7. Psicologia Social
OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da
Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e
Filosofia
A origem da psicologia está ligada à
história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência
no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje
como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga
acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões
filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e
“Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios
da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu
criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas.
Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma
humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre
a Alma.
O método introspectivo, que foi o
utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos
clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua
obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores
realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes,
Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a
história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo
da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos
que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão,
estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com
Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente,
nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu
a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o
fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No
sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto
de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto
disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e
os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção
que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e
subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos,
lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo
da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o
aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo,
gestaltismo.
Correntes
Psicológicas
Associacionismo ou
Estruturalismo
O Estruturalismo tem
como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não
como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a
introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como
metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos –
começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como
Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos
processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência,
Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples
e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações
são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos.
Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram
que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não
uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos
psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se
umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta
será um dos objectivos principais do Estruturalismo.
Behaviorismo
O behaviorismo é uma
corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano,
que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour),
por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar
ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria
de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos
directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma
sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco
ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento
define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos S (situação),
que provocam um conjunto de respostas R (reacção). Este
binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas
objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também
directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência
situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação
causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas
leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção
subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que
a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear
relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as
determinam.
Watson introduz, aqui, a noção
de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo
estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos
são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um
processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo
natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo
modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a
célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de
carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção).
Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da
carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo
natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta
nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a campainha
e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos
face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a
personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa
interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o
Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais
actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J.
Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século
XX.
Piaget propõe que o comportamento
é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que
influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma
vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o
sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas
cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel
activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma
enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o
termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do
meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua
personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou
conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir
ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na
forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um
modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos,
desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito;
aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a
perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da
situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado
simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um
autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget
propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S
↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a
personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências
comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a
existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada
sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a
situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as
suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do
behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu
próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas
interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma
“tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes
do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que
não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma
análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno
psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira
preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa
forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da
consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus
elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o
‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma
visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos
fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a
globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas
revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua
forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como
pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma.
Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente
desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes
constituintes.
Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje,
como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais
conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários
contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos
tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um
contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da
prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a
hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado,
pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira
vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos
da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de
pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção
terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns
mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise
de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação
médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se
com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o
paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do
paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas
ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo
inconsciente.
Os sonhos têm uma
grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo
disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que
o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes
encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente
de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente
liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é
fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só,
que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o
inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao
inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer,
entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas,
inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas
para o analista.
Alguns Métodos da
Psicologia:
A psicologia enquanto ciência possui
uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam
diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e
compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não
compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num
voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso
espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A
introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer
introspecção.
No entanto, o método introspectivo
ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta
um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da
psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior
orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros
passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o
introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro
laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica.
Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na
segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e
analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é
descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado,
devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo
tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é
impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que
sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à
janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um
fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo,
considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua
tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método
introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para
explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como
todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e
dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos.
Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento,
pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a
verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação
deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se
consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia
infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a
impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se,
apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do
inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das
Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro
etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de
observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos
alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração
vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É
aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável
independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações
provocadas na variável dependente.
Variável externa ou
parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo
investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa
a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível,
neutralizadas.
O grupo
experimental é aquele em que o experimentador
manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele
que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz
respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados,
para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da
variável.
O grupo amostra
representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto
total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste
no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o
mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o
médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos,
procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas,
a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares;
antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade
prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental
(aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade;
actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração
geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de
avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.
Psicometria
As técnicas psicométricas consistem
na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos
seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do
psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir
da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas
ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na
construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique
da pessoa.
Observação
A observação tem uma longa história
no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo
imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da
psicologia.
Fundamentalmente, a observação
consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre
sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o
comportamento.
É costume falar da observação
sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não
obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo
propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração
de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de
uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o
reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não
eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se
investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um
projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com
precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em
psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação
participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e
ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que
a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a
um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
Observação,
Leitura e Transcrição Dinâmica
Através
desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e
Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó
Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto
e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas
vezes e só assim depois com a atenção
flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer
inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem
do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo
momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo
dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento,
em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do
texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos ainda,
por meio desta nova técnica, dos
primórdios da Psicologia.
A
vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo,
a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da
época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o
indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir
ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras,
controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver
realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
É através do Hiperespaço que podemos
voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
A vida teve início a partir das
primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a
Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a
Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu,
segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos
monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser
humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou
seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase
evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar
telepaticamente.
Porém a telepatia pode ter surgido
devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos,
tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de
dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir devido as influências e interferências das
tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros
seres humanos, revelando que todos
possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores
(emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
Isto nos mostra que o ser humano e suas
tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e
elaborado, sincronizado.
Notamos que a telepatia nos mostra que
existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos
ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou
matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser
humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É
através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a
partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a
partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso
cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente
para tudo que percebemos.
Nossas inteligências são 19:
1. Espacial
2. Territorial
3. Corporal
4. Lingüística
5. Musical
6. Matemática
7. Interpessoal
8. Intrapessoal
9. Espiritual
10.
Emocional
11.
Naturalística
12.
Psicomotora
13.
Lúdica
14.
Narcísica
15.
Computacional
16.
Agrícola
17.
Urbana
18.
Moral
19.
Mortal
A
inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos
às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou
inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar
moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada
vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar
com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela
se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição
com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou
morte.
Sabemos que o cérebro é uma
resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas
inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência
que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências
que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas
comportamentais e psíquicas.
Diante
e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas
respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos
sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas
inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o
comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja,
sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes,
ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!
Para falarmos sobre o trabalho, a economia e a globalização,
inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e das descobertas
oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo
menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no
comportamento gregário que também revela-se inteligente, através de rituais e
da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis precisamos não somente dos
conceitos sobre a consciência, a identidade, a atividade e a alienação, devemos
acrescentar a afetividade (sendo esta sentimentos e emoções) descolando-a da
identidade pois esta agora pode englobar aspectos do passado, presente e futuro
enquanto que a afetividade pertence somente ao contexto do aqui e agora, mesmo
que haja uma memória afetiva esta pertencerá à identidade e não a
afetividade, a afetividade somente o
aqui e agora como por exemplo aceitável o que sentimos quando nos recordamos
aqui e agora de aspectos do passado, coisas do presente ou aspectos que
planejamos para o nosso futuro. E há também o inconsciente, processo pelo qual
algo não se passa nem se processa
conscientemente como perceber uma coisa ou outra ao mesmo tempo, diferentemente
do inconsciente freudiano. Este inconsciente está ligado à percepção que afeta
a consciência, a identidade, a atividade, a alienação e a afetividade. Então a
adaptação sexual, moral, física, mental, social e/ou pública dependem do
contexto sócio-histórico sendo ela na maior parte das vezes violência por não
aceitar e exogrupo a partir de suas concepções endogrupais e etnocêntricas onde
pela força você domina, castiga, transforma, tipifica, descaracteriza, mata o
outro que não lhe pertence a sua estrutura grupal e assim a sua consciência,
identidade, atividade, alienação, afetividade e inconsciência, seja no
trabalho, nas relações econômicas e na economia e na globalização da economia,
da tecnologia, do consumo, da informação e da liberdade através ou não dos
rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis. O outro e seu grupo
são o indecente que não possuem virtudes nem qualidades onde até a
terminalidade lhe são fatais, ou seja, não há vida para o outro nem
independência, só há morte! O papel dos grupos é defender seus membros da fome,
do frio, da terminalidade, dos perigos, ameaças e adversidades do meio ambiente
assim o outro é condenado a ser domado ou morto para ser o ou não ser consumido
como comida para o corpo, a alma ou para o imaginário e simbólico, somos
animais, ou até mesmo para o nosso sentimento e desejo de escravizar o próximo
no trabalho, na economia e através da economia e na globalização e através da
globalização! E estamos fadados a nunca deixarmos nesta vida a deixarmos de
sermos animais e sobrevivermos da morte das outras coisas vivas para a própria
coisa chamada vida e assim também a escravidão no trabalho, na economia e na
globalização por causa dos nossos rituais. A indecência hoje seria a violência,
a escravidão, a alienação, o futuro é difícil de predizer, talvez com base em
outras vivências e experiências grupais, novas tecnologias deixe de ser
violência à morte do outro e o próprio outro o aceitando e acolhendo-o pacificamente
sem dualismo amor e ódio, guerra e paz por causa de monstros internos de
pessoas e grupos violentos e assim indecentes, será que um dia a indecência
haverá se de se esgotar? A indecência depende de como encaramos a terminalidade
e de seus rituais de luto e de consolo, de passagem, e deste modo, o consolo e
o luto, depende do trabalho, da economia, da globalização, da adaptação que é
por sua vez mantenedora da memória ou mesmo, a própria memória afetiva ou não
afetiva! A indecência é a violência, as guerras, o protesto, o movimento, o
vandalismo, o sofrimento, e a decência seria então a paz, o contentamento, a
Educação é a decência, onde há decência há Educação e onde há indecência não há
Educação, basicamente Educação é isto e serve para resolver este tipo de
problema! A Educação se faz através de rituais de iniciação e de passagem,
precisamos dos rituais. Precisamos de rituais para nossa identidade,
consciência, atividade, alienação, inconsciente e afetividade desde a iniciação
até a passagem pelos limiares até a liberdade. Por isso devemos Educar nossos
filhos, e a nós mesmos continuamente em todos os ambientes de nossas vidas, em
todos os nossos relacionamentos sociais, para que nossa consciência, atividade,
identidade, inconsciência, alienação e afetividade sirvam-nos ao nosso
bem-estar social e nossos Monstros não nos dominem. Precisamos alcançar a
Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver através da Trajetória dos Heróis,
ela:
1. A
concepção e o herói
2. O
chamado pode ser recusado
3. As
forças se unem para o bem-aventurado
4. A
travessia: se consumir
5. Ser
engolido e consumido
6. O
caminho obtuso
7. O
encontro com a deusa
8. A
mulher como tentação
9. A
relação com o pai
10.
