NOVAS TEORIAS SOBRE OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA (CONT.) (2016) Osny Mattanó Júnior.
1.
Psicanálise
OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da
Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e
Filosofia
A origem da psicologia está ligada à
história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência
no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje
como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga
acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões
filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e
“Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios
da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu
criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas.
Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma
humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre
a Alma.
O método introspectivo, que foi o
utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos
clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua
obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores
realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes,
Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a
história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo
da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos
que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão,
estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com
Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente,
nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu
a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o
fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No
sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto
de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto
disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e
os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção
que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e
subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos,
lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo
da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o
aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo,
gestaltismo.
Correntes
Psicológicas
Associacionismo ou
Estruturalismo
O Estruturalismo tem
como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não
como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a
introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como
metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos –
começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como
Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos
processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência,
Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples
e estes noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações
são consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo,
a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as
sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma
mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos
psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se
umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta
será um dos objectivos principais do Estruturalismo.
Behaviorismo
O behaviorismo é uma
corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano,
que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour),
por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar
ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria
de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos
directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma
sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco
ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento
define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos S (situação),
que provocam um conjunto de respostas R (reacção). Este
binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas
objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também
directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência
situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação
causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas
leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção
subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que
a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear
relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as
determinam.
Watson introduz, aqui, a noção
de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo
estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos
são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um
processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo
natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo
modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a
célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de
carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção).
Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da
carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo
natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta
nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a
campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som.
Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a
personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa
interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o
Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais
actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J.
Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século
XX.
Piaget propõe que o comportamento
é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que
influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma
vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o
sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas
cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel
activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma
enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o
termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do
meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua
personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou
conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir
ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na
forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um
modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos,
desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do
sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a
perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da
situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado
simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um
autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget
propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S
↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a
personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências
comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a
existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada
sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a
situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as
suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do
behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu
próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas
interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma
“tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes
do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que
não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma
análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno
psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira
preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa
forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da
consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus
elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o
‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma
visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos
fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a
globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas
revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua
forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como
pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma.
Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente
desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes
constituintes.
Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje,
como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais
conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários
contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos
tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um
contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da
prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a
hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado,
pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira
vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos
da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de
pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção
terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns
mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise
de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação
médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se
com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o
paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do
paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas
ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo
inconsciente.
Os sonhos têm uma
grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo
disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que
o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes
encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente
de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se.
Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é fácil
interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só,
que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o
inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao
inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer,
entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas,
inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas
para o analista.
Alguns Métodos da
Psicologia:
A psicologia enquanto ciência possui
uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam
diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e
compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não
compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num
voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso
espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A
introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer
introspecção.
No entanto, o método introspectivo
ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta
um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da
psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior
orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros
passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o
introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro
laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais
científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção
na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e
analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é
descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado,
devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo
tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é
impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que
sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à
janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um
fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo,
considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua
tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método
introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para
explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como
todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e
dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos.
Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento,
pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a
verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação
deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se
consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia
infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a
impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se,
apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do
inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das
Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro
etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de
observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos
alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração
vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É
aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável
independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações
provocadas na variável dependente.
Variável externa ou
parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo
investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa
a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível,
neutralizadas.
O grupo
experimental é aquele em que o experimentador
manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele
que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz respeito
à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados, para
verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da
variável.
O grupo amostra
representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto
total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste
no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o
mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o
médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos,
procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas,
a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares;
antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade
prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental
(aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade;
actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração
geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de
avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.
Psicometria
As técnicas psicométricas consistem
na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos
seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do
psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir
da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas
ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na
construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique
da pessoa.
Observação
A observação tem uma longa história
no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo
imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da
psicologia.
Fundamentalmente, a observação
consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre
sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o
comportamento.
É costume falar da observação
sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum,
não obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo
propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração
de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de
uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o
reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não
eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se
investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um
projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com
precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em
psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação
participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e
ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que
a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a
um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
Observação,
Leitura e Transcrição Dinâmica
Através
desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e
Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó
Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto
e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas
vezes e só assim depois com a atenção
flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer
inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem
do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo
momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo
dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente.
Falamos ainda, por meio desta nova técnica,
dos primórdios da Psicologia.
A
vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo,
a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da
época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o
indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir
ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras,
controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver
realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
É através do Hiperespaço que podemos
voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
A vida teve início a partir das
primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a
Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a
Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu,
segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos
monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser
humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou
seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase
evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar
telepaticamente.
Porém a telepatia pode ter surgido
devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos,
tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de
dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir devido as influências e interferências das
tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros
seres humanos, revelando que todos
possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores
(emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
Isto nos mostra que o ser humano e suas
tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e
elaborado, sincronizado.
Notamos que a telepatia nos mostra que
existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos
ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou
matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser
humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É
através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a
partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a
partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso
cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente
para tudo que percebemos.
Nossas inteligências são 19:
1. Espacial
2. Territorial
3. Corporal
4. Lingüística
5. Musical
6. Matemática
7. Interpessoal
8. Intrapessoal
9. Espiritual
10.
Emocional
11.
Naturalística
12.
Psicomotora
13.
Lúdica
14.
Narcísica
15.
Computacional
16.
Agrícola
17.
Urbana
18.
Moral
19.
Mortal
A
inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos
às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou
inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar
moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada
vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar
com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela
se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição
com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou
morte.
Sabemos que o cérebro é uma
resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas
inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência
que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências
que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas
comportamentais e psíquicas.
Diante
e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas
respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos
sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas
inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o
comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja,
sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes,
ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!
As
descobertas da vida, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia ainda hoje e
também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, associadas a
liberdade marcam a adaptação e a memória que se faz pela adaptação ou
mesmo é adaptação e assim sugere a
transcendência e o trabalho e seus frutos como a economia, os bens e serviços,
e a globalização da economia, da tecnologia, da informação, do consumo e da liberdade expressada e representada em
ritos e assim na Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis, que pela
Psicanálise que está vinculada ao id que é o componente arcaico e
inconsciente do nosso sistema de
energias mentais que dá forma aos nossos comportamentos, não apenas em casos de
psicose. Do id emanam os impulsos cegamente devotados à gratificação direta ou
indireta, mas o mais bastante possível e imediato do instinto sexual (libido),
vinculado estreitamente às necessidades primárias da pessoa como a fome, a
sede, o sexo, etc., o id é o verdadeiro inconsciente e a parte mais profunda da
mente. O id começa como pura liberdade e marca a nossa atividade e o nosso
trabalho e a economia, começamos a economizar com o processo do pensamento
secundário substituindo a gratificação e diminuindo nossa primitividade
psicológica, e assim os fenômenos da globalização e ela mesma, mas com as
marcas fica marcado em seu niilismo, condensamento e deslocamento, as 3 leis do
inconsciente segundo Mattanó. Ele ignora
o mundo exterior, seu objeto único de interesses é o corpo, sendo dominado pelo
princípio do prazer, o instinto de vida e de auto-preservação. A gratificação
pelo princípio do prazer se dá de forma direta (beber água, por exemplo), ou
indireta como a alucinatória (através de fantasias), falo de uma transcendência
de forma direta e outra alucinatória. A fantasia não se distingue da realidade,
portanto, a satisfação do prazer pode ser imediata. Assim a adaptação pode ser
direta ou indiretamente, entendo adaptação às necessidades primárias da pessoa
quando crianças antes da castração ou em psicóticos, aqui a transcendência pode
ser direta ou indireta. Com o desenvolvimento do ego vão se dando novas
descobertas e o contato com o trabalho e novas economias como a da fase anal, que realmente nos educa para
gastarmos ou pouparmos, o indivíduo
acaba se tornando consciente das exigências da realidade (princípio de
realidade) o que diminui sua liberdade mas também constrói modos de relação que
a mantêm e a reapropriam, lidando assim com seus rituais e a sua Trajetória da
Vida, dos Monstros e dos Heróis; e quando se estabelece o superego, a moral, o nome do pai, o sujeito passa a ter
consciência das satisfações ideais, com o superego a liberdade se esgota ou se
torna moralista, com o superego moralizamos nossa Trajetória na Vida, dos Monstros
e dos Heróis. Mas há Eros, a pulsão total de vida (auto-conservação), e
Tanatos, a pulsão de morte (autodestruição). Deste modo lidamos com Eros e
Tanatos e o id, o ego e o superego em nossas relações inconscientes e
conscientes conosco e com os outros objetos de desejo e satisfação através da
marca e de como isso fica arranjado, organizado na vida mental, na unidade
mental e comportamental da pessoa, isto é o que prevalece para cada sujeito,
nestes casos a transcendência é consciente, de acordo com as suas marcas e
descobertas da vida que geram marcas no e para o trabalho e seus frutos como os
bens e serviços, a economia, e a globalização em função de nossos rituais.
