriz Carla Daniel), o seriado “002 contra o Crime”, e como animadora de “Nunca aos Domingos”. Nos anos 70, fez a caipira Diva, na novela “Selva de Pedra”, e a malvada Cuca, de “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, ambas da Rede Globo. Por isso ninguém quis acreditar quando, no dia 5 de outubro de 1980, ela matou seu marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia, com três tiros. O motivo: ela tinha 16 anos a mais que Garcia e um dia ele teria dito, entre carícias, que ela estava velha. Ela disse que faria plástica, e o marido provocou: “Não quero mulher remendada”. Em 1983, foi condenada a 18 anos de prisão, mas a sentença foi anulada. Em 1989, foi condenada a seis anos em regime semi-aberto. Ficou presa por oito meses. O crime sepultou sua carreira na TV. Dorinha Duval tem hoje 86 anos, é artista plástica e mora no Leme.

            Estudamos aqui assassinos e assassinados, a Trajetória da Vida de personagens, de Heróis e Escravos (assassinados), de Monstros (assassinos) que pertencem a todos no mundo de associações da Trajetória da Vida, mas que dependem da Educação para que se estruturem, se desenvolvam e se manifestem, e até se transformem deixando de ser o que eram até agora, sejam Heróis e Escravos ou Monstros!

