Osny Mattanó Júnior
PSICOLOGIAS MITOLÓGICAS
Especulações Sobre Humilhação e Castigo – Parte da História dos Escravos
A Trajetória dos Heróis
20/06/2016
ÍNDICE:
1. Introdução
2. Psicanálise Lacan-Mattanoniana
3. Psicologia Cognitiva Transcendental Social
4. Psicologia da Gestalt
5. Behaviorismo
6. Psicanálise
7. Psicologia Analítica
8. Psicologia Social
9. Psicologia Escolar
10. Psicologia Humanista
11. Psicologia da Personalidade
12. Cognitivismo
13. Fenomenologia
14. Psicologia da Espécie
15. Psicobiologia
16. Psicologia Sócio-interacionista
17. Psicologia Individual
18. Psicologia Institucional
19. Psicologia do Trabalho
20. Biopsicosociofilosofia
21. Esquizoarte Perceptiva Tecnocultural
22. Cultura Psicomanifesto Comportamental
23. Psicofilosofia Mattanoniana
24. Biopsicoantropologismo
25. Movimento Psicoanalítico Cultural
26. Psicoarte Mattanoniana
27. Psicotradução Mattanoniana
28. Psicologia da Vulnerabilidade
29. Psicologia das Regras
30. Psicologia da Sensibilidade – Movimento
sensível
31. Psicologia das Sociedades (contextualizando
a Humanidade)
32. Psicotelepatia Instrumental (Psicologia e
Telepatia)
33. Análise Tecnopsicológica
34. Psicoarte Residual
35. Movimento Cognitivo Mattanoniano
36. Enfoque Contextual
Biopsicosociofiloespiritual
37. Psicologia Matemática Niilista
Existencialista
38. Niilismo Existencialista
39. Multiculturalismo Autoclítico
Biopsicosociofiloespiritualizado
40. Dialética Morfo-Mattanoniana
41. Psicodrama Comportamental de Mattanó
42. Psicologia das Massas, dos Públicos e das
Multidões
43. Psicologia de Protesto
44. Psicologia Eclética Educativa
45. Teoria Suja da Psicanálise Psicótica
Existencialista
46. Considerações Finais
Osny Mattanó
Júnior.
Professor e
Pesquisador em Psicologia pela UEL/Pr/Brasil.
Novas Teorias:
Epistemologias sobre Humilhação e Castigo – Parte da História dos Escravos: a
Trajetória dos Heróis.
- Introdução
HUMILHAÇÃO E CASTIGO: PARTE DA
HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES (2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
¨Quando
eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo também, e quando eu rezo para o
povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny Mattanó Júnior
IMAGENS DE ESCRAVOS.
Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos em suas lutas contra seus Escravos e
Monstros esperando pelos seus Heróis em suas Trajetórias de Vida.
Nesta
imagem vemos um grupo de trabalhadores escravos reunidos com seus Monstros e
Escravos, suas perdas e dores, a espera de Heróis para liberta-los em suas
Trajetórias de Vida, esses Heróis pode estar dentro deles como podem vir do
mundo exterior.
Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com as condições a que estão
submetidos com seus Escravos e Monstros a espera de Heróis que os libertem em
suas Trajetórias de Vida.
Nesta
imagem vemos escravos trabalhando com seus Escravos e Monstros, suas
representações a respeito da escravidão, a espera da liberdade anunciada por
algum Heróis em suas Trajetórias da Vida.
Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com a desumanização e o excesso de
trabalho e esforço a que estão submetidos na Escravidão com seus Escravos e
Monstros a espera de Heróis que os libertem em suas Trajetórias da Vida.
Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos aprisionados e acorrentados para não
fugirem do cativeiro que os detém presos com seus Escravos, Monstros a espera
de Heróis que podem vir de dentro deles ou de suas relações ou do mundo para
salva-los e liberta-los em suas Trajetórias da Vida.
Nesta
imagem vemos escravos trabalhando aprisionados em sua Escravidão, com seus
Monstros e a procura e espera de Heróis que anunciem suas libertações ou os
libertem da escravidão para que mudem suas Trajetórias da Vida.
Notamos
que a escravidão empobrece a liberdade e a dignidade do ser humano, aprisiona-o
no medo e na desesperança, lançando-o as sombras dos Heróis que tornam-se a única
fonte de libertação e de liberdade nesse caso.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 20 de junho de 2016.
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um
homem ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro designado
por escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da força e da
obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos, os escravos
eram legalmente tidos como uma mercadoria. Os valores variavam conforme as
condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as
sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista
que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia
conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram propriedade
particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha poder sobre
eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual
pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade
também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e
canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e
de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da
Ásia.
Contudo
a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho
na Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo
de grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a
escravidão!
A
escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde fora usado como rato
de laboratório pela maioria de seus colegas de Universidade e como objeto de
escárnio e exploração sexual pelos colegas de trabalho e Universidade, mais um
rato criado nos laboratórios da Universidade para o Brasil e para o mundo. Um
rato que vive encarcerado sem liberdade, sem vida normal, sem liberdade, sem
Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e tratado como um rato, um rato
doente e escravo no seu trabalho, dos seus profissionais da saúde e na vida
acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também dos Mass Mídia a partir de 1995,
coisa que o fez enlouquecer e perder toda a saúde-mental em 1999 levando-o a
loucura e alienação e assim o sacrificaram em sua escravidão até o fim de sua
vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será libertado, morrerá como um escravo por
culpa dos alienadores! E com Osny morreram, morrem e morrerão muitos outros
alienados por culpa dos alienadores que pioraram a vida mental dele na
Universidade a partir de 1988. Osny mudou muito a partir de 1988, ficou
agressivo, fechado, nervoso, com medo, pensando em roubar e quebrar
equipamentos no trabalho, em matar e bater, em lutar se preciso se tentassem
estuprá-lo no trabalho, em morrer, no fim do dia, em ir para casa, em ir para o
colégio, etc., Osny passou por horas de horror nas mãos de estupradores no
passado e agora tudo se repetia, era cruel e horrendo, muito difícil e hoje em
dia isso se repete a todo momento entre 1999 e 2015 e acontece com toda minha
família, ver minha mãe em trajes íntimos ou outra pessoa e saber que há outra
pessoa observando isto, que há talvez um Político se aproveitando disto é muito
revoltante, que há talvez um Atleta tentando nos prejudicar a vida e a saúde ou
o patrimônio também é muito revoltante, que há um empresário e trabalhador,
artista se aproveitando disto para enriquecer e enlouquecer a população é muito
triste e difícil, é revoltante! Deus há de fazer Justiça! Eu e minha família,
somos escravos, não estamos livres! Somos escravos porque não produzimos o
suficiente ou porque produzimos pouco onde trabalhamos, estudamos e tratamos
nossa saúde! Somos castigados o dia todo
desde 1995! Já são mais de 20 anos de escravidão! Deus está nos
favorecendo com Graças Abundantes, com riquezas espirituais da esposa do Divino
Espírito Santo, da Virgem Maria, com a Paz que só é possível a um escravo e a
sua família escrava se eles todos crêem em Deus e em Nossa Senhora! Os
mistérios da vida e da escravidão estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma
das práticas da economia que prevaleciam no Brasil colônia era a plantação de
cana-de-açúcar e os engenhos que serviam para processar o açúcar. Existiam
tipicamente duas formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho
escravo e o trabalho remunerado ou assalariado. O trabalho assalariado será o
tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas,
cozinha, casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a
concepção de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade
açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a casa-grande (habitação do senhor
de engenho), a capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos
detalhar os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era
administrar o engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício
bastante importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de beneficiamento
do açúcar.
Existia também o ofício de
banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro
trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos
era o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro e prata para comercialização; e
a de ferreiros, que produziam objetos de ferro, essenciais para a resistência e
a movimentação das maquinarias dos engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias
de madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função, uma vez
que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro,
que produzia e consertava os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e
outros produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos
importantes nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava
moradias; o de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de
pescador, que pescava principalmente nos dias santos, quando não se alimentavam
de carne vermelha.
Dentro dessa hierarquia de ofícios,
os que recebiam melhores salários eram os feitores-mor e os especialistas no
beneficiamento e processamento da cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de
açúcar (mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor
recebia o melhor salário e os mais baixos salários eram dos pescadores.
Geralmente, os salários dos trabalhadores assalariados (como os feitores-mor,
os mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros) eram pagos anualmente, já os
artesãos (ferreiros, carpinteiros, pedreiros etc.) recebiam seus salários por
dia ou por tarefa executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho,
Mestre em História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o
trabalho faz parte da natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o
homem trabalhava apenas para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que
ele e sua família fossem consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi
percebendo que podia se juntar com outros homens e viver em sociedade, de
maneira que cada um se especializaria em determinada tarefa, dando início a
certa organização social e divisão do trabalho, facilitando a vida de todos,
era o que se chamou de comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas
pequenas comunidades começaram a acumular determinado produto abundante na sua
região e utilizá-lo como moeda de troca com outras comunidades. Por
consequência, foram surgindo indivíduos que se destacavam frente aos outros que
começaram a comandar essas comunidades, tomando frente da organização e
negociação das riquezas produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito
primitiva ainda, o capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho
passou por várias situações, tais como a escravidão, que teve origem na Roma
antiga quando os guerreiros perceberam que era mais interessante explorar os
serviços dos derrotados nas guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri
Mascaro Nascimento (1996, p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador
simplesmente uma coisa sem possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de
direito. O escravo não tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o
Cristianismo, que dignificou o trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um
alto sentido de valorização, que ganha justa e inegável sublimação, com o
reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O
Cristianismo trouxe um novo conceito de dignidade humana ao pugnar pela
fraternidade entre os homens, condenando a acumulação de riquezas e a
exploração dos menos afortunados, algo como um embrião do Direito do Trabalho,
pois já trazia alguns conceitos que seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram
revolucionários pra a época, tendo em vista o fato de que os gregos e romanos,
dominantes na época, eram favoráveis a escravidão e contrários aos princípios
da dignidade do trabalho e das ocupações. A Igreja passou a exercer grande influência
civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as virtudes.
A verdade cristã foi ainda
determinante para mudar o pensamento lógico que se tinha na época sobre a
escravidão entre os homens, pois criou um conceito de que o trabalho era um
meio de elevação do homem a uma posição de dignidade, o diferenciando dos
demais animais.
Porém, há consenso doutrinário de
que a formalização dos direitos dos empregados e empregadores nas relações
laborais privadas, o que se conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e
produto dos novos modelos de relações existentes na sociedade durante a
revolução industrial, ocorrida primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio Ferraz[2], a Revolução
Industrial:
“Foi um fenômeno de mecanização dos
meios de produção. Consistiu num movimento de mudança econômica, social,
política e cultural. O trabalho artesanal foi substituído pelas máquinas, que
passaram a produzir em grande quantidade, aquilo que antes era fabricado em
pequenas quantidades. A Revolução Industrial representa o momento decisivo da
vitória do capitalismo. Houve a substituição do trabalho escravo, servil e
corporativo pelo trabalho assalariado em larga escala. A manufatura cedeu lugar
à fábrica. Foi na Inglaterra, antes de qualquer outra região, que surgiram as
primeiras máquinas, as primeiras fábricas e os primeiros operários.
Antes da indústria, não apenas os
nobres não trabalhavam de fato, como até os operários e os escravos se
limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por dia. Os camponeses
ficavam inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por volta do fim do
século XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses e artesãos se
transformaram em trabalhadores "subordinados", os tempos e os lugares
de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas das regras
empresariais e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava de uma
engrenagem. O trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou a ser
um esforço cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para sua
mente. Quando existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não existia,
reduzia os trabalhadores a desocupados e estes a "sub-proletariado":
trapos ao vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz
que anteriormente à citada revolução o trabalho era regrado pela natureza,
fazendo com que os camponeses não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas
diárias, além de ficarem por meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou
a ser regrado única e exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando
lucro máximo, fazendo com que os trabalhadores se submetessem a jornadas
desumanas, trazendo muitos males para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas
descobertas na ciência, principalmente
de máquinas para facilitar a vida do homem, que também vieram a
contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri Mascaro
Nascimento, temos:
“A principal causa econômica foi a
Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de transformações decorrentes da
descoberta do vapor como fonte de energia e de sua aplicação nas fábricas e
meios de transportes. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a
substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho
assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à
fábrica e, mais tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge
uma nova ideologia, tanto cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta
ideologia é a que melhor expressa as aspirações da nova ordem burguesa. Liberdade
de empresa, liberdade de contrato e liberdade individual são os objetos. A não
intervenção do Estado na esfera econômica e social é uma das principais
características do liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o
homem, em conjunto com suas virtudes, foi eleito como responsável pelo
progresso material e técnico e pelo fato de que a liberdade de viver e pensar
fosse o lema desse novo caminho, de maneira que o se humano teria liberdade
para alcançar seus objetivos. A liberdade surgiu como uma afronta ao
Absolutismo Monárquico. Os pensadores atacavam duramente as instituições do
Antigo Regime. O Mercantilismo, que imperava antes do liberalismo, pregava a
intervenção do Estado. As novas idéias opunham-se verticalmente à intervenção,
sugerindo que a economia se faz por si mesmo, de maneira a rejeitar o Direito
Divino dos Reis e a Religião do Estado. Pregaram a separação dos poderes e a
insurreição. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke,
Montesquieu e Voltaire, entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas
por todos esses pensadores, porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior
teórico dessa nova economia impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade
industrial marcada pela mecanização. Foi decretada, definitivamente, a superioridade
da indústria sobre a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra a renda, da
moeda sobre a troca, do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova
classe industrial pode sistematizar seus interesses, na forma de teoria
“científica”. A burguesia já possuía força suficiente pra fazer com que
representantes políticos defendessem seus interesses na prática política, já
entrando nos aparelhos do Estado. Porém, com essa sistematização, achou uma
forma de legitimar a imposição de seus interesses visando à expansão em busca
de novos mercados para suas fábricas.
Muitas críticas foram feitas
diretamente na base ideológica desse novo projeto de sociedade, norteado pelo
direito natural e pela liberdade, indo de encontro à qualquer forma de vantagem
que não fosse em consequência da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa
nova sociedade deveria se desprender da religião e do Estado. Pretendia-se
liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova forma de ver a
humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de maneira que
igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A igualdade
levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao Estado competia
somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria ser passivo, de
mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era
considerada talvez a maior forma de liberdade para o indivíduo. Todavia, o
operário não tinha como recusar trabalho, que muitas vezes se estendia a jornadas
de até quinze horas por uma quantia pífia, pois era a única maneira de o
operário conseguir algum sustento, mesmo que mínimo. Na prática, o operário era
cada vez mais dependente do empregador. Assim foi surgindo uma concepção de
direito contrária aos interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos
que ele não serve somente para as finalidades individuais, muito pelo
contrário, deveria ser dado realce ao interesse social, deixando o
individualismo em segundo plano. Cabia ao legislador medidas que garantissem
uma igualdade jurídica, que desaparecia diante da desigualdade econômica.
Feria-se a dignidade humana com essa opressão econômica.
Com o advento das indústrias, a
relação empregado-empregador se formava em detrimento da situação daquele que
se submetia às condições de trabalho desfavorável. Estas condições
desfavoráveis podem ser analisadas por três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto
fisiológico, que é muito importante, tendo em vista o fato de que cada
indivíduo tem o seu limite físico que interfere diretamente na sua
produtividade. Antes da regulamentação os trabalhadores se submetiam a jornadas
muito intensas e longas para produzir mais, o que acarretava sérios problemas
de saúde.
Foi então que começaram a surgir
reivindicações por jornadas de trabalho mais brandas, os fisiologistas
estudaram os efeitos da fadiga no corpo humano. O legislador se viu obrigado a
interferir, determinando a duração diária da jornada, descanso semanal, férias,
entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época
foi o moral, no sentido do respeito que se deve ter pela dignidade humana. O
homem necessita de um bom relacionamento social, que depende de sua vida
profissional, do desenvolvimento do seu intelecto e da participação na
sociedade. Não existia nenhum respeito por essa dignidade, pois os empregadores
só pensavam em “sugar” seus empregados, com a regulamentação das relações
trabalhistas houveram melhoras, porém nos dias atuais ainda há empresas que não
se preocupam com o bem estar dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico,
pois, além de ter de trabalhar por muitas horas seguidas, o trabalhador era
muito mal remunerado por isso. As leis trabalhistas vieram para mudar isso, o
que realmente ocorreu, hoje se tem uma série de garantias ao trabalhador, tais
como FGTS, férias remuneradas e verbas rescisórias no caso de demissão.
Justamente essa série de garantias que incomodam muito os empregadores, a ser
discutido posteriormente.
Com todas essas situações
incomodando muito os trabalhadores, começaram a aumentar as lutas e a
criminalidade, como em qualquer lugar onde haja concentração de massas e
exploração de classes. Foi então que a classe operária começou a reunir-se,
associar-se, para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários,
diminuição das jornadas excessivas e contra a exploração de menores e de
mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se revoltaram contra o
empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os
trabalhadores começaram a se unir e perceber que podiam lutar por
melhorias. Como se percebe nas palavras
de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas de classes – clamando
pela ação do Estado na regulação da vida econômica – provocam comoção social.
Assim, a sociedade começou a despertar para a necessidade do Estado
regulamentar as novas relações. A idéia de justiça social é cada vez mais
difundida como reação contra a questão social.
Provocavam-se greves, criavam-se
organizações proletárias, travavam-se choques violentos entre essas massas e as
forças policiais ainda movimentadas pela classe capitalista. Na política, a voz
dos trabalhadores já era ouvida nos parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia
começando a reconhecer a força e a importância da classe laboral. Os governos,
com a necessidade de manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a
fazerem, ainda que de forma tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os trabalhadores passaram a
reivindicar seus direitos através dos sindicatos. O direito de associação
passou a ser tolerado pelo Estado. Os governos, com a necessidade de manter a
tranqüilidade e a ordem, faziam concessões à medida que as reivindicações eram
apresentadas e reconheciam a importância do trabalho operário.
Começaram a ser tecidas normas no
próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam ao Estado. Algumas
categorias se auto regulamentavam, criando verdadeiras normas coletivas de
trabalho. Os esforços da burguesia em negar a legitimidade às organizações
operárias foram violentos. Tentaram mostrar que a existência de entidades
operárias com poder de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento dos
estabelecimentos fabris, mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da
classe operária, onde os governos começavam a ceder espaço às organizações dos
trabalhadores. Marx e Engels, com a publicação do conhecido Manifesto
Comunista, vieram a corroborar a tese operária, visando melhores condições em
todos os aspectos para as classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio
Ferraz[5], tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a publicação do Manifesto
Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma preocupação ainda maior com os
trabalhadores, pois a obra criticava as condições de trabalho da época e exigia
mudanças em benefício do mundo obreiro. O Manifesto teve grande relevância nas
lutas proletárias, do espírito de luta do proletariado contra o capitalismo.
Ajudou a despertar a consciência dos trabalhadores, a lutar pelos seus
direitos. Seu lema básico era: "Trabalhadores de todos os países,
uni-vos".
Karl Marx procurou estudar as
instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo se baseia na
exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a Revolução
como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o
Socialismo, derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes.
Pregava a união dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do
proletariado, para suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação
estatal dos bens de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O
ponto fundamental do programa do comunismo era a abolição da propriedade
privada burguesa, base da exploração capitalista. E se faria através da
Revolução Proletária.
Os socialistas pretendem substituir
a ordem social fundada na liberdade individual, na propriedade privada e na
liberdade contratual, por outra ordem, baseada no primado social, quando a
prosperidade e o controle dos meios de produção devem estar nas mãos do
Estado.”
Fica evidente a idéia
revolucionária no manifesto, buscando legitimação das aspirações trabalhistas.
Fundava-se na diminuição da liberdade individual, primando pelo interesse
social, onde o controle dos meios de produção deveriam ficar a cargo do Estado.
Pregava-se a implementação do Socialismo, largamente discutido no Século XX e
ainda nos dias atuais.
Karl Marx, citado por Fábio
Ferraz[6], afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na
pele dos trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses operários, que são obrigados
a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo
comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o
trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e com isso todo o
atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao
qual se pede apenas uma operação manual simplíssima, extremamente monótona e
facílima de aprender. (...) Operários concentrados em massa nas fábricas são
organizados militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a
vigilância de toda uma hierarquia de suboficiais e oficiais". O trabalho,
que deveria ser a mais alta expressão do homem, o reduz à mercadoria da
indústria capitalista, faz regredir cada trabalhador ao nível de classe
subalterna. O remédio está na eliminação da divisão entre produtores e
proprietários dos meios de produção. Só quando os trabalhadores se tiverem
apropriado das fábricas terminará a sua transformação em mercadoria. Para que
isso aconteça, é preciso que os proletários se reconheçam como portadores de interesses
comuns, unam-se a nível mundial, organizem-se em classe antagonista e cumpram a
sua revolução proletária, fundando uma nova sociedade finalmente sem classes e
sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa
idéia de melhores condições de trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII, publica a encíclica Rerum Novarum, que proclamou necessidade da união
entre as classes do capital e do trabalho. Foi considerada uma fase de
transição de um completo desregramento do trabalho para a justiça social, traçando
regras para a intervenção estatal na relação entre empregado e empregador. O
Papa dizia que "não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem
capital".
Ferraz[7] diz em sua obra que o
Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre esteve ao lado dos
burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar a ação da
burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a tomar
partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no trecho
abaixo:
“O trabalho deve ser considerado,
na teoria e na prática, não mercadoria, mas um modo de expressão direta da
pessoa humana. Sua remuneração não pode ser deixada à mercê do jogo automático
das leis de mercado, deve ser estabelecida segundo as normas de justiça e eqüidade.
Falava das condições dos
trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos trabalhadores) mereceu
consideração. Condenou a exploração do empregado, a especulação com sua miséria
e os baixos salários. O Estado não poderia apenas assistir àquela situação,
agora era indispensável a sua presença para regular, mesmo que de forma mínima,
as relações de trabalho.
A propriedade privada é um direito
natural que o Estado não pode suprimir. Ao Estado compete zelar para que as
relações de trabalho sejam reguladas segundo a justiça e a eqüidade. A
Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de pequeno número ao lado da
indigência da multidão. Nela se apontou o dever do Estado de zelar pela
harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a protejam da injustiça,
conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do sacerdote impressionou
todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos governantes pelas classes
trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos direitos individuais em benefício
dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande
influência em todos os ramos da sociedade, o que até hoje exerce em menor
escala, os governantes se viam cada vez mais pressionados a legislar em favor
dos trabalhadores, dando origem ao que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e
da justiça no trabalho para que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e
boas relações pessoais e trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas
pois haverá menos exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também
através da justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos
tempos de hoje precisamos de eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade,
de boa distribuição de renda e de boas relações econômicas estruturadas na
eqüidade e na justiça, bases de uma sociedade justa e solidária, fraterna e
humana, civilizada, ou seja, sem escravidão e sem castigo para aqueles que
produzem pouco porque são escravos no trabalho, na saúde e na escola ou
universidade. Para combatermos a escravidão precisamos da eqüidade e da
justiça.
CAP. 4
Hoje
em Londrina temos os trabalhadores escravos e os trabalhadores assalariados:
Os
trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia,
pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem
história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da
UEL e do Estado.
Os
trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores, comunicadores,
torturadores, castigadores, violentadores, abusadores, exploradores, falsos e
mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da saúde, professores,
atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes punidores e castigadores
daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como
sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A
internet nos explica que: ¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos
doentes! Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e
escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet: ¨A expressão
escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra
ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a
expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são
forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência
física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de
trabalho são acobertadas pela expressão
trabalhos forçados, embora quase
sempre impliquem o uso de violência.
De
acordo com o relatório da OIT de 2001, o trabalho forçado no mundo tem duas
características em comum: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil,
o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de
liberdade. Além de o trabalhador ficar atrelado a uma dívida, tem seus
documentos retidos e, nas áreas rurais, normalmente fica em local
geograficamente isolado. Nota-se que o conceito de trabalho escravo é universal
e todo mundo sabe o que é escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não
tem rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há três projetos tramitando no
Congresso Nacional do Brasil para reduzir o conceito de trabalho escravo.
Hoje, são quatro elementos que
podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por
dívida, condições degradantes (trabalho sem dignidade alguma, que põe em rico a
saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao
completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em
risco sua vida).
A bancada ruralista quer retirar as
condições degradantes e a jornada exaustiva. Dizem que é difícil conceituar o
que sejam esses elementos isso, o que gera “insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos
que escravos se revoltam contra seus donos em algum momento, ou eles lutam,
roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto aconteceu comigo na
UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou castigado
violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da UEL, das
suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de tentarem me
matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante
da História do Brasil e dos Mass Mídia fica importante ressaltar que ficou
sobressaída a História da Escravidão em Londrina e no Brasil através da
influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia com sua influência e poder até para sacrificar o povo e alienar
a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus vigiados e aprisionados e
aqueles que são seus funcionários e não conhecem a verdade. A Verdade é que a
escravidão virou moda, virou Programa de Televisão, virou estilo de vida e
norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais do Brasil e talvez do
mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar o nosso sofrimento e
sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais, filosóficas e econômicas,
trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns Mass Mídia tentam voltar a
ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo através do Brasil. Que se faça
a Justiça se há vergonha mental, comportamental, espiritual e social, profissional,
e moral.
CAP. 10
Depois de toda a história da
escravidão no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil imaginar que ainda exista
esse tipo de prática. Mas a realidade é que ainda existe, porém de maneira
“disfarçada”. Claro que a quantidade não se compara à escravidão do século XVI
ao XVIII, mas não é uma situação aceitável, principalmente em pleno século XXI.
Hoje a maneira de adquirir
mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde o patrão faz falsas
promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores terão. Chegam de
maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo colocam os empregados
em difíceis situações sem a possibilidade de se desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um
Mass Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda
nesse sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente pegam pessoas de
regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para “conquistarem”,
oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No
caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de liberdade e de saúde, de
intimidade e de privacidade através do contrato da telepatia. Não se importaram
com minha saúde e nem com minha dignidade e intimidade e privacidade e nem com
a da cidade de Londrina e da Humanidade e depois tentaram jogar a culpa em mim
inventando um paranormal que me perseguia a vários anos na UEL.
Aos que tentam ir embora, não há
como, pois os patrões alegam que o trabalhador possui dívidas, e que não pode
ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar lá, mais terá que pagar. Ou
seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas ameaças, e se tentam fugir, podem ser vítimas de surras e humilhações. E
não existem maneiras de pedir ajuda, pois normalmente as propriedades são
distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter dívidas
na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos fazendeiros para escapar da
fiscalização, criam locais apropriados para alojamento, mas não deixam os
trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar um local para ficar, seja no
meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito vulneráveis a adquirir
vários tipos de doenças, e quando
adoecem, tornam-se um peso para os patrões, que não tomam nenhuma providência,
pois o que não falta é mão-de-obra disponível, assim muitos acabam falecendo
pela falta de medicamentos e tratamentos.
Também
criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter minhas doenças aqui em
Londrina em casa mesmo, isolado, junto de autoridades, adoecendo continuamente
e sem direitos plenos a saúde e a vida.
A alimentação é descontada da
“remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se escravizar: “Quer comer?
Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente quando fornecida, a comida
é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não recebem direitos básicos como
férias, adicional noturno e seguro desemprego. A água é suja, e os
trabalhadores necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as roupas. As jornadas de
trabalho são em excesso, sem direito a folgas. Se tornam prisioneiros, sem
contar, que em meio a tudo isso, há também a exploração do trabalho
infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual,
profissional e artística.
No Brasil, estima-se cerca de 30
mil pessoas que vivem em condições do trabalho escravo, e o Pará é a região que
mais possui esse tipo de prática, em média 70% do total. Muitos conseguiram se
libertar por serem localizados através da fiscalização, portanto é necessário
uma fiscalização ainda mais ativa e rigorosa, pois são milhares os que ainda se
encontram em tal situação desumana.
Não sei quando e nem se serei
libertado da escravidão e nem se minha família e os outros escravizados comigo
será um dia libertados da escravidão... eu rezo por esse dia todos os dias.
CAP. 11
Conforme amplamente demonstrado, infelizmente,
ainda persiste no mundo atual o trabalho escravo, que atualmente é conhecido
como trabalho análogo à escravidão ou trabalho escravo contemporâneo.
Assim, o Direito do Trabalho deve
ser um instrumento para o combate dessa prática delituosa e ilegal, já que, por
meio de sua evolução e com o passar do tempo, passou a
prever normas mais atuais, como as
que fazem menção à Erradicação do Trabalho Escravo e Práticas Discriminatórias,
especificando ainda mais o âmbito de atuação e aplicação do direito, como a
Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a portaria 540/04.
Com o amparo da Constituição
Federal de 1988, todos os órgãos fiscalizadores deverão buscar, conjuntamente,
o cumprimento da lei, bem como a observância dos preceitos e
pressupostos referentes ao respeito
à dignidade humana, ou seja, considerando o trabalhador, individualmente,
primeiramente como pessoa. É por meio dessa fórmula que
ocorrerá o início de combate a esse
exercício ilegal, ainda presente em nosso cotidiano brasileiro.
Além do mais, é extremamente
necessário que as autoridades, juntamente com a Sociedade como um todo, se
mostrem ativas à erradicação desse tipo de trabalho, que
não pode mais ser aceito nos dias
de hoje.
Como citado anteriormente, além das
normas nacionais, deve-se também destacar aquelas legislações provenientes da
Organização Internacional do Trabalho que, por meio da promoção de Convenções,
logrou chamar atenção do mundo para o tema.
Os principais assuntos que foram
destacados por essas manifestações foram acerca da luta contra o trabalho
infantil e a erradicação do trabalho escravo. Com esse destaque, há
grande contribuição para o
entendimento normativo no Brasil, tocando na questão de forma mais incisiva e
inovando as decisões da Justiça Brasileira sobre o tema.
Após a efetiva adesão às duas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil mostrou que
poderia ir além, para se manifestar de maneira mais enérgica acerca do tema e
combate-lo.
Promoveu, então, a aplicação do
artigo 149 do Código Penal.
Nesse sentido, é evidente que o
crime do trabalho escravo, ou análogo à escravidão ou à escravidão
contemporânea viola os direitos humanos, por diminuir o ser humano enquanto
pessoa, limitando e restringindo sua liberdade. E, merece e necessita ser
duramente combatido por todos nós e por todos os órgãos governamentais.
Entretanto, a sociedade deve estar
atenta a classificação, pelas autoridades trabalhistas como trabalho escravo ou
análogo à escravidão. Isso porque, se tem visto que, muitas
vezes se atribui essa
característica a situações onde o que se vê são violações às normas
trabalhistas que não se confundem com condições análogas à escravidão.
Isso porque, na verdade, o
Judiciário e/ou os órgãos fiscalizadores acabam elas tecendo 01/07/2015 O
Trabalho Escravo Contemporâneo Migalhas de Peso as interpretações e conceitos
relacionados ao trabalho escravo, desvirtuando o assunto e banalizando sua
efetiva ocorrência. Quando isso ocorre, o que se vê é que, tanto os órgãos
fiscalizadores, como o Judiciário acabam, eles também, praticando vários
excessos e penalizando injustamente
as empresas, que tem o seu nome vinculado ao trabalho escravo contemporâneo,
quando, na verdade, cometeram irregularidades administrativas cujas penas já
estão devidamente previstas na legislação.
Ou seja, o que se tem observado em
determinadas situações é apenas e tão somente o reiterado descumprimento de
determinadas normas trabalhistas, ou ainda, há
cumprimento da norma, mas não de
forma integral ou rígida e, mesmo assim, a situação é taxada como trabalho em
condições análogas a escravidão. Um exemplo clássico é
quando as autoridades trabalhistas
entendem como sendo condição análoga a de escravidão expor o trabalhador a
jornadas excessivas de trabalho. Como não há uma
efetiva definição do que seria
jornada excessiva, acaba se entendo que eventual labor diário de dez horas que
tem previsão legal é considerado
condição análoga a
escravidão.
Até mesmo questões burocráticas
estão sendo consideradas como submissão do trabalhador à condição análoga a de
escravo.
Não estamos aqui defendendo as
irregularidades eventualmente praticadas pelas empresas. Muito pelo contrário.
Entendemos que as empresas devem cumprir a
legislação e se não o fizerem devem
ser autuadas, investigadas e punidas. Porém, os excessos nas interpretações da
lei não podem ser cometidos, sob pena de se desvirtuar e
banalizar o conceito de condições
de trabalho análogas e se fomentar uma indústria de ações como ocorreu com o
dano moral (individual e coletivo).
Assim
sabemos que no Caso Osny Mattanó Júnior primeiro houveram erros burocráticos
que levaram esse funcionário a trabalhar por duas semanas sem remuneração e nem
reconhecimento legal em sua Carteira de Trabalho e documentação na UEL/CRH até
mesmo havendo destruição de documentos e de provas para eventuais processos
administrativos, civis e criminais contra a UEL
e o Estado do Paraná por te-lo exposto ao perigo de contato de doenças
que poderiam leva-lo ao óbito ou a outras enfermidades, também não foi
indenizado e nem feita a retratação a seus pais, na época ele tinha 15 anos de
idade, era menor. Este problema o levou a outros problemas no trabalho tão
piores quanto o primeiro, inclusive com sinais de escravidão pois teve que
trabalhar doente e incapaz entre 1993 e 1997 e até mesmo tentando suicídio
desde 1993 em sua casa por causa da UEL/Clínica Psicológica e o caso da
violação do sigilo terapêutico e no trabalho em 1997 em virtude de tantos erros
e problemas acumulados que se tornaram insuportáveis e o levaram a tentar
definitivamente a morte no local de trabalho. Desde 1989 que Osny Mattanó
Júnior pensava na morte no local de trabalho por causa do funcionário do CLCH,
Brás, que tentava insistentemente estupra-lo no ambiente de trabalho com a ajuda de outros funcionários, ou, ocorriam
pensamentos de matar ou de se matar em meio a escravidão ou o direito de não
ter direito a indenizações desde 1988.
Esta é a minha história de escravo até agora...
CAP. FINAL
Hoje
não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois nestes anos também havia
problemas políticos, guerras,
insegurança, doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de educação, desemprego,
desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da saúde e da
assistência do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de renda, falta
de saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha um papel
muito difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda Direitos
Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que havia
cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para sua
época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos
esconder nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e
maquiada para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso
mundo de hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através
da família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de julho de 2015.
A Evolução
ordenada e controlada da Vida Humana e de suas potencialidades
tanto no crescimento quanto na
decadência do organismo, resultante de fatores inatos, hereditários e
maturativos, como também de influências ambientais chama-se crescimento. Este
crescimento não é só do organismo biológico, mas também do psicológico, social,
filosófico e espiritual, podemos ainda dizer também do organismo químico e
físico. Seu crescimento está entregue às tarefas, as atividades consideradas
como motivos da obtenção de certos resultados, como a liberdade e as
Descobertas da Vida. Essas tarefas e atividades como motivos para a obtenção de
resultados envolvem gasto de energia que entre os seres humanos estão entregues
a aprendizagem por imitação, discriminação, ordem e atenção gerando trabalho e
produtos materiais e imateriais como a força de trabalho e a qualificação para
a tarefa e o trabalho que geram Economia, incluindo bens e serviços, inclusive
a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias
e da própria escravidão até hoje.
As descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os
escravos são
vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje levam e estão associadas a liberdade ou o que conhecemos por liberdade que acompanha-nos
desde o início de nossa vida adaptada e/ou inteligente na Terra e levam-nos ao
trabalho e geram economia, saem e levam-nos a miséria, a fome, a pobreza, a
caridade, ao trabalho, a exploração e a violência e aos monstros, fazem parte
da vida do ser humano, seja ela, sexual, moral, física, psicológica, política,
artística, social, filosófica, espiritual, afetiva, naturalística, lingüística,
interpessoal, intrapessoal, lógico-matemática, corporal-cinestésica, musical,
espacial, artificial, cognitiva, ritual, mitológica, arquetípica, libidinal,
escolar, trabalhista, desportiva, etc.. A liberdade constrói a memória ou a
adaptação leva a transcendência e ao renascimento. Não existe memória mas
somente adaptação. A adaptação é o mais profundo desejo de nossas descobertas
da vida. O trabalho e a economia também existem e constroem e constituem nossa
memória e a pertencem aos nossos processos de adaptação fisiológica,
morfológica e comportamental. Todo este percurso obedece a um caminho, a
Trajetória dos Heróis, desde a concepção e o herói até a liberdade para se
viver e ensinar a viver.
A Trajetória dos Heróis
começa com:
1. A concepção e o herói
1. A concepção e o herói
A
concepção de um mito surge numa atmosfera de grande inquietação e admiração em
relação a figura que aparece repentinamente como mestre, marcando um novo
momento na história, um novo estágio a seguir, uma nova biografia.
O
mito deve ser enfrentado por ser largamente familiar ao inconsciente, mesmo
desconhecido, estranho ou amedrontador para a consciência, e o que antes tinha
um significado, sentido e conceito agora passa a ter outro valor, eis aqui o
processo de concepção e convocação ao herói para uma missão que já não pode ser
recusada.
O
levar-se a aventura significa que o destino convocou o herói e transferiu-lhe o
poder, o centro da gravidade ou o eixo do mundo. Esta fatídica região revela-se
como uma terra distante, uma floresta, um reino subterrâneo, a parte inferior
das ondas, a parte superior do céu, uma ilha secreta, o topo de uma montanha ou
um profundo estado de sonhos. Sempre habitado por seres diferentes e bizarros
fluidos e polimorfos, tormentos
inimagináveis, coisas sobre-humanas e delícias impossíveis. O herói pode ser
cada um de nós por vontade própria, por ser lavado ou enviado por agente
benigno ou maligno, por um erro, ou ao esmo de seu caminhar, os exemplos vem de
todos os cantos do planeta.
- O chamado pode ser recusado
É sempre
possível desviar a atenção para outras coisas na vida real, não com
menos frequência em mitos. A recusa
transforma o herói em vítima a ser salva, assim seu mundo tronar-se-á um
deserto cheio de obstáculos e um sentimento de grande falta de sentido, sua
casa será a casa da morte, um labirinto para se esconder, trará problemas para
si mesmo e sua gradual desintegração. O recuso se manifesta como a obtenção da
proteção da atual realidade de valores, ideias, virtudes, objetivos e
vantagens. Essas fixações representam uma impotência de abandonar o passado com
sua esfera de relacionamentos e ideias emocionais infantis. São os muros da
infância onde pai e mãe são os guardiões do acesso, da alma atemorizada, com
medo das sansões, onde não consegue passar pela porta e alcançar o nascimento
para o mundo exterior. Algumas das vítimas ficam assim a vida toda enquanto que
outras não para sempre, destinadas s serem salvas.
- As forças se unem para o bem-aventurado
As forças se
unem para fortalecer o herói que aceita sua viagem, seu chamado, e
a ele será entregue amuletos e
objetos com forças e poderes que o fazem crer ser e estar preparado para a
jornada contra as forças adversárias e contrárias a sua ida aventurada. Surgem
eventos e personagens que lhe darão o poder através desses amuletos ou objetos
de poder ou transformação. O poder benigno e protetor será seu destino e o
próprio destino. Passará por limiares e pelos despertares da vida, o santuário
será o seu coração e todas as formas do inconsciente estarão a seu favor,
nenhuma força da humanidade poderá agir contra ele, o herói.
- A travessia: se consumir
A vida do herói
possui limites e um dia encontrará o guardião dos limites que
aumentará sua força para ir além
dos horizontes já explorados com passos na direção do não conhecido, para um
oceano sem limites
As
regiões do desconhecido são lugares para projeção do inconsciente (deserto,
selva, fundo do mar, terra estranha, cavernas subterrâneas, inferno, etc.). A
energia sexual incestuosa e a destruição
do pai, sereias de beleza nostálgica e sedutora, ogros, mulheres selvagens da
floresta. O guardião do limiar ou dos limites é um aspecto que se movimento
como proteção, porém somente com a passagem desse limiar que o sujeito passa
durante a vida ou a morte para um novo movimento de experiência. A aventura
está em todos os ambientes, ela é um movimento pelo véu que separa o conhecido
do desconhecido, e as forças que guardam os limites são perigosas e lidar com
elas envolvem riscos, porém aqueles que tem talento, competência e coragem
verão o perigo se dissipar como a água no mar.
- Ser engolido e consumido
Ser engolido e
consumido dá a entender que o herói morreu, contudo é uma
passagem do limiar mágico, uma
esfera de renascimento que é simbolizada pelo útero ou ventre da baleia, o
herói é assim lançado no desconhecido.
O
desaparecimento corresponde à entrada do fiel no templo onde ele será
revivificado por regras do tipo quem é e do que é. No interior do templo, no
ventre da baleia, na terra celeste todos são uma coisa só. Nas proximidades e
nas entradas dos templos existem guardiões: dragões, leões, matadores de
demônios com espadas desembanhadas, anões rancorosos e touros alados. Eles são
guardiões do limiar, eles estão incumbidos de afastar todos aqueles que forem
incapazes de achar os silêncios mais elevados no interior do templo. São
encarnações preliminares que representam ogros mitológicos que marcam os
limites do mundo convencional ou as fileiras de dentes da baleia. Demonstram
uma metamorfose ao entrar no templo, como a cobra troca de pele o fiel deixa
para fora seu lado secular. Ao entrar num templo ou mergulhar nas mandíbulas da
baleia o herói encontra a concentração e a renovação da vida.
Não
pode alcançar o apogeu da vida sem cessar de existir. O herói cujo apogeu ao
ego foi destruído volta pelos horizontes do mundo, tem o poder de salvar e nada
teme. Ser engolido e consumido trás poder ao que aceita seu caminho que servirá
para ajudar a salvar o mundo dos perigos mais indesejáveis como o desconhecido.
- O caminho obtuso
Este caminho
cheio de pedras e obstáculos, vem logo após o herói cruzar o
limiar e com este evento ele deve
sobreviver a uma sucessão de provas. O herói é auxiliado encobertamente por
conselhos, amuletos e agentes secretos de auxílio sobrenatural que já havia
encontrado antes. Existe um poder benigno que o sustenta em sua passagem
sobre-humana.
Em
seu caminho o herói encontra obstáculos que nem sempre trazem felicidade,
percorre ele densas florestas, maciças cadeias montanhosas onde depara-se com
ossos de outros que sucumbiram a aventura e acaba encontrando uma abertura na
terra, as profundezas do mundo inferior e suas notáveis manifestações se abrem
diante de seus olhos e depois de numerosos perigos superados chega ao Senhor do
Mundo Subterrâneo, e esse se lança sobre ele com gritos horríveis, mas a
habilidade do herói pode fazer o monstro recuar com promessas de luxuosas
oferendas, esse diálogo é o ápice da cerimônia e o herói entre em êxtase.
O
herói é um líder de um jogo infantil, é um iluminado condutor da ansiedade
comum. Combate demônios para que outros prossigam adiante na sua luta contra a
realidade.
O
segundo estágio do Caminho é o estágio da purificação do eu onde os sentidos
são purificados e tornados humildes e as forças concentram-se em coisas
transcendentais, trata-se do processo de dissolução, transcendência ou
transmutação de imagens infantis do nosso passado pessoal.
Os
perigos psicológicos pelos quais passaram gerações anteriores devemos enfrentar
sozinhos ou com uma orientação experimental, improvisada e poucas vezes muito
efetiva, são eles revivificados em nosso sonhos.
A
terra das maravilhas virá com relances momentâneos, com uma multiplicidade de
vitórias preliminares ou êxtase.
- O encontro com a deusa
A aventura do
herói continua com o encontro com a Rainha-Deusa do Mundo. A
Mãe Universal imputa ao cosmo a
presença nutridora e protetora. A fantasia é um primeiro momento espontâneo, já
que há uma estreita e evidente correlação entre a atitude da criança com
relação a mãe e a do adulto em relação ao mundo material. Mas há também
numerosas tradições religiosas conscientemente controladas dessa imagem
arquetípica para fins de purgação, manutenção e iniciação da mente na natureza
do mundo visível.
A
mulher representa mitologicamente a totalidade do que pode ser conhecido. O
herói é aquele que aprende. De acordo com seu progresso, o herói, na lenta
iniciação à vida, a forma da deusa passa, e se transforma várias vezes. Ela
jamais pode ser maior do que ele, mas pode prometer mais do que ele consegue
compreender. Ela o atrai e guia e pede que rompa com as correntes que o
prendem. Se ele puder os dois serão libertados de todas as suas limitações. A
mulher pode ser vista sob condições inferiores condenada pela ignorância a
banalidade e a feiura. Mas pode ser redimida pela sabedoria. O herói que puder
considera-la tal como ela é, sem meios afetivos indevidos, com gentiliza e
segurança traz em si o potencial do rei, do deus encarnado, do seu mundo
criado.
O
encontro com a deusa é o teste final do talento para a bênção do amor que é a
própria vida aproveitada como o invólucro da eternidade.
- A mulher como tentação
Agora com o
casamento com a Rainha-Deusa do Mundo o herói ver-se-á no
lugar do pai, ele e seu pai são um
só.
As
guerras e as explosões emocionais são paliativos da ignorância. Diante do
psicanalista os estágios da vida do herói vêm em sonhos e alucinações. Camada
após camada de falta de conhecimento é penetrada e, sempre, passados os
primeiros passos da jornada a aventura se desenvolve, seguindo uma trilha de
horrores, trevas, desgostos, dores e tremores fantasmagóricos.
A
dificuldade de se entender a vida como ela é e não como a idealizamos em nossas
concepções conscientes é a grande dificuldade na análise. Em geral nos
esquivamos de assumir dentro de nós a febre que constitui a própria natureza da
célula orgânica. Imaginamos que os problemas do mundo e de nós, de cada um de nós,
pertencem desagradavelmente a outra pessoa ou outras pessoas. Mas quando
percebemos isto, o odor da carne, experimentamos um momento de repugnância e de
frustração: a vida e seus fenômenos e a mulher em particular como grande
símbolo da vida, tornam-se intoleráveis à alma pura. A mulher é a tentação do
herói em sua aventura.
- A relação com o pai
A pura Vontade
de Deus que protege o pecador da flecha, da torrente e das
chamas é a misericórdia
divina, a poderosa força do Espírito de
Deus, por meio em que o coração é transformado, é a graça de Deus. O coração é
protegido mantendo o equilíbrio evitando sua destruição. Tudo está nas mãos de
Deus, o poder dos amuletos, talismãs primitivos e os auxiliares sobrenaturais
dos mitos e dos contos de fada são a garantia para a humanidade de que a
flecha, as torrentes e as chamas não são tão violentas quanto se parece.
É
a provação do herói com a garantia de que a figura masculina de auxiliar pela
magia o protege de todas as assustadoras provas de iniciação – descobre-se
então que o pai e a mãe se refletem um ao outro e são essencialmente a mesma
coisa.
A
iniciação combina uma introdução do candidato nas técnicas, obrigações e
prerrogativas de sua vocação com radical reajustamento de sua relação emocional
com as imagens parentais. O filho assim afasta-se de sua mera condição humana e
representam uma força cósmica impessoal. Ele nasceu duas vezes e tornou-se pai
agora. Agora tem competência para representar o papel de iniciador, de guia, de
porta do sol pela qual devemos passar, das ilusões do bem e do mal, para uma
experiência da majestade da lei cósmica, purgada de esperança e de temor, e em
paz no entendimento da revelação do ser.
O
problema do herói que vai ao pai está em abrir sua alma par além do terror, num
grau que o torne pronto a compreender de que forma as repugnantes e insanas
tragédias desse vasto e implacável cosmo são validadas na majestade do ser. O
herói transcende a vida, com sua mancha negra peculiar e, por um episódio,
ascende a um vislumbre da vida. Ele observa e admira a face do pai e
compreende, e assim os dois entram em sintonia.
