OSNY MATTANÓ
JÚNIOR
O VAMPIRO DE
CURITIBA
29/05/2017
O VAMPIRO DE
CURITIBA.
CAP. 1
¨Vou te sugar até a última
gota!¨Dizia, ele, o Vampiro de Curitiba em sua viagem e estadia à Brasília.
Ele permanecia na calada da noite,
ficava no meio das árvores, observando, procurando por alguém.
E lá foi ele! ¨Flac!¨ Ele grudou no
pescoço no Ministro dos Esportes, este começou a se contorcer e a gritar de
susto e de medo, a dor o consumiu até a última gota sugada pelo Vampiro de
Curitiba, então ele começou a sofrer uma preguiça acompanhada de uma
metamorfose, quando se viu, já era outro
Vampiro e agora era imortal. Ele bateu asas e saiu voando, definitivamente viu
o mundo de cabeça prá baixo.
CAP. 2
Ainda era madrugada e o Vampiro de
Curitiba batia asas quando ele sentiu a presença de alguém, era o senador
Valvulado Rios. E lá foi ele, flac! Já está no pescoço sugando todo o sangue
até o fim, mas este se transformou num zumbi, definitivamente se tornou imortal
e viu o mundo com outros olhos, com os olhos da saudade.
Agora era cedinho e ele, o Vampiro
de Curitiba tinha que voltar para o seu caixão, pois a luz do Sol o matava,
então ele se escondeu no caixão.
CAP. 3
Então agora é outra noite e ele, o
Vampiro de Curitiba, saí por aí, e caça um, dois, três e luta contra o quarto
que era valente, o deputado Pimenta na Veia que estava todo alterado por causa
de uma doença mental em um conhecido seu que fazia alterar as palavras com
trocadilho, mas foi sugado até o fim e se transformou numa Mula sem cabeça, definitivamente
perdeu a cabeça.
CAP. 4
Então o Vampiro de Curitiba bateu
asas e ¨flac¨ no pescoço do Ministro da Cultura que caiu no papo dele, na
cultura dele, e se entregou aos seus dentes que o sugaram até a última gota,
levando tudo, fazendo tudo o que queria fazer com ele, deixando-o vazio e sem
vida, se transformou num Saci que fazia bagunça e aparecia e desaparecia, fazia
suas molecagens e assim passou a ver o mundo como um moleque.
CAP. 5
O Vampiro de Curitiba se perguntava:
qual o melhor momento? Quando mordemos ou quando sugamos até o final? Quando
batemos asas ou voltamos? Depois de tudo ou antes de tudo? Porquê que só tem
gente importante aqui em Brasília? E o sangue é do mesmo sabor? Não me
ofereceram um táxi, uma propina, um apartamento, uma entrevista, um programa de
televisão ou de rádio, uma coluna no jornal ou na revista, uma reforma, uma
mulher, sexo, dinheiro, ou mesmo uma vantagem... não me ofereceram nem mesmo um
cigarro! Não aceitam Vampiros na política!?
CAP. 6
Então o Vampiro de Curitiba cruzou
com o Presidente da República e o mordeu no pescoço até o fim do seu sangue
desconcertando-o, mas o incrível, é que ele não desfaleceu e nem desmaiou, e
nem se transformou num monstro, muito pelo contrário, se transformou num Herói
com suas leis e deveres e que deu uma lição com trabalho com suas forças e
exemplo para a nação, ele venceu o Vampiro de Curitiba que voltou derrotado
para o seu caixão.
CAP. 7
Eis então que veio de Londrina um
jovem Cientista até Brasília para demonstrar as suas Novas Teorias e
Epistemologias Psicológicas, é de noite e ele passeia pela UnB quando escuta
¨flac¨ e se vê mordido pelo Vampiro de Curitiba que lhe suga todo o sangue de
uma só vez, ele, o Cientista, se transforma no Curupira e definitivamente vê o
mundo ao seu modo.
CAP. 8
Mas não é o fim, e o Vampiro de
Curitiba mal sugou o Cientista e já voou nos ¨black block¨ que faziam uma manifestação, sugando todo
sangue de quatro deles, um por um, transformando eles em Cuca, Saci, Emília e
Visconde de Sabugosa, cada um deles passou a ver definitivamente o mundo como
se estivessem num sítio de fantasia que estimula a fantasia, todos ficaram
lunáticos, tiveram seus passos esgotados pelas estórias dos livros de História.