Jacques-Marie Émile Lacan (Paris, 13 de abril de 1901 — Paris, 9 de setembro de 1981) foi um psicanalista francês.
Formado em Medicina, passou da neurologia à psiquiatria, tendo sido aluno de Gatian de Clérambault. Teve contato com a psicanálise através do surrealismo e a partir de 1951, afirmando que os pós-freudianos haviam se desviado, propõe um retorno a Freud. Para isso, utiliza-se da linguística de Saussure (e posteriormente de Jakobson e Benveniste) e da antropologia estrutural de Lévi-Strauss, tornando-se importante figura do Estruturalismo. Posteriormente encaminha-se para a Lógica e para a Topologia. Seu ensino é primordialmente oral, dando-se através de seminários e conferências. Em 1966 foi publicada uma coletânea de 34 artigos e conferências, os Écrits (Escritos). A partir de 1973 inicia-se a publicação de seus 26 seminários, sob o título Le Séminaire (O Seminário), sob a direção de seu genro, Jacques-Alain Miller.
Sua primeira intervenção na psicanálise é para situar o Eu como instância de desconhecimento, de ilusão, de alienação, sede do narcisismo. É o momento do Estádio do Espelho. O Eu é situado no registro do Imaginário, juntamente com fenômenos como amor e ódio. É o lugar das identificações e das relações duais. Distingue-se do Sujeito do Inconsciente, instância simbólica. Lacan reafirma, então, a divisão do sujeito, pois o Inconsciente seria autônomo com relação ao Eu. E é no registro do Inconsciente que deveríamos situar a ação da psicanálise.
Esse registro é o do Simbólico, é o campo da linguagem, do significante. Lévi-Strauss afirmava que "os símbolos são mais reais que aquilo que simbolizam, o significante precede e determina o significado" , no que é seguido por Lacan. Marca-se aqui a autonomia da função simbólica. Este é o Grande Outro que antecede o sujeito, que só se constitui através deste - "o inconsciente é o discurso do Outro", "o desejo é o desejo do Outro".
O campo de ação da psicanálise situa-se então na fala, onde o inconsciente se manifesta, através de atos falhos, esquecimentos, chistes e de relatos de sonhos, enfim, naqueles fenômenos que Lacan nomeia como "formações do inconsciente". A isto se refere o aforismo lacaniano "o inconsciente é estruturado como uma linguagem".
O Simbólico é o registro em que se marca a ligação do Desejo com a Lei e a Falta, através do Complexo de Castração, operador do Complexo de Édipo. Para Lacan, "a lei e o desejo recalcado são uma só e a mesma coisa". Lacan pensa a lei a partir de Lévi-Strauss, ou seja, da interdição do incesto que possibilita a circulação do maior dos bens simbólicos, as mulheres. O desejo é uma falta-a-ser metaforizada na interdição edipiana, a falta possibilitando a deriva do desejo, desejo enquanto metonímia. Lacan articula neste processo dois grandes conceitos, o Nome-do-Pai e o Falo. Para operar com este campo, cria seus Matemas.
É na década de 1970 que Lacan dará cada vez mais prioridade ao registro do Real. Em sua tópica de três registros, Real, Simbólico e Imaginário, RSI, ao Real cabe aquilo que resiste a simbolização, "o real é o impossível", "não cessa de não se inscrever". Seu pensamento sobre o Real deriva primeiramente de três fontes: a ciência do real, de Meyerson, da Heterologia, de Bataille, e dos conceitos de realidade psíquica e de pulsão, de Freud. O Real toca naquilo que no sujeito é o "improdutivo", resto inassimilável, sua "parte maldita", o gozo, já que é "aquilo que não serve para nada". Na tentativa de fazer a psicanálise operar com este registro, Lacan envereda pela Topologia, pelo Nó Borromeano, revalorizando a escrita, constrói uma Lógica da Sexuação ("não há relação sexual", "A Mulher não existe"). Se grande parte de sua obra foi marcada pelo signo de um retorno a Freud, Lacan considera o Real, junto com o Objeto a ("objeto ausente"), suas criações.
No Brasil, um dos principais pioneiros da psicanálise lacaniana é MD Magno, fundador do Colégio Freudiano do Rio de Janeiro, em 1975, bem como Célio Garcia, um dos primeiros a introduzir o pensamento de Lacan na Universidade, em Minas Gerais. O trabalho de Lacan exerce forte influência nos rumos do tratamento psíquico, inclusive na definição de políticas de saúde mental, especialmente no Brasil.
Ao lidar com um parceiro substituto do objeto paterno, trata-se, para ele, como frequentemente aparece nas fantasias e sonhos dos homossexuais, de desarmá-lo, de humilhá-lo. Por outro lado, a exigência de encontrar no parceiro o órgão peniano, corresponde à posição primitiva ocupada pela mãe, que dita a lei ao pai. O homossexual desafia seu parceiro para saber se o pai tem ou não tem. Na medida em que o pai se mostra verdadeiramente apaixonado pela mãe, ele fica sob a suspeita de não ter.
Enfim, o medo pavoroso de ver o órgão da mulher deve ser entendido, segundo Lacan, para além da idéia de castração que ele sugere. O que os paraliza diante do órgão da mulher é precisamente a suposição de que ele ingeriu o falo do pai. O que é temido na penetração é justamente o encontro com esse falo paterno. Para além do perigo da vagina dentada, que também existe, trata-se da vagina temida por conter o falo hostil, absorvido pela mãe, cuja potência ela detém no órgão feminino.
Trata-se pois de uma situação estável, não dual, cheia de segurança, a três. É por considerá-la uma relação dual que, segundo Lacan, os analistas não chegam a elucidá-la. Mesmo havendo as mais estreitas relações com a mãe, a situação só tem importância pela relação com o pai. O que deveria ser a mensagem da lei é justamente o contrário, e mostra estar nas mãos da mãe. A mãe detém a chave, porém de um modo muito mais complexo do que a noção da mãe provida de um falo. Se o homossexual se identifica com ela não é por ela ter ou não ter o falo, mas por deter as chaves da situação que prevalece na saída do Édipo, onde se julga quem detém o poder do amor, diz Lacan.
A homossexualidade masculina é então um disfuncionamento do segundo tempo do Édipo, que é essencialmente a inversão da metáfora paterna: é a mãe que dita a lei ao pai. O pai como privador da mãe fracassa. O que tem como resultado: "é a mamãe que o tem" (recusa da castração).
            Esses sonhos e fantasias homossexuais de desarmá-lo e de humilhá-lo e a exigência de encontrar o órgão peniano faz do futebol um meio propício ao homossexualismo segundo esta teoria lacaniana.
            Já segundo Mattanó, o futebol vai mais além e é construído pelas Inteligências Emocional, Psicomotora, Interpessoal, Intrapessoal, Naturalística, Lingüística, Corporal e Territorial de modo que o homossexualismo torna-se apenas efeito da Evolução da Estruturação do Inconsciente como uma linguagem. O Futebol deve-se as Inteligências e ao Inconsciente e o homossexualismo deve-se a linguagem que estrutura o Inconsciente.
O Futebol é um esporte coletivo. Este esporte exige esforço físico, afetivo e mental. Seus participantes, equipe-técnica e jogadores, devem se adequar as suas regras padronizadas universalmente para o sucesso de suas tarefas. Seus objetivos são marcar gols ou ganhar pontos na tabela de pontuação dos Campeonatos ou se manter líder ou classificado e avançar as fases até a grande final e decisão do título. Podemos ver o Futebol como o esporte onde há grande esforço físico e mental, depois afetivo, a afetividade é sentida em casos de Campeonatos Internacionais e ou Grandes Decisões. A afetividade também é explorada no início e no fim da carreira dos atletas, é como se isso também fossem ¨grandes decisões¨ que vão marcar as suas vidas e histórias e de suas famílias, seus povos e nações. O esforço físico é a exigência para ser atleta, correr, saltar, disputar um lance ou jogada, cobrar um falta, etc.. E o esforço mental é aquele que recai sobre a vida e a saúde-mental do atleta sobretudo nas Grandes Decisões e nas outras ¨grandes decisões¨ da vida inclusive o casamento e a família, o prazer e o sofrimento oriundo do seu trabalho e esforço.
            O Futebol pode ser visto como um Campo Espiritual onde o Campo é um parte da Terra e os jogadores são os escolhidos para uma missão, no campo os jogadores dispõem-se organizadamente para defenderem suas metas e alcançarem seus objetivos, vencer a partida! O Técnico é o líder ¨espiritual¨ e os atletas seus seguidores, o goleiro é o homem da porta do Céu e dos Infernos, os zagueiros são os Anjos Guardiões ou a base da sociedade espiritual cristã, o meio-campo são os Anjos Mensageiros ou aqueles que fazem a ligação entre os dois extremos do campo, e os atacantes são os Anjos Vingadores ou aqueles que empenham Espadas para derrotar o homem da porta do Céu e dos Infernos, o goleiro! Quando enfrentamos zagueiros enfrentamos Anjos Guardiões ou mesmo Grandes Montanhas e quando atacamos sem que haja zagueiros pela frente enfrentamos Grandes Desertos, devemos aprender a enfrentar Montanhas e Desertos, Obstáculos e Facilidades, ambos os casos são problemáticos e exigem esforço e trabalho, consciência, precisamos de um líder ¨espiritual¨, mas precisamos muito mais do que isto, precisamos de Deus. Pois precisamos todos nos defendermos desde o início da prática dos esportes, e em particular, do Futebol. Como as crianças se defendem?
No Futebol podemos deslumbrar um Campo de Força donde cada atleta representa um Vetor que se movimenta e que movimenta o jogo e os outros atletas comunitariamente para vencer, perder ou empatar a Partida e o Campeonato em disputa. Esse Vetor é Individual através da Força e Movimento de cada atleta e Coletivo através da Gestalt ou Forma/Configuração que se forma e se orientam os atletas de cada equipe. São os Vetores Individual e Coletivo em grande parte os responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso de cada equipe, pois eles determinam o Movimento físico e da psique ou da consciência e da socialização inclusive da filosofia e espiritualidade, vida e universo a quem pertencem cada atleta e cada equipe. Com o Movimento nota-se que melhor é o atleta que tem melhor Movimento físico, psíquico, social, filosófico, espiritual, da vida e do universo pois é mais Inteligente e age psicomotoramente e pensa mais rápido e com mais eficiência e precisão. Futebol depende do Movimento do atleta e do jogo e da bola, depende do Vetor Individual e Coletivo e de sua Força e da Capacidade de cada atleta e de cada equipe de lidar com o Vetor Individual e Coletivo de sua equipe e da equipe adversária.
Como se defendem as crianças desde  a vida intra-uterina? Como se desenvolvem essas defesas? Como pode ser essa defesa? Porque as crianças se defendem assim e não de outros modos e maneiras? Afinal, como é isso? As crianças crescem e aprendem a se defender desde a vida intra-uterina até a adolescência através da ingenuidade. A ingenuidade pode se desenvolver através de 5 Fases, elas:
            1ª) Biológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos orgânicos, das respostas sensório-motoras, da imunidade, dos sinais vitais;
            2ª) Psicológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos psíquicos, através da passividade e da atividade, da consciência e do inconsciente, da inteligência intrapessoal;
            3ª) Sociológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos sociais, das formas de domínio e poder entre os indivíduos e grupos sociais;
            4ª) Filosófica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos de querer se conhecer e a sua origem, quando ainda não teve formação Espiritual como o Catecismo;
            5ª) Espiritual: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos espirituais, quando já há uma formação da Espiritualidade como o Catecismo.
            Mas o que é a ingenuidade? A ingenuidade é estar desligado, ou não conseguir captar, assimilar e acomodar determinadas informações, seja reprimindo, se distanciando, fugindo, se esquivando, ou simplesmente  não conseguindo compreender parcialmente ou coisa alguma, não conseguindo vencer ou efetuar determinados processos biológicos (como em casos de vírus), psicológicos (como no caso do medo e do ódio), sociológicos (como em caso de problemas sociais como guerras e revoltas), filosóficos (como em caso de filosofias destrutivas e proibidas), e espirituais (como no caso de seitas que levam a morte ou degradação dos valores sociais, familiares e da vida e paz).
            A ingenuidade e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e  sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam,  seus processos, atravessa ou afeta os fenômenos da alfabetização através da Ingenuidade Biológica, Psicológica, Sociológica, Filosófica e Espiritual, a alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de seus modos de  utilização como código de comunicação, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos). A alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas (codificação e decodificação) do acto de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento. Todas essas habilidades citadas anteriormente só serão materializadas se os alunos tiverem acesso a todos os tipos de portadores de textos. O aluno precisa encontrar os usos sociais da leitura e da escrita. A alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e seus processos, cerca também o desenvolvimento de novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma maneira geral.
A alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e  sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam,  seus processos, de uma pessoa promove sua socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades oferecidas pelas instituições sociais, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos). A alfabetização é um fator propulsor do exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um todo.
A incapacidade de ler e escrever é denominada analfabetismo, enquanto que a incapacidade de interpretar textos simples é chamada analfabetismo funcional ou semianalfabetismo.
            A alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e  sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam,  seus processos, os seus processos são afetados pelos processos da  Ingenuidade Biológica, Psicológica, Sociológica, Filosófica e Espiritual que ajudam a construir e a elaborar a adaptação e a memória do ser humano, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos).
            A ingenuidade e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e  sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam,  seus processos, marca a adaptação através das marcas durante a psicossexualidade.
A adaptação e a memória que se faz pela adaptação e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e   sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam,  seus processos, na infância e no Desenvolvimento da Ingenuidade Biológica, Psicológica, Sociológica, Filosófica e Espiritual marcam a alfabetização e seus processos, a adaptação biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), e  assim sugere a transcendência pela Psicanálise que não está vinculada ao id que é o componente arcaico e inconsciente  do nosso sistema de energias mentais que dá forma aos nossos comportamentos, apenas em casos de psicose. Do id emanam os impulsos cegamente devotados à gratificação direta ou indireta, mas o mais bastante possível e imediato do instinto sexual (libido), vinculado estreitamente às necessidades primárias da pessoa como a fome, a sede, o sexo, etc., o id é o verdadeiro inconsciente e a parte mais profunda da mente. Ele ignora o mundo exterior, seu objeto único de interesses é o corpo, sendo dominado pelo princípio do prazer, o instinto de vida e de auto-preservação. A gratificação pelo princípio do prazer se dá de forma direta (beber água, por exemplo), ou indireta como a alucinatória (através de fantasias), falo de uma transcendência de forma direta e outra alucinatória. A fantasia não se distingue da realidade, portanto, a satisfação do prazer pode ser imediata. Assim a adaptação pode ser direta ou indiretamente, entendo adaptação às necessidades primárias da pessoa quando crianças antes da castração ou em psicóticos, aqui a transcendência pode ser direta ou indireta, a adaptação e a transcendência dependem dos fenômenos biológicos, psicológicos, socilógicos, filosóficos e espirituais.  Com o desenvolvimento do ego, o indivíduo acaba se tornando consciente das exigências da realidade (princípio de realidade); e quando se estabelece o superego,  a moral, o nome do pai, o sujeito passa a ter consciência das satisfações ideais. Mas há Eros, a pulsão total de vida (auto-conservação), e Tanatos, a pulsão de morte (autodestruição). Deste modo lidamos com Eros e Tanatos e o id, o ego e o superego em nossas relações inconscientes e conscientes conosco e com os outros objetos de desejo e satisfação através da marca e de como isso fica arranjado, organizado na vida mental, na unidade mental e comportamental da pessoa, isto é o que prevalece para cada sujeito, nestes casos a transcendência é consciente.
A adaptação é a linguagem do inconsciente e que dá forma ao inconsciente e aos anseios instintivos da libido. Assim surgem grandes e pequenos monstros que aprendemos a domar durante o desenvolvimento psicossexual da libido da pessoa. Esta adaptação evoca a transcendência pela linguagem do inconsciente que acaba por evocar outros monstros grandes ou pequenos que dependem da infância e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e  sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam,    seus processos, e do Desenvolvimento da Ingenuidade e da alfabetização e de seus processos, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos).
            A adaptação faz o neurótico, o psicótico, o boderline, o psicopata. Ela faz parte do desenvolvimento da personalidade oral: característica prepotente, dominadora, voraz, cobiça, inveja e otimismo; da personalidade anal: característica de vaidade, desconfiança, ambição, generosidade sem amor (ligadas à evacuação), meticulosidade, parcimônia, amor ao método, obstinação, avareza (ligadas à retenção das fezes); da personalidade fálica: característica de ostentação, prodigalidade sem conotações generosas ou altruístas, necessidade de afiliação, narcisismo e atividades lúdicas (jogos, competições esportivas, concursos de beleza, etc.); período de latência: característica de declínio e extinção do complexo de Édipo e o desenvolvimento do superego, é o intervalo entre o estágio de sexualidade infantil e o de sexualidade normal adulta; e da personalidade genital: característica de potência fisiológica e capacidade de amor em termos adultos, são o equilibrado, ajustado e saudável.
            A cada estágio psicossexual lidamos com a adaptação, com a infância, com a linguagem e talvez muito com a alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam,     seus processos, e o Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), e assim com a memória e a  transcendência que se caracteriza pela pulsão de morte ou de autodestruição, a morte, e com a decência ligada ao amor, a Eros, a pulsão de vida. Esta é à base da organização da personalidade e da humanidade! Como lidamos com a indecência e com a decência ligadas a vida e a morte, a auto-preservação e a autodestruição, processos evolutivos e selecionados naturalmente.
            Já o adulto desiquilibrado, desajustado e/ou doente lida de modo anormal com a adaptação e com sua infância, suas memórias e marcas, com sua alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e seus processos, e seu Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos), não consegue transcender, tornando-se desadaptado e assim pode se tornar um viciado, violentador, agressor, criminoso, delinqüente ou ensimesmado e possuir ainda as outras características de sua personalidade lidando com monstros que surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias ou instintivas do id.
                 Abordarei os aspectos psicanalíticos ligados aos nossos Monstros através da explicação da fantasia que é uma formação de imagens mentais de cenas e de seqüências de cenas ou experiências que não existiram no mundo real  ou que se passaram de modo diverso do fantasiado.
                 Segundo Susan Isaacs as fantasias assumem tais pressupostos, conforme Álvaro Cabral e Eva Nick:
1. ¨As fantasias são o conteúdo primário dos processos mentais inconscientes e representam anseios instintivos em relações objetais;
2. São representantes psíquicos dos instintos da libido e, no início do desenvolvimento da criança, passam a ser elaboradas como defesas, realizações de desejos e conteúdos de ansiedade;
3. O conceito, postulado por Freud,  de ¨realização alucinatória de desejo¨, sua ¨identificação primária¨, a ¨introjeção¨ e a ¨projeção¨ constituem a base da vida da fantasia;
4. Através da experiência externa, as fantasias tornam-se suscetíveis de expressão, mas não dependem dessa experiência para existir, nem das palavras, embora possam exprimir-se por palavras, em certas condições;
5. As fantasias primitivas são experimentadas através das sensações; mais tarde, assumem forma de imagens plásticas e representação dramáticas;
6. Têm efeitos psíquicos e corporais, por exemplo, nos sintomas de conversão, no caráter e personalidade, nos sintomas neuróticos, inibições e sublimações;
7. As fantasias inconscientes constituem o elo operativo entre os instintos e os mecanismos do ego. (apud Susan Isaacs, A Natureza e Função da Fantasia).
Assim nossos Monstros constituídos através das fantasias representam anseios instintivos da libido em nossas relações objetais, no início da vida é uma defesa, realizações de desejos e conteúdos de ansiedade, são realizações alucinatórias de desejos, possuem uma representação primária, uma relevante introjeção e projeção, podem serem realizadas através da experiência externa, mas podem serem realizadas através das palavras, porém para existir não dependem da realidade externa e das palavras, primeiramente são sensações e depois assumem formas e representações dramáticas, produzem efeitos psíquicos e corporais e são o elo operativo entre os instintos e os mecanismos do ego. Nossos Monstros são um mergulho profundo em formas e representações dramáticas das profundezas da nossa vida mental instintiva que visa nos defender e proteger pelo ego, mediador, intermediador das energias mentais do id e do superego. É através do ego que aprendemos tudo sobre a realidade externa e nos orientamos no sentido de evitarmos estados dolorosos, ansiedades e punições e é deste modo que lidamos com os Monstros instintivos durante nossa vida e evitamos a nossa destruição e a dos outros.
            Monstros e fantasias se relacionam profundamente pois ambos possuem o estado instintivo e a realização de desejos instintivos. Referem-se a estados da infância como na alfabetização e seus processos e ao Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica  e espiritual. Monstros surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias ou instintivas como a fome, a sede, o ar, a atividade, o sexo, os cuidados maternos, as secreções, urina e fezes, evitar a dor, o calor e o frio, a segurança. E assim se não conseguimos transcender surgem grandes e pequenos Monstros que nos atormentam e nos destróem com lutas invencíveis e guerras, horrores e holocaustos se não tivermos nossos direitos, deveres, obrigações e privilégios assegurados pela organização humana.
O sofrimento causa-nos sentimentos de perda e de reparação levando-nos a justiça ou a vingança, assim a destruição e/ou a auto-destruição como nas guerras e nas violências, a paz é a reorganização social humana desse processo de sofrimento unicamente humano e afetivo, pois o homem é um animal emocional, as guerras e violências só existem por causa das nossas emoções e sentimentos, da nossa afetividade, somos o animal mais evoluído na escola filogenética por isso temos mais afetos e devemos aprender a lidar com eles para vivermos bem e em paz, com fraternidade e esperança num futuro melhor que pode e é construído diariamente, momento-a-momento com a Educação.
            Deste modo a adaptação a  psicossexualidade e a alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e   sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam,    seus processos, ao Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) leva a transcendência oriunda dos modos de miséria, caridade e trabalho, forças que impelem o ser humano a atividades de abuso, força, violência e exploração, senão outrora também, guerras, conflitos, holocaustos, catástrofes, crimes, horrores contra a humanidade, propagação de doenças biológicas e ecológicas, psicológicas, físicas, químicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais de modo a impelir o ser humano as atividades Educativas e de Fraternidade em busca de Amor e de Justiça para que haja um sentimento de renascimento e a vida prossiga seu rumo evolutivo naturalmente e socialmente.
            Também podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física, a Química, a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, restando somente Deus e o Reino de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! O Apocalipse Universal poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam o nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por exemplo!
            A psicossexualidade está em desenvolvimento até a fase genital e o desenvolvimento das sublimações, porém o Desenvolvimento da Ingenuidade começa na vida intra-uterina e continua por toda a vida, ela e a Ingenuidade em desenvolvimento, biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual, desde a Concepção e  o Herói até a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver onde a Ingenuidade assume outra representação oriunda do desenvolvimento das sublimações após a fase genital, assim o Desenvolvimento da Ingenuidade não para e está em constante movimento.
            A alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e  sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam,    seus processos, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) devem alcançar a liberdade. Somente através da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis é que alcançaremos a Liberdade Para Se Viver e Ensinar a Viver em nossos processos da alfabetização livrando-nos do poder do id e do superego que ampliam e trazem sofrimento as pessoas nos processos da linguagem e da alfabetização, a Liberdade Para Se Viver e Ensinar a Viver envolve uma Educação Bancária, Educação Libertadora,  Contextualização e um distanciamento compreensivo associado de um Niilismo Educativo ou mesmo através da Educação por Episódio Verbal Incompleto ou Educação por Episódio Verbal Completo ou mesmo uma Educação Plástica para a alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, os Vetores Educam,     seus processos de nossas pessoas, adultos, jovens e crianças, ou seja, em qualquer momento da vida se já estivermos desenvolvidos e crescidos, amadurecidos e mielinizados, preparados organicamente para a educação, assim podemos ser alfabetizados e ter melhores condições para alcançar a Liberdade ou a Liberdade Para Se Viver e Ensinar a Viver.  Sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo,  os Vetores Educam e asseguram a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, garantido assim as regras ou contingências do jogo ou partida de futebol e o seu pleno acontecimento, preparação, início, meio e fim, e os Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios do Público, da Massa, da Multidão, Telespectadores, Ouvintes, da Opinião Pública, dos Atletas, dos Árbitros e de toda a Equipe-técnica, e dos Comunicadores, Autoridades e Policiais.
            Lacan deixou a análise Biológica para a análise da Linguagem e Mattanó passou para a análise Universal, inclusive abordando a Telepatia como fenômeno da Evolução Bio-Psico-Cultural, Espiritual, da Vida e do Universo,  otimizando as contingências filogenéticas, ontogenéticas, culturais, espirituais, da vida e do universo.