Podemos falar de Pulsões Fisiológicas (comida, água, sexo,
sono e ar), Pulsões de Garantia (segurança, estabilidade, ordem, proteção e
libertação do medo e da ansiedade), Pulsões de Pertinência, Estima e de Amor, e
Pulsões de Auto-realização.
As Pulsões Fisiológicas são as do olhar, a oral, a anal, a
fálica, o período de latência, a genital e o desenvolvimento das sublimações.
As Pulsões de Garantia são as da coordenação motora e da
afetividade, do esquema sensório-motor, do esquema sensório-afetivo, do esquema
motor-afetivo.
As Pulsões de Pertinência, Estima e de Amor são da
afetividade e da sociabilidade, são as do desenvolvimento emocional e social.
E as Pulsões de Auto-realização são as da auto-realização,
auto-atualização, processo de individuação, êxtase e deslumbramento,
crise-final, consciência, produtividade no trabalho, etc.. Para alcançarmos
esta fase devemos satisfazer as fazes anteriores. Assim fazemos nossas
descobertas da vida e nos adaptamos continuamente e progressivamente,
inconscientemente!
As
descobertas da vida, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia ainda hoje e
também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, associadas
a liberdade são a adaptação, a linguagem
do inconsciente e que dá forma ao inconsciente e aos anseios instintivos da libido.
Assim surgem grandes e pequenos monstros que aprendemos a domar durante o
desenvolvimento psicossexual da libido da pessoa, desenvolvimento marcado por
muitas descobertas da vida que englobam as pulsões de vida e de morte, pulsões
que também marcam os rituais como os de iniciação e de passagem e a Trajetória
da Vida, dos Monstros e dos Heróis. Esta liberdade marca a adaptação e evoca a
transcendência pela linguagem do inconsciente que acaba por evocar outros
monstros grandes ou pequenos que afetam nosso trabalho e nossa economia e nossa
globalização econômica, tecnológica, das informações e de consumo, da
liberdade.
As
descobertas da vida, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia ainda hoje e
também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, associadas a liberdade da adaptação fazem o
neurótico, o psicótico, o boderline, o psicopata. Elas fazem parte do
desenvolvimento da personalidade oral: característica prepotente, dominadora,
voraz, cobiça, inveja e otimismo; da personalidade anal: característica de
vaidade, desconfiança, ambição, generosidade sem amor (ligadas à evacuação),
meticulosidade, parcimônia, amor ao método, obstinação, avareza (ligadas à
retenção das fezes); da personalidade fálica: característica de ostentação,
prodigalidade sem conotações generosas ou altruístas, necessidade de afiliação,
narcisismo e atividades lúdicas (jogos, competições esportivas, concursos de
beleza, etc.); período de latência: característica de declínio e extinção do
complexo de Édipo e o desenvolvimento do superego, é o intervalo entre o
estágio de sexualidade infantil e o de sexualidade normal adulta; e da
personalidade genital: característica de potência fisiológica e capacidade de
amor em termos adultos, são o equilibrado, ajustado e saudável. Elas fazem as
Pulsões de Vida e de Morte.
No enfrentamento de nossas descobertas da vida lidamos com a
Trajetória dos Heróis:
1. A
concepção e o herói
2. O
chamado pode ser recusado
3. As
forças se unem para o bem-aventurado
4. A
travessia: se consumir
5. Ser
engolido e consumido
6. O
caminho obtuso
7. O
encontro com a deusa
8. A
mulher como tentação
9. A
relação com o pai
10.
A apoteose
11.
A última graça
12.
A difícil volta
13.
A magia nas decisões
14.
O resgate sobrenatural
15.
Os limites da volta
16.
Agora são dois mundos
17.
E a liberdade para se viver e ensinar a
viver
A
cada estágio psicossexual lidamos com as descobertas da vida,
inclusive
diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do
Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento
gregário que também revela-se inteligente, e com a liberdade e as marcas da adaptação e
assim com a memória e a transcendência e
deste modo com o trabalho, a economia, e a globalização que se caracteriza pela
pulsão de morte ou de autodestruição, a morte, e com a decência ligada ao amor,
a Eros, a pulsão de vida, oriundas das descobertas da vida e nossas Trajetórias
da Vida, dos Monstros e dos Heróis. Esta é à base da organização da
personalidade e da humanidade! Como lidamos com a indecência e com a decência
ligadas a vida e a morte, a auto-preservação e a autodestruição, processos
evolutivos e selecionados naturalmente.
Já o adulto desiquilibrado, desajustado
e/ou doente lida de modo
anormal
com a liberdade e a marca da adaptação, inclusive diante dos primórdios da Psicologia
ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as
do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, não consegue transcender, tornando-se desadaptado e assim pode se
tornar um viciado, violentador, agressor, criminoso, delinqüente ou ensimesmado
e possuir ainda as outras características de sua personalidade lidando com
monstros que surgem com a não satisfação adequada de nossas necessidades
primárias ou instintivas do id. Esse adulto vai se tornar também desequilibrado,
no trabalho, nas suas relações econômicas e na sua estrutura diante da
globalização se ferindo e se auto-destruindo, talvez, muito provavelmente sim.
Ao lidarmos com as descobertas da vida,
inclusive diante dos
primórdios
da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do
Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para
tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, associadas a liberdade também lidamos com nossas
Inteligências para lidarmos com nossos problemas e/ou nossos Monstros. Nossas
Inteligências são segundo Gardner e Mattanó:
Espacial
Territorial
Corporal
Lingüística
Musical
Matemática
Interpessoal
Intrapessoal
Espiritual
Emocional
Naturalística
Psicomotora
Lúdica
Narcísica
Computacional
Agrícola
Urbana
Moral
Mortal
Nossas Inteligências são
trabalhadas pelo ego, emanam do id e são controladas moralmente pelo superego,
tudo começou através da Inteligência Naturalística, seguiram-se as demais e os
nossos Monstros.
Abordarei os aspectos psicanalíticos ligados aos nossos Monstros através
da explicação da fantasia que é uma formação de imagens mentais de cenas e de
seqüências de cenas ou experiências que não existiram no mundo real ou que se passaram de modo diverso do
fantasiado.
Segundo Susan Isaacs as fantasias assumem tais pressupostos, conforme
Álvaro Cabral e Eva Nick:
1.
¨As fantasias são o conteúdo primário dos processos mentais inconscientes e
representam anseios instintivos em relações objetais;
2.
São representantes psíquicos dos instintos da libido e, no início do
desenvolvimento da criança, passam a ser elaboradas como defesas, realizações
de desejos e conteúdos de ansiedade;
3.
