quarta-feira, 23 de novembro de 2016

NOVAS TEORIAS SOBRE OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA (CONT.) (2016) OSNY MATTANÓ JÚNIOR.

NOVAS TEORIAS SOBRE  OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA (CONT.) (2016) Osny Mattanó Júnior.


1.     Psicanálise


OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e Filosofia
A origem da psicologia está ligada à história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e “Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas. Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre a Alma.
O método introspectivo, que foi o utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes, Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão, estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente, nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos, lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo, gestaltismo.

Correntes Psicológicas

Associacionismo ou Estruturalismo
Estruturalismo tem como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos – começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência, Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta será um dos objectivos principais do Estruturalismo.

Behaviorismo
behaviorismo é uma corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano, que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour), por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos (situação), que provocam um conjunto de respostas (reacção). Este binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as determinam.
Watson introduz, aqui, a noção de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção). Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J. Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século XX.
Piaget propõe que o comportamento é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos, desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S ↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma “tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o ‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma. Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes constituintes.

Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje, como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado, pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo inconsciente.
Os sonhos têm uma grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só, que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer, entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas, inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas para o analista.
Alguns Métodos da Psicologia:

A psicologia enquanto ciência possui uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.
No entanto, o método introspectivo ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento, pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se, apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações provocadas na variável dependente.
Variável externa ou parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível, neutralizadas.
grupo experimental é aquele em que o experimentador manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados, para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da variável.
O grupo amostra representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos, procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas, a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares; antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental (aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade; actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.

Psicometria
As técnicas psicométricas consistem na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique da pessoa.

Observação
A observação tem uma longa história no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da psicologia.
Fundamentalmente, a observação consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o comportamento.
É costume falar da observação sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
         Observação, Leitura e Transcrição Dinâmica 
         Através desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas vezes e só assim depois com a atenção flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Falamos ainda, por meio desta nova técnica,  dos primórdios da Psicologia.
 

         A vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras, controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
         É através do Hiperespaço que podemos voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
         A vida teve início a partir das primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu, segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar telepaticamente.
         Porém a telepatia pode ter surgido devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos, tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir  devido as influências e interferências das tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros seres humanos,  revelando que todos possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores (emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
         Isto nos mostra que o ser humano e suas tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e elaborado, sincronizado.
         Notamos que a telepatia nos mostra que existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos.

         Nossas inteligências são 19:
1.     Espacial
2.     Territorial
3.     Corporal
4.     Lingüística
5.     Musical
6.     Matemática
7.     Interpessoal
8.     Intrapessoal
9.     Espiritual
10.           Emocional
11.           Naturalística
12.           Psicomotora
13.           Lúdica
14.           Narcísica
15.           Computacional
16.           Agrícola
17.           Urbana
18.           Moral
19.           Mortal

A inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou morte.
                   Sabemos que o cérebro é uma resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas comportamentais e psíquicas.
Diante e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja, sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes, ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!