            Sujeito e Significante:
Temos, portanto, diante de nós os termos sujeito e significante. Tratemos de definir cada um deles a fim de posteriormente analisarmos a relação atávica que Lacan defende que exista entre ambos.

Sujeito como lugar vazio

O conceito de sujeito, como qualquer estudante de ciências humanas deveria saber, não é uma noção unívoca, ou seja, comporta uma diversidade de interpretações e definições. No campo filosófico, o termo sujeito é elevado ao estatuto de conceito a partir do pensamento de René Descartes. Como foge aos nossos propósitos, analisar o conceito de sujeito em Descartes em todas as suas particularidades, serei bastante sucinto ao falar dele, mesmo correndo o risco de simplificá-lo demasiadamente.

Assim, o sujeito cartesiano poderia ser identificado ao eu, realidade supostamente irredutível, pois, segundo Descartes, sua existência não poderia ser posta em dúvida, já que o próprio ato de duvidar pressuporia um sujeito. No domínio da linguística, diz-se que sujeito é o elemento de uma sentença que sofre a predicação. Em outras palavras, o sujeito é aquilo ao qual atribuímos ou negamos determinadas características.

Observe que tanto do ponto de vista cartesiano quanto linguístico, o termo sujeito é um lugar vazio. Com efeito, para Descartes, tudo o que se diz a respeito de alguém pode ser colocado em dúvida pelo próprio sujeito. Qualquer atributo que sobre ele recaia não pode lhe servir como representante último, pois o próprio sujeito possuiria a capacidade de colocar o mérito do qualificativo em xeque e, se necessário, descartá-lo. Nesse sentido, o sujeito constitui-se em um lugar a priori vazio. Ocorre o mesmo com a noção linguística de sujeito: a palavra “Pedro” considerada isoladamente não possui sentido algum. Só adquire significação quando atribuímos a ela algum predicado, como na sentença “Pedro é um aluno.”. Portanto, o sujeito “Pedro” considerado em si mesmo é um lugar inicialmente vazio a ser preenchido com predicados.

Signo, significante, significado:

Ora, o que são predicados senão palavras, significantes? A noção de significante utilizada por Lacan é proveniente de Ferdinand de Saussure, um linguista que propôs uma visão estruturalista da linguagem. Para Saussurre, a linguagem seria formada por elementos chamados signos. Esses, por sua vez, seriam compostos de duas dimensões, unidas arbitrariamente, ou seja, em função do acaso, a saber: o significante e o significado. O significante seria a parcela material do signo linguístico (o som da palavra, por exemplo). Já o significado seria o conceito, o sentido, a ideia associada ao significante. A teoria da linguagem de Saussure é estrutural porque pressupõe que o valor de um determinado signo não é dado a priori, mas depende da relação com os demais signos do sistema linguístico.

Lacan, guiado pela experiência com as formações do inconsciente (sonhos, lapsos, chistes, atos-falhos, etc.) reinventa a proposta original de Saussure, argumentando que a linguagem seria constituída essencialmente de significantes e não de signos e que o significado não teria – ainda que arbitrariamente produzida – uma relação fixa com o significante. Para Lacan, a experiência psicanalítica teria demonstrado que o significado é extremamente volátil, evanescente, como um fluido que desliza ao longo da cadeia de significantes. Nesse sentido, a noção de signo deveria ser relativizada, já que uma relação mais ou menos fixa entre significante e significado estaria restrita a um dado contexto. Por outro lado, na linguagem como um todo, isto é, no lugar do Outro, só existiriam significantes. Aliás, Lacan define o Outro precisamente como “tesouro dos significantes”.

            Percebemos que no lugar do Outro só existiriam significantes que são justamente o som da palavra e o significado estaria associado ao som da palavra, seria o conceito da palavra, o Outro seria o objeto. Assim um ¨resíduo auditivo¨ seria e teria o poder de um significante que geraria um novo significado no lugar do objeto ou do Outro, está explicada  a Teoria da Pulsão Auditiva de 1995 de Osny Mattanó Júnior.


Osny Mattanó Júnior
Londrina, 23 de junho de 2016.

























2.      Psicologia Cognitiva Transcendental Social



CRIMES HISTÓRICOS: CELEBRIDADES ASSASSINAS | ASSASSINADAS
Celebridades são muitas vezes endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio; um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama.
Famosos Assassinos e Assassinados
por O AprendizDecember 6, 2015
Celebridades Assassinas - Assassinadas - Capa
Duas coisas chocam os seres humanos: violência e o medo provocado por celebridades.
A violência, é claro, está ao nosso redor, faz parte de nossa realidade e, provavelmente, as pessoas gostam de falar e ler sobre para tentar fazê-la compreensível. Por que cabeças e olhos se dirigem entusiasticamente quando há um horrível acidente na estrada? Por quê a violência é um produto de sucesso na TV e literatura?
Do tapete vermelho do Oscar aos sites de fofocas sensacionalistas, a obsessão pelas celebridades está em todo lugar. “Em nossa sociedade, celebridades agem como uma droga”, citou o psicólogo James Houran, estudioso do fenômeno. Quando celebridades e violência se encontram, temos então uma mistura altamente volátil e poderosa. Uma coisa é a celebridade X aparecer em um filme, outra totalmente diferente é ela matar alguém ou ser assassinada. O interesse por ela aumenta exponencialmente. O julgamento do século 20 nos Estados Unidos foi o de O.J. Simpson, famoso jogador de futebol americano e ator de cinema que foi acusado de matar sua ex-mulher e um amigo dela. Ele era famoso, mas certamente nunca havia recebido tanta atenção da mídia quanto na época em que foi preso e julgado. Já no Brasil, na década de 1990, a mídia citou o julgamento do ator de novelas Guilherme de Pádua como o nosso “julgamento do século”. Recentemente tivemos o caso do velocista Oscar Pistorius, cujo julgamento pelo assassinato da namorada foi televisionado e coberto de forma tão abrangente como nunca havia sido antes toda sua carreira.
Celebridades são muitas vezes endeusadas e idolatradas, mas muitas delas possuem um lado perigoso e sombrio; um lado obscuro que, muitas vezes, é alimentado pela própria fama. Sem equilíbrio emocional, muitas celebridades se deixam levar por sorrisos e palavras falsas, caem na devassidão, e acabam achando que é o próprio Deus. Para muitos de nós pode parecer chocante saber que alguém que vemos como celeste possa cometer atos abomináveis: assassinato, por exemplo.
Por outro lado, por serem figuras públicas, celebridades muitas vezes se tornam alvos fáceis. Quem nunca ouviu falar do perturbado John W. Hinckley e sua obsessão pela atriz Jodie Foster? O que dizer então dos sorrisos falsos que se aproximam para conseguir algo em troca?
Este post compila 35 casos de celebridades assassinas ou assassinadas. Os motivos por trás dos casos são os mais variados. Alguns foram mortos por apenas serem famosos; já outros tiveram o azar de estar no lugar e hora errados. Do outro lado, e assim como assassinos comuns, celebridades homicidas matam pelos mais variados motivos: por acharem estar acima do bem e do mal; acesso de raiva; por se envolverem com pessoas erradas…
Cinema