O conceito, postulado por Freud, de
¨realização alucinatória de desejo¨, sua ¨identificação primária¨, a
¨introjeção¨ e a ¨projeção¨ constituem a base da vida da fantasia;
4.
Através da experiência externa, as fantasias tornam-se suscetíveis de
expressão, mas não dependem dessa experiência para existir, nem das palavras,
embora possam exprimir-se por palavras, em certas condições;
5.
As fantasias primitivas são experimentadas através das sensações; mais tarde,
assumem forma de imagens plásticas e representação dramáticas;
6.
Têm efeitos psíquicos e corporais, por exemplo, nos sintomas de conversão, no
caráter e personalidade, nos sintomas neuróticos, inibições e sublimações;
7.
As fantasias inconscientes constituem o elo operativo entre os instintos e os
mecanismos do ego. (apud Susan Isaacs, A Natureza e Função da Fantasia).
Assim
nossos Monstros, inclusive diante dos primórdios da
Psicologia
ainda hoje e também com os oriundos do Zeitgeist associados aos do Cosmos
constituídos através dos ritos e das fantasias representam anseios instintivos
da libido em nossas relações objetais, de nossas descobertas, no início da vida
é uma defesa, é constituída de liberdade,
realizações de desejos e conteúdos de ansiedade, são realizações
alucinatórias de desejos, possuem uma representação primária, uma relevante
introjeção e projeção, podem serem realizadas através da experiência externa,
mas podem serem realizadas através das palavras, porém para existir não
dependem da realidade externa e das palavras, primeiramente são sensações e
depois assumem formas e representações dramáticas, produzem efeitos psíquicos e
corporais e são o elo operativo entre os instintos e os mecanismos do ego.
Nossos Monstros no trabalho e nas relações com a economia e com a globalização,
inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com os
oriundos do Zeitgeist associados aos do Cosmos e as do Hiperespaço onde há,
pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no
comportamento gregário que também revela-se inteligente, são um mergulho profundo em formas e
representações dramáticas das profundezas da nossa vida mental instintiva que
visa nos defender e proteger pelo ego, mediador, intermediador das energias
mentais do id e do superego. É através do ego que aprendemos tudo sobre a
realidade externa e nos orientamos no sentido de evitarmos estados dolorosos,
ansiedades e punições e é deste modo que lidamos com os Monstros instintivos
durante nossa vida e evitamos a nossa destruição e a dos outros com nossos
rituais e a nossa Trajetória de Vida, dos Monstros e dos Heróis.
Monstros
e fantasias se relacionam profundamente pois ambos
possuem
o estado instintivo e a realização de desejos instintivos. Monstros, inclusive diante
dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com os oriundos do Zeitgeist
associados aos do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta
inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que
também revela-se inteligente, surgem com
a não satisfação adequada de nossas necessidades primárias ou instintivas
também em meio a rituais frustrados de iniciação e de passagem como com a fome,
a sede, o ar, a atividade, o sexo, os cuidados maternos, as secreções, urina e
fezes, evitar a dor, o calor e o frio, a segurança. E assim se não conseguimos
transcender surgem grandes e pequenos Monstros que nos atormentam e nos
destróem com lutas invencíveis e guerras, protestos, movimentos, vandalismos,
atentados, horrores e holocaustos se não tivermos nossos direitos, deveres,
obrigações e privilégios assegurados pela organização humana. Monstros e
fantasias dependem também de nossas descobertas da vida.
O
sofrimento, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda
hoje
e também com nas descobertas oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as
do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, causa-nos regras e ritos
que fazem aflorar sentimentos de perda e de reparação levando-nos a justiça ou
a vingança, assim a destruição e/ou a auto-destruição da liberdade como nas
guerras e nas violências, a paz é a reorganização social humana desse processo
de sofrimento unicamente humano e afetivo, pois o homem é um animal emocional,
as guerras e violências só existem por causa das nossas emoções e sentimentos,
da nossa afetividade, somos o animal mais evoluído na escola filogenética por
isso temos mais afetos e devemos aprender a lidar com eles para vivermos bem e
em paz, com fraternidade e esperança num futuro melhor que pode e é construído
diariamente, momento-a-momento com a Educação, deveria ser assim no Trabalho e
na globalização.
Deste modo a liberdade marca a adaptação que leva a
transcendência oriunda dos modos de miséria, caridade e trabalho, forças que
impelem o ser humano a atividades de abuso, força, violência e exploração,
senão outrora também, guerras, movimentos, protestos, lutas, vandalismos,
conflitos, holocaustos, catástrofes, crimes, horrores contra a humanidade,
propagação de doenças biológicas e ecológicas, psicológicas, físicas, químicas,
sociais, filosóficas e/ou espirituais de modo a impelir o ser humano as
atividades Educativas e de Fraternidade em busca de Amor e de Justiça para que
haja um sentimento de renascimento e a vida prossiga seu rumo evolutivo naturalmente
e socialmente. A Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, é esta a liberdade
que alcançamos com nosso desenvolvimento, rituais e atividades educativas.
Também podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano
onde há continuidade da vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico
Mattanoniano onde haverá o Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a
Biologia, a Psicologia, a Física, a Química, a Sociologia, a Filosofia e a
Espiritualidade, restando somente Deus e o Reino de Deus com aqueles que foram
para o Paraíso! O Apocalipse Universal poderá ocorrer se existirem outros
¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam o nosso Universo seja por ação
Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus ou do Demônio, ou até mesmo
através do Ser Humano, com experiências Físicas por exemplo! O Trabalho aliado
a Educação pode nos salvar e alterar esta realidade?! Dependemos dos nossos
rituais Sagrados para continuar existindo! Deus pode nos salvar! Os rituais são
imprescindíveis a existência humana hoje!
A liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo
e até com o nosso Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam
nossa capacidade de sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em
frente, a liberdade deve marcar a Vida e não a Morte. O Trabalho e a Educação
devemos levar-nos a poupar ou economizar bens e serviços a serviço da
Humanidade e de seu progresso e Evolução, para a continuidade da Vida na Terra!
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se
descobrir
naturalmente e socialmente, inclusive
através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e
também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, devemos
nos entregar aos processos positivos que nos formaram, nossa
hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas de nossos antepassados.
Amanhã
seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós
hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos
sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
A Evolução filogenética é um
processo crescente e mantenedor da vida; a Evolução ontogenética é mista e
tende mais para ser destrutiva em nossos tempos pois não se compreende ainda,
ainda tenta se compreender e se explicar; a Evolução cultural é mista e
mantenedora da ordem social; a Evolução espiritual também é um processo
crescente e mantenedora da vida e da paz. Assim podemos falar da Evolução em
nossos tempos. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem
pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a
vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem
objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
A Evolução tem uma ordem, objetiva a
vida, porém se destrói e mantêm uma certa ordem, vive disto, do caos e da
ordem, para que haja vida e paz, o ser ontológico ainda não sabe o porquê que
existe e de onde veio?! O Homem não consegue se explicar satisfatoriamente pois
a todo momento está encarando a vida e a morte, ou a morte e a vida! E prefere
não acreditar em Deus, pois Deus lhe rouba tudo, principalmente o coração. O
Homem contemporâneo não deixa Deus atingir o seu coração! O Homem ainda não
prefere a vida e a paz, mas a busca! O Homem busca e precisa da Moral para
trabalhar, ter economia e ter sua globalização!
O Homem necessita da Moral para sua
Trajetória de Vida, dos
Monstros
e dos Heróis! O Homem busca e precisa da Moral para agir e ter atividades e ter
a Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver, inclusive para poder desfrutar das
descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com
oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo
menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no
comportamento gregário que também revela-se inteligente!
Sigmund
Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou
estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a
interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua
Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo
anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na
vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o
condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja
niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da
pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da
consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na
produção das causalidades.
Sobre a energia vital, ela, passa agora
a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido
na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de
vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
A quantidade de catexia que se liga ou
se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do
investimento.