Para
o filho que cresceu o suficiente é conhecer o pai, as agonias e sofrimentos da
provação são prontamente suportadas, o mundo já não é mais um vale de lágrimas,
gemidos e dores mas uma manifestação perpétua e geradora de bênçãos, da
Presença.
- A apoteose
No momento em
que nos libertamos dos preconceitos, do tribal, eclesiástico,
nacional, do mundo, dos arquétipos,
compreendermos a suprema iniciação ou a boa nova, que o Redentor do Mundo traz
e que tantos se rejubilam para ouvir, pela qual oram, mas que relutam em
demonstrar e aceitar esse amor que é Deus. A Cruz do Salvador do Mundo é um
símbolo mais democrático que a bandeira.
Aqueles
que sabem que o Eterno vive neles, em todas as coisas, são imortais.
- A última graça
O sofrimento
agonizante da ultrapassagem dos limites
pessoais é a agonia do
crescimento pessoal. A arte, a
literatura, o mito, o culto, a filosofia e as disciplinas são instrumentos
destinados a auxiliar o indivíduo a ultrapassar os horizontes que o rodeiam e a
alcançar esferas de percepção em constante crescimento e movimento. Ao cruzar
limiar por limiar, dragão após dragão, aumenta a estrutura da divindade que ele
convoca em seu desejo exaltado, até subsumir todo o cosmo. A mente quebra a
esfera limitadora do cosmo e alcança uma percepção que transcende as
experiências da forma – todos os simbolismos, todas as divindades, a percepção
do vazio inelutável. Tanto o pai quanto o herói são aniquilados, são
crucificados, e as forças refletirão a forma universal de um único mistério
inescrutável: a força que constrói o átomo e controla a órbita das estrelas.
- A difícil volta
Ao fim da busca
do herói ele terá que retornar por meio da penetração da fonte
retornando com seu troféu
transmutador da vida, mesmo que seja objeto de recuso de sua saga e
transformação. Por intermédio da graça de alguma personificação masculina ou
feminina, humana ou animal, o herói deve retornar para a renovação da
comunidade, da nação, do planeta ou do cosmos.
- A magia nas decisões
Se o herói em
seu triunfo retornar ao mundo com algum elixir destinado à
restauração da sociedade sua
aventura será aprovada por todos os poderes do seu patrono sobrenatural,
contudo se retornar ao mundo com a oposição do seu guardião não obtendo agrado
dos deuses e demônios o último estágio será a perseguição. A aceitação ou a não
aceitação e fuga é encarada através da magia.
- O resgate sobrenatural
O herói pode ser
resgatado em sua aventura com o auxílio sobrenatural, o
mundo, que vai ao seu encontro para
recupera-lo. A sociedade tem ciúme daqueles que dela se afastam, ela voltará
para bater na sua porta. Duas coisas podem acontecer: o recuso e o choque ou a
aceitação e o resgate. Isso leva a crise final do percurso, o limiar do retorno
que conduz ao reino místico ou à terra cotidiana. Se resgatado com ajuda
externa será cuidado com carinho pelas divindades orientadoras, o herói tem que
penetrar novamente trazendo a bênção obtida, onde os homens imaginam-se
completos mas que na realidade não passam de frações.
- Os limites da volta
Os mundos,
divino e humano, são diferentes como a vida e a morte, o dia e a
noite. As aventuras do herói se
passam fora da terra nossa conhecida, na região das trevas, aqui ele completa
sua viagem aprisionado ou em perigo. Seu retorno é um retorno do além. A alma
do herói avança impetuosamente e descobre as bruxas convertidas em deusas e os
dragões em guardiões de deuses. A existência humana tem uma inconsistência
enigmática entre a sabedoria trazida das trevas e a prudência que costuma ser
eficaz no mundo da luz. O martírio é para os santos e as instituições para as
pessoas comuns.
- Agora são dois mundos
A liberdade de
ir e vir pela linha que divide os mundos. Os mitos não
frequentemente apresentam numa
única imagem todo o mistério do livre trânsito. Quando o fazem são um tesouro a
ser contemplado como a Transfiguração de Jesus Cristo.
Por
vezes um tolo, noutras um sábio, por vezes um esplendor magnificente, noutras
vagante, por vezes benigno, noutras maligno, por vezes honrado, noutras
insultado – assim é a vida daqueles de suprema beatitude.
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
O campo de
batalha simboliza a vida, no qual toda criatura vive da morte de
outra. Somos passageiros dos
fenômenos do tempo e da vida que vive e morre em qualquer coisa. O herói é o
patrono das coisas que estão se tornando e não das coisas que se tornaram.
A descobertas da
vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das
suas histórias e da própria escravidão até hoje associadas à liberdade constróem
a memória que é adaptação comportamental como consolo e o luta ou trabalho, que começam quando há luta, fracasso, vitória
e/ou morte, geram através das batalhas desde as sociedades primatas esses
sentimentos e estado orgânico de morte, continuou com os hominídeos e existe
até hoje com os seres humanos que se especificam pela condição de família e de
eternidade, diferenciando-os dos demais seres vivos. Existem chimpanzés que
apresentam dados que correspondem aos comportamentos de luta, consolo,
fracasso, vitória, morte e luto como também nós humanos e talvez, acredito que
sim, os hominídeos também. A luta ou o trabalho é o enfrentamento físico, o
consolo seria o abraço, a vitória o mando, a morte o desfalecimento e o luto o
ritual (individual ou grupal), o discurso e a linguagem (comportamento verbal)
de despedida. Entre o ritual, o discurso e a linguagem existe o conhecimento
próprio do ser humano, codificado e decodificado por ele mesmo. O consolo e a luta ou trabalho. O ser humano adulto faz descobertas e é adaptado
e tende a ser livre porém preso a sociedade, é inteligente e é essa
inteligência adaptada ou somente adaptação que gera e mantêm a vida e a luta e
o trabalho, a família, os grupos sociais, o caos, a ordem, o progresso, a
civilização e a humanidade, a fraternidade e a irmandade, e até mesmo o
puritanismo, fruto da indecência e que dela também depende para que o ser
humano no outro se perpetre e a vida tenha um significado, um sentido e um
conceito de amor a Deus e de ódio ao diabo. A paz ou o descanso e o repouso geram
contentamento e o bem-estar, tanto as lutas ou trabalhos oriundos do sofrimento
quanto a paz vinda do contentamento dependem sempre da Educação, mesmo que não
haja saúde, a Educação resolve o problema com respostas claras e insights que
permitam reflexão e bem-estar pessoal e social, senão humano e global. As
descobertas levam a Educação que leva a liberdade e ao descanso e ao repouso,
geram a transcendência diante da miséria, através da caridade e do trabalho e
da diversão e da família, e dos demais relacionamentos sexuais e afetivos ou
sociais, miséria não é só pobreza, é também abuso e exploração como a sexual e
a do homem pelo homem no trabalho por exemplo ou da natureza diante de uma vida
Ecológica insustentável e incompatível para com o futuro do nosso planeta e da
vida neste planeta.
As descobertas
da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte
das suas histórias e da própria escravidão até hoje na Trajetória dos Heróis
mantêm a liberdade que gera adaptação e violência na maior parte das vezes,
pois há lugar para ela em nosso meio consentido e que assim a aceita como
felicidade e amor, família e Estado que a ampara e protege por obrigação da e à
indecência política e sexual. Quem não é indecente não é gente e quem é gente
não é indecente - ¨independência ou morte!¨ Ou somos inteligentes ou somos
invariavelmente inteligentes – todos somos inteligentes, a relatividade está no
modo de usá-la, está na adaptação, na forma como nos adaptamos,
comportamentalmente, fisiologicamente e/ou morfologicamente.
As
descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas,
parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje constroem a liberdade e constroem a inteligência e a memória,
constroem a luta ou o trabalho e o descanso e o repouso, a transcendência ou mesmo a adaptação durante
a Trajetória dos Heróis que está na inteligência genética transcendental; na
percepção e na totalidade; no comportamento e na sua relação com o meio
ambiente; na interioridade do ser humano; nos complexos, na libido, no processo
de individuação; na interação social; nas relações entre alunos, professores e
equipe-técnica; na auto-realização; na auto-atualização; no desenvolvimento
infantil e nos processos cognitivos; nos fenômenos que se apresentam a
percepção; no inconsciente e no comportamento; nas relações entre fisiologia e
comportamento; no desenvolvimento infantil; na motivação e na inferioridade;
nas relações que ocorrem nos grupos e organizações; nas relações trabalhistas;
nos movimentos e transformações biopsicosociofilosóficos; na arte descabida; na
cultura comportamental e na tecnologia; no antes, durante e depois da
existência e essência; na biologia psicológica antropológica; na origem da Psicologia
e Análise, na cultura; no desenvolvimento da vida que por sua vez é o das
artes; nas realidades literal, residual, consciente, inconsciente, simbólica,
ideal e real; na vulnerabilidade genética que se dá pelo medo; no
desenvolvimento das regras: linguagem, brinquedo, sexualidade, social,
novidades, moral, psicomotora, afetiva, intelectual, inteligências, desejo,
neurológicas, consciente, inconsciente, alfabetização, cognitivas; na
sensibilidade, sentir e decifrar sensações; na cultura que molda a
personalidade; na hipótese da telepatia e do sofrimento oriundo dela; na
análise tecnopsicológica ou instrumental tecnológico; no novo psico-residual;
nos estágios cognitivos mattanonianos; na noção de que você é você e o contexto
e não a biologia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, ou a
espiritualidade; na negação e na afirmação de verdades; no multiculturalismo
que tudo desconstrói e constrói a todo momento de modo autoclítico; na
semelhante valorização das faces da moeda na dialética morfo-mattanoniana; na
passagem do ato contextualizando-o dramaticamente; no ecletismo social reunindo
diferentes teorias para o encontro social e a socialização; no estudo do que
for protestável; no formação de conhecedores e ¨xamãs¨ para a paz e a
Democracia, Justiça e sentimento de religiosidade; na função do pensamento que
é fazer existir e fazer não existir, etc., a indecência luta pela independência e pela
sua morte, produz sentimentos conflituosos e ambíguos, vive de máscaras e
papéis desempenhados e prescritos, é a sombra, é a miséria, é a falta, é a
marca, é a vida e sua organização que a quase todo momento se descortina como
indecente e não-reveladora, pois produz medo, vergonha, humilhação e violência
como o bullying – é o terror, primeiro, pelo não-terror, e depois pelo terror. As
descobertas da vida propiciam liberdade que
gera adaptação e produz tanto lutas e trabalho quanto paz, descanso e repouso
depende da Educação e do aprendizado, ou seja, das regras que aprendemos, da
liberdade, do que adquirimos na família, na escola, na Igreja, no trabalho, na
afetividade, nos nossos relacionamentos, etc., na nossa Trajetória e na
Trajetória dos Heróis, devemos sim, é estar adaptados e prontos para continuar
adaptados, senão nos desadaptamos e poderemos causar guerras, mortes e
violência moral, sexual, psíquica, física, social, econômica, trabalhista,
política ou até bullying e terror!
A Trajetória dos
Heróis começa na concepção e continua com a vida do Herói e vai até a liberdade
para se viver e ensinar a viver, a liberdade é adaptação, a liberdade é fruto
das descobertas ou existe em função das descobertas da vida, inclusive da
humilhação e do castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje, a liberdade existe graças as lutas e ao
trabalho que exigem descanso e repouso, a liberdade atinge-nos como liberdade
para escolhermos o nosso trabalho, o trabalho é livre, trabalho não é só
emprego, é uma coisa indefinida, não pode ser definido ou totalmente controlado,
é amigo da dispersão e do sofrimento, este que nos definiu como corpo e mente,
comportamento, e modos de relação social, a indecência é o niilismo existencial
como as inteligências que compreendemos e lidamos uma(s) com a(s) outra(s) para
lidarmos com a indecência de nossas vidas pobres, podres, ricas, criminosas,
delinqüentes e ensimesmadas, para lidarmos com a indecência criamos compensações
e até supercompensações que dão ordem aos padrões atuais de vida, ou ao momento
sócio-histórico, ou até mesmo, contextual, porém a indecência não depende do
contexto mas pode ser dessensibilizada e reinterpretada de acordo com o modelo
de distanciamento compreensivo dela mesma em relação ao ser humano. A
indecência é indecente seja qual for o contexto? Não! De acordo com a
informação e não de acordo único com a sua auto-produção que agora deixa de ser
auto-reguladora instintivamente, nossos comportamentos permitem-nos
reelaborá-la e reintroduzí-la em nossas vidas particulares e sociais com um
novo significado, sentido e conceito contextuais que se transformam, mas não
mais transformam o ser humano após a última transformação, a da
dessensibilização contextual, onde a indecência não incomoda e não transforma
mais ninguém, mas existe sem resistir ao sexo, à fome, ao abrigo, ao novo, ao
frio, ao calor, a segurança, a proteção, a liberdade e a libertação do medo e
da ansiedade, ao amor e a pertinência, a realização ou a individuação. O velho
xamã ainda existe e agora sua mensagem é contextual, o processo de individuação
leva a contextualização com significado e sentido únicos e individuais, e um
conceito partilhado coletivamente também contextualizado em cada momento
sócio-histórico que não dominam mais o ser humano e deixam de ter poder
literal, controlador ou de razões para isto ou aquilo – é o desenvolvimento da
indecência já que dependemos do sexo, e o sexo é indecente! A indecência também
atinge a luta e o trabalho, os ritos e a Trajetória da Vida e a Trajetória dos
Heróis! A fome, o abrigo, o novo, o frio, o calor, a segurança, a proteção, a
liberdade e a libertação do medo e da ansiedade, o amor e a pertinência, a
realização e a individuação são indecentes por terem um fundo de falta, desejo
e marca! Para vivermos em meio a estes eventos necessitamos de Heróis! Os
Heróis podem estar escondidos em nosso interior! Indecência ou morte
filogenética, ontogenética e cultural! Podemos ser mais inteligentes ou menos
inteligentes se também aprendermos os mecanismos de dessensibilização da
inteligência mas nunca faremos a dessensibilização da adaptação, ela jamais
cessa, jamais se esgota, jamais entra em extinção, como método de
não-aprisonamento, de liberdade, de descobertas, intelectual, sexual, moral, mental, social,
público, físico, etc., para a nossa libertação e liberdade, já que não
precisamos de exércitos mas sim de homens livres e felizes libertados do
aprisionamento de qualquer forma de combate, luta, guerra e conflito – isto
pode ser possível?. Ninguém produz progresso e bem-estar aprisionado e
acorrentado numa ¨cela¨, seja ela intelectual ou inteligente! Precisamos viver
o contexto para que ele não nos faça nos destruirmos e falecer, destruindo a
própria vida, sinônimo agora, de liberdade, desde a concepção somos
indeterminados e precisamos disto para continuarmos aqui e em Evolução, o que
somos hoje não seremos amanhã, pois o que fomos no passado não somos hoje! Não
conseguimos usar o que chamamos de Inteligência mas sim a Adaptação, não
conseguimos ser mais inteligentes mas sim mais adaptados ou adaptativos por
causa da liberdade. A adaptação de uma área do cérebro leva ou facilita, induz
a adaptação de outra área cerebral, a não adaptação leva ao sofrimento e as
doenças.
Segundo a
Filósofa L. A. (que não deseja ver seu nome citado) a Inteligência é habilidade
que é mobilidade, eu concordo com isto
pois a adaptação é habilidade e mobilidade, senão plasticidade e raciocínio
diferentemente do conceito de inteligência que é a capacidade de resolver
problemas, não falo de capacidade mas sim de habilidade e mobilidade, coisa bem
ou mal resolvida, não importa, isto é adaptação e não inteligência, isto é
liberdade, não falo da capacidade resolver e obter sucesso mas sim da habilidade e da mobilidade diante de
problemas, alcançando ou não as metas que são encontradas ou impostas pelo
dia-a-dia, pela vida! A inteligência é um constructo social, um pacto social e
a adaptação é habilidade e mobilidade plástica cerebral construída individual e
socialmente, não depende de pactos para resolver problemas, é livre,
libertadora, pura liberdade! A inteligência e a adaptação servem-nos as lutas e
ao trabalho e produção de bens e de serviços como a economia.
A transcendência
é pura liberdade, é pura adaptação, depende das descobertas da vida, inclusive da
humilhação e do castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje, não depende da inteligência e nem da memória
mas sim da capacidade do organismo de se adaptar e processar informações a seu
favor maximizando sua existência e suas essências também a favor de sua
espécie, assim a transcendência depende da adaptação em primeiro lugar e para
entende-la temos a nosso favor como instrumento a linguagem e a inteligência,
ela, a transcendência, vem da miséria, da caridade e do trabalho do homem e só
existe pois podemos nomeá-la de ¨transcendência¨, fato que os outros seres
vivos não conseguem! A transcendência depende de ritos e de nossa vida e da
Trajetória dos Heróis! A transcendência vem do trabalho e da luta, do descanso
e do repouso que reabilitam o homem para uma nova jornada e carga de trabalho
para a produção de bens e de serviços e de economia que afeta também os
processos da globalização da economia, da tecnologia, da informação, por
exemplo. Assim a transcendência vem de
nossas misérias, de nosso não entendimento e não assimilação de nossas
descobertas, através da adaptação
fisiológica, morfológica e comportamental gerando caridade e trabalho como
também economia, informação, tecnologia, abuso, exploração, violência, crimes e
guerras, devemos transcender e ser caridosos, devemos trabalhar e ser amorosos
educando as pessoas e os povos de modo a combater o abuso, a exploração, a
violência, os crimes e as guerras, pois querendo ou não, sabemos e podemos
transcender e a Educação tudo resolve com amor! E o amor que vem do Alto leva
ao renascimento, seja ele interior ou espiritual, ou até mesmo em termos de
re-encarnação, falamos de Deus e de Suas Obras, de Seu Mundo! Falamos da
Eternidade, o Amor é Eterno e possui vários deuses e uma Santíssima e
Augustíssima Trindade, Santos, Apóstolos, Beatos, Mártires e Veneráveis, o amor
também pode ser eterno enquanto durar,
ele pode ser passageiro, mudar de destino, pode voltar a Santíssima e
Augustíssima Trindade ou somente ao Filho de Deus, Jesus Cristo e sua mãe Maria
e continuar eterno propagando ainda o renascimento e a vida em abundância!
Falamos então da
liberdade e do desejo de liberdade, de nos libertar-nos do mal e de nós mesmos,
de nosso interior de uns dos outros, de nossos conflitos e de nossos pecados,
do nosso sofrimento e de nossas doenças, de tudo que castra e tira-nos a
liberdade. Falamos da liberdade diante de nossas descobertas da vida e da
adaptação, inclusive da humilhação e do castigo que os escravos são vítimas,
parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje – falamos da
Trajetória dos Heróis.
De acordo com os
princípios básicos dos repertórios comportamentais, eles: atenção,
discriminação, controle instrucional e ordem, posso teorizar que através das
Teorias de Distanciamento Compreensivo teremos liberdade em nosso trabalho para
o descanso e repouso ainda gerando economia e mais trabalho diante de nossas
descobertas e diante de nossas escolhas e procedimentos, inclusive a humilhação
e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje, lidando com ritos e a Trajetória dos Heróis e a própria
vida e o contexto diante das regras oriundas da literalidade, das razões e do
controle, acrescento que as regras que são contingências do tipo ¨se isto...,
então aquilo...¨, podem interferir de acordo com novas regras contextuais e
autoclíticas que levem o comportamento verbal do falante a reflexão e
reorganização ou reordenação do tipo: o que era discriminação eu posso ter
agora consciência que aprendi com meus repertórios básicos do comportamento que
é imitação, ou o que era imitação é atenção, ou o que era controle instrucional
é ordem e atenção, ou o que é atenção é atenção e discriminação, etc.,
invariavelmente gerando liberdade diante do contexto, das regras contextuais
deixando de se apegar a literalidade, as razões e ao controle, mas sim ao
contexto propiciando liberdade, insight e saúde psicológica, bem-estar através
das regras agora, também, autoclíticas! O comportamento verbal do falante levado
a reflexão e reorganização ou reordenação com novas regras contextuais e
autoclíticas deve-se funcionalmente ao Episódio Verbal Incompleto e ao Episódio
Verbal Completo Mattanonianos. No Episódio Verbal Incompleto atribuiremos novos
significados, novos sentidos e novos conceitos invariavelmente as palavras; e
no Episódio Verbal Completo poderão emergir respostas novas em meio as
conceituais e invariáveis e jamais invertidas, trocadas e/ou aglutinadas nos
jogos de linguagens, por exemplo, assim conhecidas literalmente quanto a seu
significado, sentido e conceito neste Episódio Verbal Completo, havendo mútuo
entendimento na comunicação entre emissor e decodificador, o que não ocorre no
caso do Episódio Verbal Incompleto. Podemos especular que funcionaríamos como
Inteligência Artificial ou Computadores melhorando o nosso desempenho!? Quanto
as nossas descobertas da vida e a liberdade: as nossas descobertas da vida e a
liberdade creio estar associada ao poder da Educação que dissolve a ignorância
e o não saber que os detêm aprisionando-nos no passado infantil e desconhecido
sem marcharmos para o futuro e para o avanço e progresso da humanidade e das
ciências, aqui está a liberdade, neste contexto ou no contexto
sócio-educacional em que estamos inseridos atualmente e onde desenvolvemos
nossos trabalhos como os científicos, a ciência pode gerar liberdade através do
conhecimento e de seus trabalhos humanitários e progressistas – O Episódio
Verbal Completo é exemplo de uma sociedade mais avançada, mais educada, mais técnica
e culta – o que gera bem-estar e assertividade? O Episódio Verbal Completo ou o
Episódio Verbal Incompleto? A Adaptação depende de qual Episódio Verbal para
ser obtida com sucesso? Seja a Adaptação fisiológica, morfológica e/ou
comportamental? Qual Episódio Verbal, Completo ou Incompleto assegura uma boa
Adaptação e assim a perpetuação de nossa espécie? Qual Episódio Verbal é mais
importante para assegurar a boa filogênese, a boa ontogênese e a boa cultura?
Qual assegura verdadeiramente e seguramente a vida? O Episódio Verbal
Incompleto ou o Episódio Verbal Completo? Onde há liberdade? No contexto
sócio-educativo e no trabalho das ciências, por exemplo, também há liberdade
por meio das artes e das religiões, da espiritualidade, no descanso e no repouso,
na luta e no trabalho, ou nos ritos, na vida ou na Trajetória dos Heróis. A
liberdade depende de nossas descobertas e de todos estes fatores para ser criada, mantida,
usufruída, modificada, transformada e mortificada, senão sê-la renascida num
processo cíclico mítico-ritual primitivo, espiritual, epistemológico, artístico, científico, humano
contemporâneo pois somos humanos devido a liberdade! Somos filogeneticamente descobridores
e livres! Somos ontogeneticamente descobridores e livres! E somos culturalmente descobridores e
livres! Nossa origem e nossa natureza são de descobridores e livres e rumam
para a contínua marcha de descobertas da vida e para a liberdade, porém ainda
não estamos preparados o suficientemente o bastante para sermos livres e lidarmos
com toda essa liberdade e com nossa natureza de liberdade e nem coma nossa
natureza de descobridores pois somos inventivos e destrutivos e
auto-destrutivos, por isso nos aprisionamos e aprisionamos os outros, por isso
nos destruímos e destruímos aos outros! Devemos buscar novas descobertas em
nossas vidas e das vidas e melhorar nossa conduta de liberdade encoberta sem
nos prejudicarmos moralmente, sexualmente e fisicamente, e devemos melhorar nossa conduta de liberdade
pública sem nos prejudicarmos moralmente, sexualmente e fisicamente, e sem nos
prejudicarmos também naturalisticamente, ecologicamente e biologicamente! Não
precisamos de homens presos e de exércitos, nem de gaiolas para nossas asas ou
de grades para nossos antepassados, precisamos de homens livres! Precisamos de uma
Humanidade Santa! Deus nos deu a liberdade! E agora sabemos disto! Podemos
tê-la, depende de nós! Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir
e se descobrir naturalmente e socialmente, devemos nos entregar aos processos
positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação
morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas de nossos
antepassados, frutos de nossos ritos como os de iniciação e de passagem, frutos
da Trajetória da vida e da Trajetória dos Heróis..
Amanhã seremos
os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e
agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar
com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver! Amanhã
seremos os mesmos Heróis que nossos antepassados foram e são para nós – já
somos Heróis? Será a Humanidade algo heróico? Creio que sim devido aos meus
pensamentos, afetos, idéias, relações e trabalhos, inclusive a humilhação e o
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje! Devido a como evolui e é meu corpo e meu cérebro!
Toda a riqueza
de lutas e trabalhos incluindo modos de descanso e repouso, férias, recompensas
pelo trabalho e pelo esforço, jornadas e cargas, funções e cargos, profissões e
aprendizes, ensinamentos, toda a História do Trabalho, inclusive a humilhação e
o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje depende de nossa história filogenética, ontogenética e
cultural, espiritual, da vida e do universo, depende da Evolução de nossa
espécie, de cada indivíduo e da sociedade, do espírito, da vida e do cosmos, Evoluir
é se deixar aprender e viver!
Evoluir é
experienciar a vida e tudo que ela oferece heroicamente, inclusive a humilhação
e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje!
(Osny Mattanó Júnior – 20/06/2016).
- Psicanálise Lacan-Mattanoniana
HUMILHAÇÃO E CASTIGO: PARTE DA
HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES (2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
¨Quando
eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo também, e quando eu rezo para o
povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny Mattanó Júnior
IMAGENS DE ESCRAVOS.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos em suas lutas contra seus Escravos e
Monstros esperando pelos seus Heróis em suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos um grupo de trabalhadores escravos reunidos com seus Monstros e
Escravos, suas perdas e dores, a espera de Heróis para liberta-los em suas
Trajetórias de Vida, esses Heróis pode estar dentro deles como podem vir do
mundo exterior.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com as condições a que estão
submetidos com seus Escravos e Monstros a espera de Heróis que os libertem em
suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando com seus Escravos e Monstros, suas
representações a respeito da escravidão, a espera da liberdade anunciada por
algum Heróis em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com a desumanização e o excesso de
trabalho e esforço a que estão submetidos na Escravidão com seus Escravos e
Monstros a espera de Heróis que os libertem em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos aprisionados e acorrentados para não
fugirem do cativeiro que os detém presos com seus Escravos, Monstros a espera
de Heróis que podem vir de dentro deles ou de suas relações ou do mundo para
salva-los e liberta-los em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando aprisionados em sua Escravidão, com seus
Monstros e a procura e espera de Heróis que anunciem suas libertações ou os libertem
da escravidão para que mudem suas Trajetórias da Vida.
Notamos
que a escravidão empobrece a liberdade e a dignidade do ser humano, aprisiona-o
no medo e na desesperança, lançando-o as sombras dos Heróis que tornam-se a
única fonte de libertação e de liberdade nesse caso.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 20 de junho de 2016.
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um
homem ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro designado
por escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da força e da
obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos, os escravos
eram legalmente tidos como uma mercadoria. Os valores variavam conforme as
condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o
destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as
sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista
que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia
conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram
propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha
poder sobre eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual
pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade também
foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e
canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e
de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da
Ásia.
Contudo
a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho
na Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo
de grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a
escravidão!
A
escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde fora usado como rato
de laboratório pela maioria de seus colegas de Universidade e como objeto de
escárnio e exploração sexual pelos colegas de trabalho e Universidade, mais um
rato criado nos laboratórios da Universidade para o Brasil e para o mundo. Um
rato que vive encarcerado sem liberdade, sem vida normal, sem liberdade, sem
Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e tratado como um rato, um rato doente
e escravo no seu trabalho, dos seus profissionais da saúde e na vida
acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também dos Mass Mídia a partir de 1995,
coisa que o fez enlouquecer e perder toda a saúde-mental em 1999 levando-o a
loucura e alienação e assim o sacrificaram em sua escravidão até o fim de sua
vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será libertado, morrerá como um escravo por
culpa dos alienadores! E com Osny morreram, morrem e morrerão muitos outros
alienados por culpa dos alienadores que pioraram a vida mental dele na
Universidade a partir de 1988. Osny mudou muito a partir de 1988, ficou
agressivo, fechado, nervoso, com medo, pensando em roubar e quebrar
equipamentos no trabalho, em matar e bater, em lutar se preciso se tentassem
estuprá-lo no trabalho, em morrer, no fim do dia, em ir para casa, em ir para o
colégio, etc., Osny passou por horas de horror nas mãos de estupradores no
passado e agora tudo se repetia, era cruel e horrendo, muito difícil e hoje em
dia isso se repete a todo momento entre 1999 e 2015 e acontece com toda minha
família, ver minha mãe em trajes íntimos ou outra pessoa e saber que há outra
pessoa observando isto, que há talvez um Político se aproveitando disto é muito
revoltante, que há talvez um Atleta tentando nos prejudicar a vida e a saúde ou
o patrimônio também é muito revoltante, que há um empresário e trabalhador,
artista se aproveitando disto para enriquecer e enlouquecer a população é muito
triste e difícil, é revoltante! Deus há de fazer Justiça! Eu e minha família, somos
escravos, não estamos livres! Somos escravos porque não produzimos o suficiente
ou porque produzimos pouco onde trabalhamos, estudamos e tratamos nossa saúde!
Somos castigados o dia todo desde 1995!
Já são mais de 20 anos de escravidão! Deus está nos favorecendo com Graças
Abundantes, com riquezas espirituais da esposa do Divino Espírito Santo, da
Virgem Maria, com a Paz que só é possível a um escravo e a sua família escrava
se eles todos crêem em Deus e em Nossa Senhora! Os mistérios da vida e da escravidão
estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma
das práticas da economia que prevaleciam no Brasil colônia era a plantação de
cana-de-açúcar e os engenhos que serviam para processar o açúcar. Existiam
tipicamente duas formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho
escravo e o trabalho remunerado ou assalariado. O trabalho assalariado será o
tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas,
cozinha, casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a
concepção de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade
açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a casa-grande (habitação do senhor
de engenho), a capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos
detalhar os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era
administrar o engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício
bastante importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de
beneficiamento do açúcar.
Existia também o ofício de
banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro
trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos
era o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro e prata para comercialização; e
a de ferreiros, que produziam objetos de ferro, essenciais para a resistência e
a movimentação das maquinarias dos engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias
de madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função, uma vez
que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro,
que produzia e consertava os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e outros
produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos
importantes nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava
moradias; o de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de
pescador, que pescava principalmente nos dias santos, quando não se alimentavam
de carne vermelha.
Dentro dessa hierarquia de ofícios,
os que recebiam melhores salários eram os feitores-mor e os especialistas no
beneficiamento e processamento da cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de
açúcar (mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor
recebia o melhor salário e os mais baixos salários eram dos pescadores.
Geralmente, os salários dos trabalhadores assalariados (como os feitores-mor,
os mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros) eram pagos anualmente, já os
artesãos (ferreiros, carpinteiros, pedreiros etc.) recebiam seus salários por
dia ou por tarefa executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho,
Mestre em História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o
trabalho faz parte da natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o
homem trabalhava apenas para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que
ele e sua família fossem consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi
percebendo que podia se juntar com outros homens e viver em sociedade, de
maneira que cada um se especializaria em determinada tarefa, dando início a
certa organização social e divisão do trabalho, facilitando a vida de todos,
era o que se chamou de comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas
pequenas comunidades começaram a acumular determinado produto abundante na sua
região e utilizá-lo como moeda de troca com outras comunidades. Por
consequência, foram surgindo indivíduos que se destacavam frente aos outros que
começaram a comandar essas comunidades, tomando frente da organização e
negociação das riquezas produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito
primitiva ainda, o capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho
passou por várias situações, tais como a escravidão, que teve origem na Roma
antiga quando os guerreiros perceberam que era mais interessante explorar os
serviços dos derrotados nas guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri
Mascaro Nascimento (1996, p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador
simplesmente uma coisa sem possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de
direito. O escravo não tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o
Cristianismo, que dignificou o trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um
alto sentido de valorização, que ganha justa e inegável sublimação, com o
reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O
Cristianismo trouxe um novo conceito de dignidade humana ao pugnar pela
fraternidade entre os homens, condenando a acumulação de riquezas e a
exploração dos menos afortunados, algo como um embrião do Direito do Trabalho,
pois já trazia alguns conceitos que seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram
revolucionários pra a época, tendo em vista o fato de que os gregos e romanos,
dominantes na época, eram favoráveis a escravidão e contrários aos princípios
da dignidade do trabalho e das ocupações. A Igreja passou a exercer grande
influência civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as
virtudes.
A verdade cristã foi ainda
determinante para mudar o pensamento lógico que se tinha na época sobre a
escravidão entre os homens, pois criou um conceito de que o trabalho era um
meio de elevação do homem a uma posição de dignidade, o diferenciando dos
demais animais.
Porém, há consenso doutrinário de
que a formalização dos direitos dos empregados e empregadores nas relações
laborais privadas, o que se conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e
produto dos novos modelos de relações existentes na sociedade durante a
revolução industrial, ocorrida primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio Ferraz[2], a Revolução
Industrial:
“Foi um fenômeno de mecanização dos
meios de produção. Consistiu num movimento de mudança econômica, social,
política e cultural. O trabalho artesanal foi substituído pelas máquinas, que
passaram a produzir em grande quantidade, aquilo que antes era fabricado em
pequenas quantidades. A Revolução Industrial representa o momento decisivo da
vitória do capitalismo. Houve a substituição do trabalho escravo, servil e
corporativo pelo trabalho assalariado em larga escala. A manufatura cedeu lugar
à fábrica. Foi na Inglaterra, antes de qualquer outra região, que surgiram as
primeiras máquinas, as primeiras fábricas e os primeiros operários.
Antes da indústria, não apenas os
nobres não trabalhavam de fato, como até os operários e os escravos se
limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por dia. Os camponeses
ficavam inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por volta do fim do
século XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses e artesãos se
transformaram em trabalhadores "subordinados", os tempos e os lugares
de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas das regras
empresariais e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava de uma
engrenagem. O trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou a ser
um esforço cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para sua
mente. Quando existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não existia,
reduzia os trabalhadores a desocupados e estes a "sub-proletariado":
trapos ao vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz
que anteriormente à citada revolução o trabalho era regrado pela natureza, fazendo
com que os camponeses não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas diárias,
além de ficarem por meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou a ser
regrado única e exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando lucro
máximo, fazendo com que os trabalhadores se submetessem a jornadas desumanas,
trazendo muitos males para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas
descobertas na ciência, principalmente
de máquinas para facilitar a vida do homem, que também vieram a
contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri Mascaro
Nascimento, temos:
“A principal causa econômica foi a
Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de transformações decorrentes da
descoberta do vapor como fonte de energia e de sua aplicação nas fábricas e
meios de transportes. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a
substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho
assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à
fábrica e, mais tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge
uma nova ideologia, tanto cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta
ideologia é a que melhor expressa as aspirações da nova ordem burguesa.
Liberdade de empresa, liberdade de contrato e liberdade individual são os
objetos. A não intervenção do Estado na esfera econômica e social é uma das
principais características do liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o
homem, em conjunto com suas virtudes, foi eleito como responsável pelo progresso
material e técnico e pelo fato de que a liberdade de viver e pensar fosse o
lema desse novo caminho, de maneira que o se humano teria liberdade para
alcançar seus objetivos. A liberdade surgiu como uma afronta ao Absolutismo
Monárquico. Os pensadores atacavam duramente as instituições do Antigo Regime.
O Mercantilismo, que imperava antes do liberalismo, pregava a intervenção do
Estado. As novas idéias opunham-se verticalmente à intervenção, sugerindo que a
economia se faz por si mesmo, de maneira a rejeitar o Direito Divino dos Reis e
a Religião do Estado. Pregaram a separação dos poderes e a insurreição.
Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke, Montesquieu e Voltaire,
entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas
por todos esses pensadores, porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior
teórico dessa nova economia impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade
industrial marcada pela mecanização. Foi decretada, definitivamente, a
superioridade da indústria sobre a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra
a renda, da moeda sobre a troca, do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova
classe industrial pode sistematizar seus interesses, na forma de teoria
“científica”. A burguesia já possuía força suficiente pra fazer com que
representantes políticos defendessem seus interesses na prática política, já
entrando nos aparelhos do Estado. Porém, com essa sistematização, achou uma
forma de legitimar a imposição de seus interesses visando à expansão em busca
de novos mercados para suas fábricas.
Muitas críticas foram feitas
diretamente na base ideológica desse novo projeto de sociedade, norteado pelo
direito natural e pela liberdade, indo de encontro à qualquer forma de vantagem
que não fosse em consequência da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa
nova sociedade deveria se desprender da religião e do Estado. Pretendia-se
liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova forma de ver a
humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de maneira que
igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A igualdade
levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao Estado competia
somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria ser passivo, de
mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era
considerada talvez a maior forma de liberdade para o indivíduo. Todavia, o
operário não tinha como recusar trabalho, que muitas vezes se estendia a
jornadas de até quinze horas por uma quantia pífia, pois era a única maneira de
o operário conseguir algum sustento, mesmo que mínimo. Na prática, o operário
era cada vez mais dependente do empregador. Assim foi surgindo uma concepção de
direito contrária aos interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos
que ele não serve somente para as finalidades individuais, muito pelo
contrário, deveria ser dado realce ao interesse social, deixando o
individualismo em segundo plano. Cabia ao legislador medidas que garantissem
uma igualdade jurídica, que desaparecia diante da desigualdade econômica.
Feria-se a dignidade humana com essa opressão econômica.
Com o advento das indústrias, a
relação empregado-empregador se formava em detrimento da situação daquele que
se submetia às condições de trabalho desfavorável. Estas condições
desfavoráveis podem ser analisadas por três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto
fisiológico, que é muito importante, tendo em vista o fato de que cada
indivíduo tem o seu limite físico que interfere diretamente na sua produtividade.
Antes da regulamentação os trabalhadores se submetiam a jornadas muito intensas
e longas para produzir mais, o que acarretava sérios problemas de saúde.
Foi então que começaram a surgir
reivindicações por jornadas de trabalho mais brandas, os fisiologistas
estudaram os efeitos da fadiga no corpo humano. O legislador se viu obrigado a
interferir, determinando a duração diária da jornada, descanso semanal, férias,
entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época
foi o moral, no sentido do respeito que se deve ter pela dignidade humana. O
homem necessita de um bom relacionamento social, que depende de sua vida
profissional, do desenvolvimento do seu intelecto e da participação na
sociedade. Não existia nenhum respeito por essa dignidade, pois os empregadores
só pensavam em “sugar” seus empregados, com a regulamentação das relações
trabalhistas houveram melhoras, porém nos dias atuais ainda há empresas que não
se preocupam com o bem estar dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico,
pois, além de ter de trabalhar por muitas horas seguidas, o trabalhador era
muito mal remunerado por isso. As leis trabalhistas vieram para mudar isso, o
que realmente ocorreu, hoje se tem uma série de garantias ao trabalhador, tais
como FGTS, férias remuneradas e verbas rescisórias no caso de demissão.
Justamente essa série de garantias que incomodam muito os empregadores, a ser
discutido posteriormente.
Com todas essas situações
incomodando muito os trabalhadores, começaram a aumentar as lutas e a
criminalidade, como em qualquer lugar onde haja concentração de massas e
exploração de classes. Foi então que a classe operária começou a reunir-se,
associar-se, para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários,
diminuição das jornadas excessivas e contra a exploração de menores e de
mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se revoltaram contra o
empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os
trabalhadores começaram a se unir e perceber que podiam lutar por
melhorias. Como se percebe nas palavras
de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas de classes – clamando
pela ação do Estado na regulação da vida econômica – provocam comoção social.
Assim, a sociedade começou a despertar para a necessidade do Estado
regulamentar as novas relações. A idéia de justiça social é cada vez mais
difundida como reação contra a questão social.
Provocavam-se greves, criavam-se
organizações proletárias, travavam-se choques violentos entre essas massas e as
forças policiais ainda movimentadas pela classe capitalista. Na política, a voz
dos trabalhadores já era ouvida nos parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia
começando a reconhecer a força e a importância da classe laboral. Os governos,
com a necessidade de manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a fazerem,
ainda que de forma tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os trabalhadores passaram a
reivindicar seus direitos através dos sindicatos. O direito de associação
passou a ser tolerado pelo Estado. Os governos, com a necessidade de manter a
tranqüilidade e a ordem, faziam concessões à medida que as reivindicações eram
apresentadas e reconheciam a importância do trabalho operário.
Começaram a ser tecidas normas no
próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam ao Estado. Algumas
categorias se auto regulamentavam, criando verdadeiras normas coletivas de
trabalho. Os esforços da burguesia em negar a legitimidade às organizações
operárias foram violentos. Tentaram mostrar que a existência de entidades
operárias com poder de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento dos
estabelecimentos fabris, mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da
classe operária, onde os governos começavam a ceder espaço às organizações dos
trabalhadores. Marx e Engels, com a publicação do conhecido Manifesto
Comunista, vieram a corroborar a tese operária, visando melhores condições em
todos os aspectos para as classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio
Ferraz[5], tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a publicação do Manifesto
Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma preocupação ainda maior com os
trabalhadores, pois a obra criticava as condições de trabalho da época e exigia
mudanças em benefício do mundo obreiro. O Manifesto teve grande relevância nas
lutas proletárias, do espírito de luta do proletariado contra o capitalismo.
Ajudou a despertar a consciência dos trabalhadores, a lutar pelos seus
direitos. Seu lema básico era: "Trabalhadores de todos os países, uni-vos".
Karl Marx procurou estudar as
instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo se baseia na
exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a Revolução
como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o Socialismo,
derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes. Pregava a união
dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do proletariado, para
suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação estatal dos bens
de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O ponto fundamental do
programa do comunismo era a abolição da propriedade privada burguesa, base da
exploração capitalista. E se faria através da Revolução Proletária.
Os socialistas pretendem substituir
a ordem social fundada na liberdade individual, na propriedade privada e na
liberdade contratual, por outra ordem, baseada no primado social, quando a
prosperidade e o controle dos meios de produção devem estar nas mãos do
Estado.”
Fica evidente a idéia
revolucionária no manifesto, buscando legitimação das aspirações trabalhistas.
Fundava-se na diminuição da liberdade individual, primando pelo interesse
social, onde o controle dos meios de produção deveriam ficar a cargo do Estado.
Pregava-se a implementação do Socialismo, largamente discutido no Século XX e
ainda nos dias atuais.
Karl Marx, citado por Fábio
Ferraz[6], afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na
pele dos trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses operários, que são obrigados
a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo
comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o
trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e com isso todo o
atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao
qual se pede apenas uma operação manual simplíssima, extremamente monótona e
facílima de aprender. (...) Operários concentrados em massa nas fábricas são
organizados militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a
vigilância de toda uma hierarquia de suboficiais e oficiais". O trabalho,
que deveria ser a mais alta expressão do homem, o reduz à mercadoria da
indústria capitalista, faz regredir cada trabalhador ao nível de classe
subalterna. O remédio está na eliminação da divisão entre produtores e
proprietários dos meios de produção. Só quando os trabalhadores se tiverem
apropriado das fábricas terminará a sua transformação em mercadoria. Para que
isso aconteça, é preciso que os proletários se reconheçam como portadores de
interesses comuns, unam-se a nível mundial, organizem-se em classe antagonista
e cumpram a sua revolução proletária, fundando uma nova sociedade finalmente
sem classes e sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa
idéia de melhores condições de trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII, publica a encíclica Rerum Novarum, que proclamou necessidade da união
entre as classes do capital e do trabalho. Foi considerada uma fase de
transição de um completo desregramento do trabalho para a justiça social,
traçando regras para a intervenção estatal na relação entre empregado e
empregador. O Papa dizia que "não pode haver capital sem trabalho, nem
trabalho sem capital".
Ferraz[7] diz em sua obra que o
Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre esteve ao lado dos
burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar a ação da
burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a tomar
partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no trecho
abaixo:
“O trabalho deve ser considerado,
na teoria e na prática, não mercadoria, mas um modo de expressão direta da
pessoa humana. Sua remuneração não pode ser deixada à mercê do jogo automático
das leis de mercado, deve ser estabelecida segundo as normas de justiça e
eqüidade.
Falava das condições dos
trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos trabalhadores) mereceu
consideração. Condenou a exploração do empregado, a especulação com sua miséria
e os baixos salários. O Estado não poderia apenas assistir àquela situação,
agora era indispensável a sua presença para regular, mesmo que de forma mínima,
as relações de trabalho.
A propriedade privada é um direito
natural que o Estado não pode suprimir. Ao Estado compete zelar para que as
relações de trabalho sejam reguladas segundo a justiça e a eqüidade. A
Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de pequeno número ao lado da
indigência da multidão. Nela se apontou o dever do Estado de zelar pela
harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a protejam da injustiça,
conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do sacerdote impressionou
todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos governantes pelas classes
trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos direitos individuais em
benefício dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande
influência em todos os ramos da sociedade, o que até hoje exerce em menor
escala, os governantes se viam cada vez mais pressionados a legislar em favor
dos trabalhadores, dando origem ao que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e
da justiça no trabalho para que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e
boas relações pessoais e trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas
pois haverá menos exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também
através da justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos
tempos de hoje precisamos de eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade,
de boa distribuição de renda e de boas relações econômicas estruturadas na
eqüidade e na justiça, bases de uma sociedade justa e solidária, fraterna e
humana, civilizada, ou seja, sem escravidão e sem castigo para aqueles que
produzem pouco porque são escravos no trabalho, na saúde e na escola ou
universidade. Para combatermos a escravidão precisamos da eqüidade e da
justiça.
CAP. 4
Hoje
em Londrina temos os trabalhadores escravos e os trabalhadores assalariados:
Os
trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia,
pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem
história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da
UEL e do Estado.
Os
trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores, comunicadores,
torturadores, castigadores, violentadores, abusadores, exploradores, falsos e
mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da saúde, professores,
atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes punidores e castigadores
daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como
sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A
internet nos explica que: ¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos
doentes! Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e
escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet: ¨A expressão
escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra
ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a
expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são
forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência
física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de
trabalho são acobertadas pela expressão
trabalhos forçados, embora quase
sempre impliquem o uso de violência.
De
acordo com o relatório da OIT de 2001, o trabalho forçado no mundo tem duas
características em comum: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil,
o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de
liberdade. Além de o trabalhador ficar atrelado a uma dívida, tem seus
documentos retidos e, nas áreas rurais, normalmente fica em local
geograficamente isolado. Nota-se que o conceito de trabalho escravo é universal
e todo mundo sabe o que é escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não
tem rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há três projetos tramitando no
Congresso Nacional do Brasil para reduzir o conceito de trabalho escravo.
Hoje, são quatro elementos que
podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por
dívida, condições degradantes (trabalho sem dignidade alguma, que põe em rico a
saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao
completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em
risco sua vida).
A bancada ruralista quer retirar as
condições degradantes e a jornada exaustiva. Dizem que é difícil conceituar o
que sejam esses elementos isso, o que gera “insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos
que escravos se revoltam contra seus donos em algum momento, ou eles lutam,
roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto aconteceu comigo na
UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou castigado
violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da UEL, das
suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de tentarem me
matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante
da História do Brasil e dos Mass Mídia fica importante ressaltar que ficou
sobressaída a História da Escravidão em Londrina e no Brasil através da
influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia com sua influência e poder até para sacrificar o povo e alienar
a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus vigiados e aprisionados e
aqueles que são seus funcionários e não conhecem a verdade. A Verdade é que a
escravidão virou moda, virou Programa de Televisão, virou estilo de vida e
norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais do Brasil e talvez do
mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar o nosso sofrimento e
sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais, filosóficas e econômicas,
trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns Mass Mídia tentam voltar a
ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo através do Brasil. Que se faça
a Justiça se há vergonha mental, comportamental, espiritual e social,
profissional, e moral.