A apoteose
11.
A última graça
12.
A difícil volta
13.
A magia nas decisões
14.
O resgate sobrenatural
15.
Os limites da volta
16.
Agora são dois mundos
17.
E a liberdade para se viver e ensinar a
viver
Nossos Heróis enfrentarão na Trajetória da
Vida os Monstros.
Para esta abordagem os Monstros, inclusive diante
dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do
Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento
gregário que também revela-se inteligente, são produtos da atividade, da
consciência, da identidade, da alienação e do inconsciente nas relações entre
sujeitos sociais também no trabalho, na economia e na globalização através ou
não de rituais.
Pela atividade o sujeito se apropria
do mundo e se expressa pela consciência processo da sua identidade e do que não
consegue ter totalmente pela alienação e pelas coisas que não se processam
conscientemente como perceber mais de uma coisa ao mesmo tempo, o inconsciente
que condensa e desloca informatividade, saber.
Se compreendemos a linguagem dos
Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através
das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, falaremos com eles mas se não obtivermos êxito não nos
comunicaremos com eles e serão processos obscuros e menos acessíveis em nossas
vidas sociais causando coisas incompreensíveis como coisas falsas que por serem
falsas não têm valor de existência por não existir, mesmo existindo falsamente?
Se não compreendemos a linguagem dos Monstros ela será falsa porém nossa
atividade diante de uma coisa falsa é difícil e dolorosa, causa sofrimento à
consciência e à identidade por estar alienada e sob processos inconscientes
incompreensíveis.
E assim lidamos com nossos Monstros!
Nossos Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda
hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e
as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, devem ser abordados no trato social através de rituais de
iniciação e da passagem e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis
também em movimentos, protestos, vandalismos, agitadores, criminosos,
baderneiros, curiosos, de nossos meios
com Educação, pois como vimos a Educação tudo resolve, tudo socializa, desde o
nascimento até a morte, ou seja, por toda a vida, durante todo o período
relacional social e suas implicações educativas, não mais nem menos, só
educativas, a vida é uma constante Educação, não deve ser vista como outra
coisa, como violência, como trabalho, como luta, como dever, como qualquer
outra coisa, deve ser vista como Educação para hoje e para a amanhã, para o
futuro e assim para a eternidade, deste modo a vida na Terra estará perpetuada
e a salvo dos males da criatividade associada a destrutividade e
auto-destrutividade da humanidade. A vida é uma constante e transformante
Educação!
Concluo que a adaptação propicia a atividade de memorizar
que por sua vez leva a atividade, a consciência e a identidade, afetividade,
inconsciência e alienação de miserável que produz nas relações sociais os ritos
e a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, a caridade e o trabalho,
economia e globalização da economia, da informação, da tecnologia e do consumo,
e da liberdade que ajudaram a fazer surgir na humanidade a violência, a
exploração e o abuso, o crime, a desordem, o caos, a crueldade, a criação e
proliferação social de doenças biológicas, psicológicas, sociais, filosóficas
e/ou espirituais, as guerras, toda sorte de maldades que conhecemos e que
cometemos uns contra os outros por não termos Educação suficiente para lidarmos
com nossos Monstros e assim transcender e lidar com o sentimento de
renascimento que vem do Alto! Este sentimento só vem da nossa relação para com
Deus! Podemos Amar a Deus e temos uma área no nosso cérebro para isto! Deus faz
bem!
Mas para finalizar podemos abordar o Construtivismo Físico
Mattanoniano onde há continuidade da vida e do Universo e assim das Ciências,
das Artes e dos Saberes e o
Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o Apocalipse Universal pondo
fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física, a Química, a Sociologia, a
Filosofia e a Espiritualidade, pondo fim às Ciências Biológicas, Humanas, da
Saúde, Exatas, Sociais, da Computação, etc., acabando com as Ciências que
descobrimos e que criamos e desenvolvemos, restando somente Deus e o Reino de
Deus com aqueles que foram para o Paraíso! Nem mesmo o Inferno resistirá ao
Apocalipse Universal que poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou
outros Universos que destruam o nosso Universo seja por ação Natural ou
Sobrenatural como por exemplo de Deus ou do Demônio, ou até mesmo através do
Ser Humano, com experiências Físicas por exemplo, ou através da Oração, da
Comunhão e da Fé! O Demônio pode se arruinar se ele entrar em conflito consigo
mesmo, isto é, se ele se arruinar – está na Bíblia com outras palavras mas com
a mesma mensagem Sagrada e Divina, Eterna! Abordamos novamente nossos rituais
religiosos de iniciação e da passagem e também seus ensinamentos agregados a
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
A liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo
e até com o nosso Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam
nossa capacidade de sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em
frente, a liberdade deve marcar a Vida e não a Morte. A liberdade é um processo
individual marcado pelo aprisionamento coletivo e social, de nossas relações
sociais primárias na família e secundários, fora da família. A liberdade
solitária e individual é ritualizada internamente e a liberdade partilhada e
coletiva é ritualizada internamente e externamente.
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através
das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram,
nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos
fenômenos associados a globalização de nossos antepassados e de suas relações
sociais que marcaram a História da Humanidade e da Civilização.
Amanhã
seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós
hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos
sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
Não precisamos sonhar com a civilização se reconhecermos a nossa civilização!
Eu escrevo: já temos uma civilização, somos uma Humanidade crescente!
A Evolução filogenética é um
processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e
tende mais para ser destrutiva em nossos tempos; a Evolução cultural é mista e
mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo crescente
e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em nossos
tempos. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem pressa e
alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a vida e a
paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem objetivos e
ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
A Evolução educa nossa Vida, nossos Monstros e nossos Heróis através dos
rituais de iniciação e de passagem pela Escola, Religião, Trabalho, Sexo e
Sexualidade, e outros aprendizados e manifestações comportamentais sociais.
A Evolução pode ser ainda individual
ou coletiva. A Evolução individual é libertadora e inovadora, e a Evolução
coletiva é aprisionadora e conservadora. A Evolução caminha lentamente através
da liberdade e do aprisionamento, da inovação e do conservadorismo. A vida
coletiva dura mais do que a vida individual em função disto é que a Evolução
não tem pressa e caminha lentamente. Querendo ou não estamos evoluindo!
Desejando ou não estamos trabalhando, tendo relações econômicas e
globalizadoras em função de nossas descobertas e do avanço Científico e
Tecnológico, e do crescimento da população mundial – a Evolução educa e
preserva a Educação e o ensino, a aprendizagem e as descobertas individuais,
sociais e coletivas – estamos sendo Educados a vida inteira - a Educação não termina, não tem fim e a
Evolução também! Evoluir pode ser também se Educar que é aprender a conviver! A
Evolução leva a convivência! Para conviver dependemos de nossa carga
filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo! A
Evolução faz evoluir a espécie, o indivíduo e a cultura ou sociedade, o
espírito, a vida e o cosmos, ela é voltada para a convivência e não para a
exclusão! As descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e
oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo
menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no
comportamento gregário que também revela-se inteligente, são voltadas para a
convivência pois são evolutivas! Temos leis que punem discriminadores, racistas
e perseguidores! A Evolução é voltada para a convivência e não para a exclusão
e discriminação! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização também
são voltadas para a convivência e não para a exclusão e discriminação! Exclusão
social e discriminação tendem hoje a serem crimes no Brasil e no mundo! A
Evolução do trabalho, da economia e da globalização dependem e caminham a
passos mais rápidos do que aos da filogênese e da ontogênese, a Cultura Evolui
mais rápido entre os Humanos! Estamos caminhando rapidamente para a união e
para os fenômenos positivos da globalização como a integração, a derrubada de
fronteiras, a educação, a economia, a tecnologia, o consumo, a informação, a
liberdade e a política! A Evolução cultural produz política e depende hoje da
política para se governar e se sustentar, política é a arte de bem-governar!