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O comediante Roscoe "Fatty" Arbuckle, em cena de "Good Night, Nurse". Reprodução Internet.O comediante Roscoe “Fatty” Arbuckle, em cena de “Good Night, Nurse”. Reprodução Internet.
Um dos maiores astros do cinema mudo, Roscoe “Fatty” Arbuckle atuou ao lado de nomes consagrados como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Mabel Normand. Alguns de seus mais notáveis filmes incluem “His Wedding Night”,“Conney Island” e “Out West”. No auge de sua carreira, contratado pela Paramount e ganhando incríveis 1 milhão de dólares anuais (valor aberrante para a época), em 5 de Setembro de 1921, Roscoe alugou dois quartos no Hotel St. Francis, em São Francisco, e convidou várias mulheres para uma festa. Uma delas era a atriz Virginia Rappe, famosa por aparecer em vários filmes do diretor e produtor austríaco Henry Lehrman. O que aconteceu nesta festa até hoje é um mistério. Rappe saiu do hotel direto para o hospital e afirmou à polícia que havia sido violentamente agredida pelo astro Roscoe, que a estuprou repetidamente. Ela morreu uma semana depois. Na época, foi teorizado que Roscoe pode tê-la estuprado com uma garrafa de Coca Cola ou Champagne, causando a ruptura da bexiga. A morte da jovem atriz pelo famoso astro chocou os americanos e o caso se tornou o primeiro grande evento midiático criminal da história de Hollywood. Roscoe Arbuckle foi absolvido em três julgamentos e o caso nunca foi oficialmente esclarecido. Mas sua carreira praticamente acabou devido ao escândalo, com seus filmes sendo banidos das salas de cinema e os estúdios correndo de seu nome. Ele se entregou ao alcoolismo e passou a viver na obscuridade. Doze anos depois, ele conseguiu um contrato por um grande estúdio, a Warner, para dirigir um longa metragem. Ele parecia ressurgir das cinzas, mas no dia em que assinou o contrato com a Warner, e talvez devido à grande excitação por voltar ao mundo que pertencia, Roscoe Arbukcle sofreu um infarto fulminante, falecendo aos 46 anos de idade.
O diretor e ator William Desmond Taylor. Reprodução Internet.O diretor e ator William Desmond Taylor. Reprodução Internet.
O ator e diretor de Hollywood natural da Irlanda William Desmond Taylor acompanhou várias estrelas do cinema, entre as quais Mabel Normand e Mary Miles Minter. Ele dirigiu 59 filmes mudos entre 1914 e 1922 e atuou em 27 entre 1913 e 1915. Sua carreira no cinema mudo tornou-o uma figura popular na indústria emergente de Hollywood na década de 1910 e início de 1920. Em 1922, ele era o principal diretor da Famous Players-Lasky, subsidiária da Paramount, quando foi encontrado morto por seu mordomo. Taylor mantinha um romance com a atriz Mary Miles Minter, e a mesma estava sendo preparada por ele para substituir a “Queridinha da América” Mary Pickford nos papéis de moça ingênua. A mãe de Mary Miles era contra o romance e ameaçou matar o diretor caso ele continuasse a se encontrar com sua filha. O assassinato de Taylor nunca foi solucionado, pôs fim à sua vida e à carreira de Mary Miles, pois o público marcou-a com a culpa por associação. Acredita-se que a mãe da atriz, Charlotte Shelby, tenha assassinado o diretor após uma crise de ciumes. Outra linha de investigação diz que Taylor pode ter sido assassinado por um assassino de aluguel contratado por traficantes de cocaína de Los Angeles, isso porque ele estaria cooperando com a polícia americana para delatar traficantes que vendiam cocaína para estrelas do cinema, dentre elas Mabel Normand.
A atriz Thelma Todd em 1930. © John Springer Collection/CORBIS.A atriz Thelma Todd em 1930. © John Springer Collection/CORBIS.
A loira Thelma Todd ganhou o concurso de beleza de Miss Massachusetts em 1925, o que a levou a ser convidada a ir para Hollywood, onde fez sua estreia no cinema emFascinating Youth, de 1926. Com isso ela iniciou uma carreira de atriz de grande sucesso, atuando como coadjuvante em praticamente todos os filmes de comédia. Na manhã de 16 de dezembro de 1935, seu corpo foi encontrado pela sua governanta, curvado no banco da frente de seu Packard conversível na garagem, com as portas levemente abertas. De acordo com o médico-legista, a atriz morreu de envenenamento por monóxido de carbono. O legista emitiu um laudo de suicídio, tese que foi rejeitada por um grande júri. “Parece que há uma trama para provar que Thelma Todd tinha tendências suicidas… há uma grande possibilidade de este ter sido um assassinato com monóxido!”, disse George Rochester, representante dos jurados. A morte da bela atriz nunca foi solucionada. Acredita-se que ela tenha sido morta pelo famoso gangster Lucky Luciano, com quem teve um romance. Luciano a estaria pressionando para usar um cômodo do Thelma Todd’s Sidewalk Cafe, de propriedade da atriz, como casa de apostas. Ela negou. Todd foi vista com Luciano na manhã de sua morte. É provável que, mais uma vez, ela tenha negado ao gangster usar seu Cafe para fins ilícitos e Luciano, então, junto com seus homens, decidiu por matá-la, colocando-a em seu carro, ligado a ignição e fechado a porta da garagem.
A atriz Lana Turner à beira de um colapso nervoso durante audiência judicial. © Bettmann/CORBIS.A atriz Lana Turner à beira de um colapso nervoso durante audiência judicial. © Bettmann/CORBIS.
A glamorosa Lana Turner aparecia em filmes e colunas de fofocas, casou-se sete vezes e teve uma filha, Cheryl Crane. Em 1957, durante a filmagem de “The Lady Takes a Flyer” (A Força do Amor), conheceu o gângster violento Johnny Stompanato e iniciou um romance. Em setembro do mesmo ano, Lana foi para a Inglaterra para filmar “Another Time, Another Place” (Vítima de uma Paixão). Stompanato foi atrás dela e quando chegou ao set de filmagem, advertiu o jovem ator escocês que coestrelava o filme, ninguém menos que Sean Connery, o primeiro astro de 007: “Fique longe da garota”, disse o gangster a Connery. Machão, o jovem escocês não se intimidou e respondeu à ameaça com um soco. Naquele mesmo dia, Stompanato espancou a atriz e foi deportado. A vida de Lana Turner continuou nos Estados Unidos com agressões físicas e verbais por parte do amante. Não o denunciava ou deixava porque morria de medo dele. Em 4 de abril de 1958, após uma violenta briga, temendo pela vida da mãe, Cheryl, então com 14 anos, enfiou uma faca de 20 centímetros em Stompanato. Ainda hoje, muitos apontam que foi Lana quem matou o gangster. Sua filha Cheryl teria assumido o crime para salvar a mãe de uma possível pena capital. Num julgamento coberto de forma sensacionalista pela mídia, o júri considerou o assassinato como “justificável” e Cheryl foi enviada para um reformatório. Três anos depois, ela saiu em liberdade.
O astro de cinema Ramon Novarro no filme "The Pagan" (1929). © John Springer Collection/CORBIS.O astro de cinema Ramon Novarro no filme “The Pagan” (1929). © John Springer Collection/CORBIS.
O astro do cinema Ramón Novarro não era o celibatário devoto descrito pela imprensa. Ele tinha uma queda por garotos de programa e, nos seis meses que antecederam sua morte, pagou 140 prostitutos por seus serviços. Na véspera de Halloween de 1968 ele convidou dois homens para irem à sua casa. Às 17h30, Paul Ferguson, 23 anos, e seu irmão Tom, 17, chegaram à casa de Novarro, onde ele os recebeu com drinques e cigarros. Os três beberam enquanto Novarro contava histórias de sua carreira. Os Ferguson, no entanto, só estavam interessados nos 5 mil dólares que o ator mantinha em casa, de acordo com rumores. Após algum tempo na sala, Novarro convidou Paul para ir até seu quarto, enquanto Tom estava do lado de fora respirando ar fresco. Quando Tom retornou, foi procurar pelo irmão e ficou chocado ao encontrá-lo nu com o ator, fazendo sexo. Ele gritou, ordenando que o irmão saísse. Paul, visivelmente bêbado, cambaleou para fora do quarto e, 45 minutos depois, ao recobrar a consciência, caminhou até o quarto para encontrar um ambiente encharcado de sangue e o corpo de Novarro na cama, com três grandes cortes na parte de trás da cabeça. Em dado momento, os irmãos perceberam que o ator ainda estava vivo e Paul o espancou provocando fraturas no crânio e face. Presos, os irmãos passaram apenas sete anos presos e foram soltos em 1976.
A atriz Sharon Tate. Reprodução Internet.A atriz Sharon Tate. Reprodução Internet.
Doidera pouco é bobagem. Charles Manson acreditava que os Beatles eram anjos mandados à Terra para avisar os homens sobre o Apocalipse. Além disso, ele ficou irritado por ter uma música supostamente roubada pelo grupo Beach Boys. Furioso com Terry Melcher, produtor musical que havia lhe negado um contrato de gravação, Manson ordenou a um grupo de seguidores que invadissem a ex-casa de Melcher e promovessem uma chacina. Em 9 de Agosto de 1969, os comandados de Manson mataram a nova moradora do lugar, a atriz Sharon Tate (mulher do cineasta Roman Polanski e grávida de oito meses), e mais quatro pessoas. Ela foi perfurada 16 vezes por uma baioneta e enforcada. Em 1971, Manson e os co-autores Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten foram condenados à morte. Outro participante da barbárie, Charles Watson, foi condenado em julgamento separado. Como a Suprema Corte da Califórnia aboliu a pena de morte em 1972, todos, com exceção de Susan Atkins, morta em 2002, cumprem prisão perpétua. 
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Dorothy Stratten como uma sexy robô no filme "Galaxina".Dorothy Stratten como uma sexy robô no filme “Galaxina”.
Dorothy Hoogstratten tinha tudo o que o show business procurava (e ainda procura): talento, beleza, inteligência, e uma encantadora personalidade. Como muitas mulheres lindas que chegam ao estrelato, sua origem era pobre e humilde. A canadense moradora de Vancouver, trabalhava em uma sorveteria da cidade quando sua beleza chamou imediatamente à atenção de Paul Snider. Pronto. Naquele momento, Dorothy celava o seu destino. Paul Snider era um ex-garoto de programa que trabalhava como cafetão de prostitutas em Vancouver. Deve ter sido fácil para Paul fazer a cabeça da inocente adolescente que desejava um lugar ao sol. Paul Snider a convenceu a posar nua para fotos, falsificou a assinatura da mãe de Dorothy (ela era menor) e enviou as fotos para a revista Playboy. A beleza de 1,75m impressionou a revista e em agosto de 1979 Dorothy chegava onde nunca pensou em chegar: ela era capa da mais famosa revista de nudez feminina do mundo. Poucos meses depois a linda canadense já estava em Hollywood, onde estrelaria pequenos papéis nos filmes Skatetown USAAmericathon eAutumn Born. Ela também apareceu na famosa série Fantasy Island. Em Galaxina (1980), ela consegue seu primeiro papel como protagonista. Mas o sucesso foi embora da mesma forma que chegou, como um raio. Casada com Paul, ela decide largá-lo devido ao ciume doentio do marido. Foi a ficha para que ele a espancasse, estuprasse e desse um tiro em seu rosto com uma espingarda calibre .12 que praticamente a deixou sem cabeça. Logo depois ele cometeu suicídio. 
Notorios e Horripilantes Crimes de 2013 - Jiah KhanA atriz de Bollywood Jiah Khan. Reprodução Internet.
Jiah Khan nasceu nos Estados Unidos, cresceu na Inglaterra e morreu na Índia. Modelo, atriz e cantora, Jiah era uma estrela da gigante indústria de filmes indiana, Bollywood. Fez seu debut em 2007, com o filme Nishabd, no qual foi indicada para o prêmio de melhor atriz estreante. A partir daí emendou um filme no outro tornando-se um rosto bastante conhecido e badalado. Em 3 de junho de 2013, a bela atriz foi encontrada morta em seu apartamento em Juhu, Mumbai, pendurada e enforcada em um ventilador de teto. O suicídio da atriz chocou a Índia, mas cinco meses depois, peritos contratados pela mãe da atriz concluíram que ela foi assassinada por estrangulamento e pendurada no ventilador para fazer parecer suicídio. Marcas inexplicáveis no pescoço e lesões em outras partes de seu corpo, assim como a ausência das digitais da atriz no ventilador, levaram a essa conclusão. Álcool encontrado em seu corpo sugere que ela possa ter sido embebedada pelo suposto assassino. Na época, o principal suspeito da mãe da atriz era Suraj Pancholi, o namorado abusivo de Jiah. Segundo sua mãe, o pai de Suraj, um homem poderoso de Mumbai, teria usado de sua influência sobre a polícia para que o caso fosse tratado como suicídio. O caso, então, foi reaberto pela polícia federal da Índia e em Outubro de 2015 Suraj Pancholi e um cúmplice foram presos acusados da morte da atriz.
Esportes