CAP. 10
Depois de toda a história da escravidão
no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil imaginar que ainda exista esse tipo
de prática. Mas a realidade é que ainda existe, porém de maneira “disfarçada”.
Claro que a quantidade não se compara à escravidão do século XVI ao XVIII, mas
não é uma situação aceitável, principalmente em pleno século XXI.
Hoje a maneira de adquirir
mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde o patrão faz falsas
promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores terão. Chegam de
maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo colocam os empregados
em difíceis situações sem a possibilidade de se desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um
Mass Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda
nesse sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente pegam pessoas de
regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para “conquistarem”,
oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No
caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de liberdade e de saúde, de
intimidade e de privacidade através do contrato da telepatia. Não se importaram
com minha saúde e nem com minha dignidade e intimidade e privacidade e nem com
a da cidade de Londrina e da Humanidade e depois tentaram jogar a culpa em mim
inventando um paranormal que me perseguia a vários anos na UEL.
Aos que tentam ir embora, não há
como, pois os patrões alegam que o trabalhador possui dívidas, e que não pode
ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar lá, mais terá que pagar. Ou
seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas ameaças, e se tentam fugir, podem ser vítimas de surras e humilhações. E
não existem maneiras de pedir ajuda, pois normalmente as propriedades são
distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter
dívidas na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos fazendeiros para escapar da
fiscalização, criam locais apropriados para alojamento, mas não deixam os
trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar um local para ficar, seja no
meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito vulneráveis a adquirir
vários tipos de doenças, e quando
adoecem, tornam-se um peso para os patrões, que não tomam nenhuma providência,
pois o que não falta é mão-de-obra disponível, assim muitos acabam falecendo
pela falta de medicamentos e tratamentos.
Também
criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter minhas doenças aqui em
Londrina em casa mesmo, isolado, junto de autoridades, adoecendo continuamente
e sem direitos plenos a saúde e a vida.
A alimentação é descontada da
“remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se escravizar: “Quer comer?
Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente quando fornecida, a comida
é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não recebem direitos básicos como
férias, adicional noturno e seguro desemprego. A água é suja, e os
trabalhadores necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as roupas. As jornadas de
trabalho são em excesso, sem direito a folgas. Se tornam prisioneiros, sem
contar, que em meio a tudo isso, há também a exploração do trabalho
infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual,
profissional e artística.
No Brasil, estima-se cerca de 30
mil pessoas que vivem em condições do trabalho escravo, e o Pará é a região que
mais possui esse tipo de prática, em média 70% do total. Muitos conseguiram se
libertar por serem localizados através da fiscalização, portanto é necessário
uma fiscalização ainda mais ativa e rigorosa, pois são milhares os que ainda se
encontram em tal situação desumana.
Não sei quando e nem se serei
libertado da escravidão e nem se minha família e os outros escravizados comigo
será um dia libertados da escravidão... eu rezo por esse dia todos os dias.
CAP. 11
Conforme amplamente demonstrado,
infelizmente, ainda persiste no mundo atual o trabalho escravo, que atualmente
é conhecido como trabalho análogo à escravidão ou trabalho escravo
contemporâneo.
Assim, o Direito do Trabalho deve
ser um instrumento para o combate dessa prática delituosa e ilegal, já que, por
meio de sua evolução e com o passar do tempo, passou a
prever normas mais atuais, como as
que fazem menção à Erradicação do Trabalho Escravo e Práticas Discriminatórias,
especificando ainda mais o âmbito de atuação e aplicação do direito, como a
Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a portaria 540/04.
Com o amparo da Constituição
Federal de 1988, todos os órgãos fiscalizadores deverão buscar, conjuntamente,
o cumprimento da lei, bem como a observância dos preceitos e
pressupostos referentes ao respeito
à dignidade humana, ou seja, considerando o trabalhador, individualmente, primeiramente
como pessoa. É por meio dessa fórmula que
ocorrerá o início de combate a esse
exercício ilegal, ainda presente em nosso cotidiano brasileiro.
Além do mais, é extremamente
necessário que as autoridades, juntamente com a Sociedade como um todo, se mostrem
ativas à erradicação desse tipo de trabalho, que
não pode mais ser aceito nos dias
de hoje.
Como citado anteriormente, além das
normas nacionais, deve-se também destacar aquelas legislações provenientes da
Organização Internacional do Trabalho que, por meio da promoção de Convenções,
logrou chamar atenção do mundo para o tema.
Os principais assuntos que foram
destacados por essas manifestações foram acerca da luta contra o trabalho
infantil e a erradicação do trabalho escravo. Com esse destaque, há
grande contribuição para o
entendimento normativo no Brasil, tocando na questão de forma mais incisiva e
inovando as decisões da Justiça Brasileira sobre o tema.
Após a efetiva adesão às duas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil mostrou que
poderia ir além, para se manifestar de maneira mais enérgica acerca do tema e
combate-lo.
Promoveu, então, a aplicação do
artigo 149 do Código Penal.
Nesse sentido, é evidente que o
crime do trabalho escravo, ou análogo à escravidão ou à escravidão
contemporânea viola os direitos humanos, por diminuir o ser humano enquanto
pessoa, limitando e restringindo sua liberdade. E, merece e necessita ser
duramente combatido por todos nós e por todos os órgãos governamentais.
Entretanto, a sociedade deve estar
atenta a classificação, pelas autoridades trabalhistas como trabalho escravo ou
análogo à escravidão. Isso porque, se tem visto que, muitas
vezes se atribui essa
característica a situações onde o que se vê são violações às normas
trabalhistas que não se confundem com condições análogas à escravidão.
Isso porque, na verdade, o
Judiciário e/ou os órgãos fiscalizadores acabam elas tecendo 01/07/2015 O
Trabalho Escravo Contemporâneo Migalhas de Peso as interpretações e conceitos
relacionados ao trabalho escravo, desvirtuando o assunto e banalizando sua
efetiva ocorrência. Quando isso ocorre, o que se vê é que, tanto os órgãos
fiscalizadores, como o Judiciário acabam, eles também, praticando vários
excessos e penalizando injustamente
as empresas, que tem o seu nome vinculado ao trabalho escravo contemporâneo,
quando, na verdade, cometeram irregularidades administrativas cujas penas já
estão devidamente previstas na legislação.
Ou seja, o que se tem observado em
determinadas situações é apenas e tão somente o reiterado descumprimento de
determinadas normas trabalhistas, ou ainda, há
cumprimento da norma, mas não de
forma integral ou rígida e, mesmo assim, a situação é taxada como trabalho em
condições análogas a escravidão. Um exemplo clássico é
quando as autoridades trabalhistas
entendem como sendo condição análoga a de escravidão expor o trabalhador a
jornadas excessivas de trabalho. Como não há uma
efetiva definição do que seria
jornada excessiva, acaba se entendo que eventual labor diário de dez horas que
tem previsão legal é considerado
condição análoga a
escravidão.
Até mesmo questões burocráticas
estão sendo consideradas como submissão do trabalhador à condição análoga a de
escravo.
Não estamos aqui defendendo as
irregularidades eventualmente praticadas pelas empresas. Muito pelo contrário.
Entendemos que as empresas devem cumprir a
legislação e se não o fizerem devem
ser autuadas, investigadas e punidas. Porém, os excessos nas interpretações da
lei não podem ser cometidos, sob pena de se desvirtuar e
banalizar o conceito de condições
de trabalho análogas e se fomentar uma indústria de ações como ocorreu com o
dano moral (individual e coletivo).
Assim
sabemos que no Caso Osny Mattanó Júnior primeiro houveram erros burocráticos
que levaram esse funcionário a trabalhar por duas semanas sem remuneração e nem
reconhecimento legal em sua Carteira de Trabalho e documentação na UEL/CRH até
mesmo havendo destruição de documentos e de provas para eventuais processos
administrativos, civis e criminais contra a UEL
e o Estado do Paraná por te-lo exposto ao perigo de contato de doenças
que poderiam leva-lo ao óbito ou a outras enfermidades, também não foi
indenizado e nem feita a retratação a seus pais, na época ele tinha 15 anos de
idade, era menor. Este problema o levou a outros problemas no trabalho tão
piores quanto o primeiro, inclusive com sinais de escravidão pois teve que
trabalhar doente e incapaz entre 1993 e 1997 e até mesmo tentando suicídio
desde 1993 em sua casa por causa da UEL/Clínica Psicológica e o caso da
violação do sigilo terapêutico e no trabalho em 1997 em virtude de tantos erros
e problemas acumulados que se tornaram insuportáveis e o levaram a tentar
definitivamente a morte no local de trabalho. Desde 1989 que Osny Mattanó
Júnior pensava na morte no local de trabalho por causa do funcionário do CLCH,
Brás, que tentava insistentemente estupra-lo no ambiente de trabalho com a ajuda de outros funcionários, ou, ocorriam
pensamentos de matar ou de se matar em meio a escravidão ou o direito de não
ter direito a indenizações desde 1988.
Esta é a minha história de escravo até agora...
CAP. FINAL
Hoje
não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois nestes anos também havia
problemas políticos, guerras,
insegurança, doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de educação, desemprego,
desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da saúde e da
assistência do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de renda, falta
de saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha um papel muito
difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda Direitos
Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que havia
cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para sua
época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos
esconder nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e
maquiada para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso
mundo de hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através
da família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de julho de 2015.
Jacques-Marie Émile Lacan (Paris,
13 de abril de 1901 — Paris, 9 de setembro de 1981) foi um psicanalista
francês.
Formado em Medicina, passou da
neurologia à psiquiatria, tendo sido aluno de Gatian de Clérambault. Teve
contato com a psicanálise através do surrealismo e a partir de 1951, afirmando
que os pós-freudianos haviam se desviado, propõe um retorno a Freud. Para isso,
utiliza-se da linguística de Saussure (e posteriormente de Jakobson e
Benveniste) e da antropologia estrutural de Lévi-Strauss, tornando-se
importante figura do Estruturalismo. Posteriormente encaminha-se para a Lógica
e para a Topologia. Seu ensino é primordialmente oral, dando-se através de seminários
e conferências. Em 1966 foi publicada uma coletânea de 34 artigos e
conferências, os Écrits (Escritos). A partir de 1973 inicia-se a publicação de
seus 26 seminários, sob o título Le Séminaire (O Seminário), sob a direção de
seu genro, Jacques-Alain Miller.
Sua primeira intervenção na
psicanálise é para situar o Eu como instância de desconhecimento, de ilusão, de
alienação, sede do narcisismo. É o momento do Estádio do Espelho. O Eu é
situado no registro do Imaginário, juntamente com fenômenos como amor e ódio. É
o lugar das identificações e das relações duais. Distingue-se do Sujeito do
Inconsciente, instância simbólica. Lacan reafirma, então, a divisão do sujeito,
pois o Inconsciente seria autônomo com relação ao Eu. E é no registro do
Inconsciente que deveríamos situar a ação da psicanálise.
Esse registro é o do Simbólico, é o
campo da linguagem, do significante. Lévi-Strauss afirmava que "os
símbolos são mais reais que aquilo que simbolizam, o significante precede e
determina o significado" , no que é seguido por Lacan. Marca-se aqui a
autonomia da função simbólica. Este é o Grande Outro que antecede o sujeito,
que só se constitui através deste - "o inconsciente é o discurso do
Outro", "o desejo é o desejo do Outro".
O campo de ação da psicanálise
situa-se então na fala, onde o inconsciente se manifesta, através de atos
falhos, esquecimentos, chistes e de relatos de sonhos, enfim, naqueles
fenômenos que Lacan nomeia como "formações do inconsciente". A isto
se refere o aforismo lacaniano "o inconsciente é estruturado como uma
linguagem".
O Simbólico é o registro em que se
marca a ligação do Desejo com a Lei e a Falta, através do Complexo de
Castração, operador do Complexo de Édipo. Para Lacan, "a lei e o desejo
recalcado são uma só e a mesma coisa". Lacan pensa a lei a partir de
Lévi-Strauss, ou seja, da interdição do incesto que possibilita a circulação do
maior dos bens simbólicos, as mulheres. O desejo é uma falta-a-ser metaforizada
na interdição edipiana, a falta possibilitando a deriva do desejo, desejo
enquanto metonímia. Lacan articula neste processo dois grandes conceitos, o
Nome-do-Pai e o Falo. Para operar com este campo, cria seus Matemas.
É na década de 1970 que Lacan dará
cada vez mais prioridade ao registro do Real. Em sua tópica de três registros,
Real, Simbólico e Imaginário, RSI, ao Real cabe aquilo que resiste a
simbolização, "o real é o impossível", "não cessa de não se
inscrever". Seu pensamento sobre o Real deriva primeiramente de três
fontes: a ciência do real, de Meyerson, da Heterologia, de Bataille, e dos
conceitos de realidade psíquica e de pulsão, de Freud. O Real toca naquilo que
no sujeito é o "improdutivo", resto inassimilável, sua "parte
maldita", o gozo, já que é "aquilo que não serve para nada". Na
tentativa de fazer a psicanálise operar com este registro, Lacan envereda pela
Topologia, pelo Nó Borromeano, revalorizando a escrita, constrói uma Lógica da
Sexuação ("não há relação sexual", "A Mulher não existe").
Se grande parte de sua obra foi marcada pelo signo de um retorno a Freud, Lacan
considera o Real, junto com o Objeto a ("objeto ausente"), suas
criações.
No Brasil, um dos principais
pioneiros da psicanálise lacaniana é MD Magno, fundador do Colégio Freudiano do
Rio de Janeiro, em 1975, bem como Célio Garcia, um dos primeiros a introduzir o
pensamento de Lacan na Universidade, em Minas Gerais. O trabalho de Lacan
exerce forte influência nos rumos do tratamento psíquico, inclusive na
definição de políticas de saúde mental, especialmente no Brasil.
Ao lidar com um parceiro substituto
do objeto paterno, trata-se, para ele, como frequentemente aparece nas
fantasias e sonhos dos homossexuais, de desarmá-lo, de humilhá-lo. Por outro
lado, a exigência de encontrar no parceiro o órgão peniano, corresponde à
posição primitiva ocupada pela mãe, que dita a lei ao pai. O homossexual
desafia seu parceiro para saber se o pai tem ou não tem. Na medida em que o pai
se mostra verdadeiramente apaixonado pela mãe, ele fica sob a suspeita de não
ter.
Enfim, o medo pavoroso de ver o
órgão da mulher deve ser entendido, segundo Lacan, para além da idéia de
castração que ele sugere. O que os paraliza diante do órgão da mulher é
precisamente a suposição de que ele ingeriu o falo do pai. O que é temido na
penetração é justamente o encontro com esse falo paterno. Para além do perigo
da vagina dentada, que também existe, trata-se da vagina temida por conter o
falo hostil, absorvido pela mãe, cuja potência ela detém no órgão feminino.
Trata-se pois de uma situação
estável, não dual, cheia de segurança, a três. É por considerá-la uma relação
dual que, segundo Lacan, os analistas não chegam a elucidá-la. Mesmo havendo as
mais estreitas relações com a mãe, a situação só tem importância pela relação
com o pai. O que deveria ser a mensagem da lei é justamente o contrário, e
mostra estar nas mãos da mãe. A mãe detém a chave, porém de um modo muito mais
complexo do que a noção da mãe provida de um falo. Se o homossexual se
identifica com ela não é por ela ter ou não ter o falo, mas por deter as chaves
da situação que prevalece na saída do Édipo, onde se julga quem detém o poder
do amor, diz Lacan.
A homossexualidade masculina é
então um disfuncionamento do segundo tempo do Édipo, que é essencialmente a
inversão da metáfora paterna: é a mãe que dita a lei ao pai. O pai como
privador da mãe fracassa. O que tem como resultado: "é a mamãe que o
tem" (recusa da castração).
Esses
sonhos e fantasias homossexuais de desarmá-lo e de humilhá-lo e a exigência de
encontrar o órgão peniano faz do futebol um meio propício ao homossexualismo
segundo esta teoria lacaniana.
Já
segundo Mattanó, o futebol vai mais além e é construído pelas Inteligências
Emocional, Psicomotora, Interpessoal, Intrapessoal, Naturalística, Lingüística,
Corporal e Territorial de modo que o homossexualismo torna-se apenas efeito da
Evolução da Estruturação do Inconsciente como uma linguagem. O Futebol deve-se
as Inteligências e ao Inconsciente e o homossexualismo deve-se a linguagem que
estrutura o Inconsciente.
O Futebol é um esporte coletivo.
Este esporte exige esforço físico, afetivo e mental. Seus participantes,
equipe-técnica e jogadores, devem se adequar as suas regras padronizadas
universalmente para o sucesso de suas tarefas. Seus objetivos são marcar gols
ou ganhar pontos na tabela de pontuação dos Campeonatos ou se manter líder ou
classificado e avançar as fases até a grande final e decisão do título. Podemos
ver o Futebol como o esporte onde há grande esforço físico e mental, depois
afetivo, a afetividade é sentida em casos de Campeonatos Internacionais e ou
Grandes Decisões. A afetividade também é explorada no início e no fim da
carreira dos atletas, é como se isso também fossem ¨grandes decisões¨ que vão
marcar as suas vidas e histórias e de suas famílias, seus povos e nações. O
esforço físico é a exigência para ser atleta, correr, saltar, disputar um lance
ou jogada, cobrar um falta, etc.. E o esforço mental é aquele que recai sobre a
vida e a saúde-mental do atleta sobretudo nas Grandes Decisões e nas outras
¨grandes decisões¨ da vida inclusive o casamento e a família, o prazer e o
sofrimento oriundo do seu trabalho e esforço.
O
Futebol pode ser visto como um Campo Espiritual onde o Campo é um parte da
Terra e os jogadores são os escolhidos para uma missão, no campo os jogadores
dispõem-se organizadamente para defenderem suas metas e alcançarem seus
objetivos, vencer a partida! O Técnico é o líder ¨espiritual¨ e os atletas seus
seguidores, o goleiro é o homem da porta do Céu e dos Infernos, os zagueiros
são os Anjos Guardiões ou a base da sociedade espiritual cristã, o meio-campo
são os Anjos Mensageiros ou aqueles que fazem a ligação entre os dois extremos
do campo, e os atacantes são os Anjos Vingadores ou aqueles que empenham
Espadas para derrotar o homem da porta do Céu e dos Infernos, o goleiro! Quando
enfrentamos zagueiros enfrentamos Anjos Guardiões ou mesmo Grandes Montanhas e
quando atacamos sem que haja zagueiros pela frente enfrentamos Grandes
Desertos, devemos aprender a enfrentar Montanhas e Desertos, Obstáculos e
Facilidades, ambos os casos são problemáticos e exigem esforço e trabalho,
consciência, precisamos de um líder ¨espiritual¨, mas precisamos muito mais do
que isto, precisamos de Deus. Pois precisamos todos nos defendermos desde o
início da prática dos esportes, e em particular, do Futebol. Como as crianças
se defendem?
No Futebol podemos deslumbrar um
Campo de Força donde cada atleta representa um Vetor que se movimenta e que
movimenta o jogo e os outros atletas comunitariamente para vencer, perder ou
empatar a Partida e o Campeonato em disputa. Esse Vetor é Individual através da
Força e Movimento de cada atleta e Coletivo através da Gestalt ou
Forma/Configuração que se forma e se orientam os atletas de cada equipe. São os
Vetores Individual e Coletivo em grande parte os responsáveis pelo sucesso ou
pelo fracasso de cada equipe, pois eles determinam o Movimento físico e da
psique ou da consciência e da socialização inclusive da filosofia e
espiritualidade, vida e universo a quem pertencem cada atleta e cada equipe.
Com o Movimento nota-se que melhor é o atleta que tem melhor Movimento físico,
psíquico, social, filosófico, espiritual, da vida e do universo pois é mais
Inteligente e age psicomotoramente e pensa mais rápido e com mais eficiência e
precisão. Futebol depende do Movimento do atleta e do jogo e da bola, depende
do Vetor Individual e Coletivo e de sua Força e da Capacidade de cada atleta e
de cada equipe de lidar com o Vetor Individual e Coletivo de sua equipe e da
equipe adversária.
Como se defendem as crianças desde a vida intra-uterina? Como se desenvolvem
essas defesas? Como pode ser essa defesa? Porque as crianças se defendem assim
e não de outros modos e maneiras? Afinal, como é isso? As crianças crescem e
aprendem a se defender desde a vida intra-uterina até a adolescência através da
ingenuidade. A ingenuidade pode se desenvolver através de 5 Fases, elas:
1ª)
Biológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
orgânicos, das respostas sensório-motoras, da imunidade, dos sinais vitais;
2ª)
Psicológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
psíquicos, através da passividade e da atividade, da consciência e do
inconsciente, da inteligência intrapessoal;
3ª)
Sociológica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
sociais, das formas de domínio e poder entre os indivíduos e grupos sociais;
4ª)
Filosófica: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos de
querer se conhecer e a sua origem, quando ainda não teve formação Espiritual
como o Catecismo;
5ª)
Espiritual: a ingenuidade se expressa e se desenvolve através dos processos
espirituais, quando já há uma formação da Espiritualidade como o Catecismo.
Mas
o que é a ingenuidade? A ingenuidade é estar desligado, ou não conseguir captar,
assimilar e acomodar determinadas informações, seja reprimindo, se
distanciando, fugindo, se esquivando, ou simplesmente não conseguindo compreender parcialmente ou
coisa alguma, não conseguindo vencer ou efetuar determinados processos
biológicos (como em casos de vírus), psicológicos (como no caso do medo e do
ódio), sociológicos (como em caso de problemas sociais como guerras e
revoltas), filosóficos (como em caso de filosofias destrutivas e proibidas), e
espirituais (como no caso de seitas que levam a morte ou degradação dos valores
sociais, familiares e da vida e paz).
A
ingenuidade e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, atravessa ou afeta os
fenômenos da alfabetização através da Ingenuidade Biológica, Psicológica,
Sociológica, Filosófica e Espiritual, a alfabetização consiste no aprendizado
do alfabeto e de seus modos de
utilização como código de comunicação, inclusive a humilhação e o
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje. A alfabetização é definida como um processo no qual o
indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume
apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas (codificação e decodificação)
do acto de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar,
resignificar e produzir conhecimento. Todas essas habilidades citadas
anteriormente só serão materializadas se os alunos tiverem acesso a todos os
tipos de portadores de textos. O aluno precisa encontrar os usos sociais da
leitura e da escrita. A alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e
de sua ¨espiritualidade¨e seus processos, cerca também o desenvolvimento de
novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma maneira geral.
A alfabetização e a prática dos
esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, de uma pessoa promove sua
socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas
simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades
oferecidas pelas instituições sociais. A alfabetização é um fator propulsor do
exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um
todo.
A incapacidade de ler e escrever é
denominada analfabetismo, enquanto que a incapacidade de interpretar textos
simples é chamada analfabetismo funcional ou semianalfabetismo.
A
alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, os seus processos são
afetados pelos processos da Ingenuidade
Biológica, Psicológica, Sociológica, Filosófica e Espiritual que ajudam a
construir e a elaborar a adaptação e a memória do ser humano, inclusive a
humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje.
A
ingenuidade e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, marca a adaptação através das
marcas durante a psicossexualidade, inclusive a humilhação e o castigo que os
escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje.
A adaptação e a memória que se faz
pela adaptação e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os
Vetores Educam, seus processos, na
infância e no Desenvolvimento da Ingenuidade Biológica, Psicológica,
Sociológica, Filosófica e Espiritual marcam a alfabetização e seus processos, a
adaptação biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje, e
assim sugere a transcendência pela Psicanálise que não está vinculada ao
id que é o componente arcaico e inconsciente
do nosso sistema de energias mentais que dá forma aos nossos comportamentos,
apenas em casos de psicose. Do id emanam os impulsos cegamente devotados à
gratificação direta ou indireta, mas o mais bastante possível e imediato do
instinto sexual (libido), vinculado estreitamente às necessidades primárias da
pessoa como a fome, a sede, o sexo, etc., o id é o verdadeiro inconsciente e a
parte mais profunda da mente. Ele ignora o mundo exterior, seu objeto único de
interesses é o corpo, sendo dominado pelo princípio do prazer, o instinto de
vida e de auto-preservação. A gratificação pelo princípio do prazer se dá de
forma direta (beber água, por exemplo), ou indireta como a alucinatória
(através de fantasias), falo de uma transcendência de forma direta e outra
alucinatória. A fantasia não se distingue da realidade, portanto, a satisfação
do prazer pode ser imediata. Assim a adaptação pode ser direta ou
indiretamente, entendo adaptação às necessidades primárias da pessoa quando
crianças antes da castração ou em psicóticos, aqui a transcendência pode ser
direta ou indireta, a adaptação e a transcendência dependem dos fenômenos
biológicos, psicológicos, socilógicos, filosóficos e espirituais. Com o desenvolvimento do ego, o indivíduo
acaba se tornando consciente das exigências da realidade (princípio de
realidade); e quando se estabelece o superego,
a moral, o nome do pai, o sujeito passa a ter consciência das
satisfações ideais. Mas há Eros, a pulsão total de vida (auto-conservação), e
Tanatos, a pulsão de morte (autodestruição). Deste modo lidamos com Eros e
Tanatos e o id, o ego e o superego em nossas relações inconscientes e
conscientes conosco e com os outros objetos de desejo e satisfação através da
marca e de como isso fica arranjado, organizado na vida mental, na unidade
mental e comportamental da pessoa, isto é o que prevalece para cada sujeito,
nestes casos a transcendência é consciente.
A adaptação é a linguagem do
inconsciente e que dá forma ao inconsciente e aos anseios instintivos da
libido. Assim surgem grandes e pequenos monstros que aprendemos a domar durante
o desenvolvimento psicossexual da libido da pessoa. Esta adaptação evoca a
transcendência pela linguagem do inconsciente que acaba por evocar outros
monstros grandes ou pequenos que dependem da infância e a prática dos esportes
e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e
sobre o Campo de Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor
Individual e Coletivo parcela significativa do resultado da partida de futebol
e de como reagirão os atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do
homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, e do Desenvolvimento da
Ingenuidade e da alfabetização e de seus processos, inclusive a humilhação e o
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje.
A
adaptação faz o neurótico, o psicótico, o boderline, o psicopata. Ela faz parte
do desenvolvimento da personalidade oral: característica prepotente,
dominadora, voraz, cobiça, inveja e otimismo; da personalidade anal:
característica de vaidade, desconfiança, ambição, generosidade sem amor
(ligadas à evacuação), meticulosidade, parcimônia, amor ao método, obstinação,
avareza (ligadas à retenção das fezes); da personalidade fálica: característica
de ostentação, prodigalidade sem conotações generosas ou altruístas, necessidade
de afiliação, narcisismo e atividades lúdicas (jogos, competições esportivas,
concursos de beleza, etc.); período de latência: característica de declínio e
extinção do complexo de Édipo e o desenvolvimento do superego, é o intervalo
entre o estágio de sexualidade infantil e o de sexualidade normal adulta; e da
personalidade genital: característica de potência fisiológica e capacidade de
amor em termos adultos, são o equilibrado, ajustado e saudável.
A
cada estágio psicossexual lidamos com a adaptação, com a infância, com a
linguagem e talvez muito com a alfabetização e a prática dos esportes e do
Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, e o Desenvolvimento da
Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje, e assim com a memória e a transcendência que se caracteriza pela pulsão
de morte ou de autodestruição, a morte, e com a decência ligada ao amor, a
Eros, a pulsão de vida. Esta é à base da organização da personalidade e da
humanidade! Como lidamos com a indecência e com a decência ligadas a vida e a
morte, a auto-preservação e a autodestruição, processos evolutivos e selecionados
naturalmente.
Já
o adulto desiquilibrado, desajustado e/ou doente lida de modo anormal com a
adaptação e com sua infância, suas memórias e marcas, com sua alfabetização e a
prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e seus processos, e
seu Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica,
filosófica e espiritual, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje, não
consegue transcender, tornando-se desadaptado e assim pode se tornar um
viciado, violentador, agressor, criminoso, delinqüente ou ensimesmado e possuir
ainda as outras características de sua personalidade lidando com monstros que
surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias ou
instintivas do id.
Abordarei os aspectos psicanalíticos
ligados aos nossos Monstros através da explicação da fantasia que é uma
formação de imagens mentais de cenas e de seqüências de cenas ou experiências
que não existiram no mundo real ou que
se passaram de modo diverso do fantasiado.
Segundo Susan Isaacs as fantasias assumem
tais pressupostos, conforme Álvaro Cabral e Eva Nick:
1. ¨As fantasias são o conteúdo
primário dos processos mentais inconscientes e representam anseios instintivos
em relações objetais;
2. São representantes psíquicos dos
instintos da libido e, no início do desenvolvimento da criança, passam a ser
elaboradas como defesas, realizações de desejos e conteúdos de ansiedade;
3. O conceito, postulado por Freud, de ¨realização alucinatória de desejo¨, sua
¨identificação primária¨, a ¨introjeção¨ e a ¨projeção¨ constituem a base da
vida da fantasia;
4. Através da experiência externa,
as fantasias tornam-se suscetíveis de expressão, mas não dependem dessa experiência
para existir, nem das palavras, embora possam exprimir-se por palavras, em
certas condições;
5. As fantasias primitivas são
experimentadas através das sensações; mais tarde, assumem forma de imagens
plásticas e representação dramáticas;
6. Têm efeitos psíquicos e
corporais, por exemplo, nos sintomas de conversão, no caráter e personalidade,
nos sintomas neuróticos, inibições e sublimações;
7. As fantasias inconscientes
constituem o elo operativo entre os instintos e os mecanismos do ego. (apud
Susan Isaacs, A Natureza e Função da Fantasia).
Assim nossos Monstros constituídos
através das fantasias representam anseios instintivos da libido em nossas
relações objetais, no início da vida é uma defesa, realizações de desejos e
conteúdos de ansiedade, são realizações alucinatórias de desejos, possuem uma
representação primária, uma relevante introjeção e projeção, podem serem
realizadas através da experiência externa, mas podem serem realizadas através
das palavras, porém para existir não dependem da realidade externa e das
palavras, primeiramente são sensações e depois assumem formas e representações
dramáticas, produzem efeitos psíquicos e corporais e são o elo operativo entre
os instintos e os mecanismos do ego. Nossos Monstros são um mergulho profundo
em formas e representações dramáticas das profundezas da nossa vida mental
instintiva que visa nos defender e proteger pelo ego, mediador, intermediador
das energias mentais do id e do superego. É através do ego que aprendemos tudo
sobre a realidade externa e nos orientamos no sentido de evitarmos estados
dolorosos, ansiedades e punições e é deste modo que lidamos com os Monstros
instintivos durante nossa vida e evitamos a nossa destruição e a dos outros.
Monstros e fantasias se
relacionam profundamente pois ambos possuem o estado instintivo e a realização
de desejos instintivos. Referem-se a estados da infância como na alfabetização
e seus processos e ao Desenvolvimento da Ingenuidade biológica, psicológica,
sociológica, filosófica e espiritual.
Monstros surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias
ou instintivas como a fome, a sede, o ar, a atividade, o sexo, os cuidados
maternos, as secreções, urina e fezes, evitar a dor, o calor e o frio, a
segurança. E assim se não conseguimos transcender surgem grandes e pequenos
Monstros que nos atormentam e nos destróem com lutas invencíveis e guerras,
horrores e holocaustos se não tivermos nossos direitos, deveres, obrigações e
privilégios assegurados pela organização humana.
O sofrimento causa-nos sentimentos
de perda e de reparação levando-nos a justiça ou a vingança, assim a destruição
e/ou a auto-destruição como nas guerras e nas violências, a paz é a
reorganização social humana desse processo de sofrimento unicamente humano e
afetivo, pois o homem é um animal emocional, as guerras e violências só existem
por causa das nossas emoções e sentimentos, da nossa afetividade, somos o
animal mais evoluído na escola filogenética por isso temos mais afetos e
devemos aprender a lidar com eles para vivermos bem e em paz, com fraternidade
e esperança num futuro melhor que pode e é construído diariamente,
momento-a-momento com a Educação.
Deste
modo a adaptação a psicossexualidade e a
alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos, ao Desenvolvimento da
Ingenuidade biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje, leva a transcendência oriunda dos
modos de miséria, caridade e trabalho, forças que impelem o ser humano a
atividades de abuso, força, violência e exploração, senão outrora também,
guerras, conflitos, holocaustos, catástrofes, crimes, horrores contra a
humanidade, propagação de doenças biológicas e ecológicas, psicológicas,
físicas, químicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais de modo a impelir o
ser humano as atividades Educativas e de Fraternidade em busca de Amor e de
Justiça para que haja um sentimento de renascimento e a vida prossiga seu rumo
evolutivo naturalmente e socialmente.
Também
podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da
vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o Apocalipse
Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física, a Química,
a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, restando somente Deus e o Reino
de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! O Apocalipse Universal poderá
ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam o
nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus
ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por
exemplo!
A
psicossexualidade está em desenvolvimento até a fase genital e o
desenvolvimento das sublimações, porém o Desenvolvimento da Ingenuidade começa
na vida intra-uterina e continua por toda a vida, ela e a Ingenuidade em
desenvolvimento, biológica, psicológica, sociológica, filosófica e espiritual,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje, desde a Concepção e o Herói até a Liberdade para Se Viver e
Ensinar a Viver onde a Ingenuidade assume outra representação oriunda do
desenvolvimento das sublimações após a fase genital, assim o Desenvolvimento da
Ingenuidade não para e está em constante movimento.
A
alfabetização e a prática dos esportes e do Futebol e de sua
¨espiritualidade¨e sobre o Campo de
Força que paira sobre o Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo
parcela significativa do resultado da partida de futebol e de como reagirão os
atletas durante o jogo, durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam, seus processos devem alcançar a liberdade,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje. Somente através da Trajetória da
Vida, dos Monstros e dos Heróis é que alcançaremos a Liberdade Para Se Viver e
Ensinar a Viver em nossos processos da alfabetização livrando-nos do poder do
id e do superego que ampliam e trazem sofrimento as pessoas nos processos da
linguagem e da alfabetização, a Liberdade Para Se Viver e Ensinar a Viver
envolve uma Educação Bancária, Educação Libertadora, Contextualização e um distanciamento
compreensivo associado de um Niilismo Educativo ou mesmo através da Educação
por Episódio Verbal Incompleto ou Educação por Episódio Verbal Completo ou
mesmo uma Educação Plástica para a alfabetização e a prática dos esportes e do
Futebol e de sua ¨espiritualidade¨e sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
os Vetores Educam, seus processos,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje, de nossas pessoas, adultos, jovens
e crianças, ou seja, em qualquer momento da vida se já estivermos desenvolvidos
e crescidos, amadurecidos e mielinizados, preparados organicamente para a
educação, assim podemos ser alfabetizados e ter melhores condições para
alcançar a Liberdade ou a Liberdade Para Se Viver e Ensinar a Viver. Sobre o Campo de Força que paira sobre o
Campo de Futebol, cabe ao Vetor Individual e Coletivo parcela significativa do
resultado da partida de futebol e de como reagirão os atletas durante o jogo,
durante a prática do futebol e do homossexualismo, os Vetores Educam e asseguram a Liberdade
para Se Viver e Ensinar a Viver, garantido assim as regras ou contingências do
jogo ou partida de futebol e o seu pleno acontecimento, preparação, início,
meio e fim, e os Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios do Público, da
Massa, da Multidão, Telespectadores, Ouvintes, da Opinião Pública, dos Atletas,
dos Árbitros e de toda a Equipe-técnica, e dos Comunicadores, Autoridades e
Policiais.
Lacan
deixou a análise Biológica para a análise da Linguagem e Mattanó passou para a
análise Universal, inclusive abordando a Telepatia como fenômeno da Evolução
Bio-Psico-Cultural, Espiritual, da Vida e do Universo, otimizando as contingências filogenéticas,
ontogenéticas, culturais, espirituais, da vida e do universo.
Sujeito
e Significante:
Temos, portanto, diante de nós os
termos sujeito e significante. Tratemos de definir cada um deles a fim de
posteriormente analisarmos a relação atávica que Lacan defende que exista entre
ambos.
Sujeito como lugar vazio
O conceito de sujeito, como
qualquer estudante de ciências humanas deveria saber, não é uma noção unívoca,
ou seja, comporta uma diversidade de interpretações e definições. No campo
filosófico, o termo sujeito é elevado ao estatuto de conceito a partir do pensamento
de René Descartes. Como foge aos nossos propósitos, analisar o conceito de
sujeito em Descartes em todas as suas particularidades, serei bastante sucinto
ao falar dele, mesmo correndo o risco de simplificá-lo demasiadamente.
Assim, o sujeito cartesiano poderia
ser identificado ao eu, realidade supostamente irredutível, pois, segundo
Descartes, sua existência não poderia ser posta em dúvida, já que o próprio ato
de duvidar pressuporia um sujeito. No domínio da linguística, diz-se que
sujeito é o elemento de uma sentença que sofre a predicação. Em outras
palavras, o sujeito é aquilo ao qual atribuímos ou negamos determinadas
características.
Observe que tanto do ponto de vista
cartesiano quanto linguístico, o termo sujeito é um lugar vazio. Com efeito,
para Descartes, tudo o que se diz a respeito de alguém pode ser colocado em
dúvida pelo próprio sujeito. Qualquer atributo que sobre ele recaia não pode
lhe servir como representante último, pois o próprio sujeito possuiria a
capacidade de colocar o mérito do qualificativo em xeque e, se necessário,
descartá-lo. Nesse sentido, o sujeito constitui-se em um lugar a priori vazio.
Ocorre o mesmo com a noção linguística de sujeito: a palavra “Pedro”
considerada isoladamente não possui sentido algum. Só adquire significação
quando atribuímos a ela algum predicado, como na sentença “Pedro é um aluno.”.
Portanto, o sujeito “Pedro” considerado em si mesmo é um lugar inicialmente
vazio a ser preenchido com predicados.
Signo, significante, significado:
Ora, o que são predicados senão
palavras, significantes? A noção de significante utilizada por Lacan é
proveniente de Ferdinand de Saussure, um linguista que propôs uma visão
estruturalista da linguagem. Para Saussurre, a linguagem seria formada por
elementos chamados signos. Esses, por sua vez, seriam compostos de duas
dimensões, unidas arbitrariamente, ou seja, em função do acaso, a saber: o
significante e o significado. O significante seria a parcela material do signo
linguístico (o som da palavra, por exemplo). Já o significado seria o conceito,
o sentido, a ideia associada ao significante. A teoria da linguagem de Saussure
é estrutural porque pressupõe que o valor de um determinado signo não é dado a
priori, mas depende da relação com os demais signos do sistema linguístico.
Lacan, guiado pela experiência com
as formações do inconsciente (sonhos, lapsos, chistes, atos-falhos, etc.)
reinventa a proposta original de Saussure, argumentando que a linguagem seria
constituída essencialmente de significantes e não de signos e que o significado
não teria – ainda que arbitrariamente produzida – uma relação fixa com o
significante. Para Lacan, a experiência psicanalítica teria demonstrado que o
significado é extremamente volátil, evanescente, como um fluido que desliza ao
longo da cadeia de significantes. Nesse sentido, a noção de signo deveria ser
relativizada, já que uma relação mais ou menos fixa entre significante e
significado estaria restrita a um dado contexto. Por outro lado, na linguagem
como um todo, isto é, no lugar do Outro, só existiriam significantes. Aliás,
Lacan define o Outro precisamente como “tesouro dos significantes”.
Percebemos
que no lugar do Outro só existiriam significantes que são justamente o som da
palavra e o significado estaria associado ao som da palavra, seria o conceito
da palavra, o Outro seria o objeto. Assim um ¨resíduo auditivo¨ seria e teria o
poder de um significante que geraria um novo significado no lugar do objeto ou
do Outro, está explicada a Teoria da
Pulsão Auditiva de 1995 de Osny Mattanó Júnior.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 21 de junho de 2016.
2. Psicologia
Cognitiva Transcendental Social
HUMILHAÇÃO E CASTIGO: PARTE DA
HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES (2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
¨Quando
eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo também, e quando eu rezo para o
povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny Mattanó Júnior
IMAGENS DE ESCRAVOS.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos em suas lutas contra seus Escravos e
Monstros esperando pelos seus Heróis em suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos um grupo de trabalhadores escravos reunidos com seus Monstros e
Escravos, suas perdas e dores, a espera de Heróis para liberta-los em suas
Trajetórias de Vida, esses Heróis pode estar dentro deles como podem vir do
mundo exterior.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com as condições a que estão
submetidos com seus Escravos e Monstros a espera de Heróis que os libertem em
suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando com seus Escravos e Monstros, suas
representações a respeito da escravidão, a espera da liberdade anunciada por
algum Heróis em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com a desumanização e o excesso de
trabalho e esforço a que estão submetidos na Escravidão com seus Escravos e
Monstros a espera de Heróis que os libertem em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos aprisionados e acorrentados para não
fugirem do cativeiro que os detém presos com seus Escravos, Monstros a espera
de Heróis que podem vir de dentro deles ou de suas relações ou do mundo para
salva-los e liberta-los em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando aprisionados em sua Escravidão, com seus
Monstros e a procura e espera de Heróis que anunciem suas libertações ou os
libertem da escravidão para que mudem suas Trajetórias da Vida.
Notamos
que a escravidão empobrece a liberdade e a dignidade do ser humano, aprisiona-o
no medo e na desesperança, lançando-o as sombras dos Heróis que tornam-se a
única fonte de libertação e de liberdade nesse caso.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 20 de junho de 2016.
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um
homem ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro designado
por escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da força e da
obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos, os escravos
eram legalmente tidos como uma mercadoria. Os valores variavam conforme as
condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o
destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as
sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista
que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia
conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram
propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha
poder sobre eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual
pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade
também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e
canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e
de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da
Ásia.
Contudo
a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho
na Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo
de grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a
escravidão!
A
escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde fora usado como rato
de laboratório pela maioria de seus colegas de Universidade e como objeto de
escárnio e exploração sexual pelos colegas de trabalho e Universidade, mais um
rato criado nos laboratórios da Universidade para o Brasil e para o mundo. Um
rato que vive encarcerado sem liberdade, sem vida normal, sem liberdade, sem
Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e tratado como um rato, um rato
doente e escravo no seu trabalho, dos seus profissionais da saúde e na vida
acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também dos Mass Mídia a partir de 1995,
coisa que o fez enlouquecer e perder toda a saúde-mental em 1999 levando-o a
loucura e alienação e assim o sacrificaram em sua escravidão até o fim de sua
vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será libertado, morrerá como um escravo por
culpa dos alienadores! E com Osny morreram, morrem e morrerão muitos outros
alienados por culpa dos alienadores que pioraram a vida mental dele na
Universidade a partir de 1988. Osny mudou muito a partir de 1988, ficou
agressivo, fechado, nervoso, com medo, pensando em roubar e quebrar
equipamentos no trabalho, em matar e bater, em lutar se preciso se tentassem
estuprá-lo no trabalho, em morrer, no fim do dia, em ir para casa, em ir para o
colégio, etc., Osny passou por horas de horror nas mãos de estupradores no
passado e agora tudo se repetia, era cruel e horrendo, muito difícil e hoje em
dia isso se repete a todo momento entre 1999 e 2015 e acontece com toda minha
família, ver minha mãe em trajes íntimos ou outra pessoa e saber que há outra pessoa
observando isto, que há talvez um Político se aproveitando disto é muito
revoltante, que há talvez um Atleta tentando nos prejudicar a vida e a saúde ou
o patrimônio também é muito revoltante, que há um empresário e trabalhador,
artista se aproveitando disto para enriquecer e enlouquecer a população é muito
triste e difícil, é revoltante! Deus há de fazer Justiça! Eu e minha família,
somos escravos, não estamos livres! Somos escravos porque não produzimos o
suficiente ou porque produzimos pouco onde trabalhamos, estudamos e tratamos
nossa saúde! Somos castigados o dia todo
desde 1995! Já são mais de 20 anos de escravidão! Deus está nos
favorecendo com Graças Abundantes, com riquezas espirituais da esposa do Divino
Espírito Santo, da Virgem Maria, com a Paz que só é possível a um escravo e a
sua família escrava se eles todos crêem em Deus e em Nossa Senhora! Os
mistérios da vida e da escravidão estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma
das práticas da economia que prevaleciam no Brasil colônia era a plantação de
cana-de-açúcar e os engenhos que serviam para processar o açúcar. Existiam
tipicamente duas formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho
escravo e o trabalho remunerado ou assalariado. O trabalho assalariado será o
tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas,
cozinha, casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a
concepção de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade
açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a casa-grande (habitação do senhor
de engenho), a capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos
detalhar os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era
administrar o engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício
bastante importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de
beneficiamento do açúcar.
Existia também o ofício de
banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro
trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos
era o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro e prata para comercialização; e
a de ferreiros, que produziam objetos de ferro, essenciais para a resistência e
a movimentação das maquinarias dos engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias
de madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função, uma vez
que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro,
que produzia e consertava os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e
outros produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos
importantes nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava
moradias; o de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de
pescador, que pescava principalmente nos dias santos, quando não se alimentavam
de carne vermelha.
Dentro dessa hierarquia de ofícios,
os que recebiam melhores salários eram os feitores-mor e os especialistas no
beneficiamento e processamento da cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de
açúcar (mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor
recebia o melhor salário e os mais baixos salários eram dos pescadores.
Geralmente, os salários dos trabalhadores assalariados (como os feitores-mor,
os mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros) eram pagos anualmente, já os
artesãos (ferreiros, carpinteiros, pedreiros etc.) recebiam seus salários por
dia ou por tarefa executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho,
Mestre em História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o
trabalho faz parte da natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o
homem trabalhava apenas para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que
ele e sua família fossem consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi
percebendo que podia se juntar com outros homens e viver em sociedade, de
maneira que cada um se especializaria em determinada tarefa, dando início a
certa organização social e divisão do trabalho, facilitando a vida de todos,
era o que se chamou de comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas
pequenas comunidades começaram a acumular determinado produto abundante na sua
região e utilizá-lo como moeda de troca com outras comunidades. Por
consequência, foram surgindo indivíduos que se destacavam frente aos outros que
começaram a comandar essas comunidades, tomando frente da organização e
negociação das riquezas produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito
primitiva ainda, o capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho
passou por várias situações, tais como a escravidão, que teve origem na Roma
antiga quando os guerreiros perceberam que era mais interessante explorar os
serviços dos derrotados nas guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri
Mascaro Nascimento (1996, p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador
simplesmente uma coisa sem possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de
direito. O escravo não tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o
Cristianismo, que dignificou o trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um
alto sentido de valorização, que ganha justa e inegável sublimação, com o
reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O
Cristianismo trouxe um novo conceito de dignidade humana ao pugnar pela
fraternidade entre os homens, condenando a acumulação de riquezas e a
exploração dos menos afortunados, algo como um embrião do Direito do Trabalho,
pois já trazia alguns conceitos que seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram
revolucionários pra a época, tendo em vista o fato de que os gregos e romanos,
dominantes na época, eram favoráveis a escravidão e contrários aos princípios
da dignidade do trabalho e das ocupações. A Igreja passou a exercer grande
influência civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as
virtudes.
A verdade cristã foi ainda
determinante para mudar o pensamento lógico que se tinha na época sobre a
escravidão entre os homens, pois criou um conceito de que o trabalho era um
meio de elevação do homem a uma posição de dignidade, o diferenciando dos
demais animais.
Porém, há consenso doutrinário de
que a formalização dos direitos dos empregados e empregadores nas relações
laborais privadas, o que se conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e
produto dos novos modelos de relações existentes na sociedade durante a
revolução industrial, ocorrida primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio Ferraz[2], a Revolução
Industrial:
“Foi um fenômeno de mecanização dos
meios de produção. Consistiu num movimento de mudança econômica, social,
política e cultural. O trabalho artesanal foi substituído pelas máquinas, que
passaram a produzir em grande quantidade, aquilo que antes era fabricado em
pequenas quantidades. A Revolução Industrial representa o momento decisivo da
vitória do capitalismo. Houve a substituição do trabalho escravo, servil e
corporativo pelo trabalho assalariado em larga escala. A manufatura cedeu lugar
à fábrica. Foi na Inglaterra, antes de qualquer outra região, que surgiram as
primeiras máquinas, as primeiras fábricas e os primeiros operários.