As descobertas da vida, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  associadas a  liberdade marcam a adaptação e a memória que se faz pela adaptação ou mesmo é adaptação e  assim sugere a transcendência e o trabalho e seus frutos como a economia, os bens e serviços, e a globalização da economia, da tecnologia, da informação, do consumo  e da liberdade expressada e representada em ritos e assim na Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, que pela Psicanálise que está vinculada ao id que é o componente arcaico e inconsciente  do nosso sistema de energias mentais que dá forma aos nossos comportamentos, não apenas em casos de psicose. Do id emanam os impulsos cegamente devotados à gratificação direta ou indireta, mas o mais bastante possível e imediato do instinto sexual (libido), vinculado estreitamente às necessidades primárias da pessoa como a fome, a sede, o sexo, etc., o id é o verdadeiro inconsciente e a parte mais profunda da mente. O id começa como pura liberdade e marca a nossa atividade e o nosso trabalho e a economia, começamos a economizar com o processo do pensamento secundário substituindo a gratificação e diminuindo nossa primitividade psicológica, e assim os fenômenos da globalização e ela mesma, mas com as marcas fica marcado em seu niilismo, condensamento e deslocamento, as 3 leis do inconsciente segundo Mattanó.  Ele ignora o mundo exterior, seu objeto único de interesses é o corpo, sendo dominado pelo princípio do prazer, o instinto de vida e de auto-preservação. A gratificação pelo princípio do prazer se dá de forma direta (beber água, por exemplo), ou indireta como a alucinatória (através de fantasias), falo de uma transcendência de forma direta e outra alucinatória. A fantasia não se distingue da realidade, portanto, a satisfação do prazer pode ser imediata. Assim a adaptação pode ser direta ou indiretamente, entendo adaptação às necessidades primárias da pessoa quando crianças antes da castração ou em psicóticos, aqui a transcendência pode ser direta ou indireta. Com o desenvolvimento do ego vão se dando novas descobertas e o contato com o trabalho e novas economias como  a da fase anal, que realmente nos educa para gastarmos ou pouparmos,  o indivíduo acaba se tornando consciente das exigências da realidade (princípio de realidade) o que diminui sua liberdade mas também constrói modos de relação que a mantêm e a reapropriam, lidando assim com seus rituais e a sua Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis; e quando se estabelece o superego,  a moral, o nome do pai, o sujeito passa a ter consciência das satisfações ideais, com o superego a liberdade se esgota ou se torna moralista, com o superego moralizamos nossa Trajetória na Vida, dos Monstros e dos Heróis. Mas há Eros, a pulsão total de vida (auto-conservação), e Tanatos, a pulsão de morte (autodestruição). Deste modo lidamos com Eros e Tanatos e o id, o ego e o superego em nossas relações inconscientes e conscientes conosco e com os outros objetos de desejo e satisfação através da marca e de como isso fica arranjado, organizado na vida mental, na unidade mental e comportamental da pessoa, isto é o que prevalece para cada sujeito, nestes casos a transcendência é consciente, de acordo com as suas marcas e descobertas da vida que geram marcas no e para o trabalho e seus frutos como os bens e serviços, a economia, e a globalização em função de nossos rituais.
         Podemos falar de Pulsões Fisiológicas (comida, água, sexo, sono e ar), Pulsões de Garantia (segurança, estabilidade, ordem, proteção e libertação do medo e da ansiedade), Pulsões de Pertinência, Estima e de Amor, e Pulsões de Auto-realização.
         As Pulsões Fisiológicas são as do olhar, a oral, a anal, a fálica, o período de latência, a genital e o desenvolvimento das sublimações.
         As Pulsões de Garantia são as da coordenação motora e da afetividade, do esquema sensório-motor, do esquema sensório-afetivo, do esquema motor-afetivo.
         As Pulsões de Pertinência, Estima e de Amor são da afetividade e da sociabilidade, são as do desenvolvimento emocional e social.
         E as Pulsões de Auto-realização são as da auto-realização, auto-atualização, processo de individuação, êxtase e deslumbramento, crise-final, consciência, produtividade no trabalho, etc.. Para alcançarmos esta fase devemos satisfazer as fazes anteriores. Assim fazemos nossas descobertas da vida e nos adaptamos continuamente e progressivamente, inconscientemente!
As descobertas da vida, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, associadas a liberdade são a adaptação,  a linguagem do inconsciente e que dá forma ao inconsciente e aos anseios instintivos da libido. Assim surgem grandes e pequenos monstros que aprendemos a domar durante o desenvolvimento psicossexual da libido da pessoa, desenvolvimento marcado por muitas descobertas da vida que englobam as pulsões de vida e de morte, pulsões que também marcam os rituais como os de iniciação e de passagem e a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis. Esta liberdade marca a adaptação e evoca a transcendência pela linguagem do inconsciente que acaba por evocar outros monstros grandes ou pequenos que afetam nosso trabalho e nossa economia e nossa globalização econômica, tecnológica, das informações e de consumo, da liberdade.
         As  descobertas da vida, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  associadas a liberdade da adaptação fazem o neurótico, o psicótico, o boderline, o psicopata. Elas fazem parte do desenvolvimento da personalidade oral: característica prepotente, dominadora, voraz, cobiça, inveja e otimismo; da personalidade anal: característica de vaidade, desconfiança, ambição, generosidade sem amor (ligadas à evacuação), meticulosidade, parcimônia, amor ao método, obstinação, avareza (ligadas à retenção das fezes); da personalidade fálica: característica de ostentação, prodigalidade sem conotações generosas ou altruístas, necessidade de afiliação, narcisismo e atividades lúdicas (jogos, competições esportivas, concursos de beleza, etc.); período de latência: característica de declínio e extinção do complexo de Édipo e o desenvolvimento do superego, é o intervalo entre o estágio de sexualidade infantil e o de sexualidade normal adulta; e da personalidade genital: característica de potência fisiológica e capacidade de amor em termos adultos, são o equilibrado, ajustado e saudável. Elas fazem as Pulsões de Vida e de Morte.
