domingo, 9 de julho de 2017

O VAMPIRO DE CURITIBA (2017) OSNY MATTANO JUNIOR.

OSNY MATTANÓ JÚNIOR




O VAMPIRO DE CURITIBA


29/05/2017
O VAMPIRO DE CURITIBA.
CAP. 1
            ¨Vou te sugar até a última gota!¨Dizia, ele, o Vampiro de Curitiba em sua viagem e estadia à Brasília.
            Ele permanecia na calada da noite, ficava no meio das árvores, observando, procurando por alguém.
            E lá foi ele! ¨Flac!¨ Ele grudou no pescoço no Ministro dos Esportes, este começou a se contorcer e a gritar de susto e de medo, a dor o consumiu até a última gota sugada pelo Vampiro de Curitiba, então ele começou a sofrer uma preguiça acompanhada de uma metamorfose, quando se viu,  já era outro Vampiro e agora era imortal. Ele bateu asas e saiu voando, definitivamente viu o mundo de cabeça prá baixo.
CAP. 2
            Ainda era madrugada e o Vampiro de Curitiba batia asas quando ele sentiu a presença de alguém, era o senador Valvulado Rios. E lá foi ele, flac! Já está no pescoço sugando todo o sangue até o fim, mas este se transformou num zumbi, definitivamente se tornou imortal e viu o mundo com outros olhos, com os olhos da saudade.
            Agora era cedinho e ele, o Vampiro de Curitiba tinha que voltar para o seu caixão, pois a luz do Sol o matava, então ele se escondeu no caixão.
CAP. 3
            Então agora é outra noite e ele, o Vampiro de Curitiba, saí por aí, e caça um, dois, três e luta contra o quarto que era valente, o deputado Pimenta na Veia que estava todo alterado por causa de uma doença mental em um conhecido seu que fazia alterar as palavras com trocadilho, mas foi sugado até o fim e se transformou numa Mula sem cabeça, definitivamente perdeu a cabeça.
CAP. 4
            Então o Vampiro de Curitiba bateu asas e ¨flac¨ no pescoço do Ministro da Cultura que caiu no papo dele, na cultura dele, e se entregou aos seus dentes que o sugaram até a última gota, levando tudo, fazendo tudo o que queria fazer com ele, deixando-o vazio e sem vida, se transformou num Saci que fazia bagunça e aparecia e desaparecia, fazia suas molecagens e assim passou a ver o mundo como um moleque. 
CAP. 5
            O Vampiro de Curitiba se perguntava: qual o melhor momento? Quando mordemos ou quando sugamos até o final? Quando batemos asas ou voltamos? Depois de tudo ou antes de tudo? Porquê que só tem gente importante aqui em Brasília? E o sangue é do mesmo sabor? Não me ofereceram um táxi, uma propina, um apartamento, uma entrevista, um programa de televisão ou de rádio, uma coluna no jornal ou na revista, uma reforma, uma mulher, sexo, dinheiro, ou mesmo uma vantagem... não me ofereceram nem mesmo um cigarro! Não aceitam Vampiros na política!?
CAP. 6
            Então o Vampiro de Curitiba cruzou com o Presidente da República e o mordeu no pescoço até o fim do seu sangue desconcertando-o, mas o incrível, é que ele não desfaleceu e nem desmaiou, e nem se transformou num monstro, muito pelo contrário, se transformou num Herói com suas leis e deveres e que deu uma lição com trabalho com suas forças e exemplo para a nação, ele venceu o Vampiro de Curitiba que voltou derrotado para o seu caixão.
CAP. 7
            Eis então que veio de Londrina um jovem Cientista até Brasília para demonstrar as suas Novas Teorias e Epistemologias Psicológicas, é de noite e ele passeia pela UnB quando escuta ¨flac¨ e se vê mordido pelo Vampiro de Curitiba que lhe suga todo o sangue de uma só vez, ele, o Cientista, se transforma no Curupira e definitivamente vê o mundo ao seu modo.
CAP. 8
            Mas não é o fim, e o Vampiro de Curitiba mal sugou o Cientista e já voou nos ¨black block¨  que faziam uma manifestação, sugando todo sangue de quatro deles, um por um, transformando eles em Cuca, Saci, Emília e Visconde de Sabugosa, cada um deles passou a ver definitivamente o mundo como se estivessem num sítio de fantasia que estimula a fantasia, todos ficaram lunáticos, tiveram seus passos esgotados pelas estórias dos livros de História.
CAP. 9
