OSNY
MATTANÓ JÚNIOR
SETE
IRMÃOS E UM DESTINO
16/01/2017
SETE
IRMÃOS E UM DESTINO.
CAP.
1
¨Eu tenho que pó cuspe nas mãos para
passar nos olhos¨, dizia a senhora do destino dos seus sete filhos, a dona
Aliê, para seu filho mais novo, o Mano, que brincava quase que pelado perto das
árvores no quintal de sua casa com seu irmão Le(lé).
Quando de repente ouve-se um grito e o
som de um motor onde as crianças vêm o jovem Luí dirigindo o velho Ford morro a
baixo, dona Aliê se desespera pois o carro está descontrolado e o jovem Luí
leva consigo toda a colheita, dona Aliê salta para dentro do carro e o controla
fazendo uma manobra de cinema. Então o jovem Le(lé) é prometido numa promessa
de 7 anos sem cortar os cabelos e seus cabelos crescem e ele sai para tentar a
vida na cidade.
Dono a Aliê diz para seu filho Mano que
seus cabelos estão lindos como o bicho da seda e ela pensa que de dia e que de
noite os cabelos continuam iguais mas a cabeça muda.
Mano estava crescendo e aprendendo
sobre a vida, coisas que ele nem sonhava, como ter que estudar e trabalhar, já
que no sítio ele tinha tudo pronto para ele e na cidade era diferente seu
destino.
Também vindo do sítio, Loreva, um jovem
apaixonado pela vida e pela aventura decidiu-se aventurar-se pelos 5 Conjuntos
de Londrina, onde teve seu grande deleite pela luta contra a máquina, ou seja,
ele encontrou seu destino, o de combater a máquina, tendo que se aventurar numa
viagem longa onde conheceu e fez amigos que o ajudaram levando-o ao êxtase e
deslumbramento, ao contentamento, onde muitas vezes para alcança-lo saiu
perdedor e ferido, magoado e triste, abatido, empobrecido, mas seu destino o
levou até o fim do caminho para lhe mostrar qual era o caminho, o de entender
que o coração é maior que a máquina, ou seja, o amor vence a máquina, dona Aliê
sempre lhe dizia ¨nem só de coração bate no peito, aponta uma máquina prô peito
de uma pessoa prá ver o que sugestiona?¨
CAP.
2
Toda encantada Leia, a menina que
nasceu num forno de carvão e que por isto ganhou o apelido de ¨bicho preto¨
sempre ficava com os deveres de casa, tinha que limpar e arrumar a casa de sua
mãe, a dona Aliê, que se adaptava a cidade de Londrina, Leia cresceu como uma
empregada em sua família e só depois de adulta é que compreendeu o mistério do
seu passado no seu presente, havia algo misterioso, pois hoje ela ainda tinha
que cuidar de toda a família como uma empregada com poucos direitos ou mesmo como
uma escrava sem liberdade para ter sua vida pessoal e em virtude disto ela
fazia de tudo para tirar a liberdade das outras pessoas, certamente porque sua
mãe, dona Aliê também fora escravizada pela sua história de vida e pelos
contextos enfrentados, pela perda do seu esposo e pela ruína financeira e
material, pelos problemas que apareceram e se acumularam gerando cada vez mais
problemas, como vemos o passado escraviza pais e filhos que tem que aprender a
lutar com as armas certas, com amor e inteligência, com respeito e trabalho,
com educação, foi assim que Leia começou a enfrentar seus dramas do passado e a
vencê-los, ajudando a sua família a construir um futuro sólido e melhor, ela
aprendeu que o amor é maior que a escravidão, que as correntes e o sofrimento
geram uma força maior para libertar-se aos poucos para uma vida feliz e melhor.
Dona Aliê dizia ¨melhor é acorrentar cachorro antes de acordar e sair por aí
rindo.¨
CAP.
3
Mano acabou se envolvendo no mundo do
crime com uma barra da pesada que queria matar a jovem Lu(lu) e suas amigas de
escola, esse bandido era um artista internacional muito rico e famoso,
extremamente influente e poderoso, capaz de seduzir as pessoas com seu poder e
riqueza, com ele havia uma quadrilha de criminosos do outro lado do mundo que
foram seduzidos para matarem a jovem Lu(lu) e suas amigas de escola, esse criminoso acabou atacando
também um grupo de artistas de Liverpool muito famoso e talentoso que com seus
familiares ficaram doentes e ensandecidos, começaram algumas de suas filhas e
delirar e a cometerem atentados contra a vida e a saúde de seus pais e tios,
inclusive contra seus avós e avós, a mesma coisa foi acontecendo com a família
do Mano do outro lado do mundo que foi mexendo com veneno de cobra, mas havia
um mistério por detrás disto tudo!
