terça-feira, 29 de novembro de 2016

NOVAS TEORIAS OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA (CONT.) (2016) OSNY MATTANÓ JÚNIOR.

NOVAS TEORIAS OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA (CONT.) (2016) Osny Mattanó Júnior.




7.  Psicologia Social

OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e Filosofia
A origem da psicologia está ligada à história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e “Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas. Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre a Alma.
O método introspectivo, que foi o utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes, Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão, estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente, nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos, lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo, gestaltismo.

Correntes Psicológicas

Associacionismo ou Estruturalismo
Estruturalismo tem como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos – começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência, Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta será um dos objectivos principais do Estruturalismo.

Behaviorismo
behaviorismo é uma corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano, que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour), por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos (situação), que provocam um conjunto de respostas (reacção). Este binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as determinam.
Watson introduz, aqui, a noção de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção). Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J. Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século XX.
Piaget propõe que o comportamento é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos, desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S ↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma “tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o ‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma. Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes constituintes.

Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje, como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado, pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo inconsciente.
Os sonhos têm uma grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só, que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer, entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas, inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas para o analista.
Alguns Métodos da Psicologia:

A psicologia enquanto ciência possui uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.
No entanto, o método introspectivo ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento, pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se, apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações provocadas na variável dependente.
Variável externa ou parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível, neutralizadas.
grupo experimental é aquele em que o experimentador manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados, para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da variável.
O grupo amostra representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos, procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas, a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares; antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental (aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade; actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.

Psicometria
As técnicas psicométricas consistem na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique da pessoa.

Observação
A observação tem uma longa história no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da psicologia.
Fundamentalmente, a observação consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o comportamento.
É costume falar da observação sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
         Observação, Leitura e Transcrição Dinâmica 
         Através desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas vezes e só assim depois com a atenção flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento, em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos ainda, por meio desta nova técnica,  dos primórdios da Psicologia.

         A vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras, controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
         É através do Hiperespaço que podemos voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
         A vida teve início a partir das primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu, segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar telepaticamente.
         Porém a telepatia pode ter surgido devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos, tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir  devido as influências e interferências das tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros seres humanos,  revelando que todos possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores (emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
         Isto nos mostra que o ser humano e suas tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e elaborado, sincronizado.
         Notamos que a telepatia nos mostra que existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos.

         Nossas inteligências são 19:
1.     Espacial
2.     Territorial
3.     Corporal
4.     Lingüística
5.     Musical
6.     Matemática
7.     Interpessoal
8.     Intrapessoal
9.     Espiritual
10.           Emocional
11.           Naturalística
12.           Psicomotora
13.           Lúdica
14.           Narcísica
15.           Computacional
16.           Agrícola
17.           Urbana
18.           Moral
19.           Mortal

A inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou morte.
                   Sabemos que o cérebro é uma resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas comportamentais e psíquicas.
Diante e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja, sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes, ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!