Bem-governar é poder ter e poder oferecer Saúde, Educação, Trabalho, Liberdade,
Lazer, Locomoção e Ir-e-vir, Política, Vida, Propriedade Intelectual e
Propriedade Material, Religião, Alimentação e Água, Renda, Teto, Vestimenta,
Afetividade, Cultura, Sexualidade, Família, Transporte, Saneamento, Segurança e
Justiça como Direitos básicos a população se houvesse uma Reforma Política no
Brasil!
Para uma Reforma
Política no Brasil dependemos do conhecimento e da Educação de nossas Vidas,
Monstros e Heróis! Precisamos descortinar o alvorecer do Sol! Precisamos,
segundo Osny Mattanó Júnior, ser Concebidos e Viver (Fase do Nascimento e da
Vida); Precisamos nos Encontrar com a Deusa (Fase das Primeiras Relações
Sociais); Precisamos da Relação com o Pai (Fase da Transferência de Conteúdo
das Primeiras Relações Sociais); Precisamos da Magia nas Decisões (Fase da
Educação e do Trabalho); e para obtermos sucesso e realização, Precisamos da
Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver (Fase do Trabalho, da Produtividade e
da Nova Família) , inclusive diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje e para podermos desfrutar das descobertas
oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo
menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no
comportamento gregário que também revela-se inteligente!
Sigmund
Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou
estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a
interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua
Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo
anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na
vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o
condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja
niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da
pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da
consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na
produção das causalidades.
Sobre a energia vital, ela, passa agora
a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido
na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de
vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
A quantidade de catexia que se liga ou
se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do
investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
Catexizamos lembranças, pensamentos e
fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos
do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
O refluxo permite e independência, e a
regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
O funcionamento psíquico ocorre de duas
maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos
primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade
de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o
secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
Falamos aqui de um novo modelo de
energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que
a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento
universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e
estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições,
discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos,
celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a
partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
Percebemos que até certa altura da vida
gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e
mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o
nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja,
dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a
comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e
situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não
ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no
sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!
(CICLO
UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA
+ NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO =
INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.
A embriologia é a vida desde a
concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a
sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o
elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o
Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há
ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada,
o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada,
ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida,
sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que
fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os
processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a
gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais
sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano
retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de
seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO +
DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu
princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O
Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 29 de novembro
de 2016.
8. Psicologia
Escolar
OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da
Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e
Filosofia
A origem da psicologia está ligada à
história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência
no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje
como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga
acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões
filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e
“Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios
da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu
criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas.
Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma
humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre
a Alma.
O método introspectivo, que foi o
utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos
clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua
obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores
realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes,
Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a
história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo
da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos
que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão,
estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com
Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente,
nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu
a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o
fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No
sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto
de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto
disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e
os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção
que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e
subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos,
lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo
da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o
aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo,
gestaltismo.
Correntes
Psicológicas
Associacionismo ou
Estruturalismo
O Estruturalismo tem
como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não
como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a
introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como
metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos –
começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como
Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos
processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência,
Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples
e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações
são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos.
Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram
que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não
uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos
psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se
umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta
será um dos objectivos principais do Estruturalismo.
Behaviorismo
O behaviorismo é uma
corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano,
que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour),
por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar
ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria
de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos
directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma
sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco
ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento
define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos S (situação),
que provocam um conjunto de respostas R (reacção). Este
binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas
objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também
directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência
situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação
causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas
leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção
subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que
a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear
relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as
determinam.
Watson introduz, aqui, a noção
de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo
estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos
são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um
processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo
natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo
modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a
célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de
carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção).
Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da
carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo
natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta
nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a
campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som.
Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a
personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa
interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o
Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais
actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J.
Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século
XX.
Piaget propõe que o comportamento
é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que
influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma
vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o
sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas
cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel
activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma
enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o
termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do
meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua
personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou
conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir
ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na
forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um
modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos,
desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do
sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a perspectiva
behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da situação,
cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado simplistas e
redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com um ser
que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget
propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S
↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a
personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências
comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a
existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada
sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a
situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as
suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do
behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu
próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas
interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma
“tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes
do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que
não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma
análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno
psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira
preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa
forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da
consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus
elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o
‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma
visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos
fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a
globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas
revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua
forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como
pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma.
Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente
desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes
constituintes.
Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje,
como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais
conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários
contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos
tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um
contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da
prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a
hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado,
pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira
vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos
da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de
pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção
terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns
mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise
de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação
médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se
com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o
paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do
paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas
ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo
inconsciente.
Os sonhos têm uma
grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo
disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que
o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes
encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente
de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente
liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é
fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só,
que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o
inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao
inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer,
entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas,
inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas
para o analista.
Alguns Métodos da
Psicologia:
A psicologia enquanto ciência possui
uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam
diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e
compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não
compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num
voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso
espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A
introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer
introspecção.
No entanto, o método introspectivo
ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta
um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da
psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior
orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros
passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o
introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro
laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica.
Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na
segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e
analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é
descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado,
devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo
tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é
impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que
sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à
janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um
fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo,
considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua
tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método
introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para
explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como
todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e
dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos.
Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento,
pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a
verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação
deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se
consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia
infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a
impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se,
apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do
inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das
Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro
etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de
observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos
alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração
vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É
aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável
independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações
provocadas na variável dependente.
Variável externa ou
parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo
investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa
a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível,
neutralizadas.
O grupo
experimental é aquele em que o experimentador
manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele
que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz
respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados,
para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da
variável.
O grupo amostra
representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto
total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste
no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o
mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o
médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos,
procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas,
a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares;
antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade
prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental
(aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade;
actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração
geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de
avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.
Psicometria
As técnicas psicométricas consistem
na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos
seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do
psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir
da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas
ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na
construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique
da pessoa.
Observação
A observação tem uma longa história
no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo
imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da
psicologia.
Fundamentalmente, a observação
consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre
sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o
comportamento.
É costume falar da observação
sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não
obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo
propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração
de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de
uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o
reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não
eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se
investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um
projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com
precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em
psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação
participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e
ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que
a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a
um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
Observação,
Leitura e Transcrição Dinâmica
Através
desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e
Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó
Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto
e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas
vezes e só assim depois com a atenção
flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer
inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem
do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo
momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo
dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento,
em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do
texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos ainda,
por meio desta nova técnica, dos
primórdios da Psicologia.
A
vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo,
a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da
época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o
indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir
ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras,
controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver
realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
É através do Hiperespaço que podemos
voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
A vida teve início a partir das
primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a
Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a
Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu,
segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos
monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser
humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou
seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase
evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar
telepaticamente.
Porém a telepatia pode ter surgido
devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos,
tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de
dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir devido as influências e interferências das
tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros
seres humanos, revelando que todos
possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores
(emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
Isto nos mostra que o ser humano e suas
tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e
elaborado, sincronizado.
Notamos que a telepatia nos mostra que
existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos
ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou
matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser
humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É
através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a
partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a
partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso
cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente
para tudo que percebemos.
Nossas inteligências são 19:
1. Espacial
2. Territorial
3. Corporal
4. Lingüística
5. Musical
6. Matemática
7. Interpessoal
8. Intrapessoal
9. Espiritual
10.
Emocional
11.
Naturalística
12.
Psicomotora
13.
Lúdica
14.
Narcísica
15.
Computacional
16.
Agrícola
17.
Urbana
18.
Moral
19.
Mortal
A
inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos
às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou
inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar
moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada
vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar
com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela
se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição
com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou
morte.
Sabemos que o cérebro é uma
resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas
inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência
que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências
que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas
comportamentais e psíquicas.
Diante
e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas
respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos
sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas
inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o
comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja,
sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes,
ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!