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O astro jamaicano do Cricket Leslie Hylton. Paul Donnely, 501 Crimes Mais Notórios.O astro jamaicano do críquete Leslie Hylton. Paul Donnely, 501 Crimes Mais Notórios.
Jogador rápido, o jamaicano Leslie Hylton jogou seis vezes pelo West Indies, famosa seleção de críquete do Caribe, entre 1935 e 1939. Sua fama era tão grande em todo Caribe que um grande apelo popular se sucedeu após a possibilidade dele não poder jogar o RS Grant na Inglaterra em 1939. Uma “vaquinha” foi realizada e Hylton pôde fazer parte da equipe. Apesar do esforço, Hylton teve uma atuação pífia. Defendeu a equipe da Jamaica por 12 anos, somando 40 partidas no período. Em 1954 a esposa dele, Lurlene, confessou ter cometido adultério e que estava apaixonada  por um homem que conhecera nos Estados Unidos. Hylton deu sete tiros nela. No julgamento, ele disse ter tentado o suicídio após o crime, mas a arma supostamente falhou. O capitão da equipe jamaicana de críquete, Noel Crab Nethersole, testemunhou a seu favor e chegou a mostrar uma carta de amor da falecida endereçada ao amante. “Forçarei meu marido a tomar uma decisão assim que puder”, dizia um trecho da carta. Mas nada disso impediu que o famoso jogador fosse considerado culpado e condenado à pena de morte. Ele foi enforcado na prisão St. Catherine, Jamaica, em 17 de maio de 1955.
O puro sangue Shergar. Reprodução Internet.O puro sangue Shergar. Cavalo venceu seis de oito corridas que disputou. Reprodução Internet.
Animais também podem virar celebridade. Em 3 de junho de 1981, Shergar venceu a corrida de Derby com um recorde de dez unidades. E assim como Marc Cécillon (leia abaixo), Shergar teve duas doses de fama: a primeira quando ganhou a centenária corrida inglesa e a segunda quando foi sequestrado em 8 de fevereiro de 1983. Dois dias após o sequestro, foi feita uma exigência de dois milhões de libras de resgate. Os sequestradores acreditavam equivocadamente que Aga Khan IV (príncipe persa) era o único proprietário do cavalo, não sabendo que ele possuía apenas uma participação em sua propriedade, que era compartilhada por 34 pessoas. Temia-se que caso o resgate fosse pago todos os cavalos valiosos da Inglaterra e da Irlanda se tornassem alvos. Vários quartéis do IRA foram invadidos pela polícia à procura do cavalo, que descobriu depósitos de armas, mas não encontrou nenhum cavalo de corrida. Acredita-se que quatro dias depois o Conselho Armado do IRA tenha percebido que sua vítima era inútil e ordenado que o cavalo fosse morto. Uma fonte contou a um jornal britânico: “Havia sangue por todos os lados, o cavalo até mesmo escorregava em seu próprio sangue… Levou vários minutos para que o cavalo, em agonia, sangrasse lentamente até morrer.”
O capitão da seleção francesa de rugby Marc Cécillon e m 1996. Purepeople.O capitão da seleção francesa de rugby Marc Cécillon e m 1996. Purepeople.
Marc Cécillon conquistou duas doses de fama. A primeira começou em 1988 quando foi selecionado para jogar rugby na seleção francesa contra a Irlanda. Ele venceu 46 campeonatos, o último em 1995, e foi capitão do time francês em cinco ocasiões. Jogou os mundiais de 1991 e 1995. Nove anos depois, obteve sua segunda dose de fama quando assassinou a esposa, Chantal. Cécillon e Chantall, 44, foram convidados para uma festa na vila Flosailles, perto de Bourgoin. Chantal chegou sem o marido. Havia rumores de infidelidade por parte dele e até de um filho ilegítimo. Eram 23h quando Cécillon finalmente apareceu na festa, já embriagado. Ele agrediu a dona da festa e, evidentemente, foi convidado a se retirar. Chantall se recusou a acompanhá-lo. A celebridade do rugby foi para a casa do casal onde pegou uma pistola magnum .357 e voltou ao local. Lá, atirou quatro vezes contra a esposa, à queima-roupa, atingindo-a no braço, no peito e na cabeça diante de cerca de 60 testemunhas. Foi necessário unir forças de 12 homens para conter o ex-jogador. Um dos homens arremessou um tijolo nas costas de Cécillon, que não se abalou. Quando a polícia chegou, ele estava amarrado a uma cadeira com um fio elétrico e perguntava por sua esposa. “Ele era um bêbado. Bebia, arrumava confusão e sempre saía ileso porque era Marc Cécillon. Isso é resultado de vinte anos de álcool. Pouco a pouco, ele destrói a pessoa. Marc não conseguia lidar com a própria vida. Quando você mata a esposa, está matando sua vida”, disse na época Pascale Tordo, esposa do jogador François Tordo. Em 2006, Cécillon foi condenado a 20 anos, pena que posteriormente foi reduzida a 14. Em 2011 ele saiu da cadeia após a justiça francesa conceder-lhe liberdade. 
O.J. Simpson como o policial desastrado Nordberg no filme "Corra que a Polícia Vem Aí". Reprodução Internet.O.J. Simpson como o policial desastrado Nordberg no filme “Corra que a Polícia Vem Aí”. Reprodução Internet.
Depois do sucesso como jogador de futebol americano do Buffalo Bills na década de 1970 e como ator de filmes da série “Corra que a Polícia Vem Aí”, O.J. Simpson voltou às páginas dos jornais em 1994, acusado de ter matado a tiros Nicole Brown, sua ex-mulher, e um amigo dela no dia 12 de junho. Nicole era uma garçonete e conheceu Simpson enquanto ele ainda era casado. Os dois se casaram em 1985, mas logo acabou a lua-de-mel. Em uma das várias brigas, o astro quebrou, com um taco de beisebol, os vidros do carro de Nicole, onde ela ficara após uma discussão. Em 1992, eles se divorciaram. Dois anos depois, o corpo de Brown foi encontrado em sua casa em Los Angeles com ferimentos terríveis no pescoço e cabeça. Um amigo dela, Ronald Goldman, também foi encontrado morto. Acusado de duplo homicídio, Simpson desapareceu deixando uma carta a amigos em que anunciava sua intenção em suicidar. Em uma perseguição espetacular por 96 quilômetros, mostrada pelas principais emissoras de TV norte-americanas, a polícia o capturou. Ele permaneceu ainda um tempo no carro antes de se entregar. Em julgamento que acabou virando uma questão racial, ele foi considerado não-culpado em 3 de outubro de 1995.  Em 2007, Simpson foi preso em Las Vegas acusado de assalto a mão armada e sequestro. Dessa vez, condenado, pegou 33 anos e permanece encarcerado em uma prisão do estado do Nevada.
O zagueiro colombiano Andrés Escobar durante a partida que selou sua vida. Reprodução Internet.O zagueiro colombiano Andrés Escobar durante a partida que selou sua vida. Reprodução Internet.
“A vida não termina aqui.”, escreveu o zagueiro da seleção colombiana de futebol Andrés Escobar ao jornal El Tiempeapós a precoce eliminação de sua seleção na Copa do Mundo de Futebol dos Estados Unidos, em 1994. O que o zagueiro não sabia é que poucos dias depois essa mesma frase seria usada em seu epitáfio. A Colômbia foi para aquela copa como uma das favoritas. Não perdia a mais de vinte jogos, com direito a um baile de 5 x 0 na Argentina em plena Buenos Aires nas eliminatórias. Poucos duvidavam que ela seria uma das protagonistas. Mas não. Na estreia foram engolidos por George Hagi e sua fabulosa Romênia. Na segunda partida contra os Estados Unidos, o lance que marcou a Copa: esqueçam Roberto Baggio e seu pênalti nas nuvens, se há apenas um retrato daquela copa, este seria Andrés Escobar e o seu gol contra. A Colômbia perdeu e o gol contra de Escobar contribuiu para a precoce e surpreendente eliminação de sua seleção da Copa. “A vida não termina aqui,” disse Escobar. Mas para ele terminou. Cinco dias após a eliminação colombiana, Escobar levou seis tiros no estacionamento de uma boate em Medellín.“Obrigado pelo gol contra”, teria dito um dos assassinos. Teorias sobre a morte perduram até hoje. Barões do narcotráfico que teriam perdido dinheiro com a eliminação precoce da seleção? Ou bandidos travestidos de torcedores?
O goleiro do Flamengo Bruno. Reprodução Internet.O goleiro do Flamengo Bruno. Reprodução Internet.
Goleiro do clube de futebol mais popular do Brasil, Bruno Fernandes parecia ter uma carreira brilhante pela frente. Ídolo em seu time, o goleiro era um dos fortes candidatos para vestir a camisa número 1 da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2014. Mas o brutal assassinato de uma ex-amante (e mãe de seu filho) interrompeu sua carreira. Eliza Samúdio desapareceu em Junho de 2010 após viajar com Bruno até a chácara do atleta em Esmeraldas, Minas Gerais. Seu corpo nunca foi encontrado e Bruno só admitiu a morte da ex-amante três anos depois, quando já estava preso por suspeita no crime. Segundo investigação policial, antes de morrer, Eliza já havia sido espancada, sequestrada e forçada a tomar remédios abortivos quando engravidou do goleiro (durante uma orgia sexual, segundo o próprio acusado). Em uma ocasião, o próprio Bruno apontou uma arma para a cabeça de Eliza. O primo do goleiro, um adolescente de 17 anos, afirmou ter dado uma coronhada em Eliza, que desacordada, teria sido levada para Belo Horizonte, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e os pedaços dados a cachorros rottweiler; os ossos da moça teriam sido concretados.
Oscar Pistorius durante competição nas Olímpiadas. Reprodução Internet.Oscar Pistorius durante competição nas Olímpiadas. Reprodução Internet.
Em 2012, Oscar Pistorius tornou-se o primeiro homem da história a competir em uma Olimpíada, no atletismo, sem as duas pernas. Ele terminou em oitavo nas semi-finais dos 400 metros livres, usando suas próteses de fibra de carbono. Na Cerimônia de Encerramento das Olimpiadas, foi ele o escolhido para carregar a bandeira da África do Sul. Duas semanas depois, era ele quem carregava a mesma bandeira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paraolímpicos. Sem dúvidas, era um herói do esporte com uma incrível história. Mas em fevereiro de 2013 o mundo viu uma outra face de Oscar Pistorius: a face de um assassino. Com um passado de arruaças e violência – em novembro de 2012 ele foi acusado de quebrar a perna de um homem. Três anos antes, ele havia sido preso por agredir uma mulher em uma festa dada por ele -, Pistorius foi condenado pelo assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steemkamp. Ele supostamente a teria confundido com um ladrão. O júri comprou seu argumento e ele foi condenado a apenas cinco anos de prisão. Em Outubro de 2015 ele foi solto para cumprir o restante de sua pena em casa. .
Notorios e Horripilantes Crimes de 2013 - Aaron HernandezAaron Hernandez. Reprodução Internet.
O atleta mais “googlado” do ano de 2013 não teve motivos para comemorar. Atualmente, o ex-ponta de linha do New England Patriots passa seus dias atrás das grades. Aaron Hernandez foi preso em 26 de junho de 2013 acusado do assassinato de Odin Lloyd, um jogador semi-profissional de Boston. Promotores dizem que Hernandez orquestrou o assassinato de Lloyd, que estava saindo com a irmã do jogador, porque ele “falou com as pessoas erradas” em uma boate. Lloyd foi encontrado morto em um campo perto da casa do jogador de futebol americano. Há suspeitas de que o atleta também esteja envolvido em um duplo assassinato ocorrido em Boston. Como o goleiro brasileiro Bruno, Hernandez jogou cerca de 20 milhões de dólares em salários pelo ralo além, claro, de uma vida sem liberdade. Câmeras de vigilância mostraram que o ex-jogador dos Patriots carregava uma arma dez minutos antes do homicídio, e o próprio advogado de Hernandez admitiu que ele estava no local do crime. Após ouvir o veredito de prisão perpétua sem direito a condicional, o ex-ídolo da NFL foi às lagrimas e chorou no ombro de sua mãe.
Literatura

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O escritor Euclides da Cunha. Reprodução Internet.O escritor Euclides da Cunha. Reprodução Internet.
Euclides da Cunha, autor da obra “Os Sertões”, foi morto tragicamente pelo amante de sua esposa, Anna Emília. Em 1905, Anna, 30 anos, conhece um rapaz loiro, de olhos claros e 17 anos: Dilermando de Assis, cadete da Escola Militar. Apaixonam-se. Euclides começa a duvidar da traição da esposa quando a descobre grávida ao voltar de viagem. Apesar de perder o primeiro filho, ela tem outro com Dilermando, Luiz, que Euclides definia como uma “espiga de milho no meio de um cafezal”, pelos cabelos claros e olhos azuis. Em 14 de agosto de 1909, Anna abandona o lar e hospeda-se na casa de Dilermando. No dia seguinte, Euclides é recebido pelo irmão de seu rival, Dinorah, e atira, ferindo-o no na nuca. Campeão de tiro ao alvo, Dilermando reage e mata o escritor com um tiro nas costas. Anna e Dilermando se casaram após o crime e passaram 15 anos juntos.
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Moda

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A estilista brasileira Zuzu Angel. Reprodução Internet.A estilista brasileira Zuzu Angel. Reprodução Internet.
Pioneira na moda brasileira, Zuzu Angel fez sucesso com seu estilo em todo mundo. Até hoje, é a estilista brasileira mais famosa e lembrada. Nos anos 1970 abriu sua loja em Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte-americano, foi vitrine de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca colocando-a do lado externo da roupa. Em 14 de Abril de 1976, ela morreu em um suposto acidente de carro. Na época, Zuzu enfrentava o Regime Militar do Brasil após seu filho, Stuart Jones, ter sido assassinado pelos militares e transformado em desaparecido político. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse. “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”, dizia. Em 2014, a Comissão da Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, recebeu Cláudio Guerra, matador confesso de quase 100 pessoas, que disse: “Ela estava incomodando, ela incomodava. Ninguém nunca suspeitou [do acidente]. Se você pegar a foto do acidente vai ver um amassado do lado esquerdo. Foi onde o carro bateu e a jogou do barranco. A perícia não foi feita.” 
O estilista italiano Gianni Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla Bruni. Getty Images.O estilista italiano Gianni Versace ao lado das beldades Naomi Campbell e Carla Bruni. Getty Images.
Mesmo quando é pago, o amor pode matar. Gianni Versace, 50 anos, era um famosíssimo estilista italiano. Graças às suas amizades com popstars do calibre de Madonna, Eric Clapton, Elton John, Cher e Sting, foi o primeiro à associar moda e música. No dia 15 de julho de 1997, ele foi assassinado com dois tiros na nuca, na porta de sua mansão em South Beach, Miami. Natural de Reggio Calabria, o estilista foi baleado quando voltava para casa depois de ter comprado jornal e tomado o café da manhã no News Café. O autor dos disparos foi Andrew Cunanan, 27 anos, um garoto de programa de alta classe. Antes de liquidar Versace, Cunanan havia causado uma verdadeira onda de terror, matando quatro pessoas em três meses. Oito dias depois de matar o estilista, em 23 de Julho, ele se mataria com um tiro na têmpora direita, em uma casa flutuante onde estava escondido em Miami Beach. Com o autor morto, é difícil explicar o crime. Alguns dizem que Cunanan matou o estilista porque Versace era o homem famoso, rico e popular que ele gostaria de ser. Versace deixou metade de seu império como herança para a sobrinha Allegra, cerca de 500 milhões de dólares.
Modelos e Misses