         Para falarmos sobre o trabalho, a economia e a globalização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, através de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis precisamos não somente dos conceitos sobre a consciência, a identidade, a atividade e a alienação, devemos acrescentar a afetividade (sendo esta sentimentos e emoções) descolando-a da identidade pois esta agora pode englobar aspectos do passado, presente e futuro enquanto que a afetividade pertence somente ao contexto do aqui e agora, mesmo que haja uma memória afetiva esta pertencerá à identidade e não a afetividade,  a afetividade somente o aqui e agora como por exemplo aceitável o que sentimos quando nos recordamos aqui e agora de aspectos do passado, coisas do presente ou aspectos que planejamos para o nosso futuro. E há também o inconsciente, processo pelo qual algo não se passa  nem se processa conscientemente como perceber uma coisa ou outra ao mesmo tempo, diferentemente do inconsciente freudiano. Este inconsciente está ligado à percepção que afeta a consciência, a identidade, a atividade, a alienação e a afetividade. Então a adaptação sexual, moral, física, mental, social e/ou pública dependem do contexto sócio-histórico sendo ela na maior parte das vezes violência por não aceitar e exogrupo a partir de suas concepções endogrupais e etnocêntricas onde pela força você domina, castiga, transforma, tipifica, descaracteriza, mata o outro que não lhe pertence a sua estrutura grupal e assim a sua consciência, identidade, atividade, alienação, afetividade e inconsciência, seja no trabalho, nas relações econômicas e na economia e na globalização da economia, da tecnologia, do consumo, da informação e da liberdade através ou não dos rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis. O outro e seu grupo são o indecente que não possuem virtudes nem qualidades onde até a terminalidade lhe são fatais, ou seja, não há vida para o outro nem independência, só há morte! O papel dos grupos é defender seus membros da fome, do frio, da terminalidade, dos perigos, ameaças e adversidades do meio ambiente assim o outro é condenado a ser domado ou morto para ser o ou não ser consumido como comida para o corpo, a alma ou para o imaginário e simbólico, somos animais, ou até mesmo para o nosso sentimento e desejo de escravizar o próximo no trabalho, na economia e através da economia e na globalização e através da globalização! E estamos fadados a nunca deixarmos nesta vida a deixarmos de sermos animais e sobrevivermos da morte das outras coisas vivas para a própria coisa chamada vida e assim também a escravidão no trabalho, na economia e na globalização por causa dos nossos rituais. A indecência hoje seria a violência, a escravidão, a alienação, o futuro é difícil de predizer, talvez com base em outras vivências e experiências grupais, novas tecnologias deixe de ser violência à morte do outro e o próprio outro o aceitando e acolhendo-o pacificamente sem dualismo amor e ódio, guerra e paz por causa de monstros internos de pessoas e grupos violentos e assim indecentes, será que um dia a indecência haverá se de se esgotar? A indecência depende de como encaramos a terminalidade e de seus rituais de luto e de consolo, de passagem, e deste modo, o consolo e o luto, depende do trabalho, da economia, da globalização, da adaptação que é por sua vez mantenedora da memória ou mesmo, a própria memória afetiva ou não afetiva! A indecência é a violência, as guerras, o protesto, o movimento, o vandalismo, o sofrimento, e a decência seria então a paz, o contentamento, a Educação é a decência, onde há decência há Educação e onde há indecência não há Educação, basicamente Educação é isto e serve para resolver este tipo de problema! A Educação se faz através de rituais de iniciação e de passagem, precisamos dos rituais. Precisamos de rituais para nossa identidade, consciência, atividade, alienação, inconsciente e afetividade desde a iniciação até a passagem pelos limiares até a liberdade. Por isso devemos Educar nossos filhos, e a nós mesmos continuamente em todos os ambientes de nossas vidas, em todos os nossos relacionamentos sociais, para que nossa consciência, atividade, identidade, inconsciência, alienação e afetividade sirvam-nos ao nosso bem-estar social e nossos Monstros não nos dominem. Precisamos alcançar a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver através da Trajetória dos Heróis, ela:
1.     A concepção e o herói
2.     O chamado pode ser recusado
3.     As forças se unem para o bem-aventurado
4.     A travessia: se consumir
5.     Ser engolido e consumido
6.     O caminho obtuso
7.     O encontro com a deusa
8.     A mulher como tentação
9.     A relação com o pai
10.                       A apoteose
11.                       A última graça
12.                       A difícil volta
13.                       A magia nas decisões
14.                       O resgate sobrenatural
15.                       Os limites da volta
16.                       Agora são dois mundos
17.                       E a liberdade para se viver e ensinar a viver
   Nossos Heróis enfrentarão na Trajetória da Vida os Monstros.
      Para esta abordagem os Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, são produtos da atividade, da consciência, da identidade, da alienação e do inconsciente nas relações entre sujeitos sociais também no trabalho, na economia e na globalização através ou não de rituais.
         Pela atividade o sujeito se apropria do mundo e se expressa pela consciência processo da sua identidade e do que não consegue ter totalmente pela alienação e pelas coisas que não se processam conscientemente como perceber mais de uma coisa ao mesmo tempo, o inconsciente que condensa e desloca informatividade, saber.
         Se compreendemos a linguagem dos Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, falaremos com eles mas se não obtivermos êxito não nos comunicaremos com eles e serão processos obscuros e menos acessíveis em nossas vidas sociais causando coisas incompreensíveis como coisas falsas que por serem falsas não têm valor de existência por não existir, mesmo existindo falsamente? Se não compreendemos a linguagem dos Monstros ela será falsa porém nossa atividade diante de uma coisa falsa é difícil e dolorosa, causa sofrimento à consciência e à identidade por estar alienada e sob processos inconscientes incompreensíveis.
        E assim lidamos com nossos Monstros!
        Nossos Monstros, inclusive  diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, devem ser abordados no trato social através de rituais de iniciação e da passagem e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis também em movimentos, protestos, vandalismos, agitadores, criminosos, baderneiros, curiosos,  de nossos meios com Educação, pois como vimos a Educação tudo resolve, tudo socializa, desde o nascimento até a morte, ou seja, por toda a vida, durante todo o período relacional social e suas implicações educativas, não mais nem menos, só educativas, a vida é uma constante Educação, não deve ser vista como outra coisa, como violência, como trabalho, como luta, como dever, como qualquer outra coisa, deve ser vista como Educação para hoje e para a amanhã, para o futuro e assim para a eternidade, deste modo a vida na Terra estará perpetuada e a salvo dos males da criatividade associada a destrutividade e auto-destrutividade da humanidade. A vida é uma constante e transformante Educação!
         Concluo que a adaptação propicia a atividade de memorizar que por sua vez leva a atividade, a consciência e a identidade, afetividade, inconsciência e alienação de miserável que produz nas relações sociais os ritos e a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, a caridade e o trabalho, economia e globalização da economia, da informação, da tecnologia e do consumo, e da liberdade que ajudaram a fazer surgir na humanidade a violência, a exploração e o abuso, o crime, a desordem, o caos, a crueldade, a criação e proliferação social de doenças biológicas, psicológicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais, as guerras, toda sorte de maldades que conhecemos e que cometemos uns contra os outros por não termos Educação suficiente para lidarmos com nossos Monstros e assim transcender e lidar com o sentimento de renascimento que vem do Alto! Este sentimento só vem da nossa relação para com Deus! Podemos Amar a Deus e temos uma área no nosso cérebro para isto! Deus faz bem!
         Mas para finalizar podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da vida e do Universo e assim das Ciências, das Artes e dos Saberes  e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física, a Química, a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, pondo fim às Ciências Biológicas, Humanas, da Saúde, Exatas, Sociais, da Computação, etc., acabando com as Ciências que descobrimos e que criamos e desenvolvemos, restando somente Deus e o Reino de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! Nem mesmo o Inferno resistirá ao Apocalipse Universal que poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam o nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por exemplo, ou através da Oração, da Comunhão e da Fé! O Demônio pode se arruinar se ele entrar em conflito consigo mesmo, isto é, se ele se arruinar – está na Bíblia com outras palavras mas com a mesma mensagem Sagrada e Divina, Eterna! Abordamos novamente nossos rituais religiosos de iniciação e da passagem e também seus ensinamentos agregados a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
         A liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo e até com o nosso Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam nossa capacidade de sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em frente, a liberdade deve marcar a Vida e não a Morte. A liberdade é um processo individual marcado pelo aprisionamento coletivo e social, de nossas relações sociais primárias na família e secundários, fora da família. A liberdade solitária e individual é ritualizada internamente e a liberdade partilhada e coletiva é ritualizada internamente e externamente.
Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos fenômenos associados a globalização de nossos antepassados e de suas relações sociais que marcaram a História da Humanidade e da Civilização.
Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver! Não precisamos sonhar com a civilização se reconhecermos a nossa civilização! Eu escrevo: já temos uma civilização, somos uma Humanidade crescente!
           A Evolução filogenética é um processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e tende mais para ser destrutiva em nossos tempos; a Evolução cultural é mista e mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo crescente e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!   A Evolução educa nossa Vida, nossos Monstros e nossos Heróis através dos rituais de iniciação e de passagem pela Escola, Religião, Trabalho, Sexo e Sexualidade, e outros aprendizados e manifestações comportamentais sociais.
           A Evolução pode ser ainda individual ou coletiva. A Evolução individual é libertadora e inovadora, e a Evolução coletiva é aprisionadora e conservadora. A Evolução caminha lentamente através da liberdade e do aprisionamento, da inovação e do conservadorismo. A vida coletiva dura mais do que a vida individual em função disto é que a Evolução não tem pressa e caminha lentamente. Querendo ou não estamos evoluindo! Desejando ou não estamos trabalhando, tendo relações econômicas e globalizadoras em função de nossas descobertas e do avanço Científico e Tecnológico, e do crescimento da população mundial – a Evolução educa e preserva a Educação e o ensino, a aprendizagem e as descobertas individuais, sociais e coletivas – estamos sendo Educados a vida inteira -  a Educação não termina, não tem fim e a Evolução também! Evoluir pode ser também se Educar que é aprender a conviver! A Evolução leva a convivência! Para conviver dependemos de nossa carga filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo! A Evolução faz evoluir a espécie, o indivíduo e a cultura ou sociedade, o espírito, a vida e o cosmos, ela é voltada para a convivência e não para a exclusão! As descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, são voltadas para a convivência pois são evolutivas! Temos leis que punem discriminadores, racistas e perseguidores! A Evolução é voltada para a convivência e não para a exclusão e discriminação! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização também são voltadas para a convivência e não para a exclusão e discriminação! Exclusão social e discriminação tendem hoje a serem crimes no Brasil e no mundo! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização dependem e caminham a passos mais rápidos do que aos da filogênese e da ontogênese, a Cultura Evolui mais rápido entre os Humanos! Estamos caminhando rapidamente para a união e para os fenômenos positivos da globalização como a integração, a derrubada de fronteiras, a educação, a economia, a tecnologia, o consumo, a informação, a liberdade e a política! A Evolução cultural produz política e depende hoje da política para se governar e se sustentar, política é a arte de bem-governar! Bem-governar é poder ter e poder oferecer Saúde, Educação, Trabalho, Liberdade, Lazer, Locomoção e Ir-e-vir, Política, Vida, Propriedade Intelectual e Propriedade Material, Religião, Alimentação e Água, Renda, Teto, Vestimenta, Afetividade, Cultura, Sexualidade, Família, Transporte, Saneamento, Segurança e Justiça como Direitos básicos a população se houvesse uma Reforma Política no Brasil!
          Para uma Reforma Política no Brasil dependemos do conhecimento e da Educação de nossas Vidas, Monstros e Heróis! Precisamos descortinar o alvorecer do Sol! Precisamos, segundo Osny Mattanó Júnior, ser Concebidos e Viver (Fase do Nascimento e da Vida); Precisamos nos Encontrar com a Deusa (Fase das Primeiras Relações Sociais); Precisamos da Relação com o Pai (Fase da Transferência de Conteúdo das Primeiras Relações Sociais); Precisamos da Magia nas Decisões (Fase da Educação e do Trabalho); e para obtermos sucesso e realização, Precisamos da Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver (Fase do Trabalho, da Produtividade e da Nova  Família) , inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e para podermos desfrutar das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente!
Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
         Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na produção das causalidades.
         Sobre a energia vital, ela, passa agora a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
         A quantidade de catexia que se liga ou se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
         Catexizamos lembranças, pensamentos e fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
         O refluxo permite e independência, e a regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
         O funcionamento psíquico ocorre de duas maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
         Falamos aqui de um novo modelo de energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições, discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos, celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
         Percebemos que até certa altura da vida gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!