CAP. 9
E no finalzinho da noite o Vampiro
de Curitiba voou pra cima de um grupo de rock de Brasília que cantava ¨ainda é
cedo¨, dois deles saíram chutando tudo e xingando de ¨f.d.p.¨ para o Vampiro de
Curitiba, ele não conseguiu morder esses dois mas mordeu o cantor que era gay e
se disse bastante feliz com a mordidinha
dele no seu pescoço, mas ele não havia entendido e se transformou num Jacaré,
então definitivamente começou a ver o mundo todo verde, pois foi morar no meio
da vegetação do lago Paranoá.
CAP. 10
As notícias foram se espalhando a respeito
daqueles que desapareceram em Brasília sem deixar rastros e que como que
calculadamente eram transformados e deixados monstros onde eles estavam até
aquele momento localizado, começaram, a procurar pelo homem, aquele que
supostamente transformava as pessoas em monstros, mas havia outro cara, outro
homem que transformava as pessoas em demônios, segundo as histórias do interior
do Brasil, encontraram-no e o Vampiro de Curitiba faz ¨flac¨ no pescoço desse
outro cara que começou a suar e a gemer de dor, ele se transformou numa Coruja
e saiu voando sem mais e nem menos, definitivamente ele começou a ver o mundo
em 360 graus, ele compreendeu a intelectualidade e a filosofia!
CAP. 11
Os estudiosos foram convocados para
formar uma Cultura de Paz naquela cidade, em função dos desaparecimentos
inexplicáveis e surgimento de monstros, muitas teorias foram feitas, mas apenas
uma deu certo! A teoria de que ¨na vida
nada se perde, nada se cria, tudo se transforma!¨ Ou seja, as pessoas
desaparecidas não estariam perdidas, no máximo se transformariam em outros
fenômenos espirituais, como almas do Paraíso, do Purgatório ou do Inferno! E os
monstros eram produção da natureza, da luta pela sobrevivência, pela adaptação,
da Evolução das Espécies! Essa teoria repercutiu muito bem no meio acadêmico e
social e passou a valer para todos e foi divulgada nos mass mídia em larga
escala. A população se sentiu mais calma, mas o problema não acabou... e ¨flac¨,
lá foi ele novamente no pescoço da estudante de Direito da UnB que se transformou num Nariz, ¨agora parece que o feitiço ficou
pior¨, comentou o escritor!
CAP. 12
No dia seguinte, já à noitinha, o
Vampiro de Curitiba saiu para a copa das árvores para esperar pela sua próxima
vítima, de repente uma coisa voou pra cima dele e grudou na cabeça e nas costas
dele sussurrando ¨minha vingança será extraordinariamente malévola¨, era o
Capeta que grudou nas costas do Vampiro de Curitiba que se transformou num
morcego peludo e saiu voando, agora o Vampiro de Curitiba era meio normal, meio
lobisomem, isso começou a transtorná-lo e a deixá-lo deprimido pois ele era
bonito e de repente se viu e se sentiu feio, seu problema agora é que não
arrumaria mais nenhuma namorada, nem mesmo na marra, ele ficou arretado com o
Diabo e se trancou no seu caixão por 3 semanas.
Quando ele acordou ele se viu e não
se reconheceu pois estava tão peludo que era inacreditável e começou a salivar,
cuspindo baba para todo lado, ele ficou naturalmente faminto e se transformou
no Vampiro-lobo de Brasília.
CAP. 13
E foi nessa que de noite no dia do
jogo de futebol do time local que o Vampiro-lobo de Brasília foi se meter no
Estádio, e lá foi ele todo mascarado, como um ¨black block¨, durante o jogo ele
secou uma garota toda excitante que ficava provocando os homens no Estádio, ele
convidou ela para dar uma volta e lá foram eles para os arredores do Estádio e
foi embaixo de uma árvore que ele mordeu ela, não deu tempo nem dela gritar e
ela se transformou numa cadela, e o Vampiro-lobo de Brasília bateu asas de lá
para fora do Estádio em busca de outra vítima ainda naquela noite.