Antes da indústria, não apenas os
nobres não trabalhavam de fato, como até os operários e os escravos se
limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por dia. Os camponeses
ficavam inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por volta do fim do
século XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses e artesãos se
transformaram em trabalhadores "subordinados", os tempos e os lugares
de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas das regras
empresariais e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava de uma
engrenagem. O trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou a ser
um esforço cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para sua
mente. Quando existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não existia,
reduzia os trabalhadores a desocupados e estes a "sub-proletariado":
trapos ao vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz
que anteriormente à citada revolução o trabalho era regrado pela natureza,
fazendo com que os camponeses não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas
diárias, além de ficarem por meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou
a ser regrado única e exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando
lucro máximo, fazendo com que os trabalhadores se submetessem a jornadas
desumanas, trazendo muitos males para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas
descobertas na ciência, principalmente
de máquinas para facilitar a vida do homem, que também vieram a
contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri Mascaro
Nascimento, temos:
“A principal causa econômica foi a
Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de transformações decorrentes da
descoberta do vapor como fonte de energia e de sua aplicação nas fábricas e
meios de transportes. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a
substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho
assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à
fábrica e, mais tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge
uma nova ideologia, tanto cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta
ideologia é a que melhor expressa as aspirações da nova ordem burguesa.
Liberdade de empresa, liberdade de contrato e liberdade individual são os
objetos. A não intervenção do Estado na esfera econômica e social é uma das
principais características do liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o
homem, em conjunto com suas virtudes, foi eleito como responsável pelo
progresso material e técnico e pelo fato de que a liberdade de viver e pensar
fosse o lema desse novo caminho, de maneira que o se humano teria liberdade
para alcançar seus objetivos. A liberdade surgiu como uma afronta ao
Absolutismo Monárquico. Os pensadores atacavam duramente as instituições do
Antigo Regime. O Mercantilismo, que imperava antes do liberalismo, pregava a
intervenção do Estado. As novas idéias opunham-se verticalmente à intervenção,
sugerindo que a economia se faz por si mesmo, de maneira a rejeitar o Direito
Divino dos Reis e a Religião do Estado. Pregaram a separação dos poderes e a
insurreição. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke,
Montesquieu e Voltaire, entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas
por todos esses pensadores, porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior
teórico dessa nova economia impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade
industrial marcada pela mecanização. Foi decretada, definitivamente, a
superioridade da indústria sobre a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra
a renda, da moeda sobre a troca, do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova classe
industrial pode sistematizar seus interesses, na forma de teoria “científica”.
A burguesia já possuía força suficiente pra fazer com que representantes
políticos defendessem seus interesses na prática política, já entrando nos
aparelhos do Estado. Porém, com essa sistematização, achou uma forma de
legitimar a imposição de seus interesses visando à expansão em busca de novos
mercados para suas fábricas.
Muitas críticas foram feitas
diretamente na base ideológica desse novo projeto de sociedade, norteado pelo
direito natural e pela liberdade, indo de encontro à qualquer forma de vantagem
que não fosse em consequência da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa
nova sociedade deveria se desprender da religião e do Estado. Pretendia-se
liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova forma de ver a
humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de maneira que
igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A igualdade
levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao Estado competia
somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria ser passivo, de
mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era
considerada talvez a maior forma de liberdade para o indivíduo. Todavia, o
operário não tinha como recusar trabalho, que muitas vezes se estendia a
jornadas de até quinze horas por uma quantia pífia, pois era a única maneira de
o operário conseguir algum sustento, mesmo que mínimo. Na prática, o operário
era cada vez mais dependente do empregador. Assim foi surgindo uma concepção de
direito contrária aos interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos
que ele não serve somente para as finalidades individuais, muito pelo
contrário, deveria ser dado realce ao interesse social, deixando o
individualismo em segundo plano. Cabia ao legislador medidas que garantissem
uma igualdade jurídica, que desaparecia diante da desigualdade econômica.
Feria-se a dignidade humana com essa opressão econômica.
Com o advento das indústrias, a
relação empregado-empregador se formava em detrimento da situação daquele que
se submetia às condições de trabalho desfavorável. Estas condições
desfavoráveis podem ser analisadas por três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto
fisiológico, que é muito importante, tendo em vista o fato de que cada
indivíduo tem o seu limite físico que interfere diretamente na sua
produtividade. Antes da regulamentação os trabalhadores se submetiam a jornadas
muito intensas e longas para produzir mais, o que acarretava sérios problemas
de saúde.
Foi então que começaram a surgir
reivindicações por jornadas de trabalho mais brandas, os fisiologistas
estudaram os efeitos da fadiga no corpo humano. O legislador se viu obrigado a
interferir, determinando a duração diária da jornada, descanso semanal, férias,
entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época
foi o moral, no sentido do respeito que se deve ter pela dignidade humana. O
homem necessita de um bom relacionamento social, que depende de sua vida profissional,
do desenvolvimento do seu intelecto e da participação na sociedade. Não existia
nenhum respeito por essa dignidade, pois os empregadores só pensavam em “sugar”
seus empregados, com a regulamentação das relações trabalhistas houveram
melhoras, porém nos dias atuais ainda há empresas que não se preocupam com o
bem estar dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico,
pois, além de ter de trabalhar por muitas horas seguidas, o trabalhador era
muito mal remunerado por isso. As leis trabalhistas vieram para mudar isso, o
que realmente ocorreu, hoje se tem uma série de garantias ao trabalhador, tais
como FGTS, férias remuneradas e verbas rescisórias no caso de demissão.
Justamente essa série de garantias que incomodam muito os empregadores, a ser
discutido posteriormente.
Com todas essas situações
incomodando muito os trabalhadores, começaram a aumentar as lutas e a
criminalidade, como em qualquer lugar onde haja concentração de massas e
exploração de classes. Foi então que a classe operária começou a reunir-se,
associar-se, para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários,
diminuição das jornadas excessivas e contra a exploração de menores e de
mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se revoltaram contra o
empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os
trabalhadores começaram a se unir e perceber que podiam lutar por
melhorias. Como se percebe nas palavras
de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas de classes – clamando
pela ação do Estado na regulação da vida econômica – provocam comoção social.
Assim, a sociedade começou a despertar para a necessidade do Estado
regulamentar as novas relações. A idéia de justiça social é cada vez mais
difundida como reação contra a questão social.
Provocavam-se greves, criavam-se
organizações proletárias, travavam-se choques violentos entre essas massas e as
forças policiais ainda movimentadas pela classe capitalista. Na política, a voz
dos trabalhadores já era ouvida nos parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia
começando a reconhecer a força e a importância da classe laboral. Os governos,
com a necessidade de manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a
fazerem, ainda que de forma tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os trabalhadores passaram a reivindicar
seus direitos através dos sindicatos. O direito de associação passou a ser
tolerado pelo Estado. Os governos, com a necessidade de manter a tranqüilidade
e a ordem, faziam concessões à medida que as reivindicações eram apresentadas e
reconheciam a importância do trabalho operário.
Começaram a ser tecidas normas no
próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam ao Estado. Algumas
categorias se auto regulamentavam, criando verdadeiras normas coletivas de
trabalho. Os esforços da burguesia em negar a legitimidade às organizações
operárias foram violentos. Tentaram mostrar que a existência de entidades
operárias com poder de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento dos
estabelecimentos fabris, mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da
classe operária, onde os governos começavam a ceder espaço às organizações dos
trabalhadores. Marx e Engels, com a publicação do conhecido Manifesto
Comunista, vieram a corroborar a tese operária, visando melhores condições em
todos os aspectos para as classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio
Ferraz[5], tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a publicação do Manifesto
Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma preocupação ainda maior com os
trabalhadores, pois a obra criticava as condições de trabalho da época e exigia
mudanças em benefício do mundo obreiro. O Manifesto teve grande relevância nas
lutas proletárias, do espírito de luta do proletariado contra o capitalismo.
Ajudou a despertar a consciência dos trabalhadores, a lutar pelos seus
direitos. Seu lema básico era: "Trabalhadores de todos os países,
uni-vos".
Karl Marx procurou estudar as
instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo se baseia na
exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a Revolução
como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o
Socialismo, derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes.
Pregava a união dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do
proletariado, para suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação
estatal dos bens de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O
ponto fundamental do programa do comunismo era a abolição da propriedade
privada burguesa, base da exploração capitalista. E se faria através da
Revolução Proletária.
Os socialistas pretendem substituir
a ordem social fundada na liberdade individual, na propriedade privada e na
liberdade contratual, por outra ordem, baseada no primado social, quando a
prosperidade e o controle dos meios de produção devem estar nas mãos do
Estado.”
Fica evidente a idéia
revolucionária no manifesto, buscando legitimação das aspirações trabalhistas.
Fundava-se na diminuição da liberdade individual, primando pelo interesse
social, onde o controle dos meios de produção deveriam ficar a cargo do Estado.
Pregava-se a implementação do Socialismo, largamente discutido no Século XX e
ainda nos dias atuais.
Karl Marx, citado por Fábio
Ferraz[6], afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na
pele dos trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses operários, que são obrigados
a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo
comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o
trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e com isso todo o
atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao
qual se pede apenas uma operação manual simplíssima, extremamente monótona e facílima
de aprender. (...) Operários concentrados em massa nas fábricas são organizados
militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a vigilância de
toda uma hierarquia de suboficiais e oficiais". O trabalho, que deveria
ser a mais alta expressão do homem, o reduz à mercadoria da indústria
capitalista, faz regredir cada trabalhador ao nível de classe subalterna. O
remédio está na eliminação da divisão entre produtores e proprietários dos
meios de produção. Só quando os trabalhadores se tiverem apropriado das
fábricas terminará a sua transformação em mercadoria. Para que isso aconteça, é
preciso que os proletários se reconheçam como portadores de interesses comuns,
unam-se a nível mundial, organizem-se em classe antagonista e cumpram a sua revolução
proletária, fundando uma nova sociedade finalmente sem classes e sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa
idéia de melhores condições de trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII, publica a encíclica Rerum Novarum, que proclamou necessidade da união
entre as classes do capital e do trabalho. Foi considerada uma fase de
transição de um completo desregramento do trabalho para a justiça social,
traçando regras para a intervenção estatal na relação entre empregado e
empregador. O Papa dizia que "não pode haver capital sem trabalho, nem
trabalho sem capital".
Ferraz[7] diz em sua obra que o
Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre esteve ao lado dos
burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar a ação da
burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a tomar
partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no trecho
abaixo:
“O trabalho deve ser considerado,
na teoria e na prática, não mercadoria, mas um modo de expressão direta da
pessoa humana. Sua remuneração não pode ser deixada à mercê do jogo automático
das leis de mercado, deve ser estabelecida segundo as normas de justiça e
eqüidade.
Falava das condições dos
trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos trabalhadores) mereceu
consideração. Condenou a exploração do empregado, a especulação com sua miséria
e os baixos salários. O Estado não poderia apenas assistir àquela situação,
agora era indispensável a sua presença para regular, mesmo que de forma mínima,
as relações de trabalho.
A propriedade privada é um direito
natural que o Estado não pode suprimir. Ao Estado compete zelar para que as
relações de trabalho sejam reguladas segundo a justiça e a eqüidade. A
Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de pequeno número ao lado da
indigência da multidão. Nela se apontou o dever do Estado de zelar pela
harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a protejam da injustiça,
conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do sacerdote impressionou
todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos governantes pelas classes
trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos direitos individuais em
benefício dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande
influência em todos os ramos da sociedade, o que até hoje exerce em menor
escala, os governantes se viam cada vez mais pressionados a legislar em favor
dos trabalhadores, dando origem ao que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e
da justiça no trabalho para que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e
boas relações pessoais e trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas
pois haverá menos exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também
através da justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos
tempos de hoje precisamos de eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade,
de boa distribuição de renda e de boas relações econômicas estruturadas na
eqüidade e na justiça, bases de uma sociedade justa e solidária, fraterna e
humana, civilizada, ou seja, sem escravidão e sem castigo para aqueles que
produzem pouco porque são escravos no trabalho, na saúde e na escola ou
universidade. Para combatermos a escravidão precisamos da eqüidade e da justiça.
CAP. 4
Hoje
em Londrina temos os trabalhadores escravos e os trabalhadores assalariados:
Os
trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia,
pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem
história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da
UEL e do Estado.
Os
trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores, comunicadores,
torturadores, castigadores, violentadores, abusadores, exploradores, falsos e
mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da saúde, professores,
atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes punidores e castigadores
daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como
sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A
internet nos explica que: ¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos doentes!
Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet: ¨A expressão
escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra
ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a
expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são
forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência
física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de
trabalho são acobertadas pela expressão
trabalhos forçados, embora quase
sempre impliquem o uso de violência.
De
acordo com o relatório da OIT de 2001, o trabalho forçado no mundo tem duas
características em comum: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil,
o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de
liberdade. Além de o trabalhador ficar atrelado a uma dívida, tem seus
documentos retidos e, nas áreas rurais, normalmente fica em local
geograficamente isolado. Nota-se que o conceito de trabalho escravo é universal
e todo mundo sabe o que é escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não
tem rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há três projetos tramitando no
Congresso Nacional do Brasil para reduzir o conceito de trabalho escravo.
Hoje, são quatro elementos que
podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por
dívida, condições degradantes (trabalho sem dignidade alguma, que põe em rico a
saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao
completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em
risco sua vida).
A bancada ruralista quer retirar as
condições degradantes e a jornada exaustiva. Dizem que é difícil conceituar o
que sejam esses elementos isso, o que gera “insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos
que escravos se revoltam contra seus donos em algum momento, ou eles lutam,
roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto aconteceu comigo na
UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou castigado
violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da UEL, das
suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de tentarem me
matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante
da História do Brasil e dos Mass Mídia fica importante ressaltar que ficou
sobressaída a História da Escravidão em Londrina e no Brasil através da
influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia com sua influência e poder até para sacrificar o povo e alienar
a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus vigiados e aprisionados e
aqueles que são seus funcionários e não conhecem a verdade. A Verdade é que a
escravidão virou moda, virou Programa de Televisão, virou estilo de vida e
norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais do Brasil e talvez do
mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar o nosso sofrimento e
sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais, filosóficas e econômicas,
trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns Mass Mídia tentam voltar a
ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo através do Brasil. Que se faça
a Justiça se há vergonha mental, comportamental, espiritual e social,
profissional, e moral.
CAP. 10
Depois de toda a história da
escravidão no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil imaginar que ainda exista
esse tipo de prática. Mas a realidade é que ainda existe, porém de maneira
“disfarçada”. Claro que a quantidade não se compara à escravidão do século XVI
ao XVIII, mas não é uma situação aceitável, principalmente em pleno século XXI.
Hoje a maneira de adquirir
mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde o patrão faz falsas
promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores terão. Chegam de
maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo colocam os empregados
em difíceis situações sem a possibilidade de se desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um
Mass Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda
nesse sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente pegam pessoas de
regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para “conquistarem”,
oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No
caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de liberdade e de saúde, de
intimidade e de privacidade através do contrato da telepatia. Não se importaram
com minha saúde e nem com minha dignidade e intimidade e privacidade e nem com
a da cidade de Londrina e da Humanidade e depois tentaram jogar a culpa em mim
inventando um paranormal que me perseguia a vários anos na UEL.
Aos que tentam ir embora, não há
como, pois os patrões alegam que o trabalhador possui dívidas, e que não pode
ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar lá, mais terá que pagar. Ou
seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas ameaças, e se tentam fugir, podem ser vítimas de surras e humilhações. E
não existem maneiras de pedir ajuda, pois normalmente as propriedades são
distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter
dívidas na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos fazendeiros para escapar da
fiscalização, criam locais apropriados para alojamento, mas não deixam os
trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar um local para ficar, seja no
meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito vulneráveis a adquirir
vários tipos de doenças, e quando
adoecem, tornam-se um peso para os patrões, que não tomam nenhuma providência,
pois o que não falta é mão-de-obra disponível, assim muitos acabam falecendo
pela falta de medicamentos e tratamentos.
Também
criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter minhas doenças aqui em
Londrina em casa mesmo, isolado, junto de autoridades, adoecendo continuamente
e sem direitos plenos a saúde e a vida.
A alimentação é descontada da
“remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se escravizar: “Quer comer?
Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente quando fornecida, a comida
é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não recebem direitos básicos como
férias, adicional noturno e seguro desemprego. A água é suja, e os
trabalhadores necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as roupas. As jornadas de
trabalho são em excesso, sem direito a folgas. Se tornam prisioneiros, sem
contar, que em meio a tudo isso, há também a exploração do trabalho
infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual,
profissional e artística.
No Brasil, estima-se cerca de 30
mil pessoas que vivem em condições do trabalho escravo, e o Pará é a região que
mais possui esse tipo de prática, em média 70% do total. Muitos conseguiram se
libertar por serem localizados através da fiscalização, portanto é necessário
uma fiscalização ainda mais ativa e rigorosa, pois são milhares os que ainda se
encontram em tal situação desumana.
Não sei quando e nem se serei
libertado da escravidão e nem se minha família e os outros escravizados comigo
será um dia libertados da escravidão... eu rezo por esse dia todos os dias.
CAP. 11
Conforme amplamente demonstrado,
infelizmente, ainda persiste no mundo atual o trabalho escravo, que atualmente
é conhecido como trabalho análogo à escravidão ou trabalho escravo
contemporâneo.
Assim, o Direito do Trabalho deve
ser um instrumento para o combate dessa prática delituosa e ilegal, já que, por
meio de sua evolução e com o passar do tempo, passou a
prever normas mais atuais, como as
que fazem menção à Erradicação do Trabalho Escravo e Práticas Discriminatórias,
especificando ainda mais o âmbito de atuação e aplicação do direito, como a
Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a portaria 540/04.
Com o amparo da Constituição
Federal de 1988, todos os órgãos fiscalizadores deverão buscar, conjuntamente,
o cumprimento da lei, bem como a observância dos preceitos e
pressupostos referentes ao respeito
à dignidade humana, ou seja, considerando o trabalhador, individualmente,
primeiramente como pessoa. É por meio dessa fórmula que
ocorrerá o início de combate a esse
exercício ilegal, ainda presente em nosso cotidiano brasileiro.
Além do mais, é extremamente
necessário que as autoridades, juntamente com a Sociedade como um todo, se
mostrem ativas à erradicação desse tipo de trabalho, que
não pode mais ser aceito nos dias
de hoje.
Como citado anteriormente, além das
normas nacionais, deve-se também destacar aquelas legislações provenientes da
Organização Internacional do Trabalho que, por meio da promoção de Convenções,
logrou chamar atenção do mundo para o tema.
Os principais assuntos que foram
destacados por essas manifestações foram acerca da luta contra o trabalho
infantil e a erradicação do trabalho escravo. Com esse destaque, há
grande contribuição para o
entendimento normativo no Brasil, tocando na questão de forma mais incisiva e
inovando as decisões da Justiça Brasileira sobre o tema.
Após a efetiva adesão às duas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil mostrou que
poderia ir além, para se manifestar de maneira mais enérgica acerca do tema e
combate-lo.
Promoveu, então, a aplicação do
artigo 149 do Código Penal.
Nesse sentido, é evidente que o
crime do trabalho escravo, ou análogo à escravidão ou à escravidão
contemporânea viola os direitos humanos, por diminuir o ser humano enquanto
pessoa, limitando e restringindo sua liberdade. E, merece e necessita ser
duramente combatido por todos nós e por todos os órgãos governamentais.
Entretanto, a sociedade deve estar
atenta a classificação, pelas autoridades trabalhistas como trabalho escravo ou
análogo à escravidão. Isso porque, se tem visto que, muitas
vezes se atribui essa
característica a situações onde o que se vê são violações às normas
trabalhistas que não se confundem com condições análogas à escravidão.
Isso porque, na verdade, o
Judiciário e/ou os órgãos fiscalizadores acabam elas tecendo 01/07/2015 O
Trabalho Escravo Contemporâneo Migalhas de Peso as interpretações e conceitos
relacionados ao trabalho escravo, desvirtuando o assunto e banalizando sua
efetiva ocorrência. Quando isso ocorre, o que se vê é que, tanto os órgãos
fiscalizadores, como o Judiciário acabam, eles também, praticando vários
excessos e penalizando injustamente
as empresas, que tem o seu nome vinculado ao trabalho escravo contemporâneo,
quando, na verdade, cometeram irregularidades administrativas cujas penas já
estão devidamente previstas na legislação.
Ou seja, o que se tem observado em
determinadas situações é apenas e tão somente o reiterado descumprimento de
determinadas normas trabalhistas, ou ainda, há
cumprimento da norma, mas não de
forma integral ou rígida e, mesmo assim, a situação é taxada como trabalho em
condições análogas a escravidão. Um exemplo clássico é
quando as autoridades trabalhistas
entendem como sendo condição análoga a de escravidão expor o trabalhador a
jornadas excessivas de trabalho. Como não há uma
efetiva definição do que seria
jornada excessiva, acaba se entendo que eventual labor diário de dez horas que
tem previsão legal é considerado
condição análoga a
escravidão.
Até mesmo questões burocráticas
estão sendo consideradas como submissão do trabalhador à condição análoga a de
escravo.
Não estamos aqui defendendo as
irregularidades eventualmente praticadas pelas empresas. Muito pelo contrário.
Entendemos que as empresas devem cumprir a
legislação e se não o fizerem devem
ser autuadas, investigadas e punidas. Porém, os excessos nas interpretações da
lei não podem ser cometidos, sob pena de se desvirtuar e
banalizar o conceito de condições
de trabalho análogas e se fomentar uma indústria de ações como ocorreu com o
dano moral (individual e coletivo).
Assim
sabemos que no Caso Osny Mattanó Júnior primeiro houveram erros burocráticos
que levaram esse funcionário a trabalhar por duas semanas sem remuneração e nem
reconhecimento legal em sua Carteira de Trabalho e documentação na UEL/CRH até
mesmo havendo destruição de documentos e de provas para eventuais processos
administrativos, civis e criminais contra a UEL
e o Estado do Paraná por te-lo exposto ao perigo de contato de doenças
que poderiam leva-lo ao óbito ou a outras enfermidades, também não foi
indenizado e nem feita a retratação a seus pais, na época ele tinha 15 anos de
idade, era menor. Este problema o levou a outros problemas no trabalho tão
piores quanto o primeiro, inclusive com sinais de escravidão pois teve que trabalhar
doente e incapaz entre 1993 e 1997 e até mesmo tentando suicídio desde 1993 em
sua casa por causa da UEL/Clínica Psicológica e o caso da violação do sigilo
terapêutico e no trabalho em 1997 em virtude de tantos erros e problemas
acumulados que se tornaram insuportáveis e o levaram a tentar definitivamente a
morte no local de trabalho. Desde 1989 que Osny Mattanó Júnior pensava na morte
no local de trabalho por causa do funcionário do CLCH, Brás, que tentava
insistentemente estupra-lo no ambiente de trabalho com a ajuda de outros funcionários, ou, ocorriam
pensamentos de matar ou de se matar em meio a escravidão ou o direito de não
ter direito a indenizações desde 1988.
Esta é a minha história de escravo até agora...
CAP. FINAL
Hoje
não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois nestes anos também havia
problemas políticos, guerras,
insegurança, doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de educação, desemprego,
desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da saúde e da
assistência do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de renda, falta
de saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha um papel
muito difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda Direitos
Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que havia
cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para sua
época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos
esconder nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e
maquiada para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso
mundo de hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através
da família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de julho de 2015.
As descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os
escravos são
vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje ligadas ao trabalho e a produção de bens e de
serviços geram economia e globalização em nossos tempos da economia, da
tecnologia, da informação, do consumo e do comércio e da liberdade mas também
geram liberdade e ritos de iniciação e de passagem e também a Trajetória dos
Heróis por serem dinâmicas e imprecisas, livres e multiformes formam a memória do
ser humano que por sua vez produz a transcendência que depende de nossos
processos de concepção, desenvolvimento, nascimento, desenvolvimento, velhice,
e morte, ela, a memória depende da adaptação que está ligada à inteligência
genética transcendental, as 9 fases da vida inteligente e as 16 inteligências,
somados aos estados de consciência, atividade, identidade, alienação,
inconsciência, linguagem, desejo, cognição, maturação, desenvolvimento,
amadurecimento, externalização e internalização. A memória e a adaptação
dependem do trabalho e da economia, da globalização.
As
descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje associadas ao
trabalho e a produção de bens e de serviços geram economia e globalização porém
a liberdade faz fluir a adaptação e a memória que se transformam, se transmutam
em ritos de passagem e de iniciação e na Trajetória dos Heróis, assim em escândalo,
mediocridade, bandidagem, miséria e
pobreza, drogas, tráfico de pessoas e de sexo, prostituição,
alcoolismo, tabagismo, educação,
escravização e servidão, fome,
sede, falta de higiene, não ter
roupas, mortes e violências,
bullying, palavrão, monstros,
amor e ódio, doença,
deficiência, moral, destruição do outro, sabedoria e vida,
espécies e mundo natural,
processos corporais, gases, urina,
fezes, sexo e masturbação, etc., infernos, cavernas e
buracos profundos fazem ecoar vozes do imaginário perpetrado pela indecência,
inteligência, senão adaptação de nossos ancestrais e pelo que somos agora,
sentimentos e emoções , pensamentos e estados de consciência fomentados pela falta, pela marca e pelo
desejo, pelo poder, pela felicidade, está na religiosidade, no sentimento de
futuro e esperança num futuro melhor não indecente, os mundos natural,
artificial, biológico, psicológico, sociológico, filosófico e espiritual
carregam em si bases da indecência por isso lutamos e sofremos, ganhamos e
perdemos a todo instante, ganhamos e perdemos trabalhando e todo momento e a
toda momento acumulamos e gastamos nossas economias e produzimos bens e
serviços como a globalização.
Todo este
percurso obedece a um caminho, a Trajetória dos Heróis, desde a concepção e o
herói até a liberdade para se viver e ensinar a viver.
A Trajetória dos Heróis
começa com:
- A concepção e o herói
- O chamado pode ser recusado
- As forças se unem para o bem-aventurado
- A travessia: se consumir
- Ser engolido e consumido
- O caminho obtuso
- O encontro com a deusa
- A mulher como tentação
- A relação com o pai
- A apoteose
- A última graça
- A difícil volta
- A magia nas decisões
- O resgate sobrenatural
- Os limites da volta
- Agora são dois mundos
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
Ser
livre é estar adaptado, é possuir um
processo de liberdade oriundo das descobertas que a vida proporciona e produz, é
estar no mundo, é passar por ritos e pela Trajetória da Vida e pela Trajetória
dos Heróis, é ter memória, a memória na verdade é apenas adaptação, é
trabalhar, ter economia e globalização, ser adaptado com sucesso é passar pelas
9 fases da vida inteligente que desenvolvem as 16 inteligências e transcender.
As
9 fases da vida inteligente são:
1.
(antes de nascer): inteligência dual sensório-motora
2.
(0 – 2 anos): inteligência oral sensório-motora
3.
(2 – 4 anos): inteligência anal pré-operacional
4.
(4 – 7 anos): inteligência fálica pré-operacional
5.
(7 – 11 anos): inteligência do período de latência
concreta
6.
(12 – 18 anos): inteligência genital formal
7.
(19 – 29 anos): inteligência do período de privacidade
8.
(30 – 59 anos): inteligência do período de
produtividade
9.
(60 anos em diante): inteligência da crise final
As 16
inteligências são:
1.
Espacial
2.
Territorial
3.
Corporal
4.
Lingüística
5.
Musical
6.
Matemática
7.
Interpessoal
8.
Intrapessoal
9.
Espiritual
10. Emocional
11. Naturalística
12. Psicomotora
13. Lúdica
14. Narcísica
15. Computacional
ou Artificial
16. Agrícola
ou Operacional
A inteligência
é como o Monstro ritualizado nas Escolas que marcam que
Trajetória dos Heróis e da Vida,
dos nossos Monstros que devem serem superados para o bem estar grupal, e em
parte o individual, já que a ontogênese expele falta, desejo e marca, contudo
não necessariamente o grupo filogenético e cultural. A inteligência como um
Monstro superado leva-nos a superar também o trabalho, a economia e a
globalização. Porém é através da filogênese humana que se dá o florescer da
falta, do desejo e da marca oriundas da liberdade ontogenética que há de
prender-se e que podem sofrer variações culturais livres mas contextuais, mas a
base da aquisição de conhecimentos e aprendizados é ontogenética.
Domar
as descobertas da vida é domar a liberdade, pode ser domar a inteligência, é
também dominar o trabalho, a economia e a globalização, é domar a si mesmo e uma seqüência de monstros
até a crise final, Monstros que nos atingem também através de ritos, de ritos de
iniciação e de passagem e pela Trajetória da Vida e dos Heróis. Para aqueles
que defendem o aborto o filho no ventre é um monstro, um monstro não domado e
inteligente, repelente e que só trará infelicidade, assim não estamos prontos
para a educação através do Estado. O respeito humano é uma incapacidade por
causa da inteligência! Por causa da inteligência temos descobertas na vida! Por
causa da inteligência temos o trabalho, a economia e a globalização, mas podemos reinterpretar
nossos conceitos tentando melhorá-los e aprofundá-los.
Devemos
transformar o conceito inteligência em adaptação e aceitar as diferenças
individuais e grupais otimizando-as para as transformações sociais sem destruir
o passado e os nossos antepassados, ou seja, nossas memórias, nossa adaptação
sócio-histórica gravada em documentos e gravada em nossos cérebros e mentes
gerando conhecimento para a melhor e otimizada adaptação, sucesso para nossa
existência, se tivéssemos que considerar apenas a inteligência para o nosso
sucesso talvez fracassaríamos pois os inteligentes que não se adaptam morrem antes dos mais
adaptados e até menos inteligentes. Acredito que primeiro vem a adaptação as
descobertas da vida, desde a vida intra-uterina, e depois vem a inteligência ou
a percepção, o óvulo se adapta ao espermatozóide e o espermatozóide se adapta
ao óvulo e só depois vem a inteligência, após a fecundação e ela continua por
toda a vida até a morte. Esta inteligência também é livre pelo ¨crossing-over¨
e pela aprendizagem da liberdade. A aprendizagem da liberdade ocorre em função
das descobertas da vida. As descobertas da vida muitas vezes nos aparecem em
ritos de iniciação e de passagem e pela Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis.
Amar ou odiar a sua própria vida ou de
seus grupos sociais? Esses sentimentos podem levar indivíduo e grupos de
indivíduos a se perderem em seus mundos
obscuros e profundos? Amando ao ponto de tentar vivenciar um crescimento
pessoal. E odiando ao ponto de tentar se destruir nas profundezas do seu ser.
Amar ou odiar refletem estados da inteligência genética transcendental, as 9
fases da vida inteligente e as 16 inteligências, mais estados de consciência,
atividade, identidade, alienação, inconsciência, linguagem, desejo, cognição,
maturação, desenvolvimento, amadurecimento, externalização e internalização.
Amar ou odiar revelam descobertas associadas as inteligências. Amar ou odiar
revelam manifestações dados ao trabalho, a economia, aos bens e serviços e a
globalização. Amar ou odiar nos mostram nossas Vidas, Monstros e Heróis.
Os Monstros são nossas regras que
produzem sofrimento e impedem o contentamento pessoal ou social, são nossas
descobertas que causam sofrimento em meio a nossa Trajetória de Vida e de
Heróis, nossos Monstros nos destroem como nossos delírios e fantasias de
horrores hostis que adquirimos ao longo da vida, todos nós conhecemos isto,
todos nós ficamos alegres e felizes quando socorridos em meios as urgências da
vida, é assim minha vida! Não devemos nos abandonar uns aos outros jamais pois
somos frutos da união dos nossos ancestrais, senão aqui não estaríamos, não
existiríamos se não houvesse a união e o amor, senão a paz! Assim derrotamos
nossos Monstros! Nossos Monstros lutam contra nossa liberdade! O sofrimento ao
mesmo tempo que impede causa novas descobertas como as Biológicas e
Psicológicas.
Os Monstros surgem durante as 9 fases da
vida inteligência e são domesticados
pela
inteligência genética transcendental e as 16 inteligências. As profundezas do
ser revelam as pessoas seus Monstros oriundos de infernos, buracos, cavernas,
galerias subterrâneas, bueiros, mares, lagos, rios e oceanos, florestas e
desertos onde muitas vezes o sentimento predominante é o de solidão e
isolamento com a perda do auto-controle e equilíbrio interior, onde afloram
sentimentos monstruosos de revolta e destruição de si, do mundo ao seu redor ou
dos outros. Nossos Monstros também estão ligados ao trabalho, a economia e a
globalização, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas,
parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje. Os modos, figuras e
objetos não são mais os de felicidade e
de prazer com os mundos natural (planeta), artificial (tecnologias), biológico
(organismo), psicológico (mental e comportamental), sociológico (relações
sociais), filosófico (especulações sobre sua origem e vida) e espiritual
(relações com a salvação, imortalidade e eternidade). Nossos Monstros obedecem
a ritos onde nos entregamos e nos oferecemos a rituais de passagem e de iniciação para alcançarmos a liberdade
dada aos vencedores da Trajetória dos Heróis.
A transcendência é se superar se perpassar
e retornar do ventre do Monstro com um modo de vida superior e exemplar a sua
comunidade, a sua família, com uma memória, com uma adaptação comportamental,
fisiológica e morfológica, regressar com uma ou mais de uma descobertas,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje. Quantos jovens e adultos se perdem
em suas famílias no mundo das drogas, falta de educação, alcoolismo,
prostituição, tráfico de pessoas, escravização, servidão, fome, sede, falta de
higiene, falta de roupas, doenças, roubo, mortes, violências e sexo desregrado
perpetuando a destruição humana, e àqueles que se tornam lideranças e só trazem
desespero e destruição dos seus e dos seus semelhantes humanos com guerras,
tragédias e holocaustos, grandes desgraças e sofrimentos como pegadas no barro
que não se apagam. Estas são as pessoas que foram engolidas pelas profundezas
da natureza humana com seus Monstros que surgem e não reconhecem sua existência
por serem diferentes ou feios – domar a si é domar uma seqüência de Monstros
até a crise final e assim prosperar com
o uso das 16 inteligências e o respeito humano perante deficiências ou
incapacidades de ser o que não somos – perfeitos! Domar a si é domar suas
descobertas! Se entregar aos Monstros e não conseguir passar pelos rituais de
iniciação e de passagem implicam em morte, morte psicológica, exclusão social,
problemas de saúde mental ou de corpo, problemas sociais mais graves entre
nações, problemas com a Educação e a Saúde, a Liberdade e a Vida.
Não
somos perfeitos – não somos livres, não nascemos livres, não conseguimos viver
com a liberdade ou longe de nossa mãe ao nascermos, dependemos dela e da
privação
de nossa liberdade para vivermos! Precisamos
de contato com os outros e com nossa mãe para fazermos descobertas! Precisamos
desde o nascimento de rituais de iniciação como o parto e de passagem como o Batismo em nossa
Trajetória de Heróis.
Transcender depende da adaptação e de como
ficou a liberdade à seqüência de Monstros fase-a-fase até a morte, se
manifestando diante de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis, agindo e lidando bem com suas descobertas e as dos outros diante do
trabalho e das necessidades do trabalho, de sua regras e obrigações, dos bens e
serviços e da economia e da globalização da economia, tecnologia, informação,
consumo, comércio, com o uso da Educação
e das 16 inteligências e do respeito humano perante nossas falhas e
deficiências ou mesmo incapacidades para conosco, com os outros e com a
natureza e com a Ecologia e o Universo, a inteligência se faz presente com o
uso da linguagem e da comunicação com a nomeação dos eventos ambientais para a
superação das adversidades ambientais que enfrentamos a todo momento querendo
ou não, viver é enfrentar o perigo da morte, é se adaptar, é lidar com Monstros
e assim com a miséria, a caridade e o trabalho que levam a violência, ao crime
e a guerra, também ao abuso, a exploração, à paralisação e ao niilismo, e ao
sentimento de renascimento através de Deus, se adaptar é se descobrir e
descobrir, e ajudar a descobrir. Pois a Educação e o Amor tudo resolvem! A
Educação e o Amor geram memória, assim
também Adaptação, trabalho, economia e liberdade! Tudo começa pela Adaptação!
Tudo começou pela e através da Adaptação,
seja no Universo, na Biologia, na Psicologia, na Sociologia, na Química,
na Física, na Filosofia ou na Espiritualidade! Tudo há de se acabar também pela
Adaptação, seja no Universo, na Biologia, na Psicologia, na Sociologia, na
Química, na Física, na Filosofia ou na Espiritualidade, mas Deus e Seu Reino
continuarão existindo! O Universo pode acabar? O Universo pode acabar de alguma
forma? O Universo pode acabar através da Adaptação? Se houver outro Universo
maior do que este que conhecemos e se ele for maior do que este que conhecemos e
se ele entrar choque com este pode acabar sim! O Universo pode acabar pela
Adaptação! O Universo pode acabar se houverem outros ¨big-bangs¨ seja quando
for, no princípio, no meio ou no fim,
gerando outros Universos! O Universo pode Acabar, mas o Reino de Deus e Deus continuarão existindo, eles não se
acabam!
As descobertas da vida, inclusive a humilhação
e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje levam a adaptação que
produz liberdade para nosso meio
ambiente individual, social e patrimonial, nascemos dependentes, dependemos de
privações para vivermos, como a de liberdade ao nascermos, somos dependentes em
nossos processos adaptativos fisiológicos, morfológicos e comportamentais e
isso produz liberdade com o nosso desenvolvimento, amadurecimento, aprendizagem
e maturação. A cada dia de nossas vidas ficamos mais livres! A morte é o ápice
da liberdade! Vivemos para morrer! Morremos para sermos livres! A liberdade está
no Reino de Deus e não no cemitério! A liberdade é produto do trabalho, da
economia e da globalização produtos da adaptação e das descobertas da vida. A
liberdade também vem através do ritos de iniciação e de passagem e com a
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
A
liberdade está na morte em Jesus Cristo! A liberdade está no bom uso da Inteligência
Espiritual que produz assim o sentimento de liberdade, portanto, a liberdade! A
liberdade é saber usar os ritos associados a Inteligência Espiritual como a
morte de Jesus Cristo e a vida no Paraíso!
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram,
nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados.
Amanhã seremos
os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e
agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar
com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
Se descobrir é
poder trabalhar, ter economia e hoje, viver e poder usufruir da globalização e
dos seus direitos que devem estar pautados na Vida e na Paz e na promoção da
Justiça Social!
Se descobrir é descobrir-se em meio
a rituais de iniciação e de passagem durante a Trajetória da Vida, dos Monstros
e dos Heróis chegando ou não a liberdade para se viver e ensinar a viver,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje.
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
21 de junho de 2016.
1. Psicologia
da Gestalt
HUMILHAÇÃO E CASTIGO: PARTE DA
HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES (2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
¨Quando
eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo também, e quando eu rezo para o
povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny Mattanó Júnior
IMAGENS DE ESCRAVOS.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos em suas lutas contra seus Escravos e
Monstros esperando pelos seus Heróis em suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos um grupo de trabalhadores escravos reunidos com seus Monstros e
Escravos, suas perdas e dores, a espera de Heróis para liberta-los em suas
Trajetórias de Vida, esses Heróis pode estar dentro deles como podem vir do
mundo exterior.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com as condições a que estão
submetidos com seus Escravos e Monstros a espera de Heróis que os libertem em
suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando com seus Escravos e Monstros, suas
representações a respeito da escravidão, a espera da liberdade anunciada por
algum Heróis em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com a desumanização e o excesso de
trabalho e esforço a que estão submetidos na Escravidão com seus Escravos e
Monstros a espera de Heróis que os libertem em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos aprisionados e acorrentados para não
fugirem do cativeiro que os detém presos com seus Escravos, Monstros a espera
de Heróis que podem vir de dentro deles ou de suas relações ou do mundo para
salva-los e liberta-los em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando aprisionados em sua Escravidão, com seus
Monstros e a procura e espera de Heróis que anunciem suas libertações ou os
libertem da escravidão para que mudem suas Trajetórias da Vida.
Notamos
que a escravidão empobrece a liberdade e a dignidade do ser humano, aprisiona-o
no medo e na desesperança, lançando-o as sombras dos Heróis que tornam-se a
única fonte de libertação e de liberdade nesse caso.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 20 de junho de 2016.
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um
homem ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro designado
por escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da força e da
obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos, os escravos
eram legalmente tidos como uma mercadoria. Os valores variavam conforme as
condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o
destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as
sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista
que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia
conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram
propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha
poder sobre eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual
pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade
também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e
canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e
de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da
Ásia.
Contudo
a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho
na Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo
de grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a
escravidão!
A
escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde fora usado como rato
de laboratório pela maioria de seus colegas de Universidade e como objeto de
escárnio e exploração sexual pelos colegas de trabalho e Universidade, mais um
rato criado nos laboratórios da Universidade para o Brasil e para o mundo. Um
rato que vive encarcerado sem liberdade, sem vida normal, sem liberdade, sem
Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e tratado como um rato, um rato
doente e escravo no seu trabalho, dos seus profissionais da saúde e na vida
acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também dos Mass Mídia a partir de 1995,
coisa que o fez enlouquecer e perder toda a saúde-mental em 1999 levando-o a
loucura e alienação e assim o sacrificaram em sua escravidão até o fim de sua
vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será libertado, morrerá como um escravo por
culpa dos alienadores! E com Osny morreram, morrem e morrerão muitos outros
alienados por culpa dos alienadores que pioraram a vida mental dele na
Universidade a partir de 1988. Osny mudou muito a partir de 1988, ficou
agressivo, fechado, nervoso, com medo, pensando em roubar e quebrar
equipamentos no trabalho, em matar e bater, em lutar se preciso se tentassem
estuprá-lo no trabalho, em morrer, no fim do dia, em ir para casa, em ir para o
colégio, etc., Osny passou por horas de horror nas mãos de estupradores no
passado e agora tudo se repetia, era cruel e horrendo, muito difícil e hoje em
dia isso se repete a todo momento entre 1999 e 2015 e acontece com toda minha
família, ver minha mãe em trajes íntimos ou outra pessoa e saber que há outra
pessoa observando isto, que há talvez um Político se aproveitando disto é muito
revoltante, que há talvez um Atleta tentando nos prejudicar a vida e a saúde ou
o patrimônio também é muito revoltante, que há um empresário e trabalhador,
artista se aproveitando disto para enriquecer e enlouquecer a população é muito
triste e difícil, é revoltante! Deus há de fazer Justiça! Eu e minha família,
somos escravos, não estamos livres! Somos escravos porque não produzimos o
suficiente ou porque produzimos pouco onde trabalhamos, estudamos e tratamos
nossa saúde! Somos castigados o dia todo
desde 1995! Já são mais de 20 anos de escravidão! Deus está nos
favorecendo com Graças Abundantes, com riquezas espirituais da esposa do Divino
Espírito Santo, da Virgem Maria, com a Paz que só é possível a um escravo e a
sua família escrava se eles todos crêem em Deus e em Nossa Senhora! Os
mistérios da vida e da escravidão estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma
das práticas da economia que prevaleciam no Brasil colônia era a plantação de
cana-de-açúcar e os engenhos que serviam para processar o açúcar. Existiam
tipicamente duas formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho
escravo e o trabalho remunerado ou assalariado. O trabalho assalariado será o
tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas,
cozinha, casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a
concepção de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade
açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a casa-grande (habitação do senhor
de engenho), a capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos
detalhar os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era
administrar o engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício
bastante importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de
beneficiamento do açúcar.
Existia também o ofício de
banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro
trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos
era o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro e prata para comercialização; e
a de ferreiros, que produziam objetos de ferro, essenciais para a resistência e
a movimentação das maquinarias dos engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias
de madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função, uma vez
que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro,
que produzia e consertava os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e
outros produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos
importantes nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava
moradias; o de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de
pescador, que pescava principalmente nos dias santos, quando não se alimentavam
de carne vermelha.
Dentro dessa hierarquia de ofícios,
os que recebiam melhores salários eram os feitores-mor e os especialistas no
beneficiamento e processamento da cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de
açúcar (mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor
recebia o melhor salário e os mais baixos salários eram dos pescadores.
Geralmente, os salários dos trabalhadores assalariados (como os feitores-mor,
os mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros) eram pagos anualmente, já os
artesãos (ferreiros, carpinteiros, pedreiros etc.) recebiam seus salários por
dia ou por tarefa executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho,
Mestre em História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o
trabalho faz parte da natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o
homem trabalhava apenas para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que
ele e sua família fossem consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi
percebendo que podia se juntar com outros homens e viver em sociedade, de
maneira que cada um se especializaria em determinada tarefa, dando início a
certa organização social e divisão do trabalho, facilitando a vida de todos,
era o que se chamou de comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas
pequenas comunidades começaram a acumular determinado produto abundante na sua
região e utilizá-lo como moeda de troca com outras comunidades. Por
consequência, foram surgindo indivíduos que se destacavam frente aos outros que
começaram a comandar essas comunidades, tomando frente da organização e
negociação das riquezas produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito
primitiva ainda, o capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho
passou por várias situações, tais como a escravidão, que teve origem na Roma
antiga quando os guerreiros perceberam que era mais interessante explorar os
serviços dos derrotados nas guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri
Mascaro Nascimento (1996, p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador
simplesmente uma coisa sem possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de
direito. O escravo não tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o
Cristianismo, que dignificou o trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um
alto sentido de valorização, que ganha justa e inegável sublimação, com o
reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O
Cristianismo trouxe um novo conceito de dignidade humana ao pugnar pela
fraternidade entre os homens, condenando a acumulação de riquezas e a
exploração dos menos afortunados, algo como um embrião do Direito do Trabalho,
pois já trazia alguns conceitos que seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram
revolucionários pra a época, tendo em vista o fato de que os gregos e romanos,
dominantes na época, eram favoráveis a escravidão e contrários aos princípios
da dignidade do trabalho e das ocupações. A Igreja passou a exercer grande
influência civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as
virtudes.
A verdade cristã foi ainda
determinante para mudar o pensamento lógico que se tinha na época sobre a
escravidão entre os homens, pois criou um conceito de que o trabalho era um
meio de elevação do homem a uma posição de dignidade, o diferenciando dos
demais animais.
Porém, há consenso doutrinário de
que a formalização dos direitos dos empregados e empregadores nas relações
laborais privadas, o que se conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e
produto dos novos modelos de relações existentes na sociedade durante a
revolução industrial, ocorrida primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio Ferraz[2], a Revolução
Industrial:
“Foi um fenômeno de mecanização dos
meios de produção. Consistiu num movimento de mudança econômica, social,
política e cultural. O trabalho artesanal foi substituído pelas máquinas, que
passaram a produzir em grande quantidade, aquilo que antes era fabricado em
pequenas quantidades. A Revolução Industrial representa o momento decisivo da
vitória do capitalismo. Houve a substituição do trabalho escravo, servil e
corporativo pelo trabalho assalariado em larga escala. A manufatura cedeu lugar
à fábrica. Foi na Inglaterra, antes de qualquer outra região, que surgiram as
primeiras máquinas, as primeiras fábricas e os primeiros operários.