(CICLO UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO = INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.

         A embriologia é a vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!





Osny Mattanó Júnior
Londrina, 29 de novembro de 2016.








8.     Psicologia Escolar

OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e Filosofia
A origem da psicologia está ligada à história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e “Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas. Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre a Alma.
O método introspectivo, que foi o utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes, Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão, estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente, nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos, lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo, gestaltismo.

Correntes Psicológicas

Associacionismo ou Estruturalismo
Estruturalismo tem como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos – começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência, Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta será um dos objectivos principais do Estruturalismo.

Behaviorismo
behaviorismo é uma corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano, que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour), por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos (situação), que provocam um conjunto de respostas (reacção). Este binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as determinam.
Watson introduz, aqui, a noção de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção). Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J. Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século XX.
Piaget propõe que o comportamento é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos, desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S ↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma “tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o ‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma. Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes constituintes.

Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje, como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado, pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo inconsciente.
Os sonhos têm uma grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só, que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer, entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas, inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas para o analista.
Alguns Métodos da Psicologia:

A psicologia enquanto ciência possui uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.
No entanto, o método introspectivo ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento, pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se, apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações provocadas na variável dependente.
Variável externa ou parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível, neutralizadas.
grupo experimental é aquele em que o experimentador manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados, para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da variável.
O grupo amostra representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos, procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas, a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares; antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental (aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade; actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.

Psicometria
As técnicas psicométricas consistem na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique da pessoa.

Observação
A observação tem uma longa história no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da psicologia.
Fundamentalmente, a observação consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o comportamento.
É costume falar da observação sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
         Observação, Leitura e Transcrição Dinâmica 
         Através desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas vezes e só assim depois com a atenção flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento, em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos ainda, por meio desta nova técnica,  dos primórdios da Psicologia.

         A vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras, controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
         É através do Hiperespaço que podemos voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
         A vida teve início a partir das primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu, segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar telepaticamente.
         Porém a telepatia pode ter surgido devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos, tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir  devido as influências e interferências das tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros seres humanos,  revelando que todos possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores (emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
         Isto nos mostra que o ser humano e suas tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e elaborado, sincronizado.
         Notamos que a telepatia nos mostra que existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos.

         Nossas inteligências são 19:
1.     Espacial
2.     Territorial
3.     Corporal
4.     Lingüística
5.     Musical
6.     Matemática
7.     Interpessoal
8.     Intrapessoal
9.     Espiritual
10.           Emocional
11.           Naturalística
12.           Psicomotora
13.           Lúdica
14.           Narcísica
15.           Computacional
16.           Agrícola
17.           Urbana
18.           Moral
19.           Mortal

A inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou morte.
                   Sabemos que o cérebro é uma resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas comportamentais e psíquicas.
Diante e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja, sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes, ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!

