segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

SETE IRMÃOS E UM DESTINO (2017) OSNY MATTANÓ JÚNIOR.

OSNY MATTANÓ JÚNIOR






SETE IRMÃOS E UM DESTINO









16/01/2017





SETE IRMÃOS E UM DESTINO.

CAP. 1
         ¨Eu tenho que pó cuspe nas mãos para passar nos olhos¨, dizia a senhora do destino dos seus sete filhos, a dona Aliê, para seu filho mais novo, o Mano, que brincava quase que pelado perto das árvores no quintal de sua casa com seu irmão Le(lé).
         Quando de repente ouve-se um grito e o som de um motor onde as crianças vêm o jovem Luí dirigindo o velho Ford morro a baixo, dona Aliê se desespera pois o carro está descontrolado e o jovem Luí leva consigo toda a colheita, dona Aliê salta para dentro do carro e o controla fazendo uma manobra de cinema. Então o jovem Le(lé) é prometido numa promessa de 7 anos sem cortar os cabelos e seus cabelos crescem e ele sai para tentar a vida na cidade.
         Dono a Aliê diz para seu filho Mano que seus cabelos estão lindos como o bicho da seda e ela pensa que de dia e que de noite os cabelos continuam iguais mas a cabeça muda.
         Mano estava crescendo e aprendendo sobre a vida, coisas que ele nem sonhava, como ter que estudar e trabalhar, já que no sítio ele tinha tudo pronto para ele e na cidade era diferente seu destino.
         Também vindo do sítio, Loreva, um jovem apaixonado pela vida e pela aventura decidiu-se aventurar-se pelos 5 Conjuntos de Londrina, onde teve seu grande deleite pela luta contra a máquina, ou seja, ele encontrou seu destino, o de combater a máquina, tendo que se aventurar numa viagem longa onde conheceu e fez amigos que o ajudaram levando-o ao êxtase e deslumbramento, ao contentamento, onde muitas vezes para alcança-lo saiu perdedor e ferido, magoado e triste, abatido, empobrecido, mas seu destino o levou até o fim do caminho para lhe mostrar qual era o caminho, o de entender que o coração é maior que a máquina, ou seja, o amor vence a máquina, dona Aliê sempre lhe dizia ¨nem só de coração bate no peito, aponta uma máquina prô peito de uma pessoa prá ver o que sugestiona?¨
CAP. 2

         Toda encantada Leia, a menina que nasceu num forno de carvão e que por isto ganhou o apelido de ¨bicho preto¨ sempre ficava com os deveres de casa, tinha que limpar e arrumar a casa de sua mãe, a dona Aliê, que se adaptava a cidade de Londrina, Leia cresceu como uma empregada em sua família e só depois de adulta é que compreendeu o mistério do seu passado no seu presente, havia algo misterioso, pois hoje ela ainda tinha que cuidar de toda a família como uma empregada com poucos direitos ou mesmo como uma escrava sem liberdade para ter sua vida pessoal e em virtude disto ela fazia de tudo para tirar a liberdade das outras pessoas, certamente porque sua mãe, dona Aliê também fora escravizada pela sua história de vida e pelos contextos enfrentados, pela perda do seu esposo e pela ruína financeira e material, pelos problemas que apareceram e se acumularam gerando cada vez mais problemas, como vemos o passado escraviza pais e filhos que tem que aprender a lutar com as armas certas, com amor e inteligência, com respeito e trabalho, com educação, foi assim que Leia começou a enfrentar seus dramas do passado e a vencê-los, ajudando a sua família a construir um futuro sólido e melhor, ela aprendeu que o amor é maior que a escravidão, que as correntes e o sofrimento geram uma força maior para libertar-se aos poucos para uma vida feliz e melhor. Dona Aliê dizia ¨melhor é acorrentar cachorro antes de acordar e sair por aí rindo.¨

CAP. 3
         Mano acabou se envolvendo no mundo do crime com uma barra da pesada que queria matar a jovem Lu(lu) e suas amigas de escola, esse bandido era um artista internacional muito rico e famoso, extremamente influente e poderoso, capaz de seduzir as pessoas com seu poder e riqueza, com ele havia uma quadrilha de criminosos do outro lado do mundo que foram seduzidos para matarem a jovem Lu(lu) e suas amigas  de escola, esse criminoso acabou atacando também um grupo de artistas de Liverpool muito famoso e talentoso que com seus familiares ficaram doentes e ensandecidos, começaram algumas de suas filhas e delirar e a cometerem atentados contra a vida e a saúde de seus pais e tios, inclusive contra seus avós e avós, a mesma coisa foi acontecendo com a família do Mano do outro lado do mundo que foi mexendo com veneno de cobra, mas havia um mistério por detrás disto tudo!
         Agora duas nações diferentes enfrentavam problemas semelhantes com famílias diferentes mas as autoridades discriminavam a família do Mano e da dona Aliê porque eram pobres e não eram influentes, enquanto que a família do Saulo era ajudada, socorrida e amparada pelas autoridades por ser rica e influente, os crimes eram os mesmos e cada vez piores mas as condições que tratavam-lhes eram diferentes! Dona Aliê dizia ¨autoridade pensa que sabe tudo mas só sabe o que sabedoria!¨ Mano se tornou policial e foi investigar o caso e descobriu muitas coisas, uma coisa era a sabedoria....

