OSNY
MATTANÓ JÚNIOR
DIFERENÇAS
20/07/2017
DIFERENÇAS.
Prof. Pesq. Osny Mattanó Júnior
Qualquer diferença que existe no mundo, no planeta Terra ou
no Universo se esgota na Criação, no momento exato da Criação, onde éramos todos
a mesma matéria, a mesma energia, o mesmo poder, a mesma revelação, o mesmo
amor, a mesma vida, a mesma construção por se fazer que se faz de forma
programada e universal.
Nossas diferenças podem traduzir como somos diferentes para
o Universo com nossas crises de poder, de violência, de conflitos, de abuso e
de exploração, de guerras e barbáries, de holocaustos, de aversão ou medo, por
exemplo, aos extraterrestres que não são mais nada do que outras formas de vida
como as do planeta Terra, apenas com outros padrões de comportamentos devido a
evolução, e se nós também formos extraterrestres? Se nossa vida ter origem no
Universo e não no planeta Terra? Se viemos em ¨pedras do espaço¨? Será que os
planetas tem autonomia para gerarem vida? Ou as formas de vida vem do espaço?
Até que ponto as colisões de meteoros, meteoritos e asteroides ou cometas são
um problema? Se forem capazes de gerar e levar a vida para os planetas através
do Universo! Se essas ¨pedras do espaço¨ são capazes de gerar e organizar
indivíduos e sociedades, suas economias e suas diferenças. A vida inteligente é
a que mais contém diferenças e uma das mais problemáticas é a diferença entre
pobres e ricos.
A diferença entre pobres e ricos é semelhante a diferença
entre indivíduos inseguros e seguros, doentes e sadios, abusados ou explorados
e protegidos, traficados e acolhidos, etc..
Os indivíduos inseguros expõem-se em acidentes, tragédias,
catástrofes, horrores, holocaustos, guerras e conflitos, ou seja, em situações
onde há problemas, lutas e violência, sentem dor e o medo intensamente. Os
indivíduos seguros expõem-se em suas moradias e locais de trabalho e de
educação, de convivência, sentem amor e a coragem intensamente.
Os indivíduos doentes expõem-se acentuadamente em hospitais,
casas de saúde, postos e consultórios médicos, sentem dor e medo. Os indivíduos
sadios expõem-se em qualquer ambiente fazendo prevalecer o amor e a segurança.
Os indivíduos abusados ou explorados expõem-se
acentuadamente onde essas contingências prevalecem e dominam o meio ambiente e
os comportamentos dos indivíduos, sentem medo, ódio, raiva, humilhação e
vergonha. Os indivíduos protegidos expõem-se em qualquer ambiente e sentem amor
e segurança.
Os indivíduos traficados expõem-se mais nas periferias e nas
camadas mais excluídas e pobres das cidades, sentem medo, raiva, ódio, vergonha
e humilhação. E os indivíduos acolhidos expõem-se mais quando são recebidos,
seja qual forem suas origens, sentem amor e gratidão.
Os pobres são aqueles que nada ganham ou muito pouco ganham
por suas atividades como o trabalho e que muito pouco possuem; outros grupos de
seres humanos que retiram muito pouco pelo seu trabalho são os inseguros, os
doentes, os abusados ou explorados e os traficados, geralmente como os pobres,
sentem medo.
Os ricos são aqueles que muito ganham por suas atividades
como o trabalho e que muito possuem; outros grupos de seres humanos que muito
ganham pelo seu trabalho são os seguros, os sadios, os protegidos e os
acolhidos, geralmente como os ricos, sentem amor.
Vemos que pessoas mal sucedidas geralmente sentem medo e que
pessoas de sucesso geralmente sentem amor.
Para uma boa distribuição de riquezas, vemos que precisamos
aumentar o amor através de uma educação para o
sucesso dos indivíduos e grupos de indivíduos, otimizando a economia.
Notadamente compreendemos que os excluídos e os
discriminados, tanto faz se pobres ou ricos, são aqueles que estão justamente a
margem da sociedade e que não se agregaram ao convívio social, são, assim,
geralmente carentes.