         No enfrentamento de nossas descobertas da vida lidamos com a Trajetória dos Heróis:
1.     A concepção e o herói
2.     O chamado pode ser recusado
3.     As forças se unem para o bem-aventurado
4.     A travessia: se consumir
5.     Ser engolido e consumido
6.     O caminho obtuso
7.     O encontro com a deusa
8.     A mulher como tentação
9.     A relação com o pai
10.                       A apoteose
11.                       A última graça
12.                       A difícil volta
13.                       A magia nas decisões
14.                       O resgate sobrenatural
15.                       Os limites da volta
16.                       Agora são dois mundos
17.                       E a liberdade para se viver e ensinar a viver
A cada estágio psicossexual lidamos com as descobertas da vida,
inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  e com a liberdade e as marcas da adaptação e assim com a memória e a  transcendência e deste modo com o trabalho, a economia, e a globalização que se caracteriza pela pulsão de morte ou de autodestruição, a morte, e com a decência ligada ao amor, a Eros, a pulsão de vida, oriundas das descobertas da vida e nossas Trajetórias da Vida, dos Monstros e dos Heróis. Esta é à base da organização da personalidade e da humanidade! Como lidamos com a indecência e com a decência ligadas a vida e a morte, a auto-preservação e a autodestruição, processos evolutivos e selecionados naturalmente.
         Já o adulto desiquilibrado, desajustado e/ou doente lida de modo
anormal com a liberdade e a marca da adaptação, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, não consegue transcender, tornando-se desadaptado e assim pode se tornar um viciado, violentador, agressor, criminoso, delinqüente ou ensimesmado e possuir ainda as outras características de sua personalidade lidando com monstros que surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias ou instintivas do id. Esse adulto vai se tornar também desequilibrado, no trabalho, nas suas relações econômicas e na sua estrutura diante da globalização se ferindo e se auto-destruindo, talvez, muito provavelmente sim.
         Ao lidarmos com as descobertas da vida, inclusive diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  associadas a  liberdade também lidamos com nossas Inteligências para lidarmos com nossos problemas e/ou nossos Monstros. Nossas Inteligências são segundo Gardner e Mattanó:
Espacial
Territorial
Corporal
Lingüística
Musical
Matemática
Interpessoal
Intrapessoal
Espiritual
Emocional
         Naturalística
         Psicomotora
         Lúdica
         Narcísica
         Computacional   
         Agrícola
         Urbana
         Moral
         Mortal
            Nossas Inteligências são trabalhadas pelo ego, emanam do id e são controladas moralmente pelo superego, tudo começou através da Inteligência Naturalística, seguiram-se as demais e os nossos Monstros.
     Abordarei os aspectos psicanalíticos ligados aos nossos Monstros através da explicação da fantasia que é uma formação de imagens mentais de cenas e de seqüências de cenas ou experiências que não existiram no mundo real  ou que se passaram de modo diverso do fantasiado.
          Segundo Susan Isaacs as fantasias assumem tais pressupostos, conforme Álvaro Cabral e Eva Nick:
1. ¨As fantasias são o conteúdo primário dos processos mentais inconscientes e representam anseios instintivos em relações objetais;
2. São representantes psíquicos dos instintos da libido e, no início do desenvolvimento da criança, passam a ser elaboradas como defesas, realizações de desejos e conteúdos de ansiedade;
3. O conceito, postulado por Freud,  de ¨realização alucinatória de desejo¨, sua ¨identificação primária¨, a ¨introjeção¨ e a ¨projeção¨ constituem a base da vida da fantasia;
4. Através da experiência externa, as fantasias tornam-se suscetíveis de expressão, mas não dependem dessa experiência para existir, nem das palavras, embora possam exprimir-se por palavras, em certas condições;
5. As fantasias primitivas são experimentadas através das sensações; mais tarde, assumem forma de imagens plásticas e representação dramáticas;
6. Têm efeitos psíquicos e corporais, por exemplo, nos sintomas de conversão, no caráter e personalidade, nos sintomas neuróticos, inibições e sublimações;
7. As fantasias inconscientes constituem o elo operativo entre os instintos e os mecanismos do ego. (apud Susan Isaacs, A Natureza e Função da Fantasia).
         Assim nossos Monstros, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia ainda hoje e também com os oriundos do Zeitgeist associados aos do Cosmos constituídos através dos ritos e das fantasias representam anseios instintivos da libido em nossas relações objetais, de nossas descobertas, no início da vida é uma defesa, é constituída de liberdade,  realizações de desejos e conteúdos de ansiedade, são realizações alucinatórias de desejos, possuem uma representação primária, uma relevante introjeção e projeção, podem serem realizadas através da experiência externa, mas podem serem realizadas através das palavras, porém para existir não dependem da realidade externa e das palavras, primeiramente são sensações e depois assumem formas e representações dramáticas, produzem efeitos psíquicos e corporais e são o elo operativo entre os instintos e os mecanismos do ego. Nossos Monstros no trabalho e nas relações com a economia e com a globalização, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com os oriundos do Zeitgeist associados aos do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  são um mergulho profundo em formas e representações dramáticas das profundezas da nossa vida mental instintiva que visa nos defender e proteger pelo ego, mediador, intermediador das energias mentais do id e do superego. É através do ego que aprendemos tudo sobre a realidade externa e nos orientamos no sentido de evitarmos estados dolorosos, ansiedades e punições e é deste modo que lidamos com os Monstros instintivos durante nossa vida e evitamos a nossa destruição e a dos outros com nossos rituais e a nossa Trajetória de Vida, dos Monstros e dos Heróis.