Catexizamos lembranças, pensamentos e
fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos
do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
O refluxo permite e independência, e a
regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
O funcionamento psíquico ocorre de duas
maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos
primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade
de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o
secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
Falamos aqui de um novo modelo de
energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que
a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento
universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e
estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições,
discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos,
celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a
partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
Percebemos que até certa altura da vida
gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e
mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o
nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja, dificilmente
deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a comunhão, em
todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e situações como
em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não ser que te
violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no sexo, mas não
existe crime na verdadeira comunhão!
(CICLO
UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA
+ NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO =
INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.
A embriologia é a vida desde a
concepção até o nascimento e o
desenvolvimento
que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e
intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist
e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde
não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento,
nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do
Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí
voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui
entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina
de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
e é então assim que começam os processos sociais ou gregários, funcionalmente
oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta inteligente,
ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das inteligências,
inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje; concluído este
processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando, muitas vezes a
família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a EMBRIOLOGIA +
NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se esgotará e retornará
ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao ZEITGEIST e as
INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo, assim como o
Universo e a Vida!
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
23 de novembro de 2016.
2.
Psicologia Analítica
OS PRIMÓRDIOS DA PSICOLOGIA:
Primórdios da
Psicologia
Os primórdios da Psicologia – evolução como ciência
Psicologia e
Filosofia
A origem da psicologia está ligada à
história da filosofia, pelo que esta coloca também questões filosóficas.
A psicologia só surgiu como ciência no
século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se pode considerar hoje
como psicologia estava no âmbito da filosofia.
Desde cedo que o Homem interroga
acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca dele próprio. Questões
filosóficas como: “O que é o Homem?”, “Qual o papel do ser humano no mundo?” e
“Porque é que existe o bem e o mal?” podem ser consideradas como os primórdios
da psicologia.
Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu
criar uma teoria que relacionava o tipo físico com a personalidade das pessoas.
Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamento sobre a alma
humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre
a Alma.
O método introspectivo, que foi o
utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e é um dos métodos
clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua
obra As Confissões.
Além destes, muitos outros autores
realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, como Descartes, Hobbes,
Locke e Kant.
Nesta perspectiva, durante séculos, a
história da Psicologia e a da Filosofia foram indissociáveis.
Objecto de Estudo
da Psicologia
A etimologia da palavra mostra-nos
que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão,
estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI, com
Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente,
nos finais do século XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu
a emancipação definitiva da psicologia relativamente à filosofia, sendo o
fundador da corrente científica designada por behaviorismo. No
sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto
de estudo o comportamento (behaviour) e só o comportamento.
Genericamente, a psicologia enquanto
disciplina científica é definida como a ciência que estuda os comportamentos e
os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é uma acção
que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e
subjectivas que inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos,
lembranças, pensamentos, crenças…
São estes os novos objectos de estudo
da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência e possibilitam o
aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo,
gestaltismo.
Correntes
Psicológicas
Associacionismo ou
Estruturalismo
O Estruturalismo tem
como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, não
como o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a
introspecção controlada (ou Introspecção na segunda pessoa) como
metodologia, os fenómenos psíquicos – pensamentos, emoções e sentimentos –
começam a ser intencionalmente estudados em laboratório.
Esta corrente ficou conhecida como
Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura” ou anatomia dos processos
conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência, Wundt adopta
uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estes
noutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são
consideradas como unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo,
a partir de muitas experiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as
sensações se combinam de tal forma que o resultado final pressupõe, não uma
mera soma de elementos, mas algo mais. Assim, conclui que os fenómenos
psicológicos são diferentes da soma das sensações elementares. Estas juntam-se
umas às outras por associação subordinada a determinadas leis, cuja descoberta
será um dos objectivos principais do Estruturalismo.
Behaviorismo
O behaviorismo é uma
corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano,
que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour),
por isso se chama também comportamentalismo.
Assim, a psicologia para se tornar
ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante no século XIX, teria
de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas os comportamentos
directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou uma
sensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco
ou transpirar.
Para o behaviorismo comportamento
define-se como uma relação entre um conjunto de estímulos S (situação),
que provocam um conjunto de respostas R (reacção). Este
binómio define o comportamento humano como um conjunto de respostas
objectivamente observáveis que o organismo executa face a estímulos também
directamente observáveis.
Ao considerar que a sequência
situação – reacção se processa de modo mecânico, Watson adopta uma interpretação
causalista do comportamento, elaborando leis explicativas do mesmo. Estas
leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever a reacção
subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que
a desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear
relação de causa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as
determinam.
Watson introduz, aqui, a noção
de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov(psicólogo
estudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos
são adquiridos segundo processos de condicionamento.
O condicionamento é definido como um
processo que consiste em associar um estímulo condicionado a um estímulo
natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulo condicionado do mesmo
modo que reage ao estímulo natural.
Vamos apresentar a
célebre experiência de Pavlov:
Mostrou-se a um cão um pedaço de
carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção).
Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da
carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo
natural a um estímulo condicionado – som da campainha). Como resposta a esta
nova situação, o cão continuou a salivar.
Por último, tocou-se apenas a
campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som.
Estamos face a um reflexo condicionado.
Em suma, Watson, ao não considerar a
personalidade como variável que influencia o nosso comportamento, cai numa
interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana, encarando o
Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.
Construtivismo
O Construtivismo é um movimento mais
actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma das figuras principais é J.
Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios do século
XX.
Piaget propõe que o comportamento
é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.
Assim supera a questão de saber o que
influencia mais o comportamento se é a genética ou a influência do meio, uma
vez que estão ambos em profunda relação.
Assim, para os construtivistas, o
sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em função de estruturas
cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.
Nesta proposta salienta-se o papel
activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento.
O termo comportamento sofreu uma
enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas. Passou a ser preferido o
termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos do
meio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua
personalidade.
Aqui, o conceito de comportamento, ou
conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitos diferentes podem reagir
ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivas diferentes na
forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de um
modo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos,
desejos (conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do
sujeito; aspectos que eram ignorados pelos behavioristas.
O comportamento, segundo a
perspectiva behaviorista, entendido como variável dependente exclusivamente da
situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiado
simplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um
autómato, com um ser que só se comporta de modo reflexo.
Neste sentido, Fraisse e Piaget
propõem uma nova fórmula explicativa do comportamento humano – R = f (S
↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é a
personalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências
comportamentais. Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a
existência de interacção entre ambas.
Por um lado, a personalidade de cada
sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas, mas, por outro, a
situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela as
suas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.
Diferindo, ainda num outro ponto, do
behaviorismo, Piaget considera que as crianças são participantes activas no seu
próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ou esquemas
interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma
“tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes
do meio.
Gestaltismo
A corrente gestaltista defende que
não se pode estudar algo tão complexo como a consciência a partir de uma
análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómeno
psicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.
O conceito de forma é de tal maneira
preponderante que deu o nome a esta corrente da psicologia (gestalt significa
forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que um facto da
consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seus
elementos.
Para os psicólogos da gestalt, o
‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental. Só a partir de uma
visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significação dos
fenómenos.
Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a
globalmente; as notas musicais isoladas nada significam, mas estruturadas
revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodia atendemos à sua
forma e não às notas isoladas.
A noção de campo funciona também como
pilar do gestaltismo, derivando e complementando o conceito de forma.
Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que é completamente
desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partes
constituintes.
Psicanálise
A psicologia pode-se definir, hoje,
como a ciência que tem por objecto os comportamentos e processos mentais
conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes vários
contributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos
tempos. Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um
contributo ímpar à psicologia. Muitos dos seus contributos decorreram da
prática de tratamento de pessoas com neuroses.
Freud trabalhou inicialmente com a
hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-o um método limitado,
pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pela primeira
vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos
da teoria psicanalítica.
A psicanálise é um corpo teórico de
pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico. Como intervenção
terapêutica visa “entrar” no inconsciente através de alguns
mecanismos: a associação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise
de actos falhados e o processo de transferência inerente à relação
médico-paciente.