Os carentes são geralmente consequência de relações onde os
excluímos ou os discriminamos por motivos como pobreza, status quo, riqueza,
educação, trabalho, classe social, renda, moradia, bens, família, saúde. O ser
humano adota e é repleto de diferenças! Devemos saber contextualiza-las para
nos adaptarmos ao meio ambiente!
Por causa de diferenças já a partir de 1995 comecei a ter
ideias sobre a pulsão auditiva com a finalidade de estudar a linguagem, a
alfabetização, a violência, a pedofilia, a exploração, o abuso sexual, a
sexualidade, os transtornos sexuais, o terror, o genocídio, o holocausto, a
guerra, o conflito, a lavagem cerebral, a paz, a política, a sociedade, a
história, as culturas, as artes, as religiões, a justiça, a cidadania, o que
cada pessoa no mundo faz pela cidadania no mundo e no seu país, e tentar tornar
o mundo mais Santo! Estudar estes
problemas é como estudar a inflação pelo economista, o infarto pelo médico, a
paralisia motora pelo fisioterapeuta, o
veneno pelo médico, a divida pelo advogado, etc., um novo enfoque a fim de
ampliar nossos conhecimentos e experiências, nosso saber! Esse é o direito, o
dever, a obrigação e o privilégio do licenciado e bacharel em Psicologia. Todo o meu trabalho especulativo tem esta
finalidade e objetivo, criar conhecimento e saber!
Diminuir as diferenças entre pobres e ricos implica em combater
o tráfico de drogas, de pessoas e de escravos. Especulo que para erradicar o
tráfico de drogas, de pessoas e de escravos devemos nos educar e confiar na
educação e nos bons exemplos mesmo que as coisas e contingências fiquem adversas
pois elas mudam e acabam ficando favoráveis e se tornam reproduzíveis e
mantidas pelos dominantes e poderosos, pois trazem ganhos e valores para as
pessoas, famílias e para a humanidade.
O tráfico de drogas só se mantêm devido a economia, cultura
e inteligência naturalística que excita o homem a colher, consumir e plantar
plantas e ervas com valor alucinógeno. O homem aprendeu a usá-las talvez para
combater a fome, a dor, e até a solidão, para ritualizar processos sociais de
iniciação e de passagem, quando percebeu o que eram capazes de produzir, hoje
também produzem poder, dinheiro, sexo, arte, violência, prisão, loucura,
incapacidade, liberdade, doenças e morte. A inteligência naturalística deve ser
trabalhada para erradicarmos o tráfico de drogas. Talvez poderíamos evoluir ou
até morrer? Se descobríssemos que precisamos das drogas para viver!? É uma
questão de história e bio-psico-social, filosófica, e não apenas de
dependência?! Nosso organismo responderia como?
Assim sabemos que o drogado tem seu ritual solitário ou em grupo
para a aquisição e consumo de drogas, que o indivíduo traficado tem seu ritual
de dependência psicológica como pessoa e escravo para com seu traficante e
usuário, em todos os casos, os tráficos envolvem dependência e desvalorização
pessoal e social, psíquica e emocional. Devemos trabalhar para revalorizar o
indivíduo e o grupo, a família, psíquica, emocional e socialmente estimulando
suas habilidades e potencialidades em paralelo com o trabalho psicoterapêutico e
a psicohigiene institucional de modo que resignifique sua vida mental e
comportamental, compreendendo a si mesmo, aos outros e aos grupos sociais donde
vieram o tráfico, levando-o a perceber que os grupos podem levá-lo a educação e
ao trabalho, a cidadania e não a marginalidade.
Deste modo podemos juntamente com as ações das
Secretarias de Segurança e de Trabalho,
Saúde, Assistência Social, Educação, Justiça de cada Estado e as Igrejas e as
organizações diminuir ou mesmo combater, a ponto de erradicar, o tráfico, seja
ele, de drogas, de pessoas ou de escravos.