            E no finalzinho da noite o Vampiro de Curitiba voou pra cima de um grupo de rock de Brasília que cantava ¨ainda é cedo¨, dois deles saíram chutando tudo e xingando de ¨f.d.p.¨ para o Vampiro de Curitiba, ele não conseguiu morder esses dois mas mordeu o cantor que era gay e se disse  bastante feliz com a mordidinha dele no seu pescoço, mas ele não havia entendido e se transformou num Jacaré, então definitivamente começou a ver o mundo todo verde, pois foi morar no meio da vegetação do lago Paranoá.
CAP. 10
            As notícias foram se espalhando a respeito daqueles que desapareceram em Brasília sem deixar rastros e que como que calculadamente eram transformados e deixados monstros onde eles estavam até aquele momento localizado, começaram, a procurar pelo homem, aquele que supostamente transformava as pessoas em monstros, mas havia outro cara, outro homem que transformava as pessoas em demônios, segundo as histórias do interior do Brasil, encontraram-no e o Vampiro de Curitiba faz ¨flac¨ no pescoço desse outro cara que começou a suar e a gemer de dor, ele se transformou numa Coruja e saiu voando sem mais e nem menos, definitivamente ele começou a ver o mundo em 360 graus, ele compreendeu a intelectualidade e a filosofia!
CAP. 11
            Os estudiosos foram convocados para formar uma Cultura de Paz naquela cidade, em função dos desaparecimentos inexplicáveis e surgimento de monstros, muitas teorias foram feitas, mas apenas uma deu certo!  A teoria de que ¨na vida nada se perde, nada se cria, tudo se transforma!¨ Ou seja, as pessoas desaparecidas não estariam perdidas, no máximo se transformariam em outros fenômenos espirituais, como almas do Paraíso, do Purgatório ou do Inferno! E os monstros eram produção da natureza, da luta pela sobrevivência, pela adaptação, da Evolução das Espécies! Essa teoria repercutiu muito bem no meio acadêmico e social e passou a valer para todos e foi divulgada nos mass mídia em larga escala. A população se sentiu mais calma, mas o problema não acabou... e ¨flac¨, lá foi ele novamente no pescoço da estudante de Direito da UnB que se transformou  num Nariz, ¨agora parece que o feitiço ficou pior¨, comentou o escritor!
CAP. 12
            No dia seguinte, já à noitinha, o Vampiro de Curitiba saiu para a copa das árvores para esperar pela sua próxima vítima, de repente uma coisa voou pra cima dele e grudou na cabeça e nas costas dele sussurrando ¨minha vingança será extraordinariamente malévola¨, era o Capeta que grudou nas costas do Vampiro de Curitiba que se transformou num morcego peludo e saiu voando, agora o Vampiro de Curitiba era meio normal, meio lobisomem, isso começou a transtorná-lo e a deixá-lo deprimido pois ele era bonito e de repente se viu e se sentiu feio, seu problema agora é que não arrumaria mais nenhuma namorada, nem mesmo na marra, ele ficou arretado com o Diabo e se trancou no seu caixão por 3 semanas.
            Quando ele acordou ele se viu e não se reconheceu pois estava tão peludo que era inacreditável e começou a salivar, cuspindo baba para todo lado, ele ficou naturalmente faminto e se transformou no Vampiro-lobo de Brasília.
CAP. 13
            E foi nessa que de noite no dia do jogo de futebol do time local que o Vampiro-lobo de Brasília foi se meter no Estádio, e lá foi ele todo mascarado, como um ¨black block¨, durante o jogo ele secou uma garota toda excitante que ficava provocando os homens no Estádio, ele convidou ela para dar uma volta e lá foram eles para os arredores do Estádio e foi embaixo de uma árvore que ele mordeu ela, não deu tempo nem dela gritar e ela se transformou numa cadela, e o Vampiro-lobo de Brasília bateu asas de lá para fora do Estádio em busca de outra vítima ainda naquela noite.
CAP. 14
            Nessa noite ele estava voando quando viu lá do alto um mendigo fumando um cigarro, ele disse ¨é esse aí¨ e foi para cima dele, o mendigo saiu correndo e deu uma cacetada na cabeça do Vampiro-lobo de Brasília, mas prá quê? Ele começou a sangrar e a odiar aquele mendigo que conseguiu fugir de lá, seu corte na cabeça o fez desistir de sua próxima vítima e o deixou furioso, mas voltou para seu caixão até se recuperar do corte na cabeça e poder voar.
CAP. 15