Antes da indústria, não apenas os
nobres não trabalhavam de fato, como até os operários e os escravos se
limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por dia. Os camponeses
ficavam inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por volta do fim do
século XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses e artesãos se
transformaram em trabalhadores "subordinados", os tempos e os lugares
de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas das regras
empresariais e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava de uma
engrenagem. O trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou a ser
um esforço cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para sua
mente. Quando existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não existia,
reduzia os trabalhadores a desocupados e estes a "sub-proletariado":
trapos ao vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz
que anteriormente à citada revolução o trabalho era regrado pela natureza,
fazendo com que os camponeses não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas
diárias, além de ficarem por meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou
a ser regrado única e exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando
lucro máximo, fazendo com que os trabalhadores se submetessem a jornadas
desumanas, trazendo muitos males para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas
descobertas na ciência, principalmente
de máquinas para facilitar a vida do homem, que também vieram a
contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri Mascaro
Nascimento, temos:
“A principal causa econômica foi a
Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de transformações decorrentes da
descoberta do vapor como fonte de energia e de sua aplicação nas fábricas e
meios de transportes. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a
substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho assalariado
em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à fábrica e, mais
tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge
uma nova ideologia, tanto cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta
ideologia é a que melhor expressa as aspirações da nova ordem burguesa.
Liberdade de empresa, liberdade de contrato e liberdade individual são os
objetos. A não intervenção do Estado na esfera econômica e social é uma das
principais características do liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o
homem, em conjunto com suas virtudes, foi eleito como responsável pelo
progresso material e técnico e pelo fato de que a liberdade de viver e pensar
fosse o lema desse novo caminho, de maneira que o se humano teria liberdade para
alcançar seus objetivos. A liberdade surgiu como uma afronta ao Absolutismo
Monárquico. Os pensadores atacavam duramente as instituições do Antigo Regime.
O Mercantilismo, que imperava antes do liberalismo, pregava a intervenção do
Estado. As novas idéias opunham-se verticalmente à intervenção, sugerindo que a
economia se faz por si mesmo, de maneira a rejeitar o Direito Divino dos Reis e
a Religião do Estado. Pregaram a separação dos poderes e a insurreição.
Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke, Montesquieu e Voltaire,
entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas
por todos esses pensadores, porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior
teórico dessa nova economia impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade
industrial marcada pela mecanização. Foi decretada, definitivamente, a
superioridade da indústria sobre a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra
a renda, da moeda sobre a troca, do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova
classe industrial pode sistematizar seus interesses, na forma de teoria
“científica”. A burguesia já possuía força suficiente pra fazer com que
representantes políticos defendessem seus interesses na prática política, já
entrando nos aparelhos do Estado. Porém, com essa sistematização, achou uma
forma de legitimar a imposição de seus interesses visando à expansão em busca
de novos mercados para suas fábricas.
Muitas críticas foram feitas
diretamente na base ideológica desse novo projeto de sociedade, norteado pelo
direito natural e pela liberdade, indo de encontro à qualquer forma de vantagem
que não fosse em consequência da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa
nova sociedade deveria se desprender da religião e do Estado. Pretendia-se
liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova forma de ver a
humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de maneira que
igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A igualdade
levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao Estado competia
somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria ser passivo, de
mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era
considerada talvez a maior forma de liberdade para o indivíduo. Todavia, o
operário não tinha como recusar trabalho, que muitas vezes se estendia a
jornadas de até quinze horas por uma quantia pífia, pois era a única maneira de
o operário conseguir algum sustento, mesmo que mínimo. Na prática, o operário
era cada vez mais dependente do empregador. Assim foi surgindo uma concepção de
direito contrária aos interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos
que ele não serve somente para as finalidades individuais, muito pelo
contrário, deveria ser dado realce ao interesse social, deixando o
individualismo em segundo plano. Cabia ao legislador medidas que garantissem
uma igualdade jurídica, que desaparecia diante da desigualdade econômica.
Feria-se a dignidade humana com essa opressão econômica.
Com o advento das indústrias, a
relação empregado-empregador se formava em detrimento da situação daquele que
se submetia às condições de trabalho desfavorável. Estas condições
desfavoráveis podem ser analisadas por três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto
fisiológico, que é muito importante, tendo em vista o fato de que cada
indivíduo tem o seu limite físico que interfere diretamente na sua
produtividade. Antes da regulamentação os trabalhadores se submetiam a jornadas
muito intensas e longas para produzir mais, o que acarretava sérios problemas de
saúde.
Foi então que começaram a surgir
reivindicações por jornadas de trabalho mais brandas, os fisiologistas
estudaram os efeitos da fadiga no corpo humano. O legislador se viu obrigado a
interferir, determinando a duração diária da jornada, descanso semanal, férias,
entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época
foi o moral, no sentido do respeito que se deve ter pela dignidade humana. O
homem necessita de um bom relacionamento social, que depende de sua vida
profissional, do desenvolvimento do seu intelecto e da participação na
sociedade. Não existia nenhum respeito por essa dignidade, pois os empregadores
só pensavam em “sugar” seus empregados, com a regulamentação das relações
trabalhistas houveram melhoras, porém nos dias atuais ainda há empresas que não
se preocupam com o bem estar dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico,
pois, além de ter de trabalhar por muitas horas seguidas, o trabalhador era
muito mal remunerado por isso. As leis trabalhistas vieram para mudar isso, o que
realmente ocorreu, hoje se tem uma série de garantias ao trabalhador, tais como
FGTS, férias remuneradas e verbas rescisórias no caso de demissão. Justamente
essa série de garantias que incomodam muito os empregadores, a ser discutido
posteriormente.
Com todas essas situações
incomodando muito os trabalhadores, começaram a aumentar as lutas e a
criminalidade, como em qualquer lugar onde haja concentração de massas e
exploração de classes. Foi então que a classe operária começou a reunir-se,
associar-se, para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários,
diminuição das jornadas excessivas e contra a exploração de menores e de
mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se revoltaram contra o
empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os
trabalhadores começaram a se unir e perceber que podiam lutar por
melhorias. Como se percebe nas palavras
de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas de classes – clamando
pela ação do Estado na regulação da vida econômica – provocam comoção social. Assim,
a sociedade começou a despertar para a necessidade do Estado regulamentar as
novas relações. A idéia de justiça social é cada vez mais difundida como reação
contra a questão social.
Provocavam-se greves, criavam-se
organizações proletárias, travavam-se choques violentos entre essas massas e as
forças policiais ainda movimentadas pela classe capitalista. Na política, a voz
dos trabalhadores já era ouvida nos parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia
começando a reconhecer a força e a importância da classe laboral. Os governos,
com a necessidade de manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a
fazerem, ainda que de forma tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os trabalhadores passaram a
reivindicar seus direitos através dos sindicatos. O direito de associação
passou a ser tolerado pelo Estado. Os governos, com a necessidade de manter a
tranqüilidade e a ordem, faziam concessões à medida que as reivindicações eram
apresentadas e reconheciam a importância do trabalho operário.
Começaram a ser tecidas normas no
próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam ao Estado. Algumas
categorias se auto regulamentavam, criando verdadeiras normas coletivas de
trabalho. Os esforços da burguesia em negar a legitimidade às organizações
operárias foram violentos. Tentaram mostrar que a existência de entidades
operárias com poder de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento dos
estabelecimentos fabris, mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da
classe operária, onde os governos começavam a ceder espaço às organizações dos
trabalhadores. Marx e Engels, com a publicação do conhecido Manifesto
Comunista, vieram a corroborar a tese operária, visando melhores condições em
todos os aspectos para as classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio
Ferraz[5], tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a publicação do Manifesto
Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma preocupação ainda maior com os
trabalhadores, pois a obra criticava as condições de trabalho da época e exigia
mudanças em benefício do mundo obreiro. O Manifesto teve grande relevância nas
lutas proletárias, do espírito de luta do proletariado contra o capitalismo.
Ajudou a despertar a consciência dos trabalhadores, a lutar pelos seus
direitos. Seu lema básico era: "Trabalhadores de todos os países,
uni-vos".
Karl Marx procurou estudar as
instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo se baseia na
exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a Revolução
como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o
Socialismo, derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes.
Pregava a união dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do
proletariado, para suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação
estatal dos bens de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O
ponto fundamental do programa do comunismo era a abolição da propriedade
privada burguesa, base da exploração capitalista. E se faria através da
Revolução Proletária.
Os socialistas pretendem substituir
a ordem social fundada na liberdade individual, na propriedade privada e na
liberdade contratual, por outra ordem, baseada no primado social, quando a
prosperidade e o controle dos meios de produção devem estar nas mãos do
Estado.”
Fica evidente a idéia
revolucionária no manifesto, buscando legitimação das aspirações trabalhistas.
Fundava-se na diminuição da liberdade individual, primando pelo interesse
social, onde o controle dos meios de produção deveriam ficar a cargo do Estado.
Pregava-se a implementação do Socialismo, largamente discutido no Século XX e
ainda nos dias atuais.
Karl Marx, citado por Fábio
Ferraz[6], afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na
pele dos trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses operários, que são obrigados
a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo
comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o
trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e com isso todo o
atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao
qual se pede apenas uma operação manual simplíssima, extremamente monótona e
facílima de aprender. (...) Operários concentrados em massa nas fábricas são
organizados militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a
vigilância de toda uma hierarquia de suboficiais e oficiais". O trabalho,
que deveria ser a mais alta expressão do homem, o reduz à mercadoria da
indústria capitalista, faz regredir cada trabalhador ao nível de classe
subalterna. O remédio está na eliminação da divisão entre produtores e
proprietários dos meios de produção. Só quando os trabalhadores se tiverem
apropriado das fábricas terminará a sua transformação em mercadoria. Para que
isso aconteça, é preciso que os proletários se reconheçam como portadores de
interesses comuns, unam-se a nível mundial, organizem-se em classe antagonista
e cumpram a sua revolução proletária, fundando uma nova sociedade finalmente
sem classes e sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa
idéia de melhores condições de trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII, publica a encíclica Rerum Novarum, que proclamou necessidade da união
entre as classes do capital e do trabalho. Foi considerada uma fase de
transição de um completo desregramento do trabalho para a justiça social,
traçando regras para a intervenção estatal na relação entre empregado e
empregador. O Papa dizia que "não pode haver capital sem trabalho, nem
trabalho sem capital".
Ferraz[7] diz em sua obra que o
Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre esteve ao lado dos
burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar a ação da
burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a tomar
partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no trecho
abaixo:
“O trabalho deve ser considerado,
na teoria e na prática, não mercadoria, mas um modo de expressão direta da
pessoa humana. Sua remuneração não pode ser deixada à mercê do jogo automático
das leis de mercado, deve ser estabelecida segundo as normas de justiça e
eqüidade.
Falava das condições dos
trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos trabalhadores) mereceu
consideração. Condenou a exploração do empregado, a especulação com sua miséria
e os baixos salários. O Estado não poderia apenas assistir àquela situação,
agora era indispensável a sua presença para regular, mesmo que de forma mínima,
as relações de trabalho.
A propriedade privada é um direito
natural que o Estado não pode suprimir. Ao Estado compete zelar para que as
relações de trabalho sejam reguladas segundo a justiça e a eqüidade. A
Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de pequeno número ao lado da
indigência da multidão. Nela se apontou o dever do Estado de zelar pela
harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a protejam da injustiça,
conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do sacerdote impressionou
todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos governantes pelas classes
trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos direitos individuais em
benefício dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande
influência em todos os ramos da sociedade, o que até hoje exerce em menor
escala, os governantes se viam cada vez mais pressionados a legislar em favor
dos trabalhadores, dando origem ao que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e
da justiça no trabalho para que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e
boas relações pessoais e trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas
pois haverá menos exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também
através da justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos
tempos de hoje precisamos de eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade,
de boa distribuição de renda e de boas relações econômicas estruturadas na
eqüidade e na justiça, bases de uma sociedade justa e solidária, fraterna e
humana, civilizada, ou seja, sem escravidão e sem castigo para aqueles que
produzem pouco porque são escravos no trabalho, na saúde e na escola ou
universidade. Para combatermos a escravidão precisamos da eqüidade e da
justiça.
CAP. 4
Hoje
em Londrina temos os trabalhadores escravos e os trabalhadores assalariados:
Os
trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia,
pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem
história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da
UEL e do Estado.
Os
trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores, comunicadores,
torturadores, castigadores, violentadores, abusadores, exploradores, falsos e
mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da saúde, professores,
atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes punidores e castigadores
daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como
sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A
internet nos explica que: ¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos
doentes! Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e
escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet: ¨A expressão
escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra
ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a
expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são
forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência
física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de
trabalho são acobertadas pela expressão
trabalhos forçados, embora quase
sempre impliquem o uso de violência.
De
acordo com o relatório da OIT de 2001, o trabalho forçado no mundo tem duas
características em comum: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil,
o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de
liberdade. Além de o trabalhador ficar atrelado a uma dívida, tem seus
documentos retidos e, nas áreas rurais, normalmente fica em local
geograficamente isolado. Nota-se que o conceito de trabalho escravo é universal
e todo mundo sabe o que é escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não tem
rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há três projetos tramitando no
Congresso Nacional do Brasil para reduzir o conceito de trabalho escravo.
Hoje, são quatro elementos que
podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por
dívida, condições degradantes (trabalho sem dignidade alguma, que põe em rico a
saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao
completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em
risco sua vida).
A bancada ruralista quer retirar as
condições degradantes e a jornada exaustiva. Dizem que é difícil conceituar o
que sejam esses elementos isso, o que gera “insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos
que escravos se revoltam contra seus donos em algum momento, ou eles lutam,
roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto aconteceu comigo na
UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou castigado
violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da UEL, das
suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de tentarem me
matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante
da História do Brasil e dos Mass Mídia fica importante ressaltar que ficou
sobressaída a História da Escravidão em Londrina e no Brasil através da
influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia com sua influência e poder até para sacrificar o povo e alienar
a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus vigiados e aprisionados e
aqueles que são seus funcionários e não conhecem a verdade. A Verdade é que a
escravidão virou moda, virou Programa de Televisão, virou estilo de vida e
norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais do Brasil e talvez do
mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar o nosso sofrimento e
sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais, filosóficas e econômicas,
trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns Mass Mídia tentam voltar a
ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo através do Brasil. Que se faça
a Justiça se há vergonha mental, comportamental, espiritual e social,
profissional, e moral.
CAP. 10
Depois de toda a história da
escravidão no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil imaginar que ainda exista
esse tipo de prática. Mas a realidade é que ainda existe, porém de maneira
“disfarçada”. Claro que a quantidade não se compara à escravidão do século XVI
ao XVIII, mas não é uma situação aceitável, principalmente em pleno século XXI.
Hoje a maneira de adquirir
mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde o patrão faz falsas
promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores terão. Chegam de
maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo colocam os empregados
em difíceis situações sem a possibilidade de se desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um
Mass Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda
nesse sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente pegam pessoas de
regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para “conquistarem”,
oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No
caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de liberdade e de saúde, de
intimidade e de privacidade através do contrato da telepatia. Não se importaram
com minha saúde e nem com minha dignidade e intimidade e privacidade e nem com
a da cidade de Londrina e da Humanidade e depois tentaram jogar a culpa em mim
inventando um paranormal que me perseguia a vários anos na UEL.
Aos que tentam ir embora, não há
como, pois os patrões alegam que o trabalhador possui dívidas, e que não pode
ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar lá, mais terá que pagar. Ou
seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas ameaças, e se tentam fugir, podem ser vítimas de surras e humilhações. E
não existem maneiras de pedir ajuda, pois normalmente as propriedades são
distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter dívidas
na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos fazendeiros para escapar da
fiscalização, criam locais apropriados para alojamento, mas não deixam os
trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar um local para ficar, seja no
meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito vulneráveis a adquirir
vários tipos de doenças, e quando
adoecem, tornam-se um peso para os patrões, que não tomam nenhuma providência,
pois o que não falta é mão-de-obra disponível, assim muitos acabam falecendo
pela falta de medicamentos e tratamentos.
Também
criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter minhas doenças aqui em
Londrina em casa mesmo, isolado, junto de autoridades, adoecendo continuamente
e sem direitos plenos a saúde e a vida.
A alimentação é descontada da
“remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se escravizar: “Quer comer?
Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente quando fornecida, a comida
é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não recebem direitos básicos como
férias, adicional noturno e seguro desemprego. A água é suja, e os
trabalhadores necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as roupas. As jornadas de
trabalho são em excesso, sem direito a folgas. Se tornam prisioneiros, sem
contar, que em meio a tudo isso, há também a exploração do trabalho
infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual,
profissional e artística.
No Brasil, estima-se cerca de 30
mil pessoas que vivem em condições do trabalho escravo, e o Pará é a região que
mais possui esse tipo de prática, em média 70% do total. Muitos conseguiram se
libertar por serem localizados através da fiscalização, portanto é necessário
uma fiscalização ainda mais ativa e rigorosa, pois são milhares os que ainda se
encontram em tal situação desumana.
Não sei quando e nem se serei
libertado da escravidão e nem se minha família e os outros escravizados comigo
será um dia libertados da escravidão... eu rezo por esse dia todos os dias.
CAP. 11
Conforme amplamente demonstrado, infelizmente,
ainda persiste no mundo atual o trabalho escravo, que atualmente é conhecido
como trabalho análogo à escravidão ou trabalho escravo contemporâneo.
Assim, o Direito do Trabalho deve
ser um instrumento para o combate dessa prática delituosa e ilegal, já que, por
meio de sua evolução e com o passar do tempo, passou a
prever normas mais atuais, como as
que fazem menção à Erradicação do Trabalho Escravo e Práticas Discriminatórias,
especificando ainda mais o âmbito de atuação e aplicação do direito, como a
Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a portaria 540/04.
Com o amparo da Constituição
Federal de 1988, todos os órgãos fiscalizadores deverão buscar, conjuntamente,
o cumprimento da lei, bem como a observância dos preceitos e
pressupostos referentes ao respeito
à dignidade humana, ou seja, considerando o trabalhador, individualmente,
primeiramente como pessoa. É por meio dessa fórmula que
ocorrerá o início de combate a esse
exercício ilegal, ainda presente em nosso cotidiano brasileiro.
Além do mais, é extremamente
necessário que as autoridades, juntamente com a Sociedade como um todo, se
mostrem ativas à erradicação desse tipo de trabalho, que
não pode mais ser aceito nos dias
de hoje.
Como citado anteriormente, além das
normas nacionais, deve-se também destacar aquelas legislações provenientes da
Organização Internacional do Trabalho que, por meio da promoção de Convenções,
logrou chamar atenção do mundo para o tema.
Os principais assuntos que foram
destacados por essas manifestações foram acerca da luta contra o trabalho
infantil e a erradicação do trabalho escravo. Com esse destaque, há
grande contribuição para o
entendimento normativo no Brasil, tocando na questão de forma mais incisiva e
inovando as decisões da Justiça Brasileira sobre o tema.
Após a efetiva adesão às duas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil mostrou que
poderia ir além, para se manifestar de maneira mais enérgica acerca do tema e
combate-lo.
Promoveu, então, a aplicação do
artigo 149 do Código Penal.
Nesse sentido, é evidente que o
crime do trabalho escravo, ou análogo à escravidão ou à escravidão
contemporânea viola os direitos humanos, por diminuir o ser humano enquanto
pessoa, limitando e restringindo sua liberdade. E, merece e necessita ser
duramente combatido por todos nós e por todos os órgãos governamentais.
Entretanto, a sociedade deve estar
atenta a classificação, pelas autoridades trabalhistas como trabalho escravo ou
análogo à escravidão. Isso porque, se tem visto que, muitas
vezes se atribui essa
característica a situações onde o que se vê são violações às normas
trabalhistas que não se confundem com condições análogas à escravidão.
Isso porque, na verdade, o
Judiciário e/ou os órgãos fiscalizadores acabam elas tecendo 01/07/2015 O
Trabalho Escravo Contemporâneo Migalhas de Peso as interpretações e conceitos
relacionados ao trabalho escravo, desvirtuando o assunto e banalizando sua
efetiva ocorrência. Quando isso ocorre, o que se vê é que, tanto os órgãos
fiscalizadores, como o Judiciário acabam, eles também, praticando vários
excessos e penalizando injustamente
as empresas, que tem o seu nome vinculado ao trabalho escravo contemporâneo,
quando, na verdade, cometeram irregularidades administrativas cujas penas já
estão devidamente previstas na legislação.
Ou seja, o que se tem observado em
determinadas situações é apenas e tão somente o reiterado descumprimento de
determinadas normas trabalhistas, ou ainda, há
cumprimento da norma, mas não de
forma integral ou rígida e, mesmo assim, a situação é taxada como trabalho em
condições análogas a escravidão. Um exemplo clássico é
quando as autoridades trabalhistas
entendem como sendo condição análoga a de escravidão expor o trabalhador a
jornadas excessivas de trabalho. Como não há uma
efetiva definição do que seria
jornada excessiva, acaba se entendo que eventual labor diário de dez horas que
tem previsão legal é considerado
condição análoga a
escravidão.
Até mesmo questões burocráticas
estão sendo consideradas como submissão do trabalhador à condição análoga a de
escravo.
Não estamos aqui defendendo as
irregularidades eventualmente praticadas pelas empresas. Muito pelo contrário.
Entendemos que as empresas devem cumprir a
legislação e se não o fizerem devem
ser autuadas, investigadas e punidas. Porém, os excessos nas interpretações da
lei não podem ser cometidos, sob pena de se desvirtuar e
banalizar o conceito de condições
de trabalho análogas e se fomentar uma indústria de ações como ocorreu com o
dano moral (individual e coletivo).
Assim
sabemos que no Caso Osny Mattanó Júnior primeiro houveram erros burocráticos
que levaram esse funcionário a trabalhar por duas semanas sem remuneração e nem
reconhecimento legal em sua Carteira de Trabalho e documentação na UEL/CRH até
mesmo havendo destruição de documentos e de provas para eventuais processos
administrativos, civis e criminais contra a UEL
e o Estado do Paraná por te-lo exposto ao perigo de contato de doenças
que poderiam leva-lo ao óbito ou a outras enfermidades, também não foi indenizado
e nem feita a retratação a seus pais, na época ele tinha 15 anos de idade, era
menor. Este problema o levou a outros problemas no trabalho tão piores quanto o
primeiro, inclusive com sinais de escravidão pois teve que trabalhar doente e
incapaz entre 1993 e 1997 e até mesmo tentando suicídio desde 1993 em sua casa
por causa da UEL/Clínica Psicológica e o caso da violação do sigilo terapêutico
e no trabalho em 1997 em virtude de tantos erros e problemas acumulados que se
tornaram insuportáveis e o levaram a tentar definitivamente a morte no local de
trabalho. Desde 1989 que Osny Mattanó Júnior pensava na morte no local de
trabalho por causa do funcionário do CLCH, Brás, que tentava insistentemente
estupra-lo no ambiente de trabalho com a
ajuda de outros funcionários, ou, ocorriam pensamentos de matar ou de se
matar em meio a escravidão ou o direito de não ter direito a indenizações desde
1988. Esta é a minha história de escravo
até agora...
CAP. FINAL
Hoje
não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois nestes anos também havia
problemas políticos, guerras,
insegurança, doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de educação, desemprego,
desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da saúde e da assistência
do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de renda, falta de
saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha um papel muito
difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda Direitos
Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que havia
cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para sua
época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos
esconder nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e maquiada
para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso mundo de
hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através
da família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de julho de 2015.
As descobertas
da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte
das suas histórias e da própria escravidão até hoje associadas a liberdade
configuram o trabalho que gera economia, bens e serviços, também globalização
do consumo, do comércio, da tecnologia, da informação, do mercado, da liberdade,
e está nos ritos e na Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis segundo
eu mesmo, está na configuração, no todo, na forma, na Gestalt, na morfologia
das coisas, depende dos princípios da organização perceptiva e dos princípios
gestaltistas da aprendizagem. Ele, o trabalho depende da adaptação que gera a economia,
bens e serviços como a globalização, depende de como e do que fazemos com as
gestalts das descobertas da vida diante os nossos rituais e as Trajetórias da
Vida, dos Monstros e dos Heróis que aparecem no que percebemos e no que
ocultamos de acordo com a nossa curiosidade associada às necessidades humanas
como as fisiológicas, de garantia e de libertação, de pertinência e de amor e
de realização. As descobertas da vida ligadas a liberdade e os seus rituais fazem
a nossa curiosidade que faz parte do
processo que modela a forma ou a configuração associadas as nossas
necessidades; assim a fome, a sede, e o sexo se transformam como formas, pelo
insight, por exemplo, ou em coisas que nos trazem felicidade como a
religiosidade e a tecnologia. A curiosidade, saber o porquê, está sob efeito da
organização perceptiva e da aprendizagem. A curiosidade pelo insight traz
formas de transcendência que se configuram pela Educação da gestalt pela
memória, ou seja , pela adaptação oriundas das descobertas da vida que promovem
a atividade, o trabalho, a economia, e a globalização, promovem a descoberta e
a imersão em ritos e na Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
A
organização perceptiva se dá pela Proximidade,
nossa percepção obedece uma tendência de formar uma unidade entre as partes que
estão próximas; Continuidade, nossa
percepção obedece uma direção vinculando
elementos de modo que eles pareçam contínuos, fluindo numa direção; Semelhança, nossa percepção tende a ver
partes semelhantes como se formassem um grupo; Complementação, nossa percepção tende a completar lacunas e
preencher figuras incompletas; Simplicidade,
nossa percepção tende a ver uma figura tão boa quanto possível, é a ¨boa
forma¨, simétrica, simples e estável, não podendo se tornar mais simples ou
mais ordenada; Figura/Fundo, nossa
percepção tende a organizar o objeto observado (a figura) e se destacar do seu
fundo (o fundo, segundo plano ao qual se destaca).
Os princípios da
aprendizagem segundo os gestaltistas são a Introvisão
ou insight, apreensão ou compreensão aparentemente espontânea e imediata
das relações; Pensamento produtivo,
onde não há repetição pois ela leva a um mecanicismo e não a criatividade e
produtividade; Princípio do isomorfismo,
o córtex cerebral é um sistema dinâmico em que elementos ativos interagem num
dado momento, o cérebro é incapaz de organizar ou modificar ativamente os
elementos sensoriais que recebe, e a percepção é idêntica (iso) em forma
(morfo) àquilo que representa.
Somos incapazes de fugirmos
da adaptação, a adaptação influencia nossa liberdade, influencia o trabalho, a
economia, os bens e serviços e a globalização, inclusive a humilhação e o
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje que por sua vez ligada aos fenômenos dos estímulos
configuram descobertas como os rituais de iniciação e de passagem, e também a
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, pois ela obedece à organização perceptiva e a
aprendizagem de acordo com os gestaltistas, nosso cérebro é incapaz de
modificar ou organizar ativamente os elementos sensoriais que recebe e responde
de acordo com a organização da nossa percepção, ela é a falta e o querer em
meio às necessidades de nossos organismos incompletos, porém completos pela
morfologia ou totalidade da percepção decente ou indecente. A adaptação produz
memória que por sua vez faz parte dos processos da adaptação, ela, a memória, é
adaptação. A adaptação gera gestalts sobre os fenômenos das descobertas da vida,
da Trajetória da Vida, dos Monstros e
dos Heróis e em seus rituais.
Nossos
Monstros segundo minhas contribuições estão nos rituais que estão na forma, na
configuração ou morfologia das coisas, no como de configura nossos processos
oriundos da liberdade, portanto dependem da organização perceptiva e da
aprendizagem, dependem de nossas descobertas e de como lidamos com elas,
inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas
histórias e da própria escravidão até hoje. Os Monstros podem estar no que
percebemos e no que ocultamos no trabalho gerando economia e Monstros
econômicos que ¨são do bem¨ e outros que ¨são do mal¨. Eles nos revelam a nossa
natureza ancestral e primitiva do sofrimento posto como linguagem, Cruz, fardo e demônios persecutórios que se revelam
quanto mais fundo fomos em nós mesmos, em nossas aventuras em nossos oceanos e
cavernas subterrâneas.
A Gestalt dos Monstros são os Monstros da
curiosidade humana e da liberdade quando pela Gestalt tenta determinar a
totalidade da natureza da configuração do objeto efeito da curiosidade. A
curiosidade está sob efeito da organização perceptiva e dos princípios
gestaltistas da aprendizagem. A curiosidade conduz o ser humano a mergulhar e
ter acesso aos seus Monstros do e no trabalho, inclusive na humilhação e no
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje que gera economia, bens e serviços, globalização da
economia, do consumo, do comércio, da tecnologia, da informação, da liberdade,
produzidos pela nossa deficiência biológica, psicológica, sociológica,
filosófica e/ou espiritual formando formas de Monstros persecutórios ou
não-persecutórios mas que causam aflição, medo, pavor, pânico, ódio,
agressividade, inveja, estresse, depressão, esquizofrenia, fobias, falsos
medos, imaginação desviante, mortes, guerras e horrores, compulsões, manias,
histerias, hipocôndrias, raiva, auto-destruição, destruição dos outros,
destruição de saberes, aquisição e construção de saberes e sabedorias,
ciências, escolas de pensamento, etc.. Nossos Monstros dependem de nossa
memória, de nossa adaptação, dependem de nossas descobertas da vida, da
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis e de seus rituais.
Nossos
Monstros expressam gestalts, configurações ou formas que estão sob efeito da
organização perceptiva e da aprendizagem que se apresentam também em rituais para
o nosso bem se nos aperfeiçoarmos nos valores humanos e pautados na Educação
que vence tudo, vence ódio, guerras, violência, destruição, medo, humilhação,
vergonha, temor, qualquer perigo ou ameaça, a Educação constrói o homem e o
verdadeiro homem constrói a humanidade e a vida, a sociedade e a paz na Terra,
construímos assim a nossa liberdade! A Educação é feita pela memória, ou seja,
pela adaptação, pela liberdade! A Educação se dá pelas gestalts dos fenômenos
das descobertas da vida. Dentre as descobertas da vida estão o trabalho, a
economia, os bens e serviços, o trabalhador, o mercado, a globalização da
economia, do consumo, do comércio, da informação, da liberdade, do trabalho, da
tecnologia, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas,
parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje.
As
descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje podem formar
gestalts de liberdade? A liberdade leva ao trabalho e o trabalho a economia que
formam a Educação, a Educação hoje que leva a adaptação mas não somente a
Educação pois a adaptação é constituída de natureza fisiológica, morfológica e
comportamental (esta implica em forma, configuração ou gestalt), a adaptação
permite a transcendência, a transcendência evocada em rituais de Vida, Monstros
e Heróis, que por sua vez originou-se da miséria, da caridade e do trabalho que
renderam e rendem até hoje abuso, exploração, violências, crimes e guerras,
niilismo e paralisias, holocaustos e catástrofes, a adaptação comportamental ou
gestalt que é a transcendência também leva a Educação, ao Amor Divino e ao
sentimento de renascimento, o eterno retorno, a figura e o fundo! A Educação é
construída a partir da aprendizagem pela adaptação pelos processos da ¨memória¨
ou da adaptação que nos auxiliarão em nossos meios de gestalt e transcendência
para um mundo mais justo e solidário, igual e humano, seja no âmbito Universal,
Biológico, Psicológico, Sociológico, Químico, Físico, Filosófico e/ou Espiritual
através do Construtivismo Físico Mattanoniano ou do Desconstrutivismo Físico
Mattanoniano, Teorias de Osny Mattanó Júnior sobre a continuidade e o fim da
vida e do Universo. Pelo Construtivismo Físico Mattanoniano a Vida e o Universo
jamais deixarão de existirem. Pelo Descontrutivismo Físico Mattanoniano a Vida
e o Universo deixarão de existirem seja pela Adaptação por meio de outros
¨big-bangs¨ ou por outros meios como por ação de Deus ou outros meios ainda não
descobertos ou ainda não pensados, existindo no fim somente Deus e o Reino de
Deus e nada mais!
Precisamos incentivar o processo
produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente, devemos nos
entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação
cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das
descobertas de nossos antepassados. Precisamos compreender os rituais do
passado para entendermos os do presente e prepararmos os do futuro pautados
indiscutivelmente nas descobertas da vida, da Trajetória da Vida, dos Monstros
e dos Heróis.
Amanhã seremos
os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e
agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar
com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
A Evolução
filogenética é um processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução
ontogenética é mista e tende mais para ser destrutiva em nossos tempos; a
Evolução cultural é mista e mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual
também é um processo crescente e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos
falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução continua e não há como
impedi-la, ela caminha sem pressa e alcança seus objetivos: a vida; a
destrutividade; a ordem social; e a vida e a paz.
A
Evolução não depende do trabalho e nem da economia ou da globalização mas pode
continuar seu caminho com ajuda do trabalho, da economia e da globalização para
crescermos filogeneticamente, ontogeneticamente e culturalmente, espiritualmente,
pela vida e pelo universo, de acordo com o princípios da Educação!
A
Evolução depende e favorece a vida e assim a Trajetória da Vida, dos Monstros e
dos Heróis. Nossos Heróis percorrem um caminho, uma trajetória:
- A concepção e o herói
- O chamado pode ser recusado
- As forças se unem para o bem-aventurado
- A travessia: se consumir
- Ser engolido e consumido
- O caminho obtuso
- O encontro com a deusa
- A mulher como tentação
- A relação com o pai
- A apoteose
- A última graça
- A difícil volta
- A magia nas decisões
- O resgate sobrenatural
- Os limites da volta
- Agora são dois mundos
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
Depois da
concepção e de toda a Vida e enfrentamento dos Monstros nosso
Herói encontra a liberdade para se
viver e ensinar a viver como numa gestalt da Vida, inclusive a humilhação e o
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje!
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 21 de junho de 2016.
2. Behaviorismo
HUMILHAÇÃO E CASTIGO: PARTE DA
HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES (2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
¨Quando
eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo também, e quando eu rezo para o
povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny Mattanó Júnior
IMAGENS DE ESCRAVOS.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos em suas lutas contra seus Escravos e
Monstros esperando pelos seus Heróis em suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos um grupo de trabalhadores escravos reunidos com seus Monstros e
Escravos, suas perdas e dores, a espera de Heróis para liberta-los em suas
Trajetórias de Vida, esses Heróis pode estar dentro deles como podem vir do
mundo exterior.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com as condições a que estão
submetidos com seus Escravos e Monstros a espera de Heróis que os libertem em
suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando com seus Escravos e Monstros, suas
representações a respeito da escravidão, a espera da liberdade anunciada por
algum Heróis em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com a desumanização e o excesso de
trabalho e esforço a que estão submetidos na Escravidão com seus Escravos e
Monstros a espera de Heróis que os libertem em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos aprisionados e acorrentados para não
fugirem do cativeiro que os detém presos com seus Escravos, Monstros a espera
de Heróis que podem vir de dentro deles ou de suas relações ou do mundo para
salva-los e liberta-los em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando aprisionados em sua Escravidão, com seus
Monstros e a procura e espera de Heróis que anunciem suas libertações ou os
libertem da escravidão para que mudem suas Trajetórias da Vida.
Notamos
que a escravidão empobrece a liberdade e a dignidade do ser humano, aprisiona-o
no medo e na desesperança, lançando-o as sombras dos Heróis que tornam-se a
única fonte de libertação e de liberdade nesse caso.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 20 de junho de 2016.
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um
homem ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro designado
por escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da força e da
obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos, os escravos
eram legalmente tidos como uma mercadoria. Os valores variavam conforme as condições
físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as
sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista
que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia conceder
a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram
propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha
poder sobre eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual
pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade
também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e
canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e
de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da
Ásia.
Contudo
a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho
na Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo
de grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a
escravidão!
A
escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde fora usado como rato
de laboratório pela maioria de seus colegas de Universidade e como objeto de
escárnio e exploração sexual pelos colegas de trabalho e Universidade, mais um
rato criado nos laboratórios da Universidade para o Brasil e para o mundo. Um
rato que vive encarcerado sem liberdade, sem vida normal, sem liberdade, sem
Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e tratado como um rato, um rato
doente e escravo no seu trabalho, dos seus profissionais da saúde e na vida
acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também dos Mass Mídia a partir de 1995,
coisa que o fez enlouquecer e perder toda a saúde-mental em 1999 levando-o a
loucura e alienação e assim o sacrificaram em sua escravidão até o fim de sua
vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será libertado, morrerá como um escravo por
culpa dos alienadores! E com Osny morreram, morrem e morrerão muitos outros
alienados por culpa dos alienadores que pioraram a vida mental dele na
Universidade a partir de 1988. Osny mudou muito a partir de 1988, ficou
agressivo, fechado, nervoso, com medo, pensando em roubar e quebrar
equipamentos no trabalho, em matar e bater, em lutar se preciso se tentassem
estuprá-lo no trabalho, em morrer, no fim do dia, em ir para casa, em ir para o
colégio, etc., Osny passou por horas de horror nas mãos de estupradores no
passado e agora tudo se repetia, era cruel e horrendo, muito difícil e hoje em
dia isso se repete a todo momento entre 1999 e 2015 e acontece com toda minha
família, ver minha mãe em trajes íntimos ou outra pessoa e saber que há outra
pessoa observando isto, que há talvez um Político se aproveitando disto é muito
revoltante, que há talvez um Atleta tentando nos prejudicar a vida e a saúde ou
o patrimônio também é muito revoltante, que há um empresário e trabalhador,
artista se aproveitando disto para enriquecer e enlouquecer a população é muito
triste e difícil, é revoltante! Deus há de fazer Justiça! Eu e minha família,
somos escravos, não estamos livres! Somos escravos porque não produzimos o
suficiente ou porque produzimos pouco onde trabalhamos, estudamos e tratamos
nossa saúde! Somos castigados o dia todo
desde 1995! Já são mais de 20 anos de escravidão! Deus está nos favorecendo
com Graças Abundantes, com riquezas espirituais da esposa do Divino Espírito
Santo, da Virgem Maria, com a Paz que só é possível a um escravo e a sua
família escrava se eles todos crêem em Deus e em Nossa Senhora! Os mistérios da
vida e da escravidão estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma
das práticas da economia que prevaleciam no Brasil colônia era a plantação de
cana-de-açúcar e os engenhos que serviam para processar o açúcar. Existiam
tipicamente duas formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho
escravo e o trabalho remunerado ou assalariado. O trabalho assalariado será o
tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas,
cozinha, casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a
concepção de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade
açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a casa-grande (habitação do senhor
de engenho), a capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos
detalhar os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era
administrar o engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício
bastante importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de
beneficiamento do açúcar.
Existia também o ofício de
banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro
trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos
era o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro e prata para comercialização; e
a de ferreiros, que produziam objetos de ferro, essenciais para a resistência e
a movimentação das maquinarias dos engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias
de madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função, uma vez
que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro,
que produzia e consertava os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e
outros produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos
importantes nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava
moradias; o de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de
pescador, que pescava principalmente nos dias santos, quando não se alimentavam
de carne vermelha.
Dentro dessa hierarquia de ofícios,
os que recebiam melhores salários eram os feitores-mor e os especialistas no
beneficiamento e processamento da cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de
açúcar (mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor
recebia o melhor salário e os mais baixos salários eram dos pescadores.
Geralmente, os salários dos trabalhadores assalariados (como os feitores-mor,
os mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros) eram pagos anualmente, já os
artesãos (ferreiros, carpinteiros, pedreiros etc.) recebiam seus salários por
dia ou por tarefa executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho,
Mestre em História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o
trabalho faz parte da natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o
homem trabalhava apenas para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que
ele e sua família fossem consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi
percebendo que podia se juntar com outros homens e viver em sociedade, de
maneira que cada um se especializaria em determinada tarefa, dando início a
certa organização social e divisão do trabalho, facilitando a vida de todos,
era o que se chamou de comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas
pequenas comunidades começaram a acumular determinado produto abundante na sua
região e utilizá-lo como moeda de troca com outras comunidades. Por
consequência, foram surgindo indivíduos que se destacavam frente aos outros que
começaram a comandar essas comunidades, tomando frente da organização e
negociação das riquezas produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito
primitiva ainda, o capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho
passou por várias situações, tais como a escravidão, que teve origem na Roma
antiga quando os guerreiros perceberam que era mais interessante explorar os
serviços dos derrotados nas guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri
Mascaro Nascimento (1996, p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador
simplesmente uma coisa sem possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de
direito. O escravo não tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o
Cristianismo, que dignificou o trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um
alto sentido de valorização, que ganha justa e inegável sublimação, com o
reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O
Cristianismo trouxe um novo conceito de dignidade humana ao pugnar pela
fraternidade entre os homens, condenando a acumulação de riquezas e a
exploração dos menos afortunados, algo como um embrião do Direito do Trabalho,
pois já trazia alguns conceitos que seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram
revolucionários pra a época, tendo em vista o fato de que os gregos e romanos,
dominantes na época, eram favoráveis a escravidão e contrários aos princípios
da dignidade do trabalho e das ocupações. A Igreja passou a exercer grande
influência civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as
virtudes.
A verdade cristã foi ainda
determinante para mudar o pensamento lógico que se tinha na época sobre a
escravidão entre os homens, pois criou um conceito de que o trabalho era um
meio de elevação do homem a uma posição de dignidade, o diferenciando dos
demais animais.
Porém, há consenso doutrinário de
que a formalização dos direitos dos empregados e empregadores nas relações
laborais privadas, o que se conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e
produto dos novos modelos de relações existentes na sociedade durante a
revolução industrial, ocorrida primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio Ferraz[2], a Revolução
Industrial:
“Foi um fenômeno de mecanização dos
meios de produção. Consistiu num movimento de mudança econômica, social, política
e cultural. O trabalho artesanal foi substituído pelas máquinas, que passaram a
produzir em grande quantidade, aquilo que antes era fabricado em pequenas
quantidades. A Revolução Industrial representa o momento decisivo da vitória do
capitalismo. Houve a substituição do trabalho escravo, servil e corporativo
pelo trabalho assalariado em larga escala. A manufatura cedeu lugar à fábrica.
Foi na Inglaterra, antes de qualquer outra região, que surgiram as primeiras
máquinas, as primeiras fábricas e os primeiros operários.
Antes da indústria, não apenas os
nobres não trabalhavam de fato, como até os operários e os escravos se
limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por dia. Os camponeses
ficavam inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por volta do fim do
século XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses e artesãos se
transformaram em trabalhadores "subordinados", os tempos e os lugares
de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas das regras empresariais
e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava de uma engrenagem. O
trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou a ser um esforço
cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para sua mente. Quando
existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não existia, reduzia os
trabalhadores a desocupados e estes a "sub-proletariado": trapos ao
vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz
que anteriormente à citada revolução o trabalho era regrado pela natureza,
fazendo com que os camponeses não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas
diárias, além de ficarem por meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou
a ser regrado única e exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando
lucro máximo, fazendo com que os trabalhadores se submetessem a jornadas
desumanas, trazendo muitos males para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas
descobertas na ciência, principalmente
de máquinas para facilitar a vida do homem, que também vieram a
contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri Mascaro
Nascimento, temos:
“A principal causa econômica foi a
Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de transformações decorrentes da
descoberta do vapor como fonte de energia e de sua aplicação nas fábricas e
meios de transportes. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a
substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho
assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à
fábrica e, mais tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge
uma nova ideologia, tanto cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta
ideologia é a que melhor expressa as aspirações da nova ordem burguesa.
Liberdade de empresa, liberdade de contrato e liberdade individual são os
objetos. A não intervenção do Estado na esfera econômica e social é uma das
principais características do liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o
homem, em conjunto com suas virtudes, foi eleito como responsável pelo
progresso material e técnico e pelo fato de que a liberdade de viver e pensar
fosse o lema desse novo caminho, de maneira que o se humano teria liberdade
para alcançar seus objetivos. A liberdade surgiu como uma afronta ao
Absolutismo Monárquico. Os pensadores atacavam duramente as instituições do
Antigo Regime. O Mercantilismo, que imperava antes do liberalismo, pregava a
intervenção do Estado. As novas idéias opunham-se verticalmente à intervenção,
sugerindo que a economia se faz por si mesmo, de maneira a rejeitar o Direito
Divino dos Reis e a Religião do Estado. Pregaram a separação dos poderes e a
insurreição. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke,
Montesquieu e Voltaire, entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas
por todos esses pensadores, porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior
teórico dessa nova economia impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade
industrial marcada pela mecanização. Foi decretada, definitivamente, a
superioridade da indústria sobre a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra
a renda, da moeda sobre a troca, do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova
classe industrial pode sistematizar seus interesses, na forma de teoria
“científica”. A burguesia já possuía força suficiente pra fazer com que representantes
políticos defendessem seus interesses na prática política, já entrando nos
aparelhos do Estado. Porém, com essa sistematização, achou uma forma de
legitimar a imposição de seus interesses visando à expansão em busca de novos
mercados para suas fábricas.
Muitas críticas foram feitas
diretamente na base ideológica desse novo projeto de sociedade, norteado pelo
direito natural e pela liberdade, indo de encontro à qualquer forma de vantagem
que não fosse em consequência da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa
nova sociedade deveria se desprender da religião e do Estado. Pretendia-se
liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova forma de ver a
humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de maneira que
igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A igualdade
levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao Estado competia
somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria ser passivo, de
mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era
considerada talvez a maior forma de liberdade para o indivíduo. Todavia, o
operário não tinha como recusar trabalho, que muitas vezes se estendia a
jornadas de até quinze horas por uma quantia pífia, pois era a única maneira de
o operário conseguir algum sustento, mesmo que mínimo. Na prática, o operário
era cada vez mais dependente do empregador. Assim foi surgindo uma concepção de
direito contrária aos interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos
que ele não serve somente para as finalidades individuais, muito pelo
contrário, deveria ser dado realce ao interesse social, deixando o
individualismo em segundo plano. Cabia ao legislador medidas que garantissem
uma igualdade jurídica, que desaparecia diante da desigualdade econômica.
Feria-se a dignidade humana com essa opressão econômica.
Com o advento das indústrias, a
relação empregado-empregador se formava em detrimento da situação daquele que
se submetia às condições de trabalho desfavorável. Estas condições
desfavoráveis podem ser analisadas por três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto
fisiológico, que é muito importante, tendo em vista o fato de que cada
indivíduo tem o seu limite físico que interfere diretamente na sua
produtividade. Antes da regulamentação os trabalhadores se submetiam a jornadas
muito intensas e longas para produzir mais, o que acarretava sérios problemas
de saúde.
Foi então que começaram a surgir
reivindicações por jornadas de trabalho mais brandas, os fisiologistas estudaram
os efeitos da fadiga no corpo humano. O legislador se viu obrigado a
interferir, determinando a duração diária da jornada, descanso semanal, férias,
entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época
foi o moral, no sentido do respeito que se deve ter pela dignidade humana. O
homem necessita de um bom relacionamento social, que depende de sua vida
profissional, do desenvolvimento do seu intelecto e da participação na
sociedade. Não existia nenhum respeito por essa dignidade, pois os empregadores
só pensavam em “sugar” seus empregados, com a regulamentação das relações
trabalhistas houveram melhoras, porém nos dias atuais ainda há empresas que não
se preocupam com o bem estar dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico,
pois, além de ter de trabalhar por muitas horas seguidas, o trabalhador era
muito mal remunerado por isso. As leis trabalhistas vieram para mudar isso, o
que realmente ocorreu, hoje se tem uma série de garantias ao trabalhador, tais
como FGTS, férias remuneradas e verbas rescisórias no caso de demissão.
Justamente essa série de garantias que incomodam muito os empregadores, a ser
discutido posteriormente.
Com todas essas situações
incomodando muito os trabalhadores, começaram a aumentar as lutas e a
criminalidade, como em qualquer lugar onde haja concentração de massas e
exploração de classes. Foi então que a classe operária começou a reunir-se,
associar-se, para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários,
diminuição das jornadas excessivas e contra a exploração de menores e de
mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se revoltaram contra o
empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os
trabalhadores começaram a se unir e perceber que podiam lutar por
melhorias. Como se percebe nas palavras
de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas de classes – clamando
pela ação do Estado na regulação da vida econômica – provocam comoção social.