         Monstros e fantasias se relacionam profundamente pois ambos
possuem o estado instintivo e a realização de desejos instintivos. Monstros, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com os oriundos do Zeitgeist associados aos do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias ou instintivas também em meio a rituais frustrados de iniciação e de passagem como com a fome, a sede, o ar, a atividade, o sexo, os cuidados maternos, as secreções, urina e fezes, evitar a dor, o calor e o frio, a segurança. E assim se não conseguimos transcender surgem grandes e pequenos Monstros que nos atormentam e nos destróem com lutas invencíveis e guerras, protestos, movimentos, vandalismos, atentados, horrores e holocaustos se não tivermos nossos direitos, deveres, obrigações e privilégios assegurados pela organização humana. Monstros e fantasias dependem também de nossas descobertas da vida.
O sofrimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda
hoje e também com nas descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  causa-nos regras e ritos que fazem aflorar sentimentos de perda e de reparação levando-nos a justiça ou a vingança, assim a destruição e/ou a auto-destruição da liberdade como nas guerras e nas violências, a paz é a reorganização social humana desse processo de sofrimento unicamente humano e afetivo, pois o homem é um animal emocional, as guerras e violências só existem por causa das nossas emoções e sentimentos, da nossa afetividade, somos o animal mais evoluído na escola filogenética por isso temos mais afetos e devemos aprender a lidar com eles para vivermos bem e em paz, com fraternidade e esperança num futuro melhor que pode e é construído diariamente, momento-a-momento com a Educação, deveria ser assim no Trabalho e na globalização.
         Deste modo a liberdade marca a adaptação que leva a transcendência oriunda dos modos de miséria, caridade e trabalho, forças que impelem o ser humano a atividades de abuso, força, violência e exploração, senão outrora também, guerras, movimentos, protestos, lutas, vandalismos, conflitos, holocaustos, catástrofes, crimes, horrores contra a humanidade, propagação de doenças biológicas e ecológicas, psicológicas, físicas, químicas, sociais, filosóficas e/ou espirituais de modo a impelir o ser humano as atividades Educativas e de Fraternidade em busca de Amor e de Justiça para que haja um sentimento de renascimento e a vida prossiga seu rumo evolutivo naturalmente e socialmente. A Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, é esta a liberdade que alcançamos com nosso desenvolvimento, rituais e atividades educativas.
         Também podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física, a Química, a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, restando somente Deus e o Reino de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! O Apocalipse Universal poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam o nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por exemplo! O Trabalho aliado a Educação pode nos salvar e alterar esta realidade?! Dependemos dos nossos rituais Sagrados para continuar existindo! Deus pode nos salvar! Os rituais são imprescindíveis a existência humana hoje!
         A liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo e até com o nosso Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam nossa capacidade de sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em frente, a liberdade deve marcar a Vida e não a Morte. O Trabalho e a Educação devemos levar-nos a poupar ou economizar bens e serviços a serviço da Humanidade e de seu progresso e Evolução, para a continuidade da Vida na Terra!
Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir e se
descobrir naturalmente e socialmente, inclusive  através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados.
Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
           A Evolução filogenética é um processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e tende mais para ser destrutiva em nossos tempos pois não se compreende ainda, ainda tenta se compreender e se explicar; a Evolução cultural é mista e mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo crescente e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
           A Evolução tem uma ordem, objetiva a vida, porém se destrói e mantêm uma certa ordem, vive disto, do caos e da ordem, para que haja vida e paz, o ser ontológico ainda não sabe o porquê que existe e de onde veio?! O Homem não consegue se explicar satisfatoriamente pois a todo momento está encarando a vida e a morte, ou a morte e a vida! E prefere não acreditar em Deus, pois Deus lhe rouba tudo, principalmente o coração. O Homem contemporâneo não deixa Deus atingir o seu coração! O Homem ainda não prefere a vida e a paz, mas a busca! O Homem busca e precisa da Moral para trabalhar, ter economia e ter sua globalização!
          O Homem necessita da Moral para sua Trajetória de Vida, dos
Monstros e dos Heróis! O Homem busca e precisa da Moral para agir e ter atividades e ter a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, inclusive para poder desfrutar das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente!
Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
         Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na produção das causalidades.
         Sobre a energia vital, ela, passa agora a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
         A quantidade de catexia que se liga ou se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do investimento.
         Catexizamos lembranças, pensamentos e fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
         O refluxo permite e independência, e a regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
         O funcionamento psíquico ocorre de duas maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
         Falamos aqui de um novo modelo de energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições, discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos, celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
         Percebemos que até certa altura da vida gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!