A partir da produção da linguagem o ser humano produziu uma
língua que se dividiu e se diferenciou em diversas línguas devido aos erros de
interpretação, aos erros de interpretação dos significados, sentidos e
conceitos, contextos e de funcionalidade, desde o início de sua evolução e
história.
O homem evoluiu com o uso de instrumentos que alavancaram
suas tecnologias que por sua vez evocaram descobertas e a invenção das
energias. Sobre as tecnologias, o homem, torna-se dependente delas desde a
concepção até o nascimento e até a sua morte. As tecnologias transformam o
homem natural num homem tecnológico, alterando sua vida, bio-psico-social,
filosófica e espiritual, através de agentes químicos, farmacológicos,
instrumentais, tecnológicos, contingenciais, relacionais, filosóficos e
especulativos, e da fé, através da tecnologia o homem tecnológico é diferente do
homem natural.
E é através da energia que as tecnologias adquirem poder,
poder de uso e para uso, para manipulação, reprodução e transformação
bio-psico-social, filosófica e espiritual, e mais ainda, matemática, química,
física, artística e operária. A tecnologia passa a ser sentido, a ter um
significado através das tecnologias que a conceituam levando o homem a
experiências culminantes, extasiantes, deslumbrantes, maravilhosas, de deleite
intenso, de conforto, de relaxamento, entreterimento e de descanso. A energia
passa a fazer parte do desenvolvimento psíquico do indivíduo.
Fases da Energia:
Antes do nascimento:
energia embrionária passiva
0 – 2 anos: energia de
urubórus
2 – 4 anos: energia
matriarcal
4 – 6 anos: energia
patriarcal
6 – 9 anos: energia de
alteridade
9 – 12 anos: energia
cósmica inicial
12 – 60 anos: energia
cósmica
60 em diante: energia
da crise final
Em cada fase fica a marca e a representação sobre o que é a
energia para o indivíduo em seu desenvolvimento e em sua vida, marcando sua psique
e seu comportamento, suas relações sociais.
É assim que o indivíduo enfrenta sua Trajetória da Vida, dos
Heróis, dos Monstros e dos Escravos.
A Trajetória dos Heróis
começa com:
1. A concepção e o herói
1. A concepção e o herói
A concepção de um mito surge numa atmosfera de grande
inquietação e admiração em relação à figura que aparece repentinamente como
mestre, marcando um novo momento na história, um novo estágio a seguir, uma
nova biografia.
O mito deve ser enfrentado por ser largamente familiar ao
inconsciente, mesmo desconhecido, estranho ou amedrontador para a consciência,
e o que antes tinha um significado, sentido e conceito agora passa a ter outro
valor, eis aqui o processo de concepção e convocação ao herói para uma missão
que já não pode ser recusada.
O levar-se a aventura significa que o destino convocou o
herói e transferiu-lhe o poder, o centro da gravidade ou o eixo do mundo. Esta
fatídica região revela-se como uma terra distante, uma floresta, um reino
subterrâneo, a parte inferior das ondas, a parte superior do céu, uma ilha
secreta, o topo de uma montanha ou um profundo estado de sonhos. Sempre
habitado por seres diferentes e bizarros fluidos e polimorfos, tormentos inimagináveis, coisas
sobre-humanas e delícias impossíveis. O herói pode ser cada um de nós por
vontade própria, pode ser levado ou enviado por agente benigno ou maligno, por
um erro, ou ao esmo de seu caminhar, os exemplos vem de todos os cantos do
planeta.
1. O
chamado pode ser recusado
É
sempre possível desviar a atenção para outras coisas na
vida real, não com menos
frequência em mitos. A recusa transforma o herói em vítima a ser salva, assim
seu mundo tronar-se-á um deserto cheio de obstáculos e um sentimento de grande
falta de sentido, sua casa será a casa da morte, um labirinto para se esconder,
trará problemas para si mesmo e sua gradual desintegração. O recuso se
manifesta como a obtenção da proteção da atual realidade de valores, ideias,
virtudes, objetivos e vantagens. Essas fixações representam uma impotência de
abandonar o passado com sua esfera de relacionamentos e ideias emocionais
infantis. São os muros da infância onde pai e mãe são os guardiões do acesso,
da alma atemorizada, com medo das sansões, onde não consegue passar pela porta
e alcançar o nascimento para o mundo exterior. Algumas das vítimas ficam assim
a vida toda enquanto que outras não para sempre, destinadas s serem salvas.