Assim, a sociedade começou a despertar para a necessidade do Estado
regulamentar as novas relações. A idéia de justiça social é cada vez mais
difundida como reação contra a questão social.
Provocavam-se greves, criavam-se
organizações proletárias, travavam-se choques violentos entre essas massas e as
forças policiais ainda movimentadas pela classe capitalista. Na política, a voz
dos trabalhadores já era ouvida nos parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia
começando a reconhecer a força e a importância da classe laboral. Os governos,
com a necessidade de manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a
fazerem, ainda que de forma tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os trabalhadores passaram a
reivindicar seus direitos através dos sindicatos. O direito de associação
passou a ser tolerado pelo Estado. Os governos, com a necessidade de manter a
tranqüilidade e a ordem, faziam concessões à medida que as reivindicações eram
apresentadas e reconheciam a importância do trabalho operário.
Começaram a ser tecidas normas no
próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam ao Estado. Algumas categorias
se auto regulamentavam, criando verdadeiras normas coletivas de trabalho. Os
esforços da burguesia em negar a legitimidade às organizações operárias foram
violentos. Tentaram mostrar que a existência de entidades operárias com poder
de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento dos estabelecimentos fabris,
mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da
classe operária, onde os governos começavam a ceder espaço às organizações dos
trabalhadores. Marx e Engels, com a publicação do conhecido Manifesto
Comunista, vieram a corroborar a tese operária, visando melhores condições em
todos os aspectos para as classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio
Ferraz[5], tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a publicação do Manifesto
Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma preocupação ainda maior com os
trabalhadores, pois a obra criticava as condições de trabalho da época e exigia
mudanças em benefício do mundo obreiro. O Manifesto teve grande relevância nas
lutas proletárias, do espírito de luta do proletariado contra o capitalismo.
Ajudou a despertar a consciência dos trabalhadores, a lutar pelos seus
direitos. Seu lema básico era: "Trabalhadores de todos os países,
uni-vos".
Karl Marx procurou estudar as
instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo se baseia na
exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a Revolução
como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o
Socialismo, derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes.
Pregava a união dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do
proletariado, para suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação
estatal dos bens de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O
ponto fundamental do programa do comunismo era a abolição da propriedade
privada burguesa, base da exploração capitalista. E se faria através da
Revolução Proletária.
Os socialistas pretendem substituir
a ordem social fundada na liberdade individual, na propriedade privada e na
liberdade contratual, por outra ordem, baseada no primado social, quando a
prosperidade e o controle dos meios de produção devem estar nas mãos do
Estado.”
Fica evidente a idéia
revolucionária no manifesto, buscando legitimação das aspirações trabalhistas.
Fundava-se na diminuição da liberdade individual, primando pelo interesse
social, onde o controle dos meios de produção deveriam ficar a cargo do Estado.
Pregava-se a implementação do Socialismo, largamente discutido no Século XX e
ainda nos dias atuais.
Karl Marx, citado por Fábio
Ferraz[6], afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na
pele dos trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses operários, que são obrigados
a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo
comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o
trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e com isso todo o
atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao
qual se pede apenas uma operação manual simplíssima, extremamente monótona e
facílima de aprender. (...) Operários concentrados em massa nas fábricas são
organizados militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a
vigilância de toda uma hierarquia de suboficiais e oficiais". O trabalho,
que deveria ser a mais alta expressão do homem, o reduz à mercadoria da
indústria capitalista, faz regredir cada trabalhador ao nível de classe
subalterna. O remédio está na eliminação da divisão entre produtores e
proprietários dos meios de produção. Só quando os trabalhadores se tiverem
apropriado das fábricas terminará a sua transformação em mercadoria. Para que
isso aconteça, é preciso que os proletários se reconheçam como portadores de
interesses comuns, unam-se a nível mundial, organizem-se em classe antagonista
e cumpram a sua revolução proletária, fundando uma nova sociedade finalmente
sem classes e sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa
idéia de melhores condições de trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII, publica a encíclica Rerum Novarum, que proclamou necessidade da união
entre as classes do capital e do trabalho. Foi considerada uma fase de
transição de um completo desregramento do trabalho para a justiça social,
traçando regras para a intervenção estatal na relação entre empregado e
empregador. O Papa dizia que "não pode haver capital sem trabalho, nem
trabalho sem capital".
Ferraz[7] diz em sua obra que o
Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre esteve ao lado dos
burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar a ação da
burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a tomar
partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no trecho abaixo:
“O trabalho deve ser considerado,
na teoria e na prática, não mercadoria, mas um modo de expressão direta da
pessoa humana. Sua remuneração não pode ser deixada à mercê do jogo automático
das leis de mercado, deve ser estabelecida segundo as normas de justiça e
eqüidade.
Falava das condições dos
trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos trabalhadores) mereceu
consideração. Condenou a exploração do empregado, a especulação com sua miséria
e os baixos salários. O Estado não poderia apenas assistir àquela situação,
agora era indispensável a sua presença para regular, mesmo que de forma mínima,
as relações de trabalho.
A propriedade privada é um direito
natural que o Estado não pode suprimir. Ao Estado compete zelar para que as
relações de trabalho sejam reguladas segundo a justiça e a eqüidade. A
Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de pequeno número ao lado da
indigência da multidão. Nela se apontou o dever do Estado de zelar pela
harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a protejam da injustiça,
conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do sacerdote impressionou
todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos governantes pelas classes
trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos direitos individuais em
benefício dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande
influência em todos os ramos da sociedade, o que até hoje exerce em menor
escala, os governantes se viam cada vez mais pressionados a legislar em favor
dos trabalhadores, dando origem ao que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e
da justiça no trabalho para que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e
boas relações pessoais e trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas
pois haverá menos exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também
através da justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos
tempos de hoje precisamos de eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade,
de boa distribuição de renda e de boas relações econômicas estruturadas na
eqüidade e na justiça, bases de uma sociedade justa e solidária, fraterna e
humana, civilizada, ou seja, sem escravidão e sem castigo para aqueles que
produzem pouco porque são escravos no trabalho, na saúde e na escola ou
universidade. Para combatermos a escravidão precisamos da eqüidade e da
justiça.
CAP. 4
Hoje
em Londrina temos os trabalhadores escravos e os trabalhadores assalariados:
Os
trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia,
pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem
história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da
UEL e do Estado.
Os
trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores, comunicadores,
torturadores, castigadores, violentadores, abusadores, exploradores, falsos e
mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da saúde, professores,
atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes punidores e castigadores
daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como
sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A
internet nos explica que: ¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos
doentes! Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e
escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet: ¨A expressão
escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra
ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a
expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são
forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência
física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de
trabalho são acobertadas pela expressão
trabalhos forçados, embora quase
sempre impliquem o uso de violência.
De
acordo com o relatório da OIT de 2001, o trabalho forçado no mundo tem duas
características em comum: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil,
o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de
liberdade. Além de o trabalhador ficar atrelado a uma dívida, tem seus
documentos retidos e, nas áreas rurais, normalmente fica em local
geograficamente isolado. Nota-se que o conceito de trabalho escravo é universal
e todo mundo sabe o que é escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não
tem rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há três projetos tramitando no
Congresso Nacional do Brasil para reduzir o conceito de trabalho escravo.
Hoje, são quatro elementos que
podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por
dívida, condições degradantes (trabalho sem dignidade alguma, que põe em rico a
saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao
completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em
risco sua vida).
A bancada ruralista quer retirar as
condições degradantes e a jornada exaustiva. Dizem que é difícil conceituar o
que sejam esses elementos isso, o que gera “insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos
que escravos se revoltam contra seus donos em algum momento, ou eles lutam,
roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto aconteceu comigo na
UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou castigado
violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da UEL, das
suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de tentarem me
matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante
da História do Brasil e dos Mass Mídia fica importante ressaltar que ficou
sobressaída a História da Escravidão em Londrina e no Brasil através da
influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia com sua influência e poder até para sacrificar o povo e alienar
a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus vigiados e aprisionados e
aqueles que são seus funcionários e não conhecem a verdade. A Verdade é que a
escravidão virou moda, virou Programa de Televisão, virou estilo de vida e
norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais do Brasil e talvez do
mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar o nosso sofrimento e
sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais, filosóficas e econômicas,
trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns Mass Mídia tentam voltar a
ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo através do Brasil. Que se faça
a Justiça se há vergonha mental, comportamental, espiritual e social,
profissional, e moral.
CAP. 10
Depois de toda a história da
escravidão no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil imaginar que ainda exista
esse tipo de prática. Mas a realidade é que ainda existe, porém de maneira
“disfarçada”. Claro que a quantidade não se compara à escravidão do século XVI
ao XVIII, mas não é uma situação aceitável, principalmente em pleno século XXI.
Hoje a maneira de adquirir
mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde o patrão faz falsas
promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores terão. Chegam de
maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo colocam os empregados
em difíceis situações sem a possibilidade de se desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um
Mass Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda
nesse sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente pegam pessoas de
regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para “conquistarem”,
oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No
caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de liberdade e de saúde, de
intimidade e de privacidade através do contrato da telepatia. Não se importaram
com minha saúde e nem com minha dignidade e intimidade e privacidade e nem com
a da cidade de Londrina e da Humanidade e depois tentaram jogar a culpa em mim
inventando um paranormal que me perseguia a vários anos na UEL.
Aos que tentam ir embora, não há
como, pois os patrões alegam que o trabalhador possui dívidas, e que não pode
ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar lá, mais terá que pagar. Ou
seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas ameaças, e se tentam fugir, podem ser vítimas de surras e humilhações. E
não existem maneiras de pedir ajuda, pois normalmente as propriedades são
distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter
dívidas na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos fazendeiros para escapar da
fiscalização, criam locais apropriados para alojamento, mas não deixam os
trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar um local para ficar, seja no
meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito vulneráveis a adquirir
vários tipos de doenças, e quando
adoecem, tornam-se um peso para os patrões, que não tomam nenhuma providência,
pois o que não falta é mão-de-obra disponível, assim muitos acabam falecendo
pela falta de medicamentos e tratamentos.
Também
criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter minhas doenças aqui em Londrina
em casa mesmo, isolado, junto de autoridades, adoecendo continuamente e sem
direitos plenos a saúde e a vida.
A alimentação é descontada da
“remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se escravizar: “Quer comer?
Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente quando fornecida, a comida
é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não recebem direitos básicos como
férias, adicional noturno e seguro desemprego. A água é suja, e os
trabalhadores necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as roupas. As jornadas de
trabalho são em excesso, sem direito a folgas. Se tornam prisioneiros, sem
contar, que em meio a tudo isso, há também a exploração do trabalho
infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual,
profissional e artística.
No Brasil, estima-se cerca de 30
mil pessoas que vivem em condições do trabalho escravo, e o Pará é a região que
mais possui esse tipo de prática, em média 70% do total. Muitos conseguiram se
libertar por serem localizados através da fiscalização, portanto é necessário
uma fiscalização ainda mais ativa e rigorosa, pois são milhares os que ainda se
encontram em tal situação desumana.
Não sei quando e nem se serei
libertado da escravidão e nem se minha família e os outros escravizados comigo
será um dia libertados da escravidão... eu rezo por esse dia todos os dias.
CAP. 11
Conforme amplamente demonstrado,
infelizmente, ainda persiste no mundo atual o trabalho escravo, que atualmente
é conhecido como trabalho análogo à escravidão ou trabalho escravo
contemporâneo.
Assim, o Direito do Trabalho deve
ser um instrumento para o combate dessa prática delituosa e ilegal, já que, por
meio de sua evolução e com o passar do tempo, passou a
prever normas mais atuais, como as
que fazem menção à Erradicação do Trabalho Escravo e Práticas Discriminatórias,
especificando ainda mais o âmbito de atuação e aplicação do direito, como a
Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a portaria 540/04.
Com o amparo da Constituição
Federal de 1988, todos os órgãos fiscalizadores deverão buscar, conjuntamente,
o cumprimento da lei, bem como a observância dos preceitos e
pressupostos referentes ao respeito
à dignidade humana, ou seja, considerando o trabalhador, individualmente,
primeiramente como pessoa. É por meio dessa fórmula que
ocorrerá o início de combate a esse
exercício ilegal, ainda presente em nosso cotidiano brasileiro.
Além do mais, é extremamente
necessário que as autoridades, juntamente com a Sociedade como um todo, se
mostrem ativas à erradicação desse tipo de trabalho, que
não pode mais ser aceito nos dias
de hoje.
Como citado anteriormente, além das
normas nacionais, deve-se também destacar aquelas legislações provenientes da
Organização Internacional do Trabalho que, por meio da promoção de Convenções,
logrou chamar atenção do mundo para o tema.
Os principais assuntos que foram
destacados por essas manifestações foram acerca da luta contra o trabalho
infantil e a erradicação do trabalho escravo. Com esse destaque, há
grande contribuição para o
entendimento normativo no Brasil, tocando na questão de forma mais incisiva e
inovando as decisões da Justiça Brasileira sobre o tema.
Após a efetiva adesão às duas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil mostrou que
poderia ir além, para se manifestar de maneira mais enérgica acerca do tema e
combate-lo.
Promoveu, então, a aplicação do
artigo 149 do Código Penal.
Nesse sentido, é evidente que o
crime do trabalho escravo, ou análogo à escravidão ou à escravidão contemporânea
viola os direitos humanos, por diminuir o ser humano enquanto pessoa, limitando
e restringindo sua liberdade. E, merece e necessita ser duramente combatido por
todos nós e por todos os órgãos governamentais.
Entretanto, a sociedade deve estar
atenta a classificação, pelas autoridades trabalhistas como trabalho escravo ou
análogo à escravidão. Isso porque, se tem visto que, muitas
vezes se atribui essa
característica a situações onde o que se vê são violações às normas
trabalhistas que não se confundem com condições análogas à escravidão.
Isso porque, na verdade, o
Judiciário e/ou os órgãos fiscalizadores acabam elas tecendo 01/07/2015 O
Trabalho Escravo Contemporâneo Migalhas de Peso as interpretações e conceitos
relacionados ao trabalho escravo, desvirtuando o assunto e banalizando sua
efetiva ocorrência. Quando isso ocorre, o que se vê é que, tanto os órgãos
fiscalizadores, como o Judiciário acabam, eles também, praticando vários
excessos e penalizando injustamente
as empresas, que tem o seu nome vinculado ao trabalho escravo contemporâneo,
quando, na verdade, cometeram irregularidades administrativas cujas penas já
estão devidamente previstas na legislação.
Ou seja, o que se tem observado em
determinadas situações é apenas e tão somente o reiterado descumprimento de
determinadas normas trabalhistas, ou ainda, há
cumprimento da norma, mas não de
forma integral ou rígida e, mesmo assim, a situação é taxada como trabalho em
condições análogas a escravidão. Um exemplo clássico é
quando as autoridades trabalhistas
entendem como sendo condição análoga a de escravidão expor o trabalhador a
jornadas excessivas de trabalho. Como não há uma
efetiva definição do que seria
jornada excessiva, acaba se entendo que eventual labor diário de dez horas que
tem previsão legal é considerado
condição análoga a
escravidão.
Até mesmo questões burocráticas
estão sendo consideradas como submissão do trabalhador à condição análoga a de
escravo.
Não estamos aqui defendendo as
irregularidades eventualmente praticadas pelas empresas. Muito pelo contrário.
Entendemos que as empresas devem cumprir a
legislação e se não o fizerem devem
ser autuadas, investigadas e punidas. Porém, os excessos nas interpretações da
lei não podem ser cometidos, sob pena de se desvirtuar e
banalizar o conceito de condições
de trabalho análogas e se fomentar uma indústria de ações como ocorreu com o
dano moral (individual e coletivo).
Assim
sabemos que no Caso Osny Mattanó Júnior primeiro houveram erros burocráticos
que levaram esse funcionário a trabalhar por duas semanas sem remuneração e nem
reconhecimento legal em sua Carteira de Trabalho e documentação na UEL/CRH até
mesmo havendo destruição de documentos e de provas para eventuais processos
administrativos, civis e criminais contra a UEL
e o Estado do Paraná por te-lo exposto ao perigo de contato de doenças
que poderiam leva-lo ao óbito ou a outras enfermidades, também não foi
indenizado e nem feita a retratação a seus pais, na época ele tinha 15 anos de
idade, era menor. Este problema o levou a outros problemas no trabalho tão
piores quanto o primeiro, inclusive com sinais de escravidão pois teve que
trabalhar doente e incapaz entre 1993 e 1997 e até mesmo tentando suicídio
desde 1993 em sua casa por causa da UEL/Clínica Psicológica e o caso da violação
do sigilo terapêutico e no trabalho em 1997 em virtude de tantos erros e
problemas acumulados que se tornaram insuportáveis e o levaram a tentar
definitivamente a morte no local de trabalho. Desde 1989 que Osny Mattanó
Júnior pensava na morte no local de trabalho por causa do funcionário do CLCH,
Brás, que tentava insistentemente estupra-lo no ambiente de trabalho com a ajuda de outros funcionários, ou, ocorriam
pensamentos de matar ou de se matar em meio a escravidão ou o direito de não
ter direito a indenizações desde 1988.
Esta é a minha história de escravo até agora...
CAP. FINAL
Hoje
não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois nestes anos também havia
problemas políticos, guerras,
insegurança, doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de educação, desemprego,
desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da saúde e da
assistência do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de renda, falta
de saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha um papel
muito difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda Direitos
Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que havia
cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para sua
época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos
esconder nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e
maquiada para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso
mundo de hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através
da família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de julho de 2015.
Para o
Behaviorismo Mattanoniano as descobertas da vida, inclusive a
humilhação e o castigo que os
escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje
evocam a liberdade que evoca e estimula a adaptação que é comportamental,
fisiológica e/ou morfológica em tempos de trabalho e de ter que trabalhar para
que desejemos a economia e a paz, ou para que passemos do sofrimento ao
contentamento através de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis, é apenas questão de regra e de mudança contextual para esta regra para
um melhor padrão de vida daquele que sofre por causa de regras desadaptadas, já
a memória é comportamental e encoberta, faz parte das regras, da adaptação às
regras. Regras são contingências que especificam relações do tipo ¨se...,
então...¨, elas podem acabar fazendo com que o indivíduo generalize seus
comportamentos pois quem segue regras cegamente não consegue discriminá-las, o
que não permite uma relação satisfatória e de boa adaptação com o meio ambiente
gerando sofrimento para si mesmo e/ou para os outros. O sofrimento e o
sofrimento no e do trabalho que gera economia que também gera sofrimento é
causado em função da liberdade e das regras aprendidas por causa da liberdade.
O sofrimento é conseqüência das descobertas da vida e de seus processos
comportamentais encobertos como as emoções e os sentimentos. O sofrimento é
evocado em rituais com sua regras e com as regras da Trajetória da Vida, dos
Monstros e dos Heróis que se relacionam invariavelmente.
As
descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje evocam a liberdade
que estimula a adaptação às regras e leva a transcendência, ao trabalho e gera
a economia, os bens e os serviços e a globalização da informação, da
tecnologia, do consumo, da economia, do trabalho, da liberdade e aparece em
nossos comportamentos antes da mudança contextual deles por causa de nossas
regras reforçadas e associadas aos estímulos ligados as nossas necessidades
como a água, o alimento, o amor e a afeição, o ar, a atividade, a atividade
materna, o calor, o sexo e o sono, acrescento o traje limpo e em bom estado de
conservação, a higiene diária e o frio em ambientes onde há muito calor, e
finalmente o abrigo. As descobertas da vida evocam a liberdade e isto nos permite escolher mesmo
sendo nós produtos de esquemas de reforços, pois há liberdade através da linguagem
com o trocadilho e com o Enfoque Contextual seja também nos rituais ou na
Trajetória da Vida, dos Monstros ou dos Heróis, paradoxalmente há a
globalização da liberdade e da linguagem.
As
descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje evocam a liberdade que evoca e estimula os ritos da adaptação
às regras que evoca a transcendência, o trabalho, a economia, os bens e
serviços, a globalização, também a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis, a Trajetória dos Heróis apresenta as seguintes fases:
- A concepção e o herói
- O chamado pode ser recusado
- As forças se unem para o bem-aventurado
- A travessia: se consumir
- Ser engolido e consumido
- O caminho obtuso
- O encontro com a deusa
- A mulher como tentação
- A relação com o pai
- A apoteose
- A última graça
- A difícil volta
- A magia nas decisões
- O resgate sobrenatural
- Os limites da volta
- Agora são dois mundos
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
Ela, a Trajetória
dos Heróis, aparece em comportamentos encobertos e em comportamentos
manifestos, ela é aprendida através dos repertórios básicos de comportamento
como a imitação, a atenção, a discriminação e a ordem instrucional e promove
mudanças e constantes transformações no dia-a-dia de cada pessoa
diante de cada uma dessas necessidades já comentadas, pode assim ser saciada ou
privada, aumentada, ou aumentado o seu valor reforçador e de saciação através
dos eventos biológicos, fisiológicos, antecedentes, sociais, lingüísticos,
conseqüentes e de história de vida. As nossas descobertas da vida, inclusive a
humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje evocam aos comportamentos respondentes e
operantes da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, evocam a liberdade
que evoca e estimula a adaptação às regras e tem um limiar e também pode se de
acordo com a estimulação provocar a fadiga, fuga ou esquiva, pode ser extinta
ou condicionada com estímulos antecedentes que nada tinham a ver com ela. A
educação psicoterapêutica pode extinguir a adaptação não somente pela extinção,
mas também pela mudança contextual onde o indivíduo aprende a distanciar-se
dela mesmo com ela presente não provocando reações de desconforto ou de
sofrimento mas sempre se adaptando contextualmente melhorando sua saúde mental
e a sua adaptação ao trabalho e a economia, e a globalização. A mudança
contextual ensina a lidar com esses fenômenos comportamentais evitando a
propagação do sofrimento oriundo do processo de adaptação, entendida como
carência e escândalo ou até mesmo como mediocridade e violência, bullying
físico, sexual, moral, social, político, psicológico, espiritual, filosófico,
contra o organismo individual e social quando a violência é praticada contra um
determinado grupo de pessoas. A mudança contextual leva a liberdade. A mudança
contextual leva a novas descobertas da vida e para a vida ajudando-nos ou
enriquecendo ou mesmo ampliando o nosso repertório comportamental para lidarmos
com a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
Durante
a vida sem mudança contextual sempre haverá sofrimentos e processos adaptativos
morfológicos, fisiológicos e/ou comportamentais que jamais deixarão de existir,
somos frutos desses processos evolutivos e de seleção natural. Falo da
transcendência comportamental. A transcendência é liberdade. Liberdade para
mudarmos nossos comportamentos durante a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis.
Contudo
entendendo que somos o contexto, de acordo com Steven C. Hayes, e se pararmos de dar razões, controle
e literalidade, deixarmos de sermos governados por regras como o rastreamento,
o acedimento e o aumentamento, entendermos que somos o contexto, trocarmos o
¨mas¨ por ¨e¨ e nos afirmarmos pelo tato, e finalmente entendermos que nossas
afirmações são somente comportamentos verbais e não causas literais ampliando
nossos horizontes, vivendo assim a dessensibilização viveremos melhor e a
inteligência não mais nos controlará e deixará de trazer conflitos penosos aos
comportamentos encobertos e aos comportamentos manifestos transmutando-se
somente em adaptação e como conseqüência da adaptação em inteligência. Primeiro
vem a adaptação e depois a inteligência, às regras e a memória. Assim
transcendemos!
Assim
o Estímulo (som) tem uma Resposta (ouvir) e uma Primeira Conseqüência
(adpatação ao som) e uma Segunda Conseqüência (inteligência). Todo Estímulo tem
uma Resposta e duas Conseqüências quase que instantâneas, a 1ª é a adaptação e
a 2ª a inteligência. A inteligência pode ser segundo Gardner e Mattanó:
Espacial
Territorial
Corporal
Lingüística
Musical
Matemática
Interpessoal
Intrapessoal
Espiritual
Emocional
Naturalística
Psicomotora
Lúdica
Narcísica
Computacional
ou Artificial
Agrícola
ou Operacional
Os
eventos biológicos, fisiológicos, antecedentes, sociais, lingüísticos,
conseqüentes e de história de vida estão associados as inteligências citadas a
cima, tudo é conseqüência, primeiro a primeira (adaptação) e depois a segunda
(inteligência), são eventos conseqüentes, isto acontece a partir de determinada
etapa do desenvolvimento da criança com o aprendizado e condicionamento, é tudo
encadeamento comportamental, a segunda conseqüência é imediatamente a que surge
logo após a primeira, sentidas como coisa única por causa do condicionamento,
mas são duas conseqüências, uma resposta e um estímulo. O que devemos aceitar e
viver o contexto e não sermos escravos de nós mesmos com comportamentos que
induzam ao sofrimento como o da literalidade, o de dar razões e o de controle,
seja no trabalho ou nas nossas relações econômicas e sociais como também na
globalização, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas,
parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje. Somos o contexto. A
transcendência pode ou não ser evocada comportamentalmente, depende da história
de vida de cada organismo. Depois da inteligência vem às regras e a memória.
O Behaviorismo compreende que a existência
de Monstros em nossos comportamentos, encobertos e manifestos no trabalho e nas
relações com a economia e nas da globalização, inclusive na humilhação e no
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje como nos rituais de iniciação e de passagem nas Fases em
que o Herói pode Ser Engolido e Consumido, e tem O Caminho Obtuso, depende
diretamente da qualidade de nossas regras, e da
qualidade de nossas descobertas da vida e para a vida, estes Monstros nos tiram mas podem nos levar a
liberdade como através dos trocadilhos e das inversões, aglutinações e trocas
associadas à Psicologia e a Psicanálise, contingências que especificam relações
do tipo ¨se... então...¨, se rastreamos há uma correspondência entre as regras
e as contingências do meio ambiente, a pessoa rastreia os estímulos no sentido
de ¨testar¨ as contingências descritas pelo mesmo; se acedemos o comportamento
fica sob controle das conseqüências sociais; e no aumentamento o comportamento
aumenta a probabilidade de ser controlado por estímulos verbais antecedentes,
aumentando a motivação do ouvinte em relação a uma conseqüência. Estes 3 tipos
de comportamentos revelam o modo como lidamos com os Monstros no trabalho e na
economia e na relações globalizadas segundo tais regras ou princípios,
rastreando-os, acedendo a eles ou aumentando-os diante do imenso sofrimento
psíquico individual. Estas são as categorias do comportamento verbal do
ouvinte, já o falante sugere de acordo com as 8 categorias do comportamento
verbal que: ecoar diz respeito a alguém dizer medo do Monstro e o falante diz
medo do Monstro; copiar respeito a alguém escrever pavor do Monstro e o
emitente escreve pavor do Monstro; tomar ditado diz respeito a alguém dizer
Monstro enorme e o emitente escrever Monstro enorme; tatear diz respeito a
alguém diante de um Monstro dizer o nome dele; mandar diz respeito a alguém
mandar um mando e o emitente responder vocal ou motoramente medo do Monstro;
ler diz respeito a alguém ver um Monstro e emitir a vocalização Monstro;
intraverbalizar diz respeito a alguém ter um conjunto de associações verbais do
emitente e dizer pânico do Monstro; e articular / rearticular / organizar /
reordenar diz respeito a alguém se auto-reforçar, onde o falante da palavra
Monstro é o ouvinte de si mesmo. Estas 8 categorias do comportamento verbal do
falante revelam-nos modos de lidar com contingências associadas aos nossos
ritos e nossos Monstros, medos, pavores, pânico, e nomeações dos Monstros que
surgem durante a vida encoberta e manifesta. Monstros são adversidades do meio
ambiente econômico e não somente os que já abordei, são também o PIB, a
inflação, os impostos, os investimentos, os custos e os benefícios, etc., e os
da globalização os Monstros que se relacionam com a tecnologia como as
pesquisas, os investimentos, os equipamentos, etc., com o consumo como o
mercado, o comprador, a mercadoria, o valor, etc., com a informação como as
emissoras de rádio e de televisão, os jornais e revistas, a internet, etc., com
a liberdade como as decisões, os conselhos, as atitudes, a consciência, a
introspecção, a saúde, etc., e reagir a
tais adversidades é assim, se adaptar. A adaptação não pode implicar em
sofrimento para si ou para os outros na maior parte das vezes mas esta tarefa é
quase impossível por sermos seres com falhas e repertórios comportamentais
deficientes manifestos ou encobertos, jamais alcançaremos a totalidade e
estamos em constantes transformações nos eventos biológicos, fisiológicos,
antecedentes, sociais, lingüísticos, conseqüentes e de história de vida. E durante
a vida sempre há sofrimento e processos adaptativos morfológicos, fisiológicos
e/ou comportamentais que jamais deixarão de existir. Conclui-se que a adaptação
nunca cessará pois somos frutos dela, da Evolução das Espécies e da Seleção
Natural. Como ela jamais cessará também a transcendência nunca acabará. Deste
modo também as descobertas da vida e para a vida, as regras, as novas regras,
contextuais, e os rituais na Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis
também não deixarão de existirem.
Mas podemos emergir das profundezas das
habitações dos nossos Monstros com uma mensagem de esperança e de solução de
medos e conflitos se redirecionarmos nossos comportamentos e ritos enfraquecendo
segundo Steven C. Hayes e raciocínios meus 3 contextos, de literalidade, de dar
razões e de controle; depois entender que não devemos seguir regras pois é
contra-produtivo, causa insensibilidade e generalização; depois entender que a
melhor escolha é entender e aceitar que você é o contexto, devemos trocar o
¨mas¨ por ¨e ¨ e parar de lutar com nossos Monstros; e viver a
dessensibilização, se afastar das regras, dos pensamentos, dos afetos,
sentimentos e emoções e deixar de sermos controlados por esses comportamentos
que só produzem e trazem Monstros para dentro de nossas vidas e de nossos
relacionamentos sociais, ou seja, que só prejudicam com monstruosidades as
nossas descobertas da vida e para a vida
também no trabalho, na economia e na globalização. O rito agora passa a ser a
dessensibilização e você passa a ser o contexto após o ritual de iniciação e de
passagem. Você é Engolido e Consumido, passa por Um Caminho Obtuso, chega a
Apoteose, alcança a Última Graça, tem uma Difícil Volta, Magia nas Decisões,
vive os Limites da Volta, Agora são Dois Mundos, e tem a Liberdade para Se
Viver e Ensinar a Viver.
Assim
as lutas e o sofrimento no trabalho e na economia, na globalização, inclusive a
humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje deixarão de ser problema para a humanidade e
perderão valor reforçador, não terão mais ganhos, e a humanidade poderá ter um
sentimento de contentamento e paz que ainda não experimentou pois ainda não se
permitiu e ainda não se permite com suas lutas, batalhas, violências, guerras e
holocaustos, e sua criatividade associada a destrutividade a
auto-destrutividade poderá deixar de ser problema para a humanidade através da
liberdade, pois não precisamos de ¨homens¨ presos e de exércitos e de reféns,
mas sim da liberdade, a liberdade proporciona a gratidão, o respeito e o amor e
não as armas que aprisionam e tiram a liberdade de todos, tiram talvez, até
mesmo, parcela da transcendência. Precisamos da Liberdade para Se Viver e
Ensinar a Viver. Precisamos de rituais para viver. Precisamos de regras para
viver.
Concluo
que as descobertas da vida e para a vida, inclusive a humilhação e o castigo
que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão
até hoje asseguram nossa adaptação que evoca a transcendência, o trabalho, a
economia e a globalização, rituais e nossa Trajetória da Vida, dos Monstros e
dos Heróis, que por sua vez selecionam repertórios comportamentais e modelam
comportamentos para lidar com padrões de comportamentos associados a miséria
como os que levam a caridade e ao trabalho que por sua vez podem levar ao abuso
e a exploração como também a violência, ao crime, a tortura, a guerra, a
catástrofe, ao holocausto, a barbárie, a falta de humanidade, ao tratamento
degradante, a proliferação de doenças biológicas e ecológicas, psicológicas,
sociais, físicas, químicas, filosóficas e/ou espirituais, etc., só a Educação
como conhecimento e o Amor de Deus que se renova com o sentimento de renascimento
pode nos ajudar e solucionar, atualmente, unindo-nos como humanidade estes
problemas atuais de nosso planeta Terra. Isto é a Liberdade da Vida para viver
e ensinar a viver.
Só
com a Educação e o Amor de Deus aprenderemos e teremos como lidar com o
Universo, a Biologia, a Psicologia, a Sociologia, a Química, a Física,
Filosofia e a Espiritualidade, com seu começo, meio e fim! A Adaptação nos
revela que poderá haver o fim do Universo e das demais categorias da vida:
Biologia, Psicologia, Sociologia, Quimica, Fisica, Filosofia, Espiritualidade;
se juntarmos a Adaptação as Teorias de Osny Mattanó Jùnior sobre o
Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da vida e do Universo,
e sobre o Descontrutivismo Físico Mattanoniamo onde haverá através de outros
¨big-bangs¨ criando talvez outros Universos que se chocarão com os nosso
Universo destruindo-o e assim não haverá mais vida e nem Universo. Devemos
respeitar nossos saberes, conhecimentos, lições, artes, educadores, ciências e
religiões se desejamos evoluir e progredir constantemente e mutuamente – Deus
sempre será objeto de estudo e de pesquisas para estudiosos e pesquisadores
sérios que crêem e também para aqueles que não crêem pois Ele existe e só Ele e
Seu Reino continuarão existindo após o fim, após o Apocalipse!
As
descobertas da vida e para a vida, inclusive a humilhação e o castigo que os
escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje
evocam rituais para o trabalho, a adaptação, a economia, a globalização, os
bens e serviços e as Ciências e Religiões que tem como conseqüência liberdade para nosso meio ambiente individual, social e
patrimonial, nascemos dependentes, dependemos de privações para vivermos, como
a de liberdade ao nascermos, somos dependentes em nossos processos adaptativos
fisiológicos, morfológicos e comportamentais e isso produz liberdade com o
nosso desenvolvimento, amadurecimento, aprendizagem e maturação. A cada dia de
nossas vidas ficamos mais livres! A morte é o ápice da liberdade! Vivemos para
morrer! Morremos para sermos livres! A liberdade está no Reino de Deus e não no
cemitério!
A
liberdade está na morte em Jesus Cristo! A liberdade está no bom uso da
Inteligência Espiritual que produz assim o sentimento de liberdade, portanto, a
liberdade!
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram,
nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados. Devemos
preservar nossa história e compreender os nossos ritos e história de Trajetória
da Vida, de Monstros e de Heróis de nossa espécie e de nossos antepassados.
Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e
foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa!
Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é
aprender a viver!
A Evolução filogenética é um
processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e
tende mais para ser destrutiva em nossos tempos; a Evolução cultural é mista e
mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo
crescente e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em
nossos tempos. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem
pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a
vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem
objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
A Evolução humana filogenética é
mantenedora do trabalho e da economia, dos rituais; a Evolução ontogenética é
neutra, depende da filogenética e da cultural, depende dos rituais, depende da
aprendizagem e da estimulação de genes; e a Evolução cultural tende a ser
mantenedora do trabalho e da economia em sua maioria, depende dos rituais. A Evolução espiritual é mantenedora do
trabalho e tende a reprimir a economia, também depende dos rituais. O homem
trabalha e economiza mas não sabe o porquê?
Talvez para praticar seus rituais de iniciação e de passagem?! Talvez para desfrutar da humilhação e o castigo
que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão
até hoje!
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
21 de junho de 2016.
3. Psicanálise
HUMILHAÇÃO E CASTIGO: PARTE DA
HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES (2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
¨Quando
eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo também, e quando eu rezo para o
povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny Mattanó Júnior
IMAGENS DE ESCRAVOS.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos em suas lutas contra seus Escravos e
Monstros esperando pelos seus Heróis em suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos um grupo de trabalhadores escravos reunidos com seus Monstros e
Escravos, suas perdas e dores, a espera de Heróis para liberta-los em suas
Trajetórias de Vida, esses Heróis pode estar dentro deles como podem vir do
mundo exterior.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com as condições a que estão
submetidos com seus Escravos e Monstros a espera de Heróis que os libertem em
suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando com seus Escravos e Monstros, suas representações
a respeito da escravidão, a espera da liberdade anunciada por algum Heróis em
suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com a desumanização e o excesso de
trabalho e esforço a que estão submetidos na Escravidão com seus Escravos e
Monstros a espera de Heróis que os libertem em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos aprisionados e acorrentados para não
fugirem do cativeiro que os detém presos com seus Escravos, Monstros a espera
de Heróis que podem vir de dentro deles ou de suas relações ou do mundo para
salva-los e liberta-los em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando aprisionados em sua Escravidão, com seus
Monstros e a procura e espera de Heróis que anunciem suas libertações ou os
libertem da escravidão para que mudem suas Trajetórias da Vida.
Notamos
que a escravidão empobrece a liberdade e a dignidade do ser humano, aprisiona-o
no medo e na desesperança, lançando-o as sombras dos Heróis que tornam-se a
única fonte de libertação e de liberdade nesse caso.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 20 de junho de 2016.
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um homem
ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro designado por
escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da força e da
obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos, os escravos
eram legalmente tidos como uma mercadoria. Os valores variavam conforme as
condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o
destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as
sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista
que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia
conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram
propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha
poder sobre eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual
pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade
também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e
canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e
de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da
Ásia.
Contudo
a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho
na Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo
de grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a
escravidão!
A
escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde fora usado como rato
de laboratório pela maioria de seus colegas de Universidade e como objeto de
escárnio e exploração sexual pelos colegas de trabalho e Universidade, mais um
rato criado nos laboratórios da Universidade para o Brasil e para o mundo. Um
rato que vive encarcerado sem liberdade, sem vida normal, sem liberdade, sem
Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e tratado como um rato, um rato
doente e escravo no seu trabalho, dos seus profissionais da saúde e na vida
acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também dos Mass Mídia a partir de 1995,
coisa que o fez enlouquecer e perder toda a saúde-mental em 1999 levando-o a
loucura e alienação e assim o sacrificaram em sua escravidão até o fim de sua
vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será libertado, morrerá como um escravo por
culpa dos alienadores! E com Osny morreram, morrem e morrerão muitos outros alienados
por culpa dos alienadores que pioraram a vida mental dele na Universidade a
partir de 1988. Osny mudou muito a partir de 1988, ficou agressivo, fechado,
nervoso, com medo, pensando em roubar e quebrar equipamentos no trabalho, em
matar e bater, em lutar se preciso se tentassem estuprá-lo no trabalho, em
morrer, no fim do dia, em ir para casa, em ir para o colégio, etc., Osny passou
por horas de horror nas mãos de estupradores no passado e agora tudo se
repetia, era cruel e horrendo, muito difícil e hoje em dia isso se repete a
todo momento entre 1999 e 2015 e acontece com toda minha família, ver minha mãe
em trajes íntimos ou outra pessoa e saber que há outra pessoa observando isto,
que há talvez um Político se aproveitando disto é muito revoltante, que há
talvez um Atleta tentando nos prejudicar a vida e a saúde ou o patrimônio
também é muito revoltante, que há um empresário e trabalhador, artista se
aproveitando disto para enriquecer e enlouquecer a população é muito triste e
difícil, é revoltante! Deus há de fazer Justiça! Eu e minha família, somos
escravos, não estamos livres! Somos escravos porque não produzimos o suficiente
ou porque produzimos pouco onde trabalhamos, estudamos e tratamos nossa saúde!
Somos castigados o dia todo desde 1995!
Já são mais de 20 anos de escravidão! Deus está nos favorecendo com Graças
Abundantes, com riquezas espirituais da esposa do Divino Espírito Santo, da
Virgem Maria, com a Paz que só é possível a um escravo e a sua família escrava
se eles todos crêem em Deus e em Nossa Senhora! Os mistérios da vida e da
escravidão estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma
das práticas da economia que prevaleciam no Brasil colônia era a plantação de
cana-de-açúcar e os engenhos que serviam para processar o açúcar. Existiam
tipicamente duas formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho
escravo e o trabalho remunerado ou assalariado. O trabalho assalariado será o
tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas,
cozinha, casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a
concepção de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade
açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a casa-grande (habitação do senhor
de engenho), a capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos detalhar
os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era
administrar o engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício
bastante importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de
beneficiamento do açúcar.
Existia também o ofício de
banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro
trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos
era o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro e prata para comercialização; e
a de ferreiros, que produziam objetos de ferro, essenciais para a resistência e
a movimentação das maquinarias dos engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias
de madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função, uma vez
que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro,
que produzia e consertava os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e
outros produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos
importantes nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava
moradias; o de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de pescador,
que pescava principalmente nos dias santos, quando não se alimentavam de carne
vermelha.
Dentro dessa hierarquia de ofícios,
os que recebiam melhores salários eram os feitores-mor e os especialistas no
beneficiamento e processamento da cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de
açúcar (mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor
recebia o melhor salário e os mais baixos salários eram dos pescadores.
Geralmente, os salários dos trabalhadores assalariados (como os feitores-mor,
os mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros) eram pagos anualmente, já os
artesãos (ferreiros, carpinteiros, pedreiros etc.) recebiam seus salários por
dia ou por tarefa executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho,
Mestre em História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o
trabalho faz parte da natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o
homem trabalhava apenas para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que
ele e sua família fossem consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi
percebendo que podia se juntar com outros homens e viver em sociedade, de
maneira que cada um se especializaria em determinada tarefa, dando início a
certa organização social e divisão do trabalho, facilitando a vida de todos,
era o que se chamou de comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas
pequenas comunidades começaram a acumular determinado produto abundante na sua
região e utilizá-lo como moeda de troca com outras comunidades. Por
consequência, foram surgindo indivíduos que se destacavam frente aos outros que
começaram a comandar essas comunidades, tomando frente da organização e
negociação das riquezas produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito
primitiva ainda, o capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho
passou por várias situações, tais como a escravidão, que teve origem na Roma
antiga quando os guerreiros perceberam que era mais interessante explorar os
serviços dos derrotados nas guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri
Mascaro Nascimento (1996, p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador
simplesmente uma coisa sem possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de
direito. O escravo não tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o
Cristianismo, que dignificou o trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um
alto sentido de valorização, que ganha justa e inegável sublimação, com o
reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O
Cristianismo trouxe um novo conceito de dignidade humana ao pugnar pela
fraternidade entre os homens, condenando a acumulação de riquezas e a
exploração dos menos afortunados, algo como um embrião do Direito do Trabalho,
pois já trazia alguns conceitos que seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram
revolucionários pra a época, tendo em vista o fato de que os gregos e romanos,
dominantes na época, eram favoráveis a escravidão e contrários aos princípios
da dignidade do trabalho e das ocupações. A Igreja passou a exercer grande influência
civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as virtudes.
A verdade cristã foi ainda
determinante para mudar o pensamento lógico que se tinha na época sobre a
escravidão entre os homens, pois criou um conceito de que o trabalho era um meio
de elevação do homem a uma posição de dignidade, o diferenciando dos demais
animais.
Porém, há consenso doutrinário de
que a formalização dos direitos dos empregados e empregadores nas relações
laborais privadas, o que se conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e
produto dos novos modelos de relações existentes na sociedade durante a
revolução industrial, ocorrida primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio Ferraz[2], a Revolução
Industrial:
“Foi um fenômeno de mecanização dos
meios de produção. Consistiu num movimento de mudança econômica, social,
política e cultural. O trabalho artesanal foi substituído pelas máquinas, que
passaram a produzir em grande quantidade, aquilo que antes era fabricado em
pequenas quantidades. A Revolução Industrial representa o momento decisivo da
vitória do capitalismo. Houve a substituição do trabalho escravo, servil e
corporativo pelo trabalho assalariado em larga escala. A manufatura cedeu lugar
à fábrica. Foi na Inglaterra, antes de qualquer outra região, que surgiram as
primeiras máquinas, as primeiras fábricas e os primeiros operários.
Antes da indústria, não apenas os
nobres não trabalhavam de fato, como até os operários e os escravos se
limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por dia. Os camponeses ficavam
inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por volta do fim do século
XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses e artesãos se
transformaram em trabalhadores "subordinados", os tempos e os lugares
de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas das regras
empresariais e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava de uma
engrenagem. O trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou a ser
um esforço cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para sua
mente. Quando existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não existia,
reduzia os trabalhadores a desocupados e estes a "sub-proletariado":
trapos ao vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz
que anteriormente à citada revolução o trabalho era regrado pela natureza,
fazendo com que os camponeses não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas
diárias, além de ficarem por meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou
a ser regrado única e exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando
lucro máximo, fazendo com que os trabalhadores se submetessem a jornadas
desumanas, trazendo muitos males para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas
descobertas na ciência, principalmente
de máquinas para facilitar a vida do homem, que também vieram a
contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri Mascaro
Nascimento, temos:
“A principal causa econômica foi a
Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de transformações decorrentes da
descoberta do vapor como fonte de energia e de sua aplicação nas fábricas e
meios de transportes. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a
substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho
assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à
fábrica e, mais tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge
uma nova ideologia, tanto cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta
ideologia é a que melhor expressa as aspirações da nova ordem burguesa. Liberdade
de empresa, liberdade de contrato e liberdade individual são os objetos. A não
intervenção do Estado na esfera econômica e social é uma das principais
características do liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o
homem, em conjunto com suas virtudes, foi eleito como responsável pelo
progresso material e técnico e pelo fato de que a liberdade de viver e pensar
fosse o lema desse novo caminho, de maneira que o se humano teria liberdade
para alcançar seus objetivos. A liberdade surgiu como uma afronta ao
Absolutismo Monárquico. Os pensadores atacavam duramente as instituições do
Antigo Regime. O Mercantilismo, que imperava antes do liberalismo, pregava a
intervenção do Estado. As novas idéias opunham-se verticalmente à intervenção,
sugerindo que a economia se faz por si mesmo, de maneira a rejeitar o Direito
Divino dos Reis e a Religião do Estado. Pregaram a separação dos poderes e a
insurreição. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke,
Montesquieu e Voltaire, entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas
por todos esses pensadores, porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior
teórico dessa nova economia impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade
industrial marcada pela mecanização. Foi decretada, definitivamente, a superioridade
da indústria sobre a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra a renda, da
moeda sobre a troca, do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova
classe industrial pode sistematizar seus interesses, na forma de teoria
“científica”. A burguesia já possuía força suficiente pra fazer com que
representantes políticos defendessem seus interesses na prática política, já
entrando nos aparelhos do Estado. Porém, com essa sistematização, achou uma
forma de legitimar a imposição de seus interesses visando à expansão em busca
de novos mercados para suas fábricas.
Muitas críticas foram feitas
diretamente na base ideológica desse novo projeto de sociedade, norteado pelo
direito natural e pela liberdade, indo de encontro à qualquer forma de vantagem
que não fosse em consequência da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa
nova sociedade deveria se desprender da religião e do Estado. Pretendia-se
liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova forma de ver a
humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de maneira que
igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A igualdade
levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao Estado competia
somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria ser passivo, de
mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era
considerada talvez a maior forma de liberdade para o indivíduo. Todavia, o
operário não tinha como recusar trabalho, que muitas vezes se estendia a
jornadas de até quinze horas por uma quantia pífia, pois era a única maneira de
o operário conseguir algum sustento, mesmo que mínimo. Na prática, o operário
era cada vez mais dependente do empregador. Assim foi surgindo uma concepção de
direito contrária aos interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos
que ele não serve somente para as finalidades individuais, muito pelo
contrário, deveria ser dado realce ao interesse social, deixando o
individualismo em segundo plano. Cabia ao legislador medidas que garantissem
uma igualdade jurídica, que desaparecia diante da desigualdade econômica.
Feria-se a dignidade humana com essa opressão econômica.