            O Vampiro-lobo de Brasília agora reestruturado saiu em busca de sua vítima e se viu frente a frente com um ex-Presidente ao qual o ameaçou a liberdade e a vida se o atacasse, mas mesmo assim ele o atacou e o mordeu, mas novamente nada aconteceu, era o poder bonito e mágico, institucional, do cargo de Presidente que lhes protegiam de todas os perigos e dramas, ora, isso era uma ameaça, um horror, um perigo, um drama que colocaria a estrutura e a funcionalidade do país e do cargo dele, mesmo como ex-Presidente, em risco e em ameaça, poderia destruir o país e a nação toda por causa de um monstro, o Vampiro-lobo de Brasília ou o Vampiro de Curitiba. Todos aqueles que ocuparam e ocupam esse cargo de Presidente da República são Heróis pois representam um conjunto de vetores que se somam e influenciam a sociedade para a ordem e o progresso.
CAP. 16
            Mas o Vampiro-lobo de Brasília não parou e foi novamente em busca de suas vontades... primeiro invadiu uma Feira de Roupas Íntimas onde a estilista falava que toda roupa íntima masculina ou feminina é feita para seduzir o comprador com seus benefícios eróticos e sexuais, ou seja, toda roupa íntima é feita pensando no ato sexual e no prazer, o Vampiro-lobo de Brasília foi até o banheiro e mordeu dois modelos que se transformaram em Passarinhos e depois ele saiu voando até a copa das árvores.
CAP. 17
            Noutra investida ele viu uma garota tatuada na testa com as palavras ¨sou corrupta, ladra, filha da puta e bandida¨ e foi mordê-la, depois ela se transformou numa flor que cheirava mal e os mosquitos eram atraídos para ela, donde as pessoas não suportavam passar por perto e nem respirar o ar pelo nariz expelido por aquela flor, ela se transformou finalmente num grilo que pulava de flor em flor  e o Vampiro-lobo de Brasília ficou com um gosto ruim na boca por causa do sangue sujo que escorria pela tatuagem.
CAP. 18
            Era de manhãzinha e o Vampiro-lobo de Brasília se transformou para descansar nos infernos...
            Voltando os infernos, de noitinha, ele foi para a copa de uma árvore na Esplanada dos Ministérios e viu um político saindo de noite com uma mala na mão, ele percebeu que havia dinheiro dentro da mala e voou no pescoço do político, foi aquela gritaria, então o político se transformou num Monstro-lesma capaz de emperrar a máquina administrativa do Governo, o Monstro-lesma foi deixando um rastro pelo seu caminho enquanto ele se dissolvia com o sal que jogaram em cima dele, o Vampiro-lobo de Brasília ficou com um gosto pegajoso nos dentes e não conseguiu mordeu mais ninguém naquela noite. No dia seguinte as notícias nos jornais falavam do desaparecimento do político central da oposição e que encontraram uma mala com R$1.000.000,00 jogada perto dos Ministérios do Governo, ninguém sabia o que havia ocorrido!
CAP. 19
            Na noite seguinte o Vampiro-lobo de Brasília saiu voando e durante seu voo percebeu um som de máquina de escrever vindo de um apartamento da  asa sul de Brasília, ele entrou com tudo pela janela e ¨flac¨ no pescoço do escritor que caiu no chão  aliviado se transformando num saco de plástico de lixo, o Vampiro-lobo de Brasília cuspiu nojo e saiu em busca de outras vítimas na mesma noite.
CAP. 20
            O Vampiro-lobo de Brasília estava agora aproveitando uma árvore quando passou uma gostosa debaixo da árvore e lá foi ele, ¨flac¨, a gostosa gemeu e gritou ¨aí¨, ela se transformou numa perereca e foi morar no Lago Paranoá para o proveito dos sortudos, o Vampiro-lobo de Brasília voltou todo excitado para a copa da árvore para dar mais uma mordidinha.
            Então passou um menino preto correndo e ele saiu voando atrás do menino que saiu correndo mais ainda dele, até que o Vampiro-lobo de Brasília o alcançou e o mordeu, o menino falava ¨não faz isso comigo não¨ e o Vampiro-lobo de Curitiba falava ¨isso não dói nada¨ e no final o menino preto se transformou numa cobra cega que vagava pelo mundo sem rumo e nem direção, como o próprio menino preto em sua infância pobre. O Vampiro-lobo de Brasília ficou com gosto de molecagem na boca.