(CICLO UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO = INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.

         A embriologia é a vida desde a concepção até o nascimento e o
desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!


Osny Mattanó Júnior
Londrina, 23 de novembro de 2016.







2.     Psicologia Analítica


OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e Filosofia
A origem da psicologia está ligada à história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e “Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas. Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre a Alma.
O método introspectivo, que foi o utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes, Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão, estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente, nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos, lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo, gestaltismo.

Correntes Psicológicas

Associacionismo ou Estruturalismo
Estruturalismo tem como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos – começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência, Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo, a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta será um dos objectivos principais do Estruturalismo.

Behaviorismo
behaviorismo é uma corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano, que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour), por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos (situação), que provocam um conjunto de respostas (reacção). Este binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as determinam.
Watson introduz, aqui, a noção de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção). Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J. Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século XX.
Piaget propõe que o comportamento é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos, desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S ↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma “tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o ‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma. Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes constituintes.

Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje, como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado, pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo inconsciente.
Os sonhos têm uma grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só, que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer, entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas, inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas para o analista.
Alguns Métodos da Psicologia:

A psicologia enquanto ciência possui uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.
No entanto, o método introspectivo ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento, pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se, apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações provocadas na variável dependente.
Variável externa ou parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível, neutralizadas.
grupo experimental é aquele em que o experimentador manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados, para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da variável.
O grupo amostra representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos, procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas, a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares; antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental (aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade; actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.

Psicometria
As técnicas psicométricas consistem na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique da pessoa.

Observação
A observação tem uma longa história no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da psicologia.
Fundamentalmente, a observação consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o comportamento.
É costume falar da observação sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
         Observação, Leitura e Transcrição Dinâmica 
         Através desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas vezes e só assim depois com a atenção flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente. Falamos ainda, por meio desta nova técnica,  dos primórdios da Psicologia.
 

         A vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras, controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
         É através do Hiperespaço que podemos voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
         A vida teve início a partir das primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu, segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar telepaticamente.
         Porém a telepatia pode ter surgido devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos, tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir  devido as influências e interferências das tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros seres humanos,  revelando que todos possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores (emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
         Isto nos mostra que o ser humano e suas tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e elaborado, sincronizado.
         Notamos que a telepatia nos mostra que existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos.

         Nossas inteligências são 19:
1.     Espacial
2.     Territorial
3.     Corporal
4.     Lingüística
5.     Musical
6.     Matemática
7.     Interpessoal
8.     Intrapessoal
9.     Espiritual
10.           Emocional
11.           Naturalística
12.           Psicomotora
13.           Lúdica
14.           Narcísica
15.           Computacional
16.           Agrícola
17.           Urbana
18.           Moral
19.           Mortal

A inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou morte.
                   Sabemos que o cérebro é uma resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas comportamentais e psíquicas.
Diante e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja, sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes, ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!