Agora duas nações diferentes
enfrentavam problemas semelhantes com famílias diferentes mas as autoridades
discriminavam a família do Mano e da dona Aliê porque eram pobres e não eram
influentes, enquanto que a família do Saulo era ajudada, socorrida e amparada
pelas autoridades por ser rica e influente, os crimes eram os mesmos e cada vez
piores mas as condições que tratavam-lhes eram diferentes! Dona Aliê dizia
¨autoridade pensa que sabe tudo mas só sabe o que sabedoria!¨ Mano se tornou
policial e foi investigar o caso e descobriu muitas coisas, uma coisa era a
sabedoria....
CAP.
4
Depois de alguns dias foi a vez de Lua,
a menina que vivia no mundo da lua, abrir seu coração..., ela estava apaixonada
por uma estrela da televisão que brilhava mais do que a lua toda noite e por
causa disto começou a criar problemas para as estrelas. Primeiro disse ¨vocês
só vivem de aparência, são muito solitárias, só querem aparecer lá em cima¨,
cada vez ela se afundava mais nessa história com as estrelas que desapareciam
com o Sol, ela estava no mundo da lua e o Sol era sua contradição, pois fazia
ela parar com suas histórias com as estrelas, só quando ela começou a se interessar
pelo Sol como luz para sua vida é que entendeu os mistérios de sua própria
vida, que havia uma escuridão em seu interior, em seu viver, que só o amor
seria capaz de ascender como a vela no meio da noite, como o brilho das
estrelas que a encantavam e iluminavam, ela entendeu que o amor é uma luz que
ascende e permite ver o que não se via antes melhorando a vida, Lua escutou sua
mãe, dona Aliê ¨o fogo do Sol é como o do palito de fórfo, é um risco só!¨
CAP.
5
É dia de fevereiro e dona Aliê disse para
seu filho Mano ¨vô passa margarina no cemitério¨, ele disse ¨fui...¨ e apareceu
Le(lé) com dor no pé dizendo que a dor era de jogar bola com seus amigos no
campinho de terra com seus amigos, então os amigos de Le(lé) resolveram roubar
o dono da Casa da Luz Vermelha, eles invadiram o local dando voz de assalto, os
casais estavam pelados e foi aquela confusão com o dinheiro na mão e a roupa no
chão, com o dinheiro compraram drogas e munição, Le(lé) estava se metendo numa
encrenca sem fim e sem solução, dona Aliê dizia ¨é só com dinheiro que a gente
tem tudo de bom!¨
CAP.
6
No mundo da lua, Lua acreditava na
solução e ela a apresentou para seus seis irmãos, mas não havia solução, não
havia problema e nem degeneração ou degradação, Lua estava no mundo da lua sem
discernimento, então Mano bolou um plano para ficar com as posses do vizinho,
mas Le(lé) deu os canos e entregou seu plano para a mulher do vizinho que foi
reclamar na Delegacia e acabou descobrindo que esse plano era do governo e não
do Mano, Mano era um ¨laranja¨. Então começaram a perseguir ao Mano e aos seus
irmãos, tentaram provocar acidentes de carro com eles, tentaram alveja-los com disparos
de armas de fogo, tentaram sequestra-los, tentaram rouba-los, tentaram
estupra-los, tentaram prende-los jogando a culpa destes fenômenos a ele e sua
família, Mano acabou ficando doente, mas mesmo trabalhando para o governo foi
obrigado a continuar trabalhando pois queriam joga-lo no lixo da sociedade,
queriam descarta-lo e a sua família por terem se envolvido em crimes cometidos
por autoridades poderosas e muito corruptas que tinham e detinham a influência
e o poder sobre os Mass Mídia que só veiculavam notícias e programas que
pudessem diminuir ou prejudicar a vida, a saúde e a imagem de Mano e de sua
família, isto aconteceu por mais de 30 anos, até que começaram a envolver
artistas e funcionários de governos do estrangeiro que se revoltaram e
iniciaram investigações que deram a maior confusão pois cresceram os atentados
a família de Mano por causa disto, e no final começou uma ¨guerra fria¨ entre o
mundo e o Brasil, onde Mano se tornou o herói com sua família. Dona Aliê dizia
¨guerra fria é tomar banho de cueca e caneca no frio!¨
CAP.