Com o advento das indústrias, a
relação empregado-empregador se formava em detrimento da situação daquele que
se submetia às condições de trabalho desfavorável. Estas condições
desfavoráveis podem ser analisadas por três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto
fisiológico, que é muito importante, tendo em vista o fato de que cada
indivíduo tem o seu limite físico que interfere diretamente na sua
produtividade. Antes da regulamentação os trabalhadores se submetiam a jornadas
muito intensas e longas para produzir mais, o que acarretava sérios problemas
de saúde.
Foi então que começaram a surgir
reivindicações por jornadas de trabalho mais brandas, os fisiologistas
estudaram os efeitos da fadiga no corpo humano. O legislador se viu obrigado a
interferir, determinando a duração diária da jornada, descanso semanal, férias,
entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época
foi o moral, no sentido do respeito que se deve ter pela dignidade humana. O
homem necessita de um bom relacionamento social, que depende de sua vida
profissional, do desenvolvimento do seu intelecto e da participação na
sociedade. Não existia nenhum respeito por essa dignidade, pois os empregadores
só pensavam em “sugar” seus empregados, com a regulamentação das relações
trabalhistas houveram melhoras, porém nos dias atuais ainda há empresas que não
se preocupam com o bem estar dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico,
pois, além de ter de trabalhar por muitas horas seguidas, o trabalhador era
muito mal remunerado por isso. As leis trabalhistas vieram para mudar isso, o
que realmente ocorreu, hoje se tem uma série de garantias ao trabalhador, tais
como FGTS, férias remuneradas e verbas rescisórias no caso de demissão.
Justamente essa série de garantias que incomodam muito os empregadores, a ser
discutido posteriormente.
Com todas essas situações
incomodando muito os trabalhadores, começaram a aumentar as lutas e a
criminalidade, como em qualquer lugar onde haja concentração de massas e
exploração de classes. Foi então que a classe operária começou a reunir-se,
associar-se, para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários,
diminuição das jornadas excessivas e contra a exploração de menores e de
mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se revoltaram contra o
empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os
trabalhadores começaram a se unir e perceber que podiam lutar por
melhorias. Como se percebe nas palavras
de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas de classes – clamando
pela ação do Estado na regulação da vida econômica – provocam comoção social.
Assim, a sociedade começou a despertar para a necessidade do Estado
regulamentar as novas relações. A idéia de justiça social é cada vez mais
difundida como reação contra a questão social.
Provocavam-se greves, criavam-se
organizações proletárias, travavam-se choques violentos entre essas massas e as
forças policiais ainda movimentadas pela classe capitalista. Na política, a voz
dos trabalhadores já era ouvida nos parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia
começando a reconhecer a força e a importância da classe laboral. Os governos,
com a necessidade de manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a
fazerem, ainda que de forma tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os trabalhadores passaram a
reivindicar seus direitos através dos sindicatos. O direito de associação
passou a ser tolerado pelo Estado. Os governos, com a necessidade de manter a
tranqüilidade e a ordem, faziam concessões à medida que as reivindicações eram
apresentadas e reconheciam a importância do trabalho operário.
Começaram a ser tecidas normas no
próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam ao Estado. Algumas
categorias se auto regulamentavam, criando verdadeiras normas coletivas de
trabalho. Os esforços da burguesia em negar a legitimidade às organizações
operárias foram violentos. Tentaram mostrar que a existência de entidades
operárias com poder de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento dos
estabelecimentos fabris, mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da
classe operária, onde os governos começavam a ceder espaço às organizações dos
trabalhadores. Marx e Engels, com a publicação do conhecido Manifesto
Comunista, vieram a corroborar a tese operária, visando melhores condições em
todos os aspectos para as classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio
Ferraz[5], tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a publicação do Manifesto
Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma preocupação ainda maior com os
trabalhadores, pois a obra criticava as condições de trabalho da época e exigia
mudanças em benefício do mundo obreiro. O Manifesto teve grande relevância nas
lutas proletárias, do espírito de luta do proletariado contra o capitalismo.
Ajudou a despertar a consciência dos trabalhadores, a lutar pelos seus
direitos. Seu lema básico era: "Trabalhadores de todos os países,
uni-vos".
Karl Marx procurou estudar as
instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo se baseia na
exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a Revolução
como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o
Socialismo, derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes.
Pregava a união dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do
proletariado, para suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação
estatal dos bens de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O
ponto fundamental do programa do comunismo era a abolição da propriedade
privada burguesa, base da exploração capitalista. E se faria através da
Revolução Proletária.
Os socialistas pretendem substituir
a ordem social fundada na liberdade individual, na propriedade privada e na
liberdade contratual, por outra ordem, baseada no primado social, quando a
prosperidade e o controle dos meios de produção devem estar nas mãos do Estado.”
Fica evidente a idéia
revolucionária no manifesto, buscando legitimação das aspirações trabalhistas.
Fundava-se na diminuição da liberdade individual, primando pelo interesse
social, onde o controle dos meios de produção deveriam ficar a cargo do Estado.
Pregava-se a implementação do Socialismo, largamente discutido no Século XX e
ainda nos dias atuais.
Karl Marx, citado por Fábio
Ferraz[6], afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na
pele dos trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses operários, que são obrigados
a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo
comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o
trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e com isso todo o
atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao
qual se pede apenas uma operação manual simplíssima, extremamente monótona e
facílima de aprender. (...) Operários concentrados em massa nas fábricas são
organizados militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a
vigilância de toda uma hierarquia de suboficiais e oficiais". O trabalho,
que deveria ser a mais alta expressão do homem, o reduz à mercadoria da
indústria capitalista, faz regredir cada trabalhador ao nível de classe
subalterna. O remédio está na eliminação da divisão entre produtores e
proprietários dos meios de produção. Só quando os trabalhadores se tiverem
apropriado das fábricas terminará a sua transformação em mercadoria. Para que
isso aconteça, é preciso que os proletários se reconheçam como portadores de
interesses comuns, unam-se a nível mundial, organizem-se em classe antagonista
e cumpram a sua revolução proletária, fundando uma nova sociedade finalmente
sem classes e sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa
idéia de melhores condições de trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII, publica a encíclica Rerum Novarum, que proclamou necessidade da união
entre as classes do capital e do trabalho. Foi considerada uma fase de transição
de um completo desregramento do trabalho para a justiça social, traçando regras
para a intervenção estatal na relação entre empregado e empregador. O Papa
dizia que "não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem
capital".
Ferraz[7] diz em sua obra que o
Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre esteve ao lado dos
burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar a ação da
burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a tomar
partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no trecho
abaixo:
“O trabalho deve ser considerado,
na teoria e na prática, não mercadoria, mas um modo de expressão direta da
pessoa humana. Sua remuneração não pode ser deixada à mercê do jogo automático
das leis de mercado, deve ser estabelecida segundo as normas de justiça e
eqüidade.
Falava das condições dos
trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos trabalhadores) mereceu
consideração. Condenou a exploração do empregado, a especulação com sua miséria
e os baixos salários. O Estado não poderia apenas assistir àquela situação,
agora era indispensável a sua presença para regular, mesmo que de forma mínima,
as relações de trabalho.
A propriedade privada é um direito
natural que o Estado não pode suprimir. Ao Estado compete zelar para que as
relações de trabalho sejam reguladas segundo a justiça e a eqüidade. A
Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de pequeno número ao lado da
indigência da multidão. Nela se apontou o dever do Estado de zelar pela
harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a protejam da injustiça,
conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do sacerdote impressionou
todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos governantes pelas classes
trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos direitos individuais em
benefício dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande
influência em todos os ramos da sociedade, o que até hoje exerce em menor
escala, os governantes se viam cada vez mais pressionados a legislar em favor
dos trabalhadores, dando origem ao que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e
da justiça no trabalho para que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e
boas relações pessoais e trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas
pois haverá menos exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também
através da justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos
tempos de hoje precisamos de eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade,
de boa distribuição de renda e de boas relações econômicas estruturadas na
eqüidade e na justiça, bases de uma sociedade justa e solidária, fraterna e
humana, civilizada, ou seja, sem escravidão e sem castigo para aqueles que
produzem pouco porque são escravos no trabalho, na saúde e na escola ou
universidade. Para combatermos a escravidão precisamos da eqüidade e da
justiça.
CAP. 4
Hoje
em Londrina temos os trabalhadores escravos e os trabalhadores assalariados:
Os
trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia,
pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem
história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da
UEL e do Estado.
Os
trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores, comunicadores,
torturadores, castigadores, violentadores, abusadores, exploradores, falsos e
mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da saúde, professores,
atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes punidores e castigadores
daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como
sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A
internet nos explica que: ¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos
doentes! Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e
escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet: ¨A expressão
escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra
ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a
expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são
forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência
física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de
trabalho são acobertadas pela expressão
trabalhos forçados, embora quase
sempre impliquem o uso de violência.
De
acordo com o relatório da OIT de 2001, o trabalho forçado no mundo tem duas
características em comum: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil,
o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de liberdade.
Além de o trabalhador ficar atrelado a uma dívida, tem seus documentos retidos
e, nas áreas rurais, normalmente fica em local geograficamente isolado. Nota-se
que o conceito de trabalho escravo é universal e todo mundo sabe o que é
escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não
tem rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há três projetos tramitando no
Congresso Nacional do Brasil para reduzir o conceito de trabalho escravo.
Hoje, são quatro elementos que
podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por
dívida, condições degradantes (trabalho sem dignidade alguma, que põe em rico a
saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao
completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em
risco sua vida).
A bancada ruralista quer retirar as
condições degradantes e a jornada exaustiva. Dizem que é difícil conceituar o
que sejam esses elementos isso, o que gera “insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos
que escravos se revoltam contra seus donos em algum momento, ou eles lutam,
roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto aconteceu comigo na
UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou castigado
violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da UEL, das
suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de tentarem me
matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante
da História do Brasil e dos Mass Mídia fica importante ressaltar que ficou
sobressaída a História da Escravidão em Londrina e no Brasil através da
influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia com sua influência e poder até para sacrificar o povo e alienar
a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus vigiados e aprisionados e
aqueles que são seus funcionários e não conhecem a verdade. A Verdade é que a
escravidão virou moda, virou Programa de Televisão, virou estilo de vida e
norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais do Brasil e talvez do
mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar o nosso sofrimento e
sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais, filosóficas e econômicas,
trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns Mass Mídia tentam voltar a
ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo através do Brasil. Que se faça
a Justiça se há vergonha mental, comportamental, espiritual e social,
profissional, e moral.
CAP. 10
Depois de toda a história da
escravidão no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil imaginar que ainda exista
esse tipo de prática. Mas a realidade é que ainda existe, porém de maneira
“disfarçada”. Claro que a quantidade não se compara à escravidão do século XVI
ao XVIII, mas não é uma situação aceitável, principalmente em pleno século XXI.
Hoje a maneira de adquirir
mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde o patrão faz falsas
promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores terão. Chegam de
maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo colocam os empregados
em difíceis situações sem a possibilidade de se desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um Mass
Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda nesse
sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente pegam pessoas de
regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para “conquistarem”,
oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No
caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de liberdade e de saúde, de
intimidade e de privacidade através do contrato da telepatia. Não se importaram
com minha saúde e nem com minha dignidade e intimidade e privacidade e nem com
a da cidade de Londrina e da Humanidade e depois tentaram jogar a culpa em mim
inventando um paranormal que me perseguia a vários anos na UEL.
Aos que tentam ir embora, não há
como, pois os patrões alegam que o trabalhador possui dívidas, e que não pode
ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar lá, mais terá que pagar. Ou
seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas ameaças, e se tentam fugir, podem ser vítimas de surras e humilhações. E
não existem maneiras de pedir ajuda, pois normalmente as propriedades são
distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter
dívidas na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos fazendeiros para escapar da
fiscalização, criam locais apropriados para alojamento, mas não deixam os
trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar um local para ficar, seja no
meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito vulneráveis a adquirir vários
tipos de doenças, e quando adoecem,
tornam-se um peso para os patrões, que não tomam nenhuma providência, pois o
que não falta é mão-de-obra disponível, assim muitos acabam falecendo pela
falta de medicamentos e tratamentos.
Também
criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter minhas doenças aqui em
Londrina em casa mesmo, isolado, junto de autoridades, adoecendo continuamente
e sem direitos plenos a saúde e a vida.
A alimentação é descontada da
“remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se escravizar: “Quer comer?
Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente quando fornecida, a comida
é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não recebem direitos básicos como
férias, adicional noturno e seguro desemprego. A água é suja, e os trabalhadores
necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as roupas. As jornadas de trabalho são
em excesso, sem direito a folgas. Se tornam prisioneiros, sem contar, que em
meio a tudo isso, há também a exploração do trabalho infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual,
profissional e artística.
No Brasil, estima-se cerca de 30
mil pessoas que vivem em condições do trabalho escravo, e o Pará é a região que
mais possui esse tipo de prática, em média 70% do total. Muitos conseguiram se
libertar por serem localizados através da fiscalização, portanto é necessário
uma fiscalização ainda mais ativa e rigorosa, pois são milhares os que ainda se
encontram em tal situação desumana.
Não sei quando e nem se serei libertado
da escravidão e nem se minha família e os outros escravizados comigo será um
dia libertados da escravidão... eu rezo por esse dia todos os dias.
CAP. 11
Conforme amplamente demonstrado,
infelizmente, ainda persiste no mundo atual o trabalho escravo, que atualmente
é conhecido como trabalho análogo à escravidão ou trabalho escravo
contemporâneo.
Assim, o Direito do Trabalho deve
ser um instrumento para o combate dessa prática delituosa e ilegal, já que, por
meio de sua evolução e com o passar do tempo, passou a
prever normas mais atuais, como as
que fazem menção à Erradicação do Trabalho Escravo e Práticas Discriminatórias,
especificando ainda mais o âmbito de atuação e aplicação do direito, como a
Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a portaria 540/04.
Com o amparo da Constituição
Federal de 1988, todos os órgãos fiscalizadores deverão buscar, conjuntamente,
o cumprimento da lei, bem como a observância dos preceitos e
pressupostos referentes ao respeito
à dignidade humana, ou seja, considerando o trabalhador, individualmente,
primeiramente como pessoa. É por meio dessa fórmula que
ocorrerá o início de combate a esse
exercício ilegal, ainda presente em nosso cotidiano brasileiro.
Além do mais, é extremamente
necessário que as autoridades, juntamente com a Sociedade como um todo, se
mostrem ativas à erradicação desse tipo de trabalho, que
não pode mais ser aceito nos dias
de hoje.
Como citado anteriormente, além das
normas nacionais, deve-se também destacar aquelas legislações provenientes da
Organização Internacional do Trabalho que, por meio da promoção de Convenções,
logrou chamar atenção do mundo para o tema.
Os principais assuntos que foram
destacados por essas manifestações foram acerca da luta contra o trabalho
infantil e a erradicação do trabalho escravo. Com esse destaque, há
grande contribuição para o
entendimento normativo no Brasil, tocando na questão de forma mais incisiva e
inovando as decisões da Justiça Brasileira sobre o tema.
Após a efetiva adesão às duas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil mostrou que
poderia ir além, para se manifestar de maneira mais enérgica acerca do tema e
combate-lo.
Promoveu, então, a aplicação do
artigo 149 do Código Penal.
Nesse sentido, é evidente que o
crime do trabalho escravo, ou análogo à escravidão ou à escravidão
contemporânea viola os direitos humanos, por diminuir o ser humano enquanto
pessoa, limitando e restringindo sua liberdade. E, merece e necessita ser
duramente combatido por todos nós e por todos os órgãos governamentais.
Entretanto, a sociedade deve estar
atenta a classificação, pelas autoridades trabalhistas como trabalho escravo ou
análogo à escravidão. Isso porque, se tem visto que, muitas
vezes se atribui essa
característica a situações onde o que se vê são violações às normas
trabalhistas que não se confundem com condições análogas à escravidão.
Isso porque, na verdade, o
Judiciário e/ou os órgãos fiscalizadores acabam elas tecendo 01/07/2015 O
Trabalho Escravo Contemporâneo Migalhas de Peso as interpretações e conceitos
relacionados ao trabalho escravo, desvirtuando o assunto e banalizando sua
efetiva ocorrência. Quando isso ocorre, o que se vê é que, tanto os órgãos
fiscalizadores, como o Judiciário acabam, eles também, praticando vários
excessos e penalizando injustamente
as empresas, que tem o seu nome vinculado ao trabalho escravo contemporâneo,
quando, na verdade, cometeram irregularidades administrativas cujas penas já
estão devidamente previstas na legislação.
Ou seja, o que se tem observado em
determinadas situações é apenas e tão somente o reiterado descumprimento de
determinadas normas trabalhistas, ou ainda, há
cumprimento da norma, mas não de
forma integral ou rígida e, mesmo assim, a situação é taxada como trabalho em
condições análogas a escravidão. Um exemplo clássico é
quando as autoridades trabalhistas
entendem como sendo condição análoga a de escravidão expor o trabalhador a
jornadas excessivas de trabalho. Como não há uma
efetiva definição do que seria
jornada excessiva, acaba se entendo que eventual labor diário de dez horas que
tem previsão legal é considerado
condição análoga a
escravidão.
Até mesmo questões burocráticas
estão sendo consideradas como submissão do trabalhador à condição análoga a de
escravo.
Não estamos aqui defendendo as
irregularidades eventualmente praticadas pelas empresas. Muito pelo contrário.
Entendemos que as empresas devem cumprir a
legislação e se não o fizerem devem
ser autuadas, investigadas e punidas. Porém, os excessos nas interpretações da
lei não podem ser cometidos, sob pena de se desvirtuar e
banalizar o conceito de condições
de trabalho análogas e se fomentar uma indústria de ações como ocorreu com o
dano moral (individual e coletivo).
Assim
sabemos que no Caso Osny Mattanó Júnior primeiro houveram erros burocráticos
que levaram esse funcionário a trabalhar por duas semanas sem remuneração e nem
reconhecimento legal em sua Carteira de Trabalho e documentação na UEL/CRH até
mesmo havendo destruição de documentos e de provas para eventuais processos administrativos,
civis e criminais contra a UEL e o
Estado do Paraná por te-lo exposto ao perigo de contato de doenças que poderiam
leva-lo ao óbito ou a outras enfermidades, também não foi indenizado e nem
feita a retratação a seus pais, na época ele tinha 15 anos de idade, era menor.
Este problema o levou a outros problemas no trabalho tão piores quanto o
primeiro, inclusive com sinais de escravidão pois teve que trabalhar doente e
incapaz entre 1993 e 1997 e até mesmo tentando suicídio desde 1993 em sua casa
por causa da UEL/Clínica Psicológica e o caso da violação do sigilo terapêutico
e no trabalho em 1997 em virtude de tantos erros e problemas acumulados que se
tornaram insuportáveis e o levaram a tentar definitivamente a morte no local de
trabalho. Desde 1989 que Osny Mattanó Júnior pensava na morte no local de
trabalho por causa do funcionário do CLCH, Brás, que tentava insistentemente
estupra-lo no ambiente de trabalho com a
ajuda de outros funcionários, ou, ocorriam pensamentos de matar ou de se
matar em meio a escravidão ou o direito de não ter direito a indenizações desde
1988. Esta é a minha história de escravo
até agora...
CAP. FINAL
Hoje
não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois nestes anos também havia
problemas políticos, guerras, insegurança,
doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de educação, desemprego,
desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da saúde e da
assistência do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de renda, falta
de saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha um papel
muito difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda Direitos
Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que havia
cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para sua
época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos esconder
nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e
maquiada para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso
mundo de hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através
da família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de julho de 2015.
As descobertas
da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje associadas a liberdade marcam a adaptação e a memória que se
faz pela adaptação ou mesmo é adaptação e
assim sugere a transcendência e o trabalho e seus frutos como a
economia, os bens e serviços, e a globalização da economia, da tecnologia, da
informação, do consumo e da liberdade
expressada e representada em ritos e assim na Trajetória da Vida, dos Monstros
e dos Heróis, que pela Psicanálise que está vinculada ao id que é o componente
arcaico e inconsciente do nosso sistema
de energias mentais que dá forma aos nossos comportamentos, não apenas em casos
de psicose. Do id emanam os impulsos cegamente devotados à gratificação direta
ou indireta, mas o mais bastante possível e imediato do instinto sexual
(libido), vinculado estreitamente às necessidades primárias da pessoa como a
fome, a sede, o sexo, etc., o id é o verdadeiro inconsciente e a parte mais
profunda da mente. O id começa como pura liberdade e marca a nossa atividade e
o nosso trabalho e a economia, começamos a economizar com o processo do
pensamento secundário substituindo a gratificação e diminuindo nossa
primitividade psicológica, e assim os fenômenos da globalização e ela mesma,
mas com as marcas fica marcado em seu niilismo, condensamento e deslocamento,
as 3 leis do inconsciente segundo Mattanó. Ele ignora o mundo exterior, seu objeto único
de interesses é o corpo, sendo dominado pelo princípio do prazer, o instinto de
vida e de auto-preservação. A gratificação pelo princípio do prazer se dá de
forma direta (beber água, por exemplo), ou indireta como a alucinatória
(através de fantasias), falo de uma transcendência de forma direta e outra
alucinatória. A fantasia não se distingue da realidade, portanto, a satisfação
do prazer pode ser imediata. Assim a adaptação pode ser direta ou
indiretamente, entendo adaptação às necessidades primárias da pessoa quando
crianças antes da castração ou em psicóticos, aqui a transcendência pode ser
direta ou indireta. Com o desenvolvimento do ego vão se dando novas descobertas
e o contato com o trabalho e novas economias como a da fase anal, que realmente nos educa para
gastarmos ou pouparmos, o indivíduo
acaba se tornando consciente das exigências da realidade (princípio de
realidade) o que diminui sua liberdade mas também constrói modos de relação que
a mantêm e a reapropriam, lidando assim com seus rituais e a sua Trajetória da
Vida, dos Monstros e dos Heróis; e quando se estabelece o superego, a moral, o nome do pai, o sujeito passa a ter
consciência das satisfações ideais, com o superego a liberdade se esgota ou se
torna moralista, com o superego moralizamos nossa Trajetória na Vida, dos
Monstros e dos Heróis. Mas há Eros, a pulsão total de vida (auto-conservação),
e Tanatos, a pulsão de morte (autodestruição). Deste modo lidamos com Eros e
Tanatos e o id, o ego e o superego em nossas relações inconscientes e
conscientes conosco e com os outros objetos de desejo e satisfação através da
marca e de como isso fica arranjado, organizado na vida mental, na unidade
mental e comportamental da pessoa, isto é o que prevalece para cada sujeito,
nestes casos a transcendência é consciente, de acordo com as suas marcas e
descobertas da vida que geram marcas no e para o trabalho e seus frutos como os
bens e serviços, a economia, e a globalização em função de nossos rituais.
Podemos
falar de Pulsões Fisiológicas (comida, água, sexo, sono e ar), Pulsões de
Garantia (segurança, estabilidade, ordem, proteção e libertação do medo e da
ansiedade), Pulsões de Pertinência, Estima e de Amor, e Pulsões de
Auto-realização.
As
Pulsões Fisiológicas são as do olhar, a oral, a anal, a fálica, o período de
latência, a genital e o desenvolvimento das sublimações.
As
Pulsões de Garantia são as da coordenação motora e da afetividade, do esquema
sensório-motor, do esquema sensório-afetivo, do esquema motor-afetivo.
As
Pulsões de Pertinência, Estima e de Amor são da afetividade e da sociabilidade,
são as do desenvolvimento emocional e social.
E
as Pulsões de Auto-realização são as da auto-realização, auto-atualização,
processo de individuação, êxtase e deslumbramento, crise-final, consciência,
produtividade no trabalho, etc.. Para alcançarmos esta fase devemos satisfazer
as fazes anteriores. Assim fazemos nossas descobertas da vida e nos adaptamos
continuamente e progressivamente, inconscientemente!
As descobertas
da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte
das suas histórias e da própria escravidão até hoje associadas a liberdade são
a adaptação, a linguagem do inconsciente
e que dá forma ao inconsciente e aos anseios instintivos da libido. Assim
surgem grandes e pequenos monstros que aprendemos a domar durante o
desenvolvimento psicossexual da libido da pessoa, desenvolvimento marcado por
muitas descobertas da vida que englobam as pulsões de vida e de morte, pulsões
que também marcam os rituais como os de iniciação e de passagem e a Trajetória
da Vida, dos Monstros e dos Heróis. Esta liberdade marca a adaptação e evoca a
transcendência pela linguagem do inconsciente que acaba por evocar outros
monstros grandes ou pequenos que afetam nosso trabalho e nossa economia e nossa
globalização econômica, tecnológica, das informações e de consumo, da liberdade.
As descobertas da vida, inclusive a humilhação e
o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje associadas a liberdade da adaptação fazem o neurótico, o
psicótico, o boderline, o psicopata. Elas fazem parte do desenvolvimento da
personalidade oral: característica prepotente, dominadora, voraz, cobiça,
inveja e otimismo; da personalidade anal: característica de vaidade,
desconfiança, ambição, generosidade sem amor (ligadas à evacuação),
meticulosidade, parcimônia, amor ao método, obstinação, avareza (ligadas à
retenção das fezes); da personalidade fálica: característica de ostentação,
prodigalidade sem conotações generosas ou altruístas, necessidade de afiliação,
narcisismo e atividades lúdicas (jogos, competições esportivas, concursos de
beleza, etc.); período de latência: característica de declínio e extinção do
complexo de Édipo e o desenvolvimento do superego, é o intervalo entre o
estágio de sexualidade infantil e o de sexualidade normal adulta; e da
personalidade genital: característica de potência fisiológica e capacidade de
amor em termos adultos, são o equilibrado, ajustado e saudável. Elas fazem as
Pulsões de Vida e de Morte.
No
enfrentamento de nossas descobertas da vida lidamos com a Trajetória dos
Heróis:
- A concepção e o herói
- O chamado pode ser recusado
- As forças se unem para o bem-aventurado
- A travessia: se consumir
- Ser engolido e consumido
- O caminho obtuso
- O encontro com a deusa
- A mulher como tentação
- A relação com o pai
- A apoteose
- A última graça
- A difícil volta
- A magia nas decisões
- O resgate sobrenatural
- Os limites da volta
- Agora são dois mundos
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
A cada estágio
psicossexual lidamos com as descobertas da vida, inclusive com a humilhação e o
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje e com a liberdade e as marcas da adaptação e assim com a
memória e a transcendência e deste modo
com o trabalho, a economia, e a globalização que se caracteriza pela pulsão de
morte ou de autodestruição, a morte, e com a decência ligada ao amor, a Eros, a
pulsão de vida, oriundas das descobertas da vida e nossas Trajetórias da Vida,
dos Monstros e dos Heróis. Esta é à base da organização da personalidade e da
humanidade! Como lidamos com a indecência e com a decência ligadas a vida e a
morte, a auto-preservação e a autodestruição, processos evolutivos e
selecionados naturalmente.
Já
o adulto desiquilibrado, desajustado e/ou doente lida de modo anormal com a
liberdade e a marca da adaptação, inclusive com a humilhação e o castigo que os
escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje,
não consegue transcender, tornando-se desadaptado e assim pode se tornar um
viciado, violentador, agressor, criminoso, delinqüente ou ensimesmado e possuir
ainda as outras características de sua personalidade lidando com monstros que
surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias ou
instintivas do id. Esse adulto vai se tornar também desiquilibrado no trabalho,
nas suas relações econômicas e na sua estrutura diante da globalização se
ferindo e se auto-destruindo, talvez, muito provavelmente sim.
Ao
lidarmos com as descobertas da vida associadas a liberdade também lidamos com nossas
Inteligências para lidarmos com nossos problemas e/ou nossos Monstros. Nossas
Inteligências são segundo Gardner e Mattanó:
Espacial
Territorial
Corporal
Lingüística
Musical
Matemática
Interpessoal
Intrapessoal
Espiritual
Emocional
Naturalística
Psicomotora
Lúdica
Narcísica
Computacional
ou Artificial
Agrícola
ou Operacional
Nossas Inteligências são trabalhadas
pelo ego, emanam do id e são controladas moralmente pelo superego, tudo começou
através da Inteligência Naturalística, seguiram-se as demais e os nossos
Monstros.
Abordarei os aspectos psicanalíticos ligados aos nossos Monstros através
da explicação da fantasia que é uma formação de imagens mentais de cenas e de
seqüências de cenas ou experiências que não existiram no mundo real ou que se passaram de modo diverso do fantasiado.
Segundo Susan Isaacs as fantasias assumem tais pressupostos, conforme
Álvaro Cabral e Eva Nick:
1.
¨As fantasias são o conteúdo primário dos processos mentais inconscientes e
representam anseios instintivos em relações objetais;
2.
São representantes psíquicos dos instintos da libido e, no início do
desenvolvimento da criança, passam a ser elaboradas como defesas, realizações
de desejos e conteúdos de ansiedade;
3.
O conceito, postulado por Freud, de
¨realização alucinatória de desejo¨, sua ¨identificação primária¨, a ¨introjeção¨
e a ¨projeção¨ constituem a base da vida da fantasia;
4.
Através da experiência externa, as fantasias tornam-se suscetíveis de
expressão, mas não dependem dessa experiência para existir, nem das palavras,
embora possam exprimir-se por palavras, em certas condições;
5.
As fantasias primitivas são experimentadas através das sensações; mais tarde,
assumem forma de imagens plásticas e representação dramáticas;
6.
Têm efeitos psíquicos e corporais, por exemplo, nos sintomas de conversão, no
caráter e personalidade, nos sintomas neuróticos, inibições e sublimações;
7.
As fantasias inconscientes constituem o elo operativo entre os instintos e os
mecanismos do ego. (apud Susan Isaacs, A Natureza e Função da Fantasia).
Assim
nossos Monstros constituídos através dos ritos e das fantasias representam
anseios instintivos da libido em nossas relações objetais, de nossas
descobertas, no início da vida é uma defesa, é constituída de liberdade, realizações de desejos e conteúdos de
ansiedade, são realizações alucinatórias de desejos, possuem uma representação
primária, uma relevante introjeção e projeção, podem serem realizadas através
da experiência externa, mas podem serem realizadas através das palavras, porém
para existir não dependem da realidade externa e das palavras, primeiramente
são sensações e depois assumem formas e representações dramáticas, produzem
efeitos psíquicos e corporais e são o elo operativo entre os instintos e os
mecanismos do ego. Nossos Monstros no trabalho e nas relações com a economia e
com a globalização são um mergulho profundo em formas e representações
dramáticas das profundezas da nossa vida mental instintiva que visa nos
defender e proteger pelo ego, mediador, intermediador das energias mentais do
id e do superego. É através do ego que aprendemos tudo sobre a realidade
externa e nos orientamos no sentido de evitarmos estados dolorosos, ansiedades
e punições e é deste modo que lidamos com os Monstros instintivos durante nossa
vida e evitamos a nossa destruição e a dos outros com nossos rituais e a nossa
Trajetória de Vida, dos Monstros e dos Heróis.
Monstros
e fantasias se relacionam profundamente pois ambos possuem o estado instintivo
e a realização de desejos instintivos. Monstros surgem com a não satisfação
adequada de nossas necessidades primárias ou instintivas também em meio a
rituais frustrados de iniciação e de passagem como com a fome, a sede, o ar, a
atividade, o sexo, os cuidados maternos, as secreções, urina e fezes, evitar a
dor, o calor e o frio, a segurança. E assim se não conseguimos transcender surgem
grandes e pequenos Monstros que nos atormentam e nos destróem com lutas
invencíveis e guerras, protestos, movimentos, vandalismos, atentados, horrores
e holocaustos se não tivermos nossos direitos, deveres, obrigações e
privilégios assegurados pela organização humana. Monstros e fantasias dependem
também de nossas descobertas da vida.
O sofrimento
causa-nos regras e ritos que fazem aflorar sentimentos de perda e de reparação
levando-nos a justiça ou a vingança, assim a destruição e/ou a auto-destruição
da liberdade como nas guerras e nas violências, a paz é a reorganização social
humana desse processo de sofrimento unicamente humano e afetivo, pois o homem é
um animal emocional, as guerras e violências só existem por causa das nossas
emoções e sentimentos, da nossa afetividade, somos o animal mais evoluído na
escola filogenética por isso temos mais afetos e devemos aprender a lidar com
eles para vivermos bem e em paz, com fraternidade e esperança num futuro melhor
que pode e é construído diariamente, momento-a-momento com a Educação, deveria
ser assim no Trabalho e na globalização, inclusive na humilhação e no castigo
que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão
até hoje para que reelaborem seu significado e sentido.
Deste
modo a liberdade marca a adaptação que leva a transcendência oriunda dos modos
de miséria, caridade e trabalho, forças que impelem o ser humano a atividades
de abuso, força, violência e exploração, senão outrora também, guerras, movimentos,
protestos, lutas, vandalismos, conflitos, holocaustos, catástrofes, crimes,
horrores contra a humanidade, propagação de doenças biológicas e ecológicas,
psicológicas, físicas, químicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais de modo
a impelir o ser humano as atividades Educativas e de Fraternidade em busca de
Amor e de Justiça para que haja um sentimento de renascimento e a vida prossiga
seu rumo evolutivo naturalmente e socialmente. A Liberdade para Se Viver e
Ensinar a Viver, é esta a liberdade que alcançamos com nosso desenvolvimento,
rituais e atividades educativas.
Também
podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da
vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o
Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física,
a Química, a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, restando somente Deus
e o Reino de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! O Apocalipse Universal
poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam
o nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus
ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por
exemplo! O Trabalho aliado a Educação pode nos salvar e alterar esta
realidade?! Dependemos dos nossos rituais Sagrados para continuar existindo!
Deus pode nos salvar! Os rituais são imprescindíveis a existência humana hoje!
A
liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo e até com o nosso
Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam nossa capacidade de
sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em frente, a liberdade
deve marcar a Vida e não a Morte. O Trabalho e a Educação devemos levar-nos a
poupar ou economizar bens e serviços a serviço da Humanidade e de seu progresso
e Evolução, para a continuidade da Vida na Terra!
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram,
nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados.
Amanhã seremos
os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e
agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar
com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
A Evolução filogenética é um
processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e
tende mais para ser destrutiva em nossos tempos pois não se compreende ainda,
ainda tenta se compreender e se explicar; a Evolução cultural é mista e
mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo
crescente e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em
nossos tempos. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem
pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a
vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem
objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
A Evolução tem uma ordem, objetiva a
vida, porém se destrói e mantêm uma certa ordem, vive disto, do caos e da
ordem, para que haja vida e paz, o ser ontológico ainda não sabe o porquê que
existe e de onde veio?! O Homem não consegue se explicar satisfatoriamente pois
a todo momento está encarando a vida e a morte, ou a morte e a vida! E prefere
não acreditar em Deus, pois Deus lhe rouba tudo, principalmente o coração. O
Homem contemporâneo não deixa Deus atingir o seu coração! O Homem ainda não
prefere a vida e a paz, mas a busca! O Homem busca e precisa da Moral para
trabalhar, ter economia e ter sua globalização!
O Homem necessita da Moral para sua Trajetória
de Vida, dos Monstros e dos Heróis! O Homem busca e precisa da Moral para agir
e ter atividades e ter a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, inclusive a
humilhação e o castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje!
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
21 de junho de 2016.
4. Psicologia
Analítica
HUMILHAÇÃO E CASTIGO: PARTE DA
HISTÓRIA DOS ESCRAVOS: DOS DOENTES, DOS ESTUDANTES E DOS TRABALHADORES (2015).
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
¨Quando
eu rezo para uma autoridade eu rezo para o povo também, e quando eu rezo para o
povo eu rezo para a autoridade também.¨
Osny Mattanó Júnior
IMAGENS DE ESCRAVOS.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos em suas lutas contra seus Escravos e
Monstros esperando pelos seus Heróis em suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos um grupo de trabalhadores escravos reunidos com seus Monstros e
Escravos, suas perdas e dores, a espera de Heróis para liberta-los em suas
Trajetórias de Vida, esses Heróis pode estar dentro deles como podem vir do
mundo exterior.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com as condições a que estão
submetidos com seus Escravos e Monstros a espera de Heróis que os libertem em
suas Trajetórias de Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando com seus Escravos e Monstros, suas
representações a respeito da escravidão, a espera da liberdade anunciada por
algum Heróis em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos sofrendo com a desumanização e o excesso de
trabalho e esforço a que estão submetidos na Escravidão com seus Escravos e
Monstros a espera de Heróis que os libertem em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos trabalhadores escravos aprisionados e acorrentados para não
fugirem do cativeiro que os detém presos com seus Escravos, Monstros a espera
de Heróis que podem vir de dentro deles ou de suas relações ou do mundo para
salva-los e liberta-los em suas Trajetórias da Vida.

Nesta
imagem vemos escravos trabalhando aprisionados em sua Escravidão, com seus
Monstros e a procura e espera de Heróis que anunciem suas libertações ou os
libertem da escravidão para que mudem suas Trajetórias da Vida.
Notamos
que a escravidão empobrece a liberdade e a dignidade do ser humano, aprisiona-o
no medo e na desesperança, lançando-o as sombras dos Heróis que tornam-se a
única fonte de libertação e de liberdade nesse caso.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 20 de junho de 2016.
Quando há escravidão (denominada
também de escravismo, escravagismo ou escravatura) conhecida como a prática social em que um
homem ou mulher assume direitos e deveres de propriedade sobre outro designado
por escravo, ao qual é imposta e desejada tal condição por meio da força e da
obrigação. Em alguns grupos sociais, desde os tempos mais remotos, os escravos
eram legalmente tidos como uma mercadoria. Os valores variavam conforme as
condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o
destino.
O dono ou comerciante pode comprar,
vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer
direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as
sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista
que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia
conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram
propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha
poder sobre eles.
A escravidão da era moderna está
baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual
pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as
diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores,
principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade
também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho
forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e
apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho
escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação
de riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e cultural que
a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: construíram-se diques e
canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se
pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não
era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se
verifica a quando da Revolução Industrial) que os senhores de escravos
procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer
interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de
técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida
em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e
de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da
Ásia.
Contudo
a escravidão vem aparecendo no Brasil desde os anos 1988 a partir do trabalho
na Universidade Estadual de Londrina por parte de Osny Mattanó Júnior num tempo
de grandes mudanças até hoje em 2015 onde ele se tornou esperança para a
Humanidade e para o Brasil por ser testemunha de uma triste realidade, a
escravidão!
A
escravidão no trabalho, na saúde e na vida acadêmica donde fora usado como rato
de laboratório pela maioria de seus colegas de Universidade e como objeto de
escárnio e exploração sexual pelos colegas de trabalho e Universidade, mais um
rato criado nos laboratórios da Universidade para o Brasil e para o mundo. Um
rato que vive encarcerado sem liberdade, sem vida normal, sem liberdade, sem
Justiça, sem paz e sem amor, apenas observado e tratado como um rato, um rato
doente e escravo no seu trabalho, dos seus profissionais da saúde e na vida
acadêmica... tornar-se-ia ele escravo também dos Mass Mídia a partir de 1995,
coisa que o fez enlouquecer e perder toda a saúde-mental em 1999 levando-o a
loucura e alienação e assim o sacrificaram em sua escravidão até o fim de sua
vida conforme ¨escuta¨! Osny jamais será libertado, morrerá como um escravo por
culpa dos alienadores! E com Osny morreram, morrem e morrerão muitos outros
alienados por culpa dos alienadores que pioraram a vida mental dele na
Universidade a partir de 1988. Osny mudou muito a partir de 1988, ficou
agressivo, fechado, nervoso, com medo, pensando em roubar e quebrar
equipamentos no trabalho, em matar e bater, em lutar se preciso se tentassem
estuprá-lo no trabalho, em morrer, no fim do dia, em ir para casa, em ir para o
colégio, etc., Osny passou por horas de horror nas mãos de estupradores no
passado e agora tudo se repetia, era cruel e horrendo, muito difícil e hoje em
dia isso se repete a todo momento entre 1999 e 2015 e acontece com toda minha
família, ver minha mãe em trajes íntimos ou outra pessoa e saber que há outra pessoa
observando isto, que há talvez um Político se aproveitando disto é muito
revoltante, que há talvez um Atleta tentando nos prejudicar a vida e a saúde ou
o patrimônio também é muito revoltante, que há um empresário e trabalhador,
artista se aproveitando disto para enriquecer e enlouquecer a população é muito
triste e difícil, é revoltante! Deus há de fazer Justiça! Eu e minha família,
somos escravos, não estamos livres! Somos escravos porque não produzimos o
suficiente ou porque produzimos pouco onde trabalhamos, estudamos e tratamos
nossa saúde! Somos castigados o dia todo
desde 1995! Já são mais de 20 anos de escravidão! Deus está nos
favorecendo com Graças Abundantes, com riquezas espirituais da esposa do Divino
Espírito Santo, da Virgem Maria, com a Paz que só é possível a um escravo e a
sua família escrava se eles todos crêem em Deus e em Nossa Senhora! Os
mistérios da vida e da escravidão estão a nosso favor!
CAP. 2
Durante os séculos XVI e XVII, uma
das práticas da economia que prevaleciam no Brasil colônia era a plantação de
cana-de-açúcar e os engenhos que serviam para processar o açúcar. Existiam
tipicamente duas formas de trabalhos desempenhadas nos engenhos: o trabalho
escravo e o trabalho remunerado ou assalariado. O trabalho assalariado será o
tema da nossa abordagem no presente texto.
Inicialmente, consideravam-se
engenhos apenas as edificações e instalações onde o açúcar era feito (moendas,
cozinha, casa de purgar). Com o desenvolvimento das atividades açucareiras, a
concepção de engenho ampliou-se, incluindo o conjunto da propriedade
açucareira: lavouras, terras não cultivadas, a casa-grande (habitação do senhor
de engenho), a capela e a senzala (habitação dos escravos).
Muitos engenhos que existiam na
colônia empregavam os trabalhadores assalariados, que, juntamente com os
escravizados, dividiam os pesados afazeres e o extenso processo da produção do
açúcar.
Os trabalhadores assalariados dos
engenhos nordestinos e de São Paulo eram separados em funções, portanto cada
trabalhador assalariado tinha um ofício e desempenhava determinadas tarefas.
A partir deste momento, iremos
detalhar os ofícios que existiam nos engenhos e as funções desempenhadas pelos
trabalhadores assalariados. A principal pessoa que gerenciava e ditava o ritmo
da produção no engenho era conhecida como feitor-mor e sua tarefa era
administrar o engenho para o senhor de engenho, dono da produção. Outro ofício
bastante importante era o mestre de açúcar, que controlava o trabalho de
beneficiamento do açúcar.
Existia também o ofício de
banqueiro: sua função era substituir o mestre-de-açúcar no período noturno.
Quem trabalhava na purificação do açúcar era o purgador; o caldeireiro
trabalhava nas caldeiras; e o oficial do açúcar auxiliava o mestre de açúcar.
O ofício mais temido nos engenhos
era o de feitor, pois sua função era vigiar e castigar os escravos nos períodos
que estes estivessem trabalhando pouco e nos momentos das fugas. Outras funções
eram a de ourives, que faziam produtos de ouro e prata para comercialização; e
a de ferreiros, que produziam objetos de ferro, essenciais para a resistência e
a movimentação das maquinarias dos engenhos.
Nos engenhos havia mais maquinarias
de madeira (moendas), portanto o carpinteiro exercia importante função, uma vez
que era o responsável pela construção e conserto destas. Existia o sapateiro,
que produzia e consertava os calçados; e o oleiro, que fabricava louças e
outros produtos que eram feitos de barros.
Outros ofícios não menos
importantes nos engenhos eram: o de pedreiro, que construía e reformava
moradias; o de alfaiate, que confeccionava e consertava roupas; e o de
pescador, que pescava principalmente nos dias santos, quando não se alimentavam
de carne vermelha.
Dentro dessa hierarquia de ofícios,
os que recebiam melhores salários eram os feitores-mor e os especialistas no
beneficiamento e processamento da cana-de-açúcar, ou seja, os produtores de
açúcar (mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros). Entretanto, o feitor-mor
recebia o melhor salário e os mais baixos salários eram dos pescadores.
Geralmente, os salários dos trabalhadores assalariados (como os feitores-mor,
os mestres de açúcar, purgadores e caldeireiros) eram pagos anualmente, já os
artesãos (ferreiros, carpinteiros, pedreiros etc.) recebiam seus salários por
dia ou por tarefa executadas. (Texto baseado no texto de Leandro Carvalho,
Mestre em História).
CAP. 3
Segundo o que se lê na internet ¨o
trabalho faz parte da natureza a da história da humanidade. Nos primórdios, o
homem trabalhava apenas para sua subsistência, caçava e produzia apenas o que
ele e sua família fossem consumir. Porém, com o passar dos anos, ele foi
percebendo que podia se juntar com outros homens e viver em sociedade, de
maneira que cada um se especializaria em determinada tarefa, dando início a certa
organização social e divisão do trabalho, facilitando a vida de todos, era o
que se chamou de comunismo primitivo. Como evolução desta situação, essas
pequenas comunidades começaram a acumular determinado produto abundante na sua
região e utilizá-lo como moeda de troca com outras comunidades. Por
consequência, foram surgindo indivíduos que se destacavam frente aos outros que
começaram a comandar essas comunidades, tomando frente da organização e
negociação das riquezas produzidas. Assim, foi surgindo, de maneira muito
primitiva ainda, o capitalismo.
Na história da sociedade o trabalho
passou por várias situações, tais como a escravidão, que teve origem na Roma
antiga quando os guerreiros perceberam que era mais interessante explorar os
serviços dos derrotados nas guerras do que matá-los.
Sobre a escravidão, escreve Amauri
Mascaro Nascimento (1996, p.41) ”predominou a escravidão que fez do trabalhador
simplesmente uma coisa sem possibilidades sequer de se equiparar a sujeito de
direito. O escravo não tinha, pela sua condição, direitos trabalhistas”.
Outra fase que se tem foi o
Cristianismo, que dignificou o trabalho. A palavra de Cristo deu ao trabalho um
alto sentido de valorização, que ganha justa e inegável sublimação, com o
reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. O
Cristianismo trouxe um novo conceito de dignidade humana ao pugnar pela
fraternidade entre os homens, condenando a acumulação de riquezas e a
exploração dos menos afortunados, algo como um embrião do Direito do Trabalho,
pois já trazia alguns conceitos que seriam utilizados posteriormente.
Tais ensinamentos eram
revolucionários pra a época, tendo em vista o fato de que os gregos e romanos,
dominantes na época, eram favoráveis a escravidão e contrários aos princípios
da dignidade do trabalho e das ocupações. A Igreja passou a exercer grande
influência civilizadora, disseminando as artes, o saber e exaltando as
virtudes.
A verdade cristã foi ainda
determinante para mudar o pensamento lógico que se tinha na época sobre a
escravidão entre os homens, pois criou um conceito de que o trabalho era um
meio de elevação do homem a uma posição de dignidade, o diferenciando dos
demais animais.
Porém, há consenso doutrinário de
que a formalização dos direitos dos empregados e empregadores nas relações
laborais privadas, o que se conhece por Direito do Trabalho, foi consequência e
produto dos novos modelos de relações existentes na sociedade durante a
revolução industrial, ocorrida primeiramente na Inglaterra.
Para Fábio Ferraz[2], a Revolução
Industrial:
“Foi um fenômeno de mecanização dos
meios de produção. Consistiu num movimento de mudança econômica, social,
política e cultural. O trabalho artesanal foi substituído pelas máquinas, que
passaram a produzir em grande quantidade, aquilo que antes era fabricado em
pequenas quantidades. A Revolução Industrial representa o momento decisivo da
vitória do capitalismo. Houve a substituição do trabalho escravo, servil e
corporativo pelo trabalho assalariado em larga escala. A manufatura cedeu lugar
à fábrica. Foi na Inglaterra, antes de qualquer outra região, que surgiram as
primeiras máquinas, as primeiras fábricas e os primeiros operários.