As descobertas da vida, inclusive  através das descobertas diante dos
primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, e a liberdade como também os processos da transcendência oriundos da adaptação e da memória referentes ao desenvolvimento e ao trabalho e seus frutos como os bens e serviços, e a economia e  a globalização e seus rituais e toda a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis estão vinculadas nesta abordagem ao processo de individuação, processo pelo qual uma parcela do todo se torna progressivamente distinta e independente, tornando essas parcelas cada vez mais independentes, processo que faz parte da Educação e da aprendizagem individual e coletiva. Essas partes emergem dos todos, o todo é temporalmente anterior às suas partes, estes fenômenos pertencem as descobertas da vida. É um processo onde a pessoa se destaca como coisa única distinta no grupo e assim essas mudanças na própria pessoa influenciam como ela é percebida pelos outros. O processo de individuação envolve um processo de concepção naturalística da consciência. Deste modo a adaptação que é a memória forma a consciência do indivíduo. Deste modo a transcendência pode formar a consciência do indivíduo. Assim o podre, o feio, o absurdo, o sujo, o bandido, o vagabundo, etc., pertencem primeiro ao todo e depois  com a particularização da essência do indivíduo essa essência do todo se diferencia do todo se tornando única e singular. Essa essência é tanto o decente quanto indecente, ambas pertencem primeiro ao todo e depois ao particular diverso ao todo. Nascemos decentes e indecentes, devemos situar-nos no ambiente de trabalho e nas relações econômicas e globalizadas de modo que nossos rituais e a nossa Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis sejam  de modo adaptativo e favorável a adaptação ou ao contexto e assim o futuro que depende do processo de individuação e de como nos lidamos com suas fases, a urubórus, a matriarcal, a patriarcal, o ciclo de alteridade, e a cósmica, que moldarão nossas características e nossas atitudes e afetos, nosso pensamento, sentimento, intuição e sensação, deste modo nosso tipo de personalidade. O objetivo do processo de individuação é o desenvolvimento da personalidade individual e suas descobertas, ou seja, as descobertas da vida e a liberdade como o trabalho, a economia e a globalização. Grupos sociais que através de normas que possam impedir o processo de individuação normal e saudável acabam por atrofiar o indivíduo impedindo sua máxima liberdade possível, estes grupos impedem o processo de individuação também através de rituais, por exemplo, com o uso da Teoria dos Símbolos de Mattanó, símbolos que atrapalham a vida. Por não ser o indivíduo uma peça só do jogo da vida, já que precisa conviver e se relacionar com outros indivíduos destacamos a importância do coletivo e assim da consciência coletiva atribuída aos conteúdos coletivamente inconscientes, deste modo herdado como estrutura cerebral. Assim vemos que também herdamos cerebralmente aspectos dos nossos antepassados, coisas filogenéticas oriundas de nossa espécie animal. Aparecem nos arquétipos como o sombra nossos Monstros onde nos projetamos outros todas as coisas que nos pertencem como ruins ou más, intoleráveis, criminosas, violentas, bandidas, agressivas, inaceitáveis e cruéis, isto faz parte do processo de individuação e só compreenderemos nossos problemas com a indecência com a decência ou aceitação de nossos limites e necessidades e as dos outros como coisa do processo de individuação. E finalmente as inteligências (descobertas por Gardner) e completas por Osny Mattanó Júnior (Espiritual, Emocional e Psicomotora), as inteligências satisfazem a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis:
Espacial
Territorial
Corporal
Lingüística
Musical
Matemática
Interpessoal
Intrapessoal
Espiritual
Emocional
         Naturalística
         Psicomotora
         Lúdica
         Narcísica
         Computacional
         Agrícola
         Urbana
         Moral
         Mortal
que nos auxiliam e determinam como nos comportamos contextualmente, intelectualmente (inteligentemente), como aprendizes e a nossa própria adaptação e memorização ao que se refere ao meio ambiente e as interações  do indivíduo com o ambiente durante o processo de individuação efetuando as descobertas da vida, inclusive  através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  e a liberdade no trabalho e para o trabalho, na economia, e na globalização da economia, da tecnologia, do consumo, da informação, da liberdade através também de rituais.
         A Trajetória dos Heróis visa desenvolver a Liberdade e os Ensinamentos, passa pelos estágios:
1.     A concepção e o herói
2.     O chamado pode ser recusado
3.     As forças se unem para o bem-aventurado
4.     A travessia: se consumir
5.     Ser engolido e consumido
6.     O caminho obtuso
7.     O encontro com a deusa
8.     A mulher como tentação
9.     A relação com o pai
10.                       A apoteose
11.                       A última graça
12.                       A difícil volta
13.                       A magia nas decisões
14.                       O resgate sobrenatural
15.                       Os limites da volta
16.                       Agora são dois mundos
17.                       E a liberdade para se viver e ensinar a viver
Deste modo trabalhamos as descobertas da vida, inclusive  as
descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, a liberdade, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, o contexto, a aprendizagem, a inteligência,  a adaptação e a memória, e também com o trabalho, a economia e a globalização e os rituais de iniciação e de passagem, como a Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
