segunda-feira, 3 de julho de 2017

PESSOA X (2017) OSNY MATTANO JUNIOR.

OSNY MATTANÓ JÚNIOR




PESSOA X



03/07/2017





PESSOA X.
CAP. 1
        E a Pessoa X devaneava no banquinho do ponto do ônibus...
        ¨Será que bruxa é igual a Jai Guru?¨
        ¨Será que sentar na vassoura de uma bruxa é igual a sair voando?¨
        A Pessoa X olhava para baixo se escondendo como alguém que cometeu um erro e ficava gesticulando de forma esquisita.
        O ônibus chegou e a Pessoa X entrou no ônibus, pagou sua passagem e como que por acidente um grupo de garotas parou onde ele estava sentado e elas começaram a falar de sexo, usavam roupas sexy, algumas falavam de bruxaria e exibiam seus corpos com roupas colantes, a Pessoa X não tirava os olhos do traseiro delas, principalmente das garotas que falavam de bruxaria, então outra falou do Jai Guru e a Pessoa X começou a piscar insanamente e a girar a cabeça, as garotas desceram do ônibus e a Pessoa X ficou sonhando acordado.
CAP. 2
        A Pessoa X costumava sempre perambular pela cidade, principalmente perto da Igreja e da Universidade, e até do Shopping, na Universidade conheceu a Dra. Psicóloga que anos depois o atendeu em seu consultório causando um grande constrangimento devido as suas manias.
        Então a Dra. Psicóloga deu uma de corrupta e chamou o Guarda do Prédio para prendê-lo, pois ele, a Pessoa X, a seguia intensamente, e diariamente, alegando que ela havia faltado com a ética profissional em seu consultório quando deixou vazar informações pessoais e sigilosas dele para suas amigas da Igreja e da Universidade, a Pessoa X começou a pensar em ¨chupar o psite¨ - a televisão dizia ¨que loucura essa Pessoa X, mas ele não pode ser louco não, senão a gente vai para a cadeia¨ - eram os delírios que se revelaram a Pessoa X segundo o mundo real.
CAP. 3
        O Guarda do Prédio ficou sabendo dos delírios da Pessoa X e quis dar uma surra nele, pegou seu porrete e foi atrás dele, a Pessoa X estava dormindo na calçada com um cachorro, o Guarda do Prédio chutou suas pernas e lhe disse ¨é o fim¨, ¨vai levantando, vou te dar uma surra, seu descarado¨, a Pessoa X começou a girar a cabeça insanamente e jogou o cachorro na cara do Guarda do Prédio e saiu correndo, o Guarda do Prédio ficou todo ferido e lambido, pois o cachorro era muito dócil, ele perdeu na corrida e desistiu de dar sua surra na Pessoa X.

CAP. 4
        A Dra. Psicóloga deixava seus arquivos no consultório, então a Pessoa X esperou anoitecer e todo mundo ir dormir..., ele foi de taxi até o consultório e resolveu invadi-lo pela janela, ele quebrou o vidro e começou a entrar, mas ficou preso, entalado com a bunda de fora, a Pessoa X agora tinha um problemão pela manhã, a polícia chegou com os Bombeiros e o resgataram mas o levaram para a Delegacia onde ele teve que assinar um termo circunstancial, só foi perdoado porque a Dra. Psicóloga sabia que a culpa e a responsabilidade pelo ocorrido era dela e de mais ninguém, pois ela estava maltratando a Pessoa X no consultório, o Diretor do consultório também o perdoou pois participava da violência contra ele. Depois disto aumentaram os comportamentos problemas dele e ele passou a escutar vozes intensamente sem parar e a ter alucinações que faziam parte de um processo psicótico desencadeando pela Dra. Psicóloga – seu maior delírio era ¨chupar a chupeta¨.
CAP. 5
        Quando ele viu um filme de Hollywood onde os atores ¨chupavam a chupeta¨ foi aquele terror, foi aquele sofrimento, ele começou a delirar e a chorar, primeiro ele sentiu excitação e depois nojo de tudo o que ele via no filme, foi aquele mar de delírios onde tudo se esfarela, ele começou a pensar em pular de prédios para se matar, e outros que também deliravam o homenagearam com o Homem-aranha, depois começou a delirar acidentes de automóveis e tiroteios e o homenagearam com Transformers, os delírios sobre os filmes acompanhavam os filmes, se transformavam, mas o da ¨chupeta¨ era sempre a mesma coisa, havia também bons pensamentos que os delírios transformavam em maus pensamentos como que tentando destruir a vida e a saúde mental da Pessoa X, tudo por causa da Dra. Psicóloga que resignificou seus pensamentos e processos mentais de forma criminosa causando-lhe problemas de saúde e de ordem social.

CAP. 6
        As pessoas começaram a perseguir e a ameaçar a Pessoa X por causa da ¨chupeta¨, cada vez mais ele piscava insistentemente e girava sua cabeça, e agora ele mancava a perna direita, seus dramas tomavam conta de seu corpo, certa vez por causa desses comportamentos ele, num supermercado, se encontrou com um artista da televisão que ele ficou encarando mas o artista o desdenhou e ele começou a mancar a perna direita e levou um tombo vergonhoso que causou uma contagiosa violência moral por meio das gargalhadas intensas e altas daqueles que estavam por perto, a Pessoa X ficou vermelha de vergonha, se levantou e saiu todo gesticulando atrapalhado contra os agressores. Agora a Pessoa X era do domínio público...

CAP. 7
        A Pessoa X se sentia explorada pelo público, pelas pessoas, pelo mundo, pela cidade, não conseguia se colocar no lugar dos outros, então foi até a Igreja  para rezar na Missa, mas começou a sofrer de demência, começou a ter alucinações onde ele era uma pessoa cruel que fazia mal para as pessoas na Igreja, com pensamentos ¨isso é um presente, é só entre a gente, vem aqui fica do meu lado¨ e alucinações onde ele metralhava toda a Igreja, ele começou a pensar que isso era coisa do Diabo e ficou doente, muito doente pois acreditava que não merecia isso, começou a conversar com a pessoas como que se estivesse lutando contra todos, era cadáver sobre cadáver, a Pessoa X sobrevivia e procurou a Dra. Psicóloga para ajudá-lo, mas ele foi mais anti-ética pois não o atendeu e disse que ele era um bandido, ele surtou e tentou se enforcar, mas não conseguiu, então tentou engolir uma colher, mas desistiu.... Como dizia a Dra. Psicóloga ¨desgarça, raça pirraça, terra a vista¨ ele entendeu que navegava em águas distantes, o inconsciente, em busca de um porto seguro, sua consciência e que essa terra era a terra do mal, a terra da loucura, então ele voltou a Igreja e conversou com o Padre e descobriu a  Virgem de Nazaré por quem se tornou devocionário, pois ela era pura e passou duras realidades em sua vida na Terra ao lado de Jesus e dos seus queridos, todos achavam que a Virgem de Nazaré também era uma pessoa louca, assim como os Apóstolos e o próprio Jesus Cristo, ele descobriu que Deus também é para e ama os loucos.

CAP. 8




Osny Mattanó Júnior
Londrina, 02 de julho de 2017.

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