No
âmbito escolar a Psicologia Escolar entende que o trabalho, a economia e a
globalização, e a adaptação, inclusive diante dos primórdios da Psicologia
ainda hoje e as descobertas oriundas do
Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento
gregário que também revela-se inteligente,
que levam a transcendência oriundos das situações em que vivemos
experiências de aprendizado em experiências de conflitos e de paz e assim a
adaptação estão ligados aos processos de
aprendizagem e assim aos problemas e distúrbios de aprendizagem que devem ser
tratados, podendo isto levar ao bullying, já que o bullying é bastante presente
nas Escolas, este bullying pode ou não ser ritualizado e pertence a história da
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis na e da Escola. A escola tem este
papel de formação e de transformação para a convivência entre as pessoas e os
povos, formação da Trajetória da Vida e de Heróis tendo assim um papel
pacificador se ela não for vítima de bullying (Trajetória dos Monstros) e
prejudicada em seu papel de formação e transformação, para o futuro no
trabalho, agora na economia e no futuro das relações econômicas como e geração
de renda e de capital e a globalização da economia, da tecnologia, da
informação, do consumo, da liberdade. A violência ou bullying pode ser
transformada através da escola com o trabalho do Psicólogo Escolar atuando
junto aos alunos, professores e equipe-técnica, levantando propostas e tomando
decisões para otimizar a dinâmica da Escola e sua função social como educadora
para o trabalho, a economia e a globalização. Então em caso de morte e perdas o
consolo e o luto em momentos e períodos de guerras na Escola seriam abordados
pelos professores e equipe-técnica, e pelo próprio Psicólogo Escolar de modo a
facilitar a elaboração do luto mediante o papel do consolo, ou seja, através do
consolo a criança ou o aluno adquiriria repertório comportamental para elaborar
o luto em quaisquer ambientes para sua adaptação e diminuição do sofrimento
mental e até físico, seria este o papel da Escola quanto ao consolo e o luto e
a adaptação, pura memória ou processos de Educação e de memorização. E em
momentos e períodos de paz o papel do Psicólogo Escolar seria de mantenedor e difusor de idéias e projetos
pacificadores para melhorar e otimizar os relacionamentos na Escola entre os
seus de modo que seus Monstros não voltem a incomodar-lhes, sabemos que o
Psicólogo Escolar ajudará na formação da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis e que ele também poderá representar para sua clientela tanto um Monstro
quanto um Herói na Trajetória da Vida, mas...
Na
Escola os Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e
através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,
estão ligados as formas de violência na Escola como o bullying sexual, moral e
psicológico onde as diferenças não são toleradas e são meios ou canais para a
descarga agressiva e destrutiva com ofensas, humilhações, amedrontamentos, envergonhamentos,
assédios, brigas, discussões e palavras grosseiras e pesadas que podem levar a
uma série de diversas conseqüências penosas para o violentado e para o
violentador lesando a vida do trabalhador e do futuro trabalhador, da economia
e das suas relações e da vida globalizada, assim o Psicólogo Escolar deve ouvir
e observar rituais, decifrando ganhos primários e secundários e perdas a curto,
médio ou longo prazo como doenças mentais e seqüelas profundas inapagáveis que
se transcendenditas impulsionarão as vítimas a se tornarem pessoas melhores que
as outras que não conseguem transcender à violência e mergulharem em dores
oceânicas que podem levar essas pessoas a deficiências mentais ou sociais como
psicóticos, doentes sexuais, transtornos alimentares, delinqüentes, criminosos
ou ensimesmados, poderemos assim deslumbrar nossos Heróis e nossos Monstros em
meio aos rituais da Escola.
Esses
nossos Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e
através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, os problemas trabalhistas e no trabalho, os problemas com a
economia como as dívidas e a compulsão para o consumo, e a globalização e seus
frutos e fenômenos são aprendidos em parte na Escola e são em parte também resolvidos em grande parte na Escola,
são ritos incorporados na Escola, por isso a Educação tudo resolve, evita
grandes tragédias e pequenas desgraças sociais ou humanas como as guerras e os
grandes horrores, evita também os movimentos e protestos desorganizados,
vandalismos e crimes. Por isso a Educação nunca deve parar, devemos estudar a
vida toda, não na Escola somente, mas no trabalho, na Igreja, no clube social,
na casa de nossos pais, de nossos romances e de nossos filhos, de nossos
parentes, devemos continuar o debate acadêmico e ler a vida toda, a informação
deve ser direito de todos, ela deve ser consciente e justa, não manipuladora,
devemos ter o direito de ter acesso a internet e aos mass mídia para nos
atualizarmos constantemente, pois nossa consciência se atualiza constantemente,
visto que está em constante movimento e transformação momento-a-momento, a
consciência deve ser direito de todos assim como a Educação que tudo resolve. A
Educação melhora nossos afetos e estados de consciência em meio aos rituais de
iniciação e de passagem na e da Escola.
Assim o trabalho, a economia e a globalização, inclusive diante
dos primórdios da Psicologia ainda hoje e
as descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, levam a adaptação e a
transcendência que é o produto final dos ritos de iniciação e de passagem
na e da Escola durante a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, que
favoreceu ao surgimento dos modos de lidar com a miséria como a caridade e o
trabalho, a exploração e o abuso, mas também a violência, os crimes, as
guerras, os holocaustos, as barbáries, as tragédias, as catástrofes, as
degradações, os vandalismos, os protestos e movimentos hediondos, as difamações, as distorções, os vandalismos,
as agressões, as explosões e propagações de doenças biológicas, ecológicas,
físicas, químicas, psicológicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais que
somente a Educação e o Amor de Deus que tem lugar em nosso sentimento de
renascimento para existir e ter função em nossa luta contra as adversidades
contra o meio ambiente.
Então podemos dizer que pela Educação chegamos ao
conhecimento, o conhecimento é o produto dos rituais de iniciação e de passagem
da e na Escola e assim continuamos por toda a vida criando e gerando o
conhecimento como o de poder haver o Apocalipse Universal com o fim do Universo
, da vida e dos Saberes e das Ciências através do Teoria do Descontrutivismo
Físico Mattanoniano, mas através do Construtivismo Físico Mattanoniano
continuará havendo o Universo e a vida, as Ciências e ao Saberes pois não
haverá os outros ¨big-bangs¨ ou ação de Deus ou do Homem através da Oração e de
Deus e da Fé ou mesmo através da Ciência e da Física pondo fim ao nosso
Universo, e até o Demônio poderia arruinar o Universo e a Vida e aos Saberes e
a Ciência e também a si mesmo se afundando e deixando de exercer valor e
influência e até mesmo deixando de existir através desses princípios teóricos e
Bíblicos que por sinal fazem parte do nosso tempo e da minha vida.
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através
das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, devemos isto aos rituais de iniciação e de passagem da e na Escola
série após série, ou ano escolar após ano escolar, devemos nos entregar aos
processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e
adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas e
do trabalho, da economia e até dos fenômenos associados a globalização de
nossos antepassados e de suas relações sociais que marcaram a História da
Humanidade e da Civilização. Nossa História carrega em si toda a Nossa Trajetória
da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
Nossos
Heróis obedecem uma seqüência evolutiva de estágios, são eles:
1.
A concepção e o herói
2.
O chamado pode ser recusado
3.
As forças se unem para o bem-aventurado
4.
A travessia: se consumir
5.
Ser engolido e consumido
6.
O caminho obtuso
7.
O encontro com a deusa
8.
A mulher como tentação
9.
A relação com o pai
10.
A apoteose
11.
A última graça
12.
A difícil volta
13.
A magia nas decisões
14.
O resgate sobrenatural
15.
Os limites da volta
16.
Agora são dois mundos
17.
E a liberdade para se viver e ensinar a
viver
Amanhã
seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós
hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos
sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
Não precisamos sonhar com a civilização se reconhecermos a nossa civilização!
Eu escrevo: já temos uma civilização, somos uma Humanidade crescente! Já
podemos provar da Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver através da Escola e
da Educação.
A Evolução filogenética é um processo
crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e tende mais
para ser destrutiva em nossos tempos; a Evolução cultural é mista e mantenedora
da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo crescente e mantenedora
da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução
continua e não há como impedi-la, ela caminha sem pressa e alcança seus
objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a vida e a paz. A
Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem objetivos e
ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
A Evolução pode ser ainda individual
ou coletiva. A Evolução individual é libertadora e inovadora, e a Evolução
coletiva é aprisionadora e conservadora. A Evolução caminha lentamente através
da liberdade e do aprisionamento, da inovação e do conservadorismo. A vida
coletiva dura mais do que a vida individual em função disto é que a Evolução
não tem pressa e caminha lentamente. Querendo ou não estamos evoluindo!