Antes da indústria, não apenas os
nobres não trabalhavam de fato, como até os operários e os escravos se
limitavam a trabalhar não mais de quatro ou cinco horas por dia. Os camponeses
ficavam inativos muitos meses por ano. Posteriormente, por volta do fim do
século XVIII, com a chegada da indústria, milhões de camponeses e artesãos se
transformaram em trabalhadores "subordinados", os tempos e os lugares
de trabalho passaram a não depender mais da natureza, mas das regras
empresariais e dos ritmos da máquina, dos quais o operário não passava de uma
engrenagem. O trabalho, que podia durar até quinze horas por dia, passou a ser
um esforço cruel para o corpo do operário e preocupação estressante para sua
mente. Quando existia, deformava os músculos e o cérebro; quando não existia,
reduzia os trabalhadores a desocupados e estes a "sub-proletariado":
trapos ao vento, como diz Marx.
Percebe-se nas palavras de Ferraz
que anteriormente à citada revolução o trabalho era regrado pela natureza,
fazendo com que os camponeses não trabalhassem mais que quatro ou cinco horas
diárias, além de ficarem por meses inativos. Com a indústria, o trabalho passou
a ser regrado única e exclusivamente pelas leis do capital, sempre visando
lucro máximo, fazendo com que os trabalhadores se submetessem a jornadas
desumanas, trazendo muitos males para sua saúde.
Vivia-se uma época de muitas
descobertas na ciência, principalmente
de máquinas para facilitar a vida do homem, que também vieram a
contribuir para o surgimento das indústrias. Nas palavras de Amauri Mascaro
Nascimento, temos:
“A principal causa econômica foi a
Revolução Industrial do Séc. XVIII, conjunto de transformações decorrentes da
descoberta do vapor como fonte de energia e de sua aplicação nas fábricas e
meios de transportes. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a
substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho
assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à
fábrica e, mais tarde, à linha de produção”. (1996, p.42)
Juntamente com essa revolução surge
uma nova ideologia, tanto cultural quanto econômica, o liberalismo. Esta
ideologia é a que melhor expressa as aspirações da nova ordem burguesa.
Liberdade de empresa, liberdade de contrato e liberdade individual são os
objetos. A não intervenção do Estado na esfera econômica e social é uma das
principais características do liberalismo clássico.
Segundo as idéias liberais, o
homem, em conjunto com suas virtudes, foi eleito como responsável pelo
progresso material e técnico e pelo fato de que a liberdade de viver e pensar
fosse o lema desse novo caminho, de maneira que o se humano teria liberdade
para alcançar seus objetivos. A liberdade surgiu como uma afronta ao
Absolutismo Monárquico. Os pensadores atacavam duramente as instituições do
Antigo Regime. O Mercantilismo, que imperava antes do liberalismo, pregava a
intervenção do Estado. As novas idéias opunham-se verticalmente à intervenção,
sugerindo que a economia se faz por si mesmo, de maneira a rejeitar o Direito
Divino dos Reis e a Religião do Estado. Pregaram a separação dos poderes e a
insurreição. Destacaram-se Adam Smith, Jean-Jacques Rousseau, Locke,
Montesquieu e Voltaire, entre outros.
Surgiram novas idéias, difundidas
por todos esses pensadores, porém recaí em Adam Smith o status de ser o maior
teórico dessa nova economia impregnada de Iluminismo e da nascente sociedade
industrial marcada pela mecanização. Foi decretada, definitivamente, a
superioridade da indústria sobre a agricultura, do lucro e da mais-valia sobra
a renda, da moeda sobre a troca, do egoísmo sobre a caridade.
Através do Iluminismo, a nova classe
industrial pode sistematizar seus interesses, na forma de teoria “científica”.
A burguesia já possuía força suficiente pra fazer com que representantes
políticos defendessem seus interesses na prática política, já entrando nos
aparelhos do Estado. Porém, com essa sistematização, achou uma forma de
legitimar a imposição de seus interesses visando à expansão em busca de novos
mercados para suas fábricas.
Muitas críticas foram feitas
diretamente na base ideológica desse novo projeto de sociedade, norteado pelo
direito natural e pela liberdade, indo de encontro à qualquer forma de vantagem
que não fosse em consequência da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa
nova sociedade deveria se desprender da religião e do Estado. Pretendia-se
liberdade social. O Século das Luzes inaugurou uma nova forma de ver a
humanidade, primando pela associação entre razão e liberdade, de maneira que
igualdade foi a reação ao domínio aristocrático das sociedades. A igualdade
levava a um afastamento do Estado também no plano econômico. Ao Estado competia
somente resguardar a ordem pública. O papel do Estado deveria ser passivo, de
mero espectador da luta pela vida entre sociedade.
A liberdade para trabalhar era
considerada talvez a maior forma de liberdade para o indivíduo. Todavia, o
operário não tinha como recusar trabalho, que muitas vezes se estendia a
jornadas de até quinze horas por uma quantia pífia, pois era a única maneira de
o operário conseguir algum sustento, mesmo que mínimo. Na prática, o operário
era cada vez mais dependente do empregador. Assim foi surgindo uma concepção de
direito contrária aos interesses do proletariado.
Na idéia da criação de Estado temos
que ele não serve somente para as finalidades individuais, muito pelo
contrário, deveria ser dado realce ao interesse social, deixando o
individualismo em segundo plano. Cabia ao legislador medidas que garantissem
uma igualdade jurídica, que desaparecia diante da desigualdade econômica.
Feria-se a dignidade humana com essa opressão econômica.
Com o advento das indústrias, a
relação empregado-empregador se formava em detrimento da situação daquele que
se submetia às condições de trabalho desfavorável. Estas condições
desfavoráveis podem ser analisadas por três aspetos.
Primeiramente temos o aspecto
fisiológico, que é muito importante, tendo em vista o fato de que cada
indivíduo tem o seu limite físico que interfere diretamente na sua
produtividade. Antes da regulamentação os trabalhadores se submetiam a jornadas
muito intensas e longas para produzir mais, o que acarretava sérios problemas
de saúde.
Foi então que começaram a surgir
reivindicações por jornadas de trabalho mais brandas, os fisiologistas
estudaram os efeitos da fadiga no corpo humano. O legislador se viu obrigado a
interferir, determinando a duração diária da jornada, descanso semanal, férias,
entre outros benefícios.
Outro aspecto discutido na época
foi o moral, no sentido do respeito que se deve ter pela dignidade humana. O
homem necessita de um bom relacionamento social, que depende de sua vida profissional,
do desenvolvimento do seu intelecto e da participação na sociedade. Não existia
nenhum respeito por essa dignidade, pois os empregadores só pensavam em “sugar”
seus empregados, com a regulamentação das relações trabalhistas houveram
melhoras, porém nos dias atuais ainda há empresas que não se preocupam com o
bem estar dos seus empregados.
O terceiro aspecto é o econômico,
pois, além de ter de trabalhar por muitas horas seguidas, o trabalhador era
muito mal remunerado por isso. As leis trabalhistas vieram para mudar isso, o
que realmente ocorreu, hoje se tem uma série de garantias ao trabalhador, tais
como FGTS, férias remuneradas e verbas rescisórias no caso de demissão.
Justamente essa série de garantias que incomodam muito os empregadores, a ser
discutido posteriormente.
Com todas essas situações
incomodando muito os trabalhadores, começaram a aumentar as lutas e a
criminalidade, como em qualquer lugar onde haja concentração de massas e
exploração de classes. Foi então que a classe operária começou a reunir-se,
associar-se, para reivindicar melhores condições de trabalho e de salários,
diminuição das jornadas excessivas e contra a exploração de menores e de
mulheres. Muitas pessoas com necessidades comuns se revoltaram contra o
empregador e contra a máquina.
A situação era insustentável e os
trabalhadores começaram a se unir e perceber que podiam lutar por
melhorias. Como se percebe nas palavras
de Fábio Ferraz[3]:
“As lutas de classes – clamando
pela ação do Estado na regulação da vida econômica – provocam comoção social.
Assim, a sociedade começou a despertar para a necessidade do Estado
regulamentar as novas relações. A idéia de justiça social é cada vez mais
difundida como reação contra a questão social.
Provocavam-se greves, criavam-se
organizações proletárias, travavam-se choques violentos entre essas massas e as
forças policiais ainda movimentadas pela classe capitalista. Na política, a voz
dos trabalhadores já era ouvida nos parlamentos.”
Percebia-se que o poder público ia
começando a reconhecer a força e a importância da classe laboral. Os governos,
com a necessidade de manter a tranquilidade e a ordem, foram forçados a
fazerem, ainda que de forma tímida, concessões aos trabalhadores. Novamente Ferraz[4] diz:
“Os trabalhadores passaram a reivindicar
seus direitos através dos sindicatos. O direito de associação passou a ser
tolerado pelo Estado. Os governos, com a necessidade de manter a tranqüilidade
e a ordem, faziam concessões à medida que as reivindicações eram apresentadas e
reconheciam a importância do trabalho operário.
Começaram a ser tecidas normas no
próprio ambiente de trabalho. As classes se antecipavam ao Estado. Algumas
categorias se auto regulamentavam, criando verdadeiras normas coletivas de
trabalho. Os esforços da burguesia em negar a legitimidade às organizações
operárias foram violentos. Tentaram mostrar que a existência de entidades
operárias com poder de pressão era uma ameaça não só ao funcionamento dos
estabelecimentos fabris, mas também aos próprios fundamentos do Estado.”
Nesse cenário de fortalecimento da
classe operária, onde os governos começavam a ceder espaço às organizações dos
trabalhadores. Marx e Engels, com a publicação do conhecido Manifesto
Comunista, vieram a corroborar a tese operária, visando melhores condições em
todos os aspectos para as classes laborais. Mais uma vez nas palavras de Fabio
Ferraz[5], tem-se uma boa ilustração, agora do movimento comunista:
“Com a publicação do Manifesto
Comunista de Marx e Engels em 1848, houve uma preocupação ainda maior com os
trabalhadores, pois a obra criticava as condições de trabalho da época e exigia
mudanças em benefício do mundo obreiro. O Manifesto teve grande relevância nas
lutas proletárias, do espírito de luta do proletariado contra o capitalismo.
Ajudou a despertar a consciência dos trabalhadores, a lutar pelos seus
direitos. Seu lema básico era: "Trabalhadores de todos os países,
uni-vos".
Karl Marx procurou estudar as
instituições capitalistas e compreendeu que o capitalismo se baseia na
exploração do trabalho pelos donos dos meios de produção. Propõe a Revolução
como única saída: a classe trabalhadora revolucionária implantaria o
Socialismo, derrubando, pela força, todas as condições sociais existentes.
Pregava a união dos trabalhadores para a construção de uma ditadura do
proletariado, para suprimir o capital, com uma passagem prévia pela apropriação
estatal dos bens de produção, e posteriormente, uma sociedade comunista. O
ponto fundamental do programa do comunismo era a abolição da propriedade
privada burguesa, base da exploração capitalista. E se faria através da
Revolução Proletária.
Os socialistas pretendem substituir
a ordem social fundada na liberdade individual, na propriedade privada e na
liberdade contratual, por outra ordem, baseada no primado social, quando a
prosperidade e o controle dos meios de produção devem estar nas mãos do
Estado.”
Fica evidente a idéia
revolucionária no manifesto, buscando legitimação das aspirações trabalhistas.
Fundava-se na diminuição da liberdade individual, primando pelo interesse
social, onde o controle dos meios de produção deveriam ficar a cargo do Estado.
Pregava-se a implementação do Socialismo, largamente discutido no Século XX e
ainda nos dias atuais.
Karl Marx, citado por Fábio
Ferraz[6], afirmava que a nova revolução celebra a vitória dos industriais na
pele dos trabalhadores, reduzidos a mercadorias:
“Esses operários, que são obrigados
a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo
comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o
trabalho proletário perdeu todo o caráter independente e com isso todo o
atrativo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao
qual se pede apenas uma operação manual simplíssima, extremamente monótona e
facílima de aprender. (...) Operários concentrados em massa nas fábricas são
organizados militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a
vigilância de toda uma hierarquia de suboficiais e oficiais". O trabalho,
que deveria ser a mais alta expressão do homem, o reduz à mercadoria da
indústria capitalista, faz regredir cada trabalhador ao nível de classe
subalterna. O remédio está na eliminação da divisão entre produtores e
proprietários dos meios de produção. Só quando os trabalhadores se tiverem
apropriado das fábricas terminará a sua transformação em mercadoria. Para que
isso aconteça, é preciso que os proletários se reconheçam como portadores de
interesses comuns, unam-se a nível mundial, organizem-se em classe antagonista
e cumpram a sua revolução proletária, fundando uma nova sociedade finalmente
sem classes e sem Estado.”
Para fortalecer ainda mais essa
idéia de melhores condições de trabalho, em 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII, publica a encíclica Rerum Novarum, que proclamou necessidade da união
entre as classes do capital e do trabalho. Foi considerada uma fase de
transição de um completo desregramento do trabalho para a justiça social,
traçando regras para a intervenção estatal na relação entre empregado e
empregador. O Papa dizia que "não pode haver capital sem trabalho, nem
trabalho sem capital".
Ferraz[7] diz em sua obra que o
Papa Leão XIII surpreendeu a todos, pois a Igreja sempre esteve ao lado dos
burgueses, desde o seu surgimento, como maneira de legitimar a ação da
burguesia. Porém, a partir da referida encíclica, o Vaticano passou a tomar
partido pelas classes menos favorecidas, como claramente descreve no trecho
abaixo:
“O trabalho deve ser considerado,
na teoria e na prática, não mercadoria, mas um modo de expressão direta da
pessoa humana. Sua remuneração não pode ser deixada à mercê do jogo automático
das leis de mercado, deve ser estabelecida segundo as normas de justiça e
eqüidade.
Falava das condições dos
trabalhadores. A questão social (falta de garantias aos trabalhadores) mereceu
consideração. Condenou a exploração do empregado, a especulação com sua miséria
e os baixos salários. O Estado não poderia apenas assistir àquela situação,
agora era indispensável a sua presença para regular, mesmo que de forma mínima,
as relações de trabalho.
A propriedade privada é um direito
natural que o Estado não pode suprimir. Ao Estado compete zelar para que as
relações de trabalho sejam reguladas segundo a justiça e a eqüidade. A
Encíclica condena a influência da riqueza nas mãos de pequeno número ao lado da
indigência da multidão. Nela se apontou o dever do Estado de zelar pela
harmonia social. A classe indigente, sem riquezas que a protejam da injustiça,
conta principalmente com a proteção do Estado.
A palavra do sacerdote impressionou
todo o mundo cristão, incentivando o interesse dos governantes pelas classes
trabalhadoras, dando força para sua intervenção nos direitos individuais em
benefício dos interesses coletivos.”
Como a Igreja exercia grande
influência em todos os ramos da sociedade, o que até hoje exerce em menor
escala, os governantes se viam cada vez mais pressionados a legislar em favor
dos trabalhadores, dando origem ao que se tem por Direito do Trabalho.¨
Vê-se a necessidade da eqüidade e
da justiça no trabalho para que o trabalho traga satisfação e harmonia, paz e
boas relações pessoais e trabalhistas, boas relações sociais e até econômicas
pois haverá menos exploração e desigualdade social e no meio trabalhista também
através da justiça, capaz de tudo resolver se bem organizada e bem estruturada.
Para combatermos a escravidão nos
tempos de hoje precisamos de eqüidade e de justiça no trabalho e na sociedade,
de boa distribuição de renda e de boas relações econômicas estruturadas na
eqüidade e na justiça, bases de uma sociedade justa e solidária, fraterna e
humana, civilizada, ou seja, sem escravidão e sem castigo para aqueles que
produzem pouco porque são escravos no trabalho, na saúde e na escola ou
universidade. Para combatermos a escravidão precisamos da eqüidade e da justiça.
CAP. 4
Hoje
em Londrina temos os trabalhadores escravos e os trabalhadores assalariados:
Os
trabalhadores escravos são abusados e explorados sexualmente, pela telepatia,
pela violência e sem remuneração, sem liberdade e sem dignidade familiar e sem
história da vida humana quando são tratados como Extra-terrestres por causa da
UEL e do Estado.
Os
trabalhadores assalariados são os vigias, interlocutores, comunicadores,
torturadores, castigadores, violentadores, abusadores, exploradores, falsos e
mentirosos, autoridades e políticos, profissionais da saúde, professores,
atletas, etc., quando agem e são tratados como agentes punidores e castigadores
daqueles escravos por causa da UEL e do Estado.
Toda
esta história escravagista só existe porque Osny Mattanó Júnior e sua família
produziram pouco na UEL como doentes, funcionários e alunos, ou seja, por serem
vítimas da corrupção de outras pessoas corruptas que prejudicaram e lesaram
suas vidas e patrimônios.
CAP. 5
Como
sabemos quando há e como é o trabalho escravo?
A
internet nos explica que: ¨Quando o
trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando
é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições
desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que seu corpo
não aguenta e sua vida pode ser colocada em risco. Trabalho escravo não é
apenas desrespeito a leis trabalhistas ou problemas leves. É grave violação aos
direitos humanos.¨
Osny
na UEL não conseguiu se desligar em 1988 e em 1989 até 1997 do seu patrão (o
Estado do Paraná) por fraude e por violência, foi forçado a trabalhar contra
sua vontade no HURNPr e na UEL, encontrou situações desumanas como tentativas
de estupro e violência moral, sua vida foi colocada em risco no HURNPr e depois
na UEL quando teve que trabalhar sem saber de suas totais e reais condições de
saúde física e psicológica. Foi tudo e ainda é uma grave violação dos direitos
humanos pois teve seqüelas e produziu pouco e foi e é castigado pela UEL e pelo
Estado até os dias de hoje (13/02/2015) com Movimentos e Passeatas de Greve
onde incitam a violência e o roubo de
seus bens porque produziu menos e é castigo por ser tecnicamente um
escravo discriminado e estuprado, doente e violentado por outros escravos doentes!
Justiça seja feita! É muita humilhação, injustiça, castigo e escravidão!
CAP. 6
Segundo a internet: ¨A expressão
escravidão moderna possui sentido metafórico, pois não se trata mais de compra
ou venda de pessoas. No entanto, os meios de comunicação em geral utilizam a
expressão para designar aquelas relações de trabalho nas quais as pessoas são
forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob ameaça, violência
física e psicológica ou outras formas de intimidações. Muitas dessas formas de
trabalho são acobertadas pela expressão
trabalhos forçados, embora quase
sempre impliquem o uso de violência.
De
acordo com o relatório da OIT de 2001, o trabalho forçado no mundo tem duas
características em comum: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil,
o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de
liberdade. Além de o trabalhador ficar atrelado a uma dívida, tem seus
documentos retidos e, nas áreas rurais, normalmente fica em local
geograficamente isolado. Nota-se que o conceito de trabalho escravo é universal
e todo mundo sabe o que é escravidão.
Osny
vem passando por isto desde 1988: tem seus documentos retidos pela UEL e pelo
Estado, passou por trabalho degradante com privação de liberdade pois poderia
ter desfrutado de não trabalhar se tivesse sido indenizado por ter trabalhão no
HURNPr em 1988, ficou com uma dívida falsa na UEL, uma dívida trabalhista que
vem lutando para comprovar sua inocência diante de humilhação, vergonha e medo,
muita violência, moral, sexual, física e social, tendo até privação sensorial e
vivendo em ambiente geograficamente isolado, ainda é um escravo da UEL e do
Estado e talvez dos Mass Mídia e da sociedade mais influente e mais forte,
detentora de poder e de saber, pois Osny também faz trabalhos forçados e não
tem rendimentos ou pagamentos por seus trabalhos.
CAP. 7
Há três projetos tramitando no
Congresso Nacional do Brasil para reduzir o conceito de trabalho escravo.
Hoje, são quatro elementos que
podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por
dívida, condições degradantes (trabalho sem dignidade alguma, que põe em rico a
saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao
completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em
risco sua vida).
A bancada ruralista quer retirar as
condições degradantes e a jornada exaustiva. Dizem que é difícil conceituar o
que sejam esses elementos isso, o que gera “insegurança jurídica”.
E
assim há milhares de pessoas que, hoje, poderiam ser chamadas de escravos
modernos simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema
chamando-o por outro nome.
No
meu caso eu não me tornaria um invisível pois sou vítima de trabalho forçado,
servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva (não tenho
descanso no que diz respeito a coleta da dados para a produção dos artistas e
das Artes, sejam canções, músicas, novelas, filmes, seriados, telejornais,
programas de auditório, programas esportivos, conflitos e guerras, missas,
etc.) eu não tenho descanso e isso me prejudica me cansando muito!
CAP. 8
Sabemos
que escravos se revoltam contra seus donos em algum momento, ou eles lutam,
roubam ou destróem a propriedade dos seus donos... isto aconteceu comigo na
UEL, eu fui e sou escravo desde 1988 e roubei e fui e sou castigado
violentamente, perseguido e humilhado, hostilizado por ter fugido da UEL, das
suas ¨senzalas e quilombos¨ que não param de crescer ao ponto de tentarem me
matar e àqueles que tentam me proteger como Autoridades competentes
interessadas na verdade e na Justiça, na ordem e na paz social. Tudo porque
produzi pouco...
CAP. 9
Diante
da História do Brasil e dos Mass Mídia fica importante ressaltar que ficou
sobressaída a História da Escravidão em Londrina e no Brasil através da
influência dos poderosos e bilionários dos Mass Mídia com sua influência e poder até para sacrificar o povo e alienar
a todos com seus Mass Mídia e seus escravos, seus vigiados e aprisionados e
aqueles que são seus funcionários e não conhecem a verdade. A Verdade é que a
escravidão virou moda, virou Programa de Televisão, virou estilo de vida e
norma, está até sendo novamente legitimada em Tribunais do Brasil e talvez do
mundo com aquelas influências que nos pedem para perdoar o nosso sofrimento e
sequelas bio-psico-sociais, familiares e espirituais, filosóficas e econômicas,
trabalhistas e escolares, etc, a Escravidão alguns Mass Mídia tentam voltar a
ser coisa legitima e normal no Brasil e no mundo através do Brasil. Que se faça
a Justiça se há vergonha mental, comportamental, espiritual e social,
profissional, e moral.
CAP. 10
Depois de toda a história da
escravidão no Brasil, há tanto tempo atrás, é difícil imaginar que ainda exista
esse tipo de prática. Mas a realidade é que ainda existe, porém de maneira
“disfarçada”. Claro que a quantidade não se compara à escravidão do século XVI
ao XVIII, mas não é uma situação aceitável, principalmente em pleno século XXI.
Hoje a maneira de adquirir
mão-de-obra escrava, é através do “gato”, um método onde o patrão faz falsas
promessas de salário e do modo de vida que os trabalhadores terão. Chegam de
maneira agradável para parecer de confiança, mas no fundo colocam os empregados
em difíceis situações sem a possibilidade de se desvincular.
Esse
¨gato¨ já foi oferecido para mim e para minha família mais de uma vez por um
Mass Mídia e pela UEL entre 1998 e 2015 e queriam empregar mais gente ainda
nesse sistema ¨gato¨ um ¨gato internacional¨.
Normalmente pegam pessoas de
regiões distantes do local em que irão trabalhar, e para “conquistarem”,
oferecem adiantamentos e transporte gratuito. Porém, ao chegar lá se deparam com algo totalmente diferente do esperado, o patrão já informa que o empregado possui
dívidas, pelo dinheiro adiantado, pelo transporte, alimentação, alojamento, e
até pelos instrumentos de trabalho que serão necessários. E sem contar que os
preços são muito acima do comum.
No
caso do nosso ¨gato¨ teríamos gastos com privação de liberdade e de saúde, de
intimidade e de privacidade através do contrato da telepatia. Não se importaram
com minha saúde e nem com minha dignidade e intimidade e privacidade e nem com
a da cidade de Londrina e da Humanidade e depois tentaram jogar a culpa em mim
inventando um paranormal que me perseguia a vários anos na UEL.
Aos que tentam ir embora, não há
como, pois os patrões alegam que o trabalhador possui dívidas, e que não pode
ir embora até pagá-las, porém quanto mais ficar lá, mais terá que pagar. Ou
seja, vivem somente para isso. Sofrem muitas ameaças, e se tentam fugir, podem ser vítimas de surras e humilhações. E
não existem maneiras de pedir ajuda, pois normalmente as propriedades são
distantes da cidade e de outro local povoado.
Todas
as vezes que eu tentei me livrar desse ¨gato¨ também sofri surras por ter
dívidas na UEL por ter produzido pouco a partir de 1989.
Muitos fazendeiros para escapar da
fiscalização, criam locais apropriados para alojamento, mas não deixam os
trabalhadores utilizarem, logo precisam arrumar um local para ficar, seja no
meio do mato, ou junto com os animais. Ficam muito vulneráveis a adquirir
vários tipos de doenças, e quando
adoecem, tornam-se um peso para os patrões, que não tomam nenhuma providência,
pois o que não falta é mão-de-obra disponível, assim muitos acabam falecendo
pela falta de medicamentos e tratamentos.
Também
criaram um lugar para me alojarem como escravo e ter minhas doenças aqui em
Londrina em casa mesmo, isolado, junto de autoridades, adoecendo continuamente
e sem direitos plenos a saúde e a vida.
A alimentação é descontada da
“remuneração”, ou seja, a maneira mais fácil de se escravizar: “Quer comer?
Então trabalha e pague sua 'dívida'!”, e normalmente quando fornecida, a comida
é apenas arroz e feijão. Os trabalhadores não recebem direitos básicos como
férias, adicional noturno e seguro desemprego. A água é suja, e os
trabalhadores necessitam bebê-la, tomar banho e lavar as roupas. As jornadas de
trabalho são em excesso, sem direito a folgas. Se tornam prisioneiros, sem
contar, que em meio a tudo isso, há também a exploração do trabalho
infantil.
Descontam
da minha punição por ter produzido pouco na UEL a minha produção espiritual,
profissional e artística.
No Brasil, estima-se cerca de 30
mil pessoas que vivem em condições do trabalho escravo, e o Pará é a região que
mais possui esse tipo de prática, em média 70% do total. Muitos conseguiram se
libertar por serem localizados através da fiscalização, portanto é necessário
uma fiscalização ainda mais ativa e rigorosa, pois são milhares os que ainda se
encontram em tal situação desumana.
Não sei quando e nem se serei
libertado da escravidão e nem se minha família e os outros escravizados comigo
será um dia libertados da escravidão... eu rezo por esse dia todos os dias.
CAP. 11
Conforme amplamente demonstrado,
infelizmente, ainda persiste no mundo atual o trabalho escravo, que atualmente
é conhecido como trabalho análogo à escravidão ou trabalho escravo
contemporâneo.
Assim, o Direito do Trabalho deve
ser um instrumento para o combate dessa prática delituosa e ilegal, já que, por
meio de sua evolução e com o passar do tempo, passou a
prever normas mais atuais, como as
que fazem menção à Erradicação do Trabalho Escravo e Práticas Discriminatórias,
especificando ainda mais o âmbito de atuação e aplicação do direito, como a
Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a portaria 540/04.
Com o amparo da Constituição
Federal de 1988, todos os órgãos fiscalizadores deverão buscar, conjuntamente,
o cumprimento da lei, bem como a observância dos preceitos e
pressupostos referentes ao respeito
à dignidade humana, ou seja, considerando o trabalhador, individualmente,
primeiramente como pessoa. É por meio dessa fórmula que
ocorrerá o início de combate a esse
exercício ilegal, ainda presente em nosso cotidiano brasileiro.
Além do mais, é extremamente
necessário que as autoridades, juntamente com a Sociedade como um todo, se
mostrem ativas à erradicação desse tipo de trabalho, que
não pode mais ser aceito nos dias
de hoje.
Como citado anteriormente, além das
normas nacionais, deve-se também destacar aquelas legislações provenientes da
Organização Internacional do Trabalho que, por meio da promoção de Convenções,
logrou chamar atenção do mundo para o tema.
Os principais assuntos que foram
destacados por essas manifestações foram acerca da luta contra o trabalho
infantil e a erradicação do trabalho escravo. Com esse destaque, há
grande contribuição para o
entendimento normativo no Brasil, tocando na questão de forma mais incisiva e
inovando as decisões da Justiça Brasileira sobre o tema.
Após a efetiva adesão às duas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil mostrou que
poderia ir além, para se manifestar de maneira mais enérgica acerca do tema e
combate-lo.
Promoveu, então, a aplicação do
artigo 149 do Código Penal.
Nesse sentido, é evidente que o
crime do trabalho escravo, ou análogo à escravidão ou à escravidão
contemporânea viola os direitos humanos, por diminuir o ser humano enquanto
pessoa, limitando e restringindo sua liberdade. E, merece e necessita ser
duramente combatido por todos nós e por todos os órgãos governamentais.
Entretanto, a sociedade deve estar
atenta a classificação, pelas autoridades trabalhistas como trabalho escravo ou
análogo à escravidão. Isso porque, se tem visto que, muitas
vezes se atribui essa
característica a situações onde o que se vê são violações às normas
trabalhistas que não se confundem com condições análogas à escravidão.
Isso porque, na verdade, o
Judiciário e/ou os órgãos fiscalizadores acabam elas tecendo 01/07/2015 O
Trabalho Escravo Contemporâneo Migalhas de Peso as interpretações e conceitos
relacionados ao trabalho escravo, desvirtuando o assunto e banalizando sua
efetiva ocorrência. Quando isso ocorre, o que se vê é que, tanto os órgãos
fiscalizadores, como o Judiciário acabam, eles também, praticando vários
excessos e penalizando injustamente
as empresas, que tem o seu nome vinculado ao trabalho escravo contemporâneo,
quando, na verdade, cometeram irregularidades administrativas cujas penas já
estão devidamente previstas na legislação.
Ou seja, o que se tem observado em
determinadas situações é apenas e tão somente o reiterado descumprimento de
determinadas normas trabalhistas, ou ainda, há
cumprimento da norma, mas não de
forma integral ou rígida e, mesmo assim, a situação é taxada como trabalho em
condições análogas a escravidão. Um exemplo clássico é
quando as autoridades trabalhistas
entendem como sendo condição análoga a de escravidão expor o trabalhador a
jornadas excessivas de trabalho. Como não há uma
efetiva definição do que seria
jornada excessiva, acaba se entendo que eventual labor diário de dez horas que
tem previsão legal é considerado
condição análoga a
escravidão.
Até mesmo questões burocráticas
estão sendo consideradas como submissão do trabalhador à condição análoga a de
escravo.
Não estamos aqui defendendo as
irregularidades eventualmente praticadas pelas empresas. Muito pelo contrário.
Entendemos que as empresas devem cumprir a
legislação e se não o fizerem devem
ser autuadas, investigadas e punidas. Porém, os excessos nas interpretações da
lei não podem ser cometidos, sob pena de se desvirtuar e
banalizar o conceito de condições
de trabalho análogas e se fomentar uma indústria de ações como ocorreu com o
dano moral (individual e coletivo).
Assim
sabemos que no Caso Osny Mattanó Júnior primeiro houveram erros burocráticos
que levaram esse funcionário a trabalhar por duas semanas sem remuneração e nem
reconhecimento legal em sua Carteira de Trabalho e documentação na UEL/CRH até
mesmo havendo destruição de documentos e de provas para eventuais processos
administrativos, civis e criminais contra a UEL
e o Estado do Paraná por te-lo exposto ao perigo de contato de doenças
que poderiam leva-lo ao óbito ou a outras enfermidades, também não foi
indenizado e nem feita a retratação a seus pais, na época ele tinha 15 anos de
idade, era menor. Este problema o levou a outros problemas no trabalho tão
piores quanto o primeiro, inclusive com sinais de escravidão pois teve que
trabalhar doente e incapaz entre 1993 e 1997 e até mesmo tentando suicídio
desde 1993 em sua casa por causa da UEL/Clínica Psicológica e o caso da
violação do sigilo terapêutico e no trabalho em 1997 em virtude de tantos erros
e problemas acumulados que se tornaram insuportáveis e o levaram a tentar
definitivamente a morte no local de trabalho. Desde 1989 que Osny Mattanó
Júnior pensava na morte no local de trabalho por causa do funcionário do CLCH,
Brás, que tentava insistentemente estupra-lo no ambiente de trabalho com a ajuda de outros funcionários, ou, ocorriam
pensamentos de matar ou de se matar em meio a escravidão ou o direito de não
ter direito a indenizações desde 1988.
Esta é a minha história de escravo até agora...
CAP. FINAL
Hoje
não é diferente do mundo dos anos 1500- 1800 pois nestes anos também havia
problemas políticos, guerras,
insegurança, doenças, pestes, fome, desabrigo, falta de educação, desemprego,
desestruturação familiar, desestruturação dos serviços da saúde e da
assistência do Estado, Capitania e/ou Império, má distribuição de renda, falta
de saneamento e de esgoto, uma relação ruim com a Igreja que tinha um papel
muito difícil, e não respeito aos Direitos Humanos mas nem havia ainda Direitos
Humanos, e aos Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios se é que havia
cidadania, uma arte sem grandes recursos ou grande reconhecimento para sua
época, ou seja, exploração da arte e dos artistas e das pessoas comuns, dos
doentes e dos escravos e até das autoridades por causa da burocracia e do
agravamento do sentimento de impotência... como se vê o mundo de antes no tempo
da escravidão não era tão diferente do nosso de hoje, tinha os mesmos
problemas, mas piores, mais graves e alguns insolúveis ainda como os Direitos
Humanos e a defesa dos Direitos dos Escravos, até hoje sabemos que escravo não
tem Direitos! Por isso não devemos
esconder nossas correntes e ossos do passado dos nossos antepassados que foram
escravizados, a escravidão persiste e existe ainda hoje, porém camuflada e
maquiada para que essas correntes e ossos não se tornem ameaças para o nosso
mundo de hoje mas sim um trampolim para alcançarmos um novo mundo de relações e
entendimentos sem escravidão e sem dor, sem feridas abertas, talvez tenhamos
tantos laços com a escravidão devido a hominização e ao processo de construção
das primeiras sociedades ou grupos através das suas regras formuladas através
da família, do poder, da força, do medo e da violência.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de julho de 2015.
As descobertas
da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e
da própria escravidão até hoje e a liberdade como também os processos da transcendência
oriundos da adaptação e da memória referentes ao desenvolvimento e ao trabalho
e seus frutos como os bens e serviços, e a economia e a globalização e seus rituais e toda a
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis estão vinculadas nesta abordagem
ao processo de individuação, processo pelo qual uma parcela do todo se torna
progressivamente distinta e independente, tornando essas parcelas cada vez mais
independentes, processo que faz parte da Educação e da aprendizagem individual
e coletiva. Essas partes emergem dos todos, o todo é temporalmente anterior às
suas partes, estes fenômenos pertencem as descobertas da vida. É um processo
onde a pessoa se destaca como coisa única distinta no grupo e assim essas
mudanças na própria pessoa influenciam como ela é percebida pelos outros. O
processo de individuação envolve um processo de concepção naturalística da
consciência. Deste modo a adaptação que é a memória forma a consciência do
indivíduo. Deste modo a transcendência pode formar a consciência do indivíduo. Assim
o podre, o feio, o absurdo, o sujo, o bandido, o vagabundo, etc., pertencem
primeiro ao todo e depois com a
particularização da essência do indivíduo essa essência do todo se diferencia
do todo se tornando única e singular. Essa essência é tanto o decente quanto
indecente, ambas pertencem primeiro ao todo e depois ao particular diverso ao
todo. Nascemos decentes e indecentes, devemos situarmos no ambiente de trabalho
e nas relações econômicas e globalizadas de modo que nossos rituais e a nossa
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis sejam de modo adaptativo e favorável a adaptação ou
ao contexto e assim o futuro que depende do processo de individuação e de como
nos lidamos com suas fases, a urubórus, a matriarcal, a patriarcal, o ciclo de
alteridade, e a cósmica, que moldarão nossas características e nossas atitudes
e afetos, nosso pensamento, sentimento, intuição e sensação, deste modo nosso
tipo de personalidade. O objetivo do processo de individuação é o
desenvolvimento da personalidade individual e suas descobertas, ou seja, as
descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje e a
liberdade como o trabalho, a economia e a globalização. Grupos sociais que
através de normas que possam impedir o processo de individuação normal e saudável
acabam por atrofiar o indivíduo impedindo sua máxima liberdade possível, estes
grupos impedem o processo de individuação também através de rituais, por
exemplo, com o uso da Teoria dos Símbolos de Mattanó, símbolos que atrapalham a
vida. Por não ser o indivíduo uma peça só do jogo da vida, já que precisa
conviver e se relacionar com outros indivíduos destacamos a importância do
coletivo e assim da consciência coletiva atribuída aos conteúdos coletivamente
inconscientes, deste modo herdado como estrutura cerebral. Assim vemos que
também herdamos cerebralmente aspectos dos nossos antepassados, coisas
filogenéticas oriundas de nossa espécie animal. Aparecem nos arquétipos como o
sombra nossos Monstros onde nos projetamos outros todas as coisas que nos pertencem
como ruins ou más, intoleráveis, criminosas, violentas, bandidas, agressivas,
inaceitáveis e cruéis, isto faz parte do processo de individuação e só
compreenderemos nossos problemas com a indecência com a decência ou aceitação
de nossos limites e necessidades e as dos outros como coisa do processo de
individuação. E finalmente as inteligências (descobertas por Gardner) e
completas por Osny Mattanó Júnior (Espiritual, Emocional e Psicomotora), as
inteligências satisfazem a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis:
Espacial
Territorial
Corporal
Lingüística
Musical
Matemática
Interpessoal
Intrapessoal
Espiritual
Emocional
Naturalística
Psicomotora
Lúdica
Narcísica
Computacional
ou Artificial
Agrícola
ou Operacional
que nos auxiliam e determinam como
nos comportamos contextualmente, intelectualmente (inteligentemente), como
aprendizes e a nossa própria adaptação e memorização ao que se refere ao meio
ambiente e as interações do indivíduo com o ambiente durante o processo de
individuação efetuando as descobertas da vida, inclusive a humilhação e o
castigo que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria
escravidão até hoje e a liberdade no trabalho e para o trabalho, na economia, e
na globalização da economia, da tecnologia, do consumo, da informação, da
liberdade através também de rituais.
A
Trajetória dos Heróis visa desenvolver a Liberdade e os Ensinamentos, passa
pelos estágios:
- A concepção e o herói
- O chamado pode ser recusado
- As forças se unem para o bem-aventurado
- A travessia: se consumir
- Ser engolido e consumido
- O caminho obtuso
- O encontro com a deusa
- A mulher como tentação
- A relação com o pai
- A apoteose
- A última graça
- A difícil volta
- A magia nas decisões
- O resgate sobrenatural
- Os limites da volta
- Agora são dois mundos
- E a liberdade para se viver e ensinar a viver
Deste modo
trabalhamos as descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os
escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje,
a liberdade, o contexto, a aprendizagem, a inteligência, a adaptação e a memória, e também com o
trabalho, a economia e a globalização e os rituais de iniciação e de passagem,
como a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
As
monstruosidades e os Monstros surgem durante o processo de individuação de cada
sujeito por causa das descobertas da vida, inclusive da humilhação e do castigo
que os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão
até hoje e da liberdade individual e do aprisionamento coletivo assujeitado ao
coletivo e ao individual, ambos, inconscientes, e assim aos arquétipos como o
sombra onde depositamos nossa carga agressiva e destrutiva negando-as de nossa
constituição e destinando-as aos outros, jamais a nós mesmos também no trabalho
e nas relações que o trabalho proporciona, na economia e suas relações como as
de poder, e na globalização, também por meio de rituais como os de iniciação e
de passagem.
Deste modo a
Humanidade já destruiu e criou Monstros através de suas descobertas da vida,
inclusive da humilhação e do castigo que os escravos são vítimas, parte das
suas histórias e da própria escravidão até hoje e de sua liberdade individual e
de seu aprisionamento coletivo, como
pelo arquétipo sombra durante sua evolução da civilização como na Inquisição, na
2ª Guerra Mundial, nas Ditaduras Militares, nos Grupos Terroristas, nos Grupos
de Extermínio, no crescimento e desenvolvimento da Igreja Católica, nas
Intifadas, na Guerra do Vietnã, na Guerra do Iraque, na Guerra do Afeganistão,
no combate ao Terrorismo, na prática dos crimes sexuais e de toda a ordem como
a pedofilia, a prostituição, as drogas, a discriminação racial, a escravização,
o tráfico de pessoas, a servidão, a fome, a miséria, a despersonalização, no
Darwinismo, no Freudianismo, no Lacanismo, no Comportamentalismo, as Artes, as
Culturas de Morte, como nas disputas eleitorais e políticas, etc., e continuará
a destruí-los pois originam-se das origens da vida na Terra, da luta e da
guerra pela sobrevivência e bem-estar e perpetuação de sua espécie, somos uma
espécie como tantas outras que também lutam contra as adversidades do meio
ambiente como as sexuais onde os mais fortes vencem e derrotam muitas vezes
cruelmente adversários sexuais através da Seleção Natural, dependem
ontogeneticamente também do trabalho, da economia, da globalização, do poder,
da Saúde, da Educação, e culturalmente dependem década sociedade e grupo social
com sua cultura e modos de relação social. Sempre encontraremos Monstros e a
sombra reconhecida e assumida através da projeção de nossa carga hostil em
outros objetos em nossos caminhos até a Salvação, a fase Cósmica do Processo de
Individuação, durante nossas descobertas da vida.
A Educação
resolve nossos problemas com a sombra e nossos Monstros internos que projetamos
nos outros, inclusive com a humilhação e o castigo que os escravos são vítimas,
parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje no trabalho, na
economia, na globalização e nas guerras, movimentos, protestos e conflitos e
vandalismos em busca de paz justamente porque não conhecemos ainda a paz,
porque não fomos e não somos educados ainda o suficiente seja pelos nossos
pais, cuidadores, professores, políticos, religiosos, amigos, amores e
romances, policiais, profissionais da saúde, psicólogos, médicos, psiquiatras,
artistas, filósofos, comunicadores, cientistas, etc.. A Educação tudo resolve.
A Educação educa nossos Monstros e evita nossas monstruosidades melhorando
nossos processos de descobertas da vida e de liberdade individual e
aprisionamento coletivo através do Processo de Individuação. A liberdade
individual é experimentada nos rituais porém com o aprisionamento coletivo na
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
A nossa sombra
sofre mudanças durante o dia mas nós não, somos os mesmos, ela ora é menor ora
é maior ou é distorcida ou se mistura a outras sombras, nós, o self, não nos
misturamos, para compreender a sombra precisamos aceita-la e reconhece-la como
parte de nós e que ela sofre transformações, ora é ¨bonita¨ ora é feia, não há como lutar com a sombra,
ela nunca fugirá de nós, precisamos conhece-la e aceita-la como parte de nosso
mundo psíquico sem nos ¨machucarmos¨, precisamos fazer nossas descobertas da
vida, dos monstros, dos heróis e dos escravos para lidar bem com a nossa sombra
arquetípica.
Eu acredito que
as descobertas da vida, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje ajudam na
adaptação da memória que produz a transcendência que assim gera a miséria, a
caridade e o trabalho a fim de servir à
vida e à Evolução, mas surgem adversidades com o sombra que se
personificam como violência, guerras, crimes, holocaustos, barbáries,
atentados, terrorismo, deturpação, difamação, conflitos, abuso e exploração,
movimentos, protestos e vandalismos, etc., que são resolvidos através da
Educação e do Amor Fraterno que nos auxilia com o sentimento de renascimento
que vem do Estado e de cada família e emerge de cada indivíduo, só este Amor
nos permite isto durante nossas vidas, mas nada na vida! Pense nisto! Deus faz
bem! Eu posso acreditar em Deus, no Pai, no Filho e no Espírito Santo, Amém!
Também
podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da
vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o
Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física,
a Química, a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, restando somente Deus
e o Reino de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! Nem mesmo o Inferno
resistirá ao Apocalipse Universal que poderá ocorrer se existirem outros
¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam o nosso Universo seja por ação
Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus ou do Demônio, ou até mesmo
através do Ser Humano, com experiências Físicas por exemplo, ou através da
Oração, da Comunhão e da Fé! O Demônio pode se arruinar se ele entrar em
conflito consigo mesmo, isto é, se ele se arruinar – está na Bíblia com outras
palavras mas com a mesma mensagem Sagrada e Divina, Eterna!
A
liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo e até com o nosso
Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam nossa capacidade de
sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em frente, a liberdade
deve marcar a Vida e não a Morte. A liberdade é um processo individual marcado
pelo aprisionamento coletivo.
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram,
nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos
fenômenos associados a globalização de nossos antepassados.
Amanhã seremos
os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e
agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar
com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
A Evolução filogenética é um
processo crescente e mantenedor da vida, compreende seus ritos e os absorve
mantendo-os e os perpetra; a Evolução ontogenética é mista e tende mais para
ser destrutiva em nossos tempos, compreende seus ritos e os absorve mantendo-os
e os perpetra; a Evolução cultural é mista e mantenedora da ordem social,
compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra; a Evolução
espiritual também é um processo crescente e mantenedora da vida e da paz,
compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra. Assim podemos
falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução depende da transmissão de
conhecimento, seja celular, genético, molecular, atômico, arquetípico,
inconsciente ou qualquer outra forma de transmissão de conhecimento como as
Escolas de hoje. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem
pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a
vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem
objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
A Evolução pode ser ainda individual
ou coletiva. A Evolução individual é libertadora e inovadora, e a Evolução
coletiva é aprisionadora e conservadora. A Evolução caminha lentamente através
da liberdade e do aprisionamento, da inovação e do conservadorismo. A vida
coletiva dura mais do que a vida individual em função disto é que a Evolução
não tem pressa e caminha lentamente. Querendo ou não estamos evoluindo!
Desejando ou não estamos trabalhando, tendo relações econômicas e globalizadoras
em função de nossas descobertas e do avanço Científico e Tecnológico, e do
crescimento da população mundial – a Evolução educa e preserva a Educação e o
ensino, a aprendizagem e as descobertas individuais, sociais e coletivas –
estamos sendo Educados a vida inteira -
a Educação não termina, não tem fim e a Evolução também! Evoluir pode
ser também se Educar que é aprender a conviver! A Evolução leva a convivência!
Para conviver dependemos de nossa carga filogenética, ontogenética e cultural,
espiritual, da vida e do universo! A Evolução faz evoluir a espécie, o
indivíduo e a cultura ou sociedade, o espírito, a vida e o cosmos, ela é
voltada para a convivência e não para a exclusão! A humilhação e o castigo que
os escravos são vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até
hoje é voltada para a desintegração pessoal e social, para a exclusão, para a
violência, para a tortura e o sofrimento humano! Temos leis que punem discriminadores, racistas
e perseguidores! A Evolução é voltada para a convivência e não para a exclusão
e discriminação! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização também
são voltadas para a convivência e não para a exclusão e discriminação! A
Evolução cria e depende de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis. A Evolução precisa do Processo de Individuação e de todos os seus
elementos constitutivos como os arquétipos e as fases. O Processo de
Inidividuação segundo Mattanó começa com
a Concepção e o Herói (Fase Urubórus), o Chamado que Pode ser Recusado, as
Forças se Unem Para o Bem-aventurado,... o Encontro com a Deusa (Fase
Matriarcal),... a Relação com o Pai (Fase Patriarcal),... a Magia nas Decisões
(Ciclo de Alteridade)...e vai até A Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver
(Fase Cósmica). O Processo de Individuação tem por finalidade a Liberdade da
Vida e dos Ensinamentos da Vida numa relação Cósmica de maravilhamento e
contentamento, deleite profundo a favor do Cosmos, do Universo, do Universal,
da Universalidade, da amplidão experiencial e do descortinar do caminho rumo ao
infinito e mais belo, inclusive a humilhação e o castigo que os escravos são
vítimas, parte das suas histórias e da própria escravidão até hoje.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 21 de junho de 2016.







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