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A Miss Venezuela Mônica Spear. Reprodução Internet.A Miss Venezuela Mônica Spear. Reprodução Internet.
Miss Venezuela 2004 e Top 5 no Miss Universo 2005,Mónica Spear Mootz atingiu a fama em seu país ao virar protagonista de novelas. Em 2010 deu um passo além ao entrar no mercado latinoamericano através da rede Telemundo, onde atuou em novelas para o público latino nos EUA, entre elas a produção Flor Salvaje, sucesso em diversos países. Em Janeiro de 2014, Mônica passava férias na Venezuela, juntamente com seu marido e filha de cinco anos, quando foi assassinada numa tentativa de roubo. Segundo a reconstituição do crime, a família caiu numa armadilha ao bater o carro num objeto colocado propositalmente na estrada para fazê-los parar. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram se trancar no veículo e foram mortos a tiros. Na época, o presidente venezuelano Nicolas Maduro alegou que as telenovelas feitas pela Miss foram as responsáveis por sua morte. O trágico acontecimento comoveu e revoltou a opinião pública venezuelana. A empresária da ex-Miss, Katty Pulido, chegou a dizer que o governo de Maduro esconde os altos índices de assassinatos no país. “Mas [a polícia] não consegue [esconder] quando as vítimas são conhecidas”,disse ela.
101 Crimes Horripilantes de 2014 - María José AlvaradoA Miss Honduras María José Alvarado. Reprodução Internet.
Como revelam algumas fotos em seu perfil do Twitter, María Alvarado era uma jovem bonita e alegre. Quem a conhecia não poderia imaginar que sua última imagem seria a do seu corpo dentro de um saco marrom sendo despejado de qualquer jeito na carroceria de uma camionete. María era a Miss Honduras e viajaria para Londres em 19 de Novembro de 2014 para participar do Miss Mundo, mas foi assassinada seis dias antes pelo namorado da sua irmã. Em 13 de Novembro, a Miss, suairmã Sofia e Plutarco Ruiz, namorado de Sofia, foram até uma boate comemorar o aniversário de 32 anos do futuro assassino. Ao ver Sofia dançando com outra pessoa, Plutarco teria ficado furioso e discutido com a namorada. A festa para os três acabou ali e eles foram embora. Desde então, as irmãs nunca mais foram vistas. Seus corpos foram encontrados no dia em que María embarcaria para a disputa do Miss Mundo.  Segundo a polícia, Plutarco as matou com tiros de uma pistola 9mm e enterrou os corpos numa mata. De origem humilde, mais de 300 pessoas compareceram ao velório – numa pequenina capela – da moça que um dia sonhou em ganhar o mundo.
Música

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A famosa Contralto alemã Ottilie Metzger-Lattermann. Reprodução Internet.A famosa Contralto alemã Ottilie Metzger-Lattermann. Reprodução Internet.
Ottilie Metzger-Lattermann foi uma Contralto alemã cujas interpretações do trabalho do compositor Wagner fizeram dela celebridade na Alemanha da década de 1910. Seudebut ocorreu em 1898 em Halle, então, em 1903, se tornou a primeira Contralto da Hamburg State Opera, cantando juntamente com o famoso tenor italiano Enrico Caruso. De 1901 a 1912, ela cantou no lendário festival de música clássica de Bayreuth, sendo sempre uma das artistas mais esperadas. Lecionou no centenário Conservatório Stern em Berlim e tinha como um de seus músicos acompanhantes Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores do século 20. Com o tempo, se tornou uma das Contraltos mais famosas da Europa, se apresentando em vários países, inclusive fazendo uma turnê nos Estados Unidos. Sua brilhante carreira na ópera acabou com à ascensão de Hitler ao poder em 1933. Em 1939, Metzger-Lattermann e sua filha mudaram-se para a cidade de Brussels, onde foram capturadas pelos Nazistas. De origem judia, a Contralto e sua filha foram enviadas para Auschwitz. Elas nunca mais foram vistas e é desconhecido a forma como foram mortas. Uma placa em sua homenagem (e a outros músicos mortos pelos Nazistas) foi erguida em Bayreuth.
O astro polonês Jakug Kagan. Reprodução Internet.O astro polonês Jakug Kagan. Reprodução Internet.
Seguindo os passos de seu irmão mais velho, o polonêsJakub Kagan graduou-se em música pelo Instituto de Música de Varsóvia após lutar contra os soviéticos na Guerra Polônia/URSS em 1920. Em meados da década, formou a Kagan’s Jazz Band, passando a se apresentar em casas de ópera, cabarés e hotéis. Em 1926 assinou um contrato para tocar no luxoso Hotel Bristol em Varsóvia e pouco tempo depois sua banda já era uma das mais famosas da Polônia, com suas composições largamente conhecidas por todo o país. Em 1929 compôs “Zlota pantera” (A Pantera Dourada). A música abriu ainda mais portas para Kagan, que virou uma celebridade internacional, fazendo turnês na Alemanha, Áustria e Hungria. Após a invasão da Polônia pelos Nazistas, Kagan foi deportado para o Gueto de Varsóvia onde, para sobreviver, passou a tocar piano no Teatro Melody Palace e Splendid Café. Ele foi assassinado em 1942, possivelmente durante o Grossaktion de Varsóvia, uma operação secreta de assassinato em massa do exército Nazista com objetivo de exterminar judeus.
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Miklós Vig. Reprodução Internet.Miklós Vig. Reprodução Internet.
Cantor, ator, comediante e empresário, o húngaro Miklós Voglhu foi uma popular figura de seu país durante três décadas. Descoberto quando ainda era um estudante de música, Miklós iniciou sua brilhante carreira como músico de cabarés, onde também se apresentou com peças de teatro. Logo passou a se apresentar em grandes teatros de Budapeste e na década de 1930 se tornou um dos mais famosos cantores românticos da Hungria, sendo citado por muitos como a “primeira grande estrela húngara, amado por todo o país”. Ninguém no rádio fazia mais sucesso do que ele. Mas nem o fato de ser uma figura famosa, ser casado com uma católica e ter mudado de nome – paraMiklós Vig -, o salvou do Holocausto. Em 19 de dezembro de 1944, Miklós estava entre um grupo de judeus que foram capturados, enfileirados e metralhados nas margens do rio Danúbio por Nazistas húngaros, membros do Partido da Cruz da Seta. 
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O cantor Sam Cooke. Reprodução Internet.O cantor Sam Cooke. Reprodução Internet.
Depois de passar anos cantando gospel, Sam Cooke aderiu à música pop, gravando no selo Keen, de Los Angeles, os hits “You Send Me”, “Only Sixteen” e “Wonderful World”. Mesmo as músicas mais pueris, Cooke tingia-as com a sensualidade do rhythm & blues e as valorizava com sua excepcional técnica. Realmente bonito e de presença encantadora, sabia como envolver o público feminino que lotava seus shows e flertar com cada dama e senhorita da platéia, sem que isso parecesse ofensivo, naqueles tempos de tensão racial. Depois, nos anos 1960, já gravando pela RCA, seus discos ganharam orquestrações, ficando mais comerciais, atingindo um número cada vez maior de fãs. São desse período “Cupid”, “Chain Gang”, “Bring it Home” e “Twistin’ The Night Away”. Sua carreira foi interrompida em dezembro de 1964 quando morreu assassinado na porta de um motel em Los Angeles. O crime até hoje gera controvérsias, mas a versão oficial diz que Cooke teria levado uma mulher contra a sua vontade até o motel. Ela conseguiu fugir do quarto. Cooke foi atrás dela e invadiu o escritório do motel. Bertha Franklin, gerente do local, afirmou que o cantor estava em fúria e, possivelmente bêbado, começou a quebrar o lugar. Em dado momento os dois entraram em luta corporal e Bertha o matou com um tiro no peito. Quando morreu, Sam Cooke era uma unanimidade, seu estilo foi largamente imitado e sinceramente admirado. Foi considerado pela revista Rolling Stone como o 4º maior cantor de todos os tempos, atrás apenas de Elvis Presley [3º], Ray Charles [2º] e Aretha Franklin [1º].
Bobby Fuller. Reprodução Internet.Bobby Fuller. Reprodução Internet.
No escabroso panteão da mitologia do rock ‘n’ roll de Hollywood, não há nada mais misterioso e duradouro do que a sinistra morte do supertalentoso Bobby Fuller. Cantor, guitarrista e compositor vindo de El Paso, Texas, foi tão bem sucedido que se tornou uma celebridade na meca musical de Los Angeles, abrindo seu próprio clube noturno e gravando pela Mustang. É dele a versão genial de “I Fought the Law”, dos Crickets. Em 18 de Julho de 1966, Fuller sumiu por 12 horas e, de repente, reapareceu morto no banco de seu carro no estacionamento de seu prédio em Hollywood. Rapidamente (e estranhamente), a polícia de Los Angeles – que não buscou por impressões digitais no local e nem interrogou ninguém – classificou a morte como suicídio, mas os detalhes contam uma história diferente. O carro não estava no estacionamento 30 minutos antes da mãe do cantor encontrá-lo. Além disso, o avançado rigor mortis do corpo sugeria que Fuller havia sido morto em outro lugar. O próprio “suicídio” foi bastante estranho: ele morreu ao aspirar vapor de gasolina. Teorias emergiram: assassinado pela Família Manson; assassinado por se envolver com a mulher de um mafioso. Uma teoria implicou até mesmo o produtor musical Bob Keane, indicando que Fuller era o terceiro artista sob a tutela de Keane a morrer (os outros foram Ritchie Valens e Sam Cooke). Em 2015, um novo livro “I Fought the Law: The Life and Strange Death of Bobby Fuller”, cujo um dos autores é o irmão do cantor, lista o nome de Morris Levy, importantíssimo executivo da indústria musical americana dos anos 1960 e 1970. A reputação de Levy era conhecida: exploração de artistas, táticas ásperas, conexões com o submundo do crime (incluindo associações com as famílias criminosas Gambino, Genovese e DeCavalcante). Segundo o irmão do cantor, Bob Keane e Morris Levy planejaram matar Bobby Fuller após o mesmo dar para trás num acordo de distribuição de seu último single, “The Magic Touch”.
Sid Vicious. Reprodução Internet.Sid Vicious. Reprodução Internet.
Figura emblemática do rock ‘n’ roll mundial, Sid Vicious encarnou como ninguém a rebeldia do movimento punk. Em 1977, foi convidado para entrar no Sex Pistols, banda ícone do punk inglês e que estava atrás de um jovem delinquente, mas carismático, o pavio de pólvora perfeito para fazer a banda decolar na mídia. Assumiu o contrabaixo da banda mesmo sem saber tocar, e nem precisava, o comportamento imprevisível juntamente com as confusões que arranjava fizeram dele e da banda lendas no mundo inteiro. Em uma apresentação na cidade interiorana de San Antonio, Texas, Sid gritou no microfone: “Todos os caubóis são viados”. O bizarro show terminou com Sid acertando o contrabaixo na cabeça de um fã, levando um soco de outro e cortando todo o corpo com cacos de uma garrafa quebrada. Não satisfeito talhou no peito: “Me dê um pico”. Em 12 de Outubro de 1978, Sid Vicious matou sua namorada, Nancy Spungen, com uma facada no abdômen. Sob forte efeito de drogas, ele foi preso mas saiu sob fiança. Quatro meses depois, sua mãe o encontrou morto na cama, vítima de overdose de heroína. Ele tinha apenas 21 anos.
John LennonJohn Lennon. Reprodução Internet.
No dia de sua morte, John Lennon estava feliz. Era um pai amoroso de dois filhos (Julian, com Cinthia, e Sean, com Yoko Ono) e havia lançado um álbum de sucesso: “Double Fantasy”. Na música de abertura, dizia estar “começando de novo”. Naquela tarde, havia dado um autógrafo na contracapa do disco a um jovem que disse ser seu fã. Depois de conseguir seu objetivo, ele não foi embora. Ficou esperando no edifício Dakota a volta do ex-Beatle. Quando Lennon e Yoko retornaram, o fã diz: “Mr. Lennon”. John vira-se, mas não enxerga, devido à sua miopia. O jovem dispara cinco tiros a menos de dois metros de distância. John cai, espalhando fitas cassetes. O porteiro tenta ampará-lo, mas ele vomita sangue. O assassino é capturado. Levado ao hospital, Lennon chega sem 80% do sangue e é declarado morto. O homem polêmico e terno, que havia dito que os Beatles eram mais “populares que Jesus Cristo” e não foi compreendido, autor de letras geniais em parceria com Paul McCartney, como “A Day in the Life” e “Strawberry Fields Forever”, e que havia pedido uma chance à paz morria tragicamente.
O rei do soul Marvin Gaye 11 meses antes de sua morte. AP Photo/Nancy Kaye.O rei do soul Marvin Gaye 11 meses antes de sua morte. AP Photo/Nancy Kaye.
Com sua voz aveludada, Marvin Gaye cativou plateias com seus sucessos, tornando-se um dos maiores nomes da gravadora Motown, que além dele, reuniu gente como Michael Jackson, Stevie Wonder e Lionel Ritchie. Tinha tudo para ser um homem feliz. Tinha. Sua vida foi interrompida abruptamente um dia antes de fazer 45 anos, em 1984, quando foi assassinado por seu próprio pai com a arma que ele mesmo lhe presenteara. Nascido em uma família religiosa em 1939, o homem que iria forjar o chamado “Motown Sound” viajou jovem para Detroit (onde fica a gravadora) com Harvey Fuqua, líder do Harvey an the Moonglows. Em 1963, com o álbum “The Stubborn Kinda Fella” torna-se o vocalista mais importante da gravadora, em parcerias com a cantora Tammi Terrel. Quando vendia milhares de discos com “I Heard it Through The Grapevine”, sofre os primeiros baques. A parceira Tammi morre em decorrência de câncer em 1970. O casamento com Anna, irmã de Berry Gordy (dono da Motown), acaba em divórcio. Mas ele dá a volta por cima com seu álbum conceitual “What’s Going On”, um “Sgt. Peppers” estilo rhythm and blues, produzido em 1971 e que trazia letras sobre a Guerra do Vietnã e o estilo de vida urbano. Em 1973, chega ao topo das paradas com “Let’s Get it On” e “You Are Everything”, parceria com Diana Ross. Brigado com a Motown e em momento difícil na carreira, ele surpreende com “Sexual Healing”, de 1982, canção com a qual ganhou dois Grammy: melhor vocalista de R&B e melhor performance instrumental de R&B. Mas o destino resolveu bater na sua porta. Em 1984, deprimido e viciado em cocaína, é assassinado pelo pai, com quem tinha um difícil relacionamento. O motivo que levou o reverendo Marvin Gaye Sr. a atirar foi uma briga familiar.
Selena Quintanilla PerezA cantora Selena Quintanilla Perez. Reprodução Internet.
Selena Quintanilla-Pérez estava no auge de sua carreira quando, no dia 30 de abril de 1995, foi assassinada pela enfermeira Yolanda Saldívar, presidente de seu fã-clube. A cantora tinha apenas 23 anos e havia acabado de gravarDreaming of You, seu primeiro disco em inglês. Selena começou a cantar aos 9 anos, com o grupo Selena y Los Dynos. Mais tarde, sua família trocou o México por Corpus Christi, no Texas. A carreira começou a decolar em 1986, quando ganhou o prêmio de melhor vocalista no Texano Music Awards com seu álbum Alpha. Em 1988, conhece o guitarrista Chris Perez, com quem se casa em 1992. A consagração vem dois anos depois. Ela leva o Grammy pelo álbum Selena Live!. O sucesso na música era pouco. Ela resolveu abrir a Selena Boutique & Salon, no Texas. A diretora era Yolanda, que vira grande amiga da cantora, mas se torna inconveniente, pois reclamava quando não era citada por Selena em entrevistas e mentia sobre a cantora. A gota d’água foi a descoberta de que ela fraudava documentos. A cantora resolveu despedi-la no hotel onde Yolanda estava hospedada. Conversou com a enfermeira, pegou papéis, partiu, mas teve de voltar, pois faltavam documentos. Ao chegar, foi recebida a tiros pela presidente de seu fã-clube. Ferida, Selena ainda conseguiu correr pelos corredores do hotel com Yolanda atrás aos gritos de “bitch”(vadia). Levada ao hospital, precisava de uma transfusão de sangue, mas seu pai, testemunha de Jeová, não permitiu. A cantora morreu minutos depois. Yolanda Saldivar foi condenada a prisão perpétua com possibilidade de cumprir em regime aberto após 30 anos.
Notorious BIGO rapper Notorious B.I.G. Reprodução Internet.
Tudo bem que o rap não é um estilo musical praticado por coroinhas de igreja. Quando o assunto é gangsta rap então, nem se fala. Mas os norte-americanos exageraram. Quando esse tipo de música atingiu seu apogeu nos anos 1990, a virulência exposta nas letras passou a ser posta em prática pelos músicos. Para piorar e dar um tom de divisão e disputa territorial à coisa, nos Estados Unidos o rap se dividia entre o produzido na Costa Leste (Gravadora Bad Boy, de Nova York) e o da Costa Oeste (Gravadora Death Row, de Los Angeles). Os nomes mais famosos dessas duas gravadoras eram Notorious B.I.G. (Bad Boy) e Tupac Shakur (Death Row). Tupac Shakur foi assassinado em 1996 e alguns meses depois foi a vez de Notorious B.I.G. encontrar o criador. Restam poucas dúvidas sobre a hipótese de as duas mortes terem conexão. Algumas similaridades reforçam essa tese.
O rapper Tupac Shakur. Reprodução Internet.O rapper Tupac Shakur. Reprodução Internet.
Os dois foram baleados várias vezes enquanto estavam no banco do passageiro de seus carros, seus próprios assessores os levaram ao hospital e, sobretudo, ambos eram os recordistas de vendas em suas respectivas gravadoras. Passados quase 20 anos, as mortes permanecem um mistério, mas a teoria mais aceita dá conta de que Notorious B.I.G. teria encomendado a morte de Tupac Shakur e, em retaliação, teria sido morto por pessoas ligadas à Gravadora Death Row.
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O produtor musical Phil Spector durante audiência de seu julgamento. Reprodução Internet.O produtor musical Phil Spector durante audiência de seu julgamento. Reprodução Internet.
Um mago da produção musical do século 20. Assim podemos definir Phil Spector. A música “You’ve Lost That Lovin’ Feeling”, produzida e co-escrita por ele para os Righteous Brothers, é listada como a música que mais tocou nas rádios norte-americanas no século 20. Em 2004, a revista Rolling Stone o classificou na posição de número 63 dos “Maiores Artistas de Todos os Tempos”. Sua importância é única para a música: produziu The Ronettes, uma das melhores girl groups da história, colaborou com músicos do calibre de Beatles, John Lennon, George Harrison, Leonard Cohen e Ramones. Produziu mais de 25 sucessos entre 1960 e 1965. Mas em 3 de Fevereiro de 2003, Spector manchou seu currículo ao matar a atriz Lana Clarkson com um tiro na boca. “Eu acho que matei alguém”, disse o produtor ao seu motorista. Promotores descobriram que ele já havia ameaçado antes quatro mulheres com sua arma, após as mesmas o terem rejeitado. Ele foi condenado a passar, no mínimo, 19 anos na cadeia antes de poder pedir liberdade condicional.
Telenovelas