No âmbito escolar a Psicologia Escolar entende que o trabalho, a economia e a globalização, e a adaptação, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e  as descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  que levam a transcendência oriundos das situações em que vivemos experiências de aprendizado em experiências de conflitos e de paz e assim a adaptação estão  ligados aos processos de aprendizagem e assim aos problemas e distúrbios de aprendizagem que devem ser tratados, podendo isto levar ao bullying, já que o bullying é bastante presente nas Escolas, este bullying pode ou não ser ritualizado e pertence a história da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis na e da Escola. A escola tem este papel de formação e de transformação para a convivência entre as pessoas e os povos, formação da Trajetória da Vida e de Heróis tendo assim um papel pacificador se ela não for vítima de bullying (Trajetória dos Monstros) e prejudicada em seu papel de formação e transformação, para o futuro no trabalho, agora na economia e no futuro das relações econômicas como e geração de renda e de capital e a globalização da economia, da tecnologia, da informação, do consumo, da liberdade. A violência ou bullying pode ser transformada através da escola com o trabalho do Psicólogo Escolar atuando junto aos alunos, professores e equipe-técnica, levantando propostas e tomando decisões para otimizar a dinâmica da Escola e sua função social como educadora para o trabalho, a economia e a globalização. Então em caso de morte e perdas o consolo e o luto em momentos e períodos de guerras na Escola seriam abordados pelos professores e equipe-técnica, e pelo próprio Psicólogo Escolar de modo a facilitar a elaboração do luto mediante o papel do consolo, ou seja, através do consolo a criança ou o aluno adquiriria repertório comportamental para elaborar o luto em quaisquer ambientes para sua adaptação e diminuição do sofrimento mental e até físico, seria este o papel da Escola quanto ao consolo e o luto e a adaptação, pura memória ou processos de Educação e de memorização. E em momentos e períodos de paz o papel do Psicólogo Escolar seria de  mantenedor e difusor de idéias e projetos pacificadores para melhorar e otimizar os relacionamentos na Escola entre os seus de modo que seus Monstros não voltem a incomodar-lhes, sabemos que o Psicólogo Escolar ajudará na formação da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis e que ele também poderá representar para sua clientela tanto um Monstro quanto um Herói na Trajetória da Vida, mas...
Na Escola os Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, estão ligados as formas de violência na Escola como o bullying sexual, moral e psicológico onde as diferenças não são toleradas e são meios ou canais para a descarga agressiva e destrutiva com ofensas, humilhações, amedrontamentos, envergonhamentos, assédios, brigas, discussões e palavras grosseiras e pesadas que podem levar a uma série de diversas conseqüências penosas para o violentado e para o violentador lesando a vida do trabalhador e do futuro trabalhador, da economia e das suas relações e da vida globalizada, assim o Psicólogo Escolar deve ouvir e observar rituais, decifrando ganhos primários e secundários e perdas a curto, médio ou longo prazo como doenças mentais e seqüelas profundas inapagáveis que se transcendenditas impulsionarão as vítimas a se tornarem pessoas melhores que as outras que não conseguem transcender à violência e mergulharem em dores oceânicas que podem levar essas pessoas a deficiências mentais ou sociais como psicóticos, doentes sexuais, transtornos alimentares, delinqüentes, criminosos ou ensimesmados, poderemos assim deslumbrar nossos Heróis e nossos Monstros em meio aos rituais da Escola.
Esses nossos Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, os problemas trabalhistas e no trabalho, os problemas com a economia como as dívidas e a compulsão para o consumo, e a globalização e seus frutos e fenômenos são aprendidos em parte na Escola e são em parte  também resolvidos em grande parte na Escola, são ritos incorporados na Escola, por isso a Educação tudo resolve, evita grandes tragédias e pequenas desgraças sociais ou humanas como as guerras e os grandes horrores, evita também os movimentos e protestos desorganizados, vandalismos e crimes. Por isso a Educação nunca deve parar, devemos estudar a vida toda, não na Escola somente, mas no trabalho, na Igreja, no clube social, na casa de nossos pais, de nossos romances e de nossos filhos, de nossos parentes, devemos continuar o debate acadêmico e ler a vida toda, a informação deve ser direito de todos, ela deve ser consciente e justa, não manipuladora, devemos ter o direito de ter acesso a internet e aos mass mídia para nos atualizarmos constantemente, pois nossa consciência se atualiza constantemente, visto que está em constante movimento e transformação momento-a-momento, a consciência deve ser direito de todos assim como a Educação que tudo resolve. A Educação melhora nossos afetos e estados de consciência em meio aos rituais de iniciação e de passagem na e da Escola.
         Assim o trabalho, a economia e a globalização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e  as descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, levam a adaptação e a  transcendência que é o produto final dos ritos de iniciação  e  de passagem na e da Escola durante a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, que favoreceu ao surgimento dos modos de lidar com a miséria como a caridade e o trabalho, a exploração e o abuso, mas também a violência, os crimes, as guerras, os holocaustos, as barbáries, as tragédias, as catástrofes, as degradações, os vandalismos, os protestos e movimentos hediondos,  as difamações, as distorções, os vandalismos, as agressões, as explosões e propagações de doenças biológicas, ecológicas, físicas, químicas, psicológicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais que somente a Educação e o Amor de Deus que tem lugar em nosso sentimento de renascimento para existir e ter função em nossa luta contra as adversidades contra o meio ambiente.
         Então podemos dizer que pela Educação chegamos ao conhecimento, o conhecimento é o produto dos rituais de iniciação e de passagem da e na Escola e assim continuamos por toda a vida criando e gerando o conhecimento como o de poder haver o Apocalipse Universal com o fim do Universo , da vida e dos Saberes e das Ciências através do Teoria do Descontrutivismo Físico Mattanoniano, mas através do Construtivismo Físico Mattanoniano continuará havendo o Universo e a vida, as Ciências e ao Saberes pois não haverá os outros ¨big-bangs¨ ou ação de Deus ou do Homem através da Oração e de Deus e da Fé ou mesmo através da Ciência e da Física pondo fim ao nosso Universo, e até o Demônio poderia arruinar o Universo e a Vida e aos Saberes e a Ciência e também a si mesmo se afundando e deixando de exercer valor e influência e até mesmo deixando de existir através desses princípios teóricos e Bíblicos que por sinal fazem parte do nosso tempo e da minha vida.
Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, devemos isto aos rituais de iniciação e de passagem da e na Escola série após série, ou ano escolar após ano escolar, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos fenômenos associados a globalização de nossos antepassados e de suas relações sociais que marcaram a História da Humanidade e da Civilização. Nossa História carrega em si toda a Nossa Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
Nossos Heróis obedecem uma seqüência evolutiva de estágios, são eles:
1.     A concepção e o herói
2.     O chamado pode ser recusado
3.     As forças se unem para o bem-aventurado
4.     A travessia: se consumir
5.     Ser engolido e consumido
6.     O caminho obtuso
7.     O encontro com a deusa
8.     A mulher como tentação
9.     A relação com o pai
10.           A apoteose
11.           A última graça
12.           A difícil volta
13.           A magia nas decisões
14.           O resgate sobrenatural
15.           Os limites da volta
16.           Agora são dois mundos
17.           E a liberdade para se viver e ensinar a viver

Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver! Não precisamos sonhar com a civilização se reconhecermos a nossa civilização! Eu escrevo: já temos uma civilização, somos uma Humanidade crescente! Já podemos provar da Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver através da Escola e da Educação.
         A Evolução filogenética é um processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e tende mais para ser destrutiva em nossos tempos; a Evolução cultural é mista e mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo crescente e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!  
           A Evolução pode ser ainda individual ou coletiva. A Evolução individual é libertadora e inovadora, e a Evolução coletiva é aprisionadora e conservadora. A Evolução caminha lentamente através da liberdade e do aprisionamento, da inovação e do conservadorismo. A vida coletiva dura mais do que a vida individual em função disto é que a Evolução não tem pressa e caminha lentamente. Querendo ou não estamos evoluindo! Desejando ou não estamos trabalhando, tendo relações econômicas e globalizadoras em função de nossas descobertas e do avanço Científico e Tecnológico, e do crescimento da população mundial – a Evolução educa e preserva a Educação e o ensino, a aprendizagem e as descobertas individuais, sociais e coletivas – estamos sendo Educados a vida inteira -  a Educação não termina, não tem fim e a Evolução também! Evoluir pode ser também se Educar que é aprender a conviver! A Evolução leva a convivência! Para conviver dependemos de nossa carga filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo! A Evolução faz evoluir a espécie, o indivíduo e a cultura ou sociedade, o espírito, a vida e o cosmos,  ela é voltada para a convivência e não para a exclusão! As descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, são voltadas para a convivência pois são evolutivas! Temos leis que punem discriminadores, racistas e perseguidores! A Evolução é voltada para a convivência e não para a exclusão e discriminação! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização também são voltadas para a convivência e não para a exclusão e discriminação! Exclusão social e discriminação tendem hoje a serem crimes no Brasil e no mundo! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização dependem e caminham a passos mais rápidos do que aos da filogênese e da ontogênese, a Cultura evolui mais rápido entre os Humanos! Estamos caminhando rapidamente para a união e para os fenômenos positivos da globalização como a integração, a derrubada de fronteiras, a educação, a economia, a tecnologia, o consumo, a informação, a liberdade e a política! A Evolução caminha lentamente como caminha lentamente a Evolução dos nossos rituais de iniciação e de passagem na Escola e na Educação.  A Evolução cultural produz política e depende hoje da política para se governar e se sustentar, política é a arte de bem-governar! Bem-governar é poder ter e poder oferecer Saúde, Educação, Trabalho, Liberdade, Lazer, Locomoção e Ir-e-vir, Política, Vida, Propriedade Intelectual e Propriedade Material, Religião, Alimentação e Água, Renda, Teto, Vestimenta, Afetividade, Cultura, Sexualidade, Família, Transporte, Saneamento, Segurança e Justiça como Direitos básicos a população se houvesse uma Reforma Política no Brasil!
         A Evolução cultural depende da Educação que promove o  bem-estar e a convivência entre as diferenças e igualdades, a Educação pode ser Bancária que é depositária do saber e inquestionável; Educação Libertadora que é livre onde o saber é construído com a participação do aluno ativamente; e a Educação Dessensibilizadora Contexual onde aprendemos a não nos prendermos mais ao saber dessensibilizando-o e compreendendo-o como fenômeno do Contexto, de sua época sócio-histórica deixando ele passar através de seu conhecimento causando conhecimento mas não sensibilizando o aluno a mover-se por ideologias.
         O Trabalho, a Economia e a Globalização podem assim ser Bancárias, Libertadoras e/ou Dessensibilizadoras Contextuais. O Homem trabalha para ter economia, guardá-la, compreendê-la e depois livrar-se dela através de seus rituais educativos de iniciação e de passagem na Escola e fora da Escola trabalhando assim suas regras oriundas da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
O indivíduo é Concebido e Vive (A Concepção e o Herói: vive fantasticamente aprendendo a aprender mesmo sem ter aprendido a aprender, vive instintivamente desde a concepção com sua mãe na vida intra-uterina), se Encontra com a Deusa (Se Relaciona com sua Mãe), tem Sua Relação com o Pai (Aprende a Viver com o Pai), tem A Magia nas Decisões (Aprende conhecimento nas Escolas), e tem A Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver (Compreende o Valor de sua Vida e o de seu Mundo) – esta última fase só é alcançada por meio de regras de auto-conhecimento ou por meio de experiências culminantes e de deleite e deslumbramento intensos, pois a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis é intensa, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e para podermos desfrutar das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente!
Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
         Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na produção das causalidades.
         Sobre a energia vital, ela, passa agora a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
         A quantidade de catexia que se liga ou se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
         Catexizamos lembranças, pensamentos e fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
         O refluxo permite e independência, e a regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
         O funcionamento psíquico ocorre de duas maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
         Falamos aqui de um novo modelo de energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições, discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos, celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
         Percebemos que até certa altura da vida gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!


(CICLO UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO = INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.

         A embriologia é a vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!






Osny Mattanó Júnior
Londrina, 29 de novembro de 2016.





9.     Psicologia Humanista

OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e Filosofia
A origem da psicologia está ligada à história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e “Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas. Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre a Alma.
O método introspectivo, que foi o utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes, Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão, estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente, nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos, lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo, gestaltismo.

Correntes Psicológicas

Associacionismo ou Estruturalismo
Estruturalismo tem como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos – começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência, Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta será um dos objectivos principais do Estruturalismo.

Behaviorismo
behaviorismo é uma corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano, que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour), por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos (situação), que provocam um conjunto de respostas (reacção). Este binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as determinam.
Watson introduz, aqui, a noção de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção). Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J. Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século XX.
Piaget propõe que o comportamento é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos, desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S ↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma “tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o ‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma. Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes constituintes.

Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje, como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado, pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo inconsciente.
Os sonhos têm uma grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só, que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer, entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas, inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas para o analista.
Alguns Métodos da Psicologia:

A psicologia enquanto ciência possui uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.
No entanto, o método introspectivo ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento, pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se, apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações provocadas na variável dependente.
Variável externa ou parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível, neutralizadas.
grupo experimental é aquele em que o experimentador manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados, para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da variável.
O grupo amostra representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos, procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas, a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares; antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental (aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade; actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.

Psicometria
As técnicas psicométricas consistem na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique da pessoa.

Observação
A observação tem uma longa história no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da psicologia.
Fundamentalmente, a observação consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o comportamento.
É costume falar da observação sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
         Observação, Leitura e Transcrição Dinâmica 
         Através desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas vezes e só assim depois com a atenção flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento, em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos ainda, por meio desta nova técnica,  dos primórdios da Psicologia.

         A vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras, controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
         É através do Hiperespaço que podemos voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
         A vida teve início a partir das primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu, segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar telepaticamente.
         Porém a telepatia pode ter surgido devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos, tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir  devido as influências e interferências das tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros seres humanos,  revelando que todos possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores (emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
         Isto nos mostra que o ser humano e suas tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e elaborado, sincronizado.
         Notamos que a telepatia nos mostra que existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos.