2. As
forças se unem para o bem-aventurado
As
forças se unem para fortalecer o herói que aceita sua
viagem, seu chamado, e a
ele será entregue amuletos e objetos com forças e poderes que o fazem crer ser
e estar preparado para a jornada contra as forças adversárias e contrárias a
sua ida aventurada. Surgem eventos e personagens que lhe darão o poder através
desses amuletos ou objetos de poder ou transformação. O poder benigno e
protetor será seu destino e o próprio destino. Passará por limiares e pelos
despertares da vida, o santuário será o seu coração e todas as formas do
inconsciente estarão ao seu favor, nenhuma força da humanidade poderá agir
contra ele, o herói.
3. A
travessia: se consumir
A
vida do herói possui limites e um dia encontrará o
guardião dos limites
que aumentará sua força para ir além dos horizontes já explorados com passos na
direção do não conhecido, para um oceano sem limites.
As regiões do desconhecido são lugares para projeção do
inconsciente (deserto, selva, fundo do mar, terra estranha, cavernas
subterrâneas, inferno, etc.). A energia sexual incestuosa e a destruição do pai, sereias de beleza nostálgica
e sedutora, ogros, mulheres selvagens da floresta. O guardião do limiar ou dos
limites é um aspecto que se movimento como proteção, porém somente com a
passagem desse limiar que o sujeito passa durante a vida ou a morte para um
novo movimento de experiência. A aventura está em todos os ambientes, ela é um
movimento pelo véu que separa o conhecido do desconhecido, e as forças que
guardam os limites são perigosas e lidar com elas envolvem riscos, porém
aqueles que têm talento, competência e coragem verão o perigo se dissipar como
a água no mar.
4. Ser
engolido e consumido
Ser
engolido e consumido dá a entender que o herói morreu,
contudo é uma passagem
do limiar mágico, uma esfera de renascimento que é simbolizada pelo útero ou
ventre da baleia, o herói é assim lançado no desconhecido.
O desaparecimento corresponde à entrada do fiel no templo
onde ele será revivificado por regras do tipo quem é e do que é. No interior do
templo, no ventre da baleia, na terra celeste todos são uma coisa só. Nas
proximidades e nas entradas dos templos existem guardiões: dragões, leões,
matadores de demônios com espadas desembainhadas, anões rancorosos e touros
alados. Eles são guardiões do limiar, eles estão incumbidos de afastar todos
aqueles que forem incapazes de achar os silêncios mais elevados no interior do
templo. São encarnações preliminares que representam ogros mitológicos que
marcam os limites do mundo convencional ou as fileiras de dentes da baleia.
Demonstram uma metamorfose ao entrar no templo, como a cobra troca de pele o
fiel deixa para fora seu lado secular. Ao entrar num templo ou mergulhar nas
mandíbulas da baleia o herói encontra a concentração e a renovação da vida.
Não pode alcançar o apogeu da vida sem cessar de existir. O
herói cujo apogeu ao ego foi destruído volta pelos horizontes do mundo, tem o
poder de salvar e nada teme. Ser engolido e consumido trás poder ao que aceita
seu caminho que servirá para ajudar a salvar o mundo dos perigos mais
indesejáveis como o desconhecido.
5. O
caminho obtuso
Este
caminho cheio de pedras e obstáculos vem logo após o
herói cruzar o limiar e
com este evento ele deve sobreviver a uma sucessão de provas. O herói é
auxiliado encobertamente por conselhos, amuletos e agentes secretos de auxílio
sobrenatural que já havia encontrado antes. Existe um poder benigno que o
sustenta em sua passagem sobre-humana.