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Daniella PerezA atriz Daniella Perez. Reprodução Internet.
Os dias de ostracismo e de esforço para sair da sombra pareciam ter chegado ao fim. A atriz Daniella Perezdespontava como uma promessa da televisão brasileira, com a personagem Yasmin, na novela “De Corpo e Alma”, cuja autora era sua mãe, Glória Perez. Mas a carreira de Daniela foi bruscamente interrompida no dia 28 de dezembro de 1992. Ela foi morta com 16 golpes de tesoura pelo ator Guilherme de Pádua (que interpretava Bira, seu par romântico na novela) e pela esposa dele, Paula Thomaz, que tinha ciúme das cenas entre Pádua e Daniela e queria uma “prova de amor”. O crime chocou o país de tal forma, que o homicídio qualificado foi incluído em 1994 no rol de crimes hediondos. Cada um dos autores foi condenado a 19 anos de prisão, mas em 2002 eles receberam indulto. Guilherme vive atualmente em Belo Horizonte, e Paula Thomaz mudou o nome para Paula Nogueira e leva uma vida normal no Rio de Janeiro. “Há mais de dez anos, aquelas duas pessoas mataram Daniela de forma brutal, cruel e covarde. E agora esses assassinos podem andar por aí soltos! E pior: se voltarem a cometer um crime, terão a ficha limpa,” comentou a mãe da atriz.
A atriz Dorinha Duval em Dercy de Verdade. Memorial Globo.A atriz Dorinha Duval em Dercy de Verdade. Memorial Globo.
A atriz Dorinha Duval fez sucesso nas décadas de 1940 a 1970 e participou de sucessos da TV, como “Adoro a Dora” (ao lado de Daniel Filho, seu segundo marido e pai de sua filha, a também atriz Carla Daniel), o seriado “002 contra o Crime”, e como animadora de “Nunca aos Domingos”. Nos anos 70, fez a caipira Diva, na novela “Selva de Pedra”, e a malvada Cuca, de “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, ambas da Rede Globo. Por isso ninguém quis acreditar quando, no dia 5 de outubro de 1980, ela matou seu marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia, com três tiros. O motivo: ela tinha 16 anos a mais que Garcia e um dia ele teria dito, entre carícias, que ela estava velha. Ela disse que faria plástica, e o marido provocou: “Não quero mulher remendada”. Em 1983, foi condenada a 18 anos de prisão, mas a sentença foi anulada. Em 1989, foi condenada a seis anos em regime semi-aberto. Ficou presa por oito meses. O crime sepultou sua carreira na TV. Dorinha Duval tem hoje 86 anos, é artista plástica e mora no Leme.

            Estudamos aqui assassinos e assassinados, a Trajetória da Vida de personagens, de Heróis e Escravos (assassinados), de Monstros (assassinos) que pertencem a todos no mundo de associações da Trajetória da Vida, mas que dependem da Educação para que se estruturem, se desenvolvam e se manifestem, e até se transformem deixando de ser o que eram até agora, sejam Heróis e Escravos ou Monstros!

As descobertas da vida ligadas, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos
construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) ao trabalho e a produção de bens e de serviços geram economia e globalização em nossos tempos da economia, da tecnologia, da informação, do consumo e do comércio e da liberdade mas também geram liberdade e ritos de iniciação e de passagem e também a Trajetória dos Heróis por serem dinâmicas e imprecisas, livres e multiformes formam a memória do ser humano que por sua vez produz a transcendência que depende de nossos processos de concepção, desenvolvimento, nascimento, desenvolvimento, velhice, e morte, ela, a memória depende da adaptação que está ligada à inteligência genética transcendental, as 9 fases da vida inteligente e as 16 inteligências, somados aos estados de consciência, atividade, identidade, alienação, inconsciência, linguagem, desejo, cognição, maturação, desenvolvimento, amadurecimento, externalização e internalização. A memória e a adaptação dependem do trabalho e da economia, da globalização.
            As descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) associadas ao trabalho e a produção de bens e de serviços geram economia e globalização porém a liberdade faz fluir a adaptação e a memória que se transformam, se transmutam em ritos de passagem e de iniciação e na Trajetória dos Heróis, assim em escândalo, mediocridade,  bandidagem,  miséria e  pobreza,  drogas,  tráfico de pessoas e de sexo,  prostituição,  alcoolismo,  tabagismo,  educação,  escravização e  servidão,  fome,  sede,  falta de higiene, não ter roupas, mortes e violências,  bullying,  palavrão,  monstros,  amor e  ódio,  doença,  deficiência,  moral,  destruição do outro, sabedoria e  vida,  espécies e mundo natural,  processos corporais,  gases,  urina,  fezes,  sexo e  masturbação, etc., infernos, cavernas e buracos profundos fazem ecoar vozes do imaginário perpetrado pela indecência, inteligência, senão adaptação de nossos ancestrais e pelo que somos agora, sentimentos e emoções , pensamentos e estados de consciência  fomentados pela falta, pela marca e pelo desejo, pelo poder, pela felicidade, está na religiosidade, no sentimento de futuro e esperança num futuro melhor não indecente, os mundos natural, artificial, biológico, psicológico, sociológico, filosófico e espiritual carregam em si bases da indecência por isso lutamos e sofremos, ganhamos e perdemos a todo instante, ganhamos e perdemos trabalhando e todo momento e a toda momento acumulamos e gastamos nossas economias e produzimos bens e serviços como a globalização.
Todo este percurso obedece a um caminho, a Trajetória dos Heróis, desde a concepção e o herói até a liberdade para se viver e ensinar a viver.
            A Trajetória dos Heróis começa com:
  1. A concepção e o herói
  2. O chamado pode ser recusado
  3. As forças se unem para o bem-aventurado
  4. A travessia: se consumir
  5. Ser engolido e consumido
  6. O caminho obtuso
  7. O encontro com a deusa
  8. A mulher como tentação
  9. A relação com o pai
  10. A apoteose
  11. A última graça
  12. A difícil volta
  13. A magia nas decisões
  14. O resgate sobrenatural
  15. Os limites da volta
  16. Agora são dois mundos
  17. E a liberdade para se viver e ensinar a viver
            Ser livre é estar adaptado,  é possuir um processo de liberdade oriundo das descobertas que a vida proporciona e produz, é estar no mundo, é passar por ritos e pela Trajetória da Vida e pela Trajetória dos Heróis, é ter memória, a memória na verdade é apenas adaptação, é trabalhar, ter economia e globalização, ser adaptado com sucesso é passar pelas 9 fases da vida inteligente que desenvolvem as 16 inteligências e transcender.
            As 9 fases da vida inteligente são:
1.      (antes de nascer): inteligência dual sensório-motora
2.      (0 – 2 anos): inteligência oral sensório-motora
3.      (2 – 4 anos): inteligência anal pré-operacional
4.      (4 – 7 anos): inteligência fálica pré-operacional
5.      (7 – 11 anos): inteligência do período de latência concreta
6.      (12 – 18 anos): inteligência genital formal
7.      (19 – 29 anos): inteligência do período de privacidade
8.      (30 – 59 anos): inteligência do período de produtividade
9.      (60 anos em diante): inteligência da crise final