         Nossas inteligências são 19:
1.     Espacial
2.     Territorial
3.     Corporal
4.     Lingüística
5.     Musical
6.     Matemática
7.     Interpessoal
8.     Intrapessoal
9.     Espiritual
10.           Emocional
11.           Naturalística
12.           Psicomotora
13.           Lúdica
14.           Narcísica
15.           Computacional
16.           Agrícola
17.           Urbana
18.           Moral
19.           Mortal

A inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou morte.
                   Sabemos que o cérebro é uma resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas comportamentais e psíquicas.
Diante e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja, sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes, ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!


A incapacidade de transcender advinda das guerras, crimes e
violências dos eventos que repercutem falta de paz em nosso interior e em nossas sociedades estão ligados as deficiências em nossos trabalhos, ofícios e profissões, como no que geram como a economia e a globalização da economia, da tecnologia, da informação, do consumo e da liberdade, inclusive  diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, à incapacidade de satisfazer nossas necessidades e de nos adaptarmos, fazendo dos nossos rituais de iniciação e de passagem verdadeiros fracassos e frustrações que daí nos tornamos destrutivos e auto-destrutivos com problemas adaptativos em aceitar as diferenças, a liberdade e a capacidade de criação e independência com privacidade e autonomia, livre-arbítrio, naturalidade e simplicidade, trabalho e percepção objetiva da realidade impulsionando as experiências místicas e culminantes, êxtase e deleite intensos, afeição e empatia para com a humanidade, resistência ao conformismo e um elevado grau de interesse social numa relação destrutiva com a Trajetória da Vida e dos Heróis e nos vencendo as capacidades nossos Monstros . Não aceitar e não saber lidar com o luto no trabalho, com as perdas, com as dívidas e com as conseqüências pós-morte da globalização, através dos nossos rituais e de nossos Monstros, como o luto ligado a economia (parar de gastar ou se fechar e economizar), a tecnologia (se abrir ou se fechar as tecnologias), ao consumo (se abrir ou se trancar ao consumo) e ao da informação (se isolar ou se abrir para o mundo de relações e informações) é problema adaptativo oriundo dos processos do consolo da singular dificuldade em se aceitar e às suas necessidades, sejam fisiológicas (comida, água, sexo, sono e ar), de garantia (segurança, estabilidade, ordem, proteção e libertação do medo e da ansiedade), de pertinência e de amor, de estima dos outros e de si mesmo, e de auto-realização. A cada necessidade mal elaborada pelo sujeito e pela sociedade aparece a indecência reorganizada e transformada em decência através da convivência, da paz e do amor, da naturalidade e simplicidade, do trabalho (como dos profissionais da saúde, educação, política, artes, etc.), da percepção objetiva da realidade, da afeição e da empatia por toda a humanidade, a decência é aqui ritualizada na Trajetória da Vida  e dos Heróis. Assim o consolo e o luto vão sendo organizados e reorganizados através da indecência e da decência que permite ao sujeito convivência, paz, amor, naturalidade, simplicidade, trabalho, objetividade, afeição, empatia pela humanidade, ou seja, um retorno a vida saudável e assim à auto-realização. Assim lidamos com o consolo, o luto, (a terminalidade) e a adaptação, e agora também com a memória, a economia e a globalização através de ritos e de nossos Heróis. A adaptação que é memória pois não existe memória mas sim somente adaptação, isto evoca a transcendência, trabalho, economia, e globalização. Assim lidamos com o sofrimento das guerras e buscamos paz e contentamento para superar nossos erros e fracassos humanos e pessoais, nossas tragédias existenciais para sempre lembradas em processos adaptativos mas que não sei porque teimamos em alguns períodos da história esquecer, em começar outras guerras e depois lamentar e começar a chorar e a pedir desculpas não sei por quê, a história sempre revela que toda guerra poderia ter sido evitada, a Educação tudo resolve!
Não aceitar as diferenças no trabalho, na economia, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, não tolerar erros se necessário, e na globalização ou seja, nossos Monstros é cortar uma das veias do coração humano e deixar sangrar até o morte das diferenças ou Monstros, é dar um tiro num animal, seja perigoso ou não, depende de como o entendemos e de como lidamos em relação a ele e a nós mesmos, com ou sem segurança e o porquê dessa atitude segura ou destrutiva, amável ou hostil? Saber lidar com as diferenças ou Monstros é aceitar a liberdade e a individualidade e sua capacidade de criação e independência com privacidade e autonomia, livre-arbítrio, agindo com naturalidade e simplicidade, e tendo capacidade para algum tipo de trabalho com uma percepção objetiva da realidade levando-o a experiências místicas e culminantes, êxtase e deleite intensos, com afeição e empatia pela humanidade, apresentando resistência ao conformismo e alto grau de interesse social. Saber lidar com os nossos Monstros nos ajuda a lidar com a Trajetória dos Heróis, ela:
1.     A concepção e o herói
2.     O chamado pode ser recusado
3.     As forças se unem para o bem-aventurado
4.     A travessia: se consumir
5.     Ser engolido e consumido
6.     O caminho obtuso
7.     O encontro com a deusa
8.     A mulher como tentação
9.     A relação com o pai
10.           A apoteose
11.           A última graça
12.           A difícil volta
13.           A magia nas decisões
14.           O resgate sobrenatural
15.           Os limites da volta
16.           Agora são dois mundos
17.           E a liberdade para se viver e ensinar a viver