Em seu caminho o herói encontra obstáculos que nem sempre
trazem felicidade, percorre ele densas florestas, maciças cadeias montanhosas
onde se depara com ossos de outros que sucumbiram à aventura e acaba encontrando
uma abertura na terra, as profundezas do mundo inferior e suas notáveis
manifestações se abrem diante de seus olhos e depois de numerosos perigos
superados chega ao Senhor do Mundo Subterrâneo, e esse se lança sobre ele com
gritos horríveis, mas a habilidade do herói pode fazer o monstro recuar com
promessas de luxuosas oferendas, esse diálogo é o ápice da cerimônia e o herói
entre em êxtase.
O herói é um líder de um jogo infantil, é um iluminado
condutor da ansiedade comum. Combate demônios para que outros prossigam adiante
na sua luta contra a realidade.
O segundo estágio do Caminho é o estágio da purificação do
eu onde os sentidos são purificados e tornados humildes e as forças
concentram-se em coisas transcendentais, trata-se do processo de dissolução,
transcendência ou transmutação de imagens infantis do nosso passado pessoal.
Os perigos psicológicos pelos quais passaram gerações
anteriores devemos enfrentar sozinhos ou com uma orientação experimental,
improvisada e poucas vezes muito efetiva, são eles revivificados em nossos
sonhos.
A terra das maravilhas virá com relances momentâneos, com
uma multiplicidade de vitórias preliminares ou êxtase.
6. O
encontro com a deusa
A
aventura do herói continua com o encontro com a Rainha
Deusa do Mundo. A Mãe
Universal imputa ao cosmo a presença nutridora e protetora. A fantasia é um
primeiro momento espontâneo, já que há uma estreita e evidente correlação entre
a atitude da criança com relação à mãe e a do adulto em relação ao mundo
material. Mas há também numerosas tradições religiosas conscientemente
controladas dessa imagem arquetípica para fins de purgação, manutenção e
iniciação da mente na natureza do mundo visível.
A mulher representa mitologicamente a totalidade do que pode
ser conhecido. O herói é aquele que aprende. De acordo com seu progresso, o
herói, na lenta iniciação à vida, a forma da deusa passa, e se transforma
várias vezes. Ela jamais pode ser maior do que ele, mas pode prometer mais do
que ele consegue compreender. Ela o atrai e guia e pede que rompa com as
correntes que o prendem. Se ele puder os dois serão libertados de todas as suas
limitações. A mulher pode ser vista sob condições inferiores condenada pela
ignorância à banalidade e a feiura. Mas pode ser redimida pela sabedoria. O
herói que puder considera-la tal como ela é, sem meios afetivos indevidos, com
gentileza e segurança traz em si o potencial do rei, do deus encarnado, do seu
mundo criado.
O encontro com a deusa é o teste final do talento para a
bênção do amor que é a própria vida aproveitada como o invólucro da eternidade.
7. A
mulher como tentação
Agora
com o casamento com a Rainha-Deusa do Mundo o
herói ver-se-á no lugar
do pai, ele e seu pai são um só.
As guerras e as explosões emocionais são paliativos da ignorância.
Diante do psicanalista os estágios da vida do herói vêm em sonhos e
alucinações. Camada após camada de falta de conhecimento é penetrada e, sempre,
passados os primeiros passos da jornada a aventura se desenvolve, seguindo uma
trilha de horrores, trevas, desgostos, dores e tremores fantasmagóricos.
A dificuldade de se entender a vida como ela é e não como a
idealizamos em nossas concepções conscientes é a grande dificuldade na análise.
Em geral nos esquivamos de assumir dentro de nós a febre que constitui a
própria natureza da célula orgânica. Imaginamos que os problemas do mundo e de
nós, de cada um de nós, pertencem desagradavelmente à outra pessoa ou outras
pessoas. Mas quando percebemos isto, o odor da carne, experimentamos um momento
de repugnância e de frustração: a vida e seus fenômenos e a mulher em
particular como grande símbolo da vida, tornam-se intoleráveis à alma pura. A
mulher é a tentação do herói em sua aventura.