Desejando ou não estamos trabalhando, tendo relações econômicas e
globalizadoras em função de nossas descobertas e do avanço Científico e
Tecnológico, e do crescimento da população mundial – a Evolução educa e
preserva a Educação e o ensino, a aprendizagem e as descobertas individuais,
sociais e coletivas – estamos sendo Educados a vida inteira - a Educação não termina, não tem fim e a
Evolução também! Evoluir pode ser também se Educar que é aprender a conviver! A
Evolução leva a convivência! Para conviver dependemos de nossa carga
filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo! A
Evolução faz evoluir a espécie, o indivíduo e a cultura ou sociedade, o
espírito, a vida e o cosmos, ela é
voltada para a convivência e não para a exclusão! As descobertas diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje e oriundas do Zeitgeist associadas às do
Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para
tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, são voltadas para a convivência pois são evolutivas! Temos leis
que punem discriminadores, racistas e perseguidores! A Evolução é voltada para
a convivência e não para a exclusão e discriminação! A Evolução do trabalho, da
economia e da globalização também são voltadas para a convivência e não para a
exclusão e discriminação! Exclusão social e discriminação tendem hoje a serem
crimes no Brasil e no mundo! A Evolução do trabalho, da economia e da
globalização dependem e caminham a passos mais rápidos do que aos da filogênese
e da ontogênese, a Cultura evolui mais rápido entre os Humanos! Estamos
caminhando rapidamente para a união e para os fenômenos positivos da
globalização como a integração, a derrubada de fronteiras, a educação, a
economia, a tecnologia, o consumo, a informação, a liberdade e a política! A
Evolução caminha lentamente como caminha lentamente a Evolução dos nossos
rituais de iniciação e de passagem na Escola e na Educação. A Evolução cultural produz política e depende
hoje da política para se governar e se sustentar, política é a arte de
bem-governar! Bem-governar é poder ter e poder oferecer Saúde, Educação,
Trabalho, Liberdade, Lazer, Locomoção e Ir-e-vir, Política, Vida, Propriedade
Intelectual e Propriedade Material, Religião, Alimentação e Água, Renda, Teto,
Vestimenta, Afetividade, Cultura, Sexualidade, Família, Transporte, Saneamento,
Segurança e Justiça como Direitos básicos a população se houvesse uma Reforma
Política no Brasil!
A Evolução cultural depende da Educação que promove o bem-estar e a convivência entre as diferenças
e igualdades, a Educação pode ser Bancária que é depositária do saber e
inquestionável; Educação Libertadora que é livre onde o saber é construído com
a participação do aluno ativamente; e a Educação Dessensibilizadora Contexual onde
aprendemos a não nos prendermos mais ao saber dessensibilizando-o e
compreendendo-o como fenômeno do Contexto, de sua época sócio-histórica
deixando ele passar através de seu conhecimento causando conhecimento mas não
sensibilizando o aluno a mover-se por ideologias.
O Trabalho, a Economia e a Globalização podem assim ser
Bancárias, Libertadoras e/ou Dessensibilizadoras Contextuais. O Homem trabalha
para ter economia, guardá-la, compreendê-la e depois livrar-se dela através de
seus rituais educativos de iniciação e de passagem na Escola e fora da Escola
trabalhando assim suas regras oriundas da Trajetória da Vida, dos Monstros e
dos Heróis.
O
indivíduo é Concebido e Vive (A Concepção e o Herói: vive fantasticamente
aprendendo a aprender mesmo sem ter aprendido a aprender, vive instintivamente
desde a concepção com sua mãe na vida intra-uterina), se Encontra com a Deusa
(Se Relaciona com sua Mãe), tem Sua Relação com o Pai (Aprende a Viver com o
Pai), tem A Magia nas Decisões (Aprende conhecimento nas Escolas), e tem A
Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver (Compreende o Valor de sua Vida e o
de seu Mundo) – esta última fase só é alcançada por meio de regras de
auto-conhecimento ou por meio de experiências culminantes e de deleite e
deslumbramento intensos, pois a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis é
intensa, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e para
podermos desfrutar das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do
Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para
tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente!
Sigmund
Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou
estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a
interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua
Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo
anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na
vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o
condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja
niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da
pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da
consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na
produção das causalidades.
Sobre a energia vital, ela, passa agora
a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido
na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de
vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
A quantidade de catexia que se liga ou
se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do
investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
Catexizamos lembranças, pensamentos e
fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos
do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
O refluxo permite e independência, e a
regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
O funcionamento psíquico ocorre de duas
maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos
primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade
de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o
secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
Falamos aqui de um novo modelo de
energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que
a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento
universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e
estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições,
discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos,
celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a
partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
Percebemos que até certa altura da vida
gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e
mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o
nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja,
dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão,
em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações
como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te
violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não
existe crime na verdadeira comunhão!
(CICLO
UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA
+ NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO =
INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.
A embriologia é a vida desde a
concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a
sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o
elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o
Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há
ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada,
o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada,
ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida,
sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que
fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os
processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a
gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais
sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano
retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de
seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO +
DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu
princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O
Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 29 de novembro
de 2016.
9.
Psicologia Humanista
OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da
Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e
Filosofia
A origem da psicologia está ligada à
história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência
no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje
como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga
acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões
filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e
“Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios
da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu
criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas.
Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma
humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre
a Alma.
O método introspectivo, que foi o
utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos
clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obra As
Confissões.
Além destes, muitos outros autores
realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes,
Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a
história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo
da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos
que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão,
estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com
Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente,
nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu
a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o
fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No
sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto
de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto
disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e
os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção
que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e
subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos,
lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo
da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o
aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo,
gestaltismo.
Correntes
Psicológicas
Associacionismo ou
Estruturalismo
O Estruturalismo tem
como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não
como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a
introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como
metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos –
começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como
Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos
processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência,
Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples
e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações
são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos.
Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram
que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não
uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos
psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se
umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta
será um dos objectivos principais do Estruturalismo.
Behaviorismo
O behaviorismo é uma
corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano,
que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour),
por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar
ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria
de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos
directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma
sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco
ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento
define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos S (situação),
que provocam um conjunto de respostas R (reacção). Este
binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas
objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também
directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência
situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação
causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas
leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção
subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que
a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear
relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as
determinam.
Watson introduz, aqui, a noção
de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo
estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos
são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um
processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo
natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo
modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a
célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de
carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção).
Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da
carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo
natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta
nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a
campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som.
Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a
personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa
interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o
Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais
actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J.
Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século
XX.
Piaget propõe que o comportamento
é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que
influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma
vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o
sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas
cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel
activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma
enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o
termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do
meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua
personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou
conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir
ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na
forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um
modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos,
desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do
sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a
perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da
situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado
simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um
autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget
propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S
↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a
personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências
comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a
existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada
sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a
situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as
suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do
behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu
próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas
interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma
“tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes
do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que
não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma
análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno
psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira
preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa
forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da
consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus
elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o
‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma
visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos
fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a
globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas
revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua
forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como
pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma.
Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente
desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes
constituintes.
Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje,
como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais
conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários
contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos
tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um
contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da
prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a
hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado,
pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira
vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos
da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de
pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção
terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns
mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise
de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação
médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se
com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o
paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do
paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas
ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo
inconsciente.
Os sonhos têm uma
grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo
disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que
o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes
encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente
de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente
liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é
fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só,
que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o
inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao
inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer,
entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas,
inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas
para o analista.
Alguns Métodos da
Psicologia:
A psicologia enquanto ciência possui
uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam
diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e
compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não
compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num
voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso
espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A
introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer
introspecção.
No entanto, o método introspectivo
ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta
um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da
psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior
orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros
passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o
introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro
laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais
científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção
na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e
analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é
descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado,
devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo
tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é
impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que
sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à
janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um
fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo,
considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua
tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método
introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para
explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como
todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e
dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos.
Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento,
pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a
verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação
deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se
consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia
infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a
impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se,
apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do
inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das
Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro
etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de
observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos
alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração
vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É
aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável
independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações
provocadas na variável dependente.
Variável externa ou
parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo
investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa
a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível,
neutralizadas.
O grupo
experimental é aquele em que o experimentador
manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele
que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz
respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados,
para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da
variável.
O grupo amostra
representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto
total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste
no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o
mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o
médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos,
procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas,
a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares;
antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade
prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental
(aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade;
actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração
geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de
avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.
Psicometria
As técnicas psicométricas consistem
na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos
seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do
psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir
da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas
ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na
construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique
da pessoa.
Observação
A observação tem uma longa história
no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo
imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da
psicologia.
Fundamentalmente, a observação
consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre
sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o
comportamento.