No final da Trajetória dos Heróis alcançamos nossa Liberdade. 
     Não aceitar e não saber lidar com as diferenças ou Monstros, inclusive  diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente é não aceitar e não lidar com nossas próprias necessidades e liberdades, sejam fisiológicas (comida, água, sexo, sono e ar), de garantia (segurança, estabilidade, ordem, proteção e libertação do medo e da ansiedade), de pertinência e de amor, de estima dos outros e de si mesmo, e de auto-realização.
    A auto-realização é a plena Educação. A auto-realização é saber o que você mesmo pensa, sente, fala, mostra, ouve, vê e faz, é ser Educado para os rituais e pelos rituais de iniciação e de passagem para a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
   Quando falamos de auto-atualização também falamos de adaptação e assim de transcendência e de memória e meios de lidar com regras e rituais ligados a miséria como a caridade e o trabalho, o lucro, a exploração, o abuso, a violência, o controle, o mercado, as guerras, os conflitos, os horrores, as tragédias, as brigas, as perdas, os crimes, etc., para evocar a Educação e o Amor Fraterno de Deus e assim nosso sentimento de renascimento. A Educação prepara o indivíduo para o trabalho e para a economia e a globalização. A Educação prepara o indivíduo para a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, pois nascemos num mundo já Educado ou que já existe com modelos de Educação que serão internalizados.        
Então podemos dizer que pela Educação chegamos ao conhecimento da Adaptação e assim ao um poder haver o Apocalipse Universal com o fim do Universo , da vida e dos Saberes e das Ciências através do Teoria do Descontrutivismo Físico Mattanoniano, mas através do Construtivismo Físico Mattanoniano continuará havendo o Universo e a vida, as Ciências e ao Saberes pois não haverá os outros ¨big-bangs¨ ou ação de Deus ou do Homem através da Oração e de Deus e da Fé ou mesmo através da Ciência e da Física pondo fim ao nosso Universo, e até o Demônio poderia arruinar o Universo e a Vida e aos Saberes e a Ciência e também a si mesmo se afundando e deixando de exercer valor e influência e até mesmo deixando de existir através desses princípios teóricos e Bíblicos que por sinal fazem parte do nosso tempo e da minha vida. Através da Adaptação tudo pode ser transformado e/ou mudado, começado, terminado ou re-começado como exemplo, o Universo, o Apocalipse Universal!
Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos fenômenos associados a globalização de nossos antepassados e de suas relações sociais que marcaram a História da Humanidade e da Civilização.
Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver! Não precisamos sonhar com a civilização se reconhecermos a nossa civilização! Eu escrevo: já temos uma civilização, somos uma Humanidade crescente!
O Homem Trabalha e Economiza para satisfazer suas necessidades, sejam fisiológicas (comida, água, sexo, sono e ar), de garantia (segurança, estabilidade, ordem, proteção e libertação do medo e da ansiedade), de pertinência e de amor, de estima dos outros e de si mesmo, e de auto-realização através de ritos para sua Educação já pronta e para se fazer durante sua Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
O Homem busca sua auto-realização (a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver) satisfazendo suas necessidades anteriores, elas, fisiológicas (a Concepção e o Herói), de garantia (as Forças se Unem para o Bem-aventurado), de pertinência e de amor (o Encontro com a Deusa), de estima dos outros e de si mesmo (a Apoteose), e de auto-realização (a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver) , inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e para podermos desfrutar das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente. 
Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
         Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na produção das causalidades.
         Sobre a energia vital, ela, passa agora a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
         A quantidade de catexia que se liga ou se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
         Catexizamos lembranças, pensamentos e fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
         O refluxo permite e independência, e a regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
         O funcionamento psíquico ocorre de duas maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
         Falamos aqui de um novo modelo de energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições, discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos, celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
         Percebemos que até certa altura da vida gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!


(CICLO UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO = INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.

         A embriologia é a vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!





Osny Mattanó Júnior
Londrina, 29 de novembro de 2016.
10.                       Psicologia da Personalidade

OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e Filosofia
A origem da psicologia está ligada à história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e “Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas. Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre a Alma.
O método introspectivo, que foi o utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes, Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão, estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente, nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos, lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo, gestaltismo.

Correntes Psicológicas

Associacionismo ou Estruturalismo
Estruturalismo tem como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos – começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência, Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta será um dos objectivos principais do Estruturalismo.

Behaviorismo
behaviorismo é uma corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano, que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour), por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos (situação), que provocam um conjunto de respostas (reacção). Este binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as determinam.
Watson introduz, aqui, a noção de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção). Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J. Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século XX.
Piaget propõe que o comportamento é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos, desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S ↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma “tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o ‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma. Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes constituintes.

Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje, como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado, pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo inconsciente.
Os sonhos têm uma grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só, que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer, entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas, inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas para o analista.
Alguns Métodos da Psicologia:

A psicologia enquanto ciência possui uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.
No entanto, o método introspectivo ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento, pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se, apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações provocadas na variável dependente.
Variável externa ou parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível, neutralizadas.
grupo experimental é aquele em que o experimentador manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados, para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da variável.
O grupo amostra representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos, procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas, a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares; antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental (aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade; actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.

Psicometria
As técnicas psicométricas consistem na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique da pessoa.

Observação
A observação tem uma longa história no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da psicologia.
Fundamentalmente, a observação consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o comportamento.
É costume falar da observação sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
         Observação, Leitura e Transcrição Dinâmica 
         Através desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas vezes e só assim depois com a atenção flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento, em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos ainda, por meio desta nova técnica,  dos primórdios da Psicologia.

         A vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras, controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
         É através do Hiperespaço que podemos voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
         A vida teve início a partir das primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu, segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar telepaticamente.
         Porém a telepatia pode ter surgido devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos, tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir  devido as influências e interferências das tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros seres humanos,  revelando que todos possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores (emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
         Isto nos mostra que o ser humano e suas tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e elaborado, sincronizado.
         Notamos que a telepatia nos mostra que existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos.

         Nossas inteligências são 19:
1.     Espacial
2.     Territorial
3.     Corporal
4.     Lingüística
5.     Musical
6.     Matemática
7.     Interpessoal
8.     Intrapessoal
9.     Espiritual
10.           Emocional
11.           Naturalística
12.           Psicomotora
13.           Lúdica
14.           Narcísica
15.           Computacional
16.           Agrícola
17.           Urbana
18.           Moral
19.           Mortal

A inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou morte.
                   Sabemos que o cérebro é uma resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas comportamentais e psíquicas.
Diante e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja, sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes, ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!