Classicamente a psicanálise faz-se
com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico, olhando em frente.
Pela associação livre de ideias o
paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sem
preocupações lógicas. Com a ajuda do
paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou; porque se lembrou de umas
ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditada pelo
inconsciente.
Os sonhos têm uma
grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de um desejo
disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que
o ego e superego exercem sobre os desejos inconscientes
encontram-se atenuados. O material recalcado liberta-se e o desejo, geralmente
de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente
liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, por isso não é
fácil interpretar o sonho.
Aos lapsos de linguagem, e não só,
que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origem relacionada com o
inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso ao
inconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.
Finalmente, pelo transfer,
entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estão reprimidas,
inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidas
para o analista.
Alguns Métodos da
Psicologia:
A psicologia enquanto ciência possui
uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntes da psicologia adoptam
diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema de comunicação e
compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria, não
compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.
Introspecção
A introspecção consiste num
voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso
espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A
introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer
introspecção.
No entanto, o método introspectivo
ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do ser humano, pois apresenta
um carácter mais sistemático, guiado.
A filosofia, enquanto génese da
psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexão interior
orientada pelo próprio sujeito.
Quando a psicologia deu os primeiros
passos, na sua construção enquanto ciência, com Wundt, o método utilizado foi o
introspectivo.
Wundt foi o fundador do primeiro
laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo uma psicologia mais científica.
Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na
segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e
analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é
descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado,
devido a algumas limitações que acarreta:
Neste método, o sujeito é ao mesmo
tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é
impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que
sentimos.
Diz ele: “… ninguém pode estar à
janela para se ver passar na rua.” Quer dizer, a tomada de consciência de um
fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do método introspectivo,
considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua
tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
Outro problema do método
introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para
explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como
todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e
dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos.
Por outro lado, quando o paciente explica o que sentiu, já é outro momento,
pode haver distorção.
Assim, diz-se que não é possível a
verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há ainda limites na aplicação
deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais que não se
consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia
infantil, patológica e animal.
Podemos ainda acrescentar a
impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente. Analisam-se,
apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância do
inconsciente.
Método Experimental
O método experimental é um método das
Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais e Humanas, que tem quatro
etapas: hipótese prévia, controle e manipulação de variáveis, técnicas de
observação e registo e generalização de resultados.
Em relação à segunda etapa temos
alguns conceitos fundamentais:
Variável dependente significa a variável cuja alteração
vai ser estudada, como consequência da manipulação da variável independente. É
aquela que flutua e que permite tirar conclusões dessa flutuação.
Variável
independente é a que o investigador manipula para verificar as modificações
provocadas na variável dependente.
Variável externa ou
parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controlados pelo
investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa
a fiabilidade da experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível,
neutralizadas.
O grupo
experimental é aquele em que o experimentador
manipula a variável independente. O grupo testemunha é aquele
que tem as mesmas características do grupo experimental excepto no que diz
respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados,
para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da
variável.
O grupo amostra
representativa é uma parte, um sub grupo da população (conjunto
total de pessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste
no grupo de elementos em relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o
mais representativos possível da população.
Entrevista Clínica
A entrevista clínica ocorre entre o
médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dados sociodemográficos,
procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.
No caso das perturbações patológicas,
a entrevista estrutura-se da seguinte maneira: antecedentes familiares;
antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais; personalidade
prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental
(aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade;
actividade motora; comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração
geral, física e neurológica; explorações específicas (psicometria, escalas de
avaliação; impressão diagnóstica; plano de tratamento.
Psicometria
As técnicas psicométricas consistem
na medição da duração e intensidade das manifestações psíquicas em qualquer dos
seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupam da medição do
psíquico.
A psicometria desenvolveu-se a partir
da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entre manifestações psíquicas
ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém na
construção de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique
da pessoa.
Observação
A observação tem uma longa história
no contexto da psicologia, sendo hoje considerada como um processo
imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método da
psicologia.
Fundamentalmente, a observação
consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o que se observa. Ocorre
sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta o
comportamento.
É costume falar da observação
sistemática por oposição à observação ocasional.
Esta última, típica do senso comum, não
obedece a regras e é afectada pela subjectividade das pessoas, não sendo
propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar à demonstração
de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer de
uma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o
reflexo condicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não
eram provocadas exclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se
investiga em psicologia, a observação utilizada é sistemática, sujeita a um
projecto previamente definido e no qual se fixam a condições que delimitam com
precisão os aspectos a considerar.
Há muitas formas de observação em
psicologia, que variam em relação ao papel do observador (observação
participante e não participante); quanto ao contexto ambiental (laboratorial e
ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).
Não obstante, verificamos, hoje, que
a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentes metodologias para chegar a
um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que é objecto de estudo.
Observação,
Leitura e Transcrição Dinâmica
Através
desta técnica que Osny Mattanó Júnior criou e desenvolveu suas Novas Teorias e
Epistemologias em Psicologia e Psicanálise. O autor desta técnica, Osny Mattanó
Júnior, ressalta que para utilizá-la devemos ter pleno conhecimento do assunto
e domínio do texto e do seu conteúdo, ou seja, devemos tê-lo lido diversas
vezes e só assim depois com a atenção
flutuante que também é empregada nesta técnica, capaz de fazer
inconscientemente da sua linguagem parte da linguagem do texto, e a linguagem
do texto parte da sua linguagem, pois internalizamos e interiorizamos a todo
momento o que percebemos e o nosso inconsciente processa todo esse conteúdo
dialeticamente, elaborando esse fenômeno psiquicamente e comportamentalmente.
Falamos ainda, por meio desta nova técnica,
dos primórdios da Psicologia.
A
vida desde a concepção até o nascimento e o desenvolvimento que é o indivíduo,
a família e a sociedade, e o Zeitgeist que é o clima cultural e intelectual da
época e o Cosmos que é o elo entre o Céu ou o Universo, e o Zeitgeist e o
indivíduo (você) e o Hiperespaço que é o niilismo, o nada onde não podemos ir
ou para onde imaginamos ir e não podemos voltar, um local onde não há regras,
controle, literalidade e nem razões, somente Niilismo, onde é impossível haver
realidade, ou seja, condensamento e deslocamento, isto é, a realidade psiquica.
É através do Hiperespaço que podemos
voltar ao Niilismo e ao início, e portanto, a vida.
A vida teve início a partir das
primeiras reações bioquímicas no Universo e se instalou na Terra devido a
Evolução ou a cultura, ou melhor, com o encontro de ¨pedras do espaço¨ com a
Terra onde veio do espaço a vida que se instalou na Terra e nela Evoluiu,
segundo algumas teorias. Os hominídeos vieram, segundo teorias dos
monofiletistas, polifiletistas ou de várias linhas de descendência. O ser
humano surgiu com as mudanças fisiológicas, morfológicas e comportamentais, ou
seja, na adaptação. E agora podemos estar vivendo outra era evolutiva ou fase
evolutiva com o Homo Sapiens Telepath, aquele que é capaz de se comunicar
telepaticamente.
Porém a telepatia pode ter surgido
devido as condições ambientais, ou seja, devido aos instrumentos, equipamentos,
tecnologias e trabalhos do ser humano, pois ela foi confirmada num ambiente de
dominação dos Mass Mídia e só existe, talvez, se faz existir devido as influências e interferências das
tecnologias dos Mass Mídia que interferem no cérebro do Telepath e dos outros
seres humanos, revelando que todos
possuem a capacidade ou a possibilidade de serem Telepath ou como codificadores
(emissores) ou como decodificadores (receptores) das mensagens telepáticas.
Isto nos mostra que o ser humano e suas
tecnologias estão se fundindo e evoluindo cada vez mais num ritmo coordenado e
elaborado, sincronizado.