8. A
relação com o pai
A
pura Vontade de Deus que protege o pecador da flecha, da
torrente e das chamas é
a misericórdia divina, a poderosa força
do Espírito de Deus, por meio em que o coração é transformado, é a graça de
Deus. O coração é protegido mantendo o equilíbrio evitando sua destruição. Tudo
está nas mãos de Deus, o poder dos amuletos, talismãs primitivos e os
auxiliares sobrenaturais dos mitos e dos contos de fada são a garantia para a
humanidade de que a flecha, as torrentes e as chamas não são tão violentas
quanto se parece.
É a provação do herói com a garantia de que a figura
masculina de auxiliar pela magia o protege de todas as assustadoras provas de
iniciação – descobre-se então que o pai e a mãe se refletem um ao outro e é
essencialmente a mesma coisa.
A iniciação combina uma introdução do candidato nas
técnicas, obrigações e prerrogativas de sua vocação com radical reajustamento
de sua relação emocional com as imagens parentais. O filho assim afasta-se de
sua mera condição humana e representam uma força cósmica impessoal. Ele nasceu
duas vezes e tornou-se pai agora. Agora tem competência para representar o
papel de iniciador, de guia, de porta do sol pela qual devemos passar, das
ilusões do bem e do mal, para uma experiência da majestade da lei cósmica,
purgada de esperança e de temor, e em paz no entendimento da revelação do ser.
O problema do herói que vai ao pai está em abrir sua alma
par além do terror, num grau que o torne pronto a compreender de que forma as
repugnantes e insanas tragédias desse vasto e implacável cosmo são validadas na
majestade do ser. O herói transcende a vida, com sua mancha negra peculiar e,
por um episódio, ascende a um vislumbre da vida. Ele observa e admira a face do
pai e compreende, e assim os dois entram em sintonia.
Para o filho que cresceu o suficiente é conhecer o pai, as
agonias e sofrimentos da provação são prontamente suportadas, o mundo já não é
mais um vale de lágrimas, gemidos e dores, mas uma manifestação perpétua e
geradora de bênçãos, da Presença.
9. A
apoteose
No
momento em que nos libertamos dos preconceitos, do
tribal, eclesiástico, nacional,
do mundo, dos arquétipos, compreendermos a suprema iniciação ou a boa nova, que
o Redentor do Mundo traz e que tantos se rejubilam para ouvir, pela qual oram,
mas que relutam em demonstrar e aceitar esse amor que é Deus. A Cruz do
Salvador do Mundo é um símbolo mais democrático que a bandeira.
Aqueles que sabem que o Eterno vive neles, em todas as
coisas, são imortais.
10.
A última graça
O
sofrimento agonizante da ultrapassagem
dos limites
pessoais é a agonia do crescimento
pessoal. A arte, a literatura, o mito, o culto, a filosofia e as disciplinas
são instrumentos destinados a auxiliar o indivíduo a ultrapassar os horizontes
que o rodeiam e a alcançar esferas de percepção em constante crescimento e movimento.
Ao cruzar limiar por limiar, dragão após dragão, aumenta a estrutura da
divindade que ele convoca em seu desejo exaltado, até subsumir todo o cosmo. A
mente quebra a esfera limitadora do cosmo e alcança uma percepção que
transcende as experiências da forma – todos os simbolismos, todas as
divindades, a percepção do vazio inelutável. Tanto o pai quanto o herói são
aniquilados, são crucificados, e as forças refletirão a forma universal de um
único mistério inescrutável: a força que constrói o átomo e controla a órbita
das estrelas.
11.
A difícil volta
Ao
fim da busca do herói ele terá que retornar por meio da
penetração da fonte retornando
com seu troféu transmutador da vida, mesmo que seja objeto de recuso de sua
saga e transformação. Por intermédio da graça de alguma personificação
masculina ou feminina, humana ou animal, o herói deve retornar para a renovação
da comunidade, da nação, do planeta ou do cosmos.