CAP. 4
         Depois de alguns dias foi a vez de Lua, a menina que vivia no mundo da lua, abrir seu coração..., ela estava apaixonada por uma estrela da televisão que brilhava mais do que a lua toda noite e por causa disto começou a criar problemas para as estrelas. Primeiro disse ¨vocês só vivem de aparência, são muito solitárias, só querem aparecer lá em cima¨, cada vez ela se afundava mais nessa história com as estrelas que desapareciam com o Sol, ela estava no mundo da lua e o Sol era sua contradição, pois fazia ela parar com suas histórias com as estrelas, só quando ela começou a se interessar pelo Sol como luz para sua vida é que entendeu os mistérios de sua própria vida, que havia uma escuridão em seu interior, em seu viver, que só o amor seria capaz de ascender como a vela no meio da noite, como o brilho das estrelas que a encantavam e iluminavam, ela entendeu que o amor é uma luz que ascende e permite ver o que não se via antes melhorando a vida, Lua escutou sua mãe, dona Aliê ¨o fogo do Sol é como o do palito de fórfo, é um risco só!¨
CAP. 5
         É dia de fevereiro e dona Aliê disse para seu filho Mano ¨vô passa margarina no cemitério¨, ele disse ¨fui...¨ e apareceu Le(lé) com dor no pé dizendo que a dor era de jogar bola com seus amigos no campinho de terra com seus amigos, então os amigos de Le(lé) resolveram roubar o dono da Casa da Luz Vermelha, eles invadiram o local dando voz de assalto, os casais estavam pelados e foi aquela confusão com o dinheiro na mão e a roupa no chão, com o dinheiro compraram drogas e munição, Le(lé) estava se metendo numa encrenca sem fim e sem solução, dona Aliê dizia ¨é só com dinheiro que a gente tem tudo de bom!¨

CAP. 6
         No mundo da lua, Lua acreditava na solução e ela a apresentou para seus seis irmãos, mas não havia solução, não havia problema e nem degeneração ou degradação, Lua estava no mundo da lua sem discernimento, então Mano bolou um plano para ficar com as posses do vizinho, mas Le(lé) deu os canos e entregou seu plano para a mulher do vizinho que foi reclamar na Delegacia e acabou descobrindo que esse plano era do governo e não do Mano, Mano era um ¨laranja¨. Então começaram a perseguir ao Mano e aos seus irmãos, tentaram provocar acidentes de carro com eles, tentaram alveja-los com disparos de armas de fogo, tentaram sequestra-los, tentaram rouba-los, tentaram estupra-los, tentaram prende-los jogando a culpa destes fenômenos a ele e sua família, Mano acabou ficando doente, mas mesmo trabalhando para o governo foi obrigado a continuar trabalhando pois queriam joga-lo no lixo da sociedade, queriam descarta-lo e a sua família por terem se envolvido em crimes cometidos por autoridades poderosas e muito corruptas que tinham e detinham a influência e o poder sobre os Mass Mídia que só veiculavam notícias e programas que pudessem diminuir ou prejudicar a vida, a saúde e a imagem de Mano e de sua família, isto aconteceu por mais de 30 anos, até que começaram a envolver artistas e funcionários de governos do estrangeiro que se revoltaram e iniciaram investigações que deram a maior confusão pois cresceram os atentados a família de Mano por causa disto, e no final começou uma ¨guerra fria¨ entre o mundo e o Brasil, onde Mano se tornou o herói com sua família. Dona Aliê dizia ¨guerra fria é tomar banho de cueca e caneca no frio!¨