7
Então vieram tempos difíceis e dona
Aliê e seus 7 filhos se uniram contra uma doença misteriosa que os alcançou
acometendo-os devagarzinho e derrubando um a um, aos poucos... mas que doença
era essa? Era uma doença psicológica onde eles não conseguiam se perceber e nem
perceber o outro, onde apenas era impossível sentirem amor próprio, pois invejavam
todo mundo, não se empenhavam em manter o que conquistavam e nem em ampliar
suas conquistas, mas apenas em destruir aqueles que se tornavam ¨maiores¨ do
que eles, sobretudo no seio de sua família! Mas porquê isto? Talvez porque não
aprenderam a se amar e a se valorizarem adequadamente, mas apenas a competir
com trapaças e invejas, porque não tiveram amor e paz, mas somente tribulações
em suas vidas, por isso reproduziam tantas tribulações incansavelmente e
invariavelmente com aqueles que se tornavam ¨maiores¨ do que eles em seus
caminhos, talvez como uma forma de se apoderarem ou retaliarem o sucesso e as
conquistas daqueles que se tornaram ¨maiores¨ do que eles..., mas se esquecem
que aqueles que são julgados ¨maiores¨ se sentem mínimos sem eles, pois
precisam de seu amor e atenção, de seu carinho e companhia, de seus
ensinamentos e educação, pois compreendem que viveram em época e contextos
adversos se comparados aos de seus filhos e filhas, de seus netos e netas,
compreendem que dona Aliê foi criada numa época de pós-escravidão, num contexto
extremamente racista e pobre, de difíceis relações humanas e sociais, onde as
coisas eram resolvidas na violência, e isso foi ensinado para seus 7 filhos
pois a educação no Brasil era assim nessa época, eles eram da zona rural e
vivam seus dramas e doenças que eram comuns, certamente as doenças mentais e
orgânicas não tinham um tratamento melhor e mais eficaz do que hoje e isso
repercutia na educação e no trato familiar e social, o Brasil era assim, nossos
heróis viviam assim, cresceram assim, provavelmente a vida de muitos
personagens históricos como autoridades importantes e artistas que se
destacaram, como políticos e cantores, também foram educados assim, e assim
seus filhos e filhas, não podemos destruir nosso passado, devemos amar a nossa
história e nosso passado, só assim viveremos bem e em paz, e cresceremos
individualmente e socialmente. Desrespeitar famílias que sofrem perseguição por
motivos injustificáveis e criminosos levando-os a loucura e a morte, a
condenação é muito cruel, é desrespeitar toda a história do Brasil. Dona Aliê
sempre dizia ¨desrespeito é tirar no peito!¨
CAP.
8
Meses depois Le(lé) e seus amigos
ficaram muito doentes pois foram brincar perto do bueiro, e eram pobres, o
bueiro era cheio de morcegos e aranhas, eles não tinham recursos para arcarem
com os custos do tratamento da doença, então Lu(lu) e Leia se uniram e foram
conversar com sua mãe, dona Aliê, que chamou todos seus 7 filhos para explicar
que teriam que ajudar com suas coisas que teriam que ser vendidas, como bola de
futebol e bonecas para comprarem remédios para Le(lé) e seus amigos...,
passados tempos, quando todos estavam bem de vida, inclusive financeira veio
aquele velho problema de lidar com pessoas ¨maiores¨ do que eles, mas
perceberam que quando eram crianças seus familiares, tios e tias, primos e
primas, pai e mãe, os socorriam em suas necessidades de saúde sem negar-lhes
amor e recursos, esta experiência deu-lhes uma novo destino, um novo caminho
para suas vidas ajudando-os a criarem seus filhos e filhas, netos e netas, sem negarem-lhes
amor e socorro ou educação em todos os momentos de suas vidas, este
comportamento sofreu uma mudança quando um neto, sobrinho e primo precisou de
ajuda, talvez porque a família também precisou de ajuda e nem um e nem os
outros foram ajudados e socorridos, muito pelo contrário, foram todos
violentados, usados em experiências científicas ilícitas como cobaias humanas,
abusados e explorados sexualmente, torturados, vítimas de tentativas de
homicídio e de terrorismo, vítimas do tráfico de drogas, de pessoas, de órgãos,
de escravos, de sexo, de trabalho, vítimas de lavagem cerebral, realmente não
foram socorridos e enlouquecerem por ação direta e criminosa de terceiros
contra a vida e a saúde, é hora de perceberem que precisam todos de ajuda! Dona
Aliê dizia ¨ajuda que não ajuda!¨
CAP.
9
CAP.
FINAL
E com o fim de um ciclo ou um longo
período, essa família apoiada e iniciada pela jovem Lu(lu) que pôs sua família
num novo estágio ou ciclo namorando o jovem Osi com quem teve três filhos e a
experiência mais difícil e sofrida de suas vidas, sofreram lavagem cerebral
durante 30 anos até que o amor de Osi por Lu(lu) numa reconciliação do casal
gerou paz e amor na família salvando-a da desestruturação e da desintegração
total, inclusive a família da dona Aliê que dizia ¨família é como varal difícil
de segurar¨, mas Osi e Lu(lu) seguraram sua família toda sem saber e a salvaram
inclusive das prisões, cadeias, assassinatos, doenças e mortes, um dos filhos
do casal, o Ony sempre dizia ¨prá morrer basta por em perigo quem está no
consultório!¨
Osny Mattanó Júnior.
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