CAP. 14
Nessa noite ele estava voando quando
viu lá do alto um mendigo fumando um cigarro, ele disse ¨é esse aí¨ e foi para
cima dele, o mendigo saiu correndo e deu uma cacetada na cabeça do Vampiro-lobo
de Brasília, mas prá quê? Ele começou a sangrar e a odiar aquele mendigo que
conseguiu fugir de lá, seu corte na cabeça o fez desistir de sua próxima vítima
e o deixou furioso, mas voltou para seu caixão até se recuperar do corte na
cabeça e poder voar.
CAP. 15
O Vampiro-lobo de Brasília agora
reestruturado saiu em busca de sua vítima e se viu frente a frente com um
ex-Presidente ao qual o ameaçou a liberdade e a vida se o atacasse, mas mesmo
assim ele o atacou e o mordeu, mas novamente nada aconteceu, era o poder bonito
e mágico, institucional, do cargo de Presidente que lhes protegiam de todas os
perigos e dramas, ora, isso era uma ameaça, um horror, um perigo, um drama que
colocaria a estrutura e a funcionalidade do país e do cargo dele, mesmo como
ex-Presidente, em risco e em ameaça, poderia destruir o país e a nação toda por
causa de um monstro, o Vampiro-lobo de Brasília ou o Vampiro de Curitiba. Todos
aqueles que ocuparam e ocupam esse cargo de Presidente da República são Heróis
pois representam um conjunto de vetores que se somam e influenciam a sociedade
para a ordem e o progresso.
CAP. 16
Mas o Vampiro-lobo de Brasília não
parou e foi novamente em busca de suas vontades... primeiro invadiu uma Feira
de Roupas Íntimas onde a estilista falava que toda roupa íntima masculina ou
feminina é feita para seduzir o comprador com seus benefícios eróticos e
sexuais, ou seja, toda roupa íntima é feita pensando no ato sexual e no prazer,
o Vampiro-lobo de Brasília foi até o banheiro e mordeu dois modelos que se
transformaram em Passarinhos e depois ele saiu voando até a copa das árvores.
CAP. 17
Noutra investida ele viu uma garota
tatuada na testa com as palavras ¨sou corrupta, ladra, filha da puta e bandida¨
e foi mordê-la, depois ela se transformou numa flor que cheirava mal e os
mosquitos eram atraídos para ela, donde as pessoas não suportavam passar por
perto e nem respirar o ar pelo nariz expelido por aquela flor, ela se
transformou finalmente num grilo que pulava de flor em flor e o Vampiro-lobo de Brasília ficou com um
gosto ruim na boca por causa do sangue sujo que escorria pela tatuagem.
CAP. 18
Era de manhãzinha e o Vampiro-lobo
de Brasília se transformou para descansar nos infernos...
Voltando os infernos, de noitinha,
ele foi para a copa de uma árvore na Esplanada dos Ministérios e viu um
político saindo de noite com uma mala na mão, ele percebeu que havia dinheiro
dentro da mala e voou no pescoço do político, foi aquela gritaria, então o
político se transformou num Monstro-lesma capaz de emperrar a máquina
administrativa do Governo, o Monstro-lesma foi deixando um rastro pelo seu
caminho enquanto ele se dissolvia com o sal que jogaram em cima dele, o
Vampiro-lobo de Brasília ficou com um gosto pegajoso nos dentes e não conseguiu
mordeu mais ninguém naquela noite. No dia seguinte as notícias nos jornais
falavam do desaparecimento do político central da oposição e que encontraram
uma mala com R$1.000.000,00 jogada perto dos Ministérios do Governo, ninguém
sabia o que havia ocorrido!
CAP. 19
Na noite seguinte o Vampiro-lobo de
Brasília saiu voando e durante seu voo percebeu um som de máquina de escrever
vindo de um apartamento da asa sul de
Brasília, ele entrou com tudo pela janela e ¨flac¨ no pescoço do escritor que
caiu no chão aliviado se transformando
num saco de plástico de lixo, o Vampiro-lobo de Brasília cuspiu nojo e saiu em
busca de outras vítimas na mesma noite.