Notamos que a telepatia nos mostra que
existe um ritmo ou biorritmo associado a telepatia que se conjuga à vida e aos
ritmos e biorritmos dos demais seres humanos e seres vivos sem destruí-los ou
matá-los. A telepatia pode, assim, ser um evento natural e evolutivo do ser
humano e também dos demais seres vivos, inclusive dos seres extra-terrestres.
É
através do Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a
partir daí voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a
partir daqui entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso
cérebro uma máquina de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente
para tudo que percebemos.
Nossas inteligências são 19:
1. Espacial
2. Territorial
3. Corporal
4. Lingüística
5. Musical
6. Matemática
7. Interpessoal
8. Intrapessoal
9. Espiritual
10.
Emocional
11.
Naturalística
12.
Psicomotora
13.
Lúdica
14.
Narcísica
15.
Computacional
16.
Agrícola
17.
Urbana
18.
Moral
19.
Mortal
A
inteligência urbana é a que nos capacita vivermos e nos
adaptarmos
às cidades diferentemente às zonas rurais ou indígenas, ou mesmo florestais ou
inóspitas. A inteligência moral é que nos revela a nossa capacidade de julgar
moralmente, de saber separar o aceitável e o inaceitável moralmente para cada
vida, grupo e sociedade. E a inteligência mortal é aquela que nos leva a lidar
com a morte e seus fenômenos como a pulsão auditiva de Mattanó de 1995 onde ela
se volta totalmente para a pulsão de morte e assim para a sua autodestruição
com termos voltados para o seu fim e aniquilamento, destruição e sofrimento, ou
morte.
Sabemos que o cérebro é uma
resposta inteligente da Evolução. Ele se faz e funciona como respostas
inteligentes. Então para cada comportamento ou resposta existe uma inteligência
que a produz, seja ela qual for! Assim temos um conjunto de 19 inteligências
que se somam para explicar o nosso cérebro e as nossas respostas
comportamentais e psíquicas.
Diante
e depois de assimiladas e acomodadas ou compreendidas
nossas
respostas comportamentais e psíquicas inteligentes lidaremos com os processos
sociais que são justamente ocasionados devido as consequências das nossas
inteligências que repercutem e suscitam comportamento gregário, nota-se que o
comportamento gregário também está submetido às leis do cérebro, ou seja,
sempre estará associado funcionalmente, a uma ou mais respostas inteligentes,
ou seja, não existe comportamento gregário que não seja inteligente!
As
descobertas da vida, inclusive através
das descobertas diante dos
primórdios
da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do
Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para
tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, e a liberdade como também os processos da transcendência oriundos
da adaptação e da memória referentes ao desenvolvimento e ao trabalho e seus
frutos como os bens e serviços, e a economia e
a globalização e seus rituais e toda a Trajetória da Vida, dos Monstros
e dos Heróis estão vinculadas nesta abordagem ao processo de individuação,
processo pelo qual uma parcela do todo se torna progressivamente distinta e
independente, tornando essas parcelas cada vez mais independentes, processo que
faz parte da Educação e da aprendizagem individual e coletiva. Essas partes
emergem dos todos, o todo é temporalmente anterior às suas partes, estes
fenômenos pertencem as descobertas da vida. É um processo onde a pessoa se
destaca como coisa única distinta no grupo e assim essas mudanças na própria
pessoa influenciam como ela é percebida pelos outros. O processo de
individuação envolve um processo de concepção naturalística da consciência.
Deste modo a adaptação que é a memória forma a consciência do indivíduo. Deste
modo a transcendência pode formar a consciência do indivíduo. Assim o podre, o
feio, o absurdo, o sujo, o bandido, o vagabundo, etc., pertencem primeiro ao
todo e depois com a particularização da
essência do indivíduo essa essência do todo se diferencia do todo se tornando
única e singular. Essa essência é tanto o decente quanto indecente, ambas
pertencem primeiro ao todo e depois ao particular diverso ao todo. Nascemos
decentes e indecentes, devemos situar-nos no ambiente de trabalho e nas
relações econômicas e globalizadas de modo que nossos rituais e a nossa
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis sejam de modo adaptativo e favorável a adaptação ou
ao contexto e assim o futuro que depende do processo de individuação e de como
nos lidamos com suas fases, a urubórus, a matriarcal, a patriarcal, o ciclo de
alteridade, e a cósmica, que moldarão nossas características e nossas atitudes
e afetos, nosso pensamento, sentimento, intuição e sensação, deste modo nosso
tipo de personalidade. O objetivo do processo de individuação é o
desenvolvimento da personalidade individual e suas descobertas, ou seja, as
descobertas da vida e a liberdade como o trabalho, a economia e a globalização.
Grupos sociais que através de normas que possam impedir o processo de
individuação normal e saudável acabam por atrofiar o indivíduo impedindo sua
máxima liberdade possível, estes grupos impedem o processo de individuação
também através de rituais, por exemplo, com o uso da Teoria dos Símbolos de
Mattanó, símbolos que atrapalham a vida. Por não ser o indivíduo uma peça só do
jogo da vida, já que precisa conviver e se relacionar com outros indivíduos
destacamos a importância do coletivo e assim da consciência coletiva atribuída
aos conteúdos coletivamente inconscientes, deste modo herdado como estrutura cerebral.
Assim vemos que também herdamos cerebralmente aspectos dos nossos antepassados,
coisas filogenéticas oriundas de nossa espécie animal. Aparecem nos arquétipos
como o sombra nossos Monstros onde nos projetamos outros todas as coisas que
nos pertencem como ruins ou más, intoleráveis, criminosas, violentas, bandidas,
agressivas, inaceitáveis e cruéis, isto faz parte do processo de individuação e
só compreenderemos nossos problemas com a indecência com a decência ou
aceitação de nossos limites e necessidades e as dos outros como coisa do
processo de individuação. E finalmente as inteligências (descobertas por
Gardner) e completas por Osny Mattanó Júnior (Espiritual, Emocional e
Psicomotora), as inteligências satisfazem a Trajetória da Vida, dos Monstros e
dos Heróis:
Espacial
Territorial
Corporal
Lingüística
Musical
Matemática
Interpessoal
Intrapessoal
Espiritual
Emocional
Naturalística
Psicomotora
Lúdica
Narcísica
Computacional
Agrícola
Urbana
Moral
Mortal
que
nos auxiliam e determinam como nos comportamos contextualmente,
intelectualmente (inteligentemente), como aprendizes e a nossa própria
adaptação e memorização ao que se refere ao meio ambiente e as interações do indivíduo com o ambiente durante o processo
de individuação efetuando as descobertas da vida, inclusive através das descobertas diante dos primórdios
da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do
Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para
tudo que percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, e a liberdade no trabalho e
para o trabalho, na economia, e na globalização da economia, da tecnologia, do
consumo, da informação, da liberdade através também de rituais.
A Trajetória dos Heróis visa desenvolver a Liberdade e os
Ensinamentos, passa pelos estágios:
1. A
concepção e o herói
2. O
chamado pode ser recusado
3. As
forças se unem para o bem-aventurado
4. A
travessia: se consumir
5. Ser
engolido e consumido
6. O
caminho obtuso
7. O
encontro com a deusa
8. A
mulher como tentação
9. A
relação com o pai
10.
A apoteose
11.
A última graça
12.
A difícil volta
13.
A magia nas decisões
14.
O resgate sobrenatural
15.
Os limites da volta
16.
Agora são dois mundos
17.
E a liberdade para se viver e ensinar a
viver
Deste
modo trabalhamos as descobertas da vida, inclusive as
descobertas
diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do
Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, a liberdade, inclusive no
comportamento gregário que também revela-se inteligente, o contexto, a
aprendizagem, a inteligência, a
adaptação e a memória, e também com o trabalho, a economia e a globalização e
os rituais de iniciação e de passagem, como a Trajetória da Vida, dos Monstros
e dos Heróis.