Esta abordagem entende que os rituais de iniciação e de passagem e a
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, a adaptação e a transcendência oriundos das relações em tempos de guerras e de paz e a memória que por sua vez repercute como adaptação,  e atividades de trabalho, economia e de globalização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, podem serem fruto de uma relação mãe e filho se ela, sua mãe, não satisfazer a necessidade de amor de seu filho pela sua tendência inata para atualizar as suas capacidades e potencialidades do seu eu, gerando auto-atualização, então pode gerar sofrimento durante a etapa de adaptação no sofrimento durante as perdas. Está má relação pode originar conseqüências ruins para a auto-atualização assim para o seu modo de lidar ritualmente com o luto e com a formação do próprio luto, com nossa Trajetória da Vida, dos Monstros e dos  Heróis, por exemplo em guerras e más memórias, ou seja, má adaptação fisiológica, morfológica  e/ou comportamental no trabalho, nas relações econômicas e com a economia e na globalização da tecnologia, da economia, da informação, do consumo e da liberdade. A tendência inata para a auto-atualização deixa o indivíduo capaz de dominar seu luto em seus relacionamentos gerando paz e um alto grau de saúde psicológica através de seu pleno funcionamento mental deixando-o em pleno funcionamento mental para o trabalho, a economia e a globalização. Esta capacidade permite toda e qualquer experiência seguindo seus próprios instintos e não pelas opiniões e vontades dos outros com liberdade de pensamento e um alto grau de criatividade dominando seu sofrimento e luto e assim sendo adaptado e justo consigo mesmo, oferecendo ao indivíduo o mais alto grau de saúde psicológica, a auto-atualização. Assim a Educação com seus rituais de iniciação e de passagem ajuda a levar a auto-atualização pois com uma boa relação entre mãe e filho tudo fica melhor para o futuro das crianças, havendo então paz e contentamento, produzindo boa adaptação que é assim também boa memória já que não existe memória, apenas adaptação fisiológica, morfológica e/ou comportamental.
     Pela nossa tendência inata para atualizar as nossas capacidades e potencialidades do eu se dá a auto-atualização que pode ser prejudicada pelas experiências infantis se suas experiências com sua mãe não satisfazer sua necessidade de amor pela estima positiva entre mãe-filho e pela aprendizagem oriunda das relações com sua mãe e de outras relações limitando-a a possíveis Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, como o bullying sexual, moral ou psicológico dentre outras formas de violência e agressão como a física e social no trabalho, nas relações econômicas e na globalização, assim, favorecendo o desrespeito as incolumidades corporal, pessoal, patrimonial e da vida pública, e delinqüência podendo se transformar num criminoso ou ensimesmado.
     A tendência inata para a auto-atualização permite ao sujeito dominar seus Monstros internos e relacionados as relações sociais, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, conduzindo-o a paz e equilíbrio num alto grau de saúde psicológica pelo pleno funcionamento de sua mente no trabalho, na economia e na globalização. Serão assim abertos a toda e qualquer experiência, viverão plenamente cada momento de suas vidas, guiar-se-ão pelos seus próprios instintos e não pelas opiniões e vontades dos outros, terão liberdade de pensamento e a um alto grau de criatividade assujeitando-os ao domínio dos seus Monstros biológicos, psicológicos, sociológicos, filosóficos e/ou espirituais com satisfatória adaptação e boa memória.
     A tendência inata satisfeita permite a auto-atualização reforçada pela Educação que deste modo assegura a segurança e a paz no mundo e nas regiões do mundo, graças a boa relação entre mãe e filho e a auto-atualização, enfim a Educação que tudo resolve. A Educação nos educa para o trabalho, para a economia e para a globalização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e  para as descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente. A Educação nos educa para a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis. A Trajetória dos Heróis é a seguinte:
1.     A concepção e o herói
2.     O chamado pode ser recusado
3.     As forças se unem para o bem-aventurado
4.     A travessia: se consumir
5.     Ser engolido e consumido
6.     O caminho obtuso
7.     O encontro com a deusa
8.     A mulher como tentação
9.     A relação com o pai
10.           A apoteose
11.           A última graça
12.           A difícil volta
13.           A magia nas decisões
14.           O resgate sobrenatural
15.           Os limites da volta
16.           Agora são dois mundos
17.           E a liberdade para se viver e ensinar a viver
     A auto-atualização só é alcançada com a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, ela é fruto da Educação etapa-a-etapa, desde a Concepção e o Herói até a última já citada anteriormente.
     A Educação é assim um conjunto de ritos de iniciação e de passagem,  frutos da adaptação que evocam transcendência para lidarmos com as misérias com a caridade e o trabalho, e também com seus desenvolvimentos, o abuso, a exploração, a violência, os crimes, as guerras, os holocaustos, as barbaridades, as crueldades, as insanidades, as doenças biológicas, ecológicas, físicas, químicas, psíquicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais, as tragédias, os conflitos, as perdas, etc., deste modo abordamos o Amor de Deus e o nosso sentimento de renascimento que nos faz renascer e enfrentar tudo de novo, cada problema e superar momento-a-momento problema-a-problema como os sexuais, os morais, os mentais, os físicos, etc., para alcançarmos a auto-atualização diante da Trajetória dos Heróis.
Então podemos dizer que pela Educação chegamos ao conhecimento da auto-atualização e da  Adaptação e assim ao um poder haver o Apocalipse Universal com o fim do Universo , da vida e dos Saberes e das Ciências através do Teoria do Descontrutivismo Físico Mattanoniano, mas através do Construtivismo Físico Mattanoniano continuará havendo o Universo e a vida, as Ciências e ao Saberes pois não haverá os outros ¨big-bangs¨ ou ação de Deus ou do Homem através da Oração e de Deus e da Fé ou mesmo através da Ciência e da Física pondo fim ao nosso Universo, e até o Demônio poderia arruinar o Universo e a Vida e aos Saberes e a Ciência e também a si mesmo se afundando e deixando de exercer valor e influência e até mesmo deixando de existir através desses princípios teóricos e Bíblicos que por sinal fazem parte do nosso tempo e da minha vida. Através da Adaptação tudo pode ser transformado e/ou mudado, começado, terminado ou re-começado como exemplo, o Universo, o Apocalipse Universal! O Amor de Deus salva-nos restando o  Paraíso e o nosso sentimento de renascimento e de salvação diante das dificuldades e problemas agora até mesmo Universais! A auto-atualização pode nos Salvar!
O Homem Trabalha pois é Educado e é através da Educação que atinge a auto-atualização e assim o pleno funcionamento mental no Trabalho, na Economia e na Globalização através dos ritos de sua sociedade.
O Homem trabalha para garantir sua Educação e sua auto-atualização econômica, ou seja, permitir que sua tendência inata para a auto-atualização leve-o a relações sociais de paz e de equilíbrio com um alto grau de saúde psicológica pelo seu pleno funcionamento mental no trabalho, na economia e na globalização, ficando abertos a toda e qualquer experiência, a cada momento de suas vidas, aos seus próprios instintos e não às opiniões e vontades dos outros, terão liberdade de pensamento e um alto grau de criatividade dominando seus Monstros a ponto de vencê-los com a força de seus Heróis durante sua Trajetória dos Heróis a fim de que encontre a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver e viva assim sua auto-atualização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e  para podermos desfrutar das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente.
Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
         Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na produção das causalidades.
         Sobre a energia vital, ela, passa agora a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
         A quantidade de catexia que se liga ou se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
         Catexizamos lembranças, pensamentos e fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
         O refluxo permite e independência, e a regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
         O funcionamento psíquico ocorre de duas maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
         Falamos aqui de um novo modelo de energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições, discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos, celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
         Percebemos que até certa altura da vida gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!

(CICLO UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO = INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.

         A embriologia é a vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das inteligências; concluído este processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!






Osny Mattanó Júnior
Londrina, 29 de novembro de 2016.



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