CAP. 20
O Vampiro-lobo de Brasília estava
agora aproveitando uma árvore quando passou uma gostosa debaixo da árvore e lá
foi ele, ¨flac¨, a gostosa gemeu e gritou ¨aí¨, ela se transformou numa
perereca e foi morar no Lago Paranoá para o proveito dos sortudos, o
Vampiro-lobo de Brasília voltou todo excitado para a copa da árvore para dar
mais uma mordidinha.
Então passou um menino preto
correndo e ele saiu voando atrás do menino que saiu correndo mais ainda dele,
até que o Vampiro-lobo de Brasília o alcançou e o mordeu, o menino falava ¨não
faz isso comigo não¨ e o Vampiro-lobo de Curitiba falava ¨isso não dói nada¨ e
no final o menino preto se transformou numa cobra cega que vagava pelo mundo
sem rumo e nem direção, como o próprio menino preto em sua infância pobre. O
Vampiro-lobo de Brasília ficou com gosto de molecagem na boca.
CAP. 21
Então o Vampiro-lobo de Brasília
atacou um cidadão que veio do Paraná, este estava tomado por radiação
extraterrestre, e resolveu atacá-lo e lá foi ele, ¨flac¨ no meio de um campo de
futebol abandonado, o Vampiro-lobo de Brasília começou a passar mal-estar
instantaneamente por causa da radiação, começou a sofrer outra metamorfose e se
transformou novamente no Vampiro de Curitiba e o cidadão com radiação se
transformou no Frankstein de Brasília, agora o Vampiro de Curitiba estava livre
novamente para fazer sangrar pelo pescoço suas vítimas e transformá-las e para
transformá-las em monstros.
CAP. 22
O Frankstein de Brasília saiu
atacando o shopping Center da asa sul e as crianças e mulheres saíram correndo
desesperadas e com medo, ele parecia um robô
com parafusos no pescoço, andava endurecido e perseguia os mais fracos, era um
desespero..., horas depois por pura coincidência apareceu o Vampiro de Curitiba
que atacou os guardas do shopping Center, foi aquela pancadaria, mas o Vampiro
de Curitiba era imortal e não se machucou e saiu mordendo quase todos os
guardas que se transformavam em cães de guarda, já o Frankstein de Brasília foi
aterrorizar o estacionamento do shopping enquanto o Vampiro de Curitiba atacava
o shopping Center.
CAP. 23
Então as autoridades decidiram
prender o Frankstein de Brasília num presídio, mas se esqueceram que ele era um
monstro e que iria destruir o presídio! Agora no presídio ele começou a
aterrorizar os internos com sua aparência amedrontadora criada numa maca de
enfermeiros de hospital, onde juntaram-se cientistas malucos para criar e
formular seu corpo e seus comportamentos e suas habilidades psíquicas, além do
que ele deveria fazer até a sua morte com a ingestão de substâncias alienantes
para fins de tortura e espancamento ou luta, onde ele apanharia mas não
sentiria dor pois já estava morto e mortos não sentem dor e nem choram, mortos
não reclamam da vida pois não vivem, depois ensinaram-lhe como aterrorizar as
pessoas com telepatia e loucura e foi assim que o presídio começou a ser
destruído, por meio de telepatia e de loucura, vieram rebeliões e atentados
violentos, movimentos e protestos populares, reclamações acusações de corrupção
e inconstitucionalidade, além de muita pancadaria e violência sexual, ninguém
conseguia mais dormir em cela alguma por causa da telepatia, todo mundo começou
a ficar louco e psicopata, a resocialização dos presos se transformou numa
cruel tortura dos presos, numa estadia da morte onde o único que não morria era
o Frankstein de Brasília..., então o soltaram pois a população foi as ruas cobrando
igualdade social, solução com tratamento médico para ele e prisão para aqueles
que criaram esse monstro de Brasília.
CAP. 24
CAP. FINAL
E no final o derradeiro e cruel fim
do Vampiro de Curitiba, a morte pelo Sol, e todos aqueles que haviam se
transformado em monstros como vampiros,
sacis, cucas, zumbis, mulas sem cabeça, etc., se transformaram em Heróis que
formaram um grande exército do bem que levou a uma grande mudança no mundo, no
Brasil e em Brasília, agora cheia de Heróis que haviam sido vítimas de um
monstro, o Vampiro de Curitiba!
Osny Mattanó
Júnior
Londrina, 29 de
maio de 2017.
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