As monstruosidades e os Monstros, inclusive  através das
descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  surgem durante o processo de individuação de cada sujeito por causa das descobertas da vida e da liberdade individual e do aprisionamento coletivo assujeitado ao coletivo e ao individual, ambos, inconscientes, e assim aos arquétipos como o sombra onde depositamos nossa carga agressiva e destrutiva negando-as de nossa constituição e destinando-as aos outros, jamais a nós mesmos também no trabalho e nas relações que o trabalho proporciona, na economia e suas relações como as de poder, e na globalização, também por meio de rituais como os de iniciação e de passagem.
Deste modo a Humanidade já destruiu e criou Monstros, inclusive
através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  através de suas descobertas da vida e de sua liberdade individual e de seu  aprisionamento coletivo, como pelo arquétipo sombra durante sua evolução da civilização como na Inquisição, na 2ª Guerra Mundial, nas Ditaduras Militares, nos Grupos Terroristas, nos Grupos de Extermínio, no crescimento e desenvolvimento da Igreja Católica, nas Intifadas, na Guerra do Vietnã, na Guerra do Iraque, na Guerra do Afeganistão, no combate ao Terrorismo, na prática dos crimes sexuais e de toda a ordem como a pedofilia, a prostituição, as drogas, a discriminação racial, a escravização, o tráfico de pessoas, a servidão, a fome, a miséria, a despersonalização, no Darwinismo, no Freudianismo, no Lacanismo, no Comportamentalismo, as Artes, as Culturas de Morte, como nas disputas eleitorais e políticas, etc., e continuará a destruí-los pois originam-se das origens da vida na Terra, da luta e da guerra pela sobrevivência e bem-estar e perpetuação de sua espécie, somos uma espécie como tantas outras que também lutam contra as adversidades do meio ambiente como as sexuais onde os mais fortes vencem e derrotam muitas vezes cruelmente adversários sexuais através da Seleção Natural, dependem ontogeneticamente também do trabalho, da economia, da globalização, do poder, da Saúde, da Educação, e culturalmente dependem década sociedade e grupo social com sua cultura e modos de relação social. Sempre encontraremos Monstros e a sombra reconhecida e assumida através da projeção de nossa carga hostil em outros objetos em nossos caminhos até a Salvação, a fase Cósmica do Processo de Individuação, durante nossas descobertas da vida.
A Educação resolve nossos problemas com a sombra e nossos
Monstros internos que projetamos nos outros, inclusive  através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, no trabalho, na economia, na globalização e nas guerras, movimentos, protestos e conflitos e vandalismos em busca de paz justamente porque não conhecemos ainda a paz, porque não fomos e não somos educados ainda o suficiente seja pelos nossos pais, cuidadores, professores, políticos, religiosos, amigos, amores e romances, policiais, profissionais da saúde, psicólogos, médicos, psiquiatras, artistas, filósofos, comunicadores, cientistas, etc.. A Educação tudo resolve. A Educação educa nossos Monstros e evita nossas monstruosidades melhorando nossos processos de descobertas da vida e de liberdade individual e aprisionamento coletivo através do Processo de Individuação. A liberdade individual é experimentada nos rituais porém com o aprisionamento coletivo na Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
A nossa sombra sofre mudanças durante o dia mas nós não, somos os mesmos, ela ora é menor ora é maior ou é distorcida ou se mistura a outras sombras, nós, o self, não nos misturamos, para compreender a sombra precisamos aceita-la e reconhece-la como parte de nós e que ela sofre transformações, ora é ¨bonita¨  ora é feia, não há como lutar com a sombra, ela nunca fugirá de nós, precisamos conhece-la e aceita-la como parte de nosso mundo psíquico sem nos ¨machucarmos¨, precisamos fazer nossas descobertas da vida, dos monstros, dos heróis e dos escravos para lidar bem com a nossa sombra arquetípica.
Eu acredito que as descobertas da vida, inclusive  através das
descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  ajudam na adaptação da memória que produz a transcendência que assim gera a miséria, a caridade e o trabalho a fim de servir à  vida e à Evolução, mas surgem adversidades com o sombra que se personificam como violência, guerras, crimes, holocaustos, barbáries, atentados, terrorismo, deturpação, difamação, conflitos, abuso e exploração, movimentos, protestos e vandalismos, etc., que são resolvidos através da Educação e do Amor Fraterno que nos auxilia com o sentimento de renascimento que vem do Estado e de cada família e emerge de cada indivíduo, só este Amor nos permite isto durante nossas vidas, mas nada na vida! Pense nisto! Deus faz bem! Eu posso acreditar em Deus, no Pai, no Filho e no Espírito Santo, Amém!
         Também podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano onde há continuidade da vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico Mattanoniano onde haverá o Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a Biologia, a Psicologia, a Física, a Química, a Sociologia, a Filosofia e a Espiritualidade, restando somente Deus e o Reino de Deus com aqueles que foram para o Paraíso! Nem mesmo o Inferno resistirá ao Apocalipse Universal que poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam o nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por exemplo, ou através da Oração, da Comunhão e da Fé! O Demônio pode se arruinar se ele entrar em conflito consigo mesmo, isto é, se ele se arruinar – está na Bíblia com outras palavras mas com a mesma mensagem Sagrada e Divina, Eterna!