CAP. 7
         Então vieram tempos difíceis e dona Aliê e seus 7 filhos se uniram contra uma doença misteriosa que os alcançou acometendo-os devagarzinho e derrubando um a um, aos poucos... mas que doença era essa? Era uma doença psicológica onde eles não conseguiam se perceber e nem perceber o outro, onde apenas era impossível sentirem amor próprio, pois invejavam todo mundo, não se empenhavam em manter o que conquistavam e nem em ampliar suas conquistas, mas apenas em destruir aqueles que se tornavam ¨maiores¨ do que eles, sobretudo no seio de sua família! Mas porquê isto? Talvez porque não aprenderam a se amar e a se valorizarem adequadamente, mas apenas a competir com trapaças e invejas, porque não tiveram amor e paz, mas somente tribulações em suas vidas, por isso reproduziam tantas tribulações incansavelmente e invariavelmente com aqueles que se tornavam ¨maiores¨ do que eles em seus caminhos, talvez como uma forma de se apoderarem ou retaliarem o sucesso e as conquistas daqueles que se tornaram ¨maiores¨ do que eles..., mas se esquecem que aqueles que são julgados ¨maiores¨ se sentem mínimos sem eles, pois precisam de seu amor e atenção, de seu carinho e companhia, de seus ensinamentos e educação, pois compreendem que viveram em época e contextos adversos se comparados aos de seus filhos e filhas, de seus netos e netas, compreendem que dona Aliê foi criada numa época de pós-escravidão, num contexto extremamente racista e pobre, de difíceis relações humanas e sociais, onde as coisas eram resolvidas na violência, e isso foi ensinado para seus 7 filhos pois a educação no Brasil era assim nessa época, eles eram da zona rural e vivam seus dramas e doenças que eram comuns, certamente as doenças mentais e orgânicas não tinham um tratamento melhor e mais eficaz do que hoje e isso repercutia na educação e no trato familiar e social, o Brasil era assim, nossos heróis viviam assim, cresceram assim, provavelmente a vida de muitos personagens históricos como autoridades importantes e artistas que se destacaram, como políticos e cantores, também foram educados assim, e assim seus filhos e filhas, não podemos destruir nosso passado, devemos amar a nossa história e nosso passado, só assim viveremos bem e em paz, e cresceremos individualmente e socialmente. Desrespeitar famílias que sofrem perseguição por motivos injustificáveis e criminosos levando-os a loucura e a morte, a condenação é muito cruel, é desrespeitar toda a história do Brasil. Dona Aliê sempre dizia ¨desrespeito é tirar no peito!¨

CAP. 8
         Meses depois Le(lé) e seus amigos ficaram muito doentes pois foram brincar perto do bueiro, e eram pobres, o bueiro era cheio de morcegos e aranhas, eles não tinham recursos para arcarem com os custos do tratamento da doença, então Lu(lu) e Leia se uniram e foram conversar com sua mãe, dona Aliê, que chamou todos seus 7 filhos para explicar que teriam que ajudar com suas coisas que teriam que ser vendidas, como bola de futebol e bonecas para comprarem remédios para Le(lé) e seus amigos..., passados tempos, quando todos estavam bem de vida, inclusive financeira veio aquele velho problema de lidar com pessoas ¨maiores¨ do que eles, mas perceberam que quando eram crianças seus familiares, tios e tias, primos e primas, pai e mãe, os socorriam em suas necessidades de saúde sem negar-lhes amor e recursos, esta experiência deu-lhes uma novo destino, um novo caminho para suas vidas ajudando-os a criarem seus filhos e filhas, netos e netas, sem negarem-lhes amor e socorro ou educação em todos os momentos de suas vidas, este comportamento sofreu uma mudança quando um neto, sobrinho e primo precisou de ajuda, talvez porque a família também precisou de ajuda e nem um e nem os outros foram ajudados e socorridos, muito pelo contrário, foram todos violentados, usados em experiências científicas ilícitas como cobaias humanas, abusados e explorados sexualmente, torturados, vítimas de tentativas de homicídio e de terrorismo, vítimas do tráfico de drogas, de pessoas, de órgãos, de escravos, de sexo, de trabalho, vítimas de lavagem cerebral, realmente não foram socorridos e enlouquecerem por ação direta e criminosa de terceiros contra a vida e a saúde, é hora de perceberem que precisam todos de ajuda! Dona Aliê dizia ¨ajuda que não ajuda!¨

CAP. 9


CAP. FINAL
         E com o fim de um ciclo ou um longo período, essa família apoiada e iniciada pela jovem Lu(lu) que pôs sua família num novo estágio ou ciclo namorando o jovem Osi com quem teve três filhos e a experiência mais difícil e sofrida de suas vidas, sofreram lavagem cerebral durante 30 anos até que o amor de Osi por Lu(lu) numa reconciliação do casal gerou paz e amor na família salvando-a da desestruturação e da desintegração total, inclusive a família da dona Aliê que dizia ¨família é como varal difícil de segurar¨, mas Osi e Lu(lu) seguraram sua família toda sem saber e a salvaram inclusive das prisões, cadeias, assassinatos, doenças e mortes, um dos filhos do casal, o Ony sempre dizia ¨prá morrer basta por em perigo quem está no consultório!¨



Osny Mattanó Júnior.

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