12.
A magia nas decisões
Se
o herói em seu triunfo retornar ao mundo com algum
elixir destinado à restauração
da sociedade sua aventura será aprovada por todos os poderes do seu patrono
sobrenatural, contudo se retornar ao mundo com a oposição do seu guardião não
obtendo agrado dos deuses e demônios o último estágio será a perseguição. A
aceitação ou a não aceitação e fuga é encarada através da magia.
13.
O resgate sobrenatural
O
herói pode ser resgatado em sua aventura com o auxílio
sobrenatural, o mundo,
que vai ao seu encontro para recupera-lo. A sociedade tem ciúme daqueles que
dela se afastam, ela voltará para bater na sua porta. Duas coisas podem
acontecer: o recuso e o choque ou a aceitação e o resgate. Isso leva a crise
final do percurso, o limiar do retorno que conduz ao reino místico ou à terra
cotidiana. Se resgatado com ajuda externa será cuidado com carinho pelas
divindades orientadoras, o herói tem que penetrar novamente trazendo a bênção
obtida, onde os homens imaginam-se completos, mas que na realidade não passam
de frações.
14.
Os limites da volta
Os
mundos, divino e humano, são diferentes como a vida e a
morte, o dia e a noite.
As aventuras do herói se passam fora da terra nossa conhecida, na região das
trevas, aqui ele completa sua viagem aprisionado ou em perigo. Seu retorno é um
retorno do além. A alma do herói avança impetuosamente e descobre as bruxas
convertidas em deusas e os dragões em guardiões de deuses. A existência humana
tem uma inconsistência enigmática entre a sabedoria trazida das trevas e a
prudência que costuma ser eficaz no mundo da luz. O martírio é para os santos e
as instituições para as pessoas comuns.
15.
Agora são dois mundos
A
liberdade de ir e vir pela linha que divide os mundos. Os
mitos não frequentemente
apresenta numa única imagem todo o mistério do livre trânsito. Quando o fazem
são um tesouro a ser contemplado como a Transfiguração de Jesus Cristo.
Por vezes um tolo, noutras um sábio, por vezes um esplendor
magnificente, noutras vagante, por vezes benigno, noutras maligno, por vezes
honrado, noutras insultado – assim é a vida daqueles de suprema beatitude.
16.
E a liberdade para se viver e ensinar a
viver
O
campo de batalha simboliza a vida, no qual toda criatura
vive da morte de outra.
Somos passageiros dos fenômenos do tempo e da vida que vive e morre em qualquer
coisa. O herói é o patrono das coisas que estão se tornando e não das coisas
que se tornaram.
Caminhamos lado a lado com as diferenças em nossa Trajetória
da Vida, dos Heróis, dos Monstros e dos Escravos, são elas quem nos levam a
repensar nossos padrões sociais e de comportamento, nossas regras e atitudes,
nossas escolhas e valores, como vamos ser hoje e amanhã com o outro e com o
próximo, revelando que somos amorosos por natureza, que escolhemos amar no fim
de qualquer guerra ou conflito, que
o amor sempre vence qualquer
obstáculo, problema ou violência, holocausto ou tragédia, catástrofe ou genocídio,
se não fosse o amor o vencedor de todas as guerras a humanidade já teria se
destruído e deixado de existir, pois teria se matado uns aos outros e depois se
suicidaria insanamente, o amor deve ser lembrado como aquele que vence qualquer
guerra pois salva e faz terminar as guerras por meio da comunhão ou da união
entre os povos. Numa guerra se os soldados e os líderes deixassem suas armas e
ordens e entrassem numa Igreja para comungar todos os dias e para seguir os
Mandamentos de Deus jamais haveria guerra.
Numa guerra nunca atire, apenas reze, peça perdão e comungue! E a guerra
termina nesse exato momento com amor!
Osny
Mattanó Júnior
Londrina,
20 de julho de 2017.
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