As 16 inteligências são:
1.      Espacial
2.      Territorial
3.      Corporal
4.      Lingüística
5.      Musical
6.      Matemática
7.      Interpessoal
8.      Intrapessoal
9.      Espiritual
10.  Emocional
11.  Naturalística
12.  Psicomotora
13.  Lúdica
14.  Narcísica
15.  Computacional ou Artificial
16.  Agrícola ou Operacional
A inteligência é como o Monstro ritualizado nas Escolas que marcam que
Trajetória dos Heróis e da Vida, dos nossos Monstros que devem serem superados para o bem estar grupal, e em parte o individual, já que a ontogênese expele falta, desejo e marca, contudo não necessariamente o grupo filogenético e cultural. A inteligência como um Monstro superado leva-nos a superar também o trabalho, a economia e a globalização. Porém é através da filogênese humana que se dá o florescer da falta, do desejo e da marca oriundas da liberdade ontogenética que há de prender-se e que podem sofrer variações culturais livres mas contextuais, mas a base da aquisição de conhecimentos e aprendizados é ontogenética.
            Domar as descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos) é domar a liberdade, pode ser domar a inteligência, é também dominar o trabalho, a economia e a globalização,  é domar a si mesmo e uma seqüência de monstros até a crise final, Monstros que nos atingem também através de ritos, de ritos de iniciação e de passagem e pela Trajetória da Vida e dos Heróis. Para aqueles que defendem o aborto o filho no ventre é um monstro, um monstro não domado e inteligente, repelente e que só trará infelicidade, assim não estamos prontos para a educação através do Estado. O respeito humano é uma incapacidade por causa da inteligência! Por causa da inteligência temos descobertas na vida! Por causa da inteligência temos o trabalho, a economia  e a globalização, mas podemos reinterpretar nossos conceitos tentando melhorá-los e aprofundá-los.
            Devemos transformar o conceito inteligência em adaptação e aceitar as diferenças individuais e grupais otimizando-as para as transformações sociais sem destruir o passado e os nossos antepassados, ou seja, nossas memórias, nossa adaptação sócio-histórica gravada em documentos e gravada em nossos cérebros e mentes gerando conhecimento para a melhor e otimizada adaptação, sucesso para nossa existência, se tivéssemos que considerar apenas a inteligência para o nosso sucesso talvez fracassaríamos pois os inteligentes que  não se adaptam morrem antes dos mais adaptados e até menos inteligentes. Acredito que primeiro vem a adaptação as descobertas da vida, desde a vida intra-uterina, e depois vem a inteligência ou a percepção, o óvulo se adapta ao espermatozóide e o espermatozóide se adapta ao óvulo e só depois vem a inteligência, após a fecundação e ela continua por toda a vida até a morte. Esta inteligência também é livre pelo ¨crossing-over¨ e pela aprendizagem da liberdade. A aprendizagem da liberdade ocorre em função das descobertas da vida. As descobertas da vida muitas vezes nos aparecem em ritos de iniciação e de passagem e pela Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
     Amar ou odiar a sua própria vida ou de seus grupos sociais? Esses sentimentos podem levar indivíduo e grupos de indivíduos a se perderem  em seus mundos obscuros e profundos? Amando ao ponto de tentar vivenciar um crescimento pessoal. E odiando ao ponto de tentar se destruir nas profundezas do seu ser. Amar ou odiar refletem estados da inteligência genética transcendental, as 9 fases da vida inteligente e as 16 inteligências, mais estados de consciência, atividade, identidade, alienação, inconsciência, linguagem, desejo, cognição, maturação, desenvolvimento, amadurecimento, externalização e internalização. Amar ou odiar revelam descobertas associadas as inteligências. Amar ou odiar revelam manifestações dados ao trabalho, a economia, aos bens e serviços e a globalização. Amar ou odiar nos mostram nossas Vidas, Monstros e Heróis.
           Os Monstros são nossas regras que produzem sofrimento e impedem o contentamento pessoal ou social, são nossas descobertas que causam sofrimento em meio a nossa Trajetória de Vida e de Heróis, nossos Monstros nos destroem como nossos delírios e fantasias de horrores hostis que adquirimos ao longo da vida, todos nós conhecemos isto, todos nós ficamos alegres e felizes quando socorridos em meios as urgências da vida, é assim minha vida! Não devemos nos abandonar uns aos outros jamais pois somos frutos da união dos nossos ancestrais, senão aqui não estaríamos, não existiríamos se não houvesse a união e o amor, senão a paz! Assim derrotamos nossos Monstros! Nossos Monstros lutam contra nossa liberdade! O sofrimento ao mesmo tempo que impede causa novas descobertas como as Biológicas e Psicológicas.
     Os Monstros surgem durante as 9 fases da vida inteligência e são domesticados
pela inteligência genética transcendental e as 16 inteligências. As profundezas do ser revelam as pessoas seus Monstros oriundos de infernos, buracos, cavernas, galerias subterrâneas, bueiros, mares, lagos, rios e oceanos, florestas e desertos onde muitas vezes o sentimento predominante é o de solidão e isolamento com a perda do auto-controle e equilíbrio interior, onde afloram sentimentos monstruosos de revolta e destruição de si, do mundo ao seu redor ou dos outros. Nossos Monstros também estão ligados ao trabalho, a economia e a globalização, inclusive nas nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos). Os modos, figuras e objetos não são  mais os de felicidade e de prazer com os mundos natural (planeta), artificial (tecnologias), biológico (organismo), psicológico (mental e comportamental), sociológico (relações sociais), filosófico (especulações sobre sua origem e vida) e espiritual (relações com a salvação, imortalidade e eternidade). Nossos Monstros obedecem a ritos onde nos entregamos e nos oferecemos a rituais de passagem  e de iniciação para alcançarmos a liberdade dada aos vencedores da Trajetória dos Heróis.
     A transcendência é se superar se perpassar e retornar do ventre do Monstro com um modo de vida superior e exemplar a sua comunidade, a sua família, com uma memória, com uma adaptação comportamental, fisiológica e morfológica, regressar com uma ou mais de uma descobertas, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos). Quantos jovens e adultos se perdem em suas famílias no mundo das drogas, falta de educação, alcoolismo, prostituição, tráfico de pessoas, escravização, servidão, fome, sede, falta de higiene, falta de roupas, doenças, roubo, mortes, violências e sexo desregrado perpetuando a destruição humana, e àqueles que se tornam lideranças e só trazem desespero e destruição dos seus e dos seus semelhantes humanos com guerras, tragédias e holocaustos, grandes desgraças e sofrimentos como pegadas no barro que não se apagam. Estas são as pessoas que foram engolidas pelas profundezas da natureza humana com seus Monstros que surgem e não reconhecem sua existência por serem diferentes ou feios – domar a si é domar uma seqüência de Monstros até a crise final e assim prosperar com  o uso das 16 inteligências e o respeito humano perante deficiências ou incapacidades de ser o que não somos – perfeitos! Domar a si é domar suas descobertas! Se entregar aos Monstros e não conseguir passar pelos rituais de iniciação e de passagem implicam em morte, morte psicológica, exclusão social, problemas de saúde mental ou de corpo, problemas sociais mais graves entre nações, problemas com a Educação e a Saúde, a Liberdade  e a Vida.
  Não somos perfeitos – não somos livres, não nascemos livres, não conseguimos viver com a liberdade ou longe de nossa mãe ao nascermos, dependemos dela e da privação
 de nossa liberdade para vivermos! Precisamos de contato com os outros e com nossa mãe para fazermos descobertas! Precisamos desde o nascimento de rituais de iniciação como o parto  e de passagem como o Batismo em nossa Trajetória de Heróis.
     Transcender depende da adaptação e de como ficou a liberdade à seqüência de Monstros fase-a-fase até a morte, se manifestando diante de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, agindo e lidando bem com suas descobertas e as dos outros diante do trabalho e das necessidades do trabalho, de sua regras e obrigações, dos bens e serviços e da economia e da globalização da economia, tecnologia, informação, consumo, comércio,  com o uso da Educação e das 16 inteligências e do respeito humano perante nossas falhas e deficiências ou mesmo incapacidades para conosco, com os outros e com a natureza e com a Ecologia e o Universo, a inteligência se faz presente com o uso da linguagem e da comunicação com a nomeação dos eventos ambientais para a superação das adversidades ambientais que enfrentamos a todo momento querendo ou não, viver é enfrentar o perigo da morte, é se adaptar, é lidar com Monstros e assim com a miséria, a caridade e o trabalho que levam a violência, ao crime e a guerra, também ao abuso, a exploração, à paralisação e ao niilismo, e ao sentimento de renascimento através de Deus, se adaptar é se descobrir e descobrir, e ajudar a descobrir. Pois a Educação e o Amor tudo resolvem! A Educação e  o Amor geram memória, assim também Adaptação, trabalho, economia e liberdade! Tudo começa pela Adaptação! Tudo começou pela e através da Adaptação,  seja no Universo, na Biologia, na Psicologia, na Sociologia, na Química, na Física, na Filosofia ou na Espiritualidade! Tudo há de se acabar também pela Adaptação, seja no Universo, na Biologia, na Psicologia, na Sociologia, na Química, na Física, na Filosofia ou na Espiritualidade, mas Deus e Seu Reino continuarão existindo! O Universo pode acabar? O Universo pode acabar de alguma forma? O Universo pode acabar através da Adaptação? Se houver outro Universo maior do que este que conhecemos e se ele for maior do que este que conhecemos e se ele entrar choque com este pode acabar sim! O Universo pode acabar pela Adaptação! O Universo pode acabar se houverem outros ¨big-bangs¨ seja quando for,  no princípio, no meio ou no fim, gerando outros Universos! O Universo pode Acabar, mas o Reino de Deus  e Deus continuarão existindo, eles não se acabam!
As descobertas da vida, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos)  levam a adaptação que produz liberdade para  nosso meio ambiente individual, social e patrimonial, nascemos dependentes, dependemos de privações para vivermos, como a de liberdade ao nascermos, somos dependentes em nossos processos adaptativos fisiológicos, morfológicos e comportamentais e isso produz liberdade com o nosso desenvolvimento, amadurecimento, aprendizagem e maturação. A cada dia de nossas vidas ficamos mais livres! A morte é o ápice da liberdade! Vivemos para morrer! Morremos para sermos livres! A liberdade está no Reino de Deus e não no cemitério! A liberdade é produto do trabalho, da economia e da globalização produtos da adaptação e das descobertas da vida. A liberdade também vem através do ritos de iniciação e de passagem e com a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
   A liberdade está na morte em Jesus Cristo! A liberdade está no bom uso da Inteligência Espiritual que produz assim o sentimento de liberdade, portanto, a liberdade! A liberdade é saber usar os ritos associados a Inteligência Espiritual como a morte de Jesus Cristo e a vida no Paraíso!
Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados.
Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
Se descobrir é poder trabalhar, ter economia e hoje, viver e poder usufruir da globalização e dos seus direitos que devem estar pautados na Vida e na Paz e na promoção da Justiça Social!
           Se descobrir é descobrir-se em meio a rituais de iniciação e de passagem durante a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis chegando ou não a liberdade para se viver e ensinar a viver, inclusive nossas escolhas e seus fundamentos construídos ao longo da vida como Heróis e Escravos (como assassinados) ou Monstros (assassinos).



Osny Mattanó Júnior
Londrina, 23 de junho de 2016.


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