É costume falar da observação
sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum,
não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo
propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração
de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de
uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o
reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não
eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se
investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um
projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com
precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em
psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação
participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e
ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que
a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a
um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
Observação,
Leitura e Transcrição Dinâmica
Através
desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e
Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó
Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto
e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas
vezes e só assim depois com a atenção
flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer
inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem
do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo
momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo
dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento,
em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do
texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos
ainda, por meio desta nova técnica, dos
primórdios da Psicologia.
A
vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo,
a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da
época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o
indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir
ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras,
controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver
realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
É através do Hiperespaço que podemos
voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
A vida teve início a partir das
primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a
Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a
Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu,
segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos
monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser
humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou
seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase
evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar
telepaticamente.
Porém a telepatia pode ter surgido
devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos,
tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de
dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir devido as influências e interferências das
tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros
seres humanos, revelando que todos
possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores
(emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
Isto nos mostra que o ser humano e suas
tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e
elaborado, sincronizado.
Notamos que a telepatia nos mostra que
existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos
ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou
matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser
humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É
através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a
partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a
partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso
cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente
para tudo que percebemos.
Nossas inteligências são 19:
1. Espacial
2. Territorial
3. Corporal
4. Lingüística
5. Musical
6. Matemática
7. Interpessoal
8. Intrapessoal
9. Espiritual
10.
Emocional
11.
Naturalística
12.
Psicomotora
13.
Lúdica
14.
Narcísica
15.
Computacional
16.
Agrícola
17.
Urbana
18.
Moral
19.
Mortal
A
inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos
às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou
inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar
moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada
vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar
com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela
se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição
com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou
morte.
Sabemos que o cérebro é uma
resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas
inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência
que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências
que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas
comportamentais e psíquicas.
Diante
e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas
respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos
sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas
inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o
comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja,
sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes,
ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!
A
incapacidade de transcender advinda das guerras, crimes e
violências dos eventos
que repercutem falta de paz em nosso interior e em nossas sociedades estão
ligados as deficiências em nossos trabalhos, ofícios e profissões, como no que
geram como a economia e a globalização da economia, da tecnologia, da
informação, do consumo e da liberdade, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda
hoje e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e
as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, à incapacidade de satisfazer nossas necessidades e de nos
adaptarmos, fazendo dos nossos rituais de iniciação e de passagem verdadeiros
fracassos e frustrações que daí nos tornamos destrutivos e auto-destrutivos com
problemas adaptativos em aceitar as diferenças, a liberdade e a capacidade de
criação e independência com privacidade e autonomia, livre-arbítrio,
naturalidade e simplicidade, trabalho e percepção objetiva da realidade
impulsionando as experiências místicas e culminantes, êxtase e deleite
intensos, afeição e empatia para com a humanidade, resistência ao conformismo e
um elevado grau de interesse social numa relação destrutiva com a Trajetória da
Vida e dos Heróis e nos vencendo as capacidades nossos Monstros . Não aceitar e
não saber lidar com o luto no trabalho, com as perdas, com as dívidas e com as
conseqüências pós-morte da globalização, através dos nossos rituais e de nossos
Monstros, como o luto ligado a economia (parar de gastar ou se fechar e
economizar), a tecnologia (se abrir ou se fechar as tecnologias), ao consumo
(se abrir ou se trancar ao consumo) e ao da informação (se isolar ou se abrir
para o mundo de relações e informações) é problema adaptativo oriundo dos
processos do consolo da singular dificuldade em se aceitar e às suas
necessidades, sejam fisiológicas (comida, água, sexo, sono e ar), de garantia
(segurança, estabilidade, ordem, proteção e libertação do medo e da ansiedade),
de pertinência e de amor, de estima dos outros e de si mesmo, e de
auto-realização. A cada necessidade mal elaborada pelo sujeito e pela sociedade
aparece a indecência reorganizada e transformada em decência através da
convivência, da paz e do amor, da naturalidade e simplicidade, do trabalho
(como dos profissionais da saúde, educação, política, artes, etc.), da
percepção objetiva da realidade, da afeição e da empatia por toda a humanidade,
a decência é aqui ritualizada na Trajetória da Vida e dos Heróis. Assim o consolo e o luto vão
sendo organizados e reorganizados através da indecência e da decência que
permite ao sujeito convivência, paz, amor, naturalidade, simplicidade,
trabalho, objetividade, afeição, empatia pela humanidade, ou seja, um retorno a
vida saudável e assim à auto-realização. Assim lidamos com o consolo, o luto,
(a terminalidade) e a adaptação, e agora também com a memória, a economia e a
globalização através de ritos e de nossos Heróis. A adaptação que é memória
pois não existe memória mas sim somente adaptação, isto evoca a transcendência,
trabalho, economia, e globalização. Assim lidamos com o sofrimento das guerras
e buscamos paz e contentamento para superar nossos erros e fracassos humanos e
pessoais, nossas tragédias existenciais para sempre lembradas em processos
adaptativos mas que não sei porque teimamos em alguns períodos da história
esquecer, em começar outras guerras e depois lamentar e começar a chorar e a
pedir desculpas não sei por quê, a história sempre revela que toda guerra
poderia ter sido evitada, a Educação tudo resolve!
Não aceitar as diferenças no trabalho, na
economia, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através
das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, não tolerar
erros se necessário, e na globalização ou seja, nossos Monstros é cortar uma
das veias do coração humano e deixar sangrar até o morte das diferenças ou
Monstros, é dar um tiro num animal, seja perigoso ou não, depende de como o
entendemos e de como lidamos em relação a ele e a nós mesmos, com ou sem
segurança e o porquê dessa atitude segura ou destrutiva, amável ou hostil?
Saber lidar com as diferenças ou Monstros é aceitar a liberdade e a
individualidade e sua capacidade de criação e independência com privacidade e
autonomia, livre-arbítrio, agindo com naturalidade e simplicidade, e tendo
capacidade para algum tipo de trabalho com uma percepção objetiva da realidade
levando-o a experiências místicas e culminantes, êxtase e deleite intensos, com
afeição e empatia pela humanidade, apresentando resistência ao conformismo e
alto grau de interesse social. Saber lidar com os nossos Monstros nos ajuda a
lidar com a Trajetória dos Heróis, ela:
1.
A concepção e o herói
2.
O chamado pode ser recusado
3.
As forças se unem para o bem-aventurado
4.
A travessia: se consumir
5.
Ser engolido e consumido
6.
O caminho obtuso
7.
O encontro com a deusa
8.
A mulher como tentação
9.
A relação com o pai
10.
A apoteose
11.
A última graça
12.
A difícil volta
13.
A magia nas decisões
14.
O resgate sobrenatural
15.
Os limites da volta
16.
Agora são dois mundos
17.
E a liberdade para se viver e ensinar a
viver
No
final da Trajetória dos Heróis alcançamos nossa Liberdade.
Não aceitar e não saber lidar com as
diferenças ou Monstros, inclusive diante
dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das descobertas oriundas do
Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento
gregário que também revela-se inteligente é não aceitar e não lidar com nossas
próprias necessidades e liberdades, sejam fisiológicas (comida, água, sexo,
sono e ar), de garantia (segurança, estabilidade, ordem, proteção e libertação
do medo e da ansiedade), de pertinência e de amor, de estima dos outros e de si
mesmo, e de auto-realização.
A auto-realização é a plena Educação. A
auto-realização é saber o que você mesmo pensa, sente, fala, mostra, ouve, vê e
faz, é ser Educado para os rituais e pelos rituais de iniciação e de passagem
para a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
Quando falamos de auto-atualização também
falamos de adaptação e assim de transcendência e de memória e meios de lidar
com regras e rituais ligados a miséria como a caridade e o trabalho, o lucro, a
exploração, o abuso, a violência, o controle, o mercado, as guerras, os
conflitos, os horrores, as tragédias, as brigas, as perdas, os crimes, etc.,
para evocar a Educação e o Amor Fraterno de Deus e assim nosso sentimento de
renascimento. A Educação prepara o indivíduo para o trabalho e para a economia
e a globalização. A Educação prepara o indivíduo para a Trajetória da Vida, dos
Monstros e dos Heróis, pois nascemos num mundo já Educado ou que já existe com
modelos de Educação que serão internalizados.