         A liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo e até com o nosso Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam nossa capacidade de sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em frente, a liberdade deve marcar a Vida e não a Morte. A liberdade é um processo individual marcado pelo aprisionamento coletivo.
Precisamos incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos fenômenos associados a globalização de nossos antepassados.
Amanhã seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
           A Evolução filogenética é um processo crescente e mantenedor da vida, compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra; a Evolução ontogenética é mista e tende mais para ser destrutiva em nossos tempos, compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra; a Evolução cultural é mista e mantenedora da ordem social, compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra; a Evolução espiritual também é um processo crescente e mantenedora da vida e da paz, compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra. Assim podemos falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução depende da transmissão de conhecimento, seja celular, genético, molecular, atômico, arquetípico, inconsciente ou qualquer outra forma de transmissão de conhecimento como as Escolas de hoje. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!  
           A Evolução pode ser ainda individual ou coletiva. A Evolução
individual é libertadora e inovadora, e a Evolução coletiva é aprisionadora e conservadora. A Evolução caminha lentamente através da liberdade e do aprisionamento, da inovação e do conservadorismo. A vida coletiva dura mais do que a vida individual em função disto é que a Evolução não tem pressa e caminha lentamente. Querendo ou não estamos evoluindo! Desejando ou não estamos trabalhando, tendo relações econômicas e globalizadoras em função de nossas descobertas e do avanço Científico e Tecnológico, e do crescimento da população mundial – a Evolução educa e preserva a Educação e o ensino, a aprendizagem e as descobertas individuais, sociais e coletivas – estamos sendo Educados a vida inteira -  a Educação não termina, não tem fim e a Evolução também! Evoluir pode ser também se Educar que é aprender a conviver! A Evolução leva a convivência! Para conviver dependemos de nossa carga filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo! A Evolução faz evoluir a espécie, o indivíduo e a cultura ou sociedade, o espírito, a vida e o cosmos, ela é voltada para a convivência e não para a exclusão! As descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente,  são voltadas para a convivência pois são evolutivas e evolutivamente convivemos! Temos leis que punem discriminadores, racistas e perseguidores! A Evolução é voltada para a convivência e não para a exclusão e discriminação! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização também são voltadas para a convivência e não para a exclusão e discriminação! A Evolução cria e depende de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis. A Evolução precisa do Processo de Individuação e de todos os seus elementos constitutivos como os arquétipos e as fases. O Processo de Individuação segundo Mattanó  começa com a Concepção e o Herói (Fase Urubórus), o Chamado que Pode ser Recusado, as Forças se Unem Para o Bem-aventurado,... o Encontro com a Deusa (Fase Matriarcal),... a Relação com o Pai (Fase Patriarcal),... a Magia nas Decisões (Ciclo de Alteridade)...e vai até A Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver (Fase Cósmica). O Processo de Individuação tem por finalidade a Liberdade da Vida e dos Ensinamentos da Vida numa relação Cósmica de maravilhamento e contentamento, deleite profundo a favor do Cosmos, do Universo, do Universal, da Universalidade, da amplidão experiencial e do descortinar do caminho rumo ao infinito e mais belo, inclusive  para podermos desfrutar através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, o que nos proporcionam, um contato com o Universo e a Criação.
Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
         Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na produção das causalidades.
         Sobre a energia vital, ela, passa agora a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
         A quantidade de catexia que se liga ou se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do investimento.
         Catexizamos lembranças, pensamentos e fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
         O refluxo permite e independência, e a regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
         O funcionamento psíquico ocorre de duas maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
         Falamos aqui de um novo modelo de energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições, discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos, celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
         Percebemos que até certa altura da vida gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!


(CICLO UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO = INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.

         A embriologia é a vida desde a concepção até o nascimento e o
desenvolvimento que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento, nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos, e é então assim que começam os processos sociais ou gregários, funcionalmente oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta inteligente, ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das inteligências, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o Universo e a Vida!




Osny Mattanó Júnior
Londrina, 23 de novembro de 2016.



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