As
monstruosidades e os Monstros, inclusive
através das
descobertas
diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com oriundas do
Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento
gregário que também revela-se inteligente, surgem durante o processo de individuação de
cada sujeito por causa das descobertas da vida e da liberdade individual e do
aprisionamento coletivo assujeitado ao coletivo e ao individual, ambos,
inconscientes, e assim aos arquétipos como o sombra onde depositamos nossa
carga agressiva e destrutiva negando-as de nossa constituição e destinando-as
aos outros, jamais a nós mesmos também no trabalho e nas relações que o
trabalho proporciona, na economia e suas relações como as de poder, e na
globalização, também por meio de rituais como os de iniciação e de passagem.
Deste
modo a Humanidade já destruiu e criou Monstros, inclusive
através
das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas
do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos,
uma resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento
gregário que também revela-se inteligente, através de suas descobertas da vida e de sua
liberdade individual e de seu
aprisionamento coletivo, como pelo arquétipo sombra durante sua evolução
da civilização como na Inquisição, na 2ª Guerra Mundial, nas Ditaduras
Militares, nos Grupos Terroristas, nos Grupos de Extermínio, no crescimento e
desenvolvimento da Igreja Católica, nas Intifadas, na Guerra do Vietnã, na
Guerra do Iraque, na Guerra do Afeganistão, no combate ao Terrorismo, na
prática dos crimes sexuais e de toda a ordem como a pedofilia, a prostituição,
as drogas, a discriminação racial, a escravização, o tráfico de pessoas, a
servidão, a fome, a miséria, a despersonalização, no Darwinismo, no
Freudianismo, no Lacanismo, no Comportamentalismo, as Artes, as Culturas de Morte,
como nas disputas eleitorais e políticas, etc., e continuará a destruí-los pois
originam-se das origens da vida na Terra, da luta e da guerra pela
sobrevivência e bem-estar e perpetuação de sua espécie, somos uma espécie como
tantas outras que também lutam contra as adversidades do meio ambiente como as
sexuais onde os mais fortes vencem e derrotam muitas vezes cruelmente
adversários sexuais através da Seleção Natural, dependem ontogeneticamente
também do trabalho, da economia, da globalização, do poder, da Saúde, da
Educação, e culturalmente dependem década sociedade e grupo social com sua
cultura e modos de relação social. Sempre encontraremos Monstros e a sombra
reconhecida e assumida através da projeção de nossa carga hostil em outros
objetos em nossos caminhos até a Salvação, a fase Cósmica do Processo de
Individuação, durante nossas descobertas da vida.
A
Educação resolve nossos problemas com a sombra e nossos
Monstros
internos que projetamos nos outros, inclusive
através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e
também com as oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, no
trabalho, na economia, na globalização e nas guerras, movimentos, protestos e
conflitos e vandalismos em busca de paz justamente porque não conhecemos ainda
a paz, porque não fomos e não somos educados ainda o suficiente seja pelos
nossos pais, cuidadores, professores, políticos, religiosos, amigos, amores e
romances, policiais, profissionais da saúde, psicólogos, médicos, psiquiatras,
artistas, filósofos, comunicadores, cientistas, etc.. A Educação tudo resolve.
A Educação educa nossos Monstros e evita nossas monstruosidades melhorando
nossos processos de descobertas da vida e de liberdade individual e
aprisionamento coletivo através do Processo de Individuação. A liberdade
individual é experimentada nos rituais porém com o aprisionamento coletivo na
Trajetória da Vida, dos Monstros e dos Heróis.
A
nossa sombra sofre mudanças durante o dia mas nós não, somos os mesmos, ela ora
é menor ora é maior ou é distorcida ou se mistura a outras sombras, nós, o
self, não nos misturamos, para compreender a sombra precisamos aceita-la e
reconhece-la como parte de nós e que ela sofre transformações, ora é
¨bonita¨ ora é feia, não há como lutar
com a sombra, ela nunca fugirá de nós, precisamos conhece-la e aceita-la como
parte de nosso mundo psíquico sem nos ¨machucarmos¨, precisamos fazer nossas
descobertas da vida, dos monstros, dos heróis e dos escravos para lidar bem com
a nossa sombra arquetípica.
Eu
acredito que as descobertas da vida, inclusive
através das
descobertas
diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e também com as oriundas do
Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço onde há, pelo menos, uma
resposta inteligente para tudo que percebemos, inclusive no comportamento
gregário que também revela-se inteligente, ajudam na adaptação da memória que produz a
transcendência que assim gera a miséria, a caridade e o trabalho a fim de
servir à vida e à Evolução, mas surgem
adversidades com o sombra que se personificam como violência, guerras, crimes,
holocaustos, barbáries, atentados, terrorismo, deturpação, difamação,
conflitos, abuso e exploração, movimentos, protestos e vandalismos, etc., que
são resolvidos através da Educação e do Amor Fraterno que nos auxilia com o
sentimento de renascimento que vem do Estado e de cada família e emerge de cada
indivíduo, só este Amor nos permite isto durante nossas vidas, mas nada na
vida! Pense nisto! Deus faz bem! Eu posso acreditar em Deus, no Pai, no Filho e
no Espírito Santo, Amém!
Também podemos abordar o Construtivismo Físico Mattanoniano
onde há continuidade da vida e do Universo e o Descontrutivismo Físico
Mattanoniano onde haverá o Apocalipse Universal pondo fim ao Universo, a
Biologia, a Psicologia, a Física, a Química, a Sociologia, a Filosofia e a
Espiritualidade, restando somente Deus e o Reino de Deus com aqueles que foram
para o Paraíso! Nem mesmo o Inferno resistirá ao Apocalipse Universal que
poderá ocorrer se existirem outros ¨big-bangs¨ ou outros Universos que destruam
o nosso Universo seja por ação Natural ou Sobrenatural como por exemplo de Deus
ou do Demônio, ou até mesmo através do Ser Humano, com experiências Físicas por
exemplo, ou através da Oração, da Comunhão e da Fé! O Demônio pode se arruinar
se ele entrar em conflito consigo mesmo, isto é, se ele se arruinar – está na
Bíblia com outras palavras mas com a mesma mensagem Sagrada e Divina, Eterna!
A liberdade pode acabar com nossas vidas e com o nosso mundo
e até com o nosso Universo e o Sobrenatural, nossas experiências nos revelam
nossa capacidade de sermos livres e de nos libertarmos para seguirmos sempre em
frente, a liberdade deve marcar a Vida e não a Morte. A liberdade é um processo
individual marcado pelo aprisionamento coletivo.
Precisamos
incentivar o processo produtivo de descobrir e se descobrir naturalmente e
socialmente, devemos nos entregar aos processos positivos que nos formaram,
nossa hipercomplexificação cerebral e adaptação morfológica, fisiológica e
comportamental, frutos das descobertas e do trabalho, da economia e até dos
fenômenos associados a globalização de nossos antepassados.
Amanhã
seremos os mesmos antepassados que os nossos antepassados são e foram para nós
hoje e agora, se descobrir é preciso! A Evolução não tem pressa! Não precisamos
sonhar com a pobreza e nem com a fartura, pois se descobrir é aprender a viver!
A Evolução filogenética é um
processo crescente e mantenedor da vida, compreende seus ritos e os absorve
mantendo-os e os perpetra; a Evolução ontogenética é mista e tende mais para
ser destrutiva em nossos tempos, compreende seus ritos e os absorve mantendo-os
e os perpetra; a Evolução cultural é mista e mantenedora da ordem social,
compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra; a Evolução
espiritual também é um processo crescente e mantenedora da vida e da paz,
compreende seus ritos e os absorve mantendo-os e os perpetra. Assim podemos
falar da Evolução em nossos tempos. A Evolução depende da transmissão de
conhecimento, seja celular, genético, molecular, atômico, arquetípico,
inconsciente ou qualquer outra forma de transmissão de conhecimento como as
Escolas de hoje. A Evolução continua e não há como impedi-la, ela caminha sem
pressa e alcança seus objetivos: a vida; a destrutividade; a ordem social; e a
vida e a paz. A Evolução nos ensina regras ou contingências! A Evolução tem
objetivos e ensinamentos! A Evolução não tem pressa!