Então
podemos dizer que pela Educação chegamos ao conhecimento da Adaptação e assim
ao um poder haver o Apocalipse Universal com o fim do Universo , da vida e dos
Saberes e das Ciências através do Teoria do Descontrutivismo Físico
Mattanoniano, mas através do Construtivismo Físico Mattanoniano continuará
havendo o Universo e a vida, as Ciências e ao Saberes pois não haverá os outros
¨big-bangs¨ ou ação de Deus ou do Homem através da Oração e de Deus e da Fé ou
mesmo através da Ciência e da Física pondo fim ao nosso Universo, e até o
Demônio poderia arruinar o Universo e a Vida e aos Saberes e a Ciência e também
a si mesmo se afundando e deixando de exercer valor e influência e até mesmo
deixando de existir através desses princípios teóricos e Bíblicos que por sinal
fazem parte do nosso tempo e da minha vida. Através da Adaptação tudo pode ser
transformado e/ou mudado, começado, terminado ou re-começado como exemplo, o
Universo, o Apocalipse Universal!
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram,
nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos
fenômenos associados a globalização de nossos antepassados e de suas relações
sociais que marcaram a História da Humanidade e da Civilização.
Amanhã
seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós
hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos
sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
Não precisamos sonhar com a civilização se reconhecermos a nossa civilização!
Eu escrevo: já temos uma civilização, somos uma Humanidade crescente!
O
Homem Trabalha e Economiza para satisfazer suas necessidades, sejam
fisiológicas (comida, água, sexo, sono e ar), de garantia (segurança,
estabilidade, ordem, proteção e libertação do medo e da ansiedade), de
pertinência e de amor, de estima dos outros e de si mesmo, e de auto-realização
através de ritos para sua Educação já pronta e para se fazer durante sua
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
O
Homem busca sua auto-realização (a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver)
satisfazendo suas necessidades anteriores, elas, fisiológicas (a Concepção e o
Herói), de garantia (as Forças se Unem para o Bem-aventurado), de pertinência e
de amor (o Encontro com a Deusa), de estima dos outros e de si mesmo (a
Apoteose), e de auto-realização (a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver) ,
inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e para podermos
desfrutar das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente.
Sigmund
Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou
estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a
interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua
Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo
anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na
vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o
condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja
niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da
pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da
consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na
produção das causalidades.
Sobre a energia vital, ela, passa agora
a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido
na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de
vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
A quantidade de catexia que se liga ou
se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do
investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
Catexizamos lembranças, pensamentos e
fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos
do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
O refluxo permite e independência, e a
regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
O funcionamento psíquico ocorre de duas
maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos
primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade
de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o
secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
Falamos aqui de um novo modelo de
energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que
a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento
universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e
estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições,
discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos,
celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a
partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
Percebemos que até certa altura da vida
gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e
mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o
nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja,
dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão,
em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações
como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te
violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não
existe crime na verdadeira comunhão!
(CICLO
UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA
+ NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO =
INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.
A embriologia é a vida desde a
concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a
sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o
elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o
Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há
ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada,
o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada,
ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida,
sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que
fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os
processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a
gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais
sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano
retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de
seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO +
DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu
princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O
Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
29 de novembro de 2016.
10.
Psicologia da Personalidade
OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da
Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e
Filosofia
A origem da psicologia está ligada à
história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência
no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje
como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga
acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões
filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e
“Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios
da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu
criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas.
Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma
humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre
a Alma.
O método introspectivo, que foi o
utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos
clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua
obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores
realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes,
Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a
história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo
da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos
que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão,
estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com
Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente,
nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu
a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o
fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No
sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto
de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto
disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e
os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção
que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e
subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos,
lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo
da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o
aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo,
gestaltismo.
Correntes
Psicológicas
Associacionismo ou
Estruturalismo
O Estruturalismo tem
como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não
como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a
introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como
metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos – começam
a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como
Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos
processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência,
Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples
e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações
são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos.
Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram
que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não
uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos
psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se
umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta
será um dos objectivos principais do Estruturalismo.
Behaviorismo
O behaviorismo é uma
corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano,
que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour),
por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar
ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria
de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos
directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma
sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco
ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento
define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos S (situação),
que provocam um conjunto de respostas R (reacção). Este
binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas
objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também
directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência
situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação
causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas
leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção
subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que
a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear
relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as
determinam.
Watson introduz, aqui, a noção
de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo
estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos
são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um
processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo
natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo
modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a
célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de
carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção).
Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da
carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo
natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta
nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a
campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som.
Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a
personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa
interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o
Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais
actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J.
Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século
XX.
Piaget propõe que o comportamento
é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que
influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma
vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o
sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas
cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel
activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma
enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o
termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do
meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua
personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou
conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir
ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na
forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um
modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos,
desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do
sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a
perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da
situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado
simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um
autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget
propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S
↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a
personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências
comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a
existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada
sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a
situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as
suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do
behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu
próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas
interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma
“tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes
do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que
não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma
análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno
psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira
preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa
forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da
consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus
elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o
‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma
visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos
fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a
globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas
revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua
forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como
pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma. Entende-se
por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente desfocada
se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes constituintes.
Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje,
como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais
conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários
contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos
tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um
contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da
prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a
hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado,
pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira
vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos
da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de
pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção
terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns
mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise
de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação
médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se
com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o
paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do
paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas
ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo
inconsciente.
Os sonhos têm uma
grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo
disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que
o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes
encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente
de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente
liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é
fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só,
que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o
inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao
inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer,
entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas,
inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas
para o analista.
Alguns Métodos da
Psicologia:
A psicologia enquanto ciência possui
uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam
diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e
compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não
compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num
voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso
espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A
introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer
introspecção.
No entanto, o método introspectivo
ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta
um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da
psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior
orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros
passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o
introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro
laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais
científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção
na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e
analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é
descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado,
devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo
tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é
impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que
sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à
janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um
fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo,
considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua
tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método
introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para
explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como
todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e
dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos.
Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento,
pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a
verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação
deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se
consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia
infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a
impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se,
apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do
inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das
Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro
etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de
observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos
alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração
vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É
aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável
independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações
provocadas na variável dependente.
Variável externa ou
parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo
investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa
a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível,
neutralizadas.
O grupo
experimental é aquele em que o experimentador
manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele
que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz
respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados,
para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da
variável.
O grupo amostra
representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto
total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste
no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o
mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o
médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos,
procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas,
a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares;
antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade
prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental
(aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade;
actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração
geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de
avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.
Psicometria
As técnicas psicométricas consistem
na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos
seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do
psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir
da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas
ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na
construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique
da pessoa.
Observação
A observação tem uma longa história
no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo
imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da
psicologia.
Fundamentalmente, a observação
consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre
sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o comportamento.
É costume falar da observação
sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum,
não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo
propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração
de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de
uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o
reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não
eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se
investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um
projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com
precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em
psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação
participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e
ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que
a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a
um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
Observação,
Leitura e Transcrição Dinâmica
Através
desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e
Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó
Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto
e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas
vezes e só assim depois com a atenção
flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer
inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem
do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo
momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo
dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Acrescento,
em tempo, que faço também uso da memória fotográfica e da gestalt ou forma do
texto para dar início, dar continuidade e/ou concluir meus trabalhos. Falamos
ainda, por meio desta nova técnica, dos
primórdios da Psicologia.
A
vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo,
a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da
época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o
indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir ou
para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras,
controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver
realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
É através do Hiperespaço que podemos
voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
A vida teve início a partir das
primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a
Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a Terra
onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu, segundo
algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos monofiletistas,
polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser humano surgiu com as
mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou seja, na adaptação. E
agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase evolutiva com o Homo
Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar telepaticamente.
Porém a telepatia pode ter surgido
devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos,
tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de
dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir devido as influências e interferências das
tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros
seres humanos, revelando que todos
possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores
(emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
Isto nos mostra que o ser humano e suas
tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e
elaborado, sincronizado.
Notamos que a telepatia nos mostra que
existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos
ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou
matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser
humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É
através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a
partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a
partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso
cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente
para tudo que percebemos.
Nossas inteligências são 19:
1. Espacial
2. Territorial
3. Corporal
4. Lingüística
5. Musical
6. Matemática
7. Interpessoal
8. Intrapessoal
9. Espiritual
10.
Emocional
11.
Naturalística
12.
Psicomotora
13.
Lúdica
14.
Narcísica
15.
Computacional
16.
Agrícola
17.
Urbana
18.
Moral
19.
Mortal
A
inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos
às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou
inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar
moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada
vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar
com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela
se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição
com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou
morte.
Sabemos que o cérebro é uma
resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas
inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência
que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências
que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas
comportamentais e psíquicas.
Diante
e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas
respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos
sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas
inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o
comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja,
sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes,
ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!
Esta
abordagem entende que os rituais de iniciação e de passagem e a
Trajetória da Vida, dos
Monstros e dos Heróis, a adaptação e a transcendência oriundos das relações em
tempos de guerras e de paz e a memória que por sua vez repercute como
adaptação, e atividades de trabalho,
economia e de globalização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda
hoje e das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, podem serem fruto de uma relação mãe e filho se ela, sua mãe, não
satisfazer a necessidade de amor de seu filho pela sua tendência inata para
atualizar as suas capacidades e potencialidades do seu eu, gerando auto-atualização,
então pode gerar sofrimento durante a etapa de adaptação no sofrimento durante
as perdas. Está má relação pode originar conseqüências ruins para a
auto-atualização assim para o seu modo de lidar ritualmente com o luto e com a
formação do próprio luto, com nossa Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, por exemplo em guerras e más
memórias, ou seja, má adaptação fisiológica, morfológica e/ou comportamental no trabalho, nas relações
econômicas e com a economia e na globalização da tecnologia, da economia, da
informação, do consumo e da liberdade. A tendência inata para a
auto-atualização deixa o indivíduo capaz de dominar seu luto em seus
relacionamentos gerando paz e um alto grau de saúde psicológica através de seu
pleno funcionamento mental deixando-o em pleno funcionamento mental para o
trabalho, a economia e a globalização. Esta capacidade permite toda e qualquer
experiência seguindo seus próprios instintos e não pelas opiniões e vontades
dos outros com liberdade de pensamento e um alto grau de criatividade dominando
seu sofrimento e luto e assim sendo adaptado e justo consigo mesmo, oferecendo
ao indivíduo o mais alto grau de saúde psicológica, a auto-atualização. Assim a
Educação com seus rituais de iniciação e de passagem ajuda a levar a auto-atualização
pois com uma boa relação entre mãe e filho tudo fica melhor para o futuro das
crianças, havendo então paz e contentamento, produzindo boa adaptação que é
assim também boa memória já que não existe memória, apenas adaptação
fisiológica, morfológica e/ou comportamental.
Pela nossa tendência inata para atualizar as nossas
capacidades e potencialidades do eu se dá a auto-atualização que pode ser
prejudicada pelas experiências infantis se suas experiências com sua mãe não
satisfazer sua necessidade de amor pela estima positiva entre mãe-filho e pela
aprendizagem oriunda das relações com sua mãe e de outras relações limitando-a
a possíveis Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje
e através das descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, como o bullying sexual, moral ou psicológico dentre outras formas
de violência e agressão como a física e social no trabalho, nas relações
econômicas e na globalização, assim, favorecendo o desrespeito as incolumidades
corporal, pessoal, patrimonial e da vida pública, e delinqüência podendo se
transformar num criminoso ou ensimesmado.
A tendência inata para a auto-atualização
permite ao sujeito dominar seus Monstros internos e relacionados as relações
sociais, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e através das
descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, conduzindo-o
a paz e equilíbrio num alto grau de saúde psicológica pelo pleno funcionamento
de sua mente no trabalho, na economia e na globalização. Serão assim abertos a
toda e qualquer experiência, viverão plenamente cada momento de suas vidas,
guiar-se-ão pelos seus próprios instintos e não pelas opiniões e vontades dos
outros, terão liberdade de pensamento e a um alto grau de criatividade
assujeitando-os ao domínio dos seus Monstros biológicos, psicológicos,
sociológicos, filosóficos e/ou espirituais com satisfatória adaptação e boa
memória.
A tendência inata satisfeita permite a
auto-atualização reforçada pela Educação que deste modo assegura a segurança e
a paz no mundo e nas regiões do mundo, graças a boa relação entre mãe e filho e
a auto-atualização, enfim a Educação que tudo resolve. A Educação nos educa
para o trabalho, para a economia e para a globalização, inclusive diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje e
para as descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as
do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente. A Educação nos educa para a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis. A Trajetória dos Heróis é a seguinte:
1.
A concepção e o herói
2.
O chamado pode ser recusado
3.
As forças se unem para o bem-aventurado
4.
A travessia: se consumir
5.
Ser engolido e consumido
6.
O caminho obtuso
7.
O encontro com a deusa
8.
A mulher como tentação
9.
A relação com o pai
10.
A apoteose
11.
A última graça
12.
A difícil volta
13.
A magia nas decisões
14.
O resgate sobrenatural
15.
Os limites da volta
16.
Agora são dois mundos
17.
E a liberdade para se viver e ensinar a
viver
A auto-atualização só é alcançada com a
Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, ela é fruto da Educação
etapa-a-etapa, desde a Concepção e o Herói até a última já citada
anteriormente.
A Educação é assim um conjunto de ritos de iniciação
e de passagem, frutos da adaptação que
evocam transcendência para lidarmos com as misérias com a caridade e o
trabalho, e também com seus desenvolvimentos, o abuso, a exploração, a
violência, os crimes, as guerras, os holocaustos, as barbaridades, as
crueldades, as insanidades, as doenças biológicas, ecológicas, físicas, químicas,
psíquicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais, as tragédias, os conflitos,
as perdas, etc., deste modo abordamos o Amor de Deus e o nosso sentimento de
renascimento que nos faz renascer e enfrentar tudo de novo, cada problema e
superar momento-a-momento problema-a-problema como os sexuais, os morais, os
mentais, os físicos, etc., para alcançarmos a auto-atualização diante da
Trajetória dos Heróis.
Então
podemos dizer que pela Educação chegamos ao conhecimento da auto-atualização e
da Adaptação e assim ao um poder haver o
Apocalipse Universal com o fim do Universo , da vida e dos Saberes e das
Ciências através do Teoria do Descontrutivismo Físico Mattanoniano, mas através
do Construtivismo Físico Mattanoniano continuará havendo o Universo e a vida,
as Ciências e ao Saberes pois não haverá os outros ¨big-bangs¨ ou ação de Deus
ou do Homem através da Oração e de Deus e da Fé ou mesmo através da Ciência e
da Física pondo fim ao nosso Universo, e até o Demônio poderia arruinar o
Universo e a Vida e aos Saberes e a Ciência e também a si mesmo se afundando e
deixando de exercer valor e influência e até mesmo deixando de existir através
desses princípios teóricos e Bíblicos que por sinal fazem parte do nosso tempo
e da minha vida. Através da Adaptação tudo pode ser transformado e/ou mudado,
começado, terminado ou re-começado como exemplo, o Universo, o Apocalipse
Universal! O Amor de Deus salva-nos restando o
Paraíso e o nosso sentimento de renascimento e de salvação diante das
dificuldades e problemas agora até mesmo Universais! A auto-atualização pode
nos Salvar!
O
Homem Trabalha pois é Educado e é através da Educação que atinge a
auto-atualização e assim o pleno funcionamento mental no Trabalho, na Economia
e na Globalização através dos ritos de sua sociedade.
O
Homem trabalha para garantir sua Educação e sua auto-atualização econômica, ou
seja, permitir que sua tendência inata para a auto-atualização leve-o a
relações sociais de paz e de equilíbrio com um alto grau de saúde psicológica
pelo seu pleno funcionamento mental no trabalho, na economia e na globalização,
ficando abertos a toda e qualquer experiência, a cada momento de suas vidas,
aos seus próprios instintos e não às opiniões e vontades dos outros, terão
liberdade de pensamento e um alto grau de criatividade dominando seus Monstros
a ponto de vencê-los com a força de seus Heróis durante sua Trajetória dos
Heróis a fim de que encontre a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver e viva
assim sua auto-atualização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda
hoje e para podermos desfrutar das
descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente.
Sigmund
Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou
estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a
interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua
Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo
anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na
vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o
condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja
niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da
pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da
consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na
produção das causalidades.
Sobre a energia vital, ela, passa agora
a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido
na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de
vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
A quantidade de catexia que se liga ou
se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do
investimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje.
Catexizamos lembranças, pensamentos e
fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos
do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
O refluxo permite e independência, e a
regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
O funcionamento psíquico ocorre de duas
maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos
primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade
de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o
secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
Falamos aqui de um novo modelo de
energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que
a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento
universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e
estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições,
discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos,
celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha,
a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
Percebemos que até certa altura da vida
gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e
mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o
nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja,
dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a
comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e
situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não
ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no
sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!
(CICLO
UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA
+ NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO =
INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.
A embriologia é a vida desde a
concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a
sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o
elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o
Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há
ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada,
o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada,
ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida,
sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que
fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os
processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a
gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais
sempre se dão segundo as leis das inteligências; concluído este processo o ser
humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a
criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO +
DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu
princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O
Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
29 de novembro de 2016.
Nenhum comentário:
Postar um comentário