CAP. 21
            Então o Vampiro-lobo de Brasília atacou um cidadão que veio do Paraná, este estava tomado por radiação extraterrestre, e resolveu atacá-lo e lá foi ele, ¨flac¨ no meio de um campo de futebol abandonado, o Vampiro-lobo de Brasília começou a passar mal-estar instantaneamente por causa da radiação, começou a sofrer outra metamorfose e se transformou novamente no Vampiro de Curitiba e o cidadão com radiação se transformou no Frankstein de Brasília, agora o Vampiro de Curitiba estava livre novamente para fazer sangrar pelo pescoço suas vítimas e transformá-las e para transformá-las em monstros.

CAP. 22
            O Frankstein de Brasília saiu atacando o shopping Center da asa sul e as crianças e mulheres saíram correndo desesperadas e com  medo, ele parecia um robô com parafusos no pescoço, andava endurecido e perseguia os mais fracos, era um desespero..., horas depois por pura coincidência apareceu o Vampiro de Curitiba que atacou os guardas do shopping Center, foi aquela pancadaria, mas o Vampiro de Curitiba era imortal e não se machucou e saiu mordendo quase todos os guardas que se transformavam em cães de guarda, já o Frankstein de Brasília foi aterrorizar o estacionamento do shopping enquanto o Vampiro de Curitiba atacava o shopping Center.
CAP. 23
            Então as autoridades decidiram prender o Frankstein de Brasília num presídio, mas se esqueceram que ele era um monstro e que iria destruir o presídio! Agora no presídio ele começou a aterrorizar os internos com sua aparência amedrontadora criada numa maca de enfermeiros de hospital, onde juntaram-se cientistas malucos para criar e formular seu corpo e seus comportamentos e suas habilidades psíquicas, além do que ele deveria fazer até a sua morte com a ingestão de substâncias alienantes para fins de tortura e espancamento ou luta, onde ele apanharia mas não sentiria dor pois já estava morto e mortos não sentem dor e nem choram, mortos não reclamam da vida pois não vivem, depois ensinaram-lhe como aterrorizar as pessoas com telepatia e loucura e foi assim que o presídio começou a ser destruído, por meio de telepatia e de loucura, vieram rebeliões e atentados violentos, movimentos e protestos populares, reclamações acusações de corrupção e inconstitucionalidade, além de muita pancadaria e violência sexual, ninguém conseguia mais dormir em cela alguma por causa da telepatia, todo mundo começou a ficar louco e psicopata, a resocialização dos presos se transformou numa cruel tortura dos presos, numa estadia da morte onde o único que não morria era o Frankstein de Brasília..., então o soltaram pois a população foi as ruas cobrando igualdade social, solução com tratamento médico para ele e prisão para aqueles que criaram esse monstro de Brasília.

CAP. 24


CAP. FINAL
            E no final o derradeiro e cruel fim do Vampiro de Curitiba, a morte pelo Sol, e todos aqueles que haviam se transformado em  monstros como vampiros, sacis, cucas, zumbis, mulas sem cabeça, etc., se transformaram em Heróis que formaram um grande exército do bem que levou a uma grande mudança no mundo, no Brasil e em Brasília, agora cheia de Heróis que haviam sido vítimas de um monstro, o Vampiro de Curitiba!


Osny Mattanó Júnior

Londrina, 29 de maio de 2017.

Nenhum comentário:

Postar um comentário