A Evolução pode ser ainda individual
ou coletiva. A Evolução
individual
é libertadora e inovadora, e a Evolução coletiva é aprisionadora e
conservadora. A Evolução caminha lentamente através da liberdade e do
aprisionamento, da inovação e do conservadorismo. A vida coletiva dura mais do
que a vida individual em função disto é que a Evolução não tem pressa e caminha
lentamente. Querendo ou não estamos evoluindo! Desejando ou não estamos
trabalhando, tendo relações econômicas e globalizadoras em função de nossas
descobertas e do avanço Científico e Tecnológico, e do crescimento da população
mundial – a Evolução educa e preserva a Educação e o ensino, a aprendizagem e
as descobertas individuais, sociais e coletivas – estamos sendo Educados a vida
inteira - a Educação não termina, não
tem fim e a Evolução também! Evoluir pode ser também se Educar que é aprender a
conviver! A Evolução leva a convivência! Para conviver dependemos de nossa
carga filogenética, ontogenética e cultural, espiritual, da vida e do universo!
A Evolução faz evoluir a espécie, o indivíduo e a cultura ou sociedade, o
espírito, a vida e o cosmos, ela é voltada para a convivência e não para a
exclusão! As descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje e
também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do Hiperespaço
onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que percebemos,
inclusive no comportamento gregário que também revela-se inteligente, são voltadas para a convivência pois são
evolutivas e evolutivamente convivemos! Temos leis que punem discriminadores,
racistas e perseguidores! A Evolução é voltada para a convivência e não para a
exclusão e discriminação! A Evolução do trabalho, da economia e da globalização
também são voltadas para a convivência e não para a exclusão e discriminação! A
Evolução cria e depende de rituais e da Trajetória da Vida, dos Monstros e dos
Heróis. A Evolução precisa do Processo de Individuação e de todos os seus
elementos constitutivos como os arquétipos e as fases. O Processo de
Individuação segundo Mattanó começa com
a Concepção e o Herói (Fase Urubórus), o Chamado que Pode ser Recusado, as
Forças se Unem Para o Bem-aventurado,... o Encontro com a Deusa (Fase
Matriarcal),... a Relação com o Pai (Fase Patriarcal),... a Magia nas Decisões
(Ciclo de Alteridade)...e vai até A Liberdade para Se Viver e Ensinar a Viver
(Fase Cósmica). O Processo de Individuação tem por finalidade a Liberdade da
Vida e dos Ensinamentos da Vida numa relação Cósmica de maravilhamento e
contentamento, deleite profundo a favor do Cosmos, do Universo, do Universal,
da Universalidade, da amplidão experiencial e do descortinar do caminho rumo ao
infinito e mais belo, inclusive para
podermos desfrutar através das descobertas diante dos primórdios da Psicologia ainda
hoje e também com oriundas do Zeitgeist associadas às do Cosmos e as do
Hiperespaço onde há, pelo menos, uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, inclusive no comportamento gregário que também revela-se
inteligente, o que nos proporcionam, um contato com o Universo e a Criação.
Sigmund
Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida mental e ousou
estudar processos psíquicos como os sonhos, fantasias, esquecimentos, a
interioridade do homem que o levaram a Psicanálise.
Contudo temos Osny Mattanó Júnior e sua
Psicanálise ou Teoria Espiritualizada que se interessa pelo normal e pelo
anormal, pelo pecado e pelo patológico, que prega que não há descontinuidade na
vida mental, que existem 3 leis para o inconsciente: o niilismo, o
condensamento e o deslocamento, e que assim a resposta existe, mesmo que seja
niilista e que suas causalidades são provocadas por intenção ou por desejo da
pessoa. A maior parte do funcionamento mental da pessoa se passa fora da
consciência. A atividade mental inconsciente desempenha um papel fundamental na
produção das causalidades.
Sobre a energia vital, ela, passa agora
a ser a comunhão e não a libido, a comunhão tem um papel maior do que a libido
na Trajetória da Vida, dos Monstros, dos Heróis e dos Escravos, na história de
vida e nos contextos, porém a libido também permanece como catexia.
A quantidade de catexia que se liga ou
se dirige a representação mental da pessoa ou coisa depende do desejo, do
investimento.
Catexizamos lembranças, pensamentos e
fantasias do objeto – após termos pensado pela primeira vez segundo os impulsos
do id teremos lembranças, pensamentos e fantasias como as conhecemos.
O refluxo permite e independência, e a
regressão é o retorno a uma instância de gratificação mais remota.
O funcionamento psíquico ocorre de duas
maneiras: os processos primários e os processos secundários. Nos processos
primários há a descarga da catexia e nos processos secundários há a capacidade
de retardar a descarga da energia psíquica. A passagem do primário para o
secundário é gradual e assim vai se formando o ego do sujeito para a vida toda.
Falamos aqui de um novo modelo de
energia psíquica construído a partir da comunhão que se torna mais forte do que
a libido na vida e na representação das pessoas, pois existe um sentimento
universal de comunhão partilhado, permanente, diariamente em encontros e
estados de consciência e de solidão, como em cerimônias, hábitos, tradições,
discursos, ritos, mitos, programas de mass mídia, igrejas, fenômenos,
celebridades e autoridades que constantemente fazem alusão à comunhão, a
partilha, a acolhida, a paz, a misericórdia, ao perdão, ao amor e a Deus.
Percebemos que até certa altura da vida
gostamos de falar e de praticar sexo, mas com o tempo as coisas vão mudando e
mudamos, percebemos que gostamos de falar a praticar a comunhão desde o
nascimento e com o tempo muito dificilmente a situação muda, ou seja,
dificilmente deixamos de praticar a comunhão até a morte! Isto acontece, a
comunhão, em todos os ambientes, mas o sexo não flui em todos os ambientes e
situações como em igreja e relações com o crime, ou em locais públicos, a não
ser que te violentam e te forcem cruelmente ou te estuprem! Existe crime no
sexo, mas não existe crime na verdadeira comunhão!
(CICLO
UNIVERSAL COMPLETO):
EMBRIOLOGIA
+ NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO = ZEITGEIST + COSMOS + HIPERESPAÇO =
INTELIGÊNCIAS + PROCESSOS SOCIAIS.
A embriologia é a vida desde a
concepção até o nascimento e o
desenvolvimento
que é o indivíduo, a família e a sociedade, o Zeitgeist é o clima cultural e
intelectual da época e o Cosmos é o elo entre o Céu ou o Universo, o Zeitgeist
e o indivíduo (você) e finalmente, o Hiperespaço, local para o Niilismo, onde
não há realidade psíquica, pois não há ainda condensamento e nem deslocamento,
nem núcleos psíquicos, somente o nada, o vazio, o Niilismo. É através do
Hiperespaço que o ser humano retorna ao nada, ao Niilismo e pode a partir daí
voltar a resignificar ou preencher sua vida, sua vida psíquica, a partir daqui
entramos em contato com as inteligências que fazem do nosso cérebro uma máquina
de respostas inteligentes, onde há uma resposta inteligente para tudo que
percebemos, e é então assim que começam os processos sociais ou gregários,
funcionalmente oriundos das inteligências, a gregariedade também é uma resposta
inteligente, ou seja, os processos sociais sempre se dão segundo as leis das
inteligências, inclusive diante dos primórdios da Psicologia ainda hoje;
concluído este processo o ser humano retorna ao Ciclo Universal, retornando,
muitas vezes a família e a criação de seus filhos, vemos que já fora retomada a
EMBRIOLOGIA + NASCIMENTO + DESENVOLVIMENTO..., o Ciclo Universal não se
esgotará e retornará ao seu princípio sempre, mas atualizado, devido ao
ZEITGEIST e as INTELIGÊNCIAS. O Ciclo Universal é inteligente e progressivo,
assim como o Universo e a Vida!
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 23 de